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Os 10 melhores dérbis vistos por um benfiquista e um sportinguista. João Santos, redator do SL Benfica, escolheu 5 destes jogos. Diogo Janeiro Oliveira, editor do Sporting CP, escolheu outros 5. Uma lista com jogos recentes, mas outros já bem antigos.

1945/1946

SL Benfica – 7-2 Sporting CP

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Fonte: SL Benfica

Nem este autor, nem os leitores – ou pelo menos, a esmagadora maioria deles – terão possibilidade de se recordarem daquela que foi a maior goleada do Benfica num dérbi contra o Sporting. Aconteceu na já longínqua época de 1945/1946, quando a Era de ouro do clube de Alvalade, onde pontificaram os famosos Cinco Violinos, estava prestes a começar. Nesse ano, apenas três cordas já tocavam (Peyroteo, Jesus Correia e Albano).

O Benfica, campeão em título, procurava o seu 7.º troféu, o segundo consecutivo, num campeonato com a participação de apenas 12 equipas. O FC Porto havia ficado precocemente afastado da luta pelo 1.º lugar (terminou a prova na modesta 6.ª posição), restando, na recta final, uma luta a três entre Benfica, Sporting e Belenenses. A 28 de Abril de 1946, Benfica e Sporting encontraram-se no Estádio do Campo Grande – na altura, e curiosamente, casa do Glorioso -, em jogo decisivo a contar para a 18.ª jornada. No Benfica, destacavam-se Rogério Pipi; os goleadores Arsénio e Julinho; e o “eterno capitão” Francisco Ferreira – o homenageado na derradeira exibição do Grande Torino, em 1949.

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Esperava-se grande equilíbrio, o que até se veio a confirmar inicialmente pois, ao intervalo, o marcador registava uma igualdade a zero. No entanto, e segundo os relatos da época, um início de etapa complementar avassalador, associado ao desnorte da equipa do Sporting, elevou o resultado para números impensáveis. Arsénio (46′, 72′ e 78′), Mário Rui (52′, 75′ e 81′) e Rogério Pipi (58′) deram forma a uma goleada histórica, que Albano (67′) e Peyroteo (85′) ainda conseguiram atenuar.

Este resultado afastou o Sporting da corrida, porém, na ronda seguinte, o Benfica perderia (0-1) na visita ao Belenenses; um resultado que garantiu ao emblema da Cruz de Cristo o seu primeiro (e até ao momento único ) título de campeão nacional.

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