No seio de uma história gloriosa, perpassada por conquistas laboriosas e por feitos que alguns vaticinavam inatingíveis, eis que se ergue o Sporting Clube de Portugal, clube mundialmente reconhecido. Atualmente, em terras lusas, o sucesso metaforiza-se na luz disposta ao fundo de um túnel escuro e sombrio, brilho esse que nunca resplandece sobre os nossos olhos. Em pátrias longínquas, a seca e o deserto já subjugaram o clube de Alvalade à penumbra, com início em 1965 e sem fim à vista, embora presenciando algumas tentativas de revolta que se caracterizaram só por isso: tentativas.

O Sporting europeu emerge com religiosidade nula. Período sim, período não. A inconstância (vocábulo escondido do epitáfio?) é nota dominante e ora que contemplamos um rugido voraz e proveniente da maior das entranhas, ora que observamos a faceta do medo e o miar do mais “querido e meigo” dos felinos, facto traduzido em momentos através dos quais o clube transpira amabilidade e recetividade a mais um desaire. No fundo, um emigrante bipolar, que alterna o sentimento de saudade com o de independência. Em jeito metafórico, claro.

Seguem, no decorrer desta introdução suspeita, a descrição dos cinco melhores embates leoninos na Liga Europa e já extinta Taça UEFA: *

*Nota: são aqui citadas apenas vitórias com consequente passagem à fase que se avizinhava.

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