Finalistas vencidos no Superbowl LIV, os San Francisco 49ers não estão a ter o mais fácil dos regressos à competição e, em sete jogos, já têm tantas derrotas como em toda a fase regular da época passada. As vitórias contra os Rams e os Patriots deixam ver uma equipa em crescendo, mas que ainda tem que subir de nível se quer voltar a discutir o título.
Obviamente, boa parte das dificuldades está relacionada com lesões, como nomes como Bosa, Kittle, Garoppolo ou Mostert a já terem falhado jogos.
Nick Bosa, segunda escolha do Draft 2019, já não competirá mais esta temporada e é uma perda significativa defensivamente. Num setor onde os Niners foram soberbos na última temporada, nem tudo tem sido perfeito e a derrota (17-43) com os Dolphins foi exemplo disso, mas a equipa até tem continuado sólida e, regra geral, não tem sido por aí que os Niners não vencem.
49ers announce Raheem Mostert will “most likely” go on IR with high ankle sprain pic.twitter.com/QuugvELH4S
Pelo contrário, ofensivamente as coisas não têm funcionado. As lesões de Kittle e Mostert não ajudaram e, se Kittle já está de novo a fazer das suas em campo, o RB ainda não tem data prevista de regresso. Numa equipa que aposta tanto no jogo pelo chão, esta é uma posição fulcral e as exibições de Mostert foram um dos principais focos dos Niners em 2019. Para piorar a situação, o seu substituto, Jeff Wilson, que estava a somar exibições positivas, também se lesionou contra os Patriots e ainda não se sabe quanto tempo parará. A isso há que juntar Deebo Samuel, o polivalente, outra arma importante do ataque de San Francisco, também saiu lesionado do jogo desta semana.
Contudo, nem só de lesões se fazem os resultados menos positivos da equipa californiana e é preciso mencionar que, em alguns encontros, Jimmy Garoppolo continua a não convencer. O QB é bom, não se pode negar, mas talvez não bom o suficiente para quem quer ganhar o título, porque fica a ideia que, com um outro homem nessa posição, os 49ers poderiam ser a melhor equipa da Liga.
Pelos entretantos, San Francisco terá que fazer o que pode com os atletas disponíveis e não pode abrandar, porque, mesmo já tendo voltado a um registo positivo (4-3), continua em último lugar na NFC Oeste.
Nascido a 11 de dezembro de 2000, Onyeka Okongwu é um dos jogadores mais entusiasmantes do Draft deste ano. O norte americano com descendência nigeriana é também um dos atletas mais notórios e bem reconhecidos neste Draft, ao passo que para além de todas as suas qualidades enquanto jogador, foi sempre associado ao facto de ter participado numa das melhores campanhas de sempre por uma equipa de High School.
Aliás, nessa época, jogou ao lado dos «famosos» irmãos Ball: Lonzo Ball (atual jogador dos Pelicans, na NBA), Lamelo Ball (projetado como jogador de primeira escolha no Draft deste ano) e Liangelo Ball (jogador dos OKC Blue-equipa da G league). No fundo, todo este cenário, fez de Okongwu bem reconhecido com apenas 1 ano de competição enquanto freshman nos Chino Hills. O poste, ajudou a equipa a vencer o campeonato nacional, sendo que ainda foi nomeado pela MaxPreps como freshman do ano. Nas temporadas subsequentes, Onyeka Okongwu liderou a sua escola a mais dois títulos estaduais, à medida que os prémios individuais iam-se sucedendo com alguma naturalidade.
O jovem atleta saiu do seu último ano, em Chino Hills, com médias de 27 pontos, 11 ressaltos, 4.3 desarmes de lançamento e 4 assistências por jogo.
Todavia o facto de ter sido reconhecido como jogador de topo dentro da sua geração, tendo mesmo sido cotado como um jogador cinco estrelas pela ESPN, “Big O” nunca apareceu em grandes holofotes à semelhança de outros atletas. Aliás, o poste nem foi convidado para o “mítico” jogo de «McDonalds All American» (jogo que envolve, os melhores jogadores do respetivo ano da temporada de High School).
Apesar disso, ao entrar em USC, Okongwu voltou a ser a principal referência da sua equipa, nos dois lados do campo, demonstrando estar preparado para jogar ao mais alto nível. Para além dos números fantásticos que executou (16.2 pontos, 8.6 ressaltos e 2.7 desarmes por jogo) venceu ainda o prémio «First-team All-Pac-12».
Tudo isto conjugado faz Okongwu ser um dos jogadores mais intigrantes do Draft deste ano.
Soma e segue o SL Benfica de Jorge Jesus. Numa exibição apagada e nada espetacular, as águias bateram o Belenenses SAD por duas bolas sem respostas, garantindo a manutenção da liderança isolada após um dérbi alfacinha de pouca qualidade e pouca mais emoção. Vamos às incidências da partida.
Entrada positiva dos encarnados, coroada com o golo da vantagem logo aos seis minutos. Haris Seferovic, chamado à titularidade de forma algo surpreendente, finaliza de cabeça junto ao segundo poste uma boa jogada combinativa pela esquerda do ataque, com Everton a tocar para Rafa e este a tocar para o cruzamento de Grimaldo.
Dos dez minutos em diante, todavia, o jogo esmorece, arrefece e equilibra-se. Os visitantes gozam de uma ou outra oportunidade e os da casa nem isso. Jogo amarrado ao ponto do soar do apito para assinalar o intervalo parecer uma bênção.
Primeiros quinze minutos da segunda parte com uma nota dominante: dó. Metia dó a parca qualidade expressa no relvado da Luz. Oportunidades quase inexistentes de parte a parte, mas com pendor para o lado azul do dérbi da capital.
A entrada de Waldschmidt agita o ataque das águias e é o próprio alemão a criar a primeira oportunidade de claro perigo da segunda parte encarnada. O remate cruzado passa ao lado do poste esquerdo da baliza de André Moreira. Dois minutos volvidos, é Waldschmidt quem serve Darwin para o golo… anulado.
No entanto, fica o aviso: cuidado com o alemão. E com o uruguaio. Após um outro aviso que André Moreira havia travado, eis a estreia a marcar na Luz para Darwin, a passe de… Waldschmidt. Fuga do centro para a esquerda do alemão que serve com classe o companheiro de ataque.
Darwin finta André Moreira ainda fora da área azul e remata para a baliza deserta, perante as inglórias tentativas de interceção dos defesas visitantes. O golo tem o condão de congelar a turma de Petit e, por consequência, a partida, que termina com um 2-0 como resultado final a favor do SL Benfica.
Darwin Núñez – Deve pagar impostos extra Darwin Núñez, tendo em conta o que trabalha. A descontar pelo que labuta reforma-se aos 27. Além disso, foi mais uma vez capaz de concretizar um tento, dando razão a Cristiano Ronaldo e à sua analogia com o frasco de Ketchup. Por tudo isso, merece mais uma vez a distinção de Figura da Partida Bola na Rede.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Gilberto – Depois de Grimaldo na Polónia, foi a vez do lateral-direito granjear o “prémio” de Fora de Jogo BnR, pelas mesmas razões. Defendeu mal, como é seu apanágio, e atacou na mesma medida. Tirou um ou outro cruzamento de qualidade – também seu apanágio – mas falhou em praticamente todos os restantes aspetos da sua exibição individual.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Em ataque posicional, os encarnados saíam a três, com Otamendi, Vertonghen e Weigl entre os primeiros a tomarem as rédeas da saída. Rafa e Everton faziam incursões interiores para auxiliar Taarabt na tentativa de permear o espaço entre as duas linhas recuadas dos azuis. Gilberto e Grimaldo davam largura e profundidade pelas alas. Seferovic (primeiro, Waldschmidt, depois) e Darwin encaixavam nos três elementos intermédios da linha de cinco da turma de Petit.
A defender, o bloco encarnado subia, tendo, no entanto, mais cuidado com o espaço que deixava atrás do que havia tido na Polónia. Os quatro elementos mais avançados do SL Benfica pressionavam o B-SAD logo numa primeira fase de pressão, com Taarabt – até a sua saída – mais atrás a tentar ocupar as linhas de passe mais curtas e centrais. Weigl e os centrais controlavam a profundidade, com a ajuda de Grimaldo/Nuno Tavares e Gilberto.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Vlachodimos (6)
Gilberto (4)
Otamendi (5)
Vertonghen (7)
Grimaldo (6)
Weigl (5)
Taarabt (5)
Rafa (6)
Everton (6)
Seferovic (6)
Darwin (7)
SUPS. UTILIZADOS
Pizzi (5)
Waldschmidt (7)
Nuno Tavares (5)
Pedrinho (-)
Samaris (-)
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
A turma de Petit defendia em 5-4-1, com duas linhas bem definidas e com Cassierra solto na frente de pressão. Quando Weigl se juntava de uma forma declarada a Otamendi e Vertonghen na construção encarnada, Varela ou Miguel Cardoso avançavam no terreno para ajudar Cassierra na primeira tentativa de inibir a saída para o ataque das águias (Varela pressionava Otamendi, pela direita, Miguel Cardoso pressionava Vertonghen, pela esquerda).
No ataque posicional, os azuis procuravam trocar a bola nas imediações da sua área, chamando a pressão de Darwin, Seferovic, Rafa e Everton, de forma a poder bater a meia-distância, não procurando a profundidade como havia feito o Lech Poznan.
A bola, regra geral e quando tudo corria bem para o lado azul do dérbi lisboeta, chegava a Miguel Cardoso, Varela ou Cassierra, que, tendo uma linha de pressão já ultrapassada, podiam desenrolar jogadas rápidas com o intuito de visar a baliza de Vlachodimos.
Está à nossa espera mais uma semana da liga milionária. Após a derrota, inglória, contra o Manchester City, os azuis e brancos procuram a primeira vitória nesta edição. Desta vez, estão pela frente os gregos do Olympiacos FC, orientados pelo português Pedro Martins, que são candidatos ao segundo lugar.
Este, à partida e em comparação com os ingleses, é um encontro mais equilibrado, no entanto, a equipa portuguesa é ligeiramente favorita. Nunca desmerecendo o adversário, o elenco portista – apesar das novas dinâmicas e novos rostos do plantel – traz na mala experiência e competitividade acima da que os gregos apresentam.
Numa fase prematura da competição garantir vitórias é crucial e os números não mentem, neles é claro que, no Estádio do Dragão, as equipas helénicas sofrem para garantir vitórias, portanto, esperasse um jogo dominado pelos portugueses com um desfecho favorável: três pontos e a subida ao segundo lugar.
Num duelo que promete ser duro, o FC Porto pode apostar num, ainda em teste, 4-3-3 com Marchesín na baliza, Zaidu, Pepe, Mbemba, Manafá; Grujic, Sérgio Oliveira, Uribe; Luis Díaz, Corona, Marega.
Já o Olympiacos FC poderá apostar na formação 4-2-3-1 com José Sá na baliza, Holebas, Bas, Semedo, Rafinha; M’Vila, Bouchalakis; R. Vinagre, Valbuena, Masouras; Hassan.
Tao Geoghegan Hart (Ineos Grenadiers) venceu a 103.ª edição da Volta a Itália. Uma prova especial, com João Almeida (Deceuninck-Quick Step) a fazer a melhor classificação de sempre de um português no Giro, enquanto Ruben Guerreiro (EF Pro Cycling) garantiu a primeira camisola de sempre (camisola da montanha) de um português.
A terceira semana de Giro estava com muitas decisões pendentes, e a emoção da corrida foi até ao último dia. A abrir, na etapa 16, a fuga teve mais uma vez sucesso, com a vitória a cair para Jan Tratnik. Foi a única vitória da Bahrain-Mclaren nesta edição. O esloveno foi o mais forte, batendo Bem O´Connor da NTT Pro Cycling, já dentro do último quilómetro. Enrico Battaglin ficou com o terceiro lugar. Os favoritos chegaram a mais de 12 minutos, com João Almeida a ganhar dois segundos a Wilco Kelderman, e a manter a camisola rosa. A camisola da montanha foi muito disputada entre o português Ruben Guerreiro e Giovanni Visconti, com o italiano a acabar o dia com uma vantagem de 30 pontos.
A etapa 17 foi novamente marcada por uma fuga numerosa, incluindo Ruben Guerreiro. Giovanni Visconti, o líder da montanha, não conseguiu integrar a fuga do dia. Ruben somou 80 pontos em toda a etapa e recuperou a maglia azurra. Nos escapados, Ben O´Connor foi quem atacou a solo em Madonna de Campiglio, sem resposta à altura. O australiano foi claramente um dos homens mais agitados na última semana, e acabou por alcançar a desejada vitória, que tanto procurava. Nos favoritos não houve diferenças significativas. João Almeida somava mais um dia de rosa.
Chegava a etapa rainha, com passagem pelo imponente Passo dello Stelvio. Ruben Guerreiro foi em busca dos pontos da montanha e de salvaguardar a sua camisola azul, ainda por cima Visconti tinha desistido. No final do dia, o português era mesmo o vencedor virtual da camisola azul. A Sunweb trabalhou em quase toda a etapa, com Nico Denz a fazer um grande trabalho.
Com as a pendentes do Stelvio a fazerem-se sentir nas pernas, e com pouco menos de 50 quilómetros, João Almeida cedia no grupo dos favoritos. Rohan Dennis liderava o grupo e deixava para trás nomes importantes, como Nibali, Fuglsang, Majka e até mesmo líder virtual do Giro, Wilco Kelderman. Os poucos metros de diferença transformaram-se em minutos, e Dennis seguia na frente a um ritmo forte até à última subida do dia. No caudal da subida final, Dennis abriu para o lado, e Tao Hart e Jai Hindley ficaram isolados na frente. Hart fez quase toda a subida na frente, e pagou por isso, com Hindley a derrotá-lo ao sprint. Pello Bilbao fez uma subida final muito boa, recuperando tempo, e acabou na terceira posição.
Kelderman chegou em quinto lugar, a 2m18s do vencedor, e João Almeida chegava a 4m51s, juntamente com Nibali. O holandês Wilco Kelderman era o novo líder, com vantagem de 12 segundos de vantagem para o seu colega de equipa Hindley, e com 15 segundos para Hart. João Almeida caía para a quinta posição, a 2m16s do líder.
Sasha Banks, The Miz e Randy Orton. Foram estes os maiores beneficiados do WWE Hell in a Cell, assim como os fãs que assistiram aos seus combates. Roman Reigns também saiu vitorioso, algo que já era esperado.
Os outros dois combates não foram bons, mas estes quatro tiveram muita qualidade, em termos de manobras e de storytelling. Por isso, revejamos em maior detalhe o que aconteceu neste grande evento.
O SL Benfica vai a votos no dia 28 de outubro. Não vamos escolher apenas o presidente do clube para os próximos quatro anos. Vamos escolher o tipo de clube a que queremos pertencer. Referendaremos valores, mais do que pessoas.
Benfiquistas, dividem-nos as opiniões, une-nos o amor ao clube. Esse amor, que antecede em mim as lembranças mais antigas, deveria permitir que cada um de nós expressasse uma opinião sobre o clube sem acusações e ódio. Nem sempre é assim. Mas lembrem-se que cada um de nós quer o melhor para o clube e será nesse espírito que votaremos nas próximas eleições. É sobre esse momento, o momento em que colocaremos a cruz, que vos quero falar.
O Benfica de Vieira é incomparavelmente melhor que o Benfica de Vale e Azevedo porque o Benfica de Vieira ganha muito mais, tem mais fôlego financeiro e tem um projeto desportivo alicerçado em boas infraestruturas e muita qualidade na formação. Isto não ocorreu por obra e graça do Espírito Santo: é trabalho do atual presidente do Benfica. Isso está para lá de qualquer debate, e ainda bem, porque é também completamente irrelevante para a eleição desta semana. Nesta eleição, não vamos decidir se a presidência de Vieira foi ou não foi melhor que as más presidências anteriores. Foi melhor, ponto final. Esse debate está resolvido há mais de uma década.
O que vamos decidir é se ainda faz sentido continuarmos com a presidência de Vieira, ou se está na hora de lhe pôr fim de forma lúcida, esclarecida e serena, da forma mais democrática possível: votando.
Nasceu em Braga, fez grande parte da formação no Sporting CP, alinhou no FC Porto e afirmou-se no Vitória SC, mas foi no Liverpool FC que o nome, João Carlos Teixeira, começou a ganhar destaque. Deixou o Minho muito novo para integrar a Academia do Sporting CP, onde privou com figuras marcantes do futebol português, especialmente com um jogador que sabia que “ia ser jogador de futebol de certeza absoluta”. Num jogo a contar para a NextGen Series em 2011/12, captou a atenção do “gigante” Liverpool que garantiram a sua contratação. Durante as quatro temporadas em que fez parte dos quadros dos “Reds”, João Carlos Teixeira foi emprestado por duas ocasiões, estreou-se e arrepiou-se em Anfield ao ouvir o “You’ll Never Walk Alone”, partilhou o balneário com a lenda, Steven Gerrard, e foi treinado pelo carismático Jürgen Klopp. Regressa a Portugal pelas portas do FC Porto e, depois de alguns altos e baixos, com passagens pelo SC Braga e Vitória SC, encontra-se atualmente em Roterdão, a defender as cores do Feyenoord, histórico holandês, onde espera “manter a consistência e tentar melhorar”.
Eis, João Carlos Teixeira:
-De Braga a Roterdão-
«Esta era uma mudança importante pela fase em que eu estava na minha carreira»
Bola na Rede: Alguma vez imaginaste em miúdo, quando vencias todos os torneios da zona de Braga ao serviço do Fernando Pires, que irias estar a viver em Roterdão e a disputar a primeira liga holandesa ao serviço do Feyenoord?
João Carlos Teixeira: Nessa altura ainda era muito jovem, tinha 8 anos e isso era algo que ainda não me passava na cabeça, nem nunca imaginava.
Bola na Rede: O futebol sempre foi uma certeza na tua vida?
João Carlos Teixeira: A única certeza que eu tinha era que de facto eu gostava de jogar futebol, principalmente quando era miúdo com os meus amigos no Colégio. Sempre tive essa certeza que gostava de praticar desporto e de jogar futebol.
Bola na Rede: A paixão pelo futebol continua a ser mesma de quando começaste ou com os passar dos anos e à medida que fica mais sério, com os agentes desportivos e as próprias lesões envolvidas, acaba por perder algum encanto?
João Carlos Teixeira: Agora vejo o futebol com outros olhos. Já vejo como uma responsabilidade e como uma profissão. Já existe muito mais coisas envolvidas que não havia quando eu era miúdo. Em miúdo eu jogava só por diversão, mas mesmo agora é dentro das quatro linhas que eu me sinto confortável e para mim a diversão começa dentro das quatro linhas, quando entras em campo e o jogo começa. Nunca será como quando jogava futebol em miúdo, mas é a forma mais próxima que tens daquela diversão que tinhas quando eras mais novo.
Bola na Rede: Na época passada disputas um total de 30 jogos e assinalas 10 golos em todas as competições ao serviço do Vitória SC. Realizas assim a melhor temporada da tua carreira e despertas o interesse de vários clubes estrangeiros. Porque é que a escolha recaiu para o Feyenoord?
João Carlos Teixeira: Recaiu para o Feyenoord, principalmente em termos de projeto futuro, por continuar num campeonato importante, num clube que luta para ser campeão e que disputa competições europeias. Continuo a ter na mesma visibilidade, jogo numa equipa grande na Holanda e para mim isso foi essencial.
Bola na Rede: Como é que está a ser até agora a adaptação a um novo país e a um novo campeonato?
João Carlos Teixeira: Eu vivi quatro anos em Inglaterra e é muito idêntico em muita coisa. Depois a vantagem aqui é que toda a gente fala inglês, por isso eu nunca tive dificuldades em termos de comunicação com ninguém e o tempo é idêntico ao de Inglaterra. A adaptação tem sido super fácil, o clube é muito organizado, as condições são muito boas e o clube ajudou-me em tudo desde o primeiro momento que eu cheguei.
Bola na Rede: Não sei se chegaste a ler as declarações do Bruno Martins Indi que diziam: “Devo estar muito enganado se a Liga holandesa não lhe assentar na perfeição”, apesar de estares aí há pouco tempo, concordas com estas declarações?
João Carlos Teixeira: Eu ainda só joguei três jogos: dez minutos num jogo, 45 minutos e no último joguei 75 minutos. Para já, tem corrido bem, mas também é fácil quando as coisas estão bem. Mas sim, acredito que o meu estilo de futebol se adequa aqui.
Official: Another Portuguese at a big European club as João Carlos Teixeira signs for Dutch giants Feyenoord on a two-year deal from Vitória. pic.twitter.com/KZuLNjRj0X
Bola na Rede: O Feyenoord tem feito um bom arranque de época e neste momento está nos lugares cimeiros. Quais são os objetivos da equipa para esta época? E qual é o teu objetivo a nível pessoal?
João Carlos Teixeira: A última vez que o Feyenoord foi campeão foi em 2016/17, obviamente que ser campeão é um objetivo e a nível de taças internas vamos querer ganhar tudo. Em relação a mim, quero tentar fazer uma época melhor do que a que fiz no ano passado, tanto a nível de jogos como golos e assistências. Quero manter a consistência e tentar melhorar.
Bola na Rede: No passado o Feyenoord já conquistou uma Liga dos Campeões e uma Taça UEFA. O sorteio deste ano da Liga Europa ditou que fariam parte do grupo do Croácia Zagreb, CSKA Moscovo e Áustria Wolfsberger. Sentes que podem chegar longe na competição?
João Carlos Teixeira: A Europa já é algo muito diferente, nunca se sabe bem o que vamos encontrar. São jogos muito diferentes dos que se jogam no campeonato, mas acho que vamos conseguir passar da fase de grupos, isso seria muito importante para nós e para a equipa. Acredito que temos todo o direito e possibilidade de conseguir fazê-lo.
Bola na Rede: Gostavas de ter permanecido em Portugal ou este era um passo necessário na tua carreira?
João Carlos Teixeira: Senti que esta era uma mudança importante pela fase em que eu estava na minha carreira e estou muito feliz por isso ter acontecido.
Já tinha abordado as capacidades de LucianoVietto na altura em que chegou a Alvalade. Agora é a vez de falar do argentino, naquela que é a sua despedida do reino do leão. O Sporting CP anunciou a venda ao Al Hilal por uma verba fixa de sete milhões, sendo que apenas irá receber metade, enquanto que a outra metade ruma ao Atlético de Madrid. Os leões conseguem assim um encaixe financeiro mínimo, acabando apenas porconseguir limpar a folha salarial de um dos melhores e mais bem pagos jogadores no seu atual plantel – auferia cerca de um milhão e meio líquidos por temporada.
Esta decisão, que deverá ter partido muito pelo jogador, (fará o melhor contrato na sua carreira, podendo chegar a receber cerca de 13 milhões de euros em três anos). Mas, também foi obra da direção leonina, analisando o facto de o Sporting CP apenas se encontrar inserido nas principais competições nacionais e acreditar ter um plantel grande para poucos jogos.
Luciano Vietto foi um dos jogadores em destaque na época transata – ainda que tenha sido bem atribulada a época leonina com quatro treinadores diferentes – onde foi o melhor reforço, acabando por ganhar ainda mais preponderância na ausência de Bruno Fernandes. No entanto, fica a ideia de que poderia ter dado ainda mais: em 40 jogos marcou nove golos e fez sete assistências. Na presente época, em cinco jogos, fez um golo e duas assistências – números bastante interessantes para um jogador que não foi titular indiscutível.
Cheguei a acreditar que Luciano Vietto poderia ser uma boa solução desportiva para o Sporting CP atual, olhando para o modelo e contexto, jogando na posição nove, quer seja sozinho, quer seja numa possível alteração estratégica – semelhante à sua entrada diante do FC Porto – que forçou os dragões a recuar e, por sua vez, colocou o Sporting CP mais destemido e mais próximo de zonas de finalizaçãocom maior presença na área adversária.
O argentino, ao contrário do que aconteceu na época volvida, não tem sido titular e acaba por ser liberado do plantel leonino Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Não creio que seja o melhor timing para vender Luciano Vietto, à semelhança do que aconteceu no final do mercado na época passada,no qual não se conseguiu colmatar as ausências. Resta perceber como irá o Sporting CP adaptar-se neste momento, sendo que fica apenas com um ponta de lança de raíz no seu plantel – que atualmente não é titular – pois Luiz Phellype está lesionado, sendo que a equipa leonina vai revelando algumas dificuldades em chegar ao golo. O argentino é um jogador diferenciado, capaz de jogar entrelinhas e de dar maior critério e definição no último terço e que, apesar dos números da época passada, é de facto um jogador com faro de golo e com inteligência e capacidade para ser útil.
Em suma, fica um sabor agridoce, pois até possotentar compreender o negócio tendo em vista a pouca competição que o Sporting CP irá ter jogando praticamente de semana a semana, mas a verdade é que o Sporting CP contrata o argentino por sete milhões e meio na época transata – por 50% do passe – e passado um ano vende o jogador por sete milhões, onde apenas vai receber metade. Mais uma vez, o Sporting CP vende um jogador para poupar em salários – à semelhança do que aconteceu com BasDost – dando um sinal negativo da sua vida financeira, numa altura em que já amortizou mais de 40% das receitas do contrato com a NOS e onde até tem recebido algum dinheiro em transferências, como é o caso de Bruno Fernandes, Acuña ou até Wendel – perdendo assim mais um dos seus principais ativos.
SL Benfica e Belenenses SAD encontram-se hoje, dia 26 de outubro, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga portuguesa. O pontapé de saída está marcado para as 20h15.
O Benfica é o atual líder do campeonato, com 12 pontos, enquanto o Belenenses se encontra na 13.ª posição com apenas cinco pontos, fruto de dois empates e uma vitória.
Os encarnados procuram manter a invencibilidade na prova, tentado aumentar a distância para o atual segundo, o FC Porto. Por sua vez, o Belenenses desloca-se à Luz com o intuito de roubar pontos num terreno que é sempre complicado.