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Não pense, caro leitor, que o nível de agressividade no jogo extrapolou o aceitável. A verdade é que estivemos perante um jogo muito equilibrado, muito intenso, com muitas faltas, muitas perdas de tempo, muito batalhado no meio campo e zero golos. A juntar a estes fatores ainda surgiu a agravante do tempo que deixou o terreno muito escorregadio, acabando por tornar o jogo mais trapalhão ainda. Um duelo entre candidatos que deixou algo a desejar pela pouca qualidade que o jogo apresentou, mas que no fim sorriu ao CD Santa Clara que continua nos lugares de subida.
A primeira parte, à semelhança de todo o jogo, foi muito equilibrada. Santa Clara e Arouca demoraram muito tempo a entrar no jogo, optando por uma estratégia mais cautelosa, à procura daquilo que o jogo pudesse dar. A verdade é que foram quase nulos os lances de perigo neste primeiro tempo. O Santa Clara procurava assumir o jogo, jogando um futebol mais apoiado mas sem grande sucesso, devido às sucessivas perdas de bola no meio campo adversário e devido ao pouco esclarecimento da equipa açoriana. Já o Arouca tentava ganhar as segundas bolas, conseguindo quase sempre mostrar mais agressividade na procura pela posse de bola. Ainda assim, não surgiram oportunidades de perigo, nem para um lado, nem para o outro.

A segunda parte começou praticamente da mesma forma que começou a primeira. Ainda assim, nota para um Santa Clara que entrou nestes minutos iniciais com mais iniciativa e com mais vontade de chegar próximo da baliza de Bracalli. Depois da boa entrada da equipa da casa nestes minutos iniciais, o jogo voltou a ficar morno. Já próximo dos vinte minutos finais da partida, o Arouca começou a pegar mais no jogo. A equipa visitante somou lances de bola parada consecutivos e conseguiu encostar o Santa Clara ao seu meio terreno. Já próximo do final surge a melhor oportunidade do jogo. Barnes aparece isolado na cara de Marco Pereira que lhe negou um golo com uma mancha sensacional.
O jogo acabou num nulo, sem golos e acaba por fazer justiça àquilo que as duas equipas fizeram em campo. O Arouca acaba por conquistar um ponto fora de casa e o Santa Clara, com o empate, mantém-se nos lugares de subida. Valeu a segunda parte com maior intensidade.
Onzes Iniciais e substituições
CD Santa Clara: Marco Pereira, Accioly (SC), Pacheco (C), Minhoca, Igor Rocha, Thiago Santana, João Reis, João Pedro (subst.), R. Saldanha (subst), Vitor Alves, Fernando, Marcelo (subst. João pedro), Clemente (subst Thiago Santana), Osama Rashid (subst R. Saldanha).
FC Arouca: Rafael Bracali (C), João Amorim, Deyvison, Benny, Vitor Costa, Roberto (SC) (subst), Palocevic, Jefre Varga (subst), Bukia (subst), Ericson, Bruno Alves, Barnes (subst Bukia), Areias (subst Roberto), Ohemeng (subst Jefre).
A FIGURA:

Marco Pereira – Foi uma tarefa difícil escolher o melhor em campo num jogo que foi tão equilibrado. Ainda assim foi Marco o homem com maior influência na partida. Negou um golo cantado à equipa do Arouca e mostrou sempre tranquilidade e segurança em todos os momentos da partida.
O FORA DE JOGO:

Thiago Santana – Não esteve em dia sim o avançado brasileiro. Habitualmente figura de proa nos açorianos, hoje mostrou-se algo nervoso e não conseguiu colocar o seu melhor futebol em campo.
BnR na Conferência de Imprensa
FC Arouca:
BnR: Miguel Leal, a sua equipa sai daqui com um empate e fica atrás do Santa Clara na luta para a subida. A sua estratégia correu como planeado ou o objetivo era os três pontos?
ML: O nosso objetivo era ganhar os três pontos. Foi um jogo equilibrado. Tivemos mais posse de bola, no entanto não conseguimos o golo.
Outras respostas: “Vai ser uma disputa até ao último jogo”. “Cada vez há mais canditados à subida e o trabalho é contínuo.”
CD Santa Clara
BnR: Acha que o estado do tempo dificultou a estratégia montada para hoje?
CP: Sim, o vento e a chuva condicionou o jogo. No entanto, foi o que esperamos e fizemos um trabalho de qualidade. Agora temos de estar preparados para as próximas 5 jornadas.
Outras respostas: “A lesão de João Pedro também condicionou o jogo”. “Com o tempo vai ser difícil fazer um trabalho de qualidade por causa da ansiedade e temos de controlá-la. Temos de ter uma mentalidade forte”.
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









