Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Dois títulos no ano zero

Redação BnR · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Com a conquista da Taça de Portugal no passado sábado, encerrou oficialmente a temporada para o Sporting CP. Após um longo percurso, iniciado em Agosto e que alguns apelidaram de ano zero, o trajeto não poderia ter sido finalizado de melhor maneira com Bruno Fernandes a levantar bem alto o novo troféu do museu leonino. Assim, serve este texto para fazer um balanço da época do emblema verde e branco.

Iniciando pelo campeonato, penso que o primeiro erro foi a contratação de José Peseiro. Apesar de Sousa Cintra, minutos antes do início da partida no Jamor, ter considerado que tinha deixado uma equipa capaz de ser campeã nacional, a verdade é que o futebol praticado não correspondia à expectativa. Keizer ainda deu algum perfume ao jogo dos leões, mas a verdade é que muito dificilmente o Sporting CP conseguiria almejar o primeiro lugar. Prova disso foi a diferença pontual para o SL Benfica.

Relativamente à Taça da Liga, essa foi conquistada com algum suor na marcação de grandes penalidades. Apesar de ser o patinho feio das taças em Portugal, o que é certo é que é um troféu, e as quatro equipas que disputaram a final-four apostaram no seu melhor onze. Esse facto faz da conquista algo com mais mérito do que aquilo que muitos querem fazer crer.

Bruno Fernandes foi o craque de serviço. Foi de um nível de excelência tremendo durante toda a época
Fonte: Sporting CP

Na Liga Europa, o Sporting CP foi uma deceção, sobretudo devido à eliminação ter acontecido frente a um Villarreal CF em queda livre. Os leões tinham mais do que qualidade para, pelo menos, terem atingido os oitavos-de-final. É o amargo de boca da época, até porque todos os adeptos leoninos consideram que a equipa tem capacidade para fazer boas coisas nesta competição. Infelizmente para a Europa, os adeptos não puderam ver Bruno Fernandes jogar durante a fase das decisões.

Por último, a conquista da Taça de Portugal. O Sporting CP foi a única equipa que teve de eliminar os outros dois maiores rivais para poder tocar no troféu, e isso tem um enorme valor. Eliminando campeão e vice-campeão da Primeira Liga Portuguesa, os leões demonstraram assim que não há nada que possa quebrar a vitalidade do clube, numa tarde de festa que se viveu no Jamor com todo o universo leonino.

Concluindo, considero que foi uma época satisfatória. Contudo, na próxima época, considero que lutar até ao fim pelo campeonato é essencial para as aspirações do Sporting CP. Não se pode ser apenas um clube de taças, e o título já escapa há 17 anos. Ainda assim, foi uma felicidade ver a Taça de Portugal viajar para Alvalade. Infelizmente veio com um ano de atraso. E todos sabemos disso.

Foto de Capa: Bola na Rede

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.