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Belenenses 0-1 Sporting: Quem quer ser milionário?

Jorge Oliveira · 3 min

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O Sporting Clube de Portugal conseguiu garantir esta noite, no Estádio do Restelo, o acesso directo à Liga dos Campeões 2014/15.
Perante bastante público apesar dos preços proibitivos, os leões não tiveram a exibição mais vistosa da época mas, talvez, uma das mais importantes, por aquilo que estava em jogo.

A equipa de Vidigal não disfarçou as suas intenções, alinhando com três médios defensivos e sem qualquer ponta de lança, deu a iniciativa ao Sporting, que controlou durante grande parte do jogo, sem conseguir, no entanto, criar um grande número de oportunidades de golo, tão necessárias para um jogo como o de hoje.

Com o Sporting a controlar, a grande oportunidade da primeira parte e, infelizmente, de toda a partida, chegaria através de André Martins que fez tremer a trave e levantar os adeptos, naquele que seria certamente um dos golos da jornada, num de remate cruzado, à meia-volta. Pouco depois, Cosme Machado viria a apitar para o intervalo e chegava a altura de Leonardo Jardim reforçar as suas ideias no balneário.

Na segunda parte, os visitante vieram mais animados, a jogar mais, mais rápido e melhor. As alas começaram a funcionar e o tridente do meio-campo encaixou finalmente, mais coordenado com as dinâmicas ofensivas da equipa, incluindo Slimani na frente.

O Belém chegou a causar perigo, através de Fernando Ferreira, que obrigou Patrício a gritar “presente!”, mas o momento que marcaria o jogo sucedeu-se do outro lado do terreno, através do irreverente Carlos Mané, que trocou as voltas a João Meira que acabou por cometer falta dentro da área dos da casa. Adrien bateu, mais uma vez, irrepreensível, e colocou o Leão em vantagem, faltavam agora menos de 40 minutos para chegar à Champions.

A velocidade de Mané marcou a diferença, conquistando o penalti da vitória  Fonte: Zerozero
A velocidade de Mané marcou a diferença, conquistando o penalti da vitória
Fonte: Zerozero

Fruto do golo e da necessidade de refrescar as equipas, os dois treinadores fizeram entrar homens mais velozes para ambos os lados, tornando a partida mais animada, ainda que pouco objectiva em termos de lances de golo. O Sporting controlava, com relativa segurança, sabendo da responsabilidade do resultado que defendia.

No entanto, a 10 minutos dos 90, o Cosme achou que o jogo precisava de qualquer coisa mais. Qualquer coisa para animar as bancadas, os jogadores, os bancos de suplentes, etc. O homem aborreceu-se, vá… E portanto, achou por bem expulsar Marcos Rojo sem motivo.
O jogo animou, o Cosme estava mais contente. Os ânimos exaltaram-se, o Cosme mostrou mais uns amarelos.

O jogo acabaria por terminar com algum nervosismo desnecessário à mistura. William, mais uma vez, acabou a partida a comandar as operações, com a responsabilidade e experiência que normalmente não vemos em jogadores antes dos seus “trintas”.

Hoje não foi dia de jogar bonito. Foi dia de carimbar o passaporte. Foi o dia de mostrar que estamos de volta e estamos para ficar. Foi o dia de dizer que hoje não era o dia do rival festejar.

A época pode estar a chegar ao fim, mas nós… estamos só a começar.

A Figura: O Sporting. Porque esperámos TODOS demasiado tempo para tornar a ouvir “ Ils sont les meilleurs / Sie sind die besten / These are the champions / Die Meister / Die Besten / Les grandes équipes / The champions! ”

O Fora-de-jogo: O Cosme. Tentou mexer com o jogo, com o resultado e com o trânsito no Marquês de Pombal. Hoje não conseguiu.

Jorge Oliveira

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