Última horaChelsea pode ter baixa importante até ao final de 2026
Publicidade

Garras de leão na subida do Paços

Guilherme Anastácio · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Vinte e nove anos depois, Vítor Oliveira voltou a subir o Paços de Ferreira ao principal escalão do futebol português. Com um percurso quase imaculado, a equipa da Capital do Móvel foi o conjunto mais consistente e mais merecedor da subida de divisão. Para tal houve dois jogadores importantes nesta caminhada: Rafael Barbosa e Elves Baldé.

Rafael Barbosa chegou à Mata Real a meio de janeiro e cedo se veio a retratar como uma peça fundamental para Vítor Oliveira. Sempre muito intenso no seu jogo, com golos importantes e assistências primorosas, o médio português foi um dos destaques (quiçá o destaque principal) da segunda volta do Paços de Ferreira. Em doze jogos, Rafael Barbosa marcou um golo (frente ao Estoril) e foi titular, até agora, em oito jogos. Foram precisos apenas quatro jogos para o médio emprestado pelo Sporting ganhar um lugar no onze pacense e estes são números bastante positivos para um jogador que chegou ao líder do campeonato no decorrer da época.

Rafael Barbosa ganhou o prémio de melhor jogador do mês de março
Fonte: FC Paços de Ferreira

Elves Baldé, jogador também formado em Alcochete, chegou à Mata Real também no mês de janeiro. Porém, não teve tanto sucesso quanto o seu colega. Com pouco tempo de jogo, Elves não conseguiu potencializar as suas capacidades. O avançado foi titular num só jogo e não marcou qualquer golo. Não foi, por isso, nunca uma aposta sólida e consistente de Vítor Oliveira.

Dois jogadores distintos com contextos igualmente diferentes. Rafael Barbosa aproveitou a oportunidade e Elves Balde não. Resta apenas saber; o que é que aí vem para os dois homens que ajudaram o Paços a subir?

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Guilherme Anastácio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.