AD Limianos 2-1 CD Mafra: a lei do mais forte não se aplicou no Minho

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Depois de uma vitória folgada no Estoril, e que o segurou no quarto lugar da Segunda Liga a três pontos do líder, o CD Mafra viajou ató ao Alto Minho para defrontar a AD Limianos, equipa que milita no Campeonato de Portugal. Em jogo a contar para a segunda eliminatória, Filipe Martins mexeu no onze inicial, como seria de esperar, fazendo apenas entrar Janota para a baliza, além de Miguel Lourenço e Mauro. Por outro lado, José Carlos Fernandes apostou nas pedras mais fortes da equipa, contando com mais jogadores ofensivos do que inicialmente se podia pensar.

Num início algo apático dos visitantes, com mais posse de bola, foram os da casa os primeiros a criar perigo. Muito concentrados defensivamente e a cortar as iniciativas dos adversários, a AD Limianos chegou ao golo no primeiro lance de perigo que criou. Aos 10 minutos, Guilherme Ramos demorou demasiado a desfazer o ataque contrário e permitiu a aproximação de Ricardo Silva. O extremo roubou a bola e galgou dezenas de metros até entrar na área e com Janota pela frente rematou forte e junto ao poste esquerdo, inaugurando o marcador.

Atrás do prejuízo, o CD Mafra lançou-se rapidamente para diversos ataques, abandonando o futebol rendilhado que adotava nos primeiros minutos. Dois minutos depois, Harramiz concluiu um contra ataque com um pontapé forte, mas por cima. Alternando entre a construção simples e pragmática com futebol apoiado e mais lento, o CD Mafra tinha dificuldades em rematar à baliza e só o conseguia através de remates de longe ou bolas paradas, que Bruno Santos contrariava com segurança, nomeadamente à passagem do minuto 20).

Aos 35 minutos, a AD Limianos voltou a sondar o golo. Após alívio de Micka, Elivelton foi capaz de segurar a bola no meio campo, devolveu ao médio português que descobriu Iano na linha com um passe longo e teleguiado. O guineense recolheu com qualidade e aventurou-se no ataque, conseguindo um remate forte em zona frontal, mas ao lado da baliza adversária. Quatro minutos depois, o CD Mafra intensificou o assédio à área limiana à procura da igualdade antes do descanso. O melhor que conseguiu foram dois remates, sempre de longe, mas esbarraram na segurança de Bruno Santos.

O segundo golo de Ricardo Silva ocorreu escassos minutos depois da igualdade e devolveu a liderança aos da casa
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

A segunda parte iniciou com os mesmos intervenientes, mas com atitudes diferentes. Ainda dentro dos primeiros cinco minutos, Iano recuperou a posse e rematou forte por cima e Alvinho, depois de uma antecipação ao extremo adversário, rematou também forte, mas ao lado. Aos 50 minutos, Bruno recolheu a bola à entrada da área contrária e rematou por cima. Era um aviso para o que faria mais tarde.

Dois minutos depois, a AD Limianos teve a oportunidade de dilatar a vantagem e atribuir outra segurança à prestação defensiva que vinha a realizar. Bruno Santos bateu longo e encontrou Alvinho nas costas de Guilherme Ferreira, que devidamente pressionado cedeu a bola ao adversário. Já dentro da área, Rui Magalhães combinou com Iano e rematou com violência à figura de Janota.

Aos 55 minutos, depois do primeiro aviso, Bruno não perdoou. Após uma tentativa de alívio, Vinicius Tanque aguentou a bola ainda dentro da área e o extremo, em queda, ainda conseguiu rematar, repondo a igualdade e justificando a superioridade possessiva dos visitantes. Quando se esperava a reviravolta da equipa teoricamente mais forte, até pela posição no escalão onde atua, a equipa da casa voltou à liderança. Alvinho antecipou-se novamente ao seu opositor e queimou largos metros até à área oposta. Na cara dos defesas centrais, rasgou a defesa com um passe perfeito e bem medido para Ricardo. O camisola “11”, que já tinha apontado o golo inaugural, voltou a furar as redes à guarda de Janota e a despoletar a festa nas bancadas.

A partir de então, o CD Mafra de tudo fazia para tentar levar a partida para prolongamento, mas sem sucesso. Além disso, não se livrou de um ou outro susto. Aos 65 minutos, Ricardo voltou a rematar, desta vez de fora de área, mas o guardião mafrense só segurou à segunda abordagem. Aos 74 minutos, e com apenas três em campo, Cláudio Dantas teve nos pés o fecho da partida. Após pressão enérgica a Janota, Cláudio conseguiu roubar a bola e, ignorando uma possível falta, aguentou a carga e, em esforço, rematou ao lado.

Só aos 86 minutos é que o CD Mafra voltou a ameaçar a surpreendente vantagem canarinha. Depois de uma jogada insistente e bastante mastigada pela direita, o cruzamento forte e rasteiro encontrou Cláudio Borges e não chegou a Vinicius Tanque, bem posicionado para o empate. Com cinco minutos acrescentados ao tempo regulamentar, a AD Limianos conseguiu manter o CD Mafra bem longe da sua área, conquistando três livres consecutivos junto à linha lateral.

No entanto, os visitantes conseguiram sair para o ataque por uma última vez e dispuseram de um livre já no meio campo contrário. Figurando-se como a última oportunidade para empatar, Janota subiu à área juntamente com quase todos os seus colegas. A defesa limiana não cortou com eficácia a bola bombeada e Flávio Silva, com apenas Bruno Santos pela frente, errou escandalosamente o alvo.

Manuel Oliveira, árbitro portuense, apitou para o final da partida e consagrou, assim, um excelente e inesperado resultado para os minhotos. Após um mau momento no campeonato, a AD Limianos regressou às vitórias, enquanto o CD Mafra sentiu o sabor da derrota pela segunda vez nesta época.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Alvinho, Touré, Cláudio Borges e Jojó; Luan Sérgio, Micka e Rui Magalhães (Tiago Letras, 90’); Iano, Elivelton (Chiquinho, 75’) e Ricardo Silva (Cláudio Dantas).

CD Mafra: Ricardo Janota; Guilherme Ferreira (Rui Chaves, 60’), Miguel Lourenço (Gonçalo Abreu, 74’), Guilherme Ramos e Ruben Freitas; Cuca Fernandes, Rui Pereira (Flávio Silva) e Mauro; Harramiz, Bruno e Vinicius Tanque.

Diogo Pires Gonçalves
Diogo Pires Gonçalveshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo ama futebol. Desde criança que se interessa por este mundo e ouve as clássicas reclamações de mãe: «Até parece que o futebol te alimenta!». Já chegou atrasado a todo o lado mas nunca a um treino. O seu interesse prolonga-se até ao ténis mas é o FC Porto que prende toda a sua atenção. Adepto incondicional, crítico quando necessário mas sempre lado a lado.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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