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Respirou-se de alívio na Cova da Piedade, com o conjunto da Margem Sul a voltar a sair dos lugares de despromoção quatro jornadas depois, enquanto no Algarve pode-se ficar com a corda na garganta no final desta jornada 24 da Segunda Liga, com a derrota pela margem mínima a poder deixar os comandados de Álvaro Magalhães abaixo da linha de água.
Num duelo de grande importância na luta pela manutenção, Álvaro Magalhães protagonizou cinco alterações em relação à derrota caseira frente ao Paços de Ferreira, com Daniel Fernandes, Fábio Santos, Kadri, Carlos Moura e Alan Júnior a serem lançados de início. Já Miguel Leal seguiu a velha máxima “em equipa que ganha não se mexe” e apostou no mesmo onze que bateu o Benfica B na última jornada.
O jogo começou muito físico e com uma série de faltas a ser assinala durante os primeiros minutos, mas cedo o Cova da Piedade apareceu em terrenos ofensivos, com Cele a ser o primeiro a rematar à baliza logo aos seis minutos, mas Daniel Fernandes recolheu com facilidade. Já o Farense contou com grandes dificuldades em aproximar-se da baliza de Moreira, com os passes em zona ofensiva a saírem disparatados e com grande pressão da defesa sobre os atacantes algarvios.
Os piedenses mantiveram o ímpeto ofensivo durante grande parte do primeiro tempo, com Sami a deixar o aviso num remate de longe mas ao lado aos 25 minutos, seguido de uma excelente jogada começada por Hugo Firmino, o motor de jogo dos locais, que picou a bola sobre a defesa, Stanley apareceu nas costas e atirou em arco, com um ligeiro desvio a ser suficiente para a bola passar ao lado da baliza de Daniel Fernandes. Entretanto, o melhor que o Farense fez foi um remate de longe de André Vieira aos 28 minutos, que saiu desengonçado e fora do alvo.
Nos últimos minutos do primeiro tempo, o Farense foi equilibrando o jogo, cobrindo as tentativas do ataque piedense e começou a criar perigo, primeiro num livre de Pedro Kadri que passou a barreira, mas Moreira estava no sítio certo para agarrar. Já perto do intervalo, Hugo Firmino perdeu a bola para Carlos Moura no meio-campo do Cova da Piedade, com o brasileiro a dar para Alan Júnior atirar de longe, obrigando Moreira a aplicar-se. Ao intervalo, perante as dificuldades em finalizar dos dois lados, o nulo não surpreendeu.

Fonte: Bola na Rede
Na segunda parte voltou a ser o Piedade a ser mais atrevido na procura do golo, com Hugo Firmino a atirar com força aos 50 minutos para a baliza, mas um defesa meteu-se no caminho e acabou por ceder canto. Dois minutos mais tarde, uma bola sobrou para Evaldo que dentro da área e em esforço atirou para defesa difícil de Daniel Fernandes.
Continuava o Cova da Piedade a ameaçar de bola parada e Mané esteve perto de inaugurar o marcador quando, ao primeiro poste, a tentar desviou um pontapé de canto na esquerda, mas a bola saiu ligeiramente ao lado do poste. O Farense continuava com dificuldades em criar real perigo junto da baliza de José Moreira, com o único lance de relevo a aparecer num livre de Jorge Ribeiro, com a bola a bater na barreira e, na recarga, voltou a ser a defesa da casa a desviar a bola, após uma recarga de André Vieira.
Miguel Leal tentou dar novas dinâmicas ao ataque do Piedade, com Diarra e Dieguinho a entrarem para o lugar de Pereirinha e Sami, respetivamente. Já Álvaro Magalhães meteu Tavinho por Alan Júnior, mas continuaram a ser os locais a criar mais perigo.
Aos 74 minutos, mais perigo a rondar a baliza do Farense, com Hugo Firmino, sempre ele, a cruzar na direita, Daniel Fernandes ficou aos papéis e permitiu Stanley cabecear à baliza, mas o guarda-redes algarvio ainda conseguiu desviar a bola para canto. Seguiu-se Evaldo, de pé direito, a atirar de fora da área, mas Daniel Fernandes conseguiu a defesa fácil. Aos 78 minutos, polémica na área do Farense, com os homens do Piedade a pedir penálti, mas Manuel Oliveira não assentiu, marcando posteriormente um livre perigoso à entrada da área.
Acabou por ser na sequência do livre que o marcador iria finalmente mexer, com Mané a bater o livre, a bola sobrou para Hugo Firmino que atirou com força, fuzilando Daniel Fernandes e dando uma justa vantagem ao conjunto da Margem Sul.
Até ao final, o Cova da Piedade geriu com cabeça a vantagem e evitou todas as últimas investidas do conjunto algarvio, confirmando a segunda vitória consecutiva na Segunda Liga e fugindo aos lugares de despromoção. Já o Farense volta para o Algarve em situação perigosa e pode entrar nos lugares de descida a dez jornadas do final da temporada.
ONZE INICIAL E SUBSTITUIÇÕES
CD Cova da Piedade: Moreira, P. Coronas, Wilyan, Allef, Evaldo, H. Firmino, B. Pereirinha (B.Diarra, 61’), S. Mané, T. Cele, Sami (Dieguinho, 64’), A. Stanley (R. Tavares, 87’).
SC Farense: D. Fernandes, F. Santos, P. Kadri, Cássio, J. Ribeiro, Fabrício, C.Moura (Alvarinho, 86’), A. Vieira (D. Bragança, 76’), F. Nunes, M. Mayambela, A. Júnior (Tavinho, 64’).
A FIGURA

Hugo Firmino – O extremo de 30 anos foi o motor do jogo do Cova da Piedade, estando presente em grande parte dos lances de perigo da equipa da Margem Sul e coroando uma excelente prestação com o golo da vitória.
O FORA DE JOGO

Jorge Ribeiro – Num jogo em que grande parte das jogadas ofensivas do Farense apareciam do bola parada, pedia-se melhor decisão do veterano lateral, mas os cantos e livres do ex-internacional português pouco perigo criaram à baliza de Moreira. Uma decepção…
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Farense
BnR: O Farense corre o risco de acabar esta jornada nos lugares de descida. O que vai tentar mudar na sua equipa para conseguir chegar a lugares mais confortáveis na tabela?
Álvaro Magalhães: Temos dificuldades em alguns sectores, no sector ofensivo temos poucas opções. Chegou agora um novo elemento [Lynel Kitambala] que espero que nos dê mais qualidade, que nos traga também uma ponta de sorte e que nos ajude a marcar. Há sectores preenchidos mas no ataque realmente temos dificuldades. O Irobiso estava castigado, o Alan Júnior, com falta de ritmo, deu o máximo. Espero que este jogador nos venha ajudar a alcançar os nossos objetivos
Cova da Piedade
BnR: O Cova da Piedade teve uma boa prestação e dominou grande parte do jogo. O que tentou mudar na equipa desde que chegou ao Cova da Piedade para tirar o clube dos lugares de descida?
Miguel Leal: Disse logo que havia três coisas que tínhamos de melhorar: mais intensidade de jogo, que tínhamos uma baixa intensidade e chegávamos aos 70 minutos e as coisas começavam a andar para trás; A organização defensiva e mais confiança, porque em termos ofensivos as coisas iam saindo mas sem regularidade. Mesmo assim temos de progredir em termos ofensivos, porque contra o Benfica B treinamos e as coisas saíram, hoje treinamos algumas estratégias mas não fomos capazes de finalizar. Os três principais factores são esses.
Foto de Capa: CD Cova da Piedade












