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E tudo tem um fim! | FC Porto

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Ontem, o FC Porto foi a Lisboa enfrentar o SL Benfica num clássico que, ao contrário de outros anos, não decidia a luta pelo título, mas sim a luta pela Champions. Melhor dizendo, também decidiu indiretamente a conquista do campeonato, pois o Sporting CP ficou com um pé e meio no caneco mais desejado por todos os clubes em território nacional.

Porém, estava envolvido muito milhão em jogo, pois o 2.º lugar dispensa a disputa de uma pré-eliminatória para obter o acesso à fase de grupos da prova milionária, uma vez que remete diretamente a formação que ocupar a posição, de vice-líder, para essa categoria da competição europeia.

No final dos 90 minutos, tudo acabou como começou, ou seja, empatado, pelo que cada equipa conquistou apenas um ponto, mantendo a distância pontual que os separa, isto é, de quatro pontos. É verdade que, anteriormente, já assistimos a recuperações verdadeiramente mirabolantes, mas a faltar apenas três partidas para o término do campeonato, os dragões saíram do Estádio da Luz com a sensação de “terem ganho a Champions”, parafraseando Sérgio Oliveira.

Costuma-se dizer que contra factos não há argumentos e aqui adapta-se para o sentido de “contra calendários não há argumentos”, pois o FC Porto tem um fim de campeonato bastante mais acessível do que o seu rival, que ainda vai receber o Sporting CP, futuro campeão, e terminará a ir a Guimarães, um terreno tradicionalmente difícil.

Por seu turno, os azuis e brancos vão defrontar os aflitos SC Farense, Rio Ave FC e enfrentará, na jornada 34.º, a B-SAD. Neste sentido, parece óbvio que, na teoria, o FC Porto tem tudo para alcançar o objetivo mínimo que é o 2.º lugar e consequente qualificação direta para a Liga dos Campeões.

fc porto
A última vez que os dragões enfrentaram o playoff de qualificação para a Champions foram eliminados frente ao Krasnodar.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Este desafio também trouxe mais uma confirmação, que é a excelente temporada de Uribe que, para além de ter marcado o tento do empate, protagonizou uma exibição bastante sólida, sendo, sem qualquer tipo de dúvidas, o pêndulo do meio-campo da formação de Sérgio Conceição.

Também Pepe mostrou que os seus 38 anos mais parecem 28, pois é o verdadeiro líder do quarteto defensivo. Quarteto defensivo esse que mostrou, mais uma vez, as debilidades que expressa nas laterais, pois Manafá e Zaidu foram dos piores elementos em campo. Aliás, o SL Benfica não foi inerente a esse aspeto, pois das poucas oportunidades que produziu, a maioria foi pela exploração do espaço exterior.

Assim, a três partidas do fim, o campeonato parece ter o seu destino traçado e, agora, basta dignificar e honrar a camisola nos jogos que faltam e começar a preparar a próxima época, onde ainda reside uma grande dúvida, a continuidade de Sérgio Conceição. Neste momento, em que o FC Porto parece ter a temporada completamente feita, será a hora de saber se renova ou não.

Leixões SC 2-0 FC Porto B: Portistas afogados pela maré leixonense

A CRÓNICA: EFICÁCIA LEIXONENSE «ENGOLE» FC PORTO B NA LUTA PELA MANUTENÇÃO

O FC Porto B foi ao terreno do Leixões SC e saiu afogado pela maré do primeiro tempo, comprometendo de forma crucial as contas da manutenção, com uma derrota por 2-0 em Matosinhos.

A urgir de «braçadas» fortes na luta pela permanência da Segunda Liga, os azuis entraram na partida pensativos, pacientes, ofensivos, porém, muito previsíveis. A equipa comandada por António Folha revelou poucos recursos para desequilibrar as linhas (sempre) bem alinhadas da turma da casa e rapidamente sofreu as consequências.

Dito isto, apesar do ímpeto inicial dos dragões e das primeiras oportunidades criadas por Rodrigo Conceição a partir da asa direita do terreno, foi o Leixões a abrir o marcador através de um cruzamento perfeito de André, que culminou numa receção sublime de Kiki, e num golo de belo efeito.

A resposta dos forasteiros foi apática e sem qualquer sinal de perigo, ao passo que, esta apatia foi novamente aproveitada por parte do Leixões SC. Ao minuto 34, Nenê teve tempo para tudo e atirou uma autêntica bala para a baliza de Ricardo Silva. Ampliado o marcador, o técnico dos portistas mexeu e colocou a lenha toda no assador: Igor Cássio e Gonçalo Borges entraram para o lugar de N’Diaye e Rodrigo Pinheiro ainda antes do intervalo, e a resposta foi afirmativa, com a equipa B dos dragões a revelar-se mais vertiginosa e mais pressionante na primeira fase de construção do oponente.

À saída dos balneários, o Leixões – confiante com o desenrolar dos acontecimentos – entrou melhor, contudo, os primeiros sustos partiram do FC Porto B. Primeiro, a partir da cabeça de Namaso, que tirou tinta aos ferros da baliza guardada por Tiago Silva, e depois, através de Gonçalo Borges, num grande remate fora de área, que resultou numa defesa ainda melhor do guardião do Leixões SC. Esta exibição de Tiago Silva manteve-se perfeita, e apesar das aparições intermitentes dos homens do ataque portista, o guarda-redes do Leixões SC susteve o resultado, e não deu oportunidade para os azuis «sonharem» com o empate.

Com esta derrota, os jovens “dragões” continuam a respirar (muito) mal na Segunda Liga, posicionando-se na penúltima posição do campeonato.

 

A FIGURA

Preparação de José Mota – Consciente da necessidade pontos dos dragões, José Mota não teve receio de oferecer a iniciativa ao adversário para posteriormente explorar o contra ataque. O técnico luso foi sagaz e conseguiu, desta forma, explorar da melhor maneira as debilidades dos dragões.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Desorganização portista – Apesar de a linha defensiva estar (quase) sempre segura, com Carraça, João Marcelo e Sarr a comporem a linha a três dos dragões, a turma de António Folha não teve a reação à perda desejada e sofreu com isso, invariavelmente. O meio campo – muito desorganizado e anárquico – foi constantemente apanhado desprevenido e acabou por sentenciar a derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A equipa orientada por José Mota alinhou num 4-3-3, que variava para um 4-4-2, aquando da organização defensiva. Ofensivamente, a turma da casa procurou oferecer a iniciativa aos dragões, para posteriormente explorar a transição ofensiva, que por inúmeras vezes deixou a equipa forasteira em ‘apuros’. Durante todo jogo a toada foi a mesma, com os leixonenses a explorarem de forma perfeita o erro e o vazio no meio campo portista. Em principal evidência no momento da transição esteve Kiki, que provocou “n” dores de cabeça a Carraça e Rodrigo Conceição.

11 INICIAL E  PONTUAÇÕES

Tiago Silva (9)

Edu Machado (6)

Pedro Pinto (6)

Brendon (6)

Seck (6)

Bruno Monteiro (6)

Rodrigo (6)

Cristophe (5)

Kiki (8)

Nenê (7)

André (7)

SUBS UTILIZADOS

Avto (6)

Jefferson Encada (5)

Belkeir (-)

Morim (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A equipa comandada por António Folha alinhou no «clássico» 3-5-2 desde que o técnico assumiu o comando da equipa. Com muitas fragilidades defensivas, os dragões revelaram-se muito pouco ativos na reação à perda, e permitiram muitos contra ataques à equipa de Matosinhos, que não facilitou nas poucas oportunidades à “mercê”. Do ponto de vista ofensivo, a equipa dos dragões explorou os corredores, com vista a criar o desequilíbrio no 1vs1, sendo que, com a entrada de Borges, tal nuance acentuou-se.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (5)

Malang Sarr (6)

João Marcelo (6)

Carraça (5)

Rodrigo Pinheiro (5)

Rodrigo Conceição (5)

Mor N’Diaye (4)

Bernardo Folha (6)

Namaso (5)

Rafael Pereira (5)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (7)

Igor Cássio (5)

Johan Gómez (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Boa tarde, mister. Foi consciente da urgência de pontos do FC Porto B que ofereceu a iniciativa ao adversário para posteriormente explorar as transições?

José Mota: O futebol é um jogo de movimentos e nós precisamos de distinguir os momentos, a qualidade e as características dos jogadores que temos. A minha ideia tem que saber os jogadores que disponho. Eu tenho que potencializar aquilo que eu tenho, e isto é o mais importante.

 

FC Porto B

BnR: Boa tarde, mister, gostaria de lhe perguntar sobre a substituição de Mor N’Diaye ainda antes do intervalo. A equipa já vinha sofrendo alguns contra ataques, e acaba por tirar o «tampão» do meio campo, gostaria de perceber qual o objetivo com a troca.

António Folha: A equipa naquele momento precisava de marcar golo. Estávamos a perder por 2-0, e nós jogávamos numa linha de três e o Mor era mais um naquele meio e de características, como disse e muito bem, mais defensivas e eu ali, a perder por 2-0 coloquei mais um homem para marcar golos, porque era o que nos interessava.

FC Paços de Ferreira 1-1 CS Marítimo: Empate deixa contas em aberto para os dois emblemas

A CRÓNICA: CASTORES DOMINARAM O ENCONTRO, MAS OS MADEIRENSES DESCOBRIRAM A ESTRELINHA

A 32.ª jornada começava na Capital do Móvel com um FC Paços de Ferreira x CS Marítimo, um jogo que procurava definir as contas finais do campeonato e de extrema importância para o emblema madeirense que se mantinha bem perto da zona de descida para a Segunda Liga.

Os castores, depois de garantirem a entrada nas competições europeias em 2021/2022 no sofá, uma vez que o CD Santa Clara saiu derrotado da jornada 31, entrava em campo com uma missão quase cumprida, mas procurava ainda reservar o quinto lugar e em caso de vitória conseguiria garantir tal feito.

O FC Paços de Ferreira entrou com mais pressão no ataque e a primeira oportunidade surge aos cinco minutos, após insistência na área do CS Marítimo. Luiz Carlos atirou de cabeça para a baliza de Amir, mas o iraniano conseguiu desviar. Novo aviso dos castores surgiria minutos depois e foi Marcelo, de cabeça, que enviara ao poste direito e a defesa do CS Marítimo acabou por tirar para canto. Porém, ma marcação do pontapé de canto, a defesa madeirense não conseguiu socorrer-se e Luiz Carlos, o homem que ameaçara em primeiro lugar a baliza de Amir, foi mesmo quem marcou, novamente de cabeça. Após o desvio de cabeça de Hélder Ferreira, Luiz Carlos, no segundo poste, só teve de empurrar a bola e conseguir assim dar vantagem ao emblema amarelo.

Ainda sem qualquer resposta do CS Marítimo, o FC Paços de Ferreira ia tentando chegar ao 2-0. Após cobrança de falta de forma curta, João Amaral avança com a bola e ainda fora da grande área envia uma bomba para a baliza, mas Amir, com uma grande defesa, consegue sacudir. Nova investida do FC Paços de Ferreira e desta vez o protagonista foi Hélder Ferreira, mas destaque para o corte de Léo Andrade praticamente em cima da linha. Num primeiro momento foi João Amaral quem tentou fazer o golo, mas Amir conseguiu novamente afastar, mas Hélder quase que ia fazendo golo sem hipótese para o guardião, não fosse o defesa maritimista. O FC Paços de Ferreira estava claramente por cima do jogo e um segundo golo fazia-se sentir na Capital do Móvel.

Contudo, como o futebol não é uma ciência exata, estar mal no jogo não significa que não exista um golo. Claudio Winck, lateral direito, em posições mais ofensivas, tira um cruzamento de regra e esquadro para a cabeça de Joel Tagueu, que aparece sozinho e envia a bola para o segundo poste. O esférico embate nesse mesmo poste e também no outro, acabando por entrar, ainda que Jordi tentasse segurar a bola. Um golo que gelou a equipa do FC Paços e estragaria a palestra a Pepa, mas que certamente que daria um boost motivacional ao CS Marítimo. Sem mais oportunidades para ambas as equipas, o jogo seguiria para intervalo.

A segunda metade iniciaria com uma substituição na dupla ofensiva por parte do CS Marítimo, o avançado Rafik Guitante sairia para dar lugar a Rúben Macedo. A segunda metade começa com uma jogada perigosa do FC Paços de Ferreira em que Rebocho cruza para a área e após uma série de ressaltos João Amaral remata, mas um novo desvio envia a “redondinha” para canto.

Ao minuto 61 Jorge Correa teve nos pés a oportunidade para fazer o 1-2, após uma investida pelo lado direito por Rúben Macedo, Correa aparece no segundo poste bem perto da baliza, mas de primeira não consegue finalizar. Fica a chamada de atenção para a equipa da casa.

Ao minuto 72, grande perigo para a baliza de Amir. Bruno Costa progrediu com a bola até ao último terço do terreno, levantou a cabeça, jogou para o lado direito em Zé Uilton que fez cair o defesa adversário e rematou cruzado para bem perto do poste, mas a bola saiu pela linha final. Matchoi Djaló, que havia entrado para fazer parelha com Douglas Tanque, minutos depois ameaçou de bem longe por duas vezes, sendo que a primeira saiu ao lado, mas na segunda Amir teve de intervir.

Até ao fim do encontro, o FC Paços de Ferreira foi quem esteve mais perto de chegar ao golo, ainda que não tenha acontecido. Muita batalha no meio campo nos últimos dez minutos e as duas equipas muito fechadas culminaram no 1-1, resultado que ainda não garante o quinto lugar ao FC Paços de Ferreira, mas que pode ser importantíssimo para o CS Marítimo.

A FIGURA

Luiz Carlos Foi ele quem marcou o golo, mas engane-se quem pensa que foi a única ação que fez no jogo. Foi interventivo no ataque, pois minutos antes esteve quase para marcar e em momentos defensivos soube fechar os espaços ao CS Marítimo. O médio experiente de 35 anos teve uma grande influência na partida, tocando 42 vezes na bola e acertando 29 dos 32 passes que fez.

 

O FORA DE JOGO

Rafik Guitane – Substituído ao intervalo, Guitane esteve desaparecido em campo. Enquanto que o CS Marítimo fazia proveito das ações de Correa, Tagueu e, por vezes, Edgar Costa, Guitane não conseguiu entrosar no jogo e Julio Velázquez fez lançar Rúben Macedo, passando assim o emblema madeirense a jogar com apenas um homem na frente.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O FC Paços entra no terreno com o seu esquema tático habitual, mas com algumas alterações aquilo que costuma ser o onze inicial habitual. Jordi mantém-se como dono da baliza pacense e à sua frente jogam Marcelo e Marco Baixinho, este último que soma o seu segundo jogo consecutivo como titular. Nas laterais, Fernando Fonseca volta ao lado direito depois de falhar o jogo com o SC Braga e Rebocho é o homem do flanco esquerdo. Na linha de meio campo, os três homens do costume, com Eustáquio a recuar um pouco mais para tratar da construção de jogo mais recuada e Luiz Carlos e Bruno Costa ficam a seu lado. Na frente, João Amaral está encarregue pelo lado esquerdo do ataque e Hélder Ferreira do lado direito. No centro, destaque para João Pedro que conquistara a titularidade após uma série de boas exibições.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (6)

Fernando Fonseca (6)

Marcelo (7)

Marco Baixinho (6)

Pedro Rebocho (6)

Luiz Carlos (8)

Stephen Eustáquio (7)

Bruno Costa (7)

Hélder Ferreira (6)

João Pedro (6)

João Amaral (6)

SUBS UTILIZADOS

Douglas Tanque (7)

Zé Uilton (7)

Luther Singh (6)

Matchai Djaló (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

O CS Marítimo vem a jogo num sistema de 4-4-2 com Amir como guardião, Claudio Winck no lado direito da defesa, Zainadine Junior e Léo Andrade no centro e Fábio China do lado esquerdo. No centro do terreno, do lado direito, estava Edgar Costa, o capitão da equipa, no meio Bambock e Pedro Pelágio e no lado esquerdo Jorge Correa. Na frente de ataque, Joel Tagueu e Rafik Guitane estavam encarregues pelas investidas ofensivas à baliza pacense. Uma opção arrojada de Julio Velasquez para o jogo, uma vez que o CS Marítimo não tem hábito de entrar em campo em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (7)

Cláudio Winck (7)

Zainadine Júnior (7)

Léo Andrade (6)

Fábio China (6)

Edgar Costa (6)

Franck-Yves Bambock (6)

Pedro Pelágio (6)

Jorge Correa (7)

Joel Tagueu (7)

Guitane (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Macedo (7)

Tim Soderstrom (6)

Milson (6)

Alipour (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Paços de Ferreira

BnR: O Paços sofre golo num momento que estava por cima do jogo e bem perto do intervalo. Que influência é que isso teve no psicológico da equipa para encarar a segunda parte?

Pêpa: É sempre duro. Estávamos por cima, com muita qualidade e muitas oportunidades e depois nos últimos cinco minutos [da primeira parte] há um “soco tremendo”. Na segunda parte voltamos a entrar bem, mas depois sentimos, uma equipa que tem as linhas mais baixas de forma propositada fica com mais espaço depois para atacar a profundidade e isso cria sempre algum desconforto a uma equipa que está a tomar conta do jogo e à procura do segundo golo. Nos equilíbrios temos de ser muito mais fortes, portanto, quando estamos por cima, voltar a recuperar bola e não permitir transições. Permitimos uma ou outra [falha] e alguns erros de passe, que é normal, porque estamos com muita bola. Parece que perdemos o jogo e isso é sinal que tivemos mais oportunidades. As duas equipas queriam ganhar, cada uma da sua forma e esta sensação de frustração é sinal que fizemos muito para ganhar o jogo. Não conseguimos, parabéns ao CS Marítimo pelo ponto que conquistou e nós temos de continuar nesta senda de qualidade de jogo e procurar sempre a vitória seja contra quem for.

CS Marítimo

BnR: O CS Marítimo na segunda parte aparece mais vivo. Que tipo de discurso teve com a equipa?

Julio Velázquez: Não foi o discurso. Na primeira parte, sobretudo, não estávamos bem nos corredores. Encontramos uma equipa que interpreta muito bem as situações de pressão. Nós precisávamos de igualar o jogo, depois de igualar tentar ficar por cima. Melhoramos sem dúvida e soubemos interpretar melhor os espaços. Era difícil progredir e encontrar espaços com o Bruno [Costa], Eustáquio e o Luiz Carlos, estiveram muito bem e sabiam controlar os espaços nas costas. Tivemos de fazer as escolhas certar para evoluir e tentar através de dentro evoluir por fora. Não é nada fácil, pois hoje competir como competimos e não é nada fácil empatar o jogo com um golo tão cedo. Acho que tivemos condições como eles, de podermos variar o jogo em qualquer lance, mas sinceramente pelo que aconteceu em todos os aspetos o resultado é justo.

GP Espanha: Hamilton 2-1 Verstappen em duelo de titãs na Catalunha

A CORRIDA: ESTRATÉGIA DA MERCEDES DEIXA HAMILTON A DUAS VITÓRIAS DO (BI)CENTENÁRIO

Após Lewis Hamilton (Mercedes) conquistar a 100ª “pole position” da sua ilustre carreira no sábado, a corrida antevia-se mais uma vez competitiva entre o britânico e o Red Bull de Max Verstappen, o duo em voga no início de 2021. Todos os pilotos excepto Kimi Räikkönen (Alfa Romeo, nos médios C2) começaram a corrida nos pneus mais macios disponíveis (C3), depois de a Pirelli decidir trazer os compostos mais duros para Barcelona, traçado notoriamente agressivo para com os pneus.

Boa partida para os dois Red Bull, com Verstappen a assumir a liderança por troca com Hamilton após uma ultrapassagem robusta nas primeiras duas curvas, e Sergio Pérez a ganhar duas posições de oitavo na grelha. Charles Leclerc (Ferrari) troca também posições com Valtteri Bottas (Mercedes) para subir a terceiro, após boa ultrapassagem por fora na longa curva três.

Fonte: Formula 1

A corrida ia estabilizando quando Yuki Tsunoda (AlphaTauri) pára na parte de fora da curva dez, aparentemente com problemas de motor, e traz para pista o Safety Car à passagem da oitava volta. Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) entra nas boxes para trocar para pneus médios mas perde mais de 40 segundos quando os mecânicos detectam um furo no pneu esquerdo dianteiro. Os dois Williams vêm também à boxe para pneus médios e a corrida recomeça na volta dez com Verstappen ainda na frente, seguido por Hamilton, Leclerc, Bottas e Daniel Ricciardo (McLaren). Pierre Gasly (AlphaTauri), para trás no pelotão, recebe nesta altura uma penalização de cinco segundos por se posicionar incorrectamente na grelha de partida.

Os veteranos Fernando Alonso (Alpine), a correr “em casa”, e Sebastian Vettel (Aston Martin) iam lutando pelo 11.º lugar, enquanto os pilotos da frente controlavam o ritmo de corrida por forma a aproveitar o período de conservação proporcionado pelo Safety Car e tentar uma estratégia de apenas uma paragem. O primeiro a parar em condições de bandeira verde é Gasly, à volta 19, servindo a sua penalização e trocando também ele para pneus médios. Ao francês seguiram-se Alonso e Vettel, com o alemão da Aston Martin a sair temporariamente em desvantagem nesta batalha em particular.

Os pilotos da frente começam a parar para pneus médios à volta 24, com o líder Verstappen a antecipar-se a Hamilton na corrida às boxes logo na volta seguinte. Após uma paragem dois segundos mais lenta que o ideal, Verstappen reemerge atrás do colega de equipa Pérez, que imediatamente deixa passar o holandês, enquanto Hamilton permanece em pista nos desgastados pneus macios. A surpresa nesta altura ia sendo o britânico George Russell (Williams), que se ia defendendo dos ataques de Pérez pelo sétimo lugar, ainda que em virtude de não ter parado, até então, para pneus novos.

Hamilton troca finalmente de pneus no início da volta 29, com Verstappen a assumir a liderança mas agora em pneus quatro voltas mais velhos que os do heptacampeão, o que poderia vir a ser uma jogada estratégica importante da Mercedes para a parte final da corrida. Bottas dava o “golpe” em Leclerc, parando antes do monegasco e forçando o ritmo na volta seguinte para subir a terceiro.

À entrada do último terço da corrida (programada para um total de 66 voltas), Hamilton ia mantendo pressão forte em Verstappen e os pilotos em estratégias de duas paragens, como os dois Aston Martin de Vettel e Lance Stroll, iam descendo às boxes. Jogada crítica ao início da volta 43, com Hamilton, também ele, a dirigir-se às boxes para nova paragem para outro conjunto de pneus médios. A Red Bull não responde, mantendo Verstappen em pista apesar dos pneus mais desgastados, e Hamilton começa a “caçada” – com a desvantagem cifrada nos 22 segundos, era necessário tirar um segundo por volta para chegar perto de Verstappen.

Ultrapassagem fantástica de Pérez sobre Ricciardo por fora na primeira curva, fazendo o mexicano subir a quinto e o australiano dirigir-se às boxes no fim da mesma volta para troca de pneus, tal como Carlos Sainz (Ferrari) atrás de si. Hamilton ia “voando” em pista durante voltas consecutivas e, a 15 voltas do fim, a diferença era agora de apenas 12 segundos. O terceiro classificado do campeonato, Lando Norris (McLaren), ia tentando defender-se do antigo colega de equipa Sainz mas sem sucesso, com o também piloto “da casa” a subir a oitavo para montar um ataque ao outro McLaren de Ricciardo e aos dois Alpine de Alonso e Esteban Ocon logo de seguida.

Hamilton faz a ultrapassagem sobre Bottas na volta 52 e o finlandês vem às boxes duas voltas a seguir para pneus novos, perdendo mais uma posição para Leclerc, que ia fazendo uma boa e tranquila corrida no terceiro posto. A nível táctico, a excepção de duas paragens transformava-se na regra, com apenas Verstappen e um punhado de outros pilotos a manterem-se na estratégia de paragem única à entrada das últimas seis voltas.

Início da volta 60 e o retrovisor de Max Verstappen pintado de negro, com Hamilton a usar o DRS para passar confortavelmente o holandês e assumir a dianteira da corrida, provando que a estratégia de duas paragens, e o ritmo do Mercedes, eram mesmo as melhores armas para combater o atrito e a ondulação lateral do asfalto catalão. Verstappen faz uma paragem “grátis” nas boxes logo de seguida, para ir em busca da salvação dada pelo ponto extra para a volta mais rápida, que consegue à primeira oportunidade.

Bandeira de xadrez para Hamilton, de novo à frente de Verstappen e Bottas – o trio cimentando o recorde para a combinação de pódio mais comum na história da Fórmula 1, conseguido na corrida anterior em Portimão. Boas corridas, em particular, para Leclerc (quarto), Ocon (nono lugar, oito posições à frente do veterano colega de equipa Alonso) e Mick Schumacher (18.º, mais uma vez à frente do segundo Haas de Nikita Mazepin). A 98.ª vitória de Hamilton, e sexta na Catalunha, deixa o britânico na liderança isolada do campeonato de pilotos, 14 pontos à frente de Verstappen, e a Mercedes também líder dos construtores com 141 pontos, contra 112 da Red Bull.

Começa a desenhar-se, assim, uma corrida “a dois” em ambos os campeonatos, mas com mais 19 corridas agendadas para aquela que será, à partida, a mais longa temporada da história da Fórmula 1, ainda tudo pode acontecer. O próximo duelo terá lugar no mítico circuito do Mónaco, no fim-de-semana de 22 e 23 de Maio.

Foto de Capa: Formula 1

O reaparecimento de Pizzi

Os últimos jogos do SL Benfica têm mostrado a melhor forma de Pizzi, um jogador que não tem sido uma primeira escolha de Jorge Jesus esta época, mas que ultimamente tem mostrado bons sinais dentro das quatro linhas.

Quando chegou à Luz, Jorge Jesus fez questão de salientar que Pizzi não seria uma opção para o meio do terreno e que as suas qualidades sobressaem mais na ala direita – lugar que ocupou em outras épocas nos encarnados. Ora, o que tem acontecido nas últimas partidas tem sido exatamente o oposto: Pizzi tem atuado no miolo ao lado de Weigl, fruto da lesão de Adel Taarabt.

A lesão do marroquino abriu portas ao internacional português para voltar a ser titular e tem merecido todos os elogios do técnico e da imprensa. No último jogo fora de casa, frente ao CD Tondela, Pizzi foi um dos elementos em destaque depois de ter marcado um golo, feito uma assistência e realizado quatro passes para finalização, acabando com uma eficácia de passes superior a 85%.

Pizzi volta a ganhar destaque no miolo encarnado
Pizzi volta a ganhar destaque no miolo encarnado
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

No mais recente jogo do SL Benfica, frente ao FC Porto, que terminou com um empate a uma bola, Pizzi voltou a ser titular ao lado de Julian Weigl. O internacional português jogou os 94 minutos da partida, mas não esteve ao nível que tinha apresentado nos dois jogos anteriores, apesar de ter tido uma eficácia de passe superior a 81% e de ter visto um golo anulado já em período de compensação por fora de jogo de Darwin Núñez.

Pizzi chegou ao SL Benfica em 2013 proveniente do Atlético de Madrid por 14 milhões de euros, mas esteve a primeira temporada emprestado ao RCD Espanyol de Barcelona onde fez 34 jogos e marcou quatro golos. No verão de 2014 regressou ao plantel encarnado, onde se fixou como uma das principais figuras até aos dias de hoje.

 

Nuno Dias | O maior treinador da história do Sporting CP

Em toda a história centenária do Sporting CP é uma tarefa difícil encontrar treinadores longevos, seja no futebol, seja nas principais modalidades de pavilhão. Acredito que serão poucos os casos, muito devido à instabilidade que o clube vive quase desde sempre. Nuno Dias está há nove anos no comando da equipa de futsal do Sporting CP e já tem um lugar muito especial na história do clube verde e branco.

Se o húngaro Joseph Szabo é, eventualmente, o maior treinador de futebol de sempre do clube, com 13 títulos conquistados ao serviço dos Leões, entre os quais quatro campeonatos nacionais, no futsal não restam dúvidas absolutamente nenhumas da grandeza que Nuno Dias já representa na tão recheada história do clube.

Desde a sua chegada, na época 2012/13, são já 405 jogos ao comando dos Leões, com 346 vitórias, 29 empates e apenas 30 derrotas. Foram marcados 2086 golos e sofridos 666 até à última final da Champions League, frente ao Barcelona, que coroou a segunda conquista europeia da história do clube nesta modalidade.

No palmarés, estão cinco campeonatos nacionais, cinco conquistas da Taça de Portugal, cinco Supertaças, três Taças da Liga e claro, duas UEFA Futsal Champions League, em 2018/19 e 2020/21 – um feito inédito no futsal nacional. Se hoje o Sporting CP é de longe o maior clube português na modalidade, muito se deve ao seu treinador.

Dos 38 títulos da história da secção de futsal, 20 foram com Nuno Dias ao leme. É obra! Pela sua competência, vontade de vencer, pela mentalidade, não é absurdo nenhum dizer que estamos a falar do maior treinador da história do Sporting CP!

PS: E apesar de tudo, Nuno Dias nunca foi eleito o melhor treinador do mundo, nem mesmo em 2019, quando conquistou a primeira UEFA Futsal Champions League da história do clube, assim como o Sporting CP nunca foi considerado o melhor clube do mundo em nenhum ano, algo que o próprio treinador criticou esta segunda-feira na conferência de imprensa após a final frente ao Barcelona. Cá estaremos para ver se será finalmente este ano…

Podcast Frente a Frente Bola na Rede #5 – Gerard Moreno vs. Edinson Cavani

No podcast do Bola na Rede “Frente a Frente” desta semana temos os nossos dois comentadores e treinadores de futebol a discutirem sobre dois craques do futebol europeu: Gerard Moreno ou Edinson Cavani? Qual é que é o teu preferido? Um programa a não perder com a moderação do João Filipe Brandão e as opiniões de Eduardo Moreira e Fellipe Andrade. 🎙️

Se queres saber no que deu, então ouve o novo Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

GD Estoril Praia 1-1 GD Chaves: Ainda não foi hoje que se viu campeão na Amoreira

A CRÓNICA: HÁ EXPULSÕES E EXPULSÕES

O GD Estoril Praia empatou a um golo com o GD Chaves. Zé Tiago e Miguel Crespo fizeram os dois golos do encontro.

Na primeira parte, a equipa orientada por Bruno Pinheiro mostrou ao que vinha. Apesar de se querer adiantar cedo na partida, foi o GD Chaves a inaugurar o marcador ao minuto 30, por Zé Tiago. A reação veio quatro minutos depois dos pés de Miguel Crespo. Os primeiros 45 minutos ficaram a prometer uma segunda parte a um bom nível.

Na segunda parte, o GD Estoril Praia voltou a entrar muito forte com bolas na barra e trabalho acrescido para Ricardo Moura. A partir da expulsão de Miguel Crespo ao minuto 70, o GD Estoril Praia perdeu o controlo total de partida e os minutos finais tornaram-se um sufoco total por parte dos flavienses.

Com este resultado, o GD Estoril Praia adia a conquista do título de campeão da Segunda Liga. Já o GD Chaves vê cada vez mais longe o sonho da promoção.

 

A FIGURA

Entrega ofensiva do GD Chaves – Apesar de não ter marcado o segundo golo, a equipa de Vítor Campelos foi uma autêntica dor de cabeça para os canarinhos. As transições e as jogadas rápidas mostraram que se trata de uma equipa com boas dinâmicas, mas ainda sem o fator concretizador.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

GD Estoril Praia depois da expulsão – Como está escrito no título da crónica, há expulsões e expulsões. Miguel Crespo era aquele jogador que o GD Estoril Praia não queria de maneira nenhuma perder. A ausência daquele que era o “bombeiro” do meio-campo foi fundamental no crescimento do GD Chaves na partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

O GD Estoril Praia apresentou-se durante os 90 minutos num 4-3-3 puro com Clovis a ponta de lança e o apoio de Vidigal e Bruno Lourenço nas alas. O ponta de lança do GD Estoril Praia era uma autêntica dor de cabeça para os flavienses pela pressão que exercia sobre os centrais. João Diogo era o lateral mais ofensivo da equipa, por estar quase sempre nos apoios diretos a Bruno Lourenço.

João Gamboa era o médio mais recuado que muitas vezes se posicionava entre os dois centrais canarinhos. Por outro lado, Miguel Crespo era um autêntico “bombeiro” do meio-campo: estava presente em todos os locais, onde a equipa mais precisava. A expulsão aos 70 minutos acabou por ser o maior fator condicionante da equipa e nem a entrada de Lazare e Rosier serviram de refresco do setor intermediário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Leite (8)

João Diogo (6)

Hugo Gomes (5)

Joãozinho (6)

Hugo Basto (5)

André Franco (5)

Miguel Crespo (7)

João Gamboa (6)

Bruno Lourenço (5)

André Vidigal (5)

André Clovis (6)

SUBS UTILIZADOS

Rosier (5)

Lazare (5)

 Azis (5)

 Harramiz (-)

Murilo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

A equipa orientada por Vítor Campelos apresentou-se num 4-4-2, com os centrais Vasco Fernandes e Bura muito descidos no terreno de jogo, de forma a aguentar a pressão dos avançados do Estoril. Ao longo do jogo foi notória a troca de bola rápida dos jogadores do GD Chaves: jogadas de bola corrida, rápidas e muito ao primeiro toque. O primeiro golo da partida apontado por Zé Tiago, ao minuto 30 é exemplo disso: uma jogada rápida que contou com um excelente pormenor técnico.

Já na segunda parte, a equipa visitante beneficiou da expulsão de Miguel Crespo e começou a pressionar a equipa da casa. Também a partir dessa expulsão, começaram as substituições dos flavienses com o objetivo de refrescar o ataque frente a uma equipa combalida. Por essa mesma razão, os minutos finais acabaram por se tornar um sufoco para a equipa da casa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Moura (7)

João Reis (5)

Miguel Granja (6)

Vasco Fernandes (6)

Rafael Viegas (5)

Zé Tiago (7)

Kevin (6)

Luís Silva (5)

Juninho (6)

Wellington Carvalho (6)

Roberto (6)

SUBS UTILIZADOS

Benny (6)

Guedes (5)

Batxi (6)

Rocha (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Estoril Praia

BnR: Ao longo do jogo, Miguel Crespo foi um jogador determinante, quer nas bolas paradas, quer na ligação de jogo que criava. A expulsão de Crespo foi um fator determinante que permitiu a pressão exercida pelo GD Chaves na reta final do jogo?

Bruno Pinheiro: Sim, acho que no jogo 11 para 11 foi equilibrado. Conseguimos as melhores oportunidades. Na expulsão de Miguel Crespo, o GD Chaves acabou por ter as melhores oportunidades.

 

GD Chaves

BnR: João Gamboa era um jogador que se encostava muitas vezes aos dois centrais do GD Estoril. Foi por isso que o GD Chaves procurou sempre jogadas mais rápidas, que podiam proporcionar um fator surpresa no ataque?

Vítor Campelos: O Estoril na 1.ª frase de construção tenta ligar o jogo pelo Rosier e pelo Gamboa, que por vezes passa para a posição de defesa-central, ficando assim a equipa a jogar com uma defesa composta por cinco jogadores. Durante a semana preparámos o jogo, tendo em conta esse aspeto tático: apostámos na troca rápida de bola, com o objetivo de passar a fase de pressão dos alas do Estoril. Conseguimos isto com eficácia, mas hoje faltou uma pontinha de sorte.

Rescaldo de opinião de Inês Cunha e João Castro

CD Mafra 2-2 Académica OAF: Valeu “São Godinho” aos da casa

A CRÓNICA: ACADÉMICA OAF TRASNFIGURADA NOS SEGUNDOS 45 MINUTOS ARRANCA EMPATE FRENTE AO CD MAFRA

O jogo da 32.ª jornada da Segunda Liga, entre o CD Mafra e a Académica OAF, tinha objetivos diferentes para ambas as equipas: a Académica procurava a vitoria para se manter na luta pela subida direta, enquanto o CD Mafra buscava a vitória para garantir desde já a manutenção e, assim, poder encarar o resto da época com maior tranquilidade.

Inicio de jogo muito “tranquilo”, praticamente jogado apenas nos 30 metros centrais, com ambas as equipas com muita cautela e preocupadas em não cometer erros. Contudo, numa jogada rápida e de grande envolvimento, onde a bola rolou rápido da esquerda para a direita, Nuno Campos levou a bola até à linha de fundo e centrou rasteiro para Andrézinho aparecer ao segundo poste e inaugurar o marcador.

Ao contrário do que seria de esperar, a Académica não reagiu ao golo e foi o CD Mafra, que após uma perca de bola dos “Estudantes”, voltou a marcar: Andrézinho progrediu rápido e, à entrada da área, desferiu um remate colocado e sem hipóteses para Mika.

Com os golos, a equipa do CD Mafra baixou claramente os níveis de ansiedade e começou a controlar com alguma tranquilidade o jogo. A Académica apenas uma vez chegou com perigo à baliza do CD Mafra, através de uma bola parada, na qual o guarda redes João Godinho fez uma excelente defesa, no seguimento de um alívio de João Miguel em cima da linha de golo.

A segunda metade do jogo foi completamente diferente, com a Académica a entrar muito pressionante. A entrada de Leandro Sanca e a passagem de Mayambela para junto de Bouldini trouxe uma maior acutilância ao ataque dos “Estudantes”.

A Académica chegou ao golo aos 56 minutos, através de uma jogada de insistência de Mayambela e na qual a defesa do CD Mafra facilitou na esquerda. Com o golo animaram-se ainda mais os homens de Coimbra, que passados nove minutos, aos 65 minutos, fez o empate por Bouldini.

Reagiu o CD Mafra e, aos 67 minutos, teve a hipótese de passar para a frente, mas Abel Camará falhou uma grande penalidade. A partir desse momento, assistimos a um cerrar de linhas da equipa do CD Mafra e a um assédio constante da Académica, que aos 86 minutos teve uma oportunidade para marcar com Leandro Sanca, completamente isolado na frente de João Godinho, que fez uma defesa monumental e segurou o empate para o CD Mafra.

Um resultado justo para o que se passou em campo, pela repartição de jogo por ambas as partes: na primeira CD Mafra, na segunda Académica. Com este resultado, a Académica fica mais longe do objetivo de subida e o CD Mafra assegura a manutenção na Segunda Liga.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Godinho – O guarda-redes do CD Mafra, que voltou a titularidade com Ricardo Sousa como treinador, fez uma mão cheia de boas defesas e assegurou o empate nesta partida frente à Académica OAF.

 

O FORA DE JOGO

Entrada de jogo da Académica – Início de jogo completamente apático da Académica, que descansou o CD Mafra e não pressionou o estado de ansiedade que era normal da equipa do Oeste.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

O CD Mafra apresentou-se com o esquema habitual, o 4-3-3, sem qualquer alteração no “onze” em relação ao jogo da semana passada em Chaves. Na baliza, João Godinho, depois nas alas defensivas, Nuno Campos pela direita e Gui Ferreira pela esquerda, com a zona central da defesa a cargo de João Miguel e Pedro Barcelos. À frente deste quarteto, apareceu Ismael, com João Graça e Cuca a jogarem na posição oito. Nas alas Rodrigo Martins por um lado e Andrezinho pelo outro com o ataque a cargo de Abel Camará.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (8)

Nuno Campos (6)

João Miguel (6)

Pedro Barcelos (6)

Gui Ferreira (Cap) (5)

Cuca (7)

João Graça (7)

Ismael (7)

Andrezinho (8)

Camará (8)

Rodrigo Martins (8)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Fidélis (3)

Bruno Silva (3)

Okitokandjo (3)

Kaká (4)

Carlos Daniel (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

O Mister Rui Borges fez quatro alterações em relação à equipa que perdeu na passada segunda-feira em Coimbra frente ao Arouca, alinhando desta feita em 4-4-1-1.

Na baliza, o experiente Mika, com um quarteto defensivo formado por Fabiano á direita, Bruno Teles á esquerda e os centrais Rafael Vieira e Zé Castro. No centro do meio-campo, apareceram Ricardo Dias e Mimito, Traquina mais pela direita e Mayambela pela esquerda, com Fabinho nas costas de Bouldini.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (8)

Bruno Teles (6)

Zé Castro (Cap) (5)

Rafael Vieira (5)

Fabinho (5)

Mayanbela (7)

 Fabiano (6)

 Mimito (7)

 Traquina (6)

Bouldini  (7)

 Ricardo Dias (8)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Sanca (7)

Fábio Viana (5)

Guima (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Mafra

BnR: Mister, como se explica ou que explicações encontra para uma 2ª parte tão diferente da 1.ª parte do CD Mafra? Foi só a alteração produzida pelo adversário ao intervalo?

Ricardo Sousa: Foram um conjunto de situações, não entrámos bem na 2ª Parte, temos duas/três perdas de bola que fazem com que os jogadores percam os índices de confiança com que os jogadores foram para o intervalo e claro, foi a qualidade da equipa da Académica que veio ao de cimo na 2.ª Parte.

 

Académica OAF

BnR: Mister, foi a entrada ao intervalo do Leandro Sanca e a colocação do Mayambela junto ao Bouldini que mudou tudo na 2ª parte?

Rui Borges: Mais que a mudança, embora dê coisas diferentes á equipa, mas mais do que isso foi o crescimento geral da equipa, não tenho palavras, foram os jogadores todos, depois de uma 1.ª parte onde estávamos totalmente descompensados. Os Jogadores perceberam isso e mudaram totalmente, a intensidade a alegria da equipa, foi o que mudou para a 2.ª Parte.

Rescaldo da autoria de Hugo Rodrigues e Carlos Gonçalves.

Viseu 2001 0-2 AD Fundão: Visitantes colocam-se em vantagem na eliminatória

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A CRÓNICA: FUNDÃO CUMPRIU PERANTE VISEU APAGADO

Duas equipas que já cumpriram o objetivo principal da época, mas pretendem ainda chegar mais longe. O Viseu 2001 recebeu a AD Fundão para o primeiro jogo dos quartos de final do play-off para o apuramento do campeão nacional de futsal.

Os visitantes entraram mais pressionantes na partida e conseguiram, através de boas combinações, penetrar na área viseense. Por duas vezes, Mário Freitas podia ter colocado a sua equipa em vantagem, mas Bruno Felipe não deixou.

Do lado da equipa da casa, apenas pontualmente conseguia adiantar-se no terreno de jogo. Contudo, não conseguiam levar perigo à baliza de Luan Barbosa.

O Fundão estava melhor na partida e colocou-se mesmo em vantagem. A sete minutos do intervalo, um passe longo cruzado da esquerda por Peléh chegou até Nem que entrou na área viseense e foi abalroado pelo guarda redes adversário. A bola acabou por sobrar para Pedro Senra que, com a baliza deserta à entrada da área, fez o primeiro golo da partida.

Até ao final da primeira parte, o Viseu 2001 teve mais bola e aproximou-se da defensiva adversária, mas sem conseguir criar qualquer lance de perigo. Aliás, foram os visitantes que estiveram mais perto de voltar a marcar, num remate potente de Peléh que Bruno Felipe desviou para cima do travessão.

Na etapa complementar, houve um equilíbrio de forças, sem grandes oportunidades nos primeiros minutos. Se o Viseu 2001 não conseguiu empatar, acabou por ser o Fundão a fazer o segundo. Numa reposição lateral, Pedro Senra lançou a bola para dentro da área viseense, com o esférico a embater em Matheus Jorge e a entrar dentro da baliza.

A partir do golo, o ritmo do jogo caiu, mas os ânimos exaltaram-se. Os jogadores envolveram-se em trocas de palavras e empurrões, com o árbitro a ver-se obrigado a distribuir alguns cartões amarelos para elementos das duas equipas.

O Viseu 2001 ainda apostou no guarda-redes avançado nos últimos cinco minutos, mas foi o adversário a estar mais próximo de engordar o resultado, nos últimos segundos do jogo.

Com esta vitória no terreno dos rivais, o Fundão pode conseguir o apuramento para as meias finais, no próximo jogo a disputar no seu pavilhão.

 

A FIGURA

Pedro Senra – Não esteve muito ativo no jogo, mas foi decisivo quando interviu. Fez o primeiro da partida e conseguiu, de forma inteligente, que uma reposição lateral que parecia inofensiva se transformasse em golo, ao colocar a bola com muita força a embater em Matheus Jorge.

O FORA DE JOGO

Minutos iniciais do Viseu 2001– Uma das imagens de marca dos viseenses é a pressão, por vezes asfixiante, que a equipa exerce sobre os seus adversários nos primeiros minutos, com oportunidades de golos umas atrás das outras. Contudo, hoje não aconteceu e isso parece ter tido repercussão no resto do jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

A equipa viseense entrou mais expectante do jogo do que o habitual. Paulo Fernandes tentou explorar as transições rápidas pelas laterais, mas sem grande aproveitamento.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Felipe (7)

Pedro Peixoto (6)

Matheus (5)

Kiko (6)

Rafa Stocker (5)

SUBS UTILIZADOS

Russo (5)

Lucas Otanha (6)

Caio Santos (6)

Lucas Amparo (5)

Daniel Ramos (5)

Lukinhas (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD FUNDÃO

Nuno Couto tentou através de combinações e de ataque apoiado chegar à baliza adversário. Em especial pelo lado direito, com Nem, a ser organizador das iniciativas, a equipa do Fundão conseguiu causar vários calafrios à defensiva viseense.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luan (7)

Pedro Senra (8)

Guilherme Meira (6)

Nem (8)

Mário Freitas (7)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Couto (-)

Jair (7)

Peléh (7)

Felipe Leite (6)

Wilson Cabral (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

AD Fundão

BnR: O Fundão consegue a vitória na partida. Que balanço faz do jogo?

Nuno Couto (Coordenador técnico): O jogo poderia ter claramente mais golos, atendendo às oportunidades que houve, mas mais claro para a equipa do Fundão. Cumprimos com aquilo que nós críamos a nível de rigor e de intensidade defensiva. Tivemos muita qualidade nos momentos com bola, proporcionamos poucas transições ao Viseu, que é onde eles são mais fortes. Parece-me uma vitória justa.

Viseu 2001

Não foi possível colocar questões ao técnico do Viseu 2001, Paulo Fernandes.