Publicidade

Seleção sem Sporting, mas muito Sporting na Seleção (de Sub-21)…

Gonçalo Patrão · 3 min

Seleção Nacional Portugal
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Os jogos internacionais estão de volta e, com isto, podemos voltar a ver a nossa seleção em ação. Confesso que tenho bastante gosto em ver Portugal a jogar e não o digo pelo futebol que jogamos ou por termos o melhor jogador do mundo: digo-o porque a seleção une o país em torno de algo que o representa! Assim sendo, sinto ainda mais orgulho em ver jogadores do Sporting CP a representar o meu país e o meu clube simultaneamente.

Mas, desta vez, aconteceu algo que me deixou um pouco desapontado: o Sporting não conseguiu “fornecer” nenhum jogador à seleção nacional, algo que só aconteceu (em jogos oficiais) duas vezes desde que o século XXI começou. Para piorar, estas duas vezes aconteceram nos últimos dois anos. Ainda me lembro-me do Euro 2016, em que o Sporting CP possuía o meio campo e a baliza da seleção que levantou o primeiro troféu internacional por Portugal.

Como é possível observar, nenhum jogador do Sporting está presente na convocatória de Fernando Santos e, a juntar à desilusão desta notícia, surgem alguns pontos negativos da inexistência de leões na seleção como o facto de se desperdiçar uma montra internacional ou o facto de se perder a oportunidade de dar experiência a muitos jogadores que necessitam da mesma para subir de patamar. Já para não falar na confiança que cresce sempre que o trabalho de um jogador é reconhecido pelo próprio selecionador nacional – e bem sabemos que a confiança é algo que falta nos jogadores do Sporting pelos mais variados motivos.

Fernando Santos, selecionador nacional, não optou por nenhum jogador do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Assim, considero importante que o Sporting CP recomece a colocar jogadores na seleção até porque isso significaria que os jogadores estão a render no clube. No entanto, nem tudo está mal: oito são os jogadores do clube de Alvalade que irão representar a seleção nacional de sub-21. É um dado que me alegra bastante visto que é sinónimo de dizer que o Sporting CP possui jovens com muito potencial e que podem catapultar o clube para uma grandeza que tem faltado no panorama nacional e europeu.

Apesar de todos os problemas que o Sporting possa ter, a verdade é que a aposta na formação está de volta e, nesse aspeto, tenho de elogiar Rubén Amorim. O jovem treinador do Sporting CP tem coragem para lançar jovens e esta aposta está a dar resultados. Na sexta-feira passada, decorreu o Chipre 0-4 Portugal em sub-21 e Nuno Mendes contribuiu com duas assistências, sendo para muitos um dos melhores em campo.

Nuno Mendes tem brilhado pelo Sporting CP e não desapontou na seleção sub-21
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Na minha opinião e ignorando as discussões sobre quem é que contribuiu para o aparente sucesso da formação, este é o caminho que o Sporting CP tem de percorrer, ou seja, deve apostar nos jovens até porque numa altura como a atual, todos os clubes devem começar a valorizar os diamantes por lapidar que se encontram nas camadas jovens… no caso do Sporting CP, as motivações são ainda maiores visto que uma parte dos jogadores que compõem o plantel têm menos qualidade do que muitos jogadores da formação.

O futuro financeiro e desportivo do Sporting CP está, em grande parte, na mão destes jovens jogadores que, se forem bem aproveitados, podem dar muitas alegrias aos adeptos do Sporting CP e aos portugueses quando e se forem chamados para a seleção principal. O futuro pode estar mesmo assegurado…

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Gonçalo Patrão

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.