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Vou escrever este texto como sportinguista que está cansado de tanta (des)informação no futebol português.
Mas comecemos pelo início, que deveria ser onde tudo começa (desculpem a redundância) …
Neste mundo, onde se dá total liberdade e condições para que um auto denominado “estado islâmico” prolifere e semeie pânico e terror a seu bel-prazer conseguindo cada vez mais seguidores, onde um dos mais fortes candidatos à presidência de um país que se auto denomina como o baluarte da democracia e país de oportunidades é alguém que defende uma limpeza étnica e defende o uso massivo de armas, onde alguém é aceite para um alto cargo político de forma a não poder ser julgado por determinados crimes, só pode ser um mundo de loucos.
Todas as entidades acima referidas, para conseguirem estar na situação em que estão, usaram a mensagem certa para o público a que se dirigiam. Ou seja, a informação que se dá não tem que ser a certa, tem que ser a que o público quer ouvir.
Assim sendo, e porque é verdade que nos tempos actuais a comunicação tem muita força, as entidades só têm que ter uma comunicação eficaz e eficiente, de forma a encontrar a mensagem certa para quem a vai consumir.

Fonte: Artista do Dia
Se a mensagem se dirigir a uma “população” com determinados gostos, interesses, e com motivações geradas por determinados temas, então terá que se usar uma mensagem que chame a atenção através de um tema para o qual esse universo está mais predisposto.
Ora, reflectindo isto para o universo do futebol português da actualidade, os órgãos de comunicação encontraram uma “mina” (não das usadas em armamento bélico, mas daquelas onde se encontram pedras e metais preciosos – sendo que os dois casos geram riqueza.), uma vez que podem usar interesses opostos para criar uma guerra entre dois universos com interesses e gostos opostos.
E cada vez é mais fácil criar essa “guerra”, porque agora se tornou muito rápida a divulgação de terminada mensagem, através das redes sociais. Juntando a isto o facto de o público em causa ter uma patologia de dar preferência a notícias sensacionalistas (ou não fossem as revistas e programas que se referem a vida alheia, as que têm mais sucesso), e com apetência de conseguir ver uma mesma mensagem de várias formas de acordo com os seus gostos e preferências, é só encontrar um título apelativo e criar-se um rumor que de tanto ser repetido (ou partilhado) se torna uma verdade indiscutível.
Chego a ver títulos de imprensa que, ao abrir e ler o corpo das notícias, pouco ou nada tem a ver com a mensagem que a frase que o ilustra quer fazer passar.
Hoje em dia perdeu-se a necessidade de rigor jornalístico, ou passar informação concisa e fundamentada com factos reais, uma vez que cada vez mais se vive, e se ganha a vida, pelo valor do click no link da mensagem.

Mas a comunicação perde credibilidade perdendo também consumidores? Pode perder credibilidade, mas quanto ao número de consumidores pode até aumentar, uma vez que o público está sedento de uma nova noticia ou escândalo para poder rebater acusações que venham de quem tem uma visão oposta.
Hoje, a comunicação está entupida de inverdades, ou meias verdades. Tentam-se esconder ou “encapotar” umas situações dando maior enfase a outras que poderão ter menos importância, mas que sem dúvida irão gerar mais polemica e barricar de fileiras entre campos opostos, gerando assim também a discussão online, e assim chamando ainda mais “interessados”, abrindo e criando portas e janelas para novas “notícias” e “assuntos” a lançar futuramente para discussão.
Tudo isto para dizer que perde a verdade, a real informação, mas ganha a “comunicação”(a de uns contra a de outros.)
Foto de Capa: Sporting CP









