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Académica OAF 1-0 Sporting CP B: Académica mole em Sporting duro, tanto bate até que fura

Jorge Fernandes · 3 min

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Esteve longe de ser brilhante? Esteve. Mas foi indiscutível a vitória da Académica, frente a um Sporting B que se mostrou impotente… Até ao último lance da partida. Aí, brilhou Ricardo Ribeiro – em jogo de despedida? A Académica fecha o ano com uma vitória em casa, sem sofrer golos. A solidez defensiva já é marca bem vincada dos comandados de Costinha, e o estádio, outrora campo de pressão adicional para a Académica, está transformado numa autêntica fortaleza.

Apesar das muitas queixas dos adeptos, a Académica só se pode queixar de si no primeiro tempo. Das muitas oportunidades, apenas um golo. Foi de Rui Miguel. De penálti. Um prémio justo para um jogador que foi sempre lutador na frente de ataque, mesmo decidindo mal alguns lances. Nessa primeira parte, o rendimento do Sporting B foi pouco mais do que sofrível. A equipa era previsível e dava espaços à Académica. Ernest, Marinho e Traquina conseguiam quase sempre aproveitar esses mesmos espaços da melhor maneira. A Académica criou assim várias ocasiões, muitas delas paradas por um inspirado Pedro Silva.

Rui Miguel marcou o golo que deu a vitória à Briosa (Fonte: Facebook Associação Académica de Coimbra/OAF)
Rui Miguel marcou o golo que deu a vitória à Briosa (Fonte: Facebook Associação Académica de Coimbra/OAF)

No segundo tempo o jogo mudou. A qualidade em si não foi muito maior, mas a abordagem táctica dos dois colectivos foi diferente. O Sporting arriscou (um pouco) mais, sem nunca criar grandes ocasiões. A Académica, sentindo que o jogo estava fácil, recuou no campo. Porventura demasiado. Ainda assim, Costinha foi a tempo de chamar Kaká a jogo e o brasileiro deu outra consistência ao meio-campo da Briosa – Tom nunca foi um box-to-box. João de Deus ia mexendo-se no banco e mexendo na equipa, porém, apenas a entrada de Leonardo deu alguma acutilância ofensiva à equipa – Ronaldo foi uma nulidade em campo.

Até ao fim, o jogo foi-se arrastando entre tudo…menos futebol. Protestos e mais protestos, lesões, substituições e pouca emoção marcaram a recta final de um encontro que não deixará saudades, mas que, coloca a Académica em permanência nos lugares cimeiros. Os problemas são muitos. Mas, no futebol, há sempre soluções possíveis. O trabalho é saber encontrá-las. 

A FIGURA

Fonte: Site Associação Académica de Coimbra/OAF
Fonte: Site Associação Académica de Coimbra/OAF

Jimmy – Um autêntico pêndulo no meio-campo da Briosa. Ernest também foi decisivo – veja-se o lance do penalty, mas Jimmy, pela regularidade exibicional, merece o título. Soube sempre guardar a equipa em termos defensivos – recorrendo poucas vezes à falta – e, mais do que isso, foi competente na construção do jogo. 

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Domínio de Bola
Fonte: Domínio de Bola

Sualehe – Um extremo que erra em boa parte de todos os lances em que pode desequilibrar, cruzar ou rematar merece nota negativa. O Sporting B foi limitado, mas teve no jovem português um exemplo…a não seguir. 

Pergunta BnR: João de Deus

Falou da primeira parte menos conseguida. Essa primeira parte deveu-se mais a mérito da Académica ou demérito da sua equipa?

Resposta: A nossa primeira parte foi má… é sempre uma conjugação de factores. Seria deselegante não dizer que houve mérito do adversário. Mas também há demérito nosso e o lance do penalty é exemplo disso.

Pergunta BnR: Costinha

Mais uma vitória em casa. Mais uma vitória sem sofrer golos. Pode-se dizer que a solidez defensiva da equipa – que não inclui apenas a defesa – é uma das marcas da Académica?

Resposta: Sem dúvida. Não há muitas equipas nas principais ligas europeias com estes números. Temos apenas a brecha de não termos muitos golos marcados.

 

Jorge Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos