Depois de um final de temporada da NBA, é normal a nostalgia abater os adeptos da melhor liga de basquetebol do mundo. Enquanto a ação dos pavilhões se mantém de férias, recordamos alguns bons momentos da competição. Poucas semanas se passaram das finais entre os LA Lakers e os Miami Heat, mas as saudades já apertam.
Enquanto esperamos pacientemente pelo regresso da borracha laranja e preta aos cestos, recuamos um pouco no tempo. Desta feita, escolhi cinco jogadores que fazem falta à NBA e deixaram uma marca nos amantes do basquetebol. São várias as gerações, mas todos têm em comum a qualidade que nunca foi esquecida.
Hoje, a Liga Portuguesa volta a estar toda em pé de igualdade. Isto porque esta noite o Sporting CP e o Gil Vicente FC defrontavam-se para a jornada em atraso. Um jogo de acerto de calendário referente à primeira jornada do campeonato.
O duelo começou com um Sporting superior e um Gil Vicente a conceder domínio territorial aos de verde e branco. Ainda assim, os gilistas procuraram desde cedo condicionar a construção dos leões assim que estes passavam do meio-campo.
Durante maior parte do primeiro tempo, o Sporting não conseguiu meter a bola nas costas do Gil Vicente. Verdade seja dita: os de Barcelos vieram com a lição bem estudada. E tenho de dar nota dez porque, de facto, o Sporting teve muita dificuldade para chegar ao último terço. Culpa de Rui Almeida que preparou e organizou muito bem o seu conjunto para este duelo. O Sporting não estava a conseguir sair com ataques organizados e a tarefa de surpreender o adversário mostrava-se complicada.
A aproximar a meia hora de jogo, os leões começaram a inverter esta tendência. Ainda que timidamente e sem lances de perigo iminente. Porque de facto o Gil Vicente FC mostrou-se durante a primeira parte uma equipa muito compacta e competente a nível defensivo. Foi um primeiro tempo interessante, mas essencialmente a nível tático. Lances de tirar o fôlego? Nem vê-los. Mas, ainda assim, a forma como os gilistas se apresentaram esta noite em Alvalade, principalmente a nível defensivo, é de se tirar o chapéu.
O Gil Vicente é dono e senhor dos primeiros minutos da segunda parte e consegue mesmo materializar esse ascendente num golo. Aos 52 minutos, Lucas Mineiro desvia a bola com um toque subtil, mas intencional, para colocar o esférico fora do alcance de Adán. Foi assim a mexida no marcador, com os de Barcelos a aproveitar alguma passividade dos leões no regresso dos balneários. O Sporting estava a precisar de acelerar processos, alterar dinâmicas e procurar surpreender uma equipa que analisou ao pormenor todo o estilo de jogo de Rúben Amorim antes desta partida.
Na corrida dos dez últimos minutos, o Sporting foi mais feliz. Rúben Amorim tira dois coelhos da cartola. Ou devo dizer do banco? No espaço de dois minutos, o Sporting faz a reviravolta ao marcador. Aos 82 minutos, após uma jogada pelo lado esquerdo (finalmente), Nuno Santos passa para trás de cabeça para Sporar. O esloveno, sozinho ao segundo poste, desvia para o fundo das redes.
De seguida, Tiago Tomás faz o segundo da noite para os leões. Daniel Bragança desmarca o avançado que toca subtilmente, mas de forma eficaz, para dentro da baliza gilista. Nos minutos finais, ainda houve tempo para mais um tento dos leões. Depois de uma atrapalhação na defensiva gilista, Pedro Gonçalves aproveitou e fez o terceiro para a sua equipa.
Um resultado, sem dúvida, pesado para aquilo que aconteceu dentro das quatro linhas durante os 90 minutos. O Gil Vicente esteve perto de ganhar os três pontos, mas deixou fugir a vitória nos últimos dez minutos. Um castigo, ainda assim, demasiado pesado para aquilo que foi este jogo.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Lição bem estudada por parte do Gil Vicente FC – Rui Almeida preparou criteriosamente este jogo frente ao Sporting. E por isso “concebo” esta menção honrosa como figura do jogo. O Gil soube aproveitar as fragilidades leoninas e só vacilou mesmo nos últimos minutos da partida. Como já o disse, um resultado pesado para aquilo que foi este duelo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Jovane no corredor central – Não rende o mesmo no corredor central. Pode ser muito voluntarioso e solidário, mas a verdade é que quando Jovane retoma à sua posição preferida, faz logo muito mais estragos. No corredor central, este jovem parece como um peixe fora de água.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting mostrou-se esta noite em Alvalade no esquema tático habitual: um 3-4-3, com uma construção a três e na saída rápida. Os leões estavam a ter mesmo muito dificuldade em construir e continuou a sentir-se a tendência para investir mais no lado direito para atacar. Algo que o Gil, fazendo o trabalho de casa, conseguiu aproveitar muito bem. Era um Sporting com pouca dinâmica, com processos lentos e algo previsíveis. Fragilidades que, sem dúvida, não estavam a permitir que o conjunto de Rúben Amorim chegasse com ímpeto ao último terço do terreno.
Assim que sofreu o golo, Rúben Amorim investiu em mais gente no ataque. Tiago Tomás e Nuno Santos estiveram no terreno como falsos laterais e Nuno Mendes como terceiro defesa. Pedro Gonçalves ficou na direita, Daniel Bragança veio a jogo (mais ofensivo do que Matheus Nunes). Rúben Amorim coloca ainda Sporar sobre o corredor central e trás Jovane para o corredor esquerdo.
11 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Adán (5)
Zouhair Feddal (6)
Coates (7)
Nuno Mendes (7)
João Palhinha (6)
Matheus Nunes (5)
Nuno Santos (7)
Neto (5)
Pedro Porro (6)
Pedro Gonçalves (6)
Jovane (4)
SUBS UTILIZADOS
Tiago Tomás (8)
Sporar (8)
Daniel Bragança (7)
Gonçalo Inácio (-)
ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC
O Gil Vicente deu aqui em Alvalade uma lição de como preparar um duelo frente a uma equipa que indiscutivelmente tem mais argumentos. Num 5-1-3-1 a defender, os gilistas conseguiram criar uma muralha que os leões não estavam a conseguir ultrapassar. O Gil conseguiu impedir muitas vezes que os da casa chegassem ao último terço do terreno. Um dos destaque da estratégia de Rui Almeida foi a atenção redobrada no lado esquerdo da defesa. Isto porque a equipa de Rúben Amorim costuma privilegiar o lado direito para atacar. Outra nota também dos apontamentos do treinador gilista que deve ser destacado diz respeito ao pontapé de saída dos pés de Adán.
O Sporting costuma sair curto e, por isso, o Gil colocou três homens mais subidos nesse momento para exercer uma maior pressão e obrigar ao erro. Assim que o guardião leonino libertava a bola, esses mesmos três homens recuavam para compensar defensivamente. Mais uma prova da lição bem estudada.
A nível ofensivo, o Gil apresentou-se num 3-4-2-1. Como já disse, muito compacto. Tanto a nível defensivo como ofensivo. Quando começava a construir, a equipa de Barcelos apresentava a mesma postura: passes curtos de forma a diminuir a margem de erro.
11 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Denis (5)
Joel (5)
Rodrigo (6)
João Afonso (5)
Miullen (4)
Kanya (5)
Lucas Mineiro (7)
Ruben Fernandes (6)
Samuel Lino (6)
Talocha (5)
Nogueira (6)
SUBS UTILIZADOS
Antoine Léautey (5)
Lourency (6)
Claude Gonçalves (-)
Vítor Carvalho (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: Pedia-lhe que comentasse o rendimento de Jovane no corredor central, uma posição onde não está tão habituado a jogar. É esta uma aposta para continuar?
Rúben Amorim: Percebo a pergunta. O Jovane tem vindo a fazer a pré-época ali, teve jogos muito bons. Está à procura do melhor espaço e consoante o jogo nós vamos escolher o melhor espaço para ele. Quando o treinador entender que joga um, joga. Quando entender que joga outro, jogará. Eu estou satisfeito com ele. Ele dá o máximo. Vai melhorar ainda. E, portanto, é como lhe digo: estão todos disponíveis e todos preparados para jogar. Às vezes os jogadores que estão no banco são tão importantes como aqueles que jogam de início.
Gil Vicente FC
BnR: A certa altura do jogo, notou-se uma especial atenção da equipa do Gil Vicente FC para cobrir o lado direito do ataque sportinguista. Foi uma das estratégias para este jogo, visto que tendencialmente a equipa de Rúben Amorim constrói mais por esse flanco?
Rui Almeida: Não penso que tenha sido determinante. A nossa equipa desequilibrou em várias partes do terreno. Aquilo que vocês viram e aquilo que nós fizemos foi estar pressionantes nos três setores. Sabemos que o Porro é muito forte. Penso que não foi por aí o desequilíbrio. Houve sempre uma cobertura, alguém que conseguiu chegar perto e chegar rápido. Portanto, não foi por aí. Aqueles momentos são momentos críticos do jogo. Temos de estar 95, 97, 100 minutos sempre ligados porque é assim que naturalmente se ganham jogos.
Foi um live de aniversário com muitas emoções. Atribuímos o prémio de Personalidade BnR do ano de 2020, oferecemos camisolas, fizemos giveaways, tivemos a presença de Bruno de Carvalho e de vários colaboradores que fizeram (e fazem) parte desta grande família do Bola na Rede.
Obrigado por estares deste lado. Este aniversário do Bola na Rede é também teu.
A CRÓNICA: NÃO HOUVE RONALDO, MESSI JOGOU PELOS DOIS
“A Última Dança” foi o nome que meio mundo deu a este embate de titãs entre a Juventus FC e o FC Barcelona. Messi e Ronaldo poderiam finalmente voltar a encontrar-se, não fosse o vírus que tem assolado todo o planeta. O português voltou a testar positivo à Covid-19 e não pôde satisfazer o desejo de todos nós que só será realizado a oito de Dezembro. Em campo teríamos o astro argentino e mais 21, que tinham a obrigação de tornar este um jogo tão emocionante como aquele que esperávamos no dia em que foi realizado o sorteio.
O jogo começou, e com o antigo presidente Josep Bartomeu pareceram ir também os fantasmas que assombravam as exibições dos catalães. Cedo se percebeu que o FC Barcelona iria para ganhar e, nos primeiros dois minutos, já tinham feito três remates à baliza de Szczesny. Griezmann chegou mesmo a enviar a bola ao poste da baliza, dando um aviso daquilo que se passaria nos minutos seguintes. A turma de Ronald Koeman iria manter a pressão e aos 14 minutos chegaria mesmo ao golo, depois de um ressalto vindo de um remate de Dembele. Na retina fica, para além do golo, a excelente assistência de Messi.
A partir daí, o jogo tornou-se um pouco mais equilibrado e a Juventus FC conseguiu dividir a posse de bola, ainda que sem criar grandes ocasiões de perigo. De destacar são os dois golos irregulares marcados por Álvaro Morata que, depois da revisão do vídeo-árbitro, continuou com a sua conta a zeros.
Na segunda parte, a história foi a mesma. Nova superioridade do FC Barcelona e novo golo anulado por fora de jogo a Morata, que perdia a crença que ainda lhe restava. Foi um susto que serviu para avisar os espanhóis que a partir de então não voltaram a conceder novas chances ao adversário. Só dava FC Barcelona e já depois de Demiral ter sido expulso por acumulação de amarelos, chegou o golo da tranquilidade. Ansu Fati foi derrubado na área e Messi fez o tão merecido golo na conversão da grande penalidade. O FC Barcelona está agora no primeiro lugar destacado e a Juventus FC, apesar da derrota, não vê o seu lugar nos oitavos-de-final ameaçado.
A FIGURA
Messi chegou a marca de 300 assistências em sua carreira.
É o jogador com mais assistências na história do futebol que tenha registros. 🐐 pic.twitter.com/IavI9440ya
Lionel Messi – Foi pelo astro argentino que passou todo o jogo da equipa do FC Barcelona. Sem posição fixa, Messi apareceu onde sabia que causaria estragos. Em termos estatísticos, fez mais um golo e uma assistência, mas durante todo o jogo fez muito mais do que isso. A superioridade dos espanhóis deve-se principalmente a ele, que nos brindou com grandes passes e grandes dribles, que é o melhor que sabe fazer. No fim, a cereja no topo do bolo para uma exibição de luxo do melhor jogador do mundo.
Equipa da Juventus FC – Sem Cristiano Ronaldo, os italianos não partiam como favoritos para esta partida. Apesar do mau momento do adversário, a equipa da Juventus FC nunca se conseguiu impor e quase que só viu jogar. Esperava-se muito mais da turma de Pirlo que não conseguiu dar resposta à intensidade imposta pelo adversário. Nunca foram realmente uma equipa e para além dos golos anulados (e bem) não conseguiram criar situações de perigo. Uma noite para esquecer.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
A equipa de Pirlo, que bem conhece esta competição, apresentou-se num 4-4-2 clássico com Cuadrado a desempenhar o papel de defesa direito e Danilo a jogar sobre o lado que menos gosta, o esquerdo. Rabiot e Bentancur tomaram conta do meio campo dos italianos e por eles passou a parte mais importante do processo defensivo da equipa, numa tentativa de parar o vagabundo Messi que circulava um pouco por todo o terreno. Kulusevski e Chiesa ocuparam as linhas numa zona mais dianteira, tentando assim fazer servir Morata e Dybala que atuaram como avançados, embora o primeiro mais incisivo que o segundo. Sem Cristiano Ronaldo, esperava-se que o argentino fosse o jogador mais da turma de Turim. Esse veio a revelar-se um plano completamente furado, também por mérito da equipa adversária.
Os catalães apresentaram-se para esta partida num 4-2-3-1 ou, se preferir, num clássico 4-4-2. Isto porque no momento defensivo, Dembele e Pedri, os médios-ala da equipa, recuavam para a mesma linha do que os médios-centro, Pjanic e de Jong. À frente apareceram Griezmann e Messi que, devido à constante deambulação do astro argentino, não ocuparam zonas específicas do terreno, rodando entre a posição de médio-ofensivo e de avançado. Na linha mais recuada, a dupla de centrais que foi diferente nas duas partes. Para os segundos 45 minutos saiu Ronaldo Araújo e, de forma surpreendente, apareceu de Jong no seu lugar, abrindo assim vaga para Busquets no meio campo dos espanhóis. Nas laterais, os dois homens do costume, Jordi Alba, sempre muito vertical, e Sergi Roberto, mais contido e defensivo.
A semana 7 da época 2020-21 da NFL foi das mais emocionantes dos últimos tempos, com vários jogos a serem decididos já em cima do apito final! No final, os Steelers são agora a única equipa ainda invicta, e já são vistos como sérios candidatos ao Super Bowl.
New York Giants 21-22 Philadelphia Eagles: Giants tropeçam
A cinco minutos do final da partida, os Giants venciam em Philadelphia a equipa dos Eagles por 21-10. Volvidos esses cinco minutos, Carson Wentz, quarterback dos Eagles, festejava uma dura vitória em casa.
Este foi um jogo sem grandes motivos de emoção durante os três primeiros quartos. Talvez o momento de maior destaque – e aquele que ficará na memória de todos, mais do que o próprio resultado – foi uma jogada protagonizada por Daniel Jones, quarterback dos Giants.
Com a sua equipa a perder por 7-10, Jones conseguiu arranjar espaço e começou a correr como nunca correra antes. O quarterback percorreu 80 jardas e estava prestes a marcar o touchdown que colocaria a sua equipa na frente. Contudo, Jones não é conhecido pela sua capacidade de corrida, e acabou por cair sozinho perto da linha das 20 jardas. Os Giants marcariam nas jogadas seguintes, mas nos momentos-chave não foram capazes de concretizar.
Dallas Cowboys 3-25 Washington Football Team: Problemas em Dallas
As coisas continuam a piorar no Texas. Depois de uma derrota pesada frente aos Arizona Cardinals, os Cowboys voltaram a perder de forma clara frente a Washington.
A equipa de Mike McCarthy voltou a ser incapaz de fazer frente ao seu adversário e mostra cada vez mais problemas dentro e fora de campo. Neste jogo, não só o ataque foi incapaz de ganhar qualquer tipo de ritmo, mas a defesa também permitiu que Washington dominasse, e para piorar tudo, Andy Dalton, quarterback titular depois da lesão de Dak Prescott, sofreu uma pancada dura e poderá não jogar na semana 8.
Neste momento, os Cowboys atravessam um momento complicado enquanto instituição, e tem afetado a sua performance dentro de campo. O número elevado de lesões não ajuda, e esta época parece estar prestes a ficar em salvação.
Luca Waldschmidt chegou esta época ao SL Benfica e tem-se destacado como um dos melhores e mais importantes jogadores da temporada. O “namoro” do clube encarnado com o internacional alemão já é antigo. Já na época passada, tanto no verão como em janeiro, Waldschmidt esteve perto de chegar a Portugal, mas a transferência acabou por não se concretizar (por diversas razões).
No início da época passada, com a saída de João Félix, o lugar de segundo avançado ficou vago. Raul de Tomás chegou para aquela posição, mas foi um dos maiores erros de casting cujo me lembro de ver no clube encarnado. Para jogar da mesma forma que na época do título de Bruno Lage, RDT nunca poderia desempenhar aquelas funções.
Chiquinho acabou por assumir o lugar, mas o Português era sempre mais um terceiro médio do que propriamente um segundo avançado. As dificuldades que sentia em frente à baliza não contribuíram para o seu sucesso no lugar.
É verdade que Bruno Lage não soube (nem sequer tentou) adaptar a sua forma de jogar aos jogadores que tinha à sua disposição, mas a direção falhou redondamente ao não conseguir trazer um jogador capaz de replicar as funções desempenhadas por João Félix.
Obviamente, seria sempre difícil substituir João Félix com um jogador qualitativamente à altura, mas nem sequer chegou um jogador com o mesmo perfil futebolístico. Todavia, este jogador estava três países aqui ao lado. Na Bundesliga, ao serviço do SC Freiburg, Gian-Luca Waldschmidt ia brilhando.
Nome italiano, frieza alemã, número 10 nas costas, qualidade ao receber a bola entre linhas, muito bom a ligar setores, forte no momento da finalização e elevada qualidade técnica… Onde é que estava a dúvida?
A transferência de Waldschmidt não se concretizou devido aos valores pedidos pelo SC Freiburg e também devido a uma lesão que o jogador sofreu durante a temporada passada. Todavia, se pensarmos bem o argumento dos valores faz pouco sentido.
Weigl, apesar de ser um jogador com uma qualidade superlativa, acabou por chegar em janeiro, por 20 milhões de euros, para uma posição muito menos necessitada. Pedrinho foi fechado em janeiro por 20 milhões (mais tarde reduzidos para 18 milhões). Bruno Guimarães esteve muito perto de chegar ao SL Benfica por um valor superior a 20 milhões. Raul de Tomás custou 20 milhões de euros.
O avançado alemão tinha sido o jogador perfeito para a equipa de Bruno Lage e, com o rendimento desta época, teria sido decisivo nas potenciais conquistas do clube encarnado.
Este ano assistimos ao maior investimento de sempre numa janela de transferências, ainda antes de ter sido realizado o encaixe financeiro com Ruben Dias. Porquê? Há eleições daqui a uns meros dias. Pena que não tenha havido eleições perto da preparação da época passada… Ou eleições todos os anos…
Após a primeira ronda “a valer” das competições europeias, a Primeira Liga regressou, trazendo consigo a quinta jornada da prova. Dérbis, dentre os quais o escaldante confronto minhoto, vitórias suadas dos principais candidatos ao título, pontos conquistados e perdidos ao cair do pano. Mais uma ronda recheada de história.
Com isso em mente, decidimos elencar as cinco melhores exibições da jornada número cinco da Primeira Liga.
Não é de hoje. O Sporting CP sempre foi um clube de grupos, grupinhos e grupetas em que cada um tenta ocupar o lugar do outro. Alvalade sempre teve os seus corredores cheios de intrigas e tentativas de golpes de estado.
Aconteceu com a queda da anterior direcção e, muito provavelmente, também acontecerá com a que se encontra em funções. Basta que o caminho seguido não vá de encontro aos interesses de quem realmente manda, que são sempre os mesmos. E mais não digo (pelo menos quanto a essa temática).
A guerra agora está entre adeptos e sócios apoiantes da actual direcção (denominados Varandistas), e os que estão contra o caminho que o clube está a tomar (denominados Brunistas). Esta é mais uma espécie de guerra sem pólvora, que pouco mais serve do que para entreter os rivais e desviar atenções dos reais problemas do clube.
Porque enquanto os sócios e adeptos se mantém nas redes sociais a discutir o sexo dos anjos, quem manda (não estou a falar da direcção de Varandas) tem toda a liberdade de dirigir o clube, segundo os seus próprios interesses (que não é o mesmo que os do sócio comum) e os dos seus “amigos”.
A verdade é que este bate boca não faz qualquer sentido e não ajuda em nada a melhorar o futuro do clube. Ver um “Varandista” acusar um “Brunista” que só vem fazer publicações nas redes sociais com as derrotas do clube, quando os próprios só o fazem com as vitórias é no mínimo intelectualmente desonesto, assim como o inverso também o é.
Bruno de Carvalho, mesmo não estando incutido no projeto Sporting CP, continua a criar divisão e controvérsia na massa adepta leonina Fonte: Sporting CP
Sportinguistas contra sportinguistas nunca será uma boa solução para o clube, assim como a perseguição que a actual direcção está a fazer às claques (que até ver também são sportinguistas – e em último caso não se estarão a servir mais do clube do que os dirigentes que por lá têm passado). O que quer dizer que esta divisão está também a ser promovida por quem dirige actualmente o clube. E mesmo a divisão “Varandistas”/”Brunistas” é alimentada pela direcção, quando assumem que tudo o que teve origem na anterior administração é mau.
O presidente do Sporting CP deveria assumir as coisas boas que herdou, em vez de andar constantemente a lamentar a que pesa. Devia ter deixado apenas quem pertenceu à anterior direcção, ao ser destituída, ficasse apenas como a “anterior direcção” em vez de os tornar “os exorcizados”. Ao continuar a alimentar isto, alimenta esta guerra sem sentido.
Se o comandante não tiver a clareza de espirito para o fazer, pelo menos as tropas que percebam estar a seguir uma estratégia destrutiva. Que estes entendam que, numa guerra, quem “morre” é quem anda na frente de batalha e nunca as altas patentes. E assim como qualquer país que vive em guerra, o clube nunca sai reforçado, apenas um pouco mais destruído.
Os tais exércitos, do nojo ou não, que andam nas redes sociais têm também de entender que, criticar só porque sim, só porque é algo feito pela pessoa que não apoiam, por vezes, muitas vezes, torna-se apenas ridículo, e perdem toda a credibilidade para depois poderem criticar situações realmente importante e relevantes.
O Sporting CP vive em constante guerra civil e, por isso, nunca conseguirá voltar a ser forte. Tréguas é o que se exige e o exemplo terá de vir sempre de cima. Porque se assim não for, nenhuma das facções vai dar o braço a torcer e não sairemos desta “pescadinha de rabo na boca”. E quem perde é o Sporting CP. Sempre!
Finalizada a jornada dupla de qualificação para o Europeu feminino de 2021 (adiado para 2022, devido à pandemia de Covid-19), fazemos um balanço do percurso da Seleção feminina de futebol nos últimos 10 anos.
Posição média anual de Portugal no Ranking FIFA de futebol feminino (com atualizações a cada trimestre, esta média resulta da combinação das quatro posições ao longo do ano) Fonte: FIFA
Voltemos ao início da década, mas recuemos ainda um pouco mais – no final de 2003, ano em que a FIFA apresentou, pela primeira vez, o ranking oficial de seleções de futebol feminino, Portugal ocupava o 34.º lugar, numa lista liderada pela poderosa Alemanha. Percorrendo os anos, até 2012, os resultados de Portugal seguiram uma tendência negativa, chegando a ocupar, em 2007, o 47.º lugar, a posição mais baixa de sempre do futebol feminino português.
Entre 2007 e 2012, com Mónica Jorge à frente dos destinos da Seleção, Portugal viveu um período de ascensão até 2010, altura em que viria, novamente, a cair no ranking devido aos maus resultados. É apenas em 2012 que se dá o ponto de viragem no panorama do futebol feminino – Mónica Jorge assume o cargo de Diretora para o Futebol Feminino da FPF (cargo que não existira até então), e António Violante entra para a posição de Selecionador Nacional, dando início a um período muito positivo da Seleção. A aposta da Federação Portuguesa de Futebol (com o recém-eleito presidente Fernando Gomes) na vertente feminina era agora mais evidente do que nunca, colocando uma mulher na Direção do organismo, e responsável por uma pasta que, até então, não tinha sido sequer considerada.
Apesar de um bom rendimento das jogadoras comandadas por António Violante, é a entrada de Francisco Neto, em 2014, que mais impacto tem na Seleção feminina. Com apenas 32 anos, o técnico, que já tinha sido treinador de guarda-redes da equipa, regressa para assumir o lugar de Selecionador Nacional e, desde início, galvaniza as jogadoras e aponta como objetivo, a médio-prazo, ombrear com as melhores seleções do mundo.
Apesar de ainda estarmos relativamente longe das melhores, pelo menos a nível de números e resultados, a verdade é que a Seleção feminina tem feito um percurso feliz, de clara ascensão.
Ao nível das convocatórias, é possível verificar uma grande mudança. Em 2011, por exemplo, era hábito serem convocadas jogadoras que não jogavam sequer futebol, mas futsal – caso de Sofia Vieira, internacional por 34 vezes, ao serviço da seleção de futebol feminino. Talvez pelo nível de competitividade mais elevado no futsal, onde existiam mais equipas e as condições eram melhores, muitas jogadoras preferiam a modalidade de pavilhão aos campos relvados. Porém, a realidade em 2020 não poderia ser mais diferente. Para além de todas as jogadoras presentes nas convocatórias da Seleção serem agora todas profissionais, ao contrário do que se verificava há 10 anos, é também quase impensável ver jogadoras de futsal no lote. O salto de qualidade das jogadoras portuguesas assim o ditou – exceção feita a Mélissa Antunes, que, desde 2011, se desdobrou entre as seleções femininas de futebol e futsal, chegando a estar presente em grandes competições de ambas as modalidades.
Logicamente, a evolução do futebol feminino em Portugal reflete-se na crescente qualidade de jogo da Seleção portuguesa. O aparecimento dos clubes profissionais, para além de trazer mais e melhores condições às jogadoras para se desenvolverem, veio também impulsionar a aposta dos restantes clubes – ninguém quer fica para trás – e são cada vez mais as jogadoras que têm um maior apoio para a prática da modalidade.
Facto é que a equipas das quinas tem melhorado a olhos vistos e os resultados são o espelho disso. Em 2016, o ano de arranque das primeiras equipas profissionais de futebol feminino em Portugal, Andreia Norton iniciava também um período de ouro na Seleção – um golo no play-off de qualificação, no prolongamento frente à Roménia, garantiu o empate e valeu o passaporte para uma inédita fase final de um Europeu.
Para além do feito histórico de participar na fase de grupos do Europeu 2017, na Holanda, Portugal conseguiu ainda garantir uma vitória (2-1 sobre a Escócia) e esteve muito perto de se qualificar para a fase seguinte, com uma boa exibição frente a Inglaterra, uma das favoritas à vitória final. Na estreia em campeonatos europeus, e com o pior ranking entre as seleções participantes, Portugal deixou a imagem de uma equipa muito bem organizada e competente, sobretudo a nível defensivo.
Entre as jogadoras convocadas para o Europeu, o destaque vai para o núcleo duro que há muito acompanha este processo de crescimento: Patrícia Morais, Carole Costa, Sílvia Rebelo, Ana Borges, Dolores Silva e a capitã Cláudia Neto. Este é, atualmente, o lote de jogadoras mais experientes e internacionais por Portugal, e é à volta delas que a Seleção tem construído o seu onze inicial. Com exceção de Patrícia Morais, que se estreou pela Seleção em 2011, todas as outras levam já mais de dez anos a vestir a camisola das quinas.
Com os olhos no futuro, e até no sentido de promover, a médio-prazo, a renovação da Seleção, Francisco Neto tem estreado várias jovens jogadoras nas convocatórias regulares da Seleção. Andreia Faria, Andreia Jacinto e a ainda juvenil Alícia Correia são as mais recentes apostas, mas em dezembro de 2019, o selecionador nacional promoveu uma convocatória de 22 jogadoras com idades sub-23, na qual apenas duas eram internacionais pela seleção principal. A qualidade demonstrada pelas jogadoras levou mesmo Francisco Neto a afirmar que “o futuro do futebol feminino português será brilhante”.
Para já, é de assinalar a profundidade do plantel e qualidade das jogadoras à disposição da Seleção. Com Jéssica Silva, a maior cara do futebol feminino português, ainda a recuperar de lesão, também Inês Pereira, Ana Capeta, Telma Encarnação, Andreia Norton, Maria Negrão (recentemente chamada à Seleção, com apenas 16 anos) e muitas outras permitem ter confiança o futuro.
Em novembro, a Seleção retoma os trabalhos de preparação. O nível está mais elevado e a responsabilidade também é maior. O caminho para o Europeu 2021 é duro, mas a esperança de que Portugal pode marcar presença na fase final é grande.
Já existiam corridas de carros antes de 1950, mas foi apenas nesse ano que se criou a chamada Fórmula 1. Em 2020, a Fórmula 1 faz 70 anos, e, no decorrer desses 70 anos, já vimos campeões e felicidade, recordes feitos e quebrados, mortes e infortúnios.
Como o título bem indica, falar-se-á de algo que se poderia chamar de «conflito de gerações», ou de uma mudança de paradigma desta. E porquê?
Porque 2020 é também o ano em que se faz novamente História na modalidade. Lewis Hamilton acaba de se tornar no piloto com mais vitórias na História destes 70 anos, a ultrapassar a marca que não se pensaria que alguém o iria fazer, a marca de Michael Schumacher.
This moment. ❤️ Thank you Mick and the whole Schumacher family for the incredible gesture.
Michael was a man who broke records, redefined excellence and helped lay down the foundations for this team’s future success.
No GP de Eifel, Lewis Hamilton fez o trabalho de igualar este recorde de maior número de vitórias, conseguindo as 91 feitas por Michael Schumacher. Já no GP de Portugal, o piloto britânico acaba com o sofrimento e põe-se na linha da frente, aclamando, assim, as 92 vitórias (que, certamente, serão mais).
Como dito anteriormente, este é um passo muito grande para a marca mundial da modalidade. Não são todos os anos que se batem recordes, e, por isso, é crucial pensarmos nisso quando acontece.
Para que conste, este poderá não ser o único recorde que Lewis Hamilton poderá bater. O piloto britânico tem, neste momento, seis campeonatos do mundo. Se ganhar o próximo (o atual) irá, novamente, igualar Michael Schumacher, com os sete campeonatos.
Nesta perspetiva, é a partir daqui que começamos a rebobinar e, inevitavelmente deparamo-nos a fazer comparações às gerações anteriores que, por sinal, acabam por não se justificar.
GERAÇÕES NÃO PODEM SER COMPARADAS
Quando começamos então a pensar nestes recordes, as comparações acabam por chegar. Citações como «Penso que o Hamilton tem a vida mais facilitada do que os outros pilotos tinham há 30 anos» é um dos exemplos dessas comparações.
Gerações não podem, nem devem ser comparadas. A verdade é que, em 70 anos, a Fórmula 1 e o desporto motorizado em geral cresceram imenso. Não só em termos de competição, pilotos, equipas, regras, mas muito do que obrigou a Fórmula 1 a crescer foi a segurança.
Tornar o nosso desporto favorito num desporto mais seguro foi um dos leques mais importantes dos últimos anos. E, para isso, a tecnologia que foi desenvolvida nos carros e nas pistas foi importantíssimo para que se reduzisse o número de calamidades que foram existindo durante toda a sua existência.
E, assim sendo, como uma espécie de consequência, a tecnologia ajudou também a que os carros fossem melhores a nível de performance nas corridas. Mas isso, nem é preciso lembrar, pois, quando vemos um recorde de pista a ser quebrado, conseguimos notoriamente perceber esse tipo de melhoria.
Por estes argumentos e por outros que, novamente repito, as gerações não podem ser comparadas. Sem falar no facto de que, há 30/40 anos, por exemplo, não havia a oportunidade nem as condições necessárias à realização de tantas corridas por temporada.
Já a altura em que Michael Schumacher corria era fantástica. No início dos anos 90, com a morte de Ayrton Senna, muitas mudanças se fizeram para que tal fatalidade não voltasse a acontecer. E por muitos anos, não voltou. E o piloto alemão conseguiu quebrar um recorde de 51 vitórias de Alain Prost, para 91 vitórias. Note-se, uma diferença tremenda de 40 vitórias a mais.
Vivemos na era da tecnologia, que está a ser assolada pela hegemonia da Mercedes, mas não é apenas isso. É também saber valorizar o trabalho de um piloto, pois estes, por muito que a segurança tenha melhorado imenso nos últimos tempos, eles arriscam a vida no que fazem, e, sem dúvida, Lewis Hamilton tem mérito próprio nestes recordes que quebra e que irá quebrar.
Por fim, acabo com o que Michael Schumacher disse quando conquistou os seus recordes «não pensei em estatísticas quando corria. São apenas uma boa consequência daquilo que faço, e sentia-me um pouco culpado quando os quebrava [recordes], mas para mim não era quebrar. Era deixar a minha própria marca».