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Top 10: Jogadores da formação do Sporting CP

Vasco Mata · 16 min

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Este Top 10 da formação do Sporting Clube de Portugal é executado seguindo a minha própria perspectiva, intuição e conhecimento dos factos. Posso reforçar que qualquer um dos jogadores que se apresenta na lista, tem pelo menos dois anos de formação e um de sénior na equipa principal.

Os critérios que usei, e embora nem todos os atletas reúnam incondicionalmente todos os factores em si, foram de forma genérica, a mística sportinguista, a representação para o Sporting Clube de Portugal, a representação carismática no futebol europeu ou mundial e obviamente a qualidade do seu jogo. Reafirmo que é um orgulho imenso poder juntar numa lista de jogadores saídos da formação do Sporting, nomes com tamanha importância no panorama nacional ou internacional. A formação é uma das nossas maiores valias e não devemos ter receio de anunciar ao Mundo!

10º – William Carvalho – O Tranquilo Panzer

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Começo esta lista com um actual membro do plantel leonino. Um subcapitão, um jogador cuja qualidade e preponderância na manobra da equipa são inegáveis! É fundamental no Sporting Clube de Portugal tal como foi na conquista do Euro 2016 pela selecção de Portugal.

William Carvalho é um trinco moderno, alia uma capacidade incrível para desarmar adversários sem cometer muitas faltas, com uma inteligência táctica acima do comum. Tem na velocidade, eventualmente o seu ponto mais fraco, mas compensa com um superior sentido táctico. No jogo aéreo encontramos um outro grande ponto fraco. Ofensiva e defensivamente, William Carvalho, com a sua altura, poderia e deveria ter uma muito maior preponderância no jogo aéreo da equipa.

Algo que sobressai no seu jogo é claramente o seu drible curto, a capacidade que tem de sair de um “molho” de dois ou três jogadores com a bola absolutamente controlada. A sua qualidade e precisão de passe é outro dos seus grandes atributos. Hoje em dia é um “seis”, que mete a equipa a jogar, com passes em rotura, pelo chão ou pelo ar, e variações de flancos precisas.

Um “trinco” de qualidade inegável, claramente um dos melhores médios que vimos sair da Academia de Alcochete. Um ponto a seu favor, é também o seu sportinguismo vincado, sendo que já em criança, optou pelo Sporting Clube de Portugal em detrimento do SL Benfica. Acredito que atingirá voos mais altos, e que irá brevemente proporcionar um negócio que se juntará aos melhores da história do Sporting.

9º – Roberto Severo «Beto» – O Insaciável Leão 

Fonte: Forum SCP
Fonte: Forum SCP

Não poderia estar fora desta lista, Beto o capitão, um grandessíssimo sportinguista que envergou, entre formação e seniores, a camisola do leão dourado durante dezasseis épocas!

Central por excelência, ocupou várias vezes também a posição de defesa direito ou trinco. Começou curiosamente como ponta de lança na sua formação, talvez isto explique o porquê de sempre ter sido implacável nas bolas paradas ofensivas, tanto no jogo aéreo, bem como na execução das mesmas.

Beto fez parte dos dois plantéis que levantaram pela última vez, a taça de campeão nacional pelo Sporting, fazendo sempre parte do lote de capitães. Beto encontrava-se igualmente no último plantel do Sporting que chegou a uma final europeia, tendo inclusive nos quartos de final, contra os ingleses do Newcastle, feito o golo, de cabeça na sequência de um canto, que virou a eliminatória a favor do Sporting Clube de Portugal, um golo e jogo que jamais esquecerei!

Dotado de uma grande capacidade física, Beto teve o condão de aliar uma boa capacidade técnica à posição de defesa, tendo por isso a capacidade de ser um jogador polivalente, como já referi. Figura nesta lista, não por ter sido um fora-de-série, mas sim pelo que representou e deverá continuar a representar, para o clube de Alvalade.

Não me esqueço de uma história que alguém que o conhece me contou. Aquando da eleição de Manuel Vilarinho para a presidência do Benfica, o contrato de Beto estaria perto do fim, e o então presidente encarnado entrou em contacto com Beto na tentativa de o levar de Alvalade para a Luz. Ofereceu-lhe o dobro do salário que na altura auferia no Sporting. Beto, cordial mas assertivo, respondeu, “Dr. Vilarinho, agradeço muito a sua proposta, sinto-me lisonjeado, os valores são de facto apelativos, mas tenho de lhe dizer, nunca na minha vida vestirei a camisola do Benfica!”

8º – João Mário – O Adaptável Virtuoso

 Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Começou a sua formação no Futebol Clube do Porto, mas cedo rumou a Alvalade juntamente com o seu irmão, Wilson Eduardo. Deu nas vistas no primeiro ano em que as equipas B voltaram, tendo na época seguinte passado algumas vezes pela equipa principal. Foi emprestado ao Vitória de Setúbal e no fim desse empréstimo estava pré-convocado para o Mundial de 2014 no Brasil.

Voltou ao Sporting na época 2014/2015 e no início correu com André Martins, lado a lado, por um lugar no onze… Em setembro essa corrida estava mais que ganha. João Mário ocupou o seu lugar junto a Adrien Silva e William, formando desta forma um dos melhores meio-campos que o clube viria a conhecer, e claramente o melhor saído inteiramente da formação.

João Mário iniciou a sua caminhada como sénior, ocupando sempre terrenos interiores, como 8 e como 10, maioritariamente e como 6, espontaneamente. Com Jorge Jesus, João Mário sofreu eventualmente, a maior adaptação da sua carreira: foi encostado à linha, protagonizando um papel híbrido de interior/ala/extremo. E que bem João Mário se adaptou à sua nova posição, a inteligência e critério que coloca no seu futebol fizeram com que interpretasse de forma exímia as suas novas funções. Abrindo na linha ou cavalgando terrenos interiores, João Mário cumpriu uma época de sonho, em que foi juntamente com Jonas, unanimemente considerado o melhor jogador da época 2015/2016, tendo falhado a conquista do Campeonato por apenas dois pontos. Seguiu-se o Euro 2016 e entre exibições mais ou menos conseguidas, João Mário assumiu um papel de titularidade constante e no fim, levantámos a taça!

João Mário é um jogador de classe, joga de cabeça levantada, fortíssimo tacticamente e com uma qualidade de passe acima da média. Não é um finalizador nato, mas por vezes também faz o gosto ao pé. Protagonizou no verão de 2016 a maior transferência de um jogador português, saído directamente de um clube português. Quarenta milhões de euros que ainda podem chegar a quarenta e cinco.

7º – Ricardo Quaresma – O Mágico Irreverente

Ricardo Quaresma
Fonte: Blog Futebol Mais

Um talento sem par, ídolo em quase todo o lado onde passou. Estreou-se pela equipa principal do Sporting em 2001/2002 e nesse mesmo ano celebrou o campeonato nacional. Irreverente e tecnicista, rapidamente conquistou um lugar no onze. Vestiu a camisola do Sporting Clube de Portugal durante sete épocas, duas delas como sénior, sendo então o clube em que Quaresma mais tempo se manteve.

Deixou o Sporting em 2003 para se transferir para o FC Barcelona onde não correspondeu às expectativas por ele mesmo criadas, seguindo depois para o FC Porto na temporada seguinte, protagonizando dessa forma uma semitraição para os adeptos verde e brancos. Se bem que o mesmo não é visto em Alvalade como “persona non grata” e até reúne alguma simpatia dentro da massa associativa, não sendo possível equiparar o seu caso com os de Simão ou João Moutinho. Embora a sua carreira acabe por ficar ligada a um dos maiores rivais do Sporting, Quaresma, na sua primeira passagem pelo Besiktas, chegou a afirmar em entrevista que o Sporting e passo a citar, “é um clube que amo”. Este respeito manteve-se durante toda a sua carreira, tendo apenas festejado em Alvalade um golo que marcou pelo FC Porto.

Poucos não são os que afirmam que Ricardo Quaresma terá eventualmente mais potencial do que o próprio Cristiano Ronaldo, mas que, devido ao seu temperamento, bem como à falta de capacidade de trabalho, o “Harry Potter” nunca atingiu o seu verdadeiro potencial.

6º – Adrien Silva – O Capitão da Raça

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

O actual capitão do Sporting Clube de Portugal cedo se estreou na equipa principal da turma de Alvalade. Corria a época de 2007/2008, e lembro-me como se fosse hoje, da primeira vez que o vi jogar ao vivo ainda com idade de júnior, num jogo para a Liga dos Campeões frente ao Dínamo Kiev. Na altura jogou a médio defensivo e tenho recordação de muitos à minha volta na bancada afirmarem que não chegava aos pés do dono do lugar da altura, Miguel Veloso.

Realizou na altura três épocas consecutivas na equipa principal, sendo mais tarde emprestado, numa primeira fase para os israelitas do Maccabi Haifa, tendo permanecido por lá cerca de meia época, seguindo depois em direcção a Coimbra para representar a Académica. Estou em crer, que terá sido pelos estudantes que Adrien absorveu a capacidade de luta que hoje em dia lhe é característica… O contacto com uma realidade muito diferente daquela a que sempre esteve habituado, tornou-o um jogador muito melhor e mais completo.

Voltou no ano seguinte e voltou para ficar! O luso-francês tem crescido a olhos vistos a cada ano que passa e hoje é eventualmente o jogador mais preponderante do plantel do Sporting CP. Tornou-se um enorme “box-to-box” e é ele que carrega a equipa do Sporting às costas. A sua actual ausência tem trazido claramente um efeito negativo na produção da equipa. Destacam-se no seu futebol, a qualidade de passe, a boa visão de jogo, a facilidade de remate mas acima de tudo, a sua raça, o seu querer e perseverança. A forma como nunca desiste de uma bola é impressionante e a capacidade que tem neste momento de trazer a equipa para a frente, fazem dele neste momento um jogador sem par na Liga NOS.

Adrien está a cumprir a sua décima terceira época de leão ao peito e parece-me que evoluiu para se tornar um capitão que honra os pergaminhos do Sporting Clube de Portugal.

5º – Rui Patrício – O Humilde Gigante

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

O melhor guarda-redes do Euro 2016 cumpre neste momento a décima nona época de leão ao peito. Titular desde os dezanove anos na equipa sénior, tornou-se num pilar do actual Sporting.

Estreou-se em 2006/2007 nos Estádio dos Barreiros, devido às lesões de Ricardo e Tiago, e nesse mesmo jogo, defendeu um penálti, deixando clara uma das suas grandes qualidades logo no seu primeiro jogo como sénior. Teve então de aguardar mais uma época, para assumir a titularidade. Foi literalmente lançado às feras sob o comando de Paulo Bento e cometeu alguns erros nas suas primeiras épocas, mas a qualidade estava lá e não tardou a provar do que era feito.

Corrigiu com sucesso algumas das suas lacunas, tais como o jogo com os pés e as situações de um para um frente aos avançados. E melhorou aspectos do jogo em que já era forte… Mestria ao defender grandes penalidades e a forma imperial como controla a sua área em cruzamentos. É um capitão sem braçadeira e um excelente homem de balneário, devido à sua tranquila e recatada personalidade e ao longo da sua já vasta carreira, deu muitos pontos ao Sporting e segurou vitórias, demonstrando que de facto, um bom guardião dá pontos! É o titular da selecção nacional desde 2010 e já participou em três grandes competições ao nível das selecções.

Caminha a passos largos para se tornar um dos guarda-redes históricos do clube e do futebol português, colocando o seu nome ao nível do de Vitor Damas!

4º – Nani – O elegante caboverdiano

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Chegou à equipa principal pela mão de José Peseiro, mas foi com Paulo Bento, que já o havia treinado nos juniores, que se tornou peça fundamental da equipa. Originalmente extremo, Nani passou a ocupar terrenos mais interiores com Bento, provando a sua polivalência. Altamente virtuoso, não tardou a ser considerado o melhor extremo saído da formação a seguir a Cristiano Ronaldo.

Por curiosidade, ou não, Nani seguiu em 2007 as pisadas de Ronaldo e assinou pelo Manchester United, protagonizando aquela que viria a ser durante os nove anos seguintes, a maior transferência da história do clube: 25 milhões de euros foi o valor que o gigante inglês pagou pelo novo menino bonito da academia de Alcochete. Veloz e tecnicista, Nani iniciou-se de forma auspiciosa em Manchester, mas a chama foi-se desvanecendo e alguns desentendimentos com Sir Alex Ferguson, fizeram com que nunca atingisse o nível que o seu potencial prometia. Foi então que em 2014/2015, pelas mãos de Bruno de Carvalho, regressou a Alvalade, reforçando o grande amor que tem pelo Sporting,  para cumprir uma temporada em que voltaria a ganhar uma Taça de Portugal, despendido-se novamente do Sporting Clube de Portugal com o levantar do troféu no Jamor.

Depois de ter sido peça fundamental na conquista do Euro 2016 onde foi titular indiscutível e parte do lote de capitães, Nani procura relançar a sua carreira num dos clubes mais históricos de Espanha, o Valencia. O  jogador de origens caboverdianas é claramente um dos mais talentosos produtos saídos da academia de Alcochete.

3º – Paulo Futre – “El Imparable Portugués”

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

“El Portugués” representou o Sporting Clube de Portugal durante nove épocas, mas apenas uma enquanto sénior. Considerado o primeiro grande virtuoso desde Eusébio, protagonizou, muito provavelmente, o maior erro que o eterno Presidente João Rocha cometeu, quando lhe negou um aumento salarial, deixando-o posteriormente seguir para o FC Porto. Isto numa altura em que o próprio treinador da equipa principal o queria emprestar à Académica de Coimbra para rodar, afirmando que o jogador que se havia estreado pela selecção nacional com dezassete anos, não teria espaço na equipa do Sporting.

Futre jogou pelos três grandes de Portugal, tendo sido no FC Porto que alcançou o maior sucesso da sua carreira, a Taça dos Campeões Europeus. Seguiu depois para Espanha representando o Atlético de Madrid, sendo o primeiro português a ser considerado ídolo do futebol na vizinha Espanha. Embora reunisse a preferência dos adeptos “colchoneros”, Futre nunca conquistou nenhum campeonato pelo “Atleti”, tendo apenas ganho por duas vezes a Taça do Rei de Espanha.

Paulo Futre reafirmou ainda, enquanto jogador e também após o final da carreira nos relvados, várias vezes o seu amor pelo Sporting Clube de Portugal, tendo em janeiro de 1993 afirmado que a saída para o FC Porto aconteceu por motivos financeiros e que por essa mesma razão teria uma dívida para com o Sporting CP e os seus sócios. Não voltaria a vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal até ao fim da sua carreira, ele que num amigável com apenas dezasseis anos de idade se estreou na equipa principal do Clube de Alvalade. Esquerdino e veloz, Futre era conhecido pelo seu jogo de braços e pela velocidade com que galgava terreno pelos flancos. Imparável e consequente, Futre foi um virtuoso que abanou o marasmo que pairava no futebol português da altura. Muito mais idolatrado e adorado em Espanha pelo seu percurso futebolístico, Futre voltaria à ribalta em terreno nacional sendo parte da lista de Dias Ferreira na corrida à presidência do Sporting Clube de Portugal em 2011.

Futre foi e será para sempre recordado como o primeiro português com grande sucesso em Espanha, abrindo na altura caminho para a “emigração” do jogador português. Foi sem dúvida o primeiro grande futebolista nacional da era moderna!

2º – Luís Figo – O polémico artista

Luís Figo
Fonte: Blog Tribunal do Futebol

O primeiro gigante do futebol português, tendo vivido numa altura absolutamente diferente da de Eusébio, Luís Figo elevou o nome de Portugal no futebol a um nível nunca antes visto!

Polémico e calculista, Figo protagonizou uma estranha transferência para Itália tendo assinado ao mesmo tempo por Juventus e Parma, ficando na altura impedido de jogar em Itália durante dois anos. Seguiu então para o FC Barcelona depois de onze épocas ao serviço dos leões, seis enquanto sénior.

Luís Figo foi ídolo em Espanha e na Catalunha, tendo sendo inclusive capitão da equipa catalã… Roberto Carlos chegou a afirmar que Figo havia sido o jogador mais difícil de marcar que defrontou durante a sua carreira. Não teria de se preocupar mais com essa questão Roberto Carlos, pois Figo, numa transferência altamente polémica, mudou-se da Catalunha para Madrid protagonizando a maior traição da história do futebol espanhol, por uma verba a rondar os cinquenta milhões de euros, a maior da história na sua época.

Figo era isto: Polémico, controverso e calculista mas cheio de talento e habilidade, Luís Figo voltou a ser ídolo em Madrid. Venceu a Liga dos Campeões e em 2000 a Bola de Ouro da France Football, sendo um ano mais tarde galardoado com o prémio FIFA que distingue o melhor jogador do Mundo de futebol. Foi internacional 127 vezes pela selecção nacional e um grande capitão, sendo apenas ultrapassado por Cristiano Ronaldo. Esteve presente no Euro 1996, Euro 2000, Mundial 2002, Euro 2004 e Mundial 2006, sendo o maior rosto da famosíssima Geração de Ouro do futebol português. Acabou a sua carreira no Inter de Milão, ídolo como sempre, Luís soube perceber as limitações físicas que a idade lhe foi trazendo, adaptando com sucesso o seu jogo, tendo acabado a sua carreira como um jogador de posições mais interiores, sendo que ao longo da mesma, foi claramente um extremo puro. Luís Figo nunca realizou a promessa de voltar a vestir a camisola do Sporting, e sendo assumidamente sportinguista, manchou o seu sportinguismo quando em Milão, no banco de suplentes, festejou um golo que a sua equipa da altura, o Inter, marcou contra o clube que o formou.

Apesar disso, Figo é e será um dos maiores nomes do futebol nacional e do Sporting Clube de Portugal.

1º- Cristiano Ronaldo – O Filho Pródigo

Fonte: Facebook Oficial de Cristiano Ronaldo
Fonte: Facebook Oficial de Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro é o maior nome do futebol português e da formação do Sporting Clube de Portugal. Juntamente com Leonel Messi, já marcou uma marca absolutamente incrível do futebol mundial.

Nascido na ilha da Madeira, Cristiano desde cedo revelou uma relação íntima com a bola e já em criança se destacava entre os demais, chegou a Lisboa com doze anos e aí começou a sua ascensão astronómica pelo futebol mundial. Estreou-se na equipa principal do Sporting com dezassete anos e na sua primeira época marcou imediatamente a diferença.

Depois de seis épocas de leão ao peito, e na estreia do novo Estádio José de Alvalade frente ao colosso europeu Manchester United, fez uma exibição tão espectacular que, dois dias depois, Sir Alex Ferguson o levou para Inglaterra e lhe deu o mítico número 7 que havia pertencido a Best, Cantona e Beckham. George Best afirmou numa fase precoce da carreira de Ronaldo, que ele era o seu verdadeiro sucessor, o único dos “7’s” que poderia jogar com os dois pés, com a cabeça e bater livres com qualidade, sendo então um jogador extremamente completo. Cristiano não tardou em afirmar-se em Manchester, sendo rapidamente considerado o melhor jogador da formação que Alex Ferguson comandava há mais de duas décadas.

Depois de vários títulos a nível nacional e uma Liga dos Campeões, Ronaldo protagonizou uma transferência que havia de bater todos os recordes estabelecidos à época. Quase cem milhões de euros levaram Ronaldo de Manchester para Madrid, tendo sido então apresentado perante um Santiago Bernabéu absolutamente esgotado, começando a partir do primeiro momento a bater recordes.

Ronaldo conta com uns impressionantes trezentos e sessenta e oito golos em trezentos e cinquenta e seis jogos com a camisola do Real Madrid, à altura da escrita deste artigo. Na sua carreira ganhou três Ligas dos Campeões, dois campeonatos do Mundo de clubes, três Premier Leagues, uma taça de Inglaterra, uma Liga Espanhola, duas taças do Rei de Espanha e, mais recentemente, foi o único capitão de uma selecção portuguesa a vencer um troféu a nível de selecções seniores, neste caso o Europeu de 2016 disputado em França. A nível individual são incontáveis os recordes e os troféus, sendo que os de maior destaque são as três Bolas de Ouro.

Cristiano tem reafirmado em várias ocasiões o seu amor pelo seu clube formador, o Sporting Clube de Portugal, e é neste momento o sócio cem mil. Os sportinguistas têm o sonho de ver Ronaldo terminar a sua carreira de leão ao peito, algo que se adivinhará complicado devido à sua alta potência física que lhe permitirá jogar ao mais nível por muitos anos ainda. É para mim, sem dúvida, um dos melhores jogadores da história universal do futebol, foi formado no Sporting Clube de Portugal e é reconhecidamente um sportinguista.

Cristiano Ronaldo é, sem sombra para dúvidas, o melhor jogador português de sempre, o maior produto da formação de Alvalade e um dos melhores jogadores da história do futebol mundial!

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

 

 

 

 

 

 

 

   

Vasco Mata

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