Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Os 5 leões que teriam lugar no SL Benfica

Inês Cunha · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Teriam estes 5 leões um lugar na Luz?

O dérbi da Segunda Circular está cada vez mais próximo. É já amanhã que o SL Benfica recebe o Sporting CP.

As águias estão separadas dos leões por apenas um ponto e vão tentar fazer de tudo para o recuperar. No entanto, o que os adeptos que vão estar presentes na Luz mais querem é um bom espetáculo de futebol, digno dos grandes palcos.

Para animar um pouco a antecipação do jogo, decidi eleger alguns jogadores dos leões que encaixariam no plantel das águias. Não é segredo nenhum que estas trocas e transferências de atletas entre os dois clubes já têm muita história.

Aliás, desde a fundação do Sporting CP que isto acontece, quer a nível de jogadores, quer a nível de treinadores. Focando-nos no passado mais próximo, temos os casos dos atletas Yannick Djaló e André Carrillo que trocaram o estádio José Alvalade pela Luz.

No que diz respeito aos treinadores, podemos dar o exemplo atual: Rúben Amorim, que tinha representado as águias, enquanto jogador, assume desde a época passada o comando técnico dos leões.

Jorge Jesus tinha defendido as cores do SL Benfica, antes de se mudar para o outro lado da Segunda Circular. No entanto, depois de ir para o Brasil, voltou a comandar os encarnados.

Se até os treinadores andam “trocados”, porque não imaginar um cenário em que os jogadores também o estejam? É para isso que serve este artigo.

Avaliando o atual plantel do Sporting CP podemos ver que a qualidade dos jogadores é inegável, a começar na baliza e a terminar no ataque, por isso, a tarefa de eleger apenas cinco jogadores pode ser um pouco difícil.

5. Daniel Bragança

5 leões SL Benfica Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O jovem, de apenas 22 anos, é uma das maiores pérolas que o Sporting CP tem à disposição. Os poucos minutos que tem jogado, 498′ até ao momento, são escassos para tanta qualidade.

Mesmo assim, é caso para dizer que em tão pouco tempo já deu para ver muito daquilo que Daniel Bragança é capaz de fazer. O controlo de bola que tem é inegável, a qualidade de passe e o drible são divinais e a criatividade é uma das suas imagens de marca.

Estas são apenas algumas das características que podemos observar, quando vemos o menino de Almeirim a jogar. Se teria lugar como titular no SL Benfica? Quem sabe. Se Jorge Jesus jogasse com um esquema tático que envolvesse três médios, certamente que teria. Imaginem um meio campo com João Mário, Weigl e Daniel Bragança…

4. Pedro Porro

5 leões SL Benfica Pedro Porro
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

E por falar em jovens jogadores com grande qualidade, aqui está mais um. Pedro Porro é um dos melhores laterais direitos que atua na liga portuguesa. O espanhol de 22 anos já salvou os leões de dois empates.

Um frente ao Estoril Praia SAD, sendo que marcou o golo decisivo aos 67 minutos, de penálti, e outro frente ao CS Marítimo, na jornada seguinte, quando marcou, também de penálti, aos 98 minutos. Mas os golos não ficam por aqui, pois no passado dia 24 de novembro também deixou a sua marca no jogo frente ao Borussia Dortmund.

Que jeito dava ter a frieza, a agressividade, o posicionamento e o desarme de Porro na equipa. André Almeida está a ocupar a posição de central, para substituir o lesionado Lucas Veríssimo; Diogo Gonçalves já não é aposta recorrente para o treinador; Gilberto, que apesar de ter feito jogos muito bons ultimamente, também já mostrou que pode ser uma opção instável e Lázaro ainda agora voltou de uma lesão.

3. Pedro Gonçalves

5 leões SL Benfica Pote
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Clubismos à parte, qualquer treinador gostaria de ter Pedro Gonçalves no plantel. Apesar do jogo polémico que lhe atribuiu o prémio de melhor marcador da época passada, a verdade é que, Pote, como é conhecido, já tinha dado provas de que era um justo vencedor. Foram 23 golos marcados e cinco assistências em 32 jogos da liga portuguesa.

Esta época tem sido um pouco atribulada, devido às lesões que o português tem enfrentado. No entanto, é caso para dizer que quando voltou, voltou em força. Na Liga dos Campeões marcou quatro golos nos últimos dois jogos.

No campeonato já conta com duas jornadas seguidas a deixar a sua marca – um golo na 11ª jornada e uma assistência na 12ª e na Taça de Portugal bisou frente ao Varzim SC. Até ao momento, o extremo conta com 11 golos e quatro assistências em 16 jogos.

O SL Benfica, que tem na finalização o maior dos problemas, poderia muito bem resolvê-lo com Pote. Afinal, o português tem uma veia goleadora como poucos.

2. João Palhinha

5 leões SL Benfica Palhinha Rochinha
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

O que dizer de um jogador como Palhinha? Pois, fica difícil descrever este “tanque” do meio campo. Aos 26 anos é dono e senhor do meio campo dos leões e também conquistou e bem o seu espaço no meio campo da seleção portuguesa.

Palhinha conta com 19 jogos e dois golos na presente época. No campeonato e na Liga dos Campeões marcou presença em todos os jogos realizados, até ao momento. No entanto, agora vai ter de parar devido a uma lesão muscular na coxa, que sofreu no último jogo dos leões.

Espero que não me interpretem mal, mas esta acaba por ser uma boa notícia para os encarnados. Ninguém quer encontrar pela frente um jogador com a extraordinária qualidade de João Palhinha.

Não ser desarmado pelo português é uma tarefa super difícil, travar a sua força e agressividade ainda mais complicado é, já para não falar da complexidade que é fugir à sua marcação.

Nenhuma equipa ou treinador conseguia dizer que não à contratação do médio dos leões. Se ter Daniel Bragança no plantel era bom, ter João Palhinha era mesmo a cereja no topo do bolo.

1. Sebastián Coates

5 leões SL Benfica Coates Conté
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E se falar de Palhinha já é algo difícil, falar de Sebastián Coates ainda mais complicado é. O uruguaio representa o Sporting CP desde 2017 e parece que, quantos mais anos passam, melhor o seu rendimento fica.

A qualidade técnica que apresenta é das melhores da liga portuguesa e a finalização chega mesmo a fazer inveja a muitos avançados, ainda que, no caso de Coates, esta característica que se vê muito em lances de bolas paradas, seja uma das vantagens de ter 1,96 metros de altura.

A capacidade de liderança que tem é fenomenal e ajuda muitas vezes a decidir jogos do Sporting CP. Sim, tal como disse, decidir jogos também é com ele. Temos os casos dos jogos frente ao Moreirense FC e ao Vitória SC – Coates vestiu a camisola de super herói e salvou a equipa de dois empates.

Numa altura em que o SL Benfica perdeu Lucas Veríssimo para o resto da época, devido a lesão, um “centralão” como Coates era o melhor que se podia pedir.

Assim, os encarnados jogariam com três centrais de raiz e não precisavam de adaptar jogadores como André Almeida. Era a defesa de sonho: Otamendi, Vertonghen e Coates.

Inês Cunha

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.