Última horaLuís Godinho escolhido para jogo da Champions League: eis as nomeações internacionais
Publicidade

Académica OAF 1-0 CD Nacional: Resultado magro para tanta superioridade

Pedro Machado · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Nacional

Dois dias depois de completar 130 anos de história, a Associação Académica de Coimbra teve uma prenda atrasada da parte do seu Organismo Autónomo de Futebol – a Briosa venceu o Nacional por 1-0, confirmando a melhor série da época com a terceira vitória consecutiva.

À semelhança do que já tinha acontecido no último jogo no Cidade de Coimbra, o triunfo dos estudantes começou a ser construído cedo e aos 12… segundos de jogo a Académica já estava a vencer. Solicitou-se a velocidade de Balogun na esquerda do ataque, o nigeriano ultrapassou Nuno Campos e visou Djoussé, que inaugurou o marcador.

O Nacional consentiu o golo madrugador, não conseguiu articular o seu futebol de forma construtiva (muito pouco critério no passe) e foi incapaz de incomodar uma Académica bem organizada no seu meio-campo e que até esteve mais perto de ampliar por Djoussé e Balogun. Daniel, guarda-redes do Nacional, porém, impôs-se e salvaguardou a margem mínima até ao intervalo.

Balneário da Académica celebrou o jogo 220 de Marinho pela Briosa Fonte: Académica OAF
Balneário da Académica celebrou o jogo 220 de Marinho pela Briosa
Fonte: Académica OAF

 

O descanso fez bem aos madeirenses que vieram dos balneários com outra atitude. Passaram a ter maior critério no passe e pareceu existir inconformismo em furar o meio-campo da Académica. Este, porém, orquestrado por Ricardo Dias, foi fazendo ruir as esperanças do Nacional com a a sua organização. Ou seja, mudar a atitude não foi suficiente. E mudar jogadores? Costinha, treinador do Nacional, experimentou-o. Refrescou o ataque, fez entrar Murilo e Vitor para os lugares de Rochez e Diego Barcellos e a equipa pareceu responder afirmativamente, fazendo circular a bola mais perto da área da Académica, porém, faltou objetividade, e, durante os primeiros minutos após esta troca, até foram os estudantes a estar mais perto do golo numa situação de contra-ataque, que Diogo Ribeiro (entrado para o lugar de Djousse) finalizou com um remate às malhas laterais.

Com o passar do tempo, o Nacional foi conseguindo ganhar critério no último terço e teve duas oportunidades seguidas para igualar a partida, através de Murilo – primeiro num remate fora da àrea e, depois, num cabeceamento na sequência do canto. Ricardo Ribeiro impô-se, com classe, a ambas. O Nacional forçava o empate. Costinha apercebia-se disso e forçou a barra ao substituir Camacho, médio ala por Vanilson, homem de area… porém, foi traído pela agressividade de Christian, que viu segundo amarelo depois de falta sobre Ki.

O Nacional acusou o toque e apesar de até ter assustado, com um remate perigoso de Murilo, não mais conseguiu dar a volta a um resultado que peca por escasso mas que confirma o bom momento da Académica, marcado por três vitórias consecutivas, duas delas sobre rivais na luta pela subida e que torna amargo, para Costinha, o regresso ao Estádio Cidade de Coimbra.

FIGURA

Fonte: Académica OAF
Fonte: Académica OAF

Ricardo Dias (Académica OAF) – apesar do Nacional conseguiu criar perigo nos últimos minutos do encontro, a verdade é que também o tentou fazer antes e se não foi capaz de o fazer, em muito se deve à ação do médio ex- Beleneneses, que orquestrou a forma como Guima e Chiquinho pressionaram o adversário, assumindo, ele mesmo, as dobras quando essa pressão não era feita de forma tão eficiente, revelando-se fundamental nas recuperações de bola da Académica.

FORA-DE-JOGO

Fonte: CD Nacional
Fonte: CD Nacional

Christian (CD Nacional) – Apesar de não ter sido dos mais conformados com o marasmo do Nacional, o número 71 do Nacional foi, por vezes, bastante precipitado na forma como saiu a jogar e a ligação meio-campo ataque não foi, por isso, feita com muita qualidade.

Para além disso, deixou a sua equipa a jogar com menos uma unidade depois de entrada imprudente cometida sobre quando já estava amarelado.

CONFERÊNCIA BnR

Costinha, treinador do CD Nacional

Que análise faz ao jogo?

Costinha: Vitoria justa da Académica. Tiveram melhores oportunidades de golo. Na primeira parte não estivemos cá. Sofremos um golo, podiamos sofrer mais um. Na segunda parte tivemos melhor, aqui e ali destapamos a manta, aproveitou o contra-ataque para criar perigo.

 

Pergunta BnR: O Nacional vai para a pausa competitiva com uma série de três jogos sem vencer. Esta derrota tem um peso extra por isso?

Costinha: Uma derrota é sempre uma derrota, foi o que foi. Temos de continuar a trabalhar, continuar a cimentar aquilo que são os nossos processos e não dar uma parte de avanço ao adversário, seja ele qual fôr

 

Como foi o regresso?

Costinha: Sempre fui bem tratado aqui. É um regresso natural e normal. Graças a Deus fui bem cumprimentado por todas elas, em primeiro lugar os jogadores com tenho uma relação fantástica, mas o mais importante será sempre a minha equipa.

 

Ivo Vieira, treinador da Académica OAF

Triunfo tão justo como fundamental?

Ivo Vieira: Foi uma vitória importante para mantermos uma série positiva, perante uma grande massa associativa, que nos apoiou e por números que se calhar não mostram aquilo que se passou em campo.

 

Era esta equipa que tinha em mente no início de época?

Ivo Vieira: Mesmo quando não tivemos resultados bons, sempre tivemos um futebol positivo, de ataque. Houve um ou outro jogo em que não estivemos tão bem. Não vou desviar do que é o caminho, do que é o jogo. Mas não somos perfeitos todos os dias e se me perguntar se esta era a equipa que quero, sim, é, mas a meter mais vezes a bola na baliza. Comigo a Académica não vai jogar para não perder. Comigo a Académica vai passar a jogar para ganhar!

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos