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Olheiro BnR | Tomás Araújo, o agente CIA (Central Inteligente e Astuto)

Apesar da má fama e do parco proveito no que respeita ao lançamento de jovens jogadores da formação, consta que Jorge Jesus tem apreciado o talento e o trabalho de Tomás Araújo. As participações do central de 18 anos nos treinos do plantel principal têm-se tornado mais frequentes, apesar de ser altamente improvável que o jovem famalicense se estreie na equipa A na corrente época.

Com Otamendi e Lucas Veríssimo como os centrais pela direita que JJ tem à sua disposição, será quase impossível que o técnico português se enamore o suficiente pelo “72” do SL Benfica B para apostar verdadeiramente nele. Araújo – um dos muitos da formação do Seixal – tem, no entanto e por certo, um futuro demasiado promissor para ser travado pela ausência de aposta nos jovens encarnados.

O defesa de 1,87m prima pela técnica acima da média para a posição, não estando, todavia, despojado dos fundamentos mais básicos que devem assistir qualquer central, mostrando-se competente no um para um defensivo, no jogo aéreo – sobretudo quando consegue antecipar-se e evitar a disputa mano a mano pelo ar – e na conquista da bola pelo uso do corpo, ainda que, pelos seus 81Kg, utilize mais a sua inteligência posicional do que o físico.

É precisamente a inteligência que mais valoriza Tomás Araújo. Apesar da tenra idade, parece conhecer o jogo como se de um jogador experiente se tratasse, errando pouco e, geralmente, sem gravidade. Defensivamente, a ausência de erros graves deve-se muito à sua postura exemplar, profissional e madura em campo, sendo um central que prefere não arriscar.

Araújo controla muito bem o espaço nas suas costas e usa a sua leitura de jogo para fazer as necessárias compensações e dobras, estando a sua parceria com Morato cada vez mais aprimorada também graças a isso. De resto, os centrais português e brasileiro, que têm sido aposta sólida de Nélson Veríssimo, complementam-se bem e não entram em choque, apesar de serem ambos líderes dentro de campo.

Tomás, contudo, apresenta uma liderança menos vocal, preferindo liderar pelo exemplo e pela manutenção de uma tranquilidade anormal para um jovem que defronta, jornada após jornada, adversários com literalmente o dobro da sua idade.

Na saída de bola, não tem medo de arriscar, fazendo usufruto da sua muita qualidade de passe, possibilitando à equipa saltar linhas ou cruzar setores com apenas um toque na bola. Nas subidas à área adversária, ajuda a criar perigo nos lances aéreos, mas mostra-se pouco prolífico, tendo apenas um tento apontado na corrente época.

Se o seu ritmo de crescimento se mantiver, o Sport Lisboa e Benfica terá em Tomás Araújo uma opção central bastante válida, dentro de um par de anos.

Cuidado com esse pragmatismo excessivo, senhor Amorim! | Sporting CP

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Primeiramente, não quero parecer ingrato, porque o trabalho de Rúben Amorim ao leme do Sporting CP tem sido extraordinário até aqui. No entanto, e como treina um grande clube e que tem de ser sempre exigente ao máximo, existem algumas coisas em que se pode melhorar. Somos todos treinadores de bancada e gostamos de dar as nossas sugestões, porém creio que críticas construtivas serão sempre bem-vindas, desde que bem colocadas e fundamentadas.

Ora, neste momento, o Sporting CP é líder isolado do campeonato, agora com oito pontos de vantagem em relação ao segundo classificado FC Porto, depois do empate na última jornada diante do Moreirense FC, que veio escancarar as dificuldades que a turma leonina já tinha apresentado nos últimos jogos, mas que os golos nos últimos minutos haviam “escondido”.

Apesar da caminhada histórica a nível pontual, a realidade é que o futebol apresentado pela equipa de Rúben Amorim – apesar de eficaz – está longe de encantar os adeptos como aconteceu na época 2015/16, ao leme de Jorge Jesus, temporada em que acabamos por não ganhar nada. Muitos golos já ao cair do pano, com alguma sorte, que também requerem trabalho, mas que não irá acontecer em todos os jogos. Não se trata de uma reclamação, mas sim de um alerta.

Em Moreira de Cónegos, acabou por acontecer o que já estava para acontecer há algum tempo. Com o jogo na mão, Amorim decidiu não arriscar e tentar resolver definitivamente o jogo, tal como acontecera frente ao Vitória SC, em Alvalade, em que acabou o jogo a defender o resultado. Também em casa, contra o CD Santa Clara, os leões abrandaram e sofreram o golo do empate já nos últimos minutos, mas o tento salvador de Coates acabou por resolver a questão.

Para se ter uma ideia, o Sporting CP não marca mais de dois golos num único jogo da Primeira Liga desde sete de novembro, quando goleou o Vitória SC (0-4) no D. Afonso Henriques. Daí em diante, registam-se vários triunfos pela margem mínima, alguns com um sofrimento desnecessário. Este pragmatismo excessivo não pode ser uma constante, podendo prejudicar a equipa no futuro.

Mais recentemente, Jovane Cabral, que é um dos principais agitadores do Sporting CP, marcando golos e dando assistências sempre que entra em campo, deixou de ser opção para Amorim. É muitas vezes preterido quando é necessário marcar ou arriscar para resolver o jogo. Porque é que Jovane tem jogado tão pouco, ainda para mais tendo em conta a ausência de Paulinho no último mês? É uma pergunta que os sportinguistas gostariam de ver respondida.

Jovane Cabral não tem sido aposta de Rúben Amorim
Carlos Silva / Bola na Rede

No último jogo, estavam no banco três jogadores que durante a época já marcaram 15 golos e assistiram 13 vezes: o cabo-verdiano, Nuno Santos e Tabata. Todos aqueceram, mas nenhum entrou e quem não arrisca marcar, arrisca-se a sofrer. A “estrelinha” pode não durar para sempre e o último jogo deixou isso claro. Bem sabemos que oito pontos para o Sporting CP não significam uma vantagem confortável e que os rivais neste momento já não têm nada a perder.

São já dezanove anos, longuíssimos dezanove anos que têm de ter um fim já em maio. Para isso acontecer, Rúben Amorim terá de repensar a sua estratégia, que nos levou até aqui, mas que tem de nos levar até ao fim.

De que valeu os 362.4km/h? | MotoGP

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A temporada de 2021 de MotoGP teve um começo atípico. Cada piloto deve ter dado ao Circuito de Losail cerca de 400 voltas, contando a pré-temporada e as duas primeiras rondas.

Depois dos testes de pré-temporada, a Ducati parecia inclinada a vencer os dois primeiros Grandes Prémios, mas foi a Yamaha que conseguiu tal feito.

A marca de Bolonha continua a ser das que mais aposta em termos aerodinâmicos e 2021 não ficou aquém das minhas expetativas. Olhando para a Desmosedici GP21 podemos verificar algumas mudanças.

Nos últimos anos, Gigi Dall’Igna é o maior dos impulsionadores neste campo. Desde reduzir o tempo que a moto passa ‘de nariz para o ar’ ou melhorar em termos de travagem, com maior estabilidade, permitindo assim ao piloto travar mais tarde.

A marca italiana parece agora querer melhorar a sua performance, introduzindo mais carga aerodinâmica, algo nada fácil, num veículo de duas rodas. Mesmo no primeiro Grande Prémio, conseguimos ver Francesco ‘Pecco’ Bagnaia a utilizar as duas variações da Desmo GP21.

Em 2021, a Ducati introduziu um novo apêndice aerodinâmico na GP21
Fonte: Ducati Corse

No final da carenagem da moto, na roda da frente, é visível uma entrada de ar, que recebe ar e depois, num ângulo de quase 90 graus, coloca-o no chão. Com a moto direita, esta conduta fica próximo do chão, limpando assim a turbulência que existe de baixo da moto, normalmente criada pela esteira do pneu. Admito que possa ser isto, pois, no final dos testes, Jack Miller dizia que a nova aerodinâmica deixava a Ducati «mais estável».

A recompensa da adição deste novo apêndice? (Que, claro, trabalha com os restantes). Com uma moto mais esguia, menos arrasto, o que significa uma maior velocidade de ponta. Mas, não só. Com todos os apêndices aerodinâmicos na frente da moto, o ar que chega à traseira chega mais limpo, o que significa que apanhar o cone de ar da moto italiana torna-se mais difícil. Mas, certamente foi isto que ajudou Johann Zarco a atingir os 362.4km/h no TL4 do GP do Qatar.

Mas, com uma moto mais rápida em reta, o que aconteceu para as Yamaha venceram a dupla jornada no Qatar?

Ora, não só de velocidade de ponta vive o MotoGP. Nem é a sua principal arma. Para mim, ter aceleração à saída das curvas é crucial, pois existem mais curvas do que longas retas.

E a Yamaha M1 continua a ser superior nessa parte. Depois de em 2020 ter sofrido muito, 2021 parece trazer um renascimento na moto japonesa. Desde 2016 que a Yamaha tem tido problemas com o pneu dianteira da Michelin. A chegada de Cal Cruchlow da Honda, onde esteve seis anos, pode ter ajudado ainda mais o construtor japonês.

Depois de seis anos a pilotar uma Honda, Cal Cruchlow junta-se à Yamaha, substituindo Jorge Lorenzo como piloto de testes
Fonte: Monster Energy Yamaha MotoGP

A Honda RCV213V ganha tempo à entrada das curvas. Junta-se o “útil ao agradável” e com a Yamaha a ser das melhores “dentro” de curva, só tem a ganhar com Crutchlow. No final da primeira corrida, Maverick Viñales afirmava que: «Consegui sair da última curva com muita tracção, depois na terceira e quarta curva não fazia wheelie, por isso consegui um cone de ar muito bom [atrás das Ducati], depois na quinta e sexta foram-se um pouco embora, mas foi muito melhor do que eu estava à espera”.

E é aqui que a Ducati precisa de melhorar, em curva. A M1 de Viñales foi claramente superior em termos de velocidade em curva, velocidade na saída de curva e aceleração em baixa velocidade. O mesmo se pode dizer de Fabio Quartararo, na segunda corrida no Qatar, o GP de Doha.

Após uma estadia longa no Qatar, o MotoGP segue para a primeira prova europeia, o Grande Prémio de Portugal, que se realiza no Autódromo do Algarve, em Portimão.

Foto de Capa: MotoGP

BnR TV: Especial Campeonato de Portugal – Parte I

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Com o Campeonato de Portugal a entrar numa fase decisiva, alguns dos candidatos às duas vagas para a Segunda Liga juntaram-se no Bola na Rede TV para falar sobre o futuro dos clubes. Quatro cidades portuguesas veem os seus clubes a ganhar protagonismo ou a mostrar comprovar a força do seu histórico rumo aos campeonatos profissionais, novamente.

Os impactos da pandemia de COVID-19 na construção dos plantéis foram muito notados,  principalmente no caso do Anadia FC e do Vitória FC, e a aposta na formação foi uma carta no baralho para grande parte dos clubes. O presidente da SAD da UD Leiria, Armando Marques, reconheceu os problemas daquilo que foi o percurso do início da época com um plantel extremamente reduzido a poucos dias do primeiro jogo da temporada.

Pertencente ao distrito de Aveiro, em Anadia, mora uma formação que «poucos davam alguma coisa nesta temporada», tal como afirmou Nuno Branco. O diretor desportivo do Anadia FC deixou claro que partilhava o painel com três históricos do Futebol português e o seu clube podia não estar ao mesmo nível de história. Contudo, a vontade de cumprir objetivos é muito semelhante a todos e o primeiro objetivo, o de garantir, pelo menos, a Liga 3, foi conseguido.

A equipa B do SC Braga, uma das poucas equipas secundárias no Campeonato de Portugal, dominaram a Série A e Ricardo Coutinho reforçou o objetivo de subir à Segunda Liga. O facto de utilizar os jogadores das respetivas equipas A, como por exemplo o Sporting CP B, o Team Manager dos bracarenses afirmou que não é a ideia da equipa, pois, está focada no lançamento dos seus jogadores mais jovens.

Nuno Soares, presidente da SAD do clube sadino, desabafou sobre as dificuldades que a formação setubalense teve e reforçou que «o Vitória não está em saldos». Além disso, esclareceu a situação dos sadinos com o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), órgão a quem dirigiu muitas críticas devido à demora e a dualidade nas decisões, e afirmou que «estão a querer matar» o clube. Porém, frisou que é muito difícil que isso alguma vez vá acontecer.

Programa com moderação de Leonardo Bordonhos, comentários de Luís Coelho e de Tiago Silva, com a participação especial de Nuno Branco (Anadia FC), Ricardo Coutinho (SC Braga B), Armando Marques (UD Leiria) e Nuno Soares (Vitória FC).

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Paulinho: avançado de topo ou mais um flop? | Sporting CP

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Quero começar o meu tópico por deixar já claro que, independentemente do que venha a fazer de leão ao peito – ou com outro símbolo qualquer -, o “menino querido” de Rúben Amorim, Paulinho, é um avançado de topo na nossa liga, na minha opinião. Não é um finalizador como Jardel, não é combativo como Slimani, mas tem tudo para ser um avançado que deixe a sua marca no Sporting Clube de Portugal.

E enquanto se discute se dois cm são ou não suficientes, se o jogador do Moreirense FC calça o 45 ou o 44 e se isso podia ter tido influência em dois pontos para o clube, eu cá prefiro olhar para a conjuntura de todo o jogo.

Formado no Santa Maria FC, João Paulo Dias Fernandes (Paulinho), estreou-se na equipa sénior do seu clube na época 2010/11, onde atuou por dez vezes e marcou um golo. Uma segunda época bem conseguida (35 jogos – dez golos) levaram-no para o Trofense onde, na época 2012/13, realizou 38 partidas e apontou onze golos. A sua estadia no clube da Trofa não teve muita duração, pois na época seguinte transferiu-se para o Gil Vicente FC, onde esteve por quatro épocas.

Foram 167 golos em 234 partidas que o levaram para o SC Braga, onde teve o seu momento alto da carreira. A sua melhor época foi, sem dúvida, a transata, onde foi o quarto melhor marcador da edição 2019/2020 da Liga NOS. Foi também no decorrer de 2020 que Paulinho fez a estreia pela seleção A portuguesa. Ao todo, são três internacionalizações e dois golos.

Paulinho destacou-se em Braga e subiu de patamar no panorama nacional
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ainda assim, apesar do bom percurso e olhando apenas para os números, já houve avançados melhores. Então, deverão estar a pensar: “Ó João, estás maluco! Porque dizes que Paulinho é topo?”. Calma, eu explico:

Com a chegada de Rúben Amorim à equipa principal do SC Braga e nos 13 jogos que esteve no seu comando, Paulinho só não participou em dois jogos (n.d.r diante do Moreirense FC, na jornada 18 da Liga NOS, onde foi suplente não utilizado e na 22.ª jornada, onde o SC Braga ganhou ao Vitória FC por 3-1, onde também foi suplente não utilizado). Então, em 11 jogos, Paulinho foi sempre titular e praticamente jogou todos os minutos. Foram seis golos e três assistências.

Será preciso uma dança de treinadores para chegar à Vitória?

Com a notícia do despedimento de João Henriques do comando técnico do Vitória SC, no início da semana, o clube minhoto já teve oito treinadores desde a saída de Rui Vitória em 2015, ou seja, em apenas seis épocas. Um número preocupante, dadas as aspirações do clube de lutar pela Europa.

Mas, longe do risco de descida de divisão, por que razão o clube não segurou treinadores como Sérgio Conceição ou Ivo Vieira? Por que razão contratou treinadores com pouca experiência para os despedir cerca de uma dezena de jogos depois? Pela mesma razão que quase todos os clubes extra “três grandes” não conseguem ter estabilidade com um treinador: falta de tempo e orientação desportiva.

Desde a saída de Rui Vitória de Guimarães para a Luz (esteve quatro épocas ao serviço dos “Conquistadores”) que o clube não conseguiu suster nenhum treinador por mais que época, tendo por lá passado nomes como Sérgio Conceição, Ivo Vieira e Luís Castro. Às vezes por decisão do treinador, outras vezes por rescisão mútua, as razões para as saídas foram quase sempre falta de resultados imediatos. E o que causou esta crise de resultados e de conquista de objetivos desde 2015? Na minha opinião, uma ausência de projeto.

Nos últimos anos, temos visto o Vitória a mudar radicalmente os seus plantéis de época para época, o que reduz a estabilidade desportiva e ameaça a capacidade dos treinadores de poderem ter sucesso a curto prazo. Quando se contrata um treinador tem de haver crença na sua capacidade de colocar o clube noutro patamar em longo prazo, nunca em curto. Colocar pressão e ‘deadlines’ no trabalho de um treinador é inconcebível, mas é a infeliz imagem dos clubes portugueses, que batem recordes anuais de números de treinadores por época.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Que prestígio trazem estes números à nossa Liga? É assim que queremos atrair os treinadores para Portugal em vez de os vermos a brilhar no estrangeiro? Temos grandes referências de treinadores portugueses que passaram por muitas dificuldades por cá e lá fora são reconhecidos mundialmente pelas suas competências, como por exemplo Luís Castro, Paulo Fonseca, Abel Ferreira ou Nuno Espírito Santo.

O Vitória SC é só mais um pequeno sintoma de um grande problema que se vive no futebol português: falta de projeto e ideal desportivo. No fim? No fim, os treinadores são sempre os culpados. É urgente mudar e proteger o nosso talento.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Simão Sabrosa | O bom filho a casa torna

Simão Sabrosa vai integrar o departamento de formação das “águias” a partir da próxima época. O ex-jogador do Sporting CP e SL Benfica tem vindo a ser falado pelos responsáveis encarnados nas últimas semanas e o próprio já confirmou à Sport TV que “as conversações estão bem encaminhadas”.

Apesar das primeiras notícias terem dado como certa a função de liderar a equipa sub-23 do clube da Luz, Luís Filipe Vieira prefere que Simão Sabrosa inicie o seu percurso na estrutura, enquanto frequenta o curso de treinadores nível B da UEFA.

Apoiante do atual presidente do SL Benfica nas eleições de 2020 e amigo próximo de Rui Costa e Luisão, Simão Sabrosa jogou seis anos no Sporting CP – dos 15 aos 21 – e transferiu-se para o FC Barcelona por três milhões de euros em 1999. Dois anos depois, o mesmo voltou a Portugal para jogar do outro lado da Segunda Circular, no SL Benfica.

O clube da Luz pagou cerca de 13 milhões de euros e Simão Sabrosa vestiu a camisola das “águias” mais de 230 vezes, marcando 94 golos. Em 2007, o Club Atlético de Madrid pagou 20 milhões de euros e fez regressar o extremo a Espanha. O ex-internacional português ainda jogou no Besiktas JK, RCD Espanyol de Barcelona e NorthEast United FC, da Índia.

Simão Sabrosa despediu-se dos relvados em 2015/16 e, prepara-se, agora, para assumir novas funções no mundo do futebol.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 5 estádios mais bonitos do mundo

Um estádio é um dos maiores monumentos para um amante de desporto e em particular de futebol. Qualquer adepto quando visita um novo país tem quase a obrigação de passar junto do estádio do clube da cidade. É neste espaço que os adeptos se encontram e apoiam as suas equipas e onde o público se une com os jogadores e o Futebol tem o seu encanto. É verdade que o Futebol não necessita de um estádio gigante cheio de cores ou com infraestruturas futuristas para ser atrativo, mas ao mesmo tempo não podemos esconder que a beleza deste traz um regalo à vista e muitas vezes um novo espetáculo.

Falarmos da beleza de algo é sempre subjetivo e muitos estádios poderiam ainda assim ser aqui inseridos, mas estes são para mim os cinco estádios mais bonitos do Mundo.

5 melhores momentos da March Madness | NCAA

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Terminou na passada terça-feira a dança do March Madness. Durante mais de um mês, 68 equipas protagonizaram jogos que prometem ficar eternizados na história do torneio que marca o final da temporada na NCAA. Em 2021, foi batido o recorde de mais universidades a participar na “bolha” que se fixou em Indianapolis.

A competição teve a presença de dois portugueses. Neemias Queta, de Utah State e Hugo Ferreira, de Cleveland State, ficaram pelo caminho logo na primeira ronda. No entanto, fica cada vez mais patente a mudança de rumo de alguns basquetebolistas lusos que preferem seguir o caminho da NCAA.

O cenário de pandemia não impediu nada. Com a ameaça de surtos, apenas se registou a desistência da Universidade de Virgínia Commonwealth. A organização demonstrou que, mesmo com medidas restritivas, se pode dar um bom espetáculo. O exemplo da NBA serviu para que várias organizações pudessem sonhar em jogar numa época em que nem todos tiveram a mesma sorte.

Todos os anos, milhões de jogadores apostam na sua bracket. Contudo, o sonho de vencer e adivinhar todos os resultados do torneio terminou ainda a meio da primeira ronda. A imprevisibilidade e a espetacularidade são alguns dos ingredientes para que os adeptos do basquetebol tratem esta competição com muito carinho.

No final, venceu a Universidade de Baylor, que bateu Gonzaga no National Championship. Apesar de este ser o expoente máximo de semanas de competição, não faltaram bons momentos. Foram escolhidos cinco, mas com a certeza que poderiam ser adicionados mais do dobro, no fundo, essa é a beleza da March Madness.

Foto de Capa: Baylor Basketball

Sporting CP 31-29 SL Benfica: Ruesga fez a diferença

A CRÓNICA: APESAR DAS LIMITAÇÕES, “LEÕES” MOSTRARAM A SUA FORÇA

Numa partida em atraso da 15.ª jornada do Campeonato Placard Andebol, o Sporting Clube de Portugal recebeu e bateu o Sport Lisboa e Benfica por 31-29, assumindo o primeiro lugar da classificação à condição – FC Porto tem menos um ponto e menos um jogo.

A partida regeu-se pelo equilíbrio demonstrado pelos dois conjuntos durante grande parte do encontro. Os “verdes-e-brancos” podiam ser vistos como favoritos, mas dadas as lesões e indisponibilidade de vários atletas, os “encarnados” tinham uma oportunidade de ouro para colocar pressão no topo da tabela.

Os minutos iniciais foram marcados por várias trocas de liderança, com nenhuma das equipas a conseguir criar separação. A perda de Lazar Kukic, central titular das “águias” foi um duro golpe para os comandados de Chema Rodriguéz, que se conseguiram manter na luta pelo resultado.

Ao intervalo o marcador assinalava 14-13 favorável à equipa da casa, e no segundo tempo a toada manteve-se, com um balanço notório e uma constante troca de lideranças. Carlos Ruesga ia assumindo as despesas leoninas, tanto na finalização como na organização do ataque, enquanto que na equipa da Luz, Petar Djordjic mostrava a sua eficácia característica da linha de sete metros.

Ninguém se separava, até que, já dentro dos dez minutos finais, um parcial de 6-1 permitiu aos “leões” criarem um importante fosso de quatro golos, que foi determinante para o resultado final. O técnico encarnado tentou fazer algumas adaptações defensivas nos momentos derradeiros, mas a cabeça fria da equipa da casa fez a diferença.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola Na Rede

Carlos Ruesga (Sporting CP) – O central leonino voltou a ser decisivo, não só pelos seus oito golos, mas também pela frieza e tranquilidade que transmite para os seus colegas de equipa nos momentos de maior aperto.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Petar Djordjic (SL Benfica) – Pode parecer estranho destacar negativamente um atleta que termina com dez golos marcados, mas a verdade é que 70% dos remates certeiros de Djordjic vieram da linha de sete metros. Um atleta com o seu poder de remate tem que oferecer mais em situações de ataque corrido.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Sem contar com Jens Schongarth, Edmilson Araújo, Tomislav Spruk e Daniel Andrejew – e com Tiago Rocha debilitado fisicamente – Rui Silva conseguiu apresentar uma equipa que se manteve fiel à sua forma de atuar, apoiada numa defesa 6-0 com muita força no bloco central – Pedro Valdes e Dmytro Doroshchuk – e com pontas velocíssimos, capazes de fazer estragos na transição.

Ofensivamente, sem o lateral alemão nem Edmilson Araújo, a equipa mostrou menos opções no remate exterior na posição de lateral-direito. Ainda assim, e através da sua circulação de bola, conseguiu aproveitar os espaços inter-defensor para criar oportunidades de finalização.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matevz Skok (7)

Francisco Tavares (7)

Pedro Valdes (7)

Carlos Ruesga (8)

Salvador Salvador (7)

Arnaud Bingo (7)

Dmytro Doroshchuk (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Tiago Rocha (8)

Manuel Gaspar (-)

Nuno Roque (7)

Joel Ribeiro (7)

Darko Djukic (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A perda de Lazar Kukic foi um rude golpe para uma equipa da Luz que não tem várias opções de igual qualidade para essa posição específica. Chema optou por colocar Belone Moreira, lateral-direito, mas com grande capacidade de leitura e organização de jogo, na posição de central, e depois colocou em campo Francisco Pereira, central mas com características diferentes. A equipa ressentiu-se e não apresentou a mesma intensidade nas transições defesa-ataque, um dos seus pontos mais fortes.

Defensivamente os “encarnados” tentaram limitar ao máximo o jogo exterior, mas Carlos Ruesga e Tiago Rocha aproveitaram muito bem o espaço nas costas dos segundos defensores para baterem Sergey Hernandez e Gustavo Capdeville.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergey Hernandez (7)

Arnau Garcia (6)

Petar Djordjic (6)

Lazar Kukic (-)

Belone Moreira (7)

Ole Rahmel (6)

Paulo Moreno (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Mahamadou Keita (7)

João Pais (6)

 Kevynn Nyokas (7)

Gustavo Capdeville (6)

Francisco Pereira (6)

Matic Suholeznic (6)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede