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O Emaar Dubai Premier Padel P1 prepara-se para a sua terceira edição e o Bola na Rede esteve à conversa com Iván Modia, CEO da Gallop Global e diretor do torneio. O empresário espanhol, natural da Galiza, abordou a importância da competição, o crescimento internacional do Padel e a evolução da modalidade em Portugal.
Bola na RedeO Emaar Dubai Premier Padel P1 vai para a sua terceira edição. Olhando para a evolução do torneio, o que mais mudou e quais são as principais ambições para 2026?
Iván Modia: É evidente que o torneio cresceu significativamente ao longo das últimas três edições. No entanto, esse crescimento também reflete a evolução do Padel no Dubai. Penso que a cidade reúne todos os ingredientes necessários para se tornar o principal destino mundial da modalidade: um público internacional e uma forte cultura desportiva. Tudo isto conta com o apoio dos nossos líderes e com o trabalho diário da Associação de Padel dos Emirados Árabes Unidos, do Conselho de Desporto do Dubai, do Departamento de Economia e Turismo, da Emaar Properties e dos nossos restantes parceiros. A nossa ambição para 2026 é estabelecer o Emaar Dubai Premier Padel P1 como o melhor evento de Padel do mundo, reforçando simultaneamente a posição do Dubai como um dos principais destinos desportivos a nível global.

Bola na RedeNo ano passado, o Hamdan Sports Complex foi transformado de uma instalação de natação olímpica numa grande arena coberta de Padel. Quais foram os maiores desafios dessa transformação e que melhorias podem os adeptos esperar em novembro?
Iván Modia: A transformação do Hamdan Sports Complex é sempre uma operação de grande dimensão. Não a encaramos como um desafio, mas como uma tarefa entusiasmante. Transformar uma instalação de natação num recinto internacional de Padel exige muito trabalho técnico, planeamento e coordenação entre diferentes equipas. É necessário adaptar tudo, desde o esvaziamento das piscinas até à instalação dos campos e à preparação de todas as restantes áreas. Para a edição deste ano, estamos a aproveitar a experiência adquirida em 2025 para melhorar toda a estrutura, a experiência dos adeptos e o espetáculo no campo central. Além disso, estamos a preparar algumas surpresas especiais para os jogadores, para que se sintam em casa. O objetivo é organizar um evento que funcione bem do ponto de vista operacional e que, ao mesmo tempo, proporcione o ambiente ideal para jogadores e espectadores.
Bola na RedeCom estrelas como Arturo Coello, Agustín Tapia, Alejandro Galán e Gemma Triay entre os participantes esperados, qual é a importância da presença dos melhores jogadores do mundo para o crescimento do torneio?
Iván Modia: Naturalmente, os melhores jogadores do mundo são uma parte fundamental do torneio. As pessoas querem ver Coello, Tapia, Galán, Gemma Triay e os restantes grandes nomes da modalidade a competir ao mais alto nível. É a presença destes atletas que faz do Emaar Dubai Premier Padel P1 um evento tão importante no calendário internacional. Isso também dá ao Dubai a oportunidade de proporcionar aos seus adeptos o melhor que o Padel tem para oferecer e de continuar a reforçar a sua posição como uma das principais cidades da modalidade. A nossa ambição é criar as condições ideais para que estes jogadores possam apresentar o seu melhor nível e proporcionar um torneio à altura da sua qualidade.
Bola na RedeO Padel tem registado um crescimento internacional notável nos últimos anos. Acredita que tem potencial para se tornar uma das principais modalidades desportivas do mundo ou ainda existem obstáculos significativos a ultrapassar?
Iván Modia: O Padel é a modalidade desportiva que mais cresce no mundo e estou convencido de que se tornará um dos principais desportos a nível internacional. O crescimento a que assistimos nos últimos anos é impressionante e a modalidade tem uma grande vantagem: é acessível, promove a socialização e aproxima as pessoas. A chave, agora, passa por continuar a desenvolver a vertente profissional ao mesmo ritmo. Isso significa investir em infraestruturas, jovens jogadores, formação de treinadores e competições, levando simultaneamente a modalidade a novos mercados e dando a mais atletas a oportunidade de competir ao mais alto nível. O crescimento já está a acontecer. A nossa responsabilidade é aproveitar esse impulso e garantir que o Padel continua a desenvolver-se até se tornar uma modalidade verdadeiramente global.
Bola na RedePortugal tem uma comunidade de Padel em crescimento e jogadores a competir internacionalmente, incluindo Sofia Araújo ou os irmãos Deus. Como avalia o desenvolvimento do Padel português e o que seria necessário para Portugal se tornar uma potência ainda maior na modalidade?
Iván Modia: Portugal tem uma forte cultura desportiva e uma comunidade de Padel em crescimento. Jogadores como Sofia Araújo ou os irmãos Deus demonstram que o país consegue formar atletas capazes de competir ao mais alto nível internacional. Daqui a alguns anos, serão vistos como pioneiros a nível nacional, aqueles que colocaram Portugal no mapa do Padel mundial. Estou bastante convencido de que, a médio prazo, tanto a seleção masculina como a feminina estarão a disputar as medalhas de ouro dos Campeonatos do Mundo com a Argentina e a Espanha.

Bola na RedePortugal tem uma forte tradição desportiva e uma comunidade de Padel em crescimento. Acredita que o país tem potencial para receber mais grandes torneios internacionais? Quais são os principais requisitos para atrair um evento desta dimensão?
Iván Modia: Sim, acredito que Portugal tem potencial para receber mais grandes eventos internacionais de Padel e que estes continuarão a crescer. Mais cedo ou mais tarde, veremos o Premier Padel em Portugal. Porque não? Existe público para a modalidade, um setor turístico forte e uma cultura desportiva capaz de apoiar este tipo de evento. Naturalmente, organizar um torneio deste nível exige mais do que procura. É necessário ter um recinto adequado, organizadores experientes, parceiros comerciais e o apoio das autoridades e entidades desportivas competentes. As exigências operacionais são significativas e o evento precisa de ser comercialmente sustentável. Mas, mais importante ainda, será uma nova demonstração do impacto que o padel pode ter em grandes comunidades. Em última análise, é necessário demonstrar que o torneio consegue criar valor para os jogadores, os adeptos, os patrocinadores e o destino que o acolhe. Quando todos esses elementos se conjugam, existem fortes argumentos para levar grandes eventos a um determinado mercado.
Bola na RedeEspanha e Argentina têm dominado historicamente o Padel profissional. Países como Portugal poderão, de forma realista, reduzir essa diferença nos próximos anos? O que precisa de mudar para que novas nações se tornem verdadeiras candidatas aos principais títulos?
Iván Modia: Espanha e Argentina têm uma vantagem considerável devido à sua história na modalidade, ao número de jogadores que formam e à solidez das estruturas de Padel que já possuem. Beneficiam dessa vantagem por disputarem entre si, há vários anos, as duas primeiras posições. Mas, como referi anteriormente, Portugal irá reduzir gradualmente essa diferença, tal como outros países, como Itália ou França, por exemplo. Para atingir o nível de excelência que a Argentina e a Espanha alcançaram ao longo dos anos, é necessário, acima de tudo, tempo e muito treino.
Bola na RedeOlhando para além da edição de 2026, em que gostaria que o Dubai Premier Padel P1 se transformasse nos próximos cinco anos e qual é o maior desafio que o Padel profissional enfrenta atualmente?
Iván Modia: Nos próximos cinco anos, gostaria de ver o Emaar Dubai Premier Padel P1 reconhecido como o melhor torneio de Padel do mundo. Sei que parece uma ambição ousada, mas é isso que esta cidade merece. O Dubai construiu-se com base na procura de alcançar o máximo em todas as áreas da vida, do desenvolvimento e do desporto. E queremos ser mais um exemplo dessa mentalidade. Acredito que, a cada ano, estamos um passo mais perto do nosso objetivo e que a edição de 2026 será a melhor prova disso.









