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Quando alguém, na máxima força da caixa torácica, afirma que os jornais e a quantidade fatigante de informação – que circula nas dermes e epidermes das novas e velhas redes – contribuem diretamente para atingir estágios de ansiedade e agonia elevados, não pode ser consignado como parvo ou insano. As teorias do Jornalismo são capazes de explicar, suavizar e adornar o que foi descrito através da atribuição de uma nomenclatura que, ao ser inscrita numa frase, raramente é questionada.
“O caso Islam Slimani só é assunto em Portugal por existir uma agenda-setting que privilegia o escândalo”. “O Fabrizio Romano é tão gatekeeper!”. “Os castigos aplicados aos clubes portugueses e aos seus respetivos profissionais baseiam-se somente em situações claras de framing”. “Matheus Nunes com um pé no Manchester City”. “Palhinha próximo do Wolverhampton Wanderers”. Sentenças desta ordem não podem ter contestação. Creio que a utilização de palavras inglesas influencie o processo.
Nesta via de aceleração que é o futebol português, a realização de uma temporada constante e acima da linha da mediania constitui uma das saídas. O mau comportamento e a falta de compromisso também redundam em abrandamento e reconfiguração da caixa de velocidades. Outras razões contribuem para a emigração. É só uma especulação e um dedinho de jornalista. Alguém está ansioso?
5. Zouhair Feddal

Na temporada 2020/2021 foi essencial na preparação de um banquete após longo jejum. Aquele golo diante do CD Nacional já perto do término da partida ainda está na retina e jamais será esquecido. Contudo, o marroquino perdeu preponderância no tabuleiro 2021/2022 de Rúben Amorim.
A aposta em Matheus Reis no eixo central do setor mais recuado do terreno juntamente com Gonçalo Inácio e Sebastián Coates relegou Feddal para opção pouco utilizada porque ainda existia (e existe) Luís Neto e por estar iminente a contratação de um novo defesa central. Em final de contrato, a renovação automática falhou, os objetivos não se concretizaram e Feddal está a par disso.
4. Pablo Sarabia

O internacional espanhol não está vinculado ao clube de Alvalade e atracou em Lisboa apenas porque a qualidade de Nuno Mendes bateu as asas rumo a Paris. Apesar disto, é um dos jogadores que irá impelir ao luto e à recuperação emocional pela elevada relevância tida na frente de ataque do Sporting CP.
Pablo Sarabia foi a tempestade solarenga mais bonita de 2021/2022. A facilidade de leitura de jogo, os passes e as assistências teleguiadas, os tentos concretizados e repletos de classe e as novas dinâmicas ofensivas compuseram inúmeros regalos e momentos cálidos de perplexidade. Um dos melhores jogadores do campeonato e o mais diferenciado do plantel leonino!
3. Islam Slimani

Qualquer adepto do Sporting CP, aquando da sua chegada, ficou expectante e esperançoso num ataque mais goleador. A insustentável ineficácia de Paulinho, já notada, foi rapidamente colmatada com quatro remates certeiros em nove partidas disputadas no campeonato português. Parecia ser uma chave que pudesse desbloquear jogos encravados…
Porém, tudo o Ramadão levou. O desentendimento com Rúben Amorim gerou uma das maiores polémicas da temporada desportiva vigente. A acusação revela que o avançado argelino não estava comprometido e empenhado a 100% e, por essa razão, acabou preterido do plantel. A saída tem travos amargos, mas pode ser bem digerida.
2. João Palhinha

Na época transata, o médio do Sporting CP provou que Jesus nem sempre está certo e dita pensamentos. Se adentrássemos pelo universo automóvel, João Palhinha podia ser considerado uma espécie de trator ultramoderno, hábil no lavrar do terreno e na retirada de cena de potenciais investidas adversárias.
Em 2021/2022, o camisola seis baixou os índices de produtividade. Manuel Ugarte, após a exibição portentosa efetuada no Estádio da Luz, adquiriu um papel ascendente na confiança de Rúben Amorim e João Palhinha acabou vítima do acontecimento. A saída aparenta ser a possibilidade mais lógica pelo interesse suscitado no estrangeiro e pela contratação quase iminente de Morita.
1. Matheus Nunes

O internacional português é a prova cabal de que a pastelaria portuguesa tem lucro e rentabilidade. Na época corrente, adquiriu o papel de protagonista do meio-campo do Sporting. Nas competições europeias, diante de colossos, parecia jogar de pantufas de veludo e há mais de dez anos. Nos jogos grandes, em Portugal, voltou a fazer das suas e a bailar sem grande alarido.
A imprensa constata que Pep Guardiola ficou embasbacado com a exibição diante do Manchester City e que queria tê-lo no seu plantel num futuro bastante próximo. Contudo, aquele que é um dos treinadores mais conceituados do mundo, ainda não viu metade. E, para ver, necessita de marcar o pin do cartão multibanco o mais rápido possível. E sem erros.














