Casa Pia AC 1-2 Sporting CP: Não deem tempo para Amorim falar no balneário

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A CRÓNICA: TRANFORMAÇÃO TITÂNICA DO SPORTING NO SEGUNDO TEMPO

Em noite de Taça de Portugal e em clima natalício, o Sporting CP deslocou-se ao Estádio Pina Manique, onde derrotou o Casa Pia AC por 1-2.

Numa primeira parte chuvosa, o Sporting CP a entrou muito adormecido e o Casa Pia AC adiantou-se logo aos 8 minutos pelo homem do costume. Jota apareceu completamente solto na grande área e atirou de cabeça para o 1-0.

Os minutos passavam e tudo parecia mostrar que esta era uma noite não para os comandados de Rúben Amorim. As bolas paradas e os remates de meia-distância eram o único sinal de perigo frente a uma equipa pragmática e muito bem organizada.

Destaque para os cabeceamentos de João Palhinha e Matheus Reis que, juntamente com a meia-distância de Daniel Bragança deram o sinal de aviso.

O perigo só se materializou aos 33 minutos por outro homem do costume. Coates apareceu na sequência de um canto e atirou para o fundo das redes.

O empate trouxe outro fôlego, mas Pina Manique continuava a ser um palco duro para o campeão nacional.

A segunda parte acabou por trazer um Sporting CP totalmente diferente daquilo que vimos nos primeiros 45 minutos. Paulinho trouxe estabilidade à linha ofensiva.

Aos 53 minutos, Pedro Gonçalves atirou ao ferro e estava dado o aviso para o que vinha a seguir. Pablo Sarabia voltou a atirou à barra e tudo apontava para uma grande oportunidade de golo. Não foi a olho nuo, mas acabou por se confirmar que a bola afinal tinha entrado e estava feito o 1-2 nos pés do espanhol.

A partir daí, já pouco havia a fazer para a equipa de Filipe Martins. Só dava Sporting CP, e o 1-3 só não surgiu por cerimónia dos jogadores leoninos ou pela mancha de Lucas Paes.

Quando se pensava que a expulsão de Tabata aos 72 minutos poderia voltar a trazer os fantasmas da primeira parte, eis que surgiu Nuno Santos na ala esquerda e os 10 contra 11 era apenas um número.

É assim um regresso feliz de Rúben Amorim condecorado com a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

 

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Pablo Sarabia – Apesar da primeira parte mais apagada, Pablo Sarabia foi um dos rostos do novo Sporting CP que subiu ao relvado no segundo tempo. Muito mais solto e com vontade de pegar na bola para criar estragos à defesa adversária. Foi o autor do 2-1 e ajudou a equipa a segurar o resultado da melhor maneira.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Tabata – Mais um jogo pobre para o avançado brasileiro. Apesar de ser mais uma das vítimas da linha ofensiva leonina apresentada na primeira parte, no segundo tempo acabou por não conseguir impor-se noutra posição. Destaque negativo para a expulsão que dificultou a vida à equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

A equipa de Filipe Martins alinhou num 3-4-3 pronto a encaixar taticamente no sistema tático do Sporting CP. Principalmente na primeira parte, a equipa respirou um pragmatismo com Jota a ser a principal referência ofensiva. A linha ofensiva do Sporting CP foi sempre bem anulada pelo esquema de 5 defesas.

Já em termos ofensivos, a busca da profundidade e o desequilíbrio nas alas foram os movimentos que mais se viram no Estádio Pina Manique. Na segunda parte, e face ao novo Sporting CP que apareceu, a equipa apagou-se totalmente e acabou por ceder o 2-1.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lucas Paes (5)

Derick Poloni (4)

Zidane Banjaqui (6)

Jota (7)

John Kelechi (4)

Zach Muscat (4)

Afonso Taira (5)

Lucas Soares (6)

Nuno Borges (4)

Hebert Santos (4)

Saviour Godwin (4)

SUBS UTILIZADOS

Ângelo Neto (5)

João Vieira (5)

Leandro Sanca (4)

Rodrigo Galo (-)

Leonardo Lelo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa de Rúben Amorim apresentou-se num 3-4-3 com Matheus Reis adaptado a terceiro central e Flávio Nazinho a lateral esquerdo. A linha ofensiva era muito móvel com Tabata mais à frente e com o apoio de Pedro Gonçalves (a deambular numa zona mais central para dar a ligação final ao ataque.) Pablo Sarabia completava o trio de ataque.

Depois de perceber que a estratégia não estava a resultar, Rúben Amorim promoveu a entrada de Paulinho na 2ª parte, o que também ajudou à mudança de mentalidade e forma de atacar da equipa.

Já com a reviravolta no marcador, ainda houve a necessidade de mais uma mexida depois da expulsão de Tabata. Nuno Santos acabou por assumir todo o corredor esquerdo e assumiu na perfeição um papel que, em condições normais, era distribuído por dois jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Virgínia (4)

Matheus Reis (5)

Coates (6)

Gonçalo Inácio (5)

Flávio Nazinho (4)

João Palhinha (5)

Daniel Bragança (5)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Tabata (4)

Pedro Gonçalves (6)

Pablo Sarabia (7)

SUBS UTILIZADOS

 Paulinho (6)

Matheus Nunes (5)

 Ugarte (5)

Nuno Santos (6)

 

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

Bola na Rede: Na primeira parte, o Sporting alinhou com um trio ofensivo mais móvel composto por Tabata, Pedro Gonçalves e Sarabia, bem anulado pelo Casa Pia, mas na segunda parte já apareceu um ponta de lança mais fixo como Paulinho. Foi com essas mudanças que teve uma maior dificuldade em anular o trio ofensivo do adversário?

Filipe Martins: Eu acho que a entrada do Paulinho teve um condão de afundar a nossa linha defensiva. A mobilidade da linha ofensiva na primeira parte criou muita instabilidade, mas não tanto em profundidade.

Essa foi a principal diferença da primeira parte para a segunda, no entanto, tirando os primeiros 10 minutos, percebemos o que se estava a passar, e equilibramos o jogo, e acabamos por fazer um jogo competente frente a uma equipa muito difícil de controlar como é o Sporting CP.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim

 

 

 

João Castro
João Castrohttp://www.bolanarede.pt
O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva.

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