Última horaO regresso após lesão, os elogios ao Lens e as lesões: tudo o que João Simões e Rui Borges disseram na antevisão do próximo jogo do Sporting na Champions League
Publicidade

Sporting CP 4-0 PSV Eindhoven: A Europa é uma conversa diferente para o Sporting

Redação BnR · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

De facto, a Liga Europa é mesmo outra conversa para o Leão. O Sporting CP carimbou esta noite a passagem à próxima fase da competição, após vencer no seu reduto o PSV Eindhoven por 4-0. Uma primeira parte de grande nível foi o suficiente para os comandados de Silas levarem de vencida uma apática equipa holandesa.

O Sporting começou mesmo inspirado nesta noite europeia. Parece que a paragem fez bem à equipa leonina que, logo aos três minutos, tentou criar perigo. Depois de uma jogada construída pela direita, Rosier ameaça com o remate, mas a bola é defendida por Lars Unnerstall.

O Sporting continuava a arriscar, mas com conta peso e medida. Aos sete minutos, eis que surge mais uma excelente jogada entre Wendel, Bolasie e Bruno Fernandes. O número oito do clube verde e branco rematou forte, mas o guarda-redes adversário impõe-se novamente ao perigo leonino.

Perigo esse que foi traduzido no primeiro tento da equipa de Silas instantes depois. Ainda nos sete minutos, Bruno Fernandes aparece nas costas da defesa depois do lançamento de Acuña. O capitão do Sporting, com toda a classe, faz a assistência com o peito do pé para Luiz Phellype que só teve de encostar de cabeça.

O Sporting estava à vontade no jogo e a partir daqui também no resultado. A equipa de Alvalade foi, nestes primeiros minutos, uma equipa muito compacta e que estava também fechar bem as suas linhas. As coisas já estavam a correr bem aos pupilos de Silas, verdade seja dita, por mérito próprio, mas conseguiram ficar ainda melhores: aos 16 minutos, Bruno Fernandes remata do meio da rua. Mais colocada a bola não poderia ser! Não houve mesmo qualquer hipótese para Lars Unnerstall.

Mesmo depois do 2-0, o Sporting não abrandou o ritmo e continuou com pressão alta sobre o seu adversário nos minutos após o segundo. Ainda assim, houve espaço para Bruma brilhar do outro lado do campo. Aos 29′, Bruma consegue ganhar espaço dentro da grande área para o remate. Falso alarme: a bola sai ao lado.

Bruno Fernandes marcou o segundo da noite
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Parece que falámos cedo demais… O Sporting baixa a sua intensidade de jogo e permite ao PSV criar mais espaços. O jogo abrandou e passou a ser mais disputado na zona de meio-campo. Só aos 42 minutos é que surgiu mais emoção dentro das quatro linhas: depois de uma grande salganhada dentro da área em que os da casa não conseguiram aproveitar, eis que se faz magia novamente depois de um canto! Jérémy Mathieu surge ainda a “mergulhar” no relvado e marca o terceiro da noite.

Os jogadores saíam assim para os balneários de barriga cheia, com um resultado confortável e, há que dizer também, merecido! Uma primeira parte de encher as medidas por parte da equipa de Silas que, arriscamo-nos a dizer, não se via assim tão confortável a jogar em Alvalade há muito.

O segundo tempo começou com dupla alteração no lado visitante – Bruma e Pablo Rosario a serem rendidos por Gakpo e Gastón Pereiro respetivamente -, e houve logo uma ameaça à baliza de Luís Maximiano, por intermédio de Ihattaren na sequência de um cruzamento do lado esquerdo, mas o jovem guardião respondeu bem com uma defesa espetacular. O remate perigoso no reatamento da partida mostrou bem que van Bommel não perdoou os seus pupilos ao intervalo pela má exibição na primeira parte e queria mais e melhor.

A resposta ao remate do PSV surgiu aos 57′, numa rápida transição leonina em que a bola vai parar aos pés de Luciano Vietto que remata em arco e passa perto da barra. Não foi nesse lance que o Sporting chegou ao quarto golo, mas sim através de uma grande penalidade ao minuto 65: Acuña conquistou o castigo máximo que Bruno Fernandes aproveitou com toda calma para fazer o seu segundo golo no encontro.

O 4-0 no marcador fez diminuir o ritmo da partida, também por culpa das substituições feitas por Silas, e o Sporting limitou-se a fazer uma boa circulação de bola e esperar pelo apito final do árbitro.

O conjunto leonino garantiu os três pontos com muita categoria, assim como a passagem aos 16 avos de final da Liga Europa. Quanto ao primeiro lugar do grupo, essa posição será discutida na última jornada, quando o Sporting CP viajar até à Áustria para defrontar o LASK Linz, que venceu o Rosenborg BK no outro encontro deste grupo D.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Sporting CP – Luís Maximiano (GR), Marcos Acuña, Jérémy Mathieu (Luís Neto, 73′), Tiago Ilori, Valentin Rosier, Idrissa Doumbia,Wendel (Rafael Camacho, 79′), Bruno Fernandes, Luciano Vietto, Yannick Bolasie e Luiz Phellype (Jesé Rodríguez, 67′)

PSV Eindhoven – Lars Unnerstall (GR), Denzel Dumfries, Nick Viergever, Timo Baumgartl, Michal Sadílek, Jorrit Hendrix, Pablo Rosario (Gastón Pereiro, 45′), Mohammed Ihattaren, Steven Bergwijn (Ryan Thomas, 79′), Bruma (Gakpo, 45′) Donyell Malen

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeira parte do Sporting – Os leões jogaram a um nível nos primeiros 45 minutos, como há muito não se via! Muito fortes na pressão à defesa contrária e a circularem bem a bola. Bem, foi uma primeira parte em que o Sporting fez mais de meio caminho em direção ao apuramento dos 16 avos de final.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Timo Baumgartl – A equipa do PSV esteve mal no seu todo, mas não podemos deixar de referir o número cinco dos holandeses. Baumgartl não cumpriu bem o seu papel na defesa e cometeu um penálti aos 65 minutos. Isto numa altura em que o PSV, mesmo estando com uma desvantagem de três golos, tentava reagir na partida. No fundo, Baumgartl foi um pequeno pormenor dentro do mau jogo que a sua equipa apresentou aqui em Alvalade.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Com a passagem à próxima fase assegurada, quão alto pode sonhar este Sporting na Liga Europa?

Emanuel Ferro: Passámos à próxima fase, mas ainda temos mais um jogo contra o LASK. Agora temos de fazer a gestão que é necessária depois desta vitória. Neste momento já sabemos que vamos jogar mais dois jogos pelo menos. Pensar já em ganhar isto ou aquilo parece-me precoce e desajustado ao trabalho diário que temos que consiste em prepararmo-nos para cada jogo. Não estamos a pensar no jogo do LASK. Não estamos a pensar no jogo seguinte na LE. Estamos a pensar no jogo contra o Gil Vicente no próximo domingo e isso dá-nos oportunidade de estarmos mais focados, de estar cientes da nossa tarefa. As coisas não se conquistam a pensar no fim. Conquistam-se a pensar no melhor em cada um dos dias.

Artigo de Opinião de Guilherme Costa e Inês Santos

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lens | A ligação de uma cidade a um clube

Em Lens, não é preciso olhar para o marcador para perceber o que o clube significa para a cidade. Basta entrar no Stade Bollaert-Delelis, ouvir milhares de adeptos a cantar Les Corons e observar as bancadas pintadas de vermelho e amarelo. Num futebol cada vez mais dominado pelo dinheiro, pelos grandes investidores e pelos clubes globais, o Racing Club de Lens mantém uma ligação às suas raízes que resiste ao tempo. Mas como é que um clube de uma cidade do norte de França, marcada pela indústria mineira, se tornou um símbolo de uma comunidade inteira? Para perceber esta ligação, é preciso recuar a 1906, ano em que o clube foi fundado. Naquela altura, Lens era uma cidade profundamente ligada à exploração mineira. O carvão sustentava famílias, movimentava a economia e fazia parte do quotidiano de milhares de pessoas. Foi neste contexto que o futebol começou a ganhar espaço, acabando por aproximar o clube da população local. Com o passar dos anos, o Lens deixou de ser apenas uma equipa da cidade para se tornar uma parte da sua identidade.

Diego Tamaian · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O preço do sucesso: caso Manchester City

Há vitórias que ficam para a história, equipas que atravessam gerações. E há clubes que, mesmo depois de conquistarem tudo aquilo com que alguma vez sonharam, falham em manter o que de bonito o futebol tem. O Manchester City habituou-nos a ganhar, a dominar campeonatos, a empilhar títulos, a transformar finais em rotina e a fazer do futebol de Pep Guardiola uma referência mundial. Durante anos, a discussão em torno do clube centrou-se na qualidade do seu plantel, na genialidade do treinador e na capacidade de impor uma identidade de jogo que parecia estar vários passos à frente da concorrência. E nada disso se apaga, mas hoje há outra discussão que não pode ser ignorada.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.