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É sabido que qualquer organização, para conseguir atingir os seus objectivos de uma forma optimizada, deve encontrar modelos de motivar a sua equipa para retirar o melhor rendimento de cada um.
Uma vez que uma organização é constituída por pessoas, e cada tem uma personalidade única que reage a estímulos de formas completamente diferentes de todos os outros, os líderes devem considerar sempre formas distintas de motivar cada um.
Numa equipa de futebol, a equipa técnica e directiva deparam-se exactamente com este tipo de problema, quando tem que tentar manter um plantel de 25 indivíduos completamente focados no objectivo comum que é vencer todos os fins de semana quando, em média, apenas 15 são utilizados com maior regularidade.
Nesse universo de atletas, uns são mais propensos a estímulos positivos como elogios, reconhecimento pessoal e profissional, outros ficam mais alertas com estímulos negativos, como declarações críticas, acções que se mostraram injustas e originam uma reação de querer mostrar que estão errados.
Ao mesmo tempo, os indivíduos que se motivam com situações positivas, por vezes desmotivam com as críticas, assim como os que se motivam com acções negativas por vezes baixam os seus níveis de concentração quando se sentem confortáveis na situação que vivem, deixando de se esforçar para melhorar.
Assim, numa equipa deve haver um misto dos dois tipos de motivação, sabendo que uns pouco mais precisam que a motivação intrínseca, devido à sua grande auto-confiança, enquanto outros necessitam de mais apoio em termos de motivação externa.
Neste sentido, venho deixar algumas sugestões de situações externas que devem estar visíveis no balneário leonino para atiçar, e manter alerta os atletas do Sporting para o que resta da época, relembrando-os das dificuldades que os espera.

5. Imagem da relação “número de faltas vs. “número de cartões”

Os jogadores do Sporting, ao entrar em campo, devem ter noção clara de que não estão em pé de igualdade com os seus competidores mais directos, e para isso devem ter no quadro de cortiça lá do balneário uma imagem com a média de faltas que cada uma das equipas classificadas no pódio da tabela deste campeonato precisa de cometer para lhe ser mostrado um cartão.
Sabendo disso, os jogadores leoninos estarão mais preparados para perceber se podem ser mais ou menos agressivos na forma de jogar, treinando todos os dias o seu subconsciente de como devem encarar os lances.
De que forma isto pode motivar? Só e apenas pela sensação de injustiça que se pode criar nos jogadores, levando-os a quererem mostrar que são melhores que os outros mesmo que tentem limitar o seu jogo com faltas e faltinhas, e afectá-los psicologicamente com constante tratamento discriminatório relativamente a outros.
4. Dualidade de critérios – murros, pontapés e estalos

O tratamento discriminatório mantém-se nos momentos pós-jogo, ou seja, nas instâncias que regulam o futebol em Portugal, uma vez que vemos castigos a serem arquivados para uns e mantendo o de outros com lances equivalentes.
Vemos imagens de murros na cara de jogadores do Sporting que são desculpados com a questão da intensidade e intencionalidade, enquanto outros são castigados por bem menos que isso.
Quem gere o futebol faz mesmo questão de passar a mensagem ao Sporting, de que para nós será sempre pior em situações semelhantes, ou não fosse o caso dos castigos aplicados nos desacatos aos jogadores do Sporting e aos do Norte aquando da deslocação leonina a essa localização geográfica portuguesa.
No quadro de lembretes do balneário deveria então estar também a imagem das agressões e respectiva comparação de castigos para manter alerta os leões.
A motivação seria a da velha máxima “contra tudo e contra todos” juntamente a uma nova de “onde vai um vão todos”.
3. “Ajax ficou com a ilusão que eramos o Sporting”

Esta frase deveria ficar no “quadrinho” para que os jogadores do Sporting não esqueçam o que sofreram contra a equipa dos países baixos, mas principalmente como ensinamento para o treinador.
Não é que eu queira criticar a forma de jogar do Sporting, até porque, como disse o mister, também ele está a aprender, mas por isso mesmo esta frase deve servir para relembrar que as equipas portuguesas, por muito bom futebol que pratiquem internamente, na Champions ainda têm de jogar apenas de acordo com as suas possibilidades.
Conseguimos fazê-lo na fase de grupos principalmente porque ainda encontramos equipas de valia equipada, no entanto, a partir do momento que começa a fase a eliminar, temos que assumir a nossa versão de equipa “menor” e remetermo-nos ao nosso processo defensivo, tentando surpreender com lances de ataque rápido.
Foi assim que a equipa de quem o autor desta frase conseguiu ultrapassar o mesmo adversário que nos aplicou duas goleadas. Remetendo-se à sua versão de equipa “pequena” na europa, surpreendendo com um golpe de sorte.
Ainda não é tentando jogar de igual para igual que conseguimos ir longe na Champions. AINDA!!!
Esta frase, além de ensinamento, deve servir também para espicaçar o orgulho dos jogadores. Porque destes resultados, associados a esta frase, eles têm que perceber que é possível ganhar jogos contra estes adversários, porque uma equipa que já se mostrou inferior
à nossa, conseguiu.
2. “Fiquei verdadeiramente impressionado com a equipa do Sporting”

Os jogadores do Sporting devem perceber que, apesar de eliminados da maior competição de clubes, o processo está certo. Falta apenas a experiência que só se consegue voltando lá todos os anos.
Assim, os jogadores só têm de se sentir orgulhosos do caminho que fizeram uma vez que, apesar de eliminados, os que realmente entendem do jogo viram valor no que a equipa leonina vem demonstrando dentro de campo.
Esta frase deve estar à vista de todos para relembrar e motivar os jogadores a lutarem pelo direito de voltarem a estar presentes na próxima edição da Champions League, de preferência a jogarem pelo Sporting Clube de Portugal, para que possam continuar a evoluir e um dia poderem jogar de igual para igual contra qualquer equipa que seja sua adversária nessa competição.
1. “Vou recompensar quem trabalha, não quem tiver ego grande”

Esta é a motivação certa para todos os que pertencem ao futebol do Sporting Clube de Portugal. Não só os que pertencem de uma forma mais regular ao plantel principal, mas também os das camadas mais jovens, até porque quem disse esta frase já demonstrou que todos contam, e se for necessário, e estiverem a trabalhar bem, mesmo juniores ou juvenis podem ser chamados.
Muitos poderão dizer e pensar que há jogadores que se podem sentir desmotivados ou ameaçados, principalmente os que têm agora o estatuto de titulares, mas também esses devem entender que só assim poderão ter hipótese de recuperar o que já foi seu, quando por algum motivo ou infelicidade deixarem de ser primeira escolha.
Se todos souberem e acreditarem que só quem trabalha e se esforça poderá ser titular, terão maiores hipóteses de jogar. Basta trabalhar. Até porque, como também disse o mister, há jogos em as características do jogo pedem jogadores diferentes, o que permite dar hipótese a todos os que pertencem ao plantel.
Mais uma para colocar no quadro. E esta em BOLD, tamanho 1000.












