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Odivelas vestiu-se de verde e branco para o grande jogo entre Dínamo e Sporting da última jornada do Grupo D da Ronda de Elite.
O Dínamo entrou mais esclarecido em campo, enquanto que o Sporting estava algo mais nervoso; mas foram os leões, aos seis minutos, que abriram o marcador num grande remate de João Matos após reposição de bola de Deo. 1-0 em Odivelas e um apoio ainda mais forte do que aquele que já havia.
Três minutos depois Cirilo, numa boa jogada individual, empatou o jogo, num resultado que não se podia considerar injusto. As boas jogadas de lado a lado continuaram mas com algum ascendente do Dínamo, que chegou com alguma naturalidade à vantagem, após golo de Fukin. Foi com naturalidade que Nuno Dias pediu time out para definir a tática para o que restava da primeira parte e tentar acalmar os seus jogadores, aparentemente nervosos, talvez devido à excelente casa.

Fonte: Nuno Raimundo
O jogo depois do tempo técnico ficou sujo e feio, principalmente devido a Cirilo, capitão dos russos, que abusou das faltas e até do uso dos cotovelos, passando impune aos olhos dos árbitros só com conversas. Quanto ao jogo jogado, o Sporting passou a ter mais bola, como não podia deixar de ser, mas o Dínamo passou a ser mais efetivo nos seus processos ofensivos, com Marcão a evitar quatro golos e Gustavo, guarda-redes do Dínamo, apenas um. Ao intervalo, 2-1 para os russos, num resultado que se podia considerar justo e que estava longe de ser positivo para o Sporting.
Na segunda parte o Sporting entrou mais calmo e concentrado e isto refletia-se no jogo, nomeadamente com o golo do empate por Diogo após um canto, em mais uma demonstração do brilhantismo do trabalho feito nas bolas paradas por Nuno Dias e os seus pupilos.
A calma dos jogadores dos leões notava-se a toda a linha e o jogo era praticamente controlado pelo Sporting. O 2-3 chegou com toda a naturalidade do mundo, através de Cavinato, e o jogo prometia não ficar por aqui.

Fonte: Nuno Raimundo
Muito fortes defensivamente e com um jogo ofensivo muito mais pensado, foi com alguma surpresa que Fernandinho fez o 3-3, num lance em que Marcão parece ter sido mal batido. Com o golo o Dínamo subiu a defesa e criou mais problemas ao Sporting na saída do meio-campo.
Com o Sporting com cinco faltas e a faltar três minutos para o jogo terminar, Alekberov pediu time out para preparar o guarda-redes avançado e procurar o golo que faltava para a qualificação para a final four.
O Sporting foi exímio na defesa 5-4 e não permitiu um único lance de perigo aos russos, que de cabeça totalmente perdida desataram à pancadaria a tudo e todos, numa cena muito lamentável e que tira todo o mérito que os russos pudessem ter no jogo.
BnR na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA:
BnR – Na segunda parte o Sporting passou a dominar o jogo, o que é que acha que aconteceu ao intervalo?
Treinador do Dinamo – Eu creio que é sempre assim, esta questão psicógica. Quando a tua equipa está a perder ao intervalo na segunda parte procuras mais forças, mais motivação e é sempre assim seja qual for a equipa e foi isto que aconteceu com o Sporting; durante o intervalo eles devem ter achado mais força dentro de si e depois fizeram um bom início de jogo e como já disse estiveram muito bem nas bolas paradas e conseguiram mais motivação ainda.
BnR – Perguntava-lhe o que é que disse no intervalo aos seus jogadores que levou à mudança de atitude uma vez que o Dinamo foi superior na primeira parte mas na segunda o Sporting controlou o jogo.
Treinador do Sporting – Tivemos de fazer algumas correções como é lógico. Eu acho que o que estava a acontecer na primeira parte e foi isto que tentei passar aos meus jogadores ao intervalo era que por termos estado a ganhar no jogo, de estarmos a jogar bem e de estarmos num bom momento eu penso que em alguns momentos, provavelmente inconscientemente a equipa desvalorizou aquilo que era o poderia da equipa russa e como desvalorizou quis jogar muitas vezes onde não podia jogar e eu acho que foi isto que aconteceu na primeira parte. Não sei se foi excesso de confiança… porque nervosismo não é! Uma equipa nervosa dá uns bicos na frente, joga longe, não quer ter a bola, desfaz-se dela e passa a responsabilidade e acho que estava a acontecer precisamente o contrário, estávamos com tanta confiança que estávamos a querer sair a jogar em zonas proibidas e ainda por cima a deixar-nos pressionar pelos adversários. Foi mais neste sentido que eu alertei os jogadores. Lembrar com quem eles estavam a jogar, em que locais do campo podíamos jogar, onde jogar bem e jogar feio, nenhuma equipa contra o Dinamo pode jogar bonito. Aliás, vocês conhecem todos a equipa do Dinamo e viram eles às vezes colocar fora sem problemas e é isto que nos estava a faltar na primeira parte; estávamos a ter a bola por muito tempo em zonas proibidas. Alertamos que temos de jogar, mas existe momentos e zonas que devido a determinados adversários temos de por a bola fora, acho que melhoramos este aspecto apesar de alguns momentos o jogo ficar menos bonito, mas amanhã o que se vão lembrar é que o Sporting eliminou o Dinamo. O Sporting foi a única equipa não cabeça de série que passou à próxima fase e na minha opinião com toda a justiça.
BnR – O jogo mudou muito na segunda parte, o que aconteceu?
João Matos, capitão do Sporting – Basicamente nós na primeira parte erramos demasiado na primeira linha de construção, não é normal, talvez por algum nervosismo extra, que não era justificado, perdemos muitas bolas e eles roubaram-nos muitas bolas e ficaram cara a cara com o Marcão, que esteve muito bem. O Dinamo não teve qualquer tipo de problema em meter a bola fora, jogar feio que é inteligente. A este nível não podemos ser orgulhosos ao ponto de querer jogar todas as bolas, não dá. O Dinamo não fez e nós não tínhamos de entregar nada.
No outro jogo do dia o Eto Gyor confirmou o favoritismo e ganhou 5-0 ao Targu Mures num jogo que dominou por completo, sendo um justo terceiro lugar do grupo D da ronda de elite, pelo que jogou nos três dias.
BnR na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA:
BnR – Sai daqui satisfeito depois destes três dias? E se para o ano se voltar acha que a sua equipa já vai ter capacidade para lutar mais perto de equipas como o Sporting ou o Dinamo?
Treinador do Eto Gyor – Eu saio muito satisfeito daqui, pelo trabalho que fizemos não estamos assim tão longe das duas principais equipas do grupo. Aqui penso que tivemos um pouco de má sorte e fizemos as duas equipas passar mal, acho mesmo que não estamos assim tão longe. Eu tento sempre contratar jogadores que acrescentem qualidade, podem não ser de primeiro nível mas são muito trabalhadores. Fomos buscar o David, que agora vai à seleção portuguesa, e que fez uma ronda de elite de alto nível. Ele é jogador mais defensivo, mas no campeonato húngaro já fez 10 golos em 6/7 jogos, é este tipo de jogadores que contratamos e que nos vão fazer continuar a melhorar.
BnR – Qual o seu maior objetivo no campeonato romeno?
Treinador do Targu – O resto da temporada depende muito do orçamento que conseguirmos até ao final do ano. Precisamos de sete ou oito jogadores para ser competitivos na Roménia , se tivermos este orçamento então lutaremos pelo título, se não vamos tentar desenvolver ao máximo estes jogadores e mesmo assim tentar lutar pelo título.










