Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

A hora de Paulo Oliveira

Cláudia Figueiredo · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sporting cp cabeçalho 2

Muitas vezes se falou, no seio de adeptos e até publicamente em programas desportivos, na viabilidade de manter Rúben Semedo a titular em detrimento de Paulo Oliveira. Apesar de toda a gente reconhecer que o talento de Rúben é enorme e a sua margem de progressão é ainda maior, muitos eram aqueles que defendiam que Paulo Oliveira está numa fase da carreira muito mais madura e que, por isso, o lugar no onze deveria ser seu.

Desde que o Sporting ficou arredado de todas as competições que Jorge Jesus tem mexido com frequência na equipa titular. Apesar de no mês de Janeiro ter feito os noventa minutos em grande parte dos jogos, a sua utilização regular por opção técnica só começou a ser uma realidade de há quatro jogos em diante, quando o Sporting recebeu o Rio Ave em Alvalade. As duas expulsões de Rúben Semedo frente a Boavista e Chaves aconteceram em momentos delicados dos jogos, em que o Sporting ainda tentava alcançar a vitória. A partir daí, a equipa viu as suas aspirações comprometidas e o forcing final que se fazia em ambos os jogos caiu por terra.

A partir desse momento, Paulo Oliveira foi aparecendo no onze e nunca comprometeu a equipa, algo que lhe deu pontos na luta pela titularidade com o seu companheiro. A verdade é que o português tem vindo a demonstrar a maturidade que lhe é conhecida e as suas qualidades têm ficado cada vez mais evidenciadas ao ponto de quase não lhe encontrarmos defeitos. Apesar de ter uma estatura mais baixa que Coates e Semedo, é extremamente competente a cortar bolas pelo ar mesmo quando os seus opositores diretos têm mais centímetros. Para além disso, é imperial a jogar em antecipação, aparece sempre para a dobra quando Coates é ultrapassado e tem um sentido posicional de central de topo.

Durante esta época, o Sporting teve um grande problema defensivo, pois era raro o jogo em que não sofria golos, o que obviamente tornava a tarefa de ganhar jogos mais difícil. Desde que Paulo Oliveira entrou no onze de forma definitiva – ou pelo menos assim parece – para fazer dupla com Coates que a zona centro da defesa parece ter ganho alguma solidez, algo que se refletiu no número de golos sofridos, ao ponto de em quatro jogos o Sporting ter apenas consentido dois golos, o que permitiu alcançar três vitórias e um empate.

Paulo Oliveira tem contribuído para a melhoria da solidez defensiva do Sporting  Fonte: Sporting CP
Paulo Oliveira tem contribuído para a melhoria da solidez defensiva do Sporting
Fonte: Sporting CP

Se o objectivo de Jorge Jesus for o de testar todas as alternativas para a próxima época, a verdade é que Paulo Oliveira está, neste momento, muito mais apto para jogar a titular numa equipa candidata ao título do que Rúben Semedo, sobretudo porque é mais eficaz, comete menos erros individuais e nos momentos-chave não quebra ao ponto de colocar toda a equipa em cheque.

Como sabemos, na temporada 2017/18, André Pinto também chegará para colmatar a saída de Douglas (tudo indica que assim seja) e com certeza que, durante a pré-época, também terá uma palavra a dizer. Por isso mesmo, para a próxima temporada, Jorge Jesus terá quatro centrais muito interessantes para encarar todas as competições com a mais-valia de que, qualquer que seja a dupla que escolher, o talento e o potencial estão presentes. Neste momento, Coates e Paulo Oliveira partem em vantagem para essa luta mas Rúben Semedo estará logo atrás.

Com apenas 25 anos, Paulo Oliveira é um dos futuros centrais da seleção nacional portuguesa. Com a quebra de rendimento de Rúben Semedo, o português mostrou que está preparado para ser chamado a qualquer momento e que o tempo de banco de suplentes só serviu para aprender mais. Depois de já ter sido titular indiscutível no Sporting, era inevitável que o momento da sua afirmação definitiva chegasse. O momento parece ter chegado e Paulo Oliveira está a mostrar a todos que, consigo, o lugar fica muito bem entregue.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Cláudia Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.