Publicidade

FC Alverca 2-0 Sporting CP: Alverca de outros tempos faz magia na Taça!

Redação BnR · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Nesta noite de quinta-feira, a magia da Taça de Portugal espalhou-se pelas terras de Alverca. Sporting CP e FC Alverca defrontaram-se esta noite em jogo a contar para a terceira eliminatória da Prova Rainha.

O Alverca começou, desde logo, a pressionar alto, mas os leões circulavam a bola sem grande problema. A equipa da casa não estava a deslumbrar, mas, verdade seja dita, estava a cumprir bem o seu papel.

Ainda assim, a clara superioridade do Sporting notou-se desde logo. Aos seis minutos, Borja remata à entrada da área, mas a bola cai ao poste. Sem tempo para grandes recuperações, Vietto ameaça a baliza do Alverca. João Vítor diz presente e nega o primeiro para a equipa de Silas.

Apesar dos remates ao inicio da partida, a superioridade do Sporting não era, de todo, aquela que deveria ser face a todos os fatores financeiros e desportivos que vocês podem imaginar. Tanto é que o golo surgiu mesmo para os da casa: aos 10 minutos, Alex faz a bancada saltar de alegria, marcando um golo pela sua equipa.

Depois de se ver em vantagem, o Alverca manteve-se firme até ao final da primeira parte. Conseguiu continuar perigo mesmo sabendo as suas fragilidades. Ficou mais recuado dentro de campo, sim, mas esteve exímio a defender. Claro que houve oportunidades para o Sporting, por exemplo o remate de Vietto aos 31 minutos que João Vítor defende, mas o que é certo é que o Sporting se via em desvantagem e não estava a conseguir impor-se perante a equipa da casa.

O final da primeira parte ainda teve direito a um grande lance de perigo para os ribatejanos. Erik, aos 45 minutos, faz uma grande receção com o peito à entrada da pequena área e tenta o pontapé de bicileta. Do outro lado estava Maximiano que defendeu o remate e negou o 2-0 para a equipa da casa.

Rafa Castanheira, capitão do FC Alverca veio falar à conferência de imprensa e mostrou-se bastante emocionado
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte, a equipa dos leões voltou com um novo ânimo, com a entrada do seu maestro Bruno Fernandes, que procurou desde cedo empolgar a equipa para virar o resultado.

Aos 48 minutos, Luciano Vietto fez um remate perigoso, mostrando que a equipa voltava com uma mentalidade mais ofensiva.

Após várias investidas no ataque do Sporting, a equipa do Alverca procurava reagir no contra-ataque. Aos 55 minutos, e após um movimento ofensivo da equipa Alverquense, Erik Mendes, que tinha feito bicicleta espetacular na primeira parte, quase fazia o segundo, através de um chapéu ao guarda-redes leonino.

Aos 56 minutos, mais um balde de água fria, com o 2-0 para a equipa da casa. Com um canto do lado direito do ataque dos homens da casa, a bola ficou a ressaltar na área e Luan a aparecer a encostar para dentro da baliza de Max.

Passados cinco minutos, o Sporting procurou reagir de pronto, com um cruzamento de Bolasie pela esquerda, Luiz Phellype a aparecer ao primeiro poste, mas a bola a sair ao lado.

Após um livre perigoso à entrada da área do Alverca, Bruno Fernandes fez a bola embater no poste esquerdo da baliza de João Victor. O Sporting claramente não parecia conseguir marcar no Complexo Desportivo de Alverca.

Aos 68 minutos, Jorge Bernardo a bater um livre da esquerda, com Maximiano a defender para a frente, na recarga apareceu o recém entrado, Ibraima, que atirou às malhas laterais.

Erik liderava os movimentos ofensivos do Alverca na segunda parte, sem nunca desistir de uma jogada. Após ter falhado mais uma tentativa de chapéu a Max, foi Vietto quem procurou a sorte de cabeça, mas novamente sem êxito.

O Alverca nos últimos dez minutos já se encontrava algo fatigado, mas procurava impor o seu ritmo de jogo, sendo que o Sporting pouco fazia para contrariar.

Aos 82 minutos, Yannick Bolasie fez um remate potente que acabou por ser defendido por João Victor, demonstrando grandes reflexos na baliza alverquense.

Nas bancadas, os adeptos da Juventude Leonina demonstravam o seu desagrado com a Direcção do clube de Alvalade, proferindo palavras duras para o seu presidente.

Acuña tentou com um cruzamento na esquerda, mas o guarda-redes João Victor esteve imparável. Vietto ainda tentou com um remate de longe, mas novamente, o guardião do Alverca no sítio certo, na hora certa!

Até ao final pouco mais se passou, em termos de jogadas perigosas. O Alverca queria que o tempo corresse e a equipa do Sporting só queria que o pesadelo terminasse. Com os cinco minutos a esgotarem-se, os adeptos dos alverquenses não queriam acreditar no que estava a acontecer, gritavam-se “olés” em Alverca!

Debaixo da chuva torrencial, os mais fortes foram os da casa! Uma equipa que procura voltar aos tempos áureos da Primeira Liga, bateu-se como um grande nesta noite! Uma defesa compacta, um meio-campo muito forte, com um ataque muito desequilibrador.

Equipa claramente para lutar pela subida à Segunda Liga e que acabou por banalizar um dos Grandes! Fez-se história em Alverca, com um dos maiores emblemas do Ribatejo a relembrar noites de glória de outros tempos!

Exibição exímia, com o Alverca a seguir em frente na Taça de Portugal!

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Alverca – João Víctor, Ronaldo. André Duarte, Andrézinho (Subst. João Luíz,76´), Erik Mendes, Flávio Castro, Jorge Bernardo, André Dias, Rafa Castanheira, Luan (Subst. Ibraima, 60´) e Alex (Subst. Rick Sena, 88´).

Sporting CP – Maximiano, Rosier, Ilori, Neto, Borja (Subst. Bolasie, 59´), Doumbia, Eduardo (Subst. Bruno Fernandes, 45′), Miguel Luís, Jesé (Subst. Acuna, 59´), Vietto e Luiz Phellype.

A FIGURA

Fonte: FC Alverca

João Vítor – João Vítor esteve muito bem durante toda a partida, mas esteve especialmente inspirado nos instantes finais da partida, defendendo remates de Neto, Acuña e Bolasie. Destaque também para Erik que esteve sempre à procura do golo ao longo dos 90 minutos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luiz Phellype – Mais um jogo muito apagado do avançado brasileiro. O Sporting precisava de impto na frente de ataque e Luiz Phellype não conseguiu dar isso à sua equipa.

 

BnR na Conferência de Imprensa

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador adjunto do Sporting, Emanuel Ferro.

FC Alverca

BnR – Sente que foi a vitória mais importante da sua carreira? Acha que vai mudar a sua mentalidade daqui para a frente?

Vasco Matos – Sim, foi sem dúvida a maior vitória da minha carreira. Até porque tenho uma carreira curta. Em relação a mentalidade, não irá mudar nada.

Rescaldo com opinião de André Antunes e Inês Santos

Foto de Capa: Bola na Rede

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.