Publicidade

Matheus Reis: preparar o futuro com o presente | Sporting CP

Tiago Silva · 2 min

Matheus Reis: preparar o futuro com o presente | Sporting CP
Foto: Facebook Sporting CP

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Matheus Reis chegou a Alvalade no passado mercado de inverno proveniente da equipa do Rio Ave FC. Com valor de mercado (quase) a rondar os três milhões, o brasileiro ficou blindado com uma cláusula de rescisão de 45 milhões. Com formação na equipa do São Paulo, foi em Portugal que se destacou, fazendo sobretudo uma boa segunda temporada na formação vilacondense que fez despertar a atenção de vários clubes – tendo sido inclusive apontado a substituto de Alex Telles ou ainda associado aos gregos do Olympiakos.

Chega a Alvalade com 26 anos e, com tempo, de ainda se estabelecer como peça importante no clube verde e branco. O sistema de 3-4-3 não é de todo uma novidade para o jogador visto que foi utilizado – precisamente no Rio Ave – muitas vezes como ala esquerdo, mas também como central pelo mesmo lado. Esteve afastado dos relvados por problemas fora das quatro linhas – o último jogo realizado foi em 24 de setembro diante do Besiktas a contar para a Liga Europa – sendo esperado que vá surgindo esporadicamente na equipa de Amorim a fim de melhorar os índices físicos.

A chegada de Matheus Reis pode ser analisada de várias formas:

  • Pela saída de Cristian Borja, que abre uma vaga na dupla função de ala/defesa esquerdo e também de central pela esquerda;
  • Pela performance de Nuno Mendes, que vai despertando a atenção de vários clubes e que poderá acabar por levar ao jovem português a abandonar Alvalade;
  • Pela idade de Antunes que, apesar de ser um jogador útil, não será uma aposta nem a curto nem (sobretudo) a longo prazo.
O brasileiro chegou em janeiro a Alvalade e entra no lote de opções de Rúben Amorim
Fonte: Rio Ave FC

O brasileiro é um jogador bastante corpulento e atlético, possuindo uma passada larga, conseguindo não só fazer o corredor esquerdo com facilidade, mas também ser competente nas ações defensivas. Protege bem a bola e revela capacidade para ser um central que gosta de assumir o jogo e arriscar na primeira fase de construção – lembrando a substituição que Rúben Amorim fez no jogo diante do Gil Vicente FC. Tecnicamente é seguro e demonstra nos seus cruzamentos – os antecipados vão adquirindo cada vez mais importância no modelo de jogo leonino – uma arma letal, o que fará do brasileiro uma boa alternativa a Nuno Mendes.

Um outro factor que considero importante de enaltecer e de que já se viu um pouco diante do Gil Vicente FC – não me parecendo de todo inocente – é a ligação estabelecida por Rúben Amorim entre Matheus Reis e Nuno Santos, colegas no Rio Ave. Essas dinâmicas socioafetivas, por vezes, conseguem superar a (ainda) pouca dinâmica coletiva que o brasileiro apresenta – podendo ser uma mais valia para o Sporting CP – quando o seu timoneiro procura manter o sistema como sempre o faz, mas mudar as características de alguns jogadores de forma a tornar a equipa mais ofensiva e vertical.

Tiago Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.