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Rio Ave 1-2 Sporting: Live to fight another day

Jorge Oliveira · 3 min

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Acabou há pouco o jogo em Vila do Conde, entre Rio Ave e Sporting, num jogo que se revelou tão complicado como se previa. Num relvado preocupante que até ao apito inicial parecia adequado face aos remendos e ao perdão meteorológico mas acabou por não durar mais do que 5 minutos em condições para a circulação de bola por parte das duas equipas.

Sporting alinhou com Dier a render o castigado Rojo, e Wilson Eduardo no lugar de Carlos Mané. A equipa, no seu todo, entrou algo nervosa, estática e apática com a pressão a meio-campo do Rio Ave, que conseguiu anular o processo de construção por parte de Adrien e Martins. Para além da boa organização, o Rio Ave saiu rápido para o contra-ataque, criando perigo e até ficou muito perto de marcar, não fosse pelo esforço de Maurício e Patrício a evitar o golo dos Vilacondenses. O Sporting não foi capaz de criar perigo e acabámos por assistir a mais uma primeira-parte que qualificaria como… Mhé…

O intervalo trouxe um Sporting diferente. Com o puto Mané a vir baralhar o meio-campo, mais rápido, vertical e criativo que André Martins. A equipa começou bem mas acabaria por levar uma punhalada, num lance que começa por uma “bobeira” de Jefferson (palavra do próprio, eu não diria melhor), que viria a perder a bola e termina com o autogolo de Maurício. Não me interessa o que diz o Luís Freitas Lobo sobre as nuances tecnico-tácticas do lance, para mim a culpa é do Hugo Rebelo.

Neste jogo e em algumas situações da vida, às vezes é preciso dar um passo atrás para se dar dois para a frente. Poucos minutos depois do golo sofrido, Jardim retira Wilson Eduardo, mete o gigante Slim na frente e encosta Mané na ala, assumindo o 4-4-2 com Montero nas costas do ponta-de-lança. A equipa alargou e instalou-se no meio campo adversário, aumentou o ritmo e a pressão e o golo surge através de uma excelente investida de Jefferson pela esquerda, um cruzamento com precisão de “drone” e um cabeceamento assassino do Argelino.

Nuno Espírito Santo, treinador do Rio Ave, teve uma atitude louvável e quiçá ingénua ao não fechar a porta e pregá-la com tábuas. Slimani podia ter marcado o segundo nem 5 minutos depois de cabecear para a igualdade, não fosse a excelente defesa de Ederson. Jardim pedia mais aos homens da frente e lançou Carillo para os últimos 10 minutos para o lugar de Heldon.

As mexidas de Leonardo Jardim foram determinantes  Fonte: Uefa
As mexidas de Leonardo Jardim foram determinantes
Fonte: Uefa

A 5 do final, o recém entrado Peruano aproveita a falha de pragmatismo da defesa do Rio Ave e cruza para o excelente remate à meia-volta de Carlos Mané que viria consumar a reviravolta do Sporting na partida. Euforia no estádio dos Arcos, Leonardo Jardim sentou-se no banco, o seu trabalho estava feito. Os merecidos 3 pontos não fugiram ao Leão

Nesta altura, com apenas 10 jornadas pela frente, o Sporting tem já mais pontos do que no total da época passada. Dá que pensar…

Temos mais 10 objectivos pela frente – o primeiro, já no próximo Sábado, na recepção ao SC Braga sem Montero nem Adrien, que cumprem suspensão por acumulação de amarelos no campeonato. Mais uma batalha, naquela que será uma noite de reencontros para os dois técnicos intervenientes.

Hoje, na minha humilde opinião, o melhor em campo: Mister Jardim

Jorge Oliveira

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