Chelsea FC 2-0 Real Madrid CF: Londrinos levam a melhor e garantem final inglesa
A CRÓNICA: POUCO REAL MADRID CF PARA QUEM PRECISAVA DE GOLOS PARA SE APURAR
A primeira mão havia ditado um empate em Madrid, que pelo golo fora privilegiava a equipa inglesa. Assim, só uma vitória ou um empate por duas bolas ou mais interessava ao conjunto treinado por Zidane, pelo que era preciso ir à procura de golos.
O equilíbrio evidente na primeira mão e também esperado por todos para esta segunda partida foi-se notando, com a bola a ser dividida de parte a parte e com algumas oportunidades para ambos os lados. No entanto o Chelsea FC viria a marcar primeiro, por Timo Werner, aos 18 minutos, tento que ainda assim seria anulado por posição irregular do alemão. No entanto isto seria um aviso para o que aconteceria dez minutos depois. Após uma bela jogada de Kante e de uma finalização quase perfeita de Havertz, o avançado londrino aproveitou a bola que ressaltou da trave da baliza de Courtois e desta vez atirou a contar para o fundo das redes. A eliminatória sorria agora aos ingleses, que só seriam eliminados se sofressem dois golos sem resposta.
A realidade é que, depois disto, nem um golo o Real Madrid CF esteve perto de marcar, estando sempre muito longe da baliza de Mendy, com exceção de uma ou duas oportunidades mais perigosas.
A equipa de Tuchel teve o mérito de não se limitar a defender e foi sempre muito perigosa ao longo de toda a segunda parte. Tiveram oportunidade para matar a eliminatória mais cedo, mas isso apenas viria a acontecer aos 85 minutos. Depois de mais uma recuperação e uma bela jogada protagonizadas por Kante, o Chelsea viria a fazer o segundo golo através de Mason Mount e a atirar por terra todas e quaisquer esperanças dos espanhóis. A vitória estava entregue, de forma justa, e a final da Liga dos Campeões será disputada por duas equipas inglesas: o Manchester City FC contra os londrinos do Chelsea FC.
A FIGURA
🇫🇷 N’Golo Kanté contra o Real Madrid:
🎩 3 assistências p/ finalização 🥇
🔀 2 interceptações 🥇
⚔️ 2 desarmes 🥈
💥 1 finalização
✅ 26/30 passes certos
💣 Nenhuma perda de posseE ações em todos os lugares do campo!
GIGANTE! pic.twitter.com/LWhhbVkk2G
— Footstats I2A (@Footstats) May 5, 2021
N’Golo Kanté – O médio centro francês teve mais um jogo de grande nível nesta Liga Milionária. Poderosíssimo não só a defender, onde lhe é reconhecida mais capacidade, como também a atacar e a definir o último passe para isolar os colegas. Que jogo, que jogador. Merecida a presença na final.
O FORA DE JOGO
Zidane pegou tudo que foi feito nos principais jogos da temporada e fez tudo ao contrário. Bizarro.
O time estava conseguindo fazer boas partidas dentro do possível e não precisava inventar nesse momento decisivo.
Se formos eliminados já sabemos quem é o principal responsável. pic.twitter.com/oyI73cf5WJ
— Real Madrid Brasil (@RealBrasil_BR) May 5, 2021
Real Madrid CF – Para a equipa que mais vezes venceu esta competição esperava-se mais vontade de estar na final. Não entraram propriamente mal no jogo, mas depois do golo sofrido nunca se revelaram realmente uma equipa e deixaram os blues brilharem durante o resto da partida. A produção ofensiva na segunda parte foi quase nula e não se podem queixar de nada a não ser de eles próprios. Ficaram muito aquém das expetativas e esta poderá ser uma época para esquecer par os madrilenos.
ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC
Tuchel apostou numa equipa com a defesa a três, como tem feito em grande parte dos desafios da Liga Milionária. Christensen, Thiago Silva e Rudiger comandaram o eixo mais recuado, com Chilwell pela esquerda e Azpilicueta pela direita a percorrerem todo o corredor. No meio-campo Kante e Jorginho, com uma missão aparentemente mais defensiva, mas sempre muito capazes no apoio ao trio de ataque, constituído por Havertz pela direita, Mason Mount pela esquerda e Werner na frente.
Referi aparentemente porque os dois homens responsáveis pelo meio-campo chegaram muitas vezes perto da área adversária, essencialmente na primeira parte. O francês foi até o grande responsável pelos dois golos da equipa. A nível defensivo, sempre muito coesos, com uma linha de cinco mais atrás, seguida dos quatro médios e com o alemão Werner mais à frente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mendy (8)
Christensen (6)
Thiago Silva (7)
Rudiger (7)
Azpilicueta (7)
Chilwell (7)
Kante (9)
Jorginho (7)
Havertz (8)
Timo Werner (7)
Mason Mount (8)
SUBS UTILIZADOS
Pulisic (7)
Reece James (-)
Ziyech (-)
Giroud (-)
ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF
Só a vitória interessava à equipa de Zidane, e por isso o treinador francês optou por uma defesa a quatro, mas com os dois laterais, Éder Militão e Mendy, sempre muito projetados no campo no momento ofensivo, fazendo descer um dos dois médios mais defensivos, Kroos ou Casemiro, para a primeira fase de construção da equipa.
Mais à frente apareceu o ex-bola de ouro Modric, no apoio a Benzema no centro de ataque do Real Madrid. Pela direita Vinicius, sempre muito vertical e mais pela esquerda Hazard, privilegiando o jogo mais interior, possibilitando a subida do lateral francês. Na segunda parte Militão parece ter-se juntado mais a Sérgio Ramos e a Nacho numa defesa a três, permitindo a Mendy que tivesse menos responsabilidades na defesa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Courtois (7)
Éder Militão (6)
Sérgio Ramos (6)
Nacho Fernandéz (5)
Mendy (5)
Casemiro (4)
Kroos (5)
Modric (4)
Vinicius Júnior (5)
Benzema (6)
Eden Hazard (4)
SUBS UTILIZADOS
Valverde (5)
Asensio (5)
Rodrygo (5)
Mariano (-)
A Carreira de Hulk Hogan | WWE


1.
Os anos dourados – A personificação do entretenimento desportivo: Hulk Hogan.
Durante a década de 1980, não houve maior atracção no mundo do wrestling do que Hulk Hogan. Foi ele que ajudou a definir a indústria como tendo base no entretenimento e não no aspecto desportivo.
O seu primeiro reinado como WWE Champion durou mais de quatro anos e foi integral para o sucesso da Wrestlemania.
Durante o seu primeiro período com a empresa, Hogan conquistou o Título da WWE cinco vezes, esteve no main-event da Wrestlemania em oito das primeiras nove edições do evento e venceu o Royal Rumble Match duas vezes. Foi também essencial no sucesso do SummerSlam, Survivor Series e Royal Rumble.
Em suma, é muito graças a Hulk Hogan que a WWE ainda existe.
A sua personagem era o mais típico babyface da época: um norte-americano que amava o seu país. As suas promos com Gene Okerlund, vazias de conteúdo, eram marcantes devido à intensidade com que berrava cada palavra.
Os 4 treinadores que mudaram o futebol


Para sempre ficarão marcados nas páginas do futebol mundial atletas como Pelé, Xavi, Iniesta, Ronaldo – qualquer um dos três – Messi, Pirlo, Zidane, Eusébio, entre muitos outros. Tantos outros.
Com maior ou menor influência nas performances dos atletas – estrelas mundiais ou não – há um nome atrás de cada um deles e que se preocupa bem mais com o desempenho coletivo. Os treinadores, que preparam, alinham e adaptam a sua equipa a cada partida, também ficam na história do jogo pelos seus feitos e singularidades.
Nesta lista reuni aquelas que considero terem sido as maiores e mais impactantes contribuições para o futebol no que à liderança das equipas diz respeito.
5 jogadores do SL Benfica que poderiam jogar nos dragões | FC Porto
Clássico dos clássicos, em Portugal, está de volta e promete movimentar as contas finais da classificação. O jogo entre o SL Benfica e o FC Porto pode definir o campeão da temporada 2020/21. Vejamos, em caso de derrota portista, os azuis e brancos ficam numa situação algo complicada, uma vez que vê o Sporting CP com uma mão no título e o segundo lugar em perigo, já que os encarnados ficam a apenas um ponto de distância. Ao contrário, caso os encarnados percam o jogo, ficam resignados ao terceiro lugar e os dragões continuam na perseguição ao líder. Por fim, o empate pode significar continua a ser perigoso para os portistas que ficam (ainda) mais longe do primeiro lugar.
Tanto os dragões como as águias têm os planteis mais valiosos da primeira liga, como tal, numa ação de fair-play, como redator da secção do FC Porto, irei revelar cinco jogadores do maior rival que poderiam dar cartas na equipa orientada por Sérgio Conceição e representar o clube ao mais alto nível.
Iremos então, da defesa para o ataque, a este top.
Mundial de Snooker 2021 | Capítulo 5: A Final – Mark Selby é campeão!


A CRÓNICA: UM É POUCO, DOIS É BOM E TRÊS NÃO CHEGAM PARA SELBY. AÍ VÃO QUATRO!
Mark Selby é o Campeão do Mundo de Snooker! O inglês de 37 anos somou o quarto título mundial da carreira, o quarto nos últimos… oito anos (Stuart Bingham, Mark Williams, Judd Trump e Ronnie O’Sullivan arrecadaram os restantes). A última década pertence-lhe e, com quatro Mundiais e outros 16 títulos de ranking, Mark “The Shark” Selby assume-se como o maior campeão da sua geração e o segundo jogador mais titulado do século XXI, no que a Campeonatos do Mundo respeita – Ronnie O´Sullivan venceu seis.
Por seu turno, Shaun Murphy soma a terceira final perdida (2009, 2015 e 2021) e assume-se como o terceiro jogador com mais finais desperdiçadas na Era Crucible: Jimmy White perdeu seis e John Higgins foi derrotado quatro vezes. Com uma vitória (2005) em quatro finais (25%), o “Magician” torna-se o campeão do Mundo com a pior percentagem de aproveitamento de finais do Crucible.
O resultado final fixou-se num 18-15. Curiosamente, a última final que Selby havia disputado (e vencido) tinha terminado com esse resultado (2017, vs John Higgins) e a última em que Murphy havia estado inserido – tendo perdido – havia tido o mesmo resultado (então, em 2015, o 18-15 sorriu a Stuart Bingham).
Hear from your champion, @markjesterselby.
He becomes the fifth player to win 𝙛𝙤𝙪𝙧 Crucible titles!#ilovesnooker @Betfred pic.twitter.com/HjXkkGe8Yv
— World Snooker Tour (@WeAreWST) May 3, 2021
Posto isto, Selby soma quatro finais conquistadas, tendo apenas perdido a primeira em que participou; Murphy, em sentido inverso, soma a terceira final perdida, tendo apenas vencido a sua primeira. Disputado em Sheffield, o troféu voltou a ficar em Inglaterra – o que acontece há três anos consecutivos e que sucedeu por nove vezes nos últimos dez Campeonatos do Mundo (apenas Mark Williams o levou para o País de Gales, em 2018).
No próximo ano (já há bilhetes à venda, diga-se de passagem), não poderemos ter um campeão que quebre a Maldição do Crucible, mas podemos ter campeão inédito. Será inglês esse próximo campeão do Mundo? Descobriremos; para já, a festa é de Mark Selby, da sua esposa Vikki Layton, da sua filha Sofia Selby e do seu treinador Chris Henry, que viu um dos seus outros pupilos sair derrotado desta final.
Ah, claro: e é também das 980 pessoas que esgotaram o Crucible Theatre para ver o “Jester from Leicester” erguer o troféu pela quarta vez. À sua frente, Selby já só vê O´Sullivan e Steve Davis (seis Mundiais cada) e Stephen Hendry (o escocês somou sete). Há quem goste, há quem não goste; mas Mark Selby tem o Mundo a seus pés. E com direito: conquistou-o!
Rio Ave FC x Sporting CP | Candidatos a vencer a partida
31ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: quarta-feira, 21h15 – 5 de maio de 2021
ANTEVISÃO: LEÕES DEFRONTAM RIO AVE FC, CADA VEZ MAIS PRÓXIMOS DA META
O Sporting Clube de Portugal procura aproximar-se do tão sonhado título. Em Vila do Conde, frente ao Rio Ave FC, os leões irão em busca da vitória, para consolidar a liderança da liga. Já os vila-condenses procuram ainda garantir a manutenção: a equipa de Miguel Cardoso ocupa o 15º lugar da tabela classificativa, com apenas 31 pontos.
O treinador leonino, Rúben Amorim, tem três baixas devido a lesão: Pedro Porro, Tabata e Tiago Tomás. Do lado dos vilacondenses, Miguel Cardoso tem todo o plantel disponível para defrontar os leões em Alvalade.
10 DADOS RÁPIDOS
- Sporting CP é líder invicto do campeonato;
- O Rio Ave FC vem de um empate a zero, frente ao Portimonense SC;
- Nos últimos cinco jogos frente ao Rio Ave, os leões venceram apenas uma vez;
- No histórico de confrontos, o Sporting venceu 37 vezes, o Rio Ave FC triunfou por nove e registaram-se 16 empates.
- Pedro Porro é o atleta do Sporting CP com mais participações esta temporada, contando com 29.
- Pedro Gonçalves é o melhor marcador do Sporting CP, com 17 golos.
- Pavel Kieszek é o atleta com mais jogos pelo Rio Ave FC (30).
- O Rio Ave FC é o segundo pior ataque do campeonato, com apenas 23 golos marcados.
- O Sporting CP é a melhor defesa da Liga, tendo sofrido apenas 15 golos.
- A formação de Alvalade bateu um novo recorde de invencibilidade na liga: 30 jogos sem perder.
JOGADORES A TER EM CONTA


Pedro Gonçalves – O melhor marcador do campeonato, com 17 golos, tem enorme importância no processo ofensivo do Sporting CP, somando ainda quatro assistências. “Pote” continuará a ser uma das principais armas no ataque dos leões frente ao Rio Ave FC.


Carlos Mané – O avançado formado no Sporting CP é o melhor marcador do Rio Ave FC, com cinco golos apontados e soma ainda duas assistências na Liga. Num dos piores ataques da Liga, será a principal arma dos vilacondenses para surpreender o líder do campeonato.
XI’S PROVÁVEIS
Rio Ave: Kieszek; Ivo Pinto, Borevkovic, Aderlan Santos, Pedro Amaral; Tarantini, Filipe Augusto; Francisco Geraldes, Carlos Mané, Fábio Coentrão e Gelson Dala.
Treinador: Miguel Cardoso
“Encaramos este jogo com grande responsabilidade e acreditamos de que isso nos exige estar no limite dentro do que é o processo de preparação do próprio jogo. Esta exigência máxima de sabermos perfeitamente o que vamos defrontar e o que temos de fazer para ter sucesso”.
Sporting CP: Adán; Gonçalo Inácio, Coates, Feddal; Porro, João Mário, Palhinha, Pote, Nuno Mendes; Nuno Santos, Paulinho.
Treinador: Rúben Amorim
“É um jogo muito difícil, pelo momento que as equipas atravessam. Já o foi com o CD Nacional e com qualquer um dos nossos adversários. O Rio Ave FC é uma equipa com valores acima da posição que ocupam”.
PREVISÃO DO RESULTADO: RIO AVE FC 0-1 SPORTING CP
Podcast Frente a Frente Bola na Rede #4 – Pep Guardiola vs. Jurgen Klopp


No podcast do Bola na Rede “Frente a Frente” desta semana comparamos dois treinadores: Pep Guardiola e Jurgen Klopp! Qual é que é o teu treinador preferido? Um programa a não perder com a moderação do Filipe Torres e as opiniões do Afonso Santos e César Mayrinck. 🎙️
Se queres no que deu, então ouve o novo Podcast BnR.
Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.
6 Clássicos inesquecíveis das últimas dez temporadas
Os clássicos entre FC Porto e SL Benfica sempre tiveram um lugar de destaque no panorama futebolístico nacional. Nos anos recentes, a bipolarização dos dois rivais tornou-se ainda mais evidente e, hoje em dia, os encontros entre os dois emblemas têm uma rivalidade desportiva, cultural e até política. O jogo desta quinta-feira é, mais uma vez, muito importante para as contas das duas equipas, sendo que a odd na Betano para triunfo das águias é de 2.30 e a dos dragões é de 2.87.
Na última década, ou seja, desde 10/11, o FC Porto tem sido superior ao rival de Lisboa em termos de vitórias (dez vitórias em 21 jogos da Liga Portuguesa, contra quatro do SL Benfica), sendo que a última vitória dos encarnados remonta a Março de 2019.
Nos últimos dez clássicos entre os dois para o campeonato, só por uma vez não foi marcado qualquer golo, num jogo no Dragão em Dezembro de 2017, e existiram quatro empates, quatro vitórias portistas e duas vitórias benfiquistas, ambas na temporada de 18/19.
Tendo em conta toda esta rivalidade, os jogos interessantes são mais do que muitos e foi difícil escolher seis.
Concordas com a nossa escolha?
Manchester City FC 2-0 Paris Saint-Germain FC: “Citizens” carimbam bilhete inédito para a final da Liga dos Campeões
A CRÓNICA: A RESILIÊNCIA DE UM COLETIVO INULTRAPASSÁVEL
O Paris Saint-Germain FC deslocava-se até ao Etihad Stadium com a esperança de eliminar o Manchester City FC e regressar à final da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo, mas acabou por esbarrar na estratégia implementada por Pep Guardiola. Num duelo com as emoções à flor da pele, os Citizens venceram por 2-0, completaram o agregado de 4-1 e apuraram-se de forma histórica para a final de Istambul.
Num relvado repleto de granizo, os primeiros minutos acabaram por ser de alguma adaptação, embora com a ideia clara de que os franceses teriam de correr riscos nas aproximações à baliza contrária. Os comandados de Pochettino entraram mais possantes, a tentar criar mais perigo, mas foram traídos logo ao minuto 11. Numa jogada que até nasceu dos pés de Ederson, De Bruyne viu o seu remate esbarrar num adversário e a bola acabou por sobrar para Mahrez, que inaugurou o marcador. A correr atrás do prejuízo, o PSG chegou a estar perto do golo por três ocasiões, nomeadamente numa bola de Marquinhos enviada à barra, mas acabou por perder algum gás à medida que se aproximava o intervalo – de tal modo que até foram os homens de Manchester a ameaçar com as investidas de Mahrez e Bernardo Silva.
No regresso dos balneários, o relvado cinzento deu lugar ao habitual tapete verde, mas nem por isso os parisienses conseguiram inverter a eliminatória. Foden quase ampliou a vantagem, Neymar respondeu logo de seguida, mas o momento-chave do encontro ficaria reservado para o minuto 63. Instantes depois das substituições de Pochettino, o conjunto da casa criou uma bela jogada de contra-ataque e Mahrez apareceu à vontade ao segundo poste para fechar a eliminatória.
O cenário para o PSG não era o ideal e pior ficou com o vermelho direto mostrado a Dí Maria, ao pisar Fernandinho após troca de palavras. A partir da expulsão, pouco futebol se jogou e a instabilidade emocional dos parisienses passou a ser nota dominante do que restou do encontro. Em superioridade numérica, o Manchester City podia ainda ter alargado a vantagem para três golos, nomeadamente com um remate de Mahrez e duas tentativas de Foden.
Certo é que o resultado não sofreu mais alterações e os Citizens acabaram por assegurar a presença na final da Liga dos Campeões, fruto de um invejável percurso na competição esta época. Algo alcançado de forma inédita para o clube de Manchester, embora não o seja para Pep Guardiola, que já conquistou duas “orelhudas” e procura agora repetir a dose.
A FIGURA
📸 Mahrez nets again to put Manchester City 4-1 up on aggregate ⚽️#UCL pic.twitter.com/SolMXSJerW
— UEFA Champions League (@ChampionsLeague) May 4, 2021
Riyad Mahrez – Apesar da excelente exibição de Rúben Dias, a figura, no sentido literal da palavra, tem de ir para Riyad Mahrez. Não só do jogo, como da eliminatória, dado que também tinha apontado o tento da reviravolta em Paris. O primeiro golo do encontro não poderia ter aparecido em melhor altura e, se é verdade que nesse lance o argelino estava no sítio certo à hora certa, o mesmo se sucedeu na segunda grande oportunidade do avançado de 30 anos junto da baliza de Navas. Além disso, o hat-trick esteve ainda perto de ser uma realidade…
O FORA DE JOGO
⏱️ 63′
Double changement parisien 🔄
Moise Kean ↔️ @MauroIcardi
Julian Draxler ↔️ @AnderHerrera #UCL | #MCIPSG pic.twitter.com/YuUyZRX0Nk— Paris Saint-Germain (@PSG_inside) May 4, 2021
Mauro Icardi – O argentino passou claramente ao lado do jogo e não foi de estranhar a substituição por Moise Kean à passagem da hora de jogo, algo que provavelmente poderia ter sido reajustado logo ao intervalo. Mauro Icardi praticamente não tocou na bola durante o período em que esteve em campo, quer pelas movimentações que nem sempre foram as melhores, quer pelas poucas vezes em que foi exigida a sua presença na hora de desequilibrar a defesa adversária. Em suma, não esteve à altura de substituir Kylian Mbappé, jogador que poderia ter sido preponderante nos períodos em que os visitantes estiveram por cima.
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Pep Guardiola optou por fazer duas alterações em relação ao “onze” que jogou no Parc des Princes: Oleksandr Zinchenko conquistou a titularidade ao ocupar a posição do português João Cancelo na lateral esquerda, enquanto que, no meio campo, foi Fernandinho quem rendeu Rodri Hernández.
A equipa de Manchester apresentou-se em 4-3-3 – com um trio da frente móvel constituído por Mahrez, Foden e De Bruyne – sem uma referência de ponta de lança, algo que foi visível em muitas das transições sem a presença de qualquer jogador na área. Com um futebol menos possante que o habitual numa fase inicial, o conjunto inglês entrou com as linhas muito recuadas e apostou mais na saída para o contra-ataque, sempre de forma criteriosa.
Defensivamente, as bases não mexeram e os períodos de instabilidade acabaram por ser mais curtos do que aquilo que os parisienses pretenderiam. A equipa de Guardiola limou algumas arestas nas transições no segundo tempo ao subir as linhas, ao que se juntou a preponderância das ações de Rúben Dias no eixo central, ele que acabou por travar praticamente todas as tentativas de perigo do adversário. As substituições só surgiram nos últimos dez minutos e isso mostrou muito da forma equilibrada como a equipa se apresentou globalmente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ederson Moraes (5)
Kyle Walker (7)
John Stones (7)
Rúben Dias (8)
Oleksandr Zinchenko (6)
Fernandinho (5)
Íkay Gündogan (7)
Bernardo Silva (6)
Riyad Mahrez (8)
Kevin De Bruyne (7)
Phil Foden (7)
SUBS UTILIZADOS
Gabriel Jesus (-)
Raheem Sterling (-)
Sergio Agüero (-)
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC
Já Mauricio Pochettino alterou três peças em relação à equipa inicial que tinha apresentado no duelo da primeira mão: Abdou Diallo passou a ocupar a vaga deixada por Mitchel Bakker no corredor esquerdo, Ander Herrera rendeu o castigado Idrissa Gueye (fruto da expulsão) e Mauro Icardi entrou para a frente de ataque, substituindo Kylian Mbappé, que começou a partir do banco devido a uma lesão que o tinha tirado do último jogo do campeonato.
Alinhados em 4-2-3-1, os parisienses até entraram mais fortes, nomeadamente com as linhas mais altas e pressionantes, mas acabaram traídos pelo golo dos Citizens na primeira jogada de perigo criada a partir de trás. Mesmo ao longo do primeiro tempo foram notórias algumas descoordenações na frente de ataque, que impossibilitaram remates enquadrados com a baliza de Ederson. As incursões de Verrati e as movimentações dos alas, apesar de razoavelmente bem-sucedidas, nem sempre deram a profundidade desejada pela equipa
O técnico argentino decidiu promover alterações na sua equipa a partir do minuto 60’, mas tais ajustes nem puderam ser apreciados como seria pretendido, dado que, logo a seguir, o segundo golo sofrido aniquilou toda e qualquer estratégia dos franceses para o que restava do encontro. Defensivamente, as debilidades vieram ao de cima nos desequilíbrios criados pelos Citizens, nomeadamente no segundo tempo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Keylor Navas (6)
Abdou Diallo (5)
Presnel Kimpembe (6)
Marquinhos (7)
Alessandro Florenzi (5)
Leandro Paredes (6)
Ander Herrera (6)
Marco Verratti (7)
Neymar (6)
Ángel Di María (4)
Mauro Icardi (4)
SUBS UTILIZADOS
Moise Kean (6)
Julian Draxler (5)
Danilo Pereira (6)
Colin Dagba (5)
Mitchel Bakker (-)















