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Sporting CP | Marcar muito e sofrer pouco: a base do Futebol

Gonçalo Patrão · 2 min

Sporting
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Apesar do empate em casa do FC Famalicão, o Sporting CP está a protagonizar um grande início de campeonato: encontra-se em primeiro lugar à nona jornada, é o melhor ataque e a segunda melhor defesa do campeonato. Os pupilos de Rúben Amorim estão a jogar um futebol muito positivo e os golos marcados/ sofridos são um reflexo disso mesmo. Hoje, olhando para os números de golos marcados e sofridos, gostaria de analisar as estatísticas das épocas passadas em comparação com esta no que toca ao momento em que as redes abanam!

30 golos marcados, dez sofridos. Tudo isto em 11 jogos!

Em termos de média de golos marcados e sofridos por jogo (respetivamente: 2,73 e 0,91), até à data deste artigo, o Sporting CP está a conseguir um registo ofensivo que já não era visto desde 1973! Em termos de registo defensivo, não é preciso recuar muito no tempo para encontrar uma época com resultados melhores, mas, apesar de tudo, as prestações defensivas têm sido bastante competentes.

É claro que as contas se devem fazer no fim e estas médias não são exceção, na medida em que ainda podem sofrer bastantes alterações com o decorrer do campeonato, mas há que ter em conta que são números esplêndidos que ajudam a explicar toda a mística que os jogos do Sporting CP voltaram a ter: a equipa transmite boas sensações aos adeptos e estes acreditam que é possível ir vencendo, um jogo de cada vez.

Tanto a boa forma como a tranquilidade da formação leonina provoca o contentamento dos adeptos
Carlos Silva / Bola na Rede

Para o leitor ter uma ideia, à nona jornada, o Sporting CP já marcou quase metade dos golos marcados no campeonato na época passada. Na época passada, por esta altura, tínhamos um grande médio goleador que agora é um dos mais importantes jogadores do Manchester United e esta época temos o seu substituto na arte de marcar golos não sendo um atacante: Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa com nove golos em oito jogos e nem é ele que marca as grandes penalidades (imaginem se fosse).

É certo que ter um jogador que “invente” golos do nada (veja-se o primeiro golo contra o Famalicão) é fundamental para o sucesso da equipa, mas esta tendência goleadora e este futebol positivo tem um nome e esse nome é o do técnico do Sporting CP: para além de haver consistência defensiva, o Sporting CP, em termos de ataque, faz o futebol parecer simples de uma forma que apaixona de ver jogar.

Tudo isto para dizer que o Sporting CP tem numa equipa proveniente (de mais) um ano zero, uma equipa que dá gosto de ver jogar, uma equipa que marca mais do que o costume e uma equipa que sofre pouco. Afinal, a base do futebol é marcar mais do que sofrer e, se possível, com um futebol bonito ao ponto de dar gosto de ver jogar. E que gosto dá ver a equipa de Rúben Amorim…

Gonçalo Patrão

Redação Bola na Rede · ver artigos

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