A ANTEVISÃO: PRECISA-SE DE «GÁS» NA ALPHATAURI, SE FAZ FAVOR
Bem-vindos a mais uma ronda do Campeonato Mundial de Fórmula 1. Após Portugal, ainda acompanhamos a Fórmula 1 em território ibérico, desta vez, no nosso país vizinho, com o Grande Prémio de Espanha, num dos circuitos, digamos, mais «aborrecidos» da época.
Mas, de modo a tornar a coisa menos aborrecida, se não se fez novamente História em Portugal, fez-se então, em Espanha, com Lewis Hamilton a garantir a sua 100.º pole position da carreira. Mais um marco histórico para o piloto britânico da Mercedes, que, aos poucos, vai conquistando o Mundo da Fórmula 1 ao bater todos os recordes e mais alguns. Assim, atrás de Hamilton, seguem-se Max Verstappen (Red Bull) e Valtteri Bottas (Mercedes).
A sessão de qualificação começou com uma Q1 atribulada, trazendo alguns problemas de «trânsito» para Lando Norris (McLaren), que, para compensar, acabou por fazer uma volta espetacular, colocando-se em primeiro lugar dessa mesma sessão.
Já para Yuki Tsunoda (AlphaTauri), a Q1 foi decisiva e acaba por demonstrar que, sendo rookie, o japonês ainda tem muito que aprender. Assim sendo, o piloto japonês classifica-se no lugar «mais alto» da Q1, partindo de 16.º. Em seguida, encontra-se Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Mick Schumacher (Haas), Nicholas Latifi (Williams) e Nikita Mazepin (Haas).
A Q2 trouxe de volta George Russell (Williams) para os 15 primeiros lugares da grelha, mas não passou disso mesmo, de um 15.º lugar. «Surpresa» negativa de Pierre Gasly (AlphaTauri), que tem feito voltas louváveis, mas acaba por ficar na 12.º posição, não passando à Q3 pelos míseros 0.016 segundos. A Aston Martin também se deixa ficar pela Q2, deixando Lance Stroll e Sebastian Vettel nos 11.º e 13.º postos, respetivamente. Última tentativa da sessão para Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), que não passou de um 14.º lugar.
Voltando à última parte da sessão de qualificação, para além da já falada pole position de Lewis Hamilton, menções honrosas para Charles Leclerc (Ferrari) que se mantém atrás dos três primeiros lugares, com o francês Esteban Ocon a partir atrás do monegasco, fazendo assim, o top 5 da grelha.
Os pilotos da casa, Carlos Sainz (Ferrari) e Fernando Alonso (Alpine) partem, assim, em sexto e décimo lugar, respetivamente. Atrás de Sainz, está Daniel Ricciardo (McLaren), que fica à frente de Sergio Pérez (Red Bull), e, por fim, Lando Norris (McLaren) partirá de nono lugar.
O Circuito de Barcelona-Catalunya não promete muito, visto que desde 2017 que Lewis Hamilton ganha nesta pista. No entanto, tudo pode acontecer.
Max Verstappen está com «garra» de quem quer voltar a ganhar em Espanha, e Valtteri Bottas quer mostrar que não está apenas na Mercedes para dar umas voltas. Porém, ambos não se podem esquecer que, para derrotar Lewis Hamilton, é preciso mais do que isso.
Para além disso, é importante mencionar e destacar o desenvolvimento fantástico que a Alpine tem mostrado durante todo o fim-de-semana, bem como a vontade de Lando Norris (McLaren) e da Ferrari de voltar ao pódio.
Águias e dragões empataram a um golo esta quinta-feira no Estádio da Luz, em jogo da 31.ª jornada da Primeira Liga. Com este empate, o FC Porto solidificou o segundo lugar, quatro pontos à frente do Benfica, que continua em terceiro, mas está agora a oito do líder Sporting CP, que pode garantir o título na próxima jornada. Um resultado que não interessou a nenhum dos conjuntos.
Os azuis e brancos, apresentaram-se com o tradicional 4-4-2, onde Luis Díaz rendeu Corona no onze. A partida começou com um ritmo algo fraco, com muitas faltas nos primeiros 15 minutos. Com menos posse de bola, a turma de Sérgio Conceição foi mais agressiva no meio-campo ofensivo e foram raras as vezes que o adversário conseguiu importunar os visitantes.
Com um setor defensivo hesitante e adormecido, pouco apoiado por um meio-campo incapaz de anular o perigo, a equipa de Jorge Jesus adiantou-se no marcador numa das poucas vezes que se aproximou da baliza de Marchesín. Contudo se as melhores oportunidades já tinham sido do FC Porto, a partir do golo, os atuais detentores do título garantiram também a posse de bola. As águias só puseram as garras de fora nos minutos finais do primeiro tempo, Pizzi desmarcou Rafa e o extremo foi travado em falta por Manafá na área portista. Artur Soares Dias apontou para a marca de grande penalidade, mas a decisão foi revertida pelo VAR, que assinalou fora de jogo.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
O domínio do encontro por parte do clube da Invicta manteve-se com o retomar da partida, seja pelas incursões rápidas de Luis Díaz ou pelos remates de Mateus Uribe. Aos 56 minutos, o VAR voltou a corrigir uma má decisão do árbitro, Diogo Gonçalves pisou Zaidu dentro dá área e a interpretação de Soares Dias tinha sido ao contrário.
Com as primeiras substituições feitas, foi notória a intenção de segurar a vantagem por parte de Jorge Jesus, lançou Gabriel e Taarabt para os lugares de Rafa, que estava a ser o jogador mais perigoso, e do amarelado Weigl. Conceição respondeu com mexidas mais ofensivas, tentando mudar o resultado do marcador – entrou Toni Martínez e João Mário. Acertou em cheio, o jovem extremo português criou o lance do empate, que o FC Porto há muito fazia por merecer. Poucos minutos depois o mesmo protagonista poderia ter feito o 1-2, o remate saiu ligeiramente por cima da baliza.
🎙Matheus Uribe: “A equipa dominou o jogo. Tivemos mais ataques, arriscámos um pouco e por isso destapámos atrás. Vamos lutar até ao fim, há três jogos importantes pela frente”#FCPorto#SLBFCPpic.twitter.com/K0IiyKBkOL
Os dragões controlavam a partida e criavam mais oportunidades, o SL Benfica ia tentado desestabilizar por meio de contra-ataques perigosos por culpa de um FC Porto muito exposto a transições. Devido a este fator, acabou por ser o Benfica a estar mais perto de chegar à vitória. Adel Taarabt acertou no poste e, muito perto do fim, Pizzi festejou um golo, anulado pouco depois pelo VAR por fora de jogo de Darwin numa fase anterior da jogada.
Ambas as equipas necessitavam da vitória, mas fizeram muito pouco para a merecer, um clássico com um futebol praticado muito fraco.
Resultado semelhante ao da primeira volta, novo empate a uma bola. Um resultado mais interessante para o FC Porto na luta pelo segundo lugar, mas que, no fundo, só beneficia quem não participou, o Sporting CP.
A CRÓNICA: ENTRE A EUROPA E A MANUTENÇÃO, VENCEU O FC FAMALICÃO
Naquele que se esperava um duelo aceso devido aos objetivos que ambas as equipas pretendem alcançar, e uma vez que estamos a entrar nas contas finais do campeonato, o FC Famalicão recebeu o CD Santa Clara, em jogo a contar para a 31ª jornada da Primeira Liga.
O primeiro quarto de hora demonstrou a faceta de ambas as equipas: a vontade de vencer um cumprir. A primeira ocasião apareceu vinda dos açorianos, logo aos dez minutos, com um remate de Rui Costa. O avançado do CD Santa Clara conseguiu interferir a ação defensiva dos centrais do FC Famalicão, mas valeu por uma enorme defesa de Luiz Júnior.
Em jeito de resposta e com uma jogada coletiva brilhante, que teve direito a toque de calcanhar de Anderson para Iván Jaime, este devolveu, mas o avançado dos famalicenses rematou à figura de Marco Pereira.
O jogo estava quente, bastante partido, mas sem ocasiões definitivamente flagrantes. Jogava-se bastante no meio-campo, com perdidas de bola parte a parte. As aproximações à área adversária não eram em largo número, mas o critério no último terço também pecou por escasso em ambas as formações. Até à entrada da meia hora ficaram por notar as exibições de Iván Jaime, do lado da formação de Ivo Vieira, e de Ukra, da turma de Daniel Ramos. O primeiro foi, sem dúvida, importante nas transições ofensivas e na ajuda a Anderson, enquanto Ukra foi o construtor de algumas das jogadas de potencial perigo para o CD Santa Clara.
Vinda do nada, acontece a expulsão de Nené aos 35 minutos de jogo. Depois de uma falta sobre Iván Jaime, que o árbitro Luis Godinho considerou ter sido efetuada de forma intencional, o CD Santa Clara viu-se reduzido a dez elementos e com a sua tarefa muito mais dificultada, tendo ficado sem um elemento do setor do meio-campo.
Ao cair do pano da primeira parte, Pêpê, à meia distância, teve a oportunidade para o FC Famalicão fechar os primeiros 45 minutos com chave de ouro, mas a bola beijou o poste esquerdo da baliza de Marco Pereira. Chegou-se ao intervalo com um nulo no marcador.
A segunda parte demonstrou algo bastante semelhante àquilo que foi visto na primeira, onde a única diferença acabou por ser a equipa do CD Santa Clara começar os segundos 45 minutos reduzida a dez elementos. O jogo continuava partido no meio-campo, com um número relativo de aproximações perigosas às áreas contrárias, mas com Ivo Vieira algo preocupado com o seu setor avançado, dada o pouco critério na finalização.
Aos 69 minutos, poderia ter sido inaugurado o marcador no Estádio Municipal de Famalicão. Kraev rasgou pelo meio-campo, com Anderson a receber dentro de área com alguma dificuldade, mas ainda conseguiu assistir para Ivo Rodrigues. Seria um golo à lei da bomba, à entrada da área, mas acabou invalidado por posição irregular de Anderson, ao momento do passe de Kraev.
Com a evidência da influência da redução de elementos em campo, o CD Santa Clara viu a sua tarefa totalmente dificultada e as substituições efetuadas por Daniel Ramos demonstraram isso mesmo. Com a expulsão de Nené, Morita viu-se obrigado a ocupar duas posições no meio-campo, mas, na segunda parte, o técnico da equipa açoriana, abdicou do seu ponta de lança para fechar o meio-campo e estancar o caudal ofensivo famalicense.
O maior problema para os açorianos depois desse acabou ser a grande penalidade concedida ao FC Famalicão aos 81 minutos, depois da bola ter embatido no braço de um dos jogadores do CD Santa Clara. Em jeito de redenção, Ivo Rodrigues rematou para o fundo da baliza de Marco Pereira e concretizou o golo inaugural do marcador.
O golo famalicense ainda fez acordar a formação visitante, com perigo nas jogadas seguintes onde visaram a baliza de Luiz Júnior, mas o guarda-redes da formação da casa mostrou que não estava em campo apenas para fazer número.
Foi-se chegando cada vez mais perto do final da partida e o FC Famalicão não deixava de carregar ofensivamente, apesar de não se mostrar eficaz o suficiente para concretizar e aumentar a vantagem. Já perto do final da compensação dada pelo árbitro Luís Godinho, o CD Santa Clara viu-se reduzida, ainda, a nove elementos. Pierre Sagna foi admoestado com o segundo amarelo e também teve de recolher aos balneários.
Foi uma partida infeliz para os visitantes açorianos e suficiente para o FC Famalicão. O duelo terminou com uma vitória por 1-0 dos famalicenses que suspiram na luta pela manutenção, enquanto o CD Santa Clara vê o objetivo das competições europeias um pouco mais dificultado.
A FIGURA
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Ivo Rodrigues – Viu um golo anulado por posição irregular de Anderson, mas redimiu-se na grande penalidade. A par de Iván Jaime, foi um dos elementos com nota mais no grupo de Ivo Vieira. O golo do médio Ivo Rodrigues foi apenas a cereja no topo do bolo que foi a sua exibição.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Nené – Depois de estar a efetuar uns bons primeiros minutos, a falta sobre Iván Jaime, e consequente expulsão, acabou por sentenciar o jogo do CD Santa Clara. Um dos elementos mais importantes do meio-campo dos açorianos deixou a equipa reduzida a dez peças no terreno de jogo por uma infantilidade.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
Na escolha do onze inicial para enfrentar o CD Santa Clara, Ivo Vieira montou, novamente, um 4-2-3-1. Luiz Júnior manteve-se na baliza, com a linha de quatro defesa constituída por Rúben Vinagre e Diogo Figueiras nas laterais e Riccieli e Babic na zona central
No meio-campo, Manuel Ugarte e Pepê foram os escolhidos para atuar no miolo com o objetivo de fazer a ligação de jogo entre os setores, por estarem mais recuados. Gil Dias, Ivo Rorigues e Iván Jaime ocuparam o restante do meio-campo para dar profundidade ao ataque do FC Famalicão e para ajudar o homem da frente, Anderson.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Júnior (6)
Rúben Vinagre (6)
Riccieli (6)
Babic (6)
Diogo Figueiras (6)
Pêpê (7)
Manuel Ugarte (6)
Ivo Rodrigues (7)
Gil Dias (6)
Iván Jaime (7)
Anderson (6)
SUBS UTILIZADOS
Alexandre Guedes (6)
Kraev (7)
Diogo Queirós (6)
Fernando Valenzuela (6)
Gustavo Assunção (6)
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
Nesta visita a Famalicão, Daniel Ramos montou um 4-3-3, com os laterais Sagna e Mansur bastante subidos e com uma troca constante de flanco entre Ukra e Carlos Jr, no setor mais avançado no terreno. Marco Pereira ocupou o seu lugar na defesa da baliza açoriana e Fábio Cardoso, a par de Mikel Villanueva, ocuparam a zona central da defesa.
Na constituição do meio-campo, Hide Morita juntou-se a Nené e Lincoln para conseguirem transportar jogo até aos homens da frente já mencionados e para o ponta de lança, Rui Costa.
Em momentos defensivos, o esquema tático moldava-se num 4-4-2 com Rui Costa e Carlos Jr. a manterem-se na frente, mas com Ukra a recuar e a encher meio-campo.
Após a expulsão de Nené, no decorrer da primeira parte, Morita dobrou-se em campo para ocupar o lugar deixado em aberto pelo jogador português.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco (6)
Sagna (4)
Fábio Cardoso (6)
Mikel Villanueva (6)
Mansur (5)
Hide Morita (7)
Nené (3)
Lincoln (6)
Ukra (7)
Carlos Jr. (5)
Rui Costa (5)
SUBS UTILIZADOS
Anderson Carvalho (6)
Costinha (6)
Cryzan (5)
Allano (6)
João Afonso (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: O FC Famalicão jogou frente a uma equipa reduzida a dez elementos durante mais de uma parte, mas viu-se algo reticente aquando dos momentos ofensivos. O que faltou para a sua equipa conseguir ser mais eficaz e eficiente?
Ivo Vieira: Os jogadores lutaram, tentaram chegar ao último terço, disputámos e tirámos muitos cruzamentos. Obviamente que o CD Santa Clara, como equipa fisicamente forte e uma equipa a fazer um bom campeonato, defendesse como podia. Em algumas transições, o Santa Clara conseguiu algumas faltas, que levaram às bolas paradas em que são muitos fortes também. Mas, sabemos que, muitas vezes, ficar com menos um jogador pode ser uma faca de dois gumes. Podemos pensar que o jogo pode ficar mais fácil ou então pode nos ferir. O Santa Clara fez pela vida, nós fizemos também e conseguimos a vitória.
CD Santa Clara
Não foi possível colocar questões ao técnico do CD Santa Clara, Daniel Ramos.
A presente época encontra-se a chegar ao fim e o mesmo acontece com o contrato de vários jogadores. Embora a maioria dos jovens mais promissores já tenham naturalmente os seus contratos salvaguardados pelos clubes onde atuam, alguns jogadores não têm ainda o seu futuro traçado para a próxima época.
Neste artigo, apresentamos uma lista de cinco jovens promessas em ascensão que à partida poderemos começar a observar melhor em breve. Conseguirá algum deixar a sua marca no futebol ao mais alto nível já na próxima época?
Everton Soares ou “Cebolinha”, como é conhecido, assinou pelo SL Benfica em agosto de 2020 e era um dos reforços de peso mais aguardado pelos adeptos. Depois de espalhar magia nos relvados brasileiros e de ter marcado 20 golos em 57 jogos, em 2019, os benfiquistas não esperavam pouco do jogador.
Tudo começou como era expectável. No primeiro jogo da Primeira Liga, frente ao Famalicão FC, a equipa encarnada goleou e Everton foi uma das figuras de destaque, tendo marcado o segundo golo e feito uma assistência. As expectativas estavam altas, mas a adaptação do extremo brasileiro à equipa não estava a ser a melhor. A magia não aparecia e as exibições começavam a ficar aquém do esperado.
Apesar de no jogo seguinte ter feito mais uma assistência, os golos pareciam não chegar. Só na oitava jornada é que voltou a marcar. À décima jornada, mais um golo e uma assistência. A tempestade parecia ter chegado ao fim, mas não. Se antes o panorama já não era favorável, a partir desse jogo piorou. Nos sete jogos seguintes saiu em branco. O tempo passava e ao desempenho de “Cebolinha” somavam-se mais quatro assistências.
Chegava finalmente a bonança. Aos 94 minutos do jogo frente ao Portimonense SC, Everton marcou o quinto golo dos encarnados num remate quase sem ângulo, depois de passar por Samuel. Mas o melhor e o verdadeiro “Cebolinha”, aquele que os adeptos estavam habituados a ver, apareceu no jogo frente ao CD Tondela.
Ao minuto 12 da partida, Everton criou desequilíbrio na área e cruzou para o golo de Pizzi. Sete minutos depois chegou a magia – Everton acelerou e com um remate em arco apontou o segundo golo da partida. Um verdadeiro golaço!
Everton tem subido de rendimento Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pode mesmo dizer-se que o brasileiro foi o maior destaque da equipa nessa partida, tendo sido considerado o “Homem do Jogo”. Aquela que pode ser apontada como a melhor exibição do extremo ao serviço do SL Benfica valeu-lhe a titularidade no clássico frente ao FC Porto.
E por falar em clássico, o brasileiro voltou a ser o melhor em campo. Decorridos 22 minutos de jogo, a magia espalhou-se novamente pelo relvado do Estádio da Luz. Cebolinha deixou dois adversários pelo caminho, tabelou com Pizzi e rematou para o fundo da baliza, fazendo o primeiro golo da partida, que valeu às águias o empate. Desta forma, já são duas jornadas consecutivas a marcar.
É certo que Everton quer provar que foi uma boa contratação e que pode dar o seu contributo à equipa. Até ao momento conta com seis golos e oito assistências, ocupando o segundo lugar na lista de jogadores com mais assistências na Liga.
Com altos e baixos, resta agora ver se o jogador vai continuar a evoluir e a mostrar o que de melhor sabe fazer – criar desequilíbrio, assistir os colegas de equipa e encantar os adeptos do desporto rei, como ele já provou que consegue concretizar.
A CRÓNICA: TRÊS GOLOS DE BOLA PARADA, VANTAGEM PARA O CF ESTRELA
Uma tarde solarenga, um estádio histórico do nosso país e dois grandes clubes do futebol português que lutam para voltar a lugares onde já estiveram. Não fosse a falta de adeptos no estádio e, certamente, estariam reunidos todos os ingredientes para uma grande tarde de futebol.
As duas formações terminaram em primeiro lugar na respetiva série da primeira fase do Campeonato de Portugal e agora, na fase de subida da zona sul, lutam por um lugar na Segunda Liga, já com o acesso garantido à nova Liga 3. Com o CF Estrela a ocupar a primeira posição do grupo e a UD Leiria a terceira, separados por um ponto, ambas as equipas caminham a passos largos para os últimos e decisivos jogos.
Luís Máximo deu o apito inicial, o jogo começou e aconteceu o esperado, ou seja, assistiu-se a um início muito equilibrado. Ambas as formações queriam proporcionar um bom espetáculo e mostrar que tinham argumentos para estar na Segunda Liga.
Após uma boa iniciativa por parte de Diogo Leitão, foi aos 10 minutos que ocorreu a primeira grande situação de golo e foi por parte dos visitantes. Canto batido e Leandro Antunes apareceu ao primeiro poste e, um ligeiro desvio, fez com que a bola passasse a rasar o segundo poste. O Estrela não se acanhou e, logo a seguir, uma boa desmarcação dentro de área de Paollo Madeira, permitiu que o avançado tricolor atirasse para uma grande estirada de Fábio Ferreira. Primeiros 10/15 minutos de alta qualidade no estádio José Gomes.
A formação da casa começava a ter mais bola e o duelo entre Paollo Madeira e Fábio Ferreira ficava cada vez mais interessante, quando, de fora de área, o avançado voltou a atirar para nova grande intervenção do guardião de Leiria. Perto dos 25 minutos, o Estrela estava cada vez mais por cima e, numa grande jogada, com cabeça, tronco e membros, Fábio Ferreira voltou a ser decisivo ao defender e manter o nulo no jogo.
Parece que estávamos a ver a repetição, mas não. Noutra grande jogada do emblema da Amadora, Paollo Madeira recebeu no coração da área, virou e atirou para a defesa da tarde de Fábio Ferreira.
A chegar aos 35 minutos de jogo, a União de Leiria meteu água na fervura, teve mais posse de bola e acabou por ter uma grande ocasião de golo. Leandro Antunes, após um grande trabalho individual dentro de área, atirou para boa intervenção do guardião da equipa da casa. O intervalo aproximava-se e o Leiria estava melhor. Novo pontapé de canto e, novamente, de bola parada, o Leiria cria perigo, com um cabeceamento ao poste.
As equipas iam para o (merecido) descanso, após uma primeira parte muito equilibrada, que podia ter dado golos para qualquer lado, apesar da ligeira superioridade do Estrela, sobretudo entre o segundo quarto de hora do jogo.
A segunda parte começou com um ritmo ligeiramente mais baixo. No entanto, foi com um ritmo mais baixo que o marcador foi inaugurado. Pontapé de canto para os da casa, batido por Sérgio Conceição, e, ao primeiro poste, apareceu Diogo Leitão a desviar para o golo. A bola ainda foi ao poste e bateu no guarda-redes, mas só parou no fundo das redes. Estava inaugurado o marcador para o Estrela da Amadora.
Não durou muito para dilatar a vantagem. Nova bola parada cobrada por Sérgio Conceição e apareceu novamente alguém ao primeiro poste, desta vez Hélder Laton a desviar com o pé direito e a fazer o dois a zero.
Depois do dois zero, o jogo ainda baixou mais de ritmo. A União de Leiria teve mais bola, no entanto era uma posse inofensiva, sem criar situações dignas de golo. Sem grande perigo de bola corrida nesta segunda parte, a União de Leiria causava calafrios aos da casa quando conseguiam meter o esférico na área. Badará, com um cabeceamento fortíssimo na sequência de um pontapé de canto, fez o 2-1 e reduziu a desvantagem, dando esperança à formação de Leiria. No entanto, já pouco havia a fazer e a vitória acabou por não fugir ao Estrela da Amadora.
Vitória caseira justa da equipa que mais fez por conquistar os três pontos. Desta forma, a equipa da Amadora segue cada vez mais destacada no topo da classificação, estando assim mais perto de conquistar a tão ansiada subida à Segunda Liga.
— C.F. Estrela da Amadora – en Castellano (@estrela_amadora) September 12, 2020
Sérgio Conceição – Grande jogo do ala direito da equipa tricolor. Fez o flanco direito todo sempre a grande ritmo. Registou várias interceções, algumas recuperações de bola e ainda conseguiu ir várias vezes criar perigo lá à frente. Também adicionou ao seu registo duas assistências de grande qualidade.
O FORA DE JOGO
Estrela joga, por momentos, com 12 jogadores em campo, frente à União de Leiria. pic.twitter.com/rpQzkzGGvO
Segundos em que o CF Estrela jogou com 12 jogadores em campo – Momento insólito. Perto do fim, o Estrela realizou uma tripla substituição, no entanto, entraram três e saíram dois. A equipa de arbitragem não notou e durante uns momentos, o Estrela jogou com 12 jogadores. Esta situação causou um imenso bate-boca entre jogadores e equipas técnicas e, como é lógico, uma grande paragem de jogo. Uma situação que não beneficia, em nada, o futebol.
ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA
A equipa da casa começou a partida num 3-4-3. É um sistema muito utilizado pela equipa e que demonstra várias dinâmicas, sobretudo quando os laterais sobem e os extremos jogam em zonas mais interiores. Na primeira parte, a equipa pressionava no campo todo e recuperava a posse em zonas adiantadas do terreno.
Na segunda, e depois de já estar a vencer, a equipa baixou linhas e o adversário teve mais bola. Após o segundo golo, a equipa passou a alinhar num sistema em que os laterais não subiam tanto e alinhavam mais junto da defesa, entregando assim as zonas ofensivas exclusivamente aos avançados.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Filipe Leão (6)
Zé Pedro (7)
Hélder Laton (6)
Xavier Fernandes (6)
Diogo Leitão (6)
Paollo Madeira (7)
Edu Duarte (6)
Diogo Clemente (6)
Chapi Romano (7)
Sérgio Conceição (8)
André Duarte (6)
SUBS UTILIZADOS
Horácio Jau (6)
Leandro Tipote (7)
Filipe Gaspar (-)
Yuran Fernandes (-)
Filipe Gaspar (-)
ANÁLISE TÁTICA – UD LEIRIA
A equipa de Leiria ia variando entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1. Andrézinho atuava muitas das vezes atrás do ponta-de-lança, sendo que foi um elemento importante, quer a jogar entrelinhas, quer a aparecer em zonas de finalização.
Quando se viram em desvantagem, os visitantes subiram linhas e tiveram mais bola, no entanto foram incapazes de criar situações de grande perigo, o que acabou por ditar a derrota na partida.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Fábio Ferreira (7)
João Dias (7)
Dénis Martins (6)
Babanco (6)
Leandro Antunes (6)
Afonso Caetano (6)
Kaká (6)
Rui Gomes (7)
Andrézinho (7)
Diego Galo (6)
Perdigão (6)
SUBS UTILIZADOS
Badará (7)
João Paredes (6)
Tiago Castro (6)
Renato Alexandre (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CF Estrela
BnR: Boa tarde mister, a sua equipa hoje marcou dois golos, duas bolas paradas e duas bolas paradas batidas ao primeiro poste, queria perguntar se era uma fraqueza identificada no adversário pela sua equipa técnica e treinada durante a semana, ou se as bolas batidas ao primeiro poste partiram sobretudo da atenção e do instinto de quem as cobrou, neste caso Sérgio Conceição?
Rui Santos: Todos os jogos, mesmo neste nível, já são altamente preparados. Nós fizemos uma análise e observação ao adversário, sentimos que há muita coisa que eles fazem bem, há outras que não fazem tão bem, naturalmente que esta era uma situação que tínhamos previsto no nosso jogo e as coisas correram bem. Estamos muito satisfeitos porque é o fruto do trabalho que nós fazemos durante a semana e que, neste caso, deu resultado.
UD Leiria
Hélder Pereira não se deslocou à conferência de imprensa. No seu lugar veio à conferência de imprensa o presidente da UD Leiria. O mesmo afirmou que vai “protestar à Federação sobre a situação dos segundos jogados pelo Estrela da Amadora com 12 jogadores dentro de campo”.
A primeira prova de três semanas começa já este sábado, com início em Turim, onde começará a luta pela camisola rosa. A 104.ª edição do Giro de Itália promete, serão 21 dias de prova, com desfecho no dia 30 de maio, na cidade de Milão. No pelotão estarão presentes três portugueses, com João Almeida a comandar as esperanças lusas por terras italianas.
Estarão 23 equipas em competição, num total de 184 corredores. O atual detentor do título, o britânico Tao Hart, não irá estar presente. Da edição de 2020, apenas cinco corredores do top dez final estarão a competir novamente.
Os portugueses João Almeida, Ruben Guerreiro e Nélson Oliveira marcam a sua presença na prova. Os dois primeiros fizeram um brilharete em 2020 e esperam dar novas alegrias aos portugueses. Oliveira volta a competir no Giro, depois de oito anos de ausência. Vai com a missão de trabalhar para o seu líder e para andar como ele sabe nos dois contrarrelógios da prova.
A etapa 11 terá o aliciante de ter no seu percurso, partes de sterrato, e poderá ser um dia chave da prova. Depois a alta montanha fará as suas diferenças, nas etapas 12, 14, 16, 17, 19 e 20. No último dia, o contrarrelógio final irá corrigir as posições na geral.
Falta saber quem serão os grandes nomes na luta pela “maglia rosa”.
“Estalou o verniz” em Inglaterra com o pedido para que a lei do “50+1” seja imposta nos clubes da Liga, como já existe na Liga Alemã.
Na Alemanha, a regra é muito simples: 51% das ações do clube pertencem a este e os investidores apenas podem ter um máximo de 49%, sendo que quem não a cumprir não pode competir na primeira e segunda divisão da Liga Alemã. Esta regra vem permitir que os adeptos possuam a decisão maioritária no que diz respeito ao clube.
A questão da Superliga Europeia apenas veio dar mais combustão à discussão sobre a imposição desta regra em Inglaterra, pois a maioria dos adeptos mostrou-se contra a competição e levantou as vozes contra os donos dos clubes, sendo que o pico de exaltação teve lugar em Manchester, horas antes do jogo entre o Manchester United FC e o Liverpool FC, em que vários adeptos invadiram o estádio e quebraram todos os protocolos de segurança.
Em Inglaterra, a maioria dos clubes possuem donos que investem e tomam as decisões sobre estes, algo que não agrada aos que defendem que este poder lhes deve pertencer e, para tal, ser imposta a lei do “50+1”. É claro que há muitas comparações a serem feitas com a Alemanha, no entanto nem tudo são mares de rosas, pois desde 1998 (ano em que foi imposta a regra no país germânico) já se discutiu bastante o término desta regra e foram abertas exceções e apresentados argumentos válidos.
É verdade que os clubes sem os adeptos não são nada e nunca se deve esquecer isso. Este ano de pandemia tem servido para mostrar que um estádio de futebol sem as bancadas cheias não é a mesma coisa e o espetáculo é mais pobre. No entanto, não nos podemos esquecer que continua a ser um negócio de milhões e, para tal, é necessário que dinheiro seja investido. A regra dos “50+1” é, portanto, uma “faca de dois gumes”, ora pois de um lado temos a vertente da competitividade, e do outro temos a venda do clube e, por vezes, de tudo o que ele representa, entre eles os adeptos.
A decisão da venda tem de pertencer sempre aos adeptos, e mesmo quando estes acabam por ser comprados devem ter sempre uma quota parte e uma palavra a dizer no que diz respeito a decisões importantes, mas sejamos sinceros: nunca ninguém iria investir numa maioria do clube caso não pudesse tomar as decisões. São milhões que são colocados no clube e que, por vezes, são riscos que se tomam e por isso é necessário receber algo em troca.
Todavia, estes investidores nunca irão vender a cultura e o caráter de um clube, pois esse está entranhado e é passado de geração em geração pelos adeptos, e enquanto estes existirem um clube nunca morrerá nem será esquecido.
OFFICIAL: Following Sunday’s postponement, Man Utd’s Premier League fixture against Liverpool will go ahead on Thursday 13 May 🗓️🏟️ pic.twitter.com/S91GxL2oYs
Não considero que o “50+1” seja a única solução, pois não é isso que coloca os preços dos bilhetes mais baratos ou faz com que um clube se torne melhor. Se olharmos para Inglaterra vemos muitos clubes nos quais a sua venda trouxe impactos importantíssimos e totalmente positivos para o futebol, como é o caso do Manchester City FC ou do Wolverhampton Wanderers FC. Mas também não nos podemos esquecer das origens da modalidade e de muitos dos clubes ingleses: as classes operárias, que jogavam por prazer.
Acredito que existam investidores que amem os clubes e vejam um amor juntamente com o dinheiro, no entanto nem todos são esses casos e, quando o dinheiro se sobrepõem a tudo o que é acreditado e defendido, não se pode aceitar. Se referi em cima que o futebol é um negócio de milhões e que estes podem trazer mais competitividade, também acho que essa qualidade pode ser adquirida, sem que o clube seja vendido e tendo a massa associativa uma voz nas decisões.
Outra questão que se coloca é o futuro dos donos dos clubes de futebol, uma vez que a lei poderá ser discutida a nível nacional e legislativo e estes já viram os seus investimentos feitos. No caso alemão, o Bayer 04 Leverkusen e o VfL Wolfsburg continuaram a ter os seus investidores, pois estes já tinham um investimento e interesse há mais de 20 anos o que os isentou da regra. Em Inglaterra, o caso poderia ser igual, embora eu acredite que não seja assim tão fácil, porque nenhum investidor vai vender as suas ações e abdicar do facto de serem donos dos clubes, e nem mesmo os adeptos terão dinheiro para recomprar ou indemnizar os donos pela sua saída.
Sim, o futebol é dos adeptos e são estes que trazem o amor e a dedicação ao clube, mas não é esse amor que compra os jogadores e que faz com que equipas se tornem competitivas a longo prazo. Não acredito que a lei do “50+1” seja aprovada e, se for, nunca irá ser tão simples quanto se julga. Contudo, outra regra certamente irá ser criada para que exista um maior bem-estar entre os adeptos e os donos atuais dos clubes.
Neste momento em que nenhuma lei é aprovada e que o impasse continua é necessário que os donos dos clubes respeitem os adeptos e as suas decisões, que não se esqueçam que são estes quem compra os produtos do clube, que são estes que enchem os estádios e que, principalmente, são eles o clube, pois os jogadores e dirigentes passam, mas os adeptos ficam.
Era dia de decisões para os lados do Estádio da Luz. Com olhos postos em objetivos completamente diferentes, águias e dragões protagonizavam um clássico que há muito não se via. Digamos que era dia de exame decisivo do “cadeirão” da faculdade para o FC Porto, enquanto que o SL Benfica era o aluno que veio só com a caneta. Não tinha nada a perder e vinha para uma melhoria de nota (e da época, a nível desportivo).
O exame estava complicado para os dois alunos. Talvez tivessem estudado tanto as duas formações e não realmente aquilo que estava no formulário. Acontece, falando por experiência própria. Mas houve um que se destacou com criatividade. Podia não ter os valores todos, mas o suficiente para ter quase todos nesta pequena pergunta. Everton foi-se desfazendo em camadas enquanto passava pelos jogadores portistas e marcou um “golaço”. O que vinha somente com a caneta… Ia na frente.
Artur Soares Dias ainda apontou para a marca de grande penalidade devido a uma falta de Manafá sob Rafa, mas João Pinheiro (o VAR desta partida) ajudou o árbitro principal. Havia fora de jogo por 19 centímetros no início da jogada no passe de Pizzi para o 27 encarnado. O intervalo deste exame decisivo mostrava o 1-0 para o aluno que vinha só com a caneta, ou seja o SL Benfica.
O segundo tempo começou com novo penálti assinalado e bem João Pinheiro a ajudar Artur Soares Dias. Diogo Gonçalves caiu na grande área portista, mas não havia de todo falta e muito bem ajuizado por parte do VAR desta partida.
O FC Porto ia estando melhor na partida e estava com intenções de querer algo mais deste exame importante. As alterações que Sérgio Conceição fez mexer com o jogo e, falando mais de João Mário, “temperou” bem o lance para o colombiano Uribe marcar um belo golo. Sem hipóteses para Helton Leite que pareceu estar mal posicionado para defender.
Os minutos finais foram escaldantes e ao nível de um grande clássico. Aos 93 minutos, os encarnados introduziram a bola na baliza de Marchesin, mas o lance acabaria invalidado por fora de jogo de Darwin nos inícios da jogada. Era um golo que sentenciava a partida e lançava o SL Benfica para mais próximo do FC Porto na classificação, no entanto, ficou tudo na mesma. Passaram ambos os alunos com 9,5 valores e com um sorriso na cara mais daquele que vinha na frente do que propriamente o que não tinha nada a perder.
É um empate que dá mais alegrias ao Sporting CP que está apenas a uma vitória de se tornar campeão nacional. Mantém-se tudo igual na diferença pontual de quatro pontos entre encarnados e portistas. O FC Porto mantém a melhor posição para entrar diretamente na Liga dos Campeões. Um jogo que se tornou interessante após o golo do Everton e os minutos finais foram de cortar a respiração.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Everton – Está a mostrar que o seu rendimento está a melhorar e está a adaptar-se melhor tanto ao jogo europeu como às ideias de Jorge Jesus. Tem de ainda melhorar alguns aspetos na decisão do último passe para os colegas que podiam ter mais ocasiões de perigo durante o jogo. Está a crescer e ainda bem para os encarnados e para o treinador. Dar um destaque também a João Mário (FC Porto), que entrou muito bem na partida.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi – Podia e devia ter feito muito melhor com as oportunidades que foram criadas e a mais clamorosa a que Moussa Marega criou quando ainda estava a partida a zeros. Acabou por ser muito anulado por parte dos três centrais do Benfica e não apareceu tanto como gostaria neste jogo. Também dar um destaque pela negativa de Haris Seferovic e Pizzi, que também não estiveram de todo ao nível do que este clássico pedia.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Depois de Otamendi não estar disponível no jogo de Tondela, tudo de volta ao que Jorge Jesus quer tentar implementar nos encarnados. Tínhamos de novo a aposta de três centrais (Lucas Veríssimo, Otamendi e Vertonghen) e havia um 3-5-2 ou 5-3-2 que já é habitual vermos nas águias. O Benfica a ter também alterações, mas apenas três e do meio-campo para trás: Julian Weigl, Nicolas Otamendi e Diogo Gonçalves.
As águias estavam a tentar ter mais posse de bola e também a construir a partir de trás com os seus três centrais com ajuda dos laterais Diogo Gonçalves e Alex Grimaldo. O jogo dos encarnados parecia passar pelo lado direito e, principalmente, com bola longa para Diogo Gonçalves. Na primeira bola de jogo interior que o SL Benfica faz conseguiu marcar um golo.
O Benfica ia mostrando muitas dificuldades a nível defensivo, sobretudo no lado esquerdo, com Grimaldo a ser muito fustigado pela velocidade de Marega. Na segunda parte, a retificar mais esta questão e a alterar o seu sistema tática para o 5-4-1, em que Seferovic era o jogador mais ofensivo dos encarnados. Isto mostrava uma equipa ainda mais defensiva e a procurar cada vez mais os erros adversários.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Helton Leite (5)
Diogo Gonçalves (6)
Lucas Veríssimo (6)
Nicolas Otamendi (6)
Jan Vertonghen (5)
Alex Grimaldo (5)
Julian Weigl (5)
Pizzi (4)
Rafa Silva (6)
Everton (6)
Haris Seferovic (4)
SUBS UTILIZADOS
Gabriel (5)
Adel Taraabt (5)
Darwin Nuñéz (5)
Gilberto (-)
Pedrinho (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Sérgio Conceição fez muitas alterações para possivelmente o jogo da época para os dragões e foram cinco jogadores novos no onze inicial. Pepe e Zaidu voltaram às suas posições caraterísticas, Sérgio Oliveira voltou a ser dono e senhor do meio-campo e Marega a fazer companhia a Taremi na frente de ataque. A grande surpresa (ou não) era a entrada de Luis Díaz para a ala esquerda.
Tínhamos um 4-4-2 que foi variando muito em relação aos momentos do jogo, principalmente a nível defensivo havia alguns jogadores a controlar algumas zonas do terreno enquanto que outros estavam sempre a cair em cima de jogadores pré-definidos. Luís Dias dava uma ajuda no lado esquerdo devido à subida de Diogo Gonçalves. Nestas situações os dragões variavam entre um 5-3-2 e o 5-2-3.
Na segunda parte, a partir dos 69 minutos, os portistas começaram a jogar com três defesas atrás (Manafá, Pepe e Mbmeba) e passou a jogar num 3-4-3 no momento da pressão. Neste momento, João Mário ia variando entre lateral e médio. Já a nível ofensivo, ia mantendo um 4-3-3 com, agora, Manafá à esquerda e João Mário à direita.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Augustin Marchesin (5)
Manafá (5)
Chancel Mbemba (5)
Pepe (6)
Zaidu (6)
Sérgio Oliveira (5)
Matheus Uribe (5)
Otávio (5)
Luis Díaz (6)
Moussa Marega (6)
Mehdi Taremi (4)
SUBS UTILIZADOS
Toni Martinez (5)
João Mário (6)
Evanilson (-)
Francisco Conceição (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
Não foi possível fazer questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.
FC Porto
O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, não compareceu na sala de imprensa do Estádio da Luz.
A CRÓNICA: MOREIRENSE VÊ MISSÃO EUROPA MAIS LONGE, NACIONAL VÊ SEGUNDA LIGA MAIS PERTO
Numa pouco usual quinta-feira de futebol, os primeiros protagonistas do principal escalão do futebol português subiram ao relvado do Estádio Joaquim de Almeida Freitas numa partida que colocou frente a frente Moreirense FC e CD Nacional, a contar para a 31.ª jornada do campeonato.
Referir, primeiramente, as disparidades em termos de responsabilidade de parte a parte, principalmente pela situação complicadíssima em que o Nacional, lanterna vermelha, se encontrava. Já o Moreirense, tranquilo na primeira metade da tabela, procurava a sempre importante primeira vitória no seu reduto enquanto orientado pelo técnico Vasco Seabra.
Os primeiros 45 minutos de jogo brindaram os adeptos com um espetáculo no limiar do aborrecido. A equipa da casa, potencialmente mais capaz de realizar um jogo de encher a vista, não traduziu a vontade de voltar a vencer para o relvado. David Simão, num momento de inspiração, viu um excelente remate da sua autoria embater com estrondo no poste, registando a principal oportunidade dos minhotos em toda a primeira parte.
A incapacidade para superar o bloco montado por Manuel Machado foi quase similar do outro lado se olharmos para a capacidade ofensiva do emblema da Madeira. O encaixe entre as duas formações até se pode explicar pela disposição tática em campo, no entanto, a equipa do Nacional pareceu sempre ligeiramente mais perigosa, sem se livrar de alguns calafrios quando apanhada em contrapé.
Depois de um aviso dado por Pedrão, com um golo anulado por fora-de-jogo aos 27 minutos, a equipa de Manuel Machado revelou muita vontade e pouco discernimento… mas lá resultou. Já em cima do intervalo, Filipe Soares traiu o seu guarda-redes com um desvio fatal, isto após a cobrança de livre forte por parte de João Vigário.
Com o Nacional em vantagem, foi Vasco Seabra o primeiro a jogar as cartas que tinha na manga. Para além de moldar a equipa novamente num 4x2x3x1, o ascendente pertenceu de forma esclarecedora àqueles que tinham de correr atrás do prejuízo. Com muita posse de bola e a rondar a baliza de António Filipe, o golo acabou de chegar por intermédio de Ferraresi, na recarga de um grande livre batido por Abdoulaye, à passagem dos 62 minutos.
O golo que até parecia ter galvanizado a equipa foi sol de pouca dura. Voltou a monotonia, os duelos, a agressividade e poucos pormenores dignos de revelo. Foi então que a arma secreta de Manuel Machado apareceu a 15 minutos do fim para voltar a colocar o Nacional na frente do marcador. Rochez, a passe de Riascos, finalizou irrepreensivelmente à boca da baliza e voltou a colocar as expectativas dos visitantes no auge.
Essa vantagem durou pouco. Nem dez minutos tinham passado e o Moreirense, numa excelente jogada de ataque, restaurou a igualdade com um belo remate de André Luís após grande bola de Abdu Conte. Rochez ainda ameaçou, assim como João Vigário, mas já não havia nada a fazer.
Um ponto azedo para cada lado. Em Moreira de Cónegos, sobra uma oportunidade para quebrar a maldição da falta de vitórias em casa, o que só por si acarreta uma série penalizadora para objetivos mais ambiciosos da equipa. Já o Nacional da Madeira, somou pontos na luta pela manutenção, certo. Mas três pontos seriam os essenciais para manter a luz ao fundo do túnel visível.
Entrega dos protagonistas – Pouco futebol, muita garra. Não foi um espetáculo de grande categoria para os adeptos de ambos os clubes. Necessidades diferentes, correto, mas ambas as equipas apenas demonstraram vontade em vencer na forma como encararam cada lance. Muito coração e pouca cabeça. O Moreirense apenas por algumas ocasiões demonstrou bons lances de ataque, deixando algo a desejar em muitos momentos do jogo. O Nacional, sem tanta responsabilidade nesse campo, também não foi o mais competente, causando ainda assim, por intermédio de ações individuais, várias dificuldades à equipa contrária.
O FORA DE JOGO:
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Vasco Seabra – É como se o treinador da equipa de Moreira de Cónegos tivesse dado 45 minutos de vantagem a Manuel Machado e companhia. A formação tática com três centrais e dois elementos responsáveis pelas despesas nas linhas impediram, de certa forma, uma produção ofensiva mais eficiente da formação caseira. Basta comparar com as mudanças operadas na segunda parte para atestar tal facto. O que é certo é que não foi desta que o jovem técnico “matou o borrego”, sobrando agora apenas mais uma oportunidade para conquistar a tão ansiada vitória caseira.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
As variações entre o 4x4x2 e o 4x2x3x1 dos primeiros tempos de Vasco Seabra em Moreira de Cónegos têm dado lugar, de forma experimental, a uma defesa a cinco e as umas dinâmicas naturalmente diferentes. A equipa minhota apresentou-se num 5x4x1 que se desdobrava em 5x3x2 em certos momentos do jogo, tudo por influência das ações de Filipe Soares, que variou as suas intervenções entre o processo de construção ofensiva e o apoio a Rafael Martins na frente de ataque e de Ferraresi, por vezes responsável por fechar o flanco direito e consolidar uma defesa a quatro.
Não surtiu os efeitos pretendidos e Vasco Seabra mudou para algo mais comum na maneira do Moreirense jogar. 4x2x3x1, com Ferraresi a cair para a direita, libertando Walterson, que, em conjunto com Pires, ficaram responsáveis pelas tarefas ofensivas dando largura no terreno. Filipe Soares assumiu-se definitivamente como “10” – até à entrada de André Luís que se encostou na frente – e a equipa beneficiou da lógica liberdade para criar à medida que nos o apito final de Nuno Almeida estava mais perto.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kewin Silva (4)
Ferraresi (5)
Rosic (4)
Abdoulaye (5)
Abdu (4)
Walterson (4)
David Simão (4)
Franco (4)
Pires (4)
Rafael Martins (4)
Filipe Soares (3)
SUBS UTILIZADOS
Ibrahima (4)
André Luís (5)
Galego (4)
Yan (4)
Alex Soares (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL
A equipa insular apresentou-se no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas num 5x2x1x2 no momento defensivo. Destaque para as funções de Danilovic e Azouni no garante do equilíbrio da equipa, enquanto que Éber Bessa, a jogar em terrenos mais avançados, serviu como principal elemento de ligação no último terço, dando apoio aos sempre móveis Pedro Mendes e Brayan Riascos.
Aguerrida, guerreira e sempre ativa na reação à perda. Não se esperava um espetáculo vistoso por parte de uma equipa que vinha apresentando dificuldades técnicas evidentes. Seja como for, os pupilos de Manuel Machado imprimiram bastante empenho, sendo a nuance que mais saltou à vista no jogo forasteiro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Filipe (4)
Rúben Freitas (4)
Pedrão (5)
Júlio César (5)
Lucas Kal (4)
Azouni (5)
Danilovic (5)
Éber Bessa (6)
João Vigário (5)
Brayan Riascos (5)
Pedro Mendes (4)
SUBS UTILIZADOS
João Camacho ()
Rochez (6)
Rúben Micael (4)
Koziello (-)
Duhu (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD NACIONAL
BnR: O mister referiu na antevisão a esta partida que apesar da situação difícil em que a sua equipa se encontra, demonstrava atitude e empenho de jogo para jogo. O livre que origina o primeiro golo do nacional nasce de um grande pormenor do Éber Bessa nesse sentido. Pergunto-lhe então o que é que faltou hoje à sua equipa para além dessa tal entrega bem exemplificada?
Manuel Machado: Como sabe, vivemos num ciclo de grande dificuldade por força da nossa posição na tabela classificativa. Isso cria alguma ansiedade e hoje foi visível principalmente no facto de não termos sabido manter as duas vantagens que tivemos. No que diz respeito à organização, ao empenho, à capacidade de luta, intensidade, enfim, estivemos bem, inclusive, com a capacidade para fazer três golos, um deles só não contou por dez centímetros. Para além disto, faltou se calhar mais um bocadinho de lucidez e tranquilidade. Julgo que fomos mais equipa, com um Moreirense que parecia estar a jogar para a Liga dos Campeões, num jogo muito intenso, e por isso não houve nenhum relaxamento de um lado e do outro. Talvez um bocadinho de mais tranquilidade, mais sorte, tivesse feito a diferença.
MOREIRENSE FC
BnR: O Moreirense sofre há 11 jogos consecutivos em casa. Sente que organização e a solidez defensiva da sua equipa é aquilo que tem de ser mais trabalhado para colocar a equipa mais perto dessa tal vitória caseira e se a aposta numa defesa a cinco na primeira parte teve em mente esse facto.
Vasco Seabra: Repare, a defesa a cinco é uma falsa questão, nós jogamos com o Ferraresi que atua como lateral direito na maior parte do tempo. Isso permitia que nós pressionássemos de diferentes formas, se quiséssemos pressionar mais alto teríamos estabilidade para conseguir controlar a largura e quando não tínhamos tantos jogadores entrelinhas e largura na última linha, nós avançávamos o Walterson e pressionávamos com uma linha de quatro. Não teve a ver com o facto de jogarmos com cinco. Nós em muitos momentos do jogo nem estivemos a cinco, estivemos a quatro e na segunda parte quase sempre com o Ferraresi do lado direito. Mais do que olharmos para as peças e serem na teoria três centrais, o “Ferra” estava com uma dupla função para conseguirmos superar as pressões.