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Chegou ao fim mais uma edição da Taça da Liga. A versão 2020/2021 da competição pareceu quase uma daquelas propostas duvidosas: em três jogos estás a ganhar um título. É que, no fundo, foi disto que se tratou. O Sporting CP venceu um título após ganhar três jogos. Em princípio, há trabalhos mais árduos. Mas vamos então analisar cinco destaques da edição mais recente da Taça da Liga.
5.
Ya están los jugadores sobre el césped del Estádio Municipal de Leiria. pic.twitter.com/Vj4jGkARTA
— Fútbol Portugal © 🇵🇹 (@FutbolPortugal) January 23, 2021
O Relvado de Leiria – Por hora do jogo da final é verdade que se verificou aquilo a que podemos chamar um diluvio. Já houve ocasiões em que fui à praia e tive menos contacto com água do que o Tiago Tomás naquela primeira parte. Estava muito complicado aquele relvado para a prática da modalidade. No entanto, não serve totalmente de desculpa. A verdade é que mesmo nos jogos das meias-finais o relvado não estava propriamente espetacular, e não estávamos perante terríveis aguaceiros. Não bastando os dois ou três problemas que afetam o mundo e que contribuíram para que esta edição da Taça da Liga gerasse pouco interesse, o palco do espetáculo ainda dificultou mais a existência de momentos de bom futebol. Sendo que o Estádio Dr. Magalhães Pessoa receberá as próximas edições da Final Four da Taça da Liga, é importante haver mais atenção a este detalhe.
4.
Os dois treinadores expulsos na primeira parte ¯\_(ツ)_/¯ pic.twitter.com/684FJwZLXG
— B24 (@B24PT) January 23, 2021
Zaragat(o)as – Entrando numa espécie de contradição, é verdade que já mencionei que a Taça da Liga este ano não captou grande interesse. Aliás, já é um costume desta competição. No entanto, há quase sempre muita confusão, zaragatas e desacatos, demasiados até para uma competição com o tal pouco interesse. Se noutros anos houve intervenientes que usavam as medalhas para outras modalidades, estilo lançamento do peso e luta livre, pelo menos este ano a organização garantiu que de certeza o Luís Neto não causaria distúrbios desse tipo. Mas foi mesmo a única garantia que houve.
Na final, por volta da meia hora, os treinadores começaram a trocar carinhosos vocábulos entre si e acabaram expulsos. No fim do jogo, dirigentes ignoraram as recomendações da DGS de distanciamento físico para pedirem satisfações de forma bastante expressiva. A juntar a isto, ainda tivemos aquilo que antecedeu o jogo, várias confusões por causa do bicho. Nas meias-finais, tanto SL Benfica como FC Porto tinham meia equipa fora. Sporting tinha dois jogadores contaminados que afinal não estavam contaminados e era tudo um erro. No fim de contas, trata-se de mais um ano de Taça da Liga e mais um ano com confusões à volta da competição.
3.

Os Cruzamentos de Ricardo Horta – Vamos então àquilo que realmente importa: os artistas. O jogo da meia-final entre SC Braga e Benfica não foi para Ricardo Horta uma das melhores exibições da carreira. Quem acompanha o trabalho do craque sabe que é capaz de muito mais e melhor. No entanto, o clube minhoto qualificou-se para mais uma final da competição com dois golos a surgirem na sequência de cruzamentos de Ricardo Horta. Um primeiro cruzamento que vai com tanta qualidade ao ponto de gerar dúvidas sobre se Abel Ruiz terá mesmo tocado na bola, e um segundo cruzamento completamente teleguiado que permitiu a Tormena precisar apenas de encostar para golo. Não foram exibições fenomenais, mas Ricardo Horta acabou por ser decisivo, outra vez.
2.

Os Pontapés do Jovane – Depois de, de forma algo trapalhona e confusa, Marega meter o Porto em vantagem no jogo da meia-final, a vida aparentava estar complicada para a equipa do Sporting. No entanto, surgiu Jovane em resgate dos leões. Primeiro, num remate absolutamente fabuloso que, outrora, teria valido o bilhete. Hoje, quando muito, valeu a conta da eletricidade. Depois numa boa corrida, após passe de Pedro Gonçalves, o extremo cabo-verdiano isolou-se e bateu Diogo Costa no último minuto. Não está a ser uma época fácil para Jovane, mas foi completamente decisivo para a chegada do Sporting a esta final e, subsequentemente, para a conquista do título.
1.
⌚️Apito final: SCP 1-0 SCB
🇵🇹Paulinho foi o melhor marcador da 🏆Taça da Liga 2020/21, fruto do ⚽️⚽️⚽️hat-trick frente ao Estoril.
🇵🇹Ricardo Hora também do SC Braga, foi o rei das assistências, duas frente ao Benfica. pic.twitter.com/0sEuHWDM1Z
— playmakerstats (@playmaker_PT) January 23, 2021
A Final – Já falámos das condições do relvado, não eram espetaculares, nem fantásticas, nem razoáveis, nem boas, nem medianas sequer. Foi o jogo possível. Não desvalorizo os conceitos táticos, nem as triangulações e variações de flanco profundamente estudadas. Mas ali, valia sobretudo a garra e alguma sorte. E para garra, a equipa do Sporting recorreu a um individuo cuja capacidade pulmonar é digna de estudo, Pedro Porro. Em qualquer jogo, é impossível vê-lo cansado ou de rastos. Corre do primeiro ao último minuto. E foi numa dessas correrias, após livre batido por Gonçalo Inácio, que Porro fez o golo que decidiu o jogo da final. Talvez se possa discutir que o Sporting de Braga merecia mais daquela final, mas naquele lance nada puderam fazer perante o ímpeto do lateral espanhol. Para a história, fica que a edição 2020/2021 da Taça da Liga foi ganha pelo Sporting.












