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SL Benfica 88-92 Imortal: Algarvios na final da Taça de Portugal!

A CRÓNICA: DEPOIS DAS LESÕES E DO NERVOSISMO, O IMORTAL TEM A OPORTUNIDADE DE FAZER HISTÓRIA

Foi o jogo que abriu o fim de semana repleto de basquetebol em Matosinhos. O duelo entre o SL Benfica e o Imortal abriu as hostes da Taça de Portugal em basquetebol e esperava-se uma grande partida entre ambas as equipas. As águias queriam voltar a conquistar o troféu e o Imortal queria erguer a taça pela primeira vez na sua história.

Os primeiros dez minutos do encontro deram um cheirinho da grande luta que aí vinha por aparecer. Quem abriu o resultado foi o SL Benfica, através de Nicolas Moore, mas logo o Imortal soube responder por Tyere Marshall. Apesar da boa sequência de lançamentos de três pontos dos algarvios, a eficácia quase irrepreensível do SL Benfica no lançamento interior (que rondou os 90%) levou o resultado avante, tendo a equipa de Carlos Lisboa vencido o primeiro período por 30-21.

O Imortal entrou no segundo período a demonstrar que tinha muito mais para dar. Conseguiu aproximar-se do SL Benfica no marcador, mas cedo começaram a aparecer os erros. Enquanto isso, as águias serviam-se do contra-ataque para conseguir ripostar. A pouco mais de um minutos da ida para os balneários, a sorte não sorria ao Imortal. Jalen Jenkins, um dos melhores jogadores da equipa nesta primeira parte do encontro, teve de abandonar a partida.

Após um duelo com dois jogadores do SL Benfica, o jogador queixou-se com bastante dor no joelho e teve de ser retirado da quadra. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a Jalen Jenkins! Chegado o intervalo, o SL Benfica continuava a liderar o marcador por 51-47, tendo visto a sua vantagem encurtada relativamente à conseguida no primeiro período.

No retomar do encontro, os pontos foram caindo, vez a vez, a favor de cada uma das equipas. O que foi distinguindo o jogo foram os erros e faltas que cada uma cometia. O Imortal aproximava-se cada vez mais do SL Benfica no marcador, mas uma sequência de pontos marcados das águias, através de Bryce Alford, fez com que o jogador mandasse ter os restantes ter calma porque ainda havia jogo pela frente.  Ou pelo menos um período onde as águias tinham de fazer de tudo para conseguir aguentar a vantagem e parar a ofensiva do Imortal.

A 20 segundos do final do período, o Imortal perdia mais um jogador para lesão: Tyere Marshall. Desta vez, o jogador da equipa de Luís Modesto queixou-se com dores no ombro e, também ele, teve de sair do terreno de jogo. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a Tyere Marshall! Com uma diferença de sete pontos, o SL Benfica entrava no último quarto a vencer por 77-73.

E a vantagem começou a diminuir logo no recomeçar do jogo. Com erros do SL Benfica no meio e lançamentos não muito certeiros, o Imortal conseguiu mesmo voltar à frente do marcador no jogo quando só tinha acontecido uma vez (ainda no início do primeiro período). Um parcial de 5-0 nos primeiros dois minutos reativou a esperança dos algarvios e deu um abanão às águias. O nervosismo da equipa de Carlos Lisboa estava à flor da pele e os jogadores transpareciam isso para o jogo. Muitas foram as faltas efetuadas e os lançamentos simplesmente não caíam no lugar devido.

Já, do lado contrário, depois do azar bater à porta com a lesão de Jenkins, tudo parecia encontrar um rumo. O caminho das águias começava a endireitar, mas o Imortal continuava na frente do resultado. Faltavam apenas 30 segundos para o final da partida e a diferença era de dois pontos entra as equipas. Com tempo útil para fazer, pelo menos, dois ataques no jogo, o primeiro foi para o Imortal que conseguiu mais dois pontos para o cartório através de Tanner Omlid. Consequentemente, o último ataque pertenceu ao SL Benfica que, depois de um passe de Rafael Lisboa, Betinho não conseguiu finalizar e mais um turnover a entrar nas contas.

Acabou desta forma a primeira meia-final da Taça de Portugal. Depois de um jogo dominado no resultado pelo SL Benfica, a resiliência do Imortal superiorizou-se e os algarvios acabaram mesmo por vencer o encontro por 88-92, alcançando a final da Taça de Portugal a ser disputada domingo (11 de abril) frente ao vencedor do duelo entre o FC Porto e o Sporting CP.

 

A FIGURA

Resiliência do Imortal – Correram atrás do resultado até ao início do último período. Tendo estado a perder por 11 pontos ainda no terceiro período, os algarvios conseguiram superiorizar-se às águias e deram a volta, vencendo por seis pontos. No final, a persistência venceu o nervosismo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Lesão de Jalen Jenkins – Estava a ser um dos melhores jogadores do Imortal na quadra, mas viu-se obrigado a abandonar o terreno. Depois de um duelo contra dois jogadores do SL Benfica, Jalen Jenkins caiu bastante queixoso e foi o ponto final do jogo para o jogador. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a Jalen Jenkins e também a Tyere Marshall!

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com um SL Benfica quase na máxima força e a jogar no erro do Imortal, houve uma aposta no contra-ataque rápido e nos físicos de Quincy Miller e Cameron Jackson para apostar nos duelos debaixo do cesto.

A nível defensivo, prendia-se uma marcação individual aos homens do Imortal, ainda que com alguma liberdade de circulação, conseguindo prender a zona do “garrafão” para dificultar a penetração dos algarvios para o cesto. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Quincy Miller (8)

Nicolas Moore (8)

João “Betinho” Gomes (7)

Bryce Alford (6)

Cameron Jackson (8)

SUBS UTILIZADOS

Eric Coleman (4)

Fábio Lima (-)

Tomás Barroso (6)

Rafael Lisboa (5)

Arnette Hallman (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL

Com o melhor cinco inicial disponível, Luís Modesto atacou o jogo com equipa muito forte a nível física. Jalen Jenkins, até ter sido afastado do jogo, tomava partido dessa mesma vantagem que possuía perante os adversários, debaixo do cesto, para conseguir lançar.

Nos momentos defensivos, existia uma marcação cerrada homem a homem aos jogadores do SL Benfica e jogadores bastantes aptos ao que tocava aos ressaltos, o que facilitava o contra-ataque.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Jenkins (7)

Derrick Fenner (8)

Tymetrius Toney (7)

Tanner Omlid (9)

Tyere Marshall (8)

SUBS UTILIZADOS

António Monteiro (7)

Hugo Sotta (5)

Nuno Morais (5)

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

Antevisão WrestleMania 37: O tão esperado regresso dos fãs! | WWE

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O maior evento do ano da WWE está quase de volta, e em dose dupla! Tal como no ano passado, a WWE decidiu fazer duas noites de WrestleMania. Há vários combates em cada uma das noites, uns mais entusiasmantes do que outros. Porém, não duvido que será duas das melhores noites da empresa de Vince McMahon, em 2021. Tanto a primeira como a segunda noite vão ter fãs, naquele que é o primeiro evento da WWE com fãs desde o início da pandemia.

Agora, vou tentar prever algo que costuma ser difícil: as ordens e os resultados dos combates.

PRIMEIRA NOITE

WWE Championship: Bobby Lashley x Drew McIntyre

Pode parecer estranho, mas, muito possivelmente, o combate pelo WWE Championship deve ser o primeiro combate da noite. Há mais de 1 ano em que os fãs não podem entrar numa arena da WWE e podem, finalmente, fazê-lo este sábado e domingo. Por isso, nada melhor do que começar com um grande combate e com Drew McIntyre, a principal cara da WWE durante os shows no ThunderDome, a ser o primeiro lutador a ser recebido pelos fãs.

Sobre o combate, espera-se um combate muito físico, devido às características de cada lutador. Não é a primeira vez que estes dois lutadores se enfrentam num ringue da WWE: Drew McIntyre manteve o título após ter derrotado Bobby Lashley, no Backlash 2020.

Desta vez, Lashley é o campeão. Agora, apesar de ter ganho o título relativamente há pouco tempo e de ter várias vitórias, Bobby Lashley perdeu dois elementos do Hurt Business: Cedric Alexander e Shelton Benjamin. Neste momento, tem apenas MVP, o seu manager. Quanto ao resultado, acredito que o Drew festejará o seu terceiro reinado como Campeão da WWE e terá finalmente o seu momento de glória frente aos fãs.

Previsão do vencedor: Drew McIntyre

 

Lana x Naomi x Dana Brooke e Mandy Rose x The Riott Squad x Natalya e Tamina x Carmella e Billie Kay

É um combate sem muita história. As quatro duplas vão lutar e as vencedoras vão lutar pelos títulos de duplas femininas na Noite 2 da WWE WrestleMania.

Quanto às vencedoras, acredito que a vitória será da dupla de Lana e Naomi. A primeira lutadora já teve vários momentos com uma das campeãs, Nia Jax, especialmente por esta derrubar várias vezes a Lana nas mesas dos comentadores.

Previsão das vencedoras: Lana e Naomi

 

Braun Strowman x Shane McMahon

Depois das várias interações no decorrer das últimas semanas, Braun Strowman e Shane McMahon vão se finalmente enfrentar na WrestleMania, num Steel Cage Match será a segunda vez que esta estipulação acontece em toda a história do evento, a primeira foi no Main Event da WrestleMania 2.

No ano passado, Braun Strowman derrotou Goldberg para se consagrar Universal Champion. Este ano vai defrontar o filho do presidente da WWE. Apesar de ter esse estatuto, Shane McMahon não tem medo de dar o seu corpo pela companhia. Acredito que o vencedor será o Braun, e só espero que o combate seja melhor do que os segmentos na Raw.

Previsão do vencedor: Braun Strowman

 

WWE Raw Tag Team Championship: The New Day x AJ Styles e Omos

Os títulos de duplas do programa semanal de segunda-feira da WWE vão estar em disputa. The New Day estão no seu 11º reinado como campeões de Tag Team, estão no 4º reinado como campeões de duplas da Raw. Do outro lado, vão estar AJ Styles, que já tem vários reinados individuais no seu currículo e Omos, o guarda-costas de AJ, se vai estrear nos ringues da WWE.

A história não é muita, AJ Styles e Omos desafiaram os The New Day logo após os atuais campeões terem conquistado os títulos. Apesar de ser o primeiro combate do Omos na WWE, acredito que vai ter uma estreia em grande – tal como o seu tamanho – e vai conquistar os títulos de duplas com AJ Styles. Se isso acontecer, Styles vai se tornar no décimo quinto do atual formato do Grand Slam da WWE.

 Previsão dos vencedores: AJ Styles e Omos

 

Seth Rollins x Cesaro

Um dos combates mais esperados da noite. Eles são dois dos melhores lutadores da WWE. Apesar da extrema qualidade de ambos, Rollins tem muito mais sucesso na companhia do que Cesaro: já tem vários reinados como WWE Champion, Universal Champion, WWE Tag Team Champion, entre outros. Do outro lado, Cesaro é múltiplo vencedor dos títulos de duplas.

Nesta WrestleMania, Cesaro vai ter, finalmente, um combate individual com muito destaque. A rivalidade começou quando Rollins regressou à WWE, depois de se ter tornado pai, e fez um grande discurso com vários lutadores à volta do ringue. Quase todos saíram durante o discurso de Rollins, excepto Cesaro, mas acabou por sair mais tarde. Rollins ficou irritado e atacou-o. Quanto ao vencedor, acredito que Cesaro necessita mais esta vitória do que Rollins e parece-me que o lutador da Suíça vai ser um dos lutadores com mais destaque em 2021.

Previsão do vencedor: Cesaro

 

Bad Bunny e Damian Priest x The Miz e John Morrison

Vamos ter uma celebridade a lutar na WrestleMania: Bad Bunny, o rapper que já fez uma música com a presença de Booker T, vai lutar no maior evento da WWE. Vai ter Damian Priest ao seu lado contra a dupla de The Miz e John Morrison.

A luta inicialmente ia ser entre The Miz e Bad Bunny, mas foi alterada para um combate de duplas. Dado à falta de experiência de Bad Bunny, é a decisão mais lógica. Durante a rivalidade, The Miz conquistou o WWE Championship, mas perdeu-o rapidamente para Bobby Lashley. Acredito que os vencedores serão os faces e acho que o Damian Priest vai ser um dos grandes nomes da WWE em 2021.

Previsão dos vencedores: Bad Bunny e Damian Priest

 

WWE SmackDown Women’s Championship: Sasha Banks x Bianca Belair

A primeira noite da WrestleMania vai ter um combate de mulheres como o combate final – é a segunda vez que um combate feminino fecha o card do maior evento da WWE, a primeira vez foi na WrestleMania 35.

O build-up não foi o melhor, apenas melhorou a partir do Elimination Chamber. Porém, acredito que o combate será bem melhor do que o build-up. Bianca Belair conquistou o combate feminino do Royal Rumble e escolheu o título feminino da SmackDown. Sasha Banks está a ter o reinado mais longo como campeã desde que subiu para o Main Roster. Quanto à vencedora, é um dos combates mais imprevisíveis das duas noites, mas, talvez seja ainda cedo para a Bianca Belair se tornar campeã. Por isso, acho que a vitória será de Sasha Banks.

Previsão da vencedora: Sasha Banks

Foto de Capa: WWE

Académica OAF 1-1 FC Porto B: Um triste ponto para cada lado

A CRÓNICA: JOGO BOM, RESULTADO NEM TANTO

A Académica OAF está lá em cima na tabela, mas, nos últimos tempos, e após quatro partidas sem ganhar, à entrada para esta jornada, não tem havido luz que guie os “estudantes” à vitória, dificultando o reforçar da posição da “Briosa” na candidatura à subida. Na “Invicta”, o último lugar na classificação corresponde a uma lanterna azul, acesa no mundo dos “dragõezinhos”, que não os deixa voar para as fantasias da Segunda Liga, que é como quem diz, para lugares de desafogo que permitam ver a despromoção mais à distância.

Com dois tipos de pressão diferentes a pesarem nos ombros dos 22 elementos em campo, o primeiro sinal foi dado por Sanca, que logo aos cinco minutos fez a bola entrar nas redes do FC Porto B. O lance foi anulado por fora de jogo. Logo de seguida, Bouldini trouxe a si o protagonismo num belo lance individual sobre Sarr. Embora o lance se tenha perdido, o avançado marroquino não estava satisfeito e voltou a meter o defesa francês do Porto B em trabalhos. Aí não houve quem o parasse e, já dentro de área e com o pé esquerdo, fez o primeiro golo ainda sem estarem decorridos dez minutos.

Notava-se a intenção dos portistas quererem fazer as coisas bem e o resultado não se manteve por muito tempo. Mor N’Diaye, na ressaca de um canto batido por Carraça, fez o empate. Os jogadores da Académica ficaram a pedir posição irregular. O árbitro chamava-se António Nobre e não Ivo Rosa, mas também não viu nada a condenar e a questão prescreveu.

Batiam-se tachos e gritava-se “A-CA-DÉ-MI-CA” do lado de fora do estádio. Ainda assim, foi João Mário a levar a bola ao poste num excelente lance individual em que fletiu da esquerda para o meio. Nova oportunidade para colocar os azuis em vantagem surgiu num livre direto batido por Carraça que passou bem junto ao poste.

O jogo continuou entretido na segunda parte e a intensidade que até aqui tinha levado a bola por várias ocasiões até junto das duas balizas permaneceu, até as cautelas que a luta pelos pontos exige começarem a pesar.

Com o arrastar do jogo, tanto existiram momentos em que o jogo se partiu como existiram outros em que escassearam ideias e a bola queixou-se com o tratamento que lhe deram. A verdade é que eram os jogadores do Porto B que mais perigo iam criando junto da baliza de Mika.

O resultado não se viria a alterar e o 1-1 permaneceu no final. Ambas as equipas somam mais um ponto, curto para a luta em que ambas estão envolvidas.

 

A FIGURA

Leandro Sanca – Irreverente e inconformado. Aproveitou a exposição ofensiva de Rodrigo Conceição para pôr toda a sua técnica ao serviço do flanco esquerdo do ataque. Tivesse conseguido definir melhor algumas das suas ações e podia ter saído ainda mais feliz deste jogo.

 

O FORA DE JOGO

Malang Sarr – Os primeiros minutos foram custosos. Pode eventualmente ter entrado com algum excesso de confiança, mas o certo é que deu demasiada liberdade a Bouldini na fase inicial do jogo, permitindo-lhe diversas situações para ser feliz. Denotou alguma passividade nos duelos.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Não se esperavam grandes surpresas no onze de Rui Borges. A maior mudança passaria pela entrada de Diogo Pereira para o lugar do castigado Ricardo Dias, o que não alterou o padrão de jogo habitual da Académica.

A “Briosa” apresentou-se num 4-2-3-1. Guima manteve-se como o elemento dinamizador da equipa com importância na ligação de jogo com o ataque e nos equilíbrios defensivos, moldando o sistema da Académica com a sua posição híbrida. No miolo, houve ainda espaço para o criativo Fabinho.

O tridente ofensivo foi composto por Sanca na esquerda, Traquina na direita e Bouldini ao centro. Foi difícil à Académica encontrar o espaço à largura, mas, particularmente Traquina, procurou bastantes situações de cruzamento e passe atrasado no último terço.

Para se organizar defensivamente, a Académica agrupou-se em 4-4-2. Em certos momentos, procurou pressionar alto, através da disponibilidade de Bouldini para essas tarefas, ainda que nunca de forma muito organizada.

Em momento algum a equipa deixou de tentar sair a jogar por trás, tal como é seu apanágio. O guarda-redes Mika e os centrais Silvério e Rafael Vieira estiveram bastante participativos neste processo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (5)

Silvério (5)

Mike (6)

Diogo Pereira (6)

Guima (6)

Fabinho (5)

Leandro Sanca (7)

Traquina (5)

Bouldini (6)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Chaby (4)

Mayambela (6)

Dani Costa (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

Para o onze titular, António Folha pôde contar com três reforços da equipa principal: Sarr, Carraça e João Mário. Com o auxílio destes jogadores, o Porto B apresentou-se em Coimbra num 3-5-2.

A linha encarregue de blindar a baliza defendida por Ricardo Silva foi composta por três centrais, Carraça, João Marcelo e Sarr, da direita para a esquerda. Nas laterais, com a missão de unirem a defesa e o ataque, Rodrigo Conceição atuou na asa direita e João Mário na faixa canhota. O meio-campo a três pertenceu a Mor N’Diaye, médio mais recuado, e, uns metros mais à frente, Bernardo Folha e Rodrigo Valente. No ataque, Namaso e Boateng foram a dupla de pontas de lança.  A redução do espaço entre setores nem sempre foi bem acautelada com o Porto B muito comprido no terreno.

Nesta equipa, os dois laterais tiveram um papel fundamental na ideia de jogo. No momento de tentar ferir a baliza da Académica, projetavam-se em simultâneo, mas na hora de defender juntavam-se aos centrais formando uma linha de cinco defesas.

A saída de jogo da equipa era feita a três e assumida pelos três centrais, com os três médios dentro do bloco adversário. Neste momento de ataque organizado, o Porto B colocou os médios interiores quase em posição de se darem à marcação dos defesas contrários, para impedir a linha defensiva da Académica de se expandir e defender melhor os seus laterais.

Para defender, a equipa teve uma postura atrevida ao mostrar-se subida do terreno e a pressionar. Tinha sucesso quando especificamente o fazia adiantando Rodrigo Conceição, aproveitando a sua agressividade, e deixando Bernardo Folha com as cautelas da lateral direita.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Rodrigo Conceição (7)

Carraça (6)

João Marcelo (5)

Malang Sarr (5)

João Mário (6)

Rodrigo Valente (5)

Mor N’diaye (6)

Bernardo Folha (5)

Namaso (6)

Kelvin Boateng (5)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Matos (-)

Gonçalo Borges (-)

Rodrigo Pinheiro (-)

Diogo Ressurreição (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

Bola na Rede:  Este Porto B é uma das poucas equipas da Segunda Liga a alinhar declaradamente com uma linha de cinco. Que cuidados teve de especial para defrontar esta equipa?

Rui Borges: Tivemos os cuidados que identificámos. Eles metem muita gente à largura e à profundidade. O Porto B mudou. O Carraça tem jogado na lateral esquerda e hoje apareceu por dentro. O João Mário foi um jogador que jogou muito à largura, pois é muito vertical. Em termos defensivos, teve alguma dificuldade e deu-nos muito espaço. De resto, foi alertar para algumas compensações no meio-campo e para alguns comportamentos do adversário, mais do que alterarmos o que quer que fosse na nossa ideia.

 

FC PORTO B

Bola na Rede: O Porto B promoveu a projeção simultânea dos seus laterais e situações em que os pudesse libertar. Que importância atribui ao papel dos seus laterais na implementação da sua ideia de jogo?

António Folha:  São os laterais que têm que nos dar largura e profundidade. São eles que permitem à equipa andar para a frente e que nos permitem ter jogo exterior. Também tivemos jogo interior sem precisarmos de arrastar ninguém para o meio. O Rodrigo [Conceição] já lá [nas laterais] tem jogado, mas não é por acaso que o João Mário hoje também jogou lá, deram-nos muito ao jogo. De facto, têm grande importância.

CD Tondela vs FC Porto: O chip agora vira para o campeonato

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Primeira Liga, 26.ª jornada: sábado, 18h, 10 de abril de 2021
ANTEVISÃO: DE VOLTA À REALIDADE

O FC Porto vai voltar à ação para o campeonato, em Tondela, após o desaire europeu com o Chelsea FC, um resultado difícil de engolir, pela qualidade exibicional que os Dragões demonstraram frente à formação inglesa. Porém, a vida prossegue e a próxima viagem dos azuis e brancos será ao centro do país para defrontar a equipa tondelense, orientada pelo espanhol Paco Ayestarán.

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De referir que, na última jornada, o FC Porto conseguiu encurtar diferenças ao líder, sendo que a atual diferença pontual se cifra nos oito pontos, por isso é imperativo que os atuais campeões nacionais consigam trazer os três pontos para a cidade invicta. Assim, apesar de ser um desafio que está no meio do duelo europeu, Sérgio Conceição não deverá mexer muito naquilo que será o seu onze base. Além disso, há que relembrar que, na 1.ª volta, a equipa do CD Tondela bateu-se muito bem diante do FC Porto, no Estádio do Dragão,  numa partida que contou com 7 golos, tendo ficado 4-3, a favor da equipa da casa.

Atualmente, a formação de Viseu encontra-se confortavelmente no 9.º lugar da tabela classificativa, contudo quererá evitar surpresas desagradáveis e fugir a uma luta intensa, como é a da manutenção. Ao contrário das últimas temporadas, os pupilos de Paco Ayestarán estão decididos a festejar a permanência mais cedo e para isso contam pontuar frente ao FC Porto. Por sua vez, os azuis e brancos ocupam o 2.º posto da Primeira Liga, no entanto sabem que essa posição está longe de estar garantida e, como é costume, Sérgio Conceição só quer olhar para cima e apesar da distância pontual, não quer facilitar a vida ao Sporting CP.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O FC Porto e o CD Tondela já se defrontaram duas vezes esta temporada, sendo que o saldo é 100% favorável aos azuis e brancos;
  2. A equipa tondelensenão vence uma única partida frente ao FC Porto desde 2016, onde ficou célebre por Pinto da Costa ter admitido que o clube azul e branco tinha “batido no fundo”;
  3. A formação azul e branca, com Sérgio Conceição no comando, venceu sempre em Tondela a contar para o campeonato;
  4. O CD Tondela já não perde há dois desafios para a Primeira Liga;
  5. Já o FC Porto não cede pontos para a liga portuguesa desde o empate caseiro com o Sporting CP;
  6. A maior vitória dos azuis e brancos, no centro do país, foi de 0-3, na época de 2018/2019;
  7. Cláudio Ramos, atualmente no FC Porto, é o atleta com mais minutos em campo, em confrontos diretos;
  8. Há 10 partidas que o FC Porto não perde com o CD Tondela;
  9. Moussa Marega é o melhor marcador, com 5 golos, nos embates entre estes dois clubes;
  10. O resultado típico entre o CD Tondela e o FC Porto, no estádio João Cardoso, é de 0-1;

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Uribe (FC Porto) – Chegou a vez de destacar o médio internacional colombiano, Uribe. Apesar de não ser muito vistoso em campo, o que pode ser um elogio, o centro campista de 30 anos tem sido uma das peças fundamentais para Sérgio Conceição. Tem como principais tarefas gerir os equilíbrios da equipa, ou seja, não deixar apanhar a formação azul e branca em contra pé, algo que tem cumprido com distinção, devido à sua cultura tática. Deste modo, se tivesse de apelidar Uribe num objeto seria o de “pêndulo” ou de “âncora”. Neste sentido, tem feito uma dupla interessante com Sérgio Oliveira, uma vez que são jogadores que se complementam muito bem e conseguem disfarçar as debilidades um do outro. Assim, no 2.º ano com a camisola azul e branca, Uribe tem a sua posição bem sedimentada no conjunto de Sérgio Conceição, sendo, atualmente, um dos atletas com mais minutos nas pernas.

Mário González (CD Tondela) – O jovem espanhol, emprestado ao CD Tondela, pelo Villarreal CF, tem sido uma das boas surpresas desta edição do campeonato português. À semelhança do que escrevi, relativamente a Uribe, se tivesse de adjetivar a campanha deste avançado, denominaria de “abono de família”, pois tem sido o goleador máximo da formação tondelense. Neste sentido, Mário González é um futebolista com potencial, visto que possui boas características para atuar na posição que ocupa em campo. Ou seja, tem um bom sentido de finalização, como evidenciam os 9 golos na liga, explora bem a profundidade e também sabe dar linhas de apoio. Por isto tudo, o atacante espanhol vai-se apresentar como uma séria ameaça à defesa do FC Porto, que terá de ter uma atenção redobrada sobre ele.

XI’S PROVÁVEIS

CD Tondela: Pedro Trigueira, Bebeto, Yohan Tavares, Alves, Ferreira, Murillo, João Pedro, Grau, Olabe, Rafael Barbosa e Mário González

Treinador: Paco Ayestarán

«Se conseguirmos levar o jogo até ao fim já será bom. O FC Porto é uma equipa que no ataque é muito forte, viu-se contra o Chelsea que no primeiro tempo teve o controlo do jogo, quiçá recuou um pouco cinco minutos antes do intervalo e foi quando encaixou o golo, por um pequeno erro. Se chegarmos ao final do jogo com possibilidades já será bom para nós.”

FC Porto: Marchesín, Nanú, Pepe, Diogo Leite, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Luis Díaz, Marega e Taremi

Treinador: Sérgio Conceição

«Quero que os jogadores estejam no máximo. Estamos a meio de uma eliminatória dos quartos de final da Liga dos Campeões e agora vamos ter um jogo em Tondela, que é praticamente uma final para nós.”

PREVISÃO DE RESULTADO: CD TONDELA 0-1 FC PORTO

Pevidém SC 2-2 AR São Martinho: A Segunda Liga é já ali

A CRÓNICA: EMPATE EM PEVIDÉM COM SABOR A VITÓRIA PARA OS DOIS LADOS

Pevidém SC e AR São Martinho chegavam à última jornada com muito por lutar. Os da casa a precisar de pontuar para garantir o acesso à fase de subida à Segunda Liga e os forasteiros a querer confirmar o seu lugar na fase de ingresso à nova Liga 3. O Pevidém foi superior na primeira parte, mas adormeceu no segundo tempo. No final, o empate serviu os objetivos das duas formações. Longe de ser um candidato no início época, o Pevidém pode agora sonhar com os campeonatos profissionais.

A muita chuva que apareceu em cima do apito inicial não impediu que o jogo começasse com a intensidade que se esperava. Logo ao terceiro minuto os jogadores do Pevidém estiveram perto de levar com um balde de água gelada. Bola dividida à entrada da área e a bola sobra para Tiago Cruz que atira a “tirar tinta” ao poste da baliza de André Preto.

Numa altura em que o jogo parecia arrefecido, acaba por surgir o golo da equipa da casa. O passe Chico foi subestimado pela defesa do São Martinho, que pareceu confiar que a bola fosse chegar ao guarda-redes. Costinha não foi da mesma opinião e apareceu entre os centrais para se isolar e, com muita frieza, inaugurar o marcador.

O Pevidém ganhou confiança com o golo e passou a ter o domínio do jogo. Aproveitando a criatividade dos homens do meio-campo, foi sempre rondando a área adversária, ainda que sem assustar o guardião Marçal. O primeiro tempo prosseguiu sem grandes oportunidades e acabou com uma vitória justa da formação do concelho de Guimarães.

A segunda parte começou com o segundo do Pevidém. O livre era a pelo menos 30 metros da baliza, mas a bola cruzada ao segundo poste encontrou a cabeça do central Emanuel. O São Martinho tentou responder, mas não teve muitos argumentos para contrariar a organização defensiva caseira. Perto da hora de jogo o terceiro esteve perto, mas Costinha não conseguiu finalizar após um passe magistral de Pedrinho.

Por volta dos 63 minutos, o árbitro Pedro Viveiros assinala uma grande penalidade a favorecer o São Martinho. André Preto ainda defendeu o remate de Tiago Cruz, mas nada pode fazer na recarga do número 9 dos visitantes. O Pevidém sentiu o golo e foi permitindo mais aproximações à sua baliza. Por isso, o golo do empate acabou por surgir com alguma naturalidade. Jogada bem construída pelo meio-campo do São Martinho a resultar num cruzamento pela esquerda na direção de Alberto Fernandes que cabeceou para o 2-2.

Após o empate o jogo entrou na sua fase mais desinteressante. O resultado servia às duas equipas e ninguém quis arriscar sair do Parque de Jogos Coelho Lima com uma derrota.

 

A FIGURA

Ataque do CD Pevidém – Se alguém duvidar da qualidade do futebol jogado no Campeonato de Portugal, está convidado a ver os homens da frente do Pevidém. Percebe-se porque vão disputar o acesso à Segunda Liga.

 

O FORA DE JOGO

Adormecimento caseiro depois do segundo golo – Se após o 2-0 parecia que o Pevidém ia sair do jogo como justo vencedor, o que veio depois contrariou essa lógica. A equipa adormeceu e permitiu o empate aos visitantes.

 

ANÁLISE TÁTICA – PEVIDÉM SC

O Pevidém apresentou-se em 4-3-3 tradicional, com os laterais poucos subidos e sem grande espaço para atacar. Na frente confiavam na criatividade dos extremos e no jogo de costas para a baliza do possante Vítor Hugo. A equipa da casa aproveitou muito bem o espaço entre linhas deixado pelo S. Martinho. Com 2-0 passaram a defender num 5-4-1, que rapidamente se dissipou com empate.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Preto (7)

Emanuel (6)

João André (6)

Tiago Vieira (5)

Chico (5)

Cunha (6)

Rúben (7)

Pedrinho (8)

Tiago Ronaldo (6)

Costinha (7)

Vítor Hugo (6)

SUBS UTILIZADOS

Moreira (5)

Totas (-)

Diogo Lopes (-)

Leandro (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – AR SÃO MARTINHO

O São Martinho, a jogar num 4-4-2, que por vezes se transformava em 4-5-1 no momento defensivo. A equipa visitante preocupou-se em povoar o meio-campo, mas a estratégia revelou-se pouco eficaz perante a versatilidade do Pevidém.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marçal (6)

Rampa (6)

Tiago Valente (5)

Manuel Pedro (5)

Vasco Cruz (6)

Apolo (4)

João Carneiro (3)

Nuno Moreira (5)

Simão (5)

Vasco Costa (6)

Tiago Cruz (6)

 SUBS UTILIZADOS

Bruno Guimarães (6)

Alberto Fernandes (7)

Pedro Neto (-)

Diogo Nunes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Pevidém SC

Não foi possível colocar questões ao treinador do Pevidém SC, João Pedro Coelho.

 

AR São Martinho

Não foi possível colocar questões ao treinador da AR São Martinho, Agostinho Bento.

FC Paços de Ferreira x SL Benfica | Pontos fulcrais na luta pelo pódio

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Primeira Liga, jornada 26: sábado, 20h:30, 10 de abril de 2021

ANTEVISÃO: SERÁ QUE O SL BENFICA CONSEGUE A SÉTIMA VITÓRIA CONSECUTIVA?

O SL Benfica está a passar pela melhor fase da época, e quer continuar nesta maré de vitórias. O FC Paços de Ferreira não quer perder mais pontos para o terceiro classificado, SC Braga, e quer aumentar a distância em relação ao Vitória SC, que ocupa o sexto lugar da tabela. É caso para dizer que nenhuma das equipas quer perder pontos.

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Apesar da diferença de dez pontos, espera-se um jogo bem disputado entre as duas equipas. O FC Paços de Ferreira quer vingar a derrota da primeira volta e o SL Benfica quer vencer o jogo para se aproximar do FC Porto. Atualmente, os “castores” ocupam o quinto lugar da Primeira Liga, com 44 pontos, e as “águias” o terceiro lugar, com 54 pontos.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Na primeira volta, o SL Benfica derrotou o FC Paços de Ferreira por 2-1. Para a equipa lisboeta marcaram Rafa e Waldschmidt. Reabciuk apontou o tento da equipa nortenha.
  2. O FC Paços de Ferreira vem de uma derrota por 2-0 frente ao FC Famalicão e o SL Benfica de uma vitória por 1-0 frente ao CS Marítimo.
  3. Na presente época, os “castores” contam com 13 vitórias, cinco empates e sete derrotas. As “águias” somam 16 vitórias, seis empates e três derrotas.
  4. O FC Paços de Ferreira tem menos dez golos marcados (43) do que o SL Benfica (53) e tem mais oito golos sofridos (25) dos que os encarnados (17).
  5. O SL Benfica já não sofre golos há seis jogos, tendo a segunda melhor defesa da Primeira Liga (17 golos sofridos), sendo apenas ultrapassado pelo Sporting CP.
  6. O FC Paços de Ferreira não sofre mais do que um golo em casa há nove jogos consecutivos.
  7. As “águias” venceram nas duas últimas deslocações ao terreno dos “castores”.
  8. Para este jogo, Pepa não pode contar com o melhor marcador da equipa, Douglas Tanque, que viu o vermelho direto no jogo contra o FC Famalicão.
  9. A nível individual é preciso destacar Luther Singh, segundo melhor marcador da equipa dos “castores”, que até ao momento conta com cinco golos. Do lado das “águias” o destaque vai para Seferovic, que ocupa o segundo lugar na lista de melhores marcadores da presente época, tendo faturado 14 vezes.

10. De notar que a equipa dirigida por Pepa já não perde em casa desde a segunda jornada.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Luther Singh (FC Paços de Ferreira) – O extremo direito sul-africano é aposta recorrente para a equipa de Pepa e este jogo não deve ser exceção, uma vez que já cumpriu o jogo de castigo frente ao FC Famalicão. O jogador de 23 anos participou em 30% dos golos da equipa e já conta com cinco golos em 23 jogos, somando também cinco assistências. Depois da expulsão de Douglas Tanque, as atenções da defesa da equipa encarnada devem centrar-se em Luther Singh.

 

Helton Leite tem mantido a baliza do SL Benfica a zeros.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Helton Leite (SL Benfica) – É raro um guarda-redes ser considerado o homem do jogo, passando muitas vezes despercebido. A verdade é que com Helton Leite isso não acontece. Ultimamente tem sido aposta indiscutível para Jorge Jesus e, nesta época, analisando todas as competições, já soma 1530 minutos. Está há seis jogos consecutivos sem sofrer golos e é uma peça fundamental para o bom desempenho da defesa encarnada. Se avançados como Seferovic são uma dor de cabeça para o adversário, Helton Leite não fica atrás. A equipa de Pepa tem pela frente uma tarefa difícil – “derrotar” este guarda-redes.

 

XI’S PROVÁVEIS

FC Paços de Ferreira: Jordi, F. Fonseca, Marcelo, Maracás, Rebocho, Hélder Ferreira, Eustáquio, B. Costa, Castanheira, L. Carlos e Luther Singh.

Treinador: Pepa

“Não só em termos de resultados, mas também de oportunidades criadas, o Benfica está melhor. Às vezes, vencer só por 1-0 não significa muito. Esse rendimento muito alto do Benfica faz com que seja um jogo muito difícil. Sabemos que em alguns momentos vamos ser empurrados para trás. Mas a superação é a nossa essência, só assim podemos roçar a perfeição para vencer amanhã o jogo”.

 

SL Benfica: Helton Leite, Lucas Veríssimo, Otamendi, Diogo Gonçalves, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Rafa, Everton, Waldschmidt e Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“Há dados factuais sobre a capacidade da equipa do Paços e a época que está a fazer. Ainda mais no seu estádio, onde só perdeu com o Sporting. Vamos ter momentos difíceis porque o adversário vai dificultar, mas o Benfica está preparado para isso, tem qualidades e possibilidades de sair com mais uma vitória, que é o que queremos. Estamos confiantes e motivados”.

PREVISÃO DE RESULTADO: FC Paços de Ferreira 0- 2 SL Benfica

Real Madrid CF x FC Barcelona: “El Clásico” no ataque à “pole position”

Liga Espanhola, Jornada 30: sábado, 20h00, 10 de abril 2021

ANTEVISÃO: OLHOS NO TOPO COM O QUARTO “À PERNA”

O “El Clásico” deste fim de semana pode complicar as contas no ataque ao título e colocar até o pódio em risco. Sem derrotas nos últimos 12 jogos, em todas as competições, o Real Madrid CF entra este sábado em campo com menos três pontos que o Club Atlético de Madrid, primeiro classificado, e mais cinco pontos que o Sevilla FC, quarto classificado.

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Por sua vez, o FC Barcelona, que vem de nove jogos sem perder, em todas as competições, está a um ponto do líder, e com mais sete que a formação sevilhana. Entre “Merengues” e “Blaugranas” são dois pontos de distância. A formação madrilena chega a este embate depois do compromisso a meio da semana para a Liga dos Campeões, e com algumas baixas no plantel, especialmente na defesa.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos 14 jogos em casa, para a Liga Espanhola, o Real Madrid CF leva dez vitórias, um empate e três derrotas.
  2. Nos 14 jogos como visitante, para a Liga Espanhola, o FC Barcelona tem dez vitórias, um empate e três derrotas.
  3. Na condição de visitado para o principal escalão de futebol espanhol, os Merengues têm em média 1,74 golos marcados e 0,64 sofridos.
  4. O FC Barcelona tem 2,21 golos marcados e 0,71 sofridos em média, por jogo, a jogar fora de portas na Liga Espanhola.
  5. O Real Madrid CF não perde há nove jogos na Liga Espanhola
  6. Os Blaugranas vêm de 19 jogos consecutivos sem perder para a Liga Espanhola
  7. O Real Madrid CF marca há 11 jogos consecutivos no campeonato.
  8. O FC Barcelona vem de 21 jogos a marcar no principal escalão espanhol.
  9. Nos últimos cinco embates entre as duas equipas, duas vitórias para cada uma das formações e um empate
  10. Nos últimos dez encontros entre as duas formações há em média 2,7 golos por jogo

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Casemiro (Real Madrid CF) – Casemiro é um “todo terreno” no XI do Real Madrid CF e muito importante na manobra defensiva e ofensiva. Muito forte no desarme, Casemiro também parece ter uma tendência para não perder frente aos “Blaugranas”. Em 15 partidas em que participou frente ao FC Barcelona, Casemiro venceu seis (40%), empatou quatro (26,7%) e perdeu cinco (33,3%). Nada mau.

 

Ousmane Dembélé (FC Barcelona) – Dois golos nos últimos dois jogos, e Dembélé parece estar numa fase crescente da época. O francês leva dez tentos esta temporada, e vai ser um perigo para a baliza dos Merengues. Além disso, o atacante tem um registo digno frente ao Real Madrid CF. Em seis partidas frente aos madrilenos, Dembélé leva três vitórias (50%), dois empates (33,3%) e apenas uma derrota (16,7%).

 

XI’S PROVÁVEIS

Real Madrid CF: Courtois, Mendy, Nacho, Militão, Lucas Vázquez, Casemiro, Kroos, Modric, Vinícius, Benzema e Asensio.

Treinador: Zidane: “São três pontos, iguais aos de Cádiz e Eibar. É verdade que o impacto não é o mesmo, mas são três pontos”.

FC Barcelona: Stegen, Dest, Piqué, Lenglet, Alba, Busquets, Frenkie de Jong, Pedri, Messi, Dembélé e Griezmann

Treinador: Koeman: “Ambas as equipes sabem a importância de vencer”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Real Madrid CF 1-2 FC Barcelona

SmackDown WrestleMania: Vencedor inédito na Memorial Battle Royal

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Realizou-se esta sexta-feira mais uma edição do SmackDown, desta feita com dois combates que seriam realizados na WrestleMania, mas que aconteceram mesmo no show semanal da brand azul. Os dois combates principais foram um Fatal 4-Way Tag Team Match pelos SmackDown Tag Team Championships e a sempre prestigiosa Andre The Giant Memorial Battle Royal, que aconteceu pela primeira vez fora do principal evento da WWE, a WrestleMania.

DOLPH ZIGGLER E ROBERT ROODE DERROTARAM STREET PROFITS (ANGELO DAWKINS & MONTEZ FORD), ALPHA ACADEMY (CHAD GABLE & OTIS) E REY MYSTERIO & DOMINIK

Neste combate Fatal 4-Way, os atuais campeões de Tag Team do SmackDown defenderam com sucesso os seus títulos. O combate foi sempre bastante intenso, com bastante equilíbrio e nenhuma equipa a dominar, mas no fim prevaleceram os detentores dos títulos.

JEY USO VENCEU A ANDRE THE GIANT MEMORIAL BATTLE ROYAL

No evento principal da noite, Jey Uso quebrou a série de derrotas que já durava há alguns meses e conseguiu eliminar por último Shinsuke Nakamura, mesmo depois do japonês lhe ter aplicado o Kinshasa. No final do combate, Roman Reigns e Paul Heyman foram até ao ringue cumprimentar Jey pela vitória.

Foto de Capa: WWE

Podcast Frente a Frente Bola na Rede #1 – Diogo Jota vs. André Silva

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É dia de estreia do novo podcast do Bola na Rede! No Frente a Frente colocamos dois desportistas em confronto e, neste programa inaugural, temos Diogo Jota contra André Silva. Qual é que escolhias? Neste programa temos a moderação do João Filipe Brandão e os comentários de Alexandre Matos e Romão Rodrigues. Vem daí! 🎙️

Se queres no que deu, então ouve o novo Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Uma seleção pouco natural | Portugal

O apuramento para o Mundial do Catar em 2022 arrancou no passado mês de março e a seleção portuguesa partiu como favorita no grupo A, ao lado de Sérvia, Luxemburgo, Azerbaijão e República da Irlanda.

Os mais ambiciosos até pediam oito vitórias em outras tantas jornadas, mas nem os mais pessimistas esperavam o desempenho na tripla jornada no final de março. Apesar do primeiro lugar do grupo, em igualdade pontual com os sérvios, as exibições ficaram bastante aquém do plantel à disposição – e dos que ficaram de fora.

A vitória pela margem mínima (1-0) diante dos azeri apareceu através de um autogolo de Maksim Medvedev e fez soar os alarmes; era preciso apresentar muito mais se o objetivo era o apuramento.

A segunda jornada corria de feição ao intervalo, fruto de uma seleção sérvia estranhamente apática e de um Diogo Jota a provar que merece a titularidade na equipa nacional. Contudo, a seleção da península Balcânica acordou no segundo tempo e com maior assertividade e pressão revelou as inúmeras fraquezas de uma seleção portuguesa frágil.

Enquanto se perderam horas a discutir o golo que não foi validado a Ronaldo, e que daria a vitória, não se discutiu o fraco jogo português, a facilidade com que se encaixou o empate ou a sorte que Portugal teve em não sair de Belgrado com a derrota.

Uma vez mais, pouco ou nada se aprendeu com as dificuldades dos jogos anteriores e a partida contra o Luxemburgo serviu, uma vez mais, para a “grande potência” se passear em países de menor relevância futebolística. Os comentários na transmissão televisiva davam conta disso mesmo – de uma superioridade ridícula em relação ao adversário.

Ridícula porque dentro de campo isso não era evidente e o futebol praticado ia de mal a pior. Só alguém muito desatento conseguiu ficar surpreendido com a merecida vantagem que os atletas visitados alcançaram ao minuto 30.

O susto foi revertido e a vitória por dois golos de diferença (1-3) colocou Portugal na liderança do grupo e trouxe uma falsa sensação de dever cumprido nesta pausa para compromissos internacionais.

A hora agora é de reflexão e exige-se que esta seja profunda. É hora de questionar um pouco de tudo, ou o caminho far-se-á de forma descendente. Desde logo, a convocatória. A chamada de Nuno Mendes é merecida e lógica, mas retirar o atleta da fase final do europeu sub-21, disputado ao mesmo tempo, significaria uma aposta séria na seleção principal.

Na primeira jornada atuou os 90 minutos, mas na segunda foi relegado para o banco de suplentes. Acabou por entrar aos 72 minutos, mas não se percebe a troca com Cédric. Mais incompreensível do que isto só mesmo o facto de Cédric ser ainda aposta numa seleção com tanta oferta nas laterais. O erro foi naturalmente reposto na terceira jornada e Nuno Mendes alinhou os 90 minutos no Luxemburgo.

Além de Cédric, há outros casos de aparente titularidade/convocatória asseguradas e que carecem de forte explicação. Com Ronaldo à cabeça. Tenho sérias dificuldades em montar o onze nacional e deixar de fora Bernardo Silva, André Silva, Bruno Fernandes, João Félix ou Diogo Jota. Ronaldo, no entanto, parece-me óbvio que a sua transferência para uma linha de segundas escolhas já peca por tardia.


Em nenhum momento se coloca em causa o que já foi feito pelos atletas, mas sim o que se quer do futuro da selação nacional. Vamos ficar eternamente a alinhar de início jogadores pelo tanto que nos deram no passado? Se assim fosse, Quaresma não teria desaparecido das convocatórias…

Félix é um talento geracional, inegável e que sai prejudicado pelo contexto do clube para onde se transferiu, mas a qualidade está lá e ninguém o pode esconder. Jota deslumbrou Klopp e vai assinando exibições vistosas, antes e pós-lesão. André Silva é só o segundo melhor marcador da liga alemã, com 22 golos, atrás de Lewandowski. No entanto, na seleção, alinhou em apenas 75 dos 270 minutos das três jornadas de apuramento para o Mundial do Catar.

Tendo em conta que há ainda Pedro Neto e Trincão à perna, fica para mim impossível encaixar Ronaldo no onze inicial. Como “CR7” já fez a Raúl González no Real Madrid CF ou a Simão e Rui Costa na seleção, há páginas a virar e em nenhum momento se colocou em causa o valor de quem deu palco às novas gerações.

Não é por acaso que as duas equipas que estão construídas à volta do português – Juventus FC e seleção portuguesa – passam por uma fase crítica de resultados e exibições. Nunca deu grande resultado apoiar o futebol de um coletivo numa individualidade.

Acima de tudo, o que os últimos jogos da seleção portuguesa demonstraram foi uma urgência em operar renovações. No onze, na convocatória, nas escolhas. E até no cargo de treinador principal.

Para sempre vamos dever a Fernando Santos a maior conquista do futebol sénior português de seleções, mas o conjunto de fatores irrepetíveis que nos levou de empate em empate à vitória final é algo ainda por explicar.

Se não o tivesse vivido diria que todo o europeu de 2016 era uma simulação utópica e impossível. Mas tal como Ronaldo, parece-me que chegou a vez de Fernando Santos terminar o seu ciclo como selecionador nacional.

Scolari levou-nos a uma final e não era amado por todos. Sofremos com alguns dos seus substituitos, mas a vida seguiu. Apesar de tudo, prefiro correr o risco de trocar de selecionador e errar do que desperdiçar provavelmente a melhor geração de jogadores portugueses de sempre num estilo de jogo ultrapassado, monótono e nada adequado à qualidade que evidenciam semana após semana nos melhores campeonatos europeus.