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Na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, o Sporting CP venceu o SL Benfica por 1-0, garantindo assim a presença no Jamor. Alvalade era o palco de mais um confronto entre os eternos rivais – o quarto da época -, que prometia ser de emoções fortes, já que apenas um golo separava as duas equipas no agregado da eliminatória, após as “águias” terem vencido pior 2-1 na Luz, há dois meses atrás.
Em busca de virar a eliminatória, os “leões” entraram pressionantes na partida, e logo ao primeiro minuto, Gudelj, após um livre indireto, tentou a sua sorte de longe e a bola não passou longe da baliza à guarda de Svilar. Os minutos iniciais foram totalmente do Sporting, com o Benfica a sentir dificuldades em conseguir ter bola – Bruno Gaspar e Wendel também tiveram oportunidade de inaugurar logo o marcador, contudo ambos os remates não tiveram o destino desejado pelos adeptos leoninos.
Com a sua equipa a ter problemas em sair para o ataque, Bruno Lage teve mais uma dor de cabeça para resolver ainda antes do minuto 15: numa disputa de bola com Raphinha, Gabriel saiu lesionado e foi rendido por Gedson Fernandes. Depois da entrada menos fulgurante, os “encarnados” até conseguiram de certa forma equilibrar o jogo a meio campo, embora o controlo ainda pertencia aos comandados de Marcel Keizer.
Empolgado pelo bis frente ao GD Chaves no último encontro, Luiz Phellype, ao minuto 29 e à entrada da área, obrigou Svilar a aplicar-se para manter o resultado inalterado.
A ter problemas em sair de forma organizada para o ataque, o Benfica ia apostando em rápidas transições para criar oportunidades de perigo, sendo que foi num dos lances que surgiu o primeiro remate perigoso: aos 36’, Rafa conduziu bem a bola até à área adversária, deixou para Fejsa que rematou, e viu Renan a defender com a ponta dos dedos para canto. Seis minutos depois, João Félix cruzou na perfeição para Seferovic que não finalizou da melhor forma, e perdeu uma boa chance de fazer o “gosto ao pé”.
Até ao descanso, não houve mais nada a assinalar e o marcador continuava a zeros. A postura agressiva “verde e branca” durante grande parte do primeiro tempo podia ser o mote para se assistir a uns segundos 45 minutos ainda mais emotivos.
A segunda parte começou com uma grande oportunidade para o avançado suíço do Benfica, Seferovic, criar perigo, porém, a bola saiu muito ao lado. Depois, voltou tudo ao mesmo da segunda parte: Sporting por cima do jogo e Benfica a defender, apostando sempre nas transições rápidas e no jogo em profundidade.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Pizzi fez falta sob Bruno Fernandes em zona frontal e Hugo Miguel viu e apitou. Livre frontal à baliza de Svilar e Bruno Fernandes pegou na bola para assumir a responsabilidade de bater o mesmo. Aos 49 minutos, Bruno Fernandes na sequência do livre enviou a bola foi à barra, ainda se gritou golo, mas os ferros da baliza defendida por Svilar negaram o golo ao médio português.
Pediu-se penalti em Alvalade, aos 73 minutos, Hugo Miguel nada assinalado alegando que tinha sido no peito. Ouviu o VAR que também teve a mesma opinião e seguiu jogo. Mas o Sporting não parou de carregar o Benfica em busca de um resultado positivo e aconteceu o que mais se previa.
E quem mais podia ser? Aos 75 minutos, Bruno Fernandes teve espaço no lado direito do ataque e daquela posição o médio não perdoou e fez um grande golo. Svilar não teve qualquer hipótese de defesa depois do remate do número oito do Sporting. Estava desfeito o empate no jogo e a vantagem na eliminatória era agora da equipa da casa. O Benfica tinha agora de marcar para sonhar com uma vaga na final da Prova Rainha.
A precisar de marcar um golo para voltar para a frente da eliminatória, o Benfica subiu as suas linhas no campo nos últimos minutos do encontro, mas faltou critério à equipa de Bruno Lage, que hoje não conseguiu fazer nada perante um Sporting que quis mais deste jogo.
Os “leões” fizeram aquilo que era preciso. Bruno Fernandes marcou um golo importante nas ambições dos “verdes e brancos” na Taça de Portugal e resolveu um jogo que foi fraco em oportunidades. Com esta vitória, o Sporting CP garante a presença no Estádio do Jamor pela segunda época consecutiva e vai encontrar o FC Porto, naquela que será uma reedição da final da Taça da Liga, que terminou com a vitória da turma de Alvalade nas grandes penalidades.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Sporting CP: Renan Ribeiro, Bruno Gaspar (Tiago Ilori, 70’), Sebastián Coates, Jérémy Mathieu, Cristián Borja (Diaby, 74’), Nemanja Gudelj, Bruno Fernandes, Wendel (Idrissa Doumbia, 88’), Marcos Acuña, Raphinha e Luiz Phellype
SL Benfica: Mile Svilar, André Almeida, Jardel, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa (Adel Taarabt, 81’), Gabriel (Gedson Fernandes 17’), Pizzi, Rafa Silva, João Félix (Jonas, 64’) e Haris Seferovic
A FIGURA

Marcel Keizer – A necessitar de vencer o jogo para estar na Final da Taça de Portugal tinha de ter uma entrada forte e devia notar-se vontade de vencer o jogo e assim aconteceu. A equipa comandada por Marcel Keizer fez um grande jogo a todos os níveis e fez aquilo que tinha de fazer. Pôs a sua equipa a jogar ao ataque à procura do golo que dava o “passaporte” para o Jamor. É, sem dúvida, a figura deste jogo.
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O FORA DE JOGO

Bruno Lage – O Benfica não mostrou a atitude que costuma evidenciar noutras partidas, sendo isso um dos motivos para a derrota e consequente não ida ao Jamor. Durante grande parte do encontro, as “águias” raramente criaram lances de perigo e a tática de hoje foi sobretudo “Jogar para o Empate”, o que acabou por ser fatal. Assim, Bruno Lage falha um dos objetivos da época.
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BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
BnR – Não foi permitido colocar questões ao treinador do SL Benfica.
Sporting CP
BnR: A entrada de Ilori para a direita foi uma adaptação forçada ou a tentativa de um jogo a três no eixo defensivo?
Marcel Keizer: Nós jogamos sempre com três defesas durante o jogo, mas quando o Ilori entrou, a primeira coisa que fizemos quando ele entrou foi colocá-lo no lugar de Bruno Gaspar, no lado direito. A segunda coisa foi colocar o Raphinha no lado direito, quando o Diaby entrou na partida, e o Ilori passou a ser o terceiro defesa, juntamente com o Coates e Mathieu. Nós tivemos de fazer mudanças devido à suspensão do Ristovski.
Rescaldo com opinião de Guilherme Costa e João Barbosa
Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira













