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O Sporting Clube de Portugal tem-se reforçado neste mês de janeiro e um dos reforços é Rúben Ribeiro. Ora, o nortenho escolheu para a sua camisola um número que tem estado amaldiçoado em Alvalade nas últimas décadas, o número 7.
Rúben Ribeiro tem sido um dos melhores jogadores do campeonato, ao serviço do Rio Ave, e é o reforço mais “imediato” para Jorge Jesus pois joga há muitos anos no campeonato português, ao contrário dos seus agora companheiros Wendel e Josip Misic, que vêm de outros campeonatos. Vamos ver se o português consegue resolver um problema que existe há muitos anos na camisola verde e branca. Pelo menos a primeira aparição, frente ao Desportivo das Aves, deixou as expetativas elevadas.
Desde jogadores de muita qualidade, mas atormentados por lesões, a estrelas com muito pouco brilho que passaram pelo nosso clube, a camisola 7 assombrou a vida a estes atletas e a mente de milhões de sportinguistas nos últimos anos. Ao mesmo tempo que desejamos ver a malapata resolvida com Rúben Ribeiro, olhamos para dez casos de más experiências com o número 7 no Sporting Clube de Portugal.
10.

Ricardo Sá Pinto – O “Coração de Leão” foi um dos casos de um grande jogador que foi assombrado por lesões com este número na camisola. Sá Pinto teve duas passagens pelos leões, onde jogou nove épocas, quatro delas com o número 7 nas costas.
Vindo do Salgueiros, o avançado até teve boas épocas na primeira passagem pelos verde e brancos, até ir para a Real Sociedad. Quando voltou, em 2000, voltou a optar pelo número 7 mas foi assolado por lesões. Inclusivamente, passou a ostentar o 10 nas costas, mas as lesões não o largaram. O capitão leonino não teve muita sorte na sua carreira com as lesões, mas conseguiu ostentar dois dos números mais “azarados” do Sporting: o 7 e também o 10, atual número de… Alan Ruiz.
E, apesar de o treinador não ter uma camisola com um número, Sá Pinto voltou a não ter sorte ao comando técnico dos sportingistas, tendo perdido uma final da Taça de Portugal com a Académica e sendo eliminado nas meias finais da Liga Europa com o Athletic Bilbau. Sá Pinto é um grande símbolo do Sporting, mas infelizmente não foi muito bafejado pela sorte com a nossa camisola.
9.

Ivaylo Iordanov – O búlgaro é um dos ex jogadores mais acarinhados em Alvalade. Um avançado que marcou setenta golos em dez épocas de leão ao peito. Não são grandes números em termos de golos, mas Iordanov sempre foi um jogador que deu tudo em campo e chegou a ser capitão dos verde e brancos.
O búlgaro, que atualmente continua ligado ao futebol no seu país natal, é sempre bem recebido pelos adeptos leoninos quando vem ao nosso país, mas também não teve muita sorte com a camisola 7 do Sporting. Apesar dos seus últimos anos, onde jogou menos, já terem sido com o número 9, o búlgaro começou a ter lesões ainda com o 7 nas costas.
Contudo, o pior veio ainda depois, quando lhe foi diagnosticada esclerose múltipla. Felizmente, Iordanov tem levado a sua vida para a frente e continuará sempre a ser bem recebido em Alvalade, quando cá vier. Um dos búlgaros marcantes que jogou de leão ao peito.
8.

Leandro Machado – Leandro jogou apenas uma época e meia no Sporting, mas a sua passagem ainda hoje é recordada por muitos adeptos leoninos. Marcou dezoito golos em 48 jogos, após ter chegado em 1997, proveniente do Valência.
O avançado, que chegou a ser internacional A pelo poderosíssimo Brasil, era um jogador muito rebelde e que tinha qualidade para fazer uma carreira muito melhor. Coincidiu no Sporting com o treinador Octávio Machado e a sua vida noturna tramou-o algumas vezes. O próprio jogador já o admitiu em entrevistas posteriores à sua passagem pelo clube.
Leandro chegou a marcar golos na Liga dos Campeões, mas as suas aventuras noturnas marcaram mais um episódio da maldição da camisola 7. Um brasileiro muito talentoso, mas com um foco escasso no jogo dentro das quatro linhas.
7.

Delfim – Nascido em Amarante, Delfim foi um médio que chegou a Alvalade em 1998, vindo do Boavista. Dono de um “pontapé canhão”, Delfim foi outro jogador que usou a camisola 7 e foi atingido por lesões. Contudo, desta vez, a lesão não foi com esta camisola, nem sequer ocorreu ao serviço do Sporting.
Em três épocas passadas em Alvalade apenas usou o número 7 em 1999/2000, época do mítico título conquistado em Vidal Pinheiro. Passou três bons anos em Alvalade, mas sempre decaindo a nível de jogos realizados. Foi enquanto jogador do Sporting que alcançou a sua única internacionalização, e no final da época 2000/01, saiu para o Marselha onde contraiu uma lesão gravíssima, que lhe causou três anos (!) de inatividade.
Este é mais um exemplo de um jogador de qualidade elevada que teve uma carreira azarada após lhe ter passado o 7 do Sporting pelas costas.
6.

Marius Niculae – Avançado romeno, chegou com apenas vinte anos ao Sporting Clube de Portugal. Utilizou dois números durante as quatro épocas de leão ao peito, 7 e 9.
Contudo, logo na primeira época, 2001/02, Niculae foi afetado por uma grave lesão no joelho, em dezembro, num jogo em casa frente ao Vitória de Setúbal. Tinha marcado dez golos em 23 jogos pelos leões, com uma estreia de sonho, a decidir um clássico frente ao FC Porto na primeira jornada desse campeonato. A lesão não permitiu que Marius voltasse a jogar nessa temporada.
O romeno nunca mais foi o mesmo após a lesão. Basta ver que nas três épocas seguintes Niculae marcou os mesmos dez golos, mas em 53 encontros. É usual ouvir-se que Marius Niculae teria sido um grande jogador e podia ter proporcionado um negócio milionário aos leões. As lesões é que não deixaram.
5.

Marat Izmailov – Este russo foi um caso sui generis no futebol português. Chegou a Alvalade em 2007, por empréstimo do Lokomotiv de Moscovo e fez duas primeiras épocas muito positivas, com doze golos apontados em 82 jogos. O czar tinha uma especial apetência para marcar ao FC Porto, com um desses golos a valer uma Supertaça. Izmailov tinha um belo remate de meia distância.
Contudo, o russo ficou mais três épocas e meia em Alvalade, onde marcou oito golos em mais sessenta partidas, números claramente abaixo das duas primeiras épocas. Izmailov teve uma assustadora quebra de rendimento, devido a muitas lesões e alguns problemas disciplinares, com treinadores e dirigentes leoninos.
Além do número 7, Izmailov também vestiu o mítico 10. Saiu no início de 2013 para o FC Porto, onde acabou por ser campeão na época do golo de Kelvin. Ficou apenas um ano nos dragões, antes de voltar para a Rússia, não sem antes passar ainda pelo Azerbaijão. Izmailov sempre teve um feitio muito frio e distante, e foi mais uma das figuras da maldição da camisola 7.
4.

Valeri Bojinov – Um desastre. Posso descrever assim a passagem deste avançado búlgaro por Alvalade. Vinha rotulado de craque, pois, com 25 anos, já tinha passado por Lecce, Fiorentina, Manchester City, Juventus e Parma. Chegou no verão de 2011 ao Sporting, mas a sua passagem foi curta, pois esteve apenas seis meses na equipa principal dos leões, tendo cumprido os anos seguintes emprestado ao Lecce, Hellas Verona e Vicenza.
Bojinov era um jogador fraco psicologicamente, com uma personalidade difícil e que ficou célebre em Alvalade pelos piores motivos. Num jogo frente ao Moreirense para a Taça da Liga, rompeu a hierarquia de marcadores de penáltis, tirando o lugar a Matías Fernández, e falhou esse pontapé. Esse episódio foi a gota de água numa relação que nunca foi amistosa entre Bojinov e a massa adepta verde e branca.
Depois de já ter passado por Itália, Bulgária, Sérvia e China, Bojinov joga atualmente nos suíços do Lausanne. Foi mais um homem a quem a camisola 7 do Sporting não caiu bem.
3.

Jeffrén Suárez – Jeffrén foi um jovem formado no Barcelona, que foi muito elogiado e colocado nos píncaros aquando dos seus últimos anos de formação. Chegou a jogar na equipa principal do Barcelona por 33 vezes, tendo inclusive marcado um golo numa histórica goleada por 5-0 ao eterno rival Real Madrid.
Quando chegou a Alvalade, em 2011, vinha rotulado de craque, mas rapidamente as expetativas se esfumaram. O clube estava a atravessar uma péssima fase, Jeffrén sempre foi muito afetado por lesões e a sua mentalidade não foi suficiente para ultrapassar todas essas adversidades. Nunca foi uma primeira opção credível e nunca foi muito bem visto pelas bancadas de Alvalade.
A sua carreira, após sair do Sporting, foi sempre a descer. Jogou em Espanha, no Real Valladolid e daí passou para duas épocas no Eupen, uma equipa que luta pela manutenção no campeonato belga. Esta época, chegou aos suíços do Grasshoppers e o seu rendimento tem melhorado. Contudo, foi augurado um futuro muito mais brilhante a Jeffrén. As lesões e a sua mentalidade não permitiram que chegasse mais longe.
2.

Shikabala – Este egípcio, que conta atualmente 31 anos, foi um dos maiores enigmas que passou pelo futebol português. Esteve uma época e meia no futebol português, mas efetuou apenas seis jogos oficiais, cinco pela equipa B e um pela equipa principal, na última jornada de 2013/14, frente ao Estoril, num encontro que já não contava para a classificação final.
Shikabala teve sempre muitas polémicas ao longo da sua carreira, foi uma grande figura do Zamalek mas nunca se impôs nos leões. Chegou a desaparecer durante uns tempos e foi um dos pontos negativos do primeiro mandato de Bruno de Carvalho em Alvalade. Apenas usou o número 7 por seis vezes e agravou essa maldição verde e branca.
Shikabala joga atualmente na Arábia Saudita, por empréstimo do Zamalek. Com a idade que tem, Shikabala tem ainda uma enorme margem de progressão… para continuar a ser polémico.
1.

Joel Campbell – O costarriquenho é uma eterna promessa do seu país, que nunca tem explodido como se esperava. Tem atualmente 25 anos e, por isso, está ainda a tempo de subir na carreira. Contudo, isso parece cada vez mais longínquo.
Campbell tem contrato com o Arsenal mas está atualmente a cumprir a sua sexta temporada de empréstimo, a segunda nos espanhóis do Betis após ter lá estado em 2012/13. Até agora, tem apenas um golo em quatro jogos efetuados. Antes disso, já tinha estado emprestado também a Lorient, Olympiacos e Villarreal. A sua melhor temporada foi nos gregos e foi de ver esse Campbell que os sportinguistas estavam à espera quando o viram chegar em agosto de 2016.
Contudo, Campbell nunca passou de mediano em Alvalade. Participou em 29 jogos, tendo apontado apenas três golos e feito muitas exibições de tirar do sério os adeptos leoninos. Ficaram na retina também alguns bons momentos como a assistência magistral para Bas Dost num jogo efetuado no Restelo. Ainda assim, Joel Campbell foi mais um número 7 que não deixou saudades em Alvalade.













