Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Rúben Ribeiro, o novo 7

Jorge Faria Sousa · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sporting cp cabeçalho 2

O Sporting Clube de Portugal, neste mercado de Inverno, tem procurado fortalecer o plantel e dar mais soluções ao seu treinador Jorge Jesus. Proveniente do Fluminense chegou a título definitivo o médio brasileiro Wendel. O croata Josip Mišić é o novo número 27 dos leões, joga a médio e alinhava no HNK Rijeka. Mais recentemente aterrou em Lisboa o colombiano de boa memória para os sportinguistas, Fredy Montero, que poderá vir a ser reforço também. Rúben Ribeiro, que jogava no Rio Ave, foi o único reforço que estava no futebol português e já se estreou com a camisola 7.

Rúben Ribeiro é um médio de trinta anos, já com muitos anos de Liga NOS, tendo feito a sua formação entre o Boavista e o Leixões. Estreou-se no futebol sénior, com a camisola do clube de Matosinhos, onde permaneceu por cinco temporadas. Seguiram-se depois Penafiel, Beira-Mar, Paços de Ferreira, Boavista e Gil Vicente.

Depois de uma época com a camisola dos axadrezados, onde realizou dezoito partidas, chegou a Vila do Conde para representar o Rio Ave, pela mão de Luís Castro na temporada passada. Em Vila do Conde foi onde o médio português esteve em maior evidência, sendo uma peça preponderante para Miguel Cardoso esta temporada. Em uma época e meia, Rúben Ribeiro vestiu a camisola do Rio Ave por 59 ocasiões e marcou cinco golos.

Ruben Ribeiro chegou, treinou e foi logo titular, com uma assistência para golo Fonte: Sporting Clube de Portugal
Ruben Ribeiro chegou, treinou e foi logo titular, com uma assistência para golo
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Este temporada, o Rio Ave tem apresentado bom futebol, querendo ter a bola, jogar em posse e com essa matriz de jogo, da qual o seu treinador não abdica, tem sido das melhores equipas da Liga NOS. Rúben Ribeiro, a par de Francisco Geraldes, vinham a ser os grandes destaques dos vilacondenses, com a sua qualidade individual e as exibições que rubricou, rumou a Alvalade para vestir a camisola número 7.

O reforço leonino estreou-se no passado domingo, com a listada verde e branca, sendo um dos titulares de Jorge Jesus. Perante a família sportinguista, com uma assistência acima dos quarenta mil espectadores, demonstrou mais uma vez a sua qualidade, fazendo uma assistência para Bas Dost. Um médio que joga nas costas do ponta-de-lança, com boa visão de jogo, com muito boa qualidade de passe com ambos os pés e forte no um contra um, eis o reforço leonino.

Rúben Ribeiro herdou a “amaldiçoada” camsiola 7, da qual não tem medo. Desejando as maiores felicidades ao médio português em Alvalade, espero que possa ser campeão nacional com a camisola do Sporting, como foram Ricardo Sá Pinto e Marius Niculae.

Foto de Capa: A Tasca do Cherba

Jorge Faria Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.