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Estrela Vermelha surpreende Real Madrid. CSKA e Olympiacos mantêm liderança partilhada

Cabeçalho modalidadesÀ passagem da 10ª jornada da Euroliga de basquetebol, a tabela começa a mostrar sinais de alguma coerência no que toca à diferença de qualidade das equipas. No topo da tabela os históricos CSKA e Olympiacos partilham a liderança, apenas separados pela diferença pontual das duas equipas, com oito vitórias em dez possíveis, seguidos do actual campeão em titulo, o Fenerbahce, que tem menos uma vitória que os rivais, à semelhança do colosso grego Panathinaikos. Os quatro principais candidatos ao título desta época cumpriram as suas obrigações nesta ronda.

Os russos do CSKA receberam e venceram o Barcelona por 92-78 e continuam a mostrar o seu alto rendimento ofensivo, com a principal figura da equipa Nando de Colo a realizar um duplo-duplo, com 18 pontos e 11 assistências. O Barcelona soma assim a sexta derrota e continua fora de uma posição de acesso aos playoffs, ocupando o 10º lugar na tabela.

A jornada não foi de facto positiva para os clubes de Espanha. O Real Madrid foi surpreendido em casa pelo modesto Estrela Vermelha, perdeu por 83-87, e desperdiçou assim a possibilidade de alcançar o cómodo 5º lugar na prova. O esforço coletivo do Estrela Vermelha conseguiu superiorizar as mais-valias individuais do Real Madrid, e a inspiração do norte-americano Taylor Rochestie fez a diferença no marcador com 18 pontos e ainda 7 assistências.

cska
O CSKA reforçou o 1º lugar
Fonte: CSKA

Os clubes gregos provaram o favoritismo nos seus jogos, respetivamente. O Olympiacos foi a Espanha dominar o Valência Basket, com o resultado final de 64-72. Já a equipa de Atenas, o Panathinaikos, impôs uma vitória na capital grega sobre a equipa que ocupa o fundo da tabela, o Unicaja Málaga.

O Maccabi Tel Aviv e o BC Khimki conseguiram vitórias caseiras importantes sobre os seus adversários diretos pelo acesso aos playoffs. Os israelitas derrotaram os lituanos do Žalgiris por 81-74, com grande destaque para a antiga estrela da NBA Norris Cole, que colecionou 26 pontos, com uma elevada taxa de sucesso da linha de triplo, com 4 lançamentos concretizados em 6 tentativas. Os estreantes na prova do BC Khimi conquistaram uma vitória sobre os alemães do Brose Bamberg por 82-73, com o base da equipa Alexey Shved a contribuir com uns impressionantes 26 pontos.

Concluído assim o primeiro terço da fase regular da Euroliga, a pressão aumenta na luta pelo acesso aos playoffs, numa época que promete indecisão até final.

euroliga 10 jogosFoto de Capa: Estrela Vermelha

SC Braga 3-0 FC Paços de Ferreira: Resultado Melhor do que a Exibição

Cabeçalho Futebol NacionalEm jogo a contar para a 13ª jornada da Liga Portuguesa, que poderia até ter sido disputado à porta fechada, o Estádio Municipal de Braga apresentou uma excelente moldura humana (18483 espetadores), num gélido início de noite de outono, em encontro de entrada gratuita para o público. Do lado da equipa da casa, o SC Braga, o principal objetivo passava por cimentar o quarto lugar da tabela classificativa e encurtar distâncias para o terceiro; ausentes do encontro, por lesão, estiveram Fransérgio, Paulinho, Rosic e Raúl Silva. Do lado dos visitantes, o FC Paços de Ferreira, a meta passava por inverter a tendência negativa de resultados (quatro derrotas nos últimos cinco jogos disputados) e consolidar um lugar no meio da tabela classificativa; ausentes do jogo, por lesão, estiveram Marco Ribeiro, Quiñones e André Leão.

O SC Braga entrou em campo no seu habitual 4-4-2, com uma frente de ataque móvel na qual Abel Ferreira optou por juntar Xadas a Hassan. Os pacenses, treinados por Petit, entraram em campo com igual estrutura tática e apostaram também numa dupla rápida no ataque (Mabil / Welthon). Ainda que com 22 jogadores em campo, o grande destaque da primeira parte acabaria por recair no árbitro, Rui Oliveira. Assim, aos 17 minutos, Bruno Xadas contemporizou para a entrada de Esgaio; este serviu Hassan que, de calcanhar, atirou a contar. Golo do SC Braga, porém, anulado com recurso ao vídeo-árbitro! A partir daí, na noite fria de Braga, o ambiente aqueceu e muito, com uma marcada contestação dos adeptos locais ao árbitro da partida.

Numa primeira parte com poucas ocasiões de golo, acabaria mesmo por ser o FC Paços de Ferreira, que pouco mais fez do que limitar-se a defender e a procurar o contra-ataque, a ter a melhor oportunidade para marcar. Aos 40 minutos, na sequência de um canto apontado a partir da direita, Miguel Vieira apareceu ao primeiro poste para cabecear à barra da baliza à guarda de Matheus. Chegado o tempo de intervalo num encontro bem mais quente nas bancadas do que dentro das quatro linhas, merece nota de destaque, nesse período, a luminosa homenagem ao “homem do leme”, Zé Pedro, guitarrista do Xutos & Pontapés, em decurso do seu falecimento.

Em noite de enchente, o resultado foi melhor do que a exibição Fonte: Facebook do Sporting Clube de Braga
Em noite de enchente, o resultado foi melhor do que a exibição
Fonte: Facebook do Sporting Clube de Braga

As equipas regressaram para a segunda parte sem qualquer alteração de parte a parte e, igualmente, sem alterações na toada do encontro. Aos 49 minutos Welthon cabeceou pouco ao lado da baliza do SC Braga e, aos 61, Xadas rematou pouco por cima da baliza do FC Paços de Ferreira. Fora isso, o jogo foi uma verdadeira apatia até aos 65 minutos. Aí, Rui Oliveira voltou a ser protagonista; em 10 minutos mostrou dois cartões amarelos a Mateus Silva e deixou os “castores” com apenas 10 jogadores em campo. Daí em diante, o SC Braga cresceu no jogo e foi encostando o FC Paços de Ferreira às cordas.

A mudança na toada do encontro começou a traduzir-se em golos logo aos 70 minutos, com os braguistas a adiantarem-se no marcador na sequência de um canto. Após cruzar vários jogadores a bola caiu nos pés de Bruno Viana que, quase involuntariamente, a colocou no fundo das redes à guarda de Mário Felgueiras (a bola ainda desviou em Bruno Santos antes de entrar). Pouco depois, e já após Fábio Martins (entrado para o lugar de João Carlos Teixeira) ter ameaçado com um remate pouco ao lado da baliza, o mesmo futebolista deixou a bola em Ricardo Horta (entrado em campo sete minutos antes para o lugar de Bruno Xadas) para o avançado português, aos 80 minutos, rematar colocado, ainda fora da área, para o segundo golo da equipa da casa. 2-0 no marcador. Aos 87 minutos, após novo canto apontado a partir da esquerda, Dyego Sousa (entrado pouco tempo antes na partida) surgiu isolado na pequena área e desviou para o fundo das redes do FC Paços de Ferreira. Estava feito o resultado final!

Num jogo com um resultado algo enganador, o SC Braga só começou verdadeiramente a dominar após o FC Paços de Ferreira se ter visto reduzido a 10 jogadores. Até lá, os pacenses foram conseguindo organizar-se bem na defesa, pese embora correndo sempre poucos riscos no momento ofensivo. Os “gverreiros do Minho” estiveram tendencialmente pouco inspirados, sobretudo após o golo anulado ainda na primeira parte, mas acabaram por conseguir sair do Estádio Municipal de Braga com três pontos importantes que colocam a equipa a apenas dois pontos do terceiro lugar da tabela classificativa. O FC Paços de Ferreira, com este resultado, soma um total de cinco derrotas nos últimos seis encontros disputados.

Vitória FC 1-2 Vitória SC: Ou ganha o Vitória, ou não ganha ninguém

Cabeçalho Futebol Nacional

O duelo de Vitórias a contar para a 13ª jornada aconteceu esta noite no Estádio do Bonfim. Com duas equipas desesperadas pela vitória e com os Sadinos a viver um dos piores momentos da sua história a expectativa era de um jogo com golos.

Numa partida que começou equilibrada, com ataques de parte a parte, os homens da casa deixaram-se cair na armadilha dos vimaranenses e logo aos dez minutos, Semedo faz falta na grande área e concede um penalti à equipa visitante. Assim, por parte de Raphinha, que voltou esta noite ao 11 inicial, o Vitória de Guimarães inaugurou o marcador. Logo a seguir, a equipa da casa poderia ter feito (e fez) o empate, por parte de Nuno Pinto, mas o juiz da partida, Vasco Santos, considerou que a bola não ultrapassou a linha de golo.

O Vitória de Setúbal tentou construir o jogo e chegou a levar perigo por diversas vezes à baliza de Douglas, mas as derradeiras oportunidades foram do V. Guimarães que, primeiro por parte de Heldon e depois por Raphinha, as desperdiçou na cara de Cristiano. Dois golos certos, desperdiçados pelos vimaranenses em menos de dez minutos. Os sadinos poderiam, ainda, ter empatado a partida em cima do fecho da primeira metade, mas, ao estilo dos homens de Pedro Martins, não conseguiram finalizar.

Os vimaranenses inauguraram o marcador após grande penalidade convertida por Raphinha Fonte: Bola na Rede
Os vimaranenses inauguraram o marcador após grande penalidade convertida por Raphinha
Fonte: Bola na Rede

O Vitória FC entrou na segunda parte com vontade de fazer mais e melhor e poderia, mais uma vez, ter feito o golo do empate aos 61 minutos. Gonçalo Paciência não rematou da melhor maneira, tendo permitido uma fácil defesa a Douglas. Ainda no mesmo minuto, os conquistadores voltaram a realizar um contra ataque em velocidade e desta vez Raphinha não perdoou e bisou, alargando a vantagem do V. Guimarães.

Os sadinos pareceram perder a força, baixando assim a intensidade, mas sem recuar demasiado no campo. Já perto dos 90′ o Vitória da casa chegou ao seu primeiro golo depois de Jubal fazer falta sobre Edinho, resultando em grande penalidade que foi convertida por Gonçalo Paciência. Os homens de José Couceiro ainda tentaram correr atrás do prejuízo, mas sem sucesso. O jogo terminou mesmo 1-2, e o Vitória de Setúbal soma a sua quarta derrota consecutiva no campeonato.

CD Feirense 0-1 CD Aves: Falcone foi ave de rapina

Cabeçalho Futebol NacionalVindos de momentos distintos, Feirense e Aves encontraram-se no estádio Marcolino de Castro em jogo da 13.ª jornada. A equipa da casa vinha de três derrotas seguidas para o campeonato, enquanto que os visitantes, nas duas anteriores jornadas, consumaram uma importante vitória em Setúbal e um moralizador empate face ao líder FC Porto.

O jogo começou agitado e com oportunidades de parte a parte. Logo aos dois minutos, Salvador Agra apareceu na cara de Caio Secco e por pouco não conseguiu desviar para a baliza. A resposta fogaceira não tardou e Luís Machado aos cinco, depois de uma boa combinação entre Tiago Silva e Etebo, desviou de raspão ao primeiro poste e a bola passou a rasar a linha de baliza, sem a transpor.

Depois deste início prometedor, o jogo ficou muito disputado a meio-campo e só acordou à passagem da meia hora de jogo, com um cruzamento tenso de Salvador Agra ao qual nem Derley nem Amilton conseguiram chegar. Momentos mais tarde, foi a vez de Diego Galo desperdiçar na cara de Caio, no seguimento de um livre muito bem batido por Nildo. O jogo começou a aquecer, com muitas quezílias entre jogadores e até mesmo entre bancos, demonstrando bem a importância deste jogo para ambas as equipas. Até ao final do 1º tempo, registo apenas para um remate desastrado de Etebo que, em boa posição, podia ter feito muito melhor.

O golo avense surgiu já nos descontos, numa altura em que a equipa da casa já se encontrava em inferioridade numérica Fonte: Bola na Rede
O golo avense surgiu já nos descontos, numa altura em que a equipa da casa já se encontrava em inferioridade numérica
Fonte: Bola na Rede

Para a segunda parte entraram os mesmos protagonistas, mas a equipa avense veio mais espicaçada do balneário e ia aproveitando o maior requinte técnico do seu meio campo e a velocidade dos seus extremos para se aproximar da baliza adversária. No entanto, quem brilhou foi Quim, que no espaço de um minuto fez duas defesas de grande nível. A primeira, a desviar com uma palmada o remate de Luís Machado para canto e, na sequência do mesmo, um remate de ressaca de Etebo desvia em Luís Rocha e apanha Quim em contrapé, que ainda assim conseguiu mostrar todos os seus reflexos ao desvia-la da sua baliza. Forte candidata a defesa da jornada!

O jogo continuava interessante e muito quentinho, ao ponto que Luís Machado perdeu a cabeça e teve uma entrada muito dura sobre Nildo, à qual o árbitro não teve outra hipótese que não mandá-lo mais cedo para o balneário.

Em superioridade numérica, o conjunto de Lito Vidigal ia tendo mais bola, mas o Feirense não se remetia só à defesa e Etebo, na cara do golo, desviou ao lado. Os minutos finais foram abertos e Amilton teve duas boas oportunidades para inaugurar o marcador, porém sem sucesso. Ponck também tentou, mas sem a pontaria desejada. O Feirense continuava atrevido e João Silva acertou mal na bola quando só tinha Quim pela frente. Como quem não marca, sofre, a equipa da casa veio a pagar caro o seu atrevimento e, já nos descontos, numa boa jogada pela direita, Rodrigo apareceu solto e cruzou rasteiro para Falcone desviar à boca da baliza. Um grande balde de água fria para os adeptos caseiros, que já viam a equipa a regressar aos pontos.

Num jogo de equilíbrios e com muitas oportunidades, faltou mais eficácia aos protagonistas. Lito Vidigal foi feliz ao lançar Falcone, que foi o mais esclarecido na hora de atirar à baliza. O Feirense mantém a série negativa e viu-se ultrapassado pelo adversário de hoje, que parece embalado para um campeonato mais tranquilo. Apesar de tudo, foi um bom jogo, com uma boa moldura humana, o que só valoriza o nosso campeonato.

CD Santa Clara 1-1 CD Nacional: Ninguém se ficou a rir no duelo de ilhéus

Cabeçalho Futebol NacionalDepois de uma semana de chuva pelos Açores, o tempo decidiu dar tréguas para mais uma grande partida de futebol no estádio de S. Miguel. Defrontaram-se Santa Clara e o CD Nacional.

Nesta primeira parte foi o Nacional a entrar melhor em campo. A equipa alvinegra conseguiu evidenciar-se nestes primeiros minutos, conseguindo ter mais bola e jogando mais próximo da área adversária. Com o decorrer do jogo, o Santa Clara conseguiu equilibrar a partida e começou a tomar as rédeas da partida. O Santa Clara tinha mais iniciativa, porém o jogo permanecia algo atabalhoado, com muitas perdas de bola de parte a parte e sem grandes lances de perigo. Já perto do final do primeiro tempo, Santana fica perto do golo mas o cabeceamento do brasileiro saiu um pouco ao lado da baliza do guarda-redes Daniel. Até final da primeira parte não surgiram mais oportunidades de ambas as equipas, sendo que o resultado justificava-se.

Na segunda parte a história do jogo mudou. O Santa Clara entrava melhor no segundo tempo com mais posse de bola e a tentar circular mais a bola. O Nacional, por seu lado, adotava uma postura mais defensiva, defendendo mais baixo no terreno. O golo da equipa da casa ia chegar num lance de bola parada. Na sequência de um canto, Minhoca assiste para o cabeceamento de Santana que desta vez não falhou na hora “h”. O golo acabou por ter consequências para os da casa.

O Nacional não conseguiu ir além do empate nos Açores Fonte: CD Nacional
O Nacional não conseguiu ir além do empate nos Açores
Fonte: CD Nacional

O Santa Clara adormeceu no jogo e permitiu que o Nacional entrasse na discussão da partida. O Nacional aproveitava e conseguia criar calafrios na defensiva dos açorianos. Primeiro, Rochez, frente a frente com Serginho, falha clamorosamente o desvio para o empate. Depois numa jogada pela ala esquerda do ataque, com Ricardo Gomes em destaque, o Nacional consegue empatar a partida, com Rochez a não vacilar na hora do golo, decorria o minuto 73.

O resultado interessava ao Nacional, sendo que depois da equipa visitante ter chegado ao empate pouco mais se jogou. As constantes paragens na partida e um futebol sempre aos repelões marcaram estes minutos finais da partida. Isto e um falhanço do brasileiro Santana. Numa jogada em que a defesa do Nacional fica claramente fora do lance, Santana falhou o desvio para o segundo golo, quando a baliza estava completamente deserta.

O empate na partida acabou por premiar o Nacional pela eficácia. A equipa madeirense acabou por ser a principal beneficiária desta divisão de pontos. Já o Santa Clara só se pode queixar da sorte (ou falta dela), sendo que ainda assim subiu para o terceiro posto do campeonato, a um ponto do segundo classificado Famalicão e a dois do Académico de Viseu, líder do campeonato.

FC Porto – SL Benfica: O Jogo que Vai Além dos Relvados

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fc porto cabeçalhoQue o FC Porto – SL Benfica é o maior “clássico” do futebol português e um dos maiores do mundo, isso é inquestionável. Por se tratar de um jogo dessa magnitude é normal que aconteçam situações polémicas que extrapolam o relvado. Pois bem, na última 6ª feira aconteceu mais um capítulo dessa história de rivalidade. Se for citar todas as polémicas que já envolveram esse “clássico” eu teria que escrever um texto maior do que a Bíblia. Mas vou nomear algumas, a começar pelos últimos dois jogos do FC Porto na Liga Portuguesa.

Em Vila das Aves o FC Porto apenas empatou com o clube da casa (1-1). A equipa não jogou bem. Porém, nos instantes finais de jogo o árbitro da partida, Rui Costa, não assinalou um penálti claro para o Dragão. No lance o defesa avense deu um pontapé, dentro da área, no médio Danilo Pereira e absurdamente não foi assinalada a infração. O árbitro estava a dois metros do lance e com uma visão limpa da jogada. Inclusivamente, ignorou a utilização do vídeo-árbitro. O FC Porto acabou por perder nesse jogo dois pontos que poderia não ter perdido se o juiz tivesse marcado uma infração óbvia que aconteceu. “Coincidentemente” esse lance ocorreu na partida que antecedeu o jogo frente ao SL Benfica. Como de costume, o clube de Lisboa manifestou-se perante o lance e como de costume, também, utilizou de aparentes “artimanhas” na tentativa de persuadir o público de que o lance envolvendo Danilo não havia sido penálti.

Nas imagens do jogo apresentadas pelo clube lisboeta não aparece o toque do defesa em Danilo. Na verdade, até a qualidade da imagem apresentada pelo clube é algo bizarra. Péssima qualidade. Especialistas na área já vieram a terreno afirmar que, aparentemente, terá havido manipulação das imagens. Nada mais parece surpreender: os ventos vindo do Sul são um pouco tortuosos, mas a direção do FC Porto precisa de estar sempre atenta já que, afinal, foram “retirados” dois pontos importantes, ao clube, na competição.

Passado o jogo em Vila das Aves o FC Porto preparava-se para defrontar o SL Benfica no Estádio do Dragão. No relvado a equipa portista foi muito superior ao rival, mas deve reconhecer-se que também foi muito incompetente para definir o jogo. Porém, o que aconteceu dentro das quatro linhas ficou praticamente anulado após o FC Porto ter sido amplamente prejudicado pela arbitragem, comandada por Jorge Sousa. Em seguida detalho os dois lances capitais da partida que mudaram o resultado final do confronto.

Académica OAF 1-1 FC Famalicão: Num duelo tão quente, não houve quem tivesse frio

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Cabeçalho Futebol NacionalO frio que se faz sentir um pouco por todo o país não entrou no Estádio Cidade de Coimbra, confortavelmente aquecido por um bom espétaculo entre dois candidatos à subida, por uma boa moldura humana (4402 espectadores) … e por desacatos entre esta.

Mas já lá vamos. Comecemos pelo principal. Que é o jogo. A jogar em casa, a Académica entrou com vontade de assumir o jogo, porém, teve pela frente um adversário à altura e que soube responder ao ar autoritário dos anfitriões com uma frente de ataque móvel e dinâmica (Feliz, Rui Costa e João Mendes, sobretudo), agitada pela energia que os laterais (Joel e Jorge Miguel) ofereciam sempre que se integravam no ataque.

Este atrevimento famalicense esteve na génese da primeira ocasião  de golo do jogo – Jorge Miguel sobre a esquerda, tira cruzamento para a pequena àrea da Académica, onde aparece José Pedro a cabecear perto da baliza dos estudantes.

O jogo continuou numa toada de parada e resposta e o golo podia cair para qualquer lado. Caiu na baliza famalicense. Djousse combinou com Marinho, este tirou cruzamento perfeito para a entrada da pequena àrea onde apareceu Femi Balogun a encostar, de cabeça à passagem da meia hora de jogo.

O Famalicão pareceu acusar o golo sofrido e a Académica passou a dominar o jogo no quarto de hora final do primeiro tempo, e podia mesmo aumentar a vantagem, mas Marinho, primeiro atirou ao poste e Harramiz (entrado para o lugar do entretanto lesionado Femi Balogun), depois, isolado, não conseguiu contornar o guarda-redes famalicense.

Bancadas estiveram bem preenchidas no Cidade de Coimbra
Bancadas estiveram bem preenchidas no Cidade de Coimbra

Dito, treinador dos famalicenses não se fez de rogado e ao intervalo fez duas alterações. João Mendes e Hocko deram lugar a Dani e Jaime Poulson. Esta dupla aposta teve retorno quase imediato. O Famalicão surgiu mais afoito e chegou mesmo à igualdade, através de uma grande penalidade sofrida por Rui Costa e convertida por Willian aos 59 minutos.

Este golo teve o condão de acalmar um pouco o jogo. O Famalicão deixou de ser tão atrevido, e passou a atacar apenas pela certa. A Briosa tentava reagir mas batia na boa organização defensiva do adversário, reforçada com a saída de Rui Costa, referência ofensiva.

A Académica demorou a conseguir criar perigo, mas conseguiu fazê-lo a partir dos 10 minutos finais. Marinho e Harramiz, na cara do golo, não conseguiram desfeitar Gabriel. O Famalicão foi ganhando solidez defensiva, conseguiu resistir às investidas da Briosa e até esteve perto de conseguir sair de Coimbra com os três pontos num lance de contra-ataque em que Ricardo negou o bis de Willian.

A derrota seria um desiderato injusto para uma Académica que deu prova de que está vivíssima na luta pela subida. O “Homem do Leme” mudou, mas a equipa mantém ambição, ainda que não seja a única “a olhar o céu” que é a Primeira Liga, e uma boa dinâmica exibicional, para agrado de todos os academistas, incluindo aqueles que já não estão entre os vivos (Até sempre, Zé Pedro!).

P.S.: A vontade de ganhar pode cegar e gerar situações lamentáveis. As quezílias no relvado, entre jogadores, durante o jogo alastraram-se às bancadas, havendo lugar a uma tentativa de invasão de campo, bravamente travada pelos jogadores da Académica, em auxílio da segurança da estádio e, mais tarde, com adeptos de ambas as equipas a trocar insultos … e objectos (o arremesso de uma cadeira chegou mesmo a provocar ferimentos ligeiros numa adepta famalicense).

CF União 5-3 Académico Viseu FC: Grito de revolta deu em festival de golos

Cabeçalho Futebol Nacional

Foi um autêntico festival de golos o encontro da 15.ª jornada da Segunda Liga que opôs CF União e Ac. Viseu FC. Os viseenses, primeiros classificados foram surpreendidos por um União que se apresentava privado de vários jogadores importantes, graças às lesões que têm assolado o plantel desde o início do campeonato. Apesar das baixas, José Viterbo prometera um grito de revolta e a equipa respondeu.

Nos minutos iniciais o domínio pertenceu quase sempre aos viseenses, que assumiam o jogo sem reservas. O golo inaugural, contudo, surgiu mesmo para os azuis e amarelos, que fizeram balançar as redes logo da primeira vez que chegaram à baliza de Peçanha. Na sequência de um pontapé de canto, alcançado após um atraso mal conseguido de Capela, Luan abriu a contagem para o que viria a ser uma manhã produtiva.

No minuto seguinte, o União concede um pontapé da marca de grande penalidade, que José Paulo converteu para repor a igualdade. E apenas mais um minuto passado surge um novo golo, a efetuar a reviravolta, quando Sandro Lima finalizou com frieza, para coroar uma boa jogada individual.

Pouco depois, aos 18 minutos, e na segunda oportunidade de perigo, Gonçalo Abreu respondeu da melhor maneira a um cruzamento bem medido de Júnior, empatando novamente a contenda.

Mica Pinto voltou a ser um dos melhores elementos em campo, seguro a defender e interventivo no ataque  Fonte: CF União
Mica Pinto voltou a ser um dos melhores elementos em campo, seguro a defender e interventivo no ataque
Fonte: CF União

Ao fechar a primeira parte o domínio dos homens de negro dava lugar a um equilíbrio crescente, que convidava a atenção de quem se dirigira ao Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava.

No segundo tempo, depois de dez minutos regressaram os golos, com Luan a voltar a colocar os madeirenses na frente. E apenas três minutos depois surge o quarto do União, com o avançado brasileiro a completar o ‘hat-trick’, num lance caricato, após um choque entre um árbitro e um jogador.

As malhas ainda não tinham balançado pela última vez e aos 64’ foi Júnior quem inscreveu o seu nome na lista dos marcadores, para completar uma exibição de bom nível.

O Viseu não se deixou ficar e ainda tentou recuperar o jogo, chegando mesmo a reduzir para o 5-3, por intermédio de Luís Barry, aos 72’, e dispondo ainda de mais duas ou três boas ocasiões para faturar. Apesar de confortável, a margem não era inabalável, num encontro que vira já oito golos, mas os insulares acabaram por respirar de alívio, ao fim de seis minutos de tempo extra.

Eficácia máxima do União, que regressou assim às vitórias, num jogo que teve espetáculo, muitos golos e incerteza até ao final, para regozijo dos adeptos de futebol.

Peter Bosz: O crescimento de um treinador não escolhe idades

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Cabeçalho Liga Alemã

O homem que em junho era anunciado como novo treinador do Dortmund suscitava bastante curiosidade e até, permitam-me dizê-lo, alguma admiração pelo trabalho que desenvolveu na época passada no Ajax.

Praticando um futebol que fazia suspirar por “Ajaxs” de outras eras, a histórica formação holandesa chegou à final da Liga Europa.

A Dortmund chegava, assim, um treinador de 53 anos que havia ascendido no futebol holandês, com uma passagem pelo futebol israelita, e tendo como missão substituir Thomas Tuchel.

O clube germânico venceu a Bundesliga em 11/12 e chegou, inclusive, à final da Liga dos Campeões em 12/13, ambas as ocasiões com Jurgen Klopp, mas desde então tem estado arredada dos grandes títulos ou, pelo menos, da luta acirrada pelos mesmos.

Se a Bundesliga (e não falando da derrota na Supertaça doméstica) começou com seis vitórias e um empate em sete jogos, o que é facto é que a equipa não ganha desde essa mesma sétima jornada, isto é, desde 30 de setembro!

Peter Bosz demora a adaptar-se ao futebol alemão. Veremos se ainda terá tempo, isto é, se lho dão…. Fonte: Chicago Tribune
Peter Bosz demora a adaptar-se ao futebol alemão. Veremos se ainda terá tempo, isto é, se lho dão….
Fonte: Chicago Tribune

          Se a crise já vinha sendo de se perder a paciência, o que dizer de há uma semana quando a equipa vencia por 4-0 a meia hora do fim do jogo e se deixou empatar com o Schalke 04? No final, os fanáticos adeptos no Signal Iduna Park apuparam a equipa. Sim, até eles.

Por outro lado, se falarmos da Liga dos Campeões, falaremos de outra razia. Dois pontos em cinco jornadas, num grupo difícil, é certo, com os potentes Tottenham e Real Madrid, mas sem vencer qualquer dos jogos ao APOEL do Chipre.

5 golos marcados na Liga dos Campeões contra 10 sofridos são coeficiente negativo para os homens da Vestefália. Já na Bundesliga, 34 tentos obtidos fazem da formação, a par do líder Bayern de Munique o melhor ataque, mas os 21 concedidos significam a quinta pior defesa.

Talvez o problema esteja mesmo aí. A primeira grande experiência em termos de dificuldade fora da sua Holanda (depois de Maccabi Tel-Aviv em 15/16) é agora e, se no aspeto ofensivo, o problema parece não existir, a defender a equipa sofre muito.

Dores de crescimento, decerto, de um treinador que ainda está a tentar sair do seu estilístico berço holandês, aberto para atacar, mas pouco consistente no momento da perda da bola. 54 anos tem Peter Bosz, mas, no futebol, como na vida, o crescimento não escolhe idades. Neste caso, na adaptabilidade a uma nova cultura futebolística.

Peter Bosz demora a adaptar-se ao futebol alemão. Veremos se ainda terá tempo, isto é, se lho dão….

Foto de capa: BVBbuzz.com

Competitividade no futebol português

Cabeçalho Futebol Nacional

O campeonato português é, de facto, um campeonato competitivo. A luta dos três grandes pelo título, a luta dos médios-altos pela Europa, as “deslocações tradicionalmente difíceis” e a luta pela permanência/manutenção dos mais pequenos são alguns exemplos que demonstram a feroz competição inerente ao desporto rei em Portugal. Analisemos cada um desses casos.

Embora o Benfica seja tetracampeão, não se pode dizer que esta tenha sido uma conquista fácil. No primeiro desses quatro títulos (2013/2014), a diferença pontual para o segundo classificado, nesse caso o Sporting liderado por Leonardo Jardim, foi de sete pontos. Uma vantagem, de certa forma, elevada, mas nada de muito expressivo. Por sua vez, no segundo ano do “tetra”, a diferença pontual foi ainda menos expressiva ficando nos três pontos de diferença para um Futebol Clube do Porto liderado pelo mediático e inesquecível Julen Lopetegui.

Chegamos, assim, ao terceiro ano, o ano em que o Benfica encontra mais dificuldades e em que “só” é campeão graças a um “mero” chuto de Mitroglou em Alvalade e ao maior falhanço que me lembro de ver em muito jogo de futebol que já vi na vida (sim, estou a falar do Bryan Ruiz), em que a diferença pontual é ainda menos expressiva e não passa dos dois pontos de diferença para a equipa de Jorge Jesus (o Sporting desta vez!). Por fim, chegamos ao quarto e último ano, ano esse em que o Porto de Espírito Santo não jogou “à Porto” (seja lá o que isso for) e o Sporting de Jorge Jesus se esqueceu de como jogar bom futebol.

Há várias "lutas" dentro do campeonato português Fonte: LPFP
Há várias “lutas” dentro do campeonato português
Fonte: LPFP

Por sua vez, a luta pela Liga Europa é também ela já inerente ao campeonato português. Vitória Sport Clube, Sporting Clube de Braga, Rio Ave e Marítimo são os habituais cães à luta pelo osso europeu. Arouca, Estoril Praia, Belenenses e Paços de Ferreira são coelhos que, de vez em quando, decidem sair da toca e ir em busca da sua “cenourinha”. É mais uma das “lutas” que anima o futebol em Portugal, mais que não seja para se gastar uns “milharzitos” numa bancada toda “XPTO” para um clube ir à Liga Europa e depois ter essa bancada repleta de adeptos…em quatro jogos dos 32 da liga portuguesa (Benfica, Sporting, Porto e Vitória Sport Clube).

Passemos agora ao terceiro tópico, as “deslocações tradicionalmente difíceis”. É, invariavelmente, um tópico que me faz alguma confusão e que me deixa, no mínimo, inquieto. Se o Benfica recebe o Marítimo, a pergunta que se faz é se a goleada vai chegar à meia dúzia. Porém, se o Benfica visita o “Estádio dos Barreiros” já se fala na mais que provável escorregadela. Quem diz o Benfica com o Marítimo, diz o Porto com o Rio Ave ou o Sporting com o Braga. Peço, por favor, a alguém que me explique o porquê de isto acontecer. Não consigo, de facto, perceber. Todavia, é inegável que os “grandes” passam lá “tradicionais dificuldades” e que muitas das vezes comprometem as suas campanhas bem como os seus objetivos.

Como o melhor fica sempre para o fim, decidi acabar com o tópico que mais “pica” dá. A liga dos últimos, a luta pelos trinta pontos, a guerra pelo osso de brincar. E quem melhor do que o Tondela e do que o Petit para explicar a luta pela permanência? Ou até mesmo o Manuel Machado que cumpriu a proeza de descer duas equipas no mesmo ano? É, no mínimo, agradável ver as equipas no deserto de resultados à procura do oásis dos trinta pontos. Os festejos da equipa que se salva (sendo isto uma constante para a equipa do Tondela) enchem o coração a qualquer adepto de futebol (quer dizer, os adeptos das equipas que descem não ficam lá muito contentes, mas pronto, siga para frente…!).

Em suma, o campeonato português é alegre, divertido, único e até mesmo peculiar. É, sem sombra de dúvida, um campeonato altamente competitivo que cativa o amante de futebol.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Beatriz Silva