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Rafa Silva | Uma nova vida com Jorge Jesus?

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Jorge Jesus chegou ao clube da Luz no mercado de verão, mas desde cedo começou a “arrumar a casa”. Alguns jogadores foram imediatamente colocados na porta de saída, mas outros ganharam a confiança do técnico português. Um desses jogadores é Rafa Silva, internacional português de 27 anos que representa as cores do SL Benfica há mais de quatro anos.

Natural de Vila Franca de Xira, Rafa Silva foi, no verão de 2016, transferido do SC Braga para os “encarnados” por 16 milhões de euros, o maior negócio de sempre realizado entre dois clubes portugueses.

Apesar dos 31 jogos realizados, a sua primeira época não foi produtiva dado que marcou apenas dois golos e jogou um futebol diferente daquele que jogava no clube minhoto. Com o decorrer da época 2017/2018, os números voltaram a não impressionar: 25 jogos e três golos. As criticas eram muitas e o empréstimo parecia ser a melhor solução para o jogador ribatejano.

A época 2018/2019 chegou e Rui Vitória decidiu ficar com o jogador. De facto, parece ter acertado. Nessa mesma temporada, o internacional português marcou 21 golos em 44 jogos, quase tantos como nas cinco épocas anteriores. Com 25 anos, o extremo “explodiu” e deslumbrou no então campeão nacional.

Rafa Silva realizou uma época 2019/2020 algo conturbada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com uma estatura física própria de um extremo móvel (1,70m e 60kg), Rafa caracteriza-se pelas sua velocidade, sendo considerado por muitos um dos jogadores mais rápidos do nosso campeonato. As explosivas diagonais, o um-para-um e a agilidade são as principais armas do extremo português que tem o seu valor de mercado fixado nos 24 milhões de euros, segundo o Transfermarkt.

Após um final de época atípico no clube da Luz e com as exibições de Rafa a deixarem “muito a desejar”, Jorge Jesus segurou o internacional português e colocou-o novamente na posição onde se sente mais confortável: extremo.

Além do seu tradicional jogo muito ofensivo, Rafa passou agora a defender mais do que fez com qualquer outro treinador e a jogar um futebol mais intenso e coletivo. No jogo frente ao Moreirense, o internacional português recuou várias vezes no campo – através da sua velocidade – para desarmar jogadores adversários e, assim, recuperar a bola para “os encarnados”. É um atributo que Rafa vem ganhando com a chegada de Jorge Jesus e que só benefícia o jogo do ribatejano.

Até ao momento, Rafa Silva contabiliza 140 jogos e 39 golos pelas “águias”. Já foi chamado à seleção por diversas vezes e esteve, inclusive, no plantel que ganhou o Euro 2016 em França.

Sporting CP | Número 7: Mito para Bruno Tabata destruir?

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Como é do conhecimento geral dos fãs do desporto rei, número sete é um número icónico. De facto, desde cedo se nota que as crianças, na obrigação de escolher um número para colocar na parte de trás da camisola, tendem a escolher números dos jogadores que idolatram: Cristiano Ronaldo é um exemplo dessa influência nas crianças. Assim, os números, embora fúteis, são muito importantes para certos jogadores e o mundo do futebol criou estereótipos sobre o que deve representar o jogador que utiliza um certo número. Ora, o número 7 é um dos números que representa um jogador do ataque que marque golos, que drible, que seja rápido e que possua uma técnica acima da média. 

Nos últimos tempos, muito se tem falado que em Alvalade existe um número de camisola amaldiçoado: o número sete. De facto, desde que Luís Figo saiu do Sporting CP, o clube não possui um único camisola sete que tenha dado certo em termos de influência na equipa. Tudo o que se viu foram jogadores que sofreram com lesões ou que, pura e simplesmente, não tinham qualidade para representar o clube e, muito menos para herdar a pesada tarefa de ser melhor do que Luís Figo. Mas vamos falar da história:

Sá Pinto, primeiro sucessor de Figo, agrediu o selecionador nacional e sofreu um pesado castigo, apesar de ser um bom jogadorIordanov, apesar da década que passou em Alvalade e dos 55 golos, foi diagnosticado com esclerose múltipla na época em que escolheu a camisola sete;

Seguiu-se Leandro, avançado Brasileiro que somou alguns golos que não foram suficientes para permanecer no clube (relatos de falta de profissionalismo); Na época de 1999/2000, Delfim ficou com a trágica camisola e teve uma grande quantidade de lesões e na de 2001/2002 Marius Niculae sofre uma grave lesão, apesar do bom início de época;

A camisola 7 do Sporting ficaria sem dono durante quatro anos sendo que só em 2007 é que Marat Izmailov iria escolher esse número. O resultado? Bem, lesões, falta de consistência e acabou por ir parar ao FC Porto. Seguiram-se BojinovJeffrén e Shikabala que, infelizmente não deixaram boas memórias, se é que as deixaram;

Shikabala atracou em Alvalade com selo de qualidade e sucumbiu face à herança pesada da camisola 7
Fonte: Sporting CP

A saga continuou com Joel Campbell que nunca se afirmou como deveria, Rúben Ribeiro que apenas fez uma assistência na estreia e rescindiu, Matheus Pereira que só agora se afirma em solo inglês e Rafael Camacho que, tendo potencial, não tem espaço no plantel leonino;

Com este historial, no início de uma nova época surge uma nova esperança. Bruno Tabata escolheu a camisola número sete para estar nas suas costas e aparenta ter as características que acima descrevi como um “digno” proprietário desse número. Será que vai correr bem ou vai ser mais um a comprovar que a camisola sete está amaldiçoada em Alvalade? Teremos de esperar para ver se Bruno Tabata estará à altura do desafio mas uma coisa é certa: existe uma pessoa que conseguirá quebrar esta maldição com toda a certeza. Resta saber se e quando é que Cristiano vai voltar à casa que o mostrou ao mundo do futebol… sonhar é grátis. 

 

NBA Finals 2020 – Jogo 3: Miami Heat 115-104 LA Lakers

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A CRÓNICA: MIAMI HEAT, COM DESTAQUE PARA JIMMY BUTLER, SURPREENDEM E REDUZEM A VANTAGEM DOS LAKERS PARA 2-1.

Mais um jogo e mais uma noite de NBA! – Terceiro jogo da NBA Finals, cuja série era liderada pelos LA Lakers (2-0). A equipa de Miami teve novamente duas das principais estrelas (Bam Adebayo e Goran Dragic) fora da partida – ambos estiveram na lista de dúvidas para o encontro. A maioria dos fãs esperavam mais uma vitória da equipa de Los Angeles, mas, para surpresa de muitos, o resultado foi outro.

Fantástico primeiro período dos Miami Heat! Aproveitaram os vários turnovers dos Lakers (10) para liderar a partida no final dos primeiros doze minutos do jogo – chegaram a ganhar por 13. Destaque pela positiva dos desempenhos de Jimmy Butler (8 pontos, 3 assistências e 2 roubos de bola) e de Duncan Robinson (4 pontos, 2 assistências e 2 ressaltos) – apesar deste último não ter acertado nenhuma das suas três tentativas de lançamentos de três pontos.

Pela negativa, Anthony Davis teve um primeiro período para esquecer: 0 pontos e 4 turnovers. A segundos de terminar o período, Kyle Kuzma lançou na linha atrás dos três pontos e conseguiu um buzzer para reduzir a vantagem dos Heat para três pontos.

No segundo período, apesar de um melhor desempenho de LeBron James (8 pontos, 3 assistências, 4 ressaltos e 0 turnovers), os Heat continuaram na liderança da partida. Isso se deveu ao excelente contributo de Jimmy Butler (11 pontos, 3 assistências e 6 ressaltos). Que jogador e líder de equipa! Por outro lado, Anthony Davis – A Figura do primeiro jogo e quase a do segundo jogo – teve uma primeira parte para esquecer: 5 pontos, 5 turnovers e 3 três faltas. No final dos dois primeiros quartos, Miami liderava a partida (58-54).

Os jogadores regressaram do balneário para começar a segunda parte, mas pareceu-me que a equipa de Los Angeles estava a dormir: Miami entrou muito forte e tiveram uma run de 10-0 no começo do terceiro período. No entanto, os Lakers responderam com uma run de 8-0. O basquetebol é mesmo imprevisível! No final do terceiro período, a equipa de Miami continuava na frente do placard. Davis mostrou uma subida de rendimento: 10 pontos, 3 ressaltos, 2 roubos de bola e 0 turnovers.

No quarto e último período, os Lakers começaram o período a perder por cinco pontos e chegaram a ter uma vantagem (89-91), porém essa foi a única vez que estiveram à frente no último período. Mais uma vez, Jimmy Butler teve soberbo num período (10 pontos, 5 assistências, 2 ressaltos e 1 bloqueio) e contou com a ajuda de Kelly Olynyk (7 pontos e 3 ressaltos) e de Tyler Herro (8 pontos e 1 bloqueio) – que tem apenas 20 anos! Herro será um dos grandes nomes do Basquetebol, sem dúvida.

Ao terceiro jogo, os Miami Heat alcançaram a primeira vitória na série (115-104).

Resultado: Miami Heat 115-104 LA Lakers (26-23 / 32-31 / 27-26 / 30-24)

 

A FIGURA

Jimmy Butler – Pela primeira vez na sua carreira (9 épocas na NBA), Jimmy Butler está a jogar a NBA Finals e está a ser um jogador fenomenal para os Miami Heat! A sua liderança é fulcral para o jogo dos Heat, que neste momento estão sem Adebayo e Dragic. No jogo de hoje, Butler foi decisivo e os números não enganam: 40 pontos (!), 13 assistências (!), 11 ressaltos (!), 2 bloqueios e 2 roubos de bola. Conseguiu o triplo-duplo na partida.

O FORA DE JOGO

Anthony Davis – Davis não foi de todo o pior jogador na partida, mas devido aos desempenhos nos últimos jogos e à importância na equipa dos Lakers, é plausível a deceção que muitos adeptos dos Lakers tiveram em relação ao jogador. Comparativamente à média dos dois primeiros jogos (33 ppg, 63 FG% e 60 3P%), os números de hoje foram uma desilusão: 15 pontos, 3 assistências, 5 ressaltos, 2 roubos de bola, 5 turnovers e 4 faltas. Muito apagado.

 

ANÁLISE TÁCTICA – MIAMI HEAT

Novamente sem Bam Adebayo e Goran Dragic, a equipa de Erik Spoelstra esteve muito bem defensivamente, especialmente Jae Crowder na primeira parte (anularam por completo Davis). Foram muito eficazes na ofensiva (51.3 FG%) – destaque para o Jimmy Butler, o Jae Crowder, o Kelly Olynyk e o Tyler Herro.

5 INICIAL – MIAMI HEAT

Jimmy Butler (10)

Duncan Robinson (6)

Jae Crowder (8)

Meyers Leonard (6)

Tyler Herro (7)

SUBS UTILIZADOS

Kelly Olynyk (8)

Kendrick Nunn (4)

Andre Iguodala (5)

Solomon Hill (5)

Derrick Jones Jr. (-)

ANÁLISE TÁCTICA – LA LAKERS

Foi um jogo para esquecer da equipa de Los Angeles: nenhum dos jogadores que começaram a partida tiveram um +/- positivo. Após dois bons jogos defensivos, Lakers mostraram várias dificuldades para proteger o seu cesto. Frank Vogel tem de fazer uns ajustes nas tácticas para o próximo encontro.

5 INICIAL – LA LAKERS

LeBron James (8)

Anthony Davis (4)

Dwight Howard (5)

Danny Green (3)

Kentavious Caldwell-Pope (4)

SUBS UTILIZADOS

Ranjo Rondo (7)

Alex Caruso (6)

Markieff Morris (7)

Kyle Kuzma (6)

JR Smith (5)

Jared Dudley (-)

Portimonense SC 0-2 Sporting CP: Fantasmas postos de lado

A CRÓNICA: SPORTING ARRUMOU JOGO LOGO NO ÍNICIO

O Sporting CP precisava de curar a ressaca da eliminação europeia frente ao LASK Linz, perante um Portimonense SC ainda sem vitórias no campeonato e apostaram numa entrada forte no jogo. 

Nuno Mendes roubou a bola ao lateral direito do Portimonense SC, Anzai, e, já dentro da área, tirou do caminho Willyan. O lateral acabou por rematar cruzado junto ao poste direito da baliza de Samuel e fez o primeiro da partida aos quatro minutos.  

Os visitantes não ficaram por aqui. Os comandados de Rúben Amorim chegaram ao segundo através do cruzamento de Vietto, do lado direito, diretamente para a cabeça de Nuno Santos. Aos 11 minutos, o Sporting CP já ganhava por 0-2.

Paulo Sérgio acabou por fazer a primeira alteração logo aos 20 minutos. Tirou um dos centrais Tagliapietra e colocou o extremo, Wellinton, com a equipa a alterar o esquema tático para uma defesa a quatro. 

A intensidade do jogo acabou por cair com o Portimonense SC a equilibrar o jogo. Perto do fim da primeira parte, Adán repôs mal a bola e colocou-a nos pés de Dener que não aproveitou para reduzir. 

A etapa complementar começou com o Portimonense SC à procura de marcar. Contudo, a equipa algarvia não conseguia criar situações de grande perigo.  

A partida mais morna entrou numa espiral de substituições. Aos 70 minutos, exisitiu ainda uma oportunidade para os da casa:o cabeceamento de Fabrício na grande área leonina saiu muito perto do poste da baliza de Adán.  

As entradas de Plata e de Tabata viriam a equilibrar o leão que até esteve perto do terceiro. O novo reforço leonino frente à antiga equipa roubou a bola a Maurício e isolado, perante Samuel, acabou por permitir a defesa do antigo colega. A Coates viria ainda a ser anulado um golo, por falta do central uruguaio.

Ainda em tempo nos descontos, Adán impediu que Vaz Té reduzisse para a equipa algarvia com uma boa defesa. 

Vitória justa do Sporting CP, principalmente pela entrada forte no jogo.

 

A FIGURA:

Nuno Mendes  O jovem lateral começou logo por fazer o primeiro partida, roubando a bola a Anzai e tirando, com um pormenor delicioso, Willyan do caminho. Deu profundidade ao flanco, sem deixar de cumprir na defesa. Está a crescer a olhos vistos!

O FORA DE JOGO:

Tagliapietra – Qualquer um dos centrais do Portimonense SC merecia esta distinção. Willyan e Mauricio no primeiro e os três no segundo golo deixaram os leoninos com espaço e tempo para definirem da melhor formal. No entanto, foi o central ex-Boavista a ser o sacrificado para Paulo Sérgio alterar o esquema tático.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Paulo Sérgio começou num 3x4x3 com Maurício, Tagliapietra e Willyan, a serem unidades mais recuadas. Anzai e Candé ficaram encarregues das alas. No entanto, os dois golos leoninos de rajada levaram o técnico a fazer sair Tagliapietra, recuando os alas para as laterais, num 4x3x3. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Samuel (6) 

Tagliapietra (5) 

Fail Candé (6) 

Maurício (5) 

 Koki Anzai (6) 

Willyan (6) 

Lucas Fernandes (6) 

Aylton Boa Morte (6) 

Dener (6) 

Beto (6) 

Fabricio (6) 

SUBS UTILIZADOS 

Wellinton (7) 

 Anderson (6) 

Vaz Té (6) 

() 

() 

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

O Sporting CP apresentou-se esta noite no seu habitual 3x4x3. Rúben Amorim fez apenas uma alteração no onze inicial, em relação ao descalabro no playoff da Liga Europa. Entrou Pote para o meio campo e saiu Wendel, que está de partida para o Zenit. A dinâmica das laterais, em especial do lado esquerdo (Nuno Mendes/ Nuno Santos) desbloqueou desde muito cedo a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Adán (7) 

Coates (7) 

Neto (6) 

Feddal (6) 

Porro (6) 

Nuno Mendes (7) 

Matheus Nunes (6) 

Pote (6) 

Vietto (7) 

Nuno Santos (7) 

 Tiago Tomás (6) 

SUBS UTILIZADOS 

Bragança (6) 

Gonçalo Inácio (6) 

Antunes (6) 

Tabata () 

Plata () 

Volta a Portugal – Etapa 7: Carvalho dá ânimo à Efapel

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A CRÓNICA: AO PENÚLTIMO DIA, VOLTA A DAR CARVALHO

Tal como na edição 2019 da prova rainha do ciclismo nacional, António Carvalho foi o mais forte na penúltima etapa da Volta a Portugal. Para cortar a meta no primeiro lugar em Setúbal e dar à Efapel a segunda vitória desta edição, o trepador teve que enfrentar um dia que contou com a dura passagem pela Arrábida.

A jornada começou rápida, com verias tentativas de fuga e, finalmente, a consolidação de uma escapada de oito corredores, que incluía Luís Gomes, em busca de pontos para ultrapassar McLay na luta pela camisola vermelha.

O homem da Oliveirense venceu as duas primeiras Metas Volantes da jornada e, quando o pelotão liderado maioritariamente pela W52-FC Porto alcançou a fuga ainda longo do final, aguentou-se no grupo para ainda tentar estar na discussão da etapa.

Finalmente, na curta, mas dura, subida para a Arrábida, surgiram alguns ataques, com, finalmente, António Carvalho e Luís Fernandes a estabelecerem a cabeça de corrida isolados, com um grupo perseguidor com os favoritos já bem reduzido.

Com poucas equipas representadas em número no grupo de trás, a perseguição não foi a fundo e o duo resistiu, com António Carvalho a conseguir bater o homem boavisteiro e somar a sua segunda vitória da carreira numa etapa da Volta, mesmo que Luís Gomes tenha saltado com imensa velocidade na reta da meta e quase alcançado os dois da frente.

Com as classificações dos pontos e da montanha virtualmente fechadas – Luís Gomes e Hugo Nunes apenas têm que terminar – e Simon Carr com vários minutos de liderança na Juventude, falta decidir a Geral no contrarrelógio final.

SL Benfica 3-2 SC Farense: Seferovic e Odysseas ajudam a quebrar maldição de Jorge Jesus

A CRÓNICA: BENFICA VENCE NUMA SEGUNDA PARTE DE LOUCOS

O Estádio da Luz foi palco do duelo entre o SL Benfica e SC Farense, onde os encarnados procuravam aproveitar o deslize dos dragões frente ao CS Marítimo. Em cima da mesa estava também uma maldição que persegue Jorge Jesus há uns anos: nas primeiras seis temporadas que comandou as águias, o técnico nunca venceu as três primeiras jornadas do campeonato. Restava saber se era hoje que a maldição se quebrava.

O Farense começou bem atrevido e até foi o primeiro a criar perigo. Logo aos três minutos, Amine chama Odysseas ao serviço não uma, mas duas vezes. Ainda assim, o guardião das águias correspondeu em ambas as ocasiões. Nos minutos seguintes, vimos a equipa de Jorge Manuel Ribeiro a rasgar bem o terreno, aproveitando essencialmente o jogo direto, mas a verdade é que conseguiu ir criando perigo. Depois do susto, o Benfica procurou “acalmar as águas” com mais posse de bola.

Apesar da postura da equipa de Faro, quem se adiantou no marcador foi mesmo o conjunto da casa. Aos 15 minutos, Pizzi marca o primeiro tento depois de um grande trabalho de um Rafa supersónico que, depois de uma recuperação a meio-campo, faz um arranque desenfreado e serve o número 21 do Benfica.

O Farense reagiu bem ao golo sofrido: continuou a pressionar, a dificultar a progressão do adversário do terreno e chegou mesmo a ameaçar a baliza das águias. Aos 27 minutos, Stojiljkovic aparece na área para cabecear e obrigou mesmo Vlachodimos a uma das grandes defesas do jogo até ali. Foi uma primeira parte com um jogo aberto em que, apesar de estar a perder, o Farense não colocou o autocarro à frente da baliza e ainda conseguiu criar algum perigo.

A segunda parte teve bastante emoção e houve mesmo muito para contar. Logo aos 52′ houve penálti a favor do SC Farense depois de uma falta de Otamendi. E é aqui que começa o imbróglio, caros leitores. Odysseas defende, na recarga o Farense marca, mas o árbitro manda repetir. Na repetição, Vlachodimos defende e o resultado mantém-se no 1-0. Mas foi sol de pouca dura, depois do penálti, há mesmo empate do Farense: depois de um canto batido pelo lado direito e de uma grande confusão na área, os algarvios restabelecem a igualdade por intermédio de Lucca. É caso para dizer: Não foi à primeira, não foi à segunda, foi mesmo à terceira. Pelo meio o Farense viu o golo do 1-2 ser anulado. Ainda que não tivesse sido validado, ficava a sensação de uma defesa encarnada muito apagada e passiva.

A ameaça do Farense parece ter acordado o Benfica que começou a ser mais pressionante. A qualidade dos encarnados evidenciou-se nos minutos finais da partida. A falta de argumentos do Farense traduziu-se mesmo no resultado aos 79 minutos. Depois de um cruzamento de Grimaldo, Seferovic, no alto e possante, consegue bater Defendi para o 2-1. Mas desengane-se quem acha que ficamos por aqui. Seferovic saiu do banco mesmo inspirado e marcou mesmo o 3-1 depois de mais uma assistência de Darwin. Uma segunda parte de loucos em que o Farense ainda conseguiu fazer a mínima justiça no resultado aos encurtar para 3-2 depois de uma hesitação de Otamendi em que Patrick aproveita e marca na cara do guarda-redes encarnado.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Seferovic – Confesso que já tinha a minha figura de hoje muito direcionada para Vlachodimos. Ainda assim, o que Seferovic fez depois de sair do banco ditou mesmo o destino desta partida e por isso merece esta distinção. Uma nota ainda para o guarda-redes dos encarnados porque, sem ele, o Benfica podia mesmo ter sofrido mais golos esta noite.

 

O FORA DE JOGO

Segunda parte de Otamendi – Fez uma primeira parte muito boa, mas a segunda foi mesmo muito fraca. Foi capaz do pior e do melhor neste jogo aqui na Luz. Está ligado aos dois golos do Farense e também é ele que comete a penalidade a favorecer o adversário algarvio. Ainda assim, é evidente que consegue melhor do que aquilo que mostrou hoje. Principalmente nesta segunda parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica jogou num 4-5-1 a defender e num 4-3-3 a atacar. As águias tiveram algumas dificuldades em dar resposta à pressão do adversário. O Farense estava a pressionar alto desde logo numa primeira fase e a equipa de Jorge Jesus sentiu algumas dificuldades em construir por isso mesmo. Ainda assim, quando os encarnados ultrapassavam a primeira barreira de pressão dos algarvios, criavam desequilíbrios com relativa facilidade.

Os encarnados estavam a permitir muitos espaços no meio-campo, principalmente  no inicio da segunda parte. Nota também para as alterações de Jorge Jesus assim que o Farense marca. O técnico não teve medo de mexer cedo e isso ajudou na conquista dos três pontos. Todas elas foram substituições que fizeram sentido: Rafa começou bem, mas perdeu fulgor; Já Wadschmidt e Gabriel também estiveram algo apagados no jogo.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Odysseas (9)

Grimaldo (4)

Everton (5)

Gabriel (4)

Darwin (7)

Waldschmidt (4)

Pizzi (6)

Rafa (5)

Otamendi (6)

Jardel (4)

André Almeida (5)

SUBS UTILIZADOS

Pedrinho (5)

Weigl (5)

Seferovic (9)

Ferro (5)

Chiquinho (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

O Farense apresentou-se num 4-3-3 a atacar e num 4-5-1 a defender. Como já aqui o disse, o conjunto de Faro estava a pressionar alto e a conseguir criar perigo em jogadas rápidas e de contra-ataque. O Farense conseguiu aproveitar quase sempre as alturas em que o Benfica estava mais subido no terreno e mais descompensado em zonas mais recuadas. Foi uma equipa inteligente nesse sentido. Ainda assim, a falta de argumentos sentiu-se a meio da segunda parte, mas de ressalvar a grande qualidade de movimentações da equipa de Faro e a grande garra que apresentaram neste jogo na Luz.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Rafael Defendi (7)

César Martins (6)

Amine (6)

Stojiljkovic (7)

Fabrício Isidoro (7)

Ryan Gauld (7)

Cláudio Falcão (6)

Cássio Scheid (6)

Lucca (7)

Alex Pinto (6)

Fábio Nunes (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Mansilla (5)

Patrick (-)

Hugo Seco (-)

Bura (-)

FC Porto B 2-1 UD Vilafranquense: Conceição encontrou a chave para a vitória

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A CRÓNICA: Um duelo intenso que obrigou o “franzino” a decidir

À entrada para a quinta jornada da Liga Ledman Pro, ambos FC Porto B e UD Vilafraquense totalizavam o mesmo recorde de vitórias, empates e derrotas. Dito isto, ambas as equipas somavam os mesmos 4 pontos, pelo que Rui Barros e Quim Machado procuravam libertar-se dos pontos perdido no jogo transato (FC Penafiel e UD Oliveirense respetivamente).

A primeira parte teve o controlo do FC Porto B, não obstante a equipa de Vila Franca de Xira não se tenha confortado com aquilo que fazia sem bola, ao passo que assim que detinha a posse procurava explorar os flancos e a largura de Vinícius e Vítor Bruno, enquanto simultaneamente encontravam na versatilidade de movimentos de André Dias e André Claro, um meio eficaz para criar adversidades ao quarteto defensivo portista.

Por outro lado, com mais tempo com bola e de frente para o jogo, a equipa azul e branca começou por explorar a profundidade de Gonçalo Borges, que andava sempre à espreita da mínima desatenção do lateral direito da equipa forasteira. Apesar dos vários sustos, entre os quais um remate voraz de Gómez, a equipa comandada por Quim Machado controlou, com uma linha de 5 no setor defensivo, aquilo que iam fazendo os jovens criativos azuis e brancos, que apesar de muito prepotentes na criação, teimavam a falhar na definição.

No início da segunda parte, o FC Porto B entrou mais pragmático e com uma dinâmica ofensiva mais prática. Depois de uma associação muito interessante entre os membros do ataque, Danny Loader apareceu isolado e somente Ceitil o travou em falta já dentro de área, originando um penalty que o próprio Loader viria a concretizar.

Aberto o marcador ao minuto 58, a equipa forasteira investiu de forma mais despreocupada e urgente para igualar novamente o resultado. Depois de várias tentativa infrutíferas, entre os quais um cabeceamento de Fortes, foi a equipa azul e branca novamente a ferir a baliza de Maringá. Após uma jogada «clássica» movimentando-se da direita para dentro, Francisco Conceição incrementou a vantagem com um gesto técnico fantástico, demonstrando o porquê de ser um dos potenciais jogadores revelação deste campeonato.

Apesar das várias mexidas na equipa, o UD Vilafranquense continuou previsível e com uma procura descomedida do cruzamento. Ainda assim, a «turma» de Quim Machado persistiu, não desistiu e concretizou através dos pés de Rodrigo Rodrigues o primeiro golo do jogo, que no entanto foi insuficiente para evitar aquela que seria a terceira derrota no campeonato.

A FIGURA


Francisco Conceição- Energético, um autêntico «abre-latas» e talhado para jogos diante equipas que se fecham muito atrás da linha da bola. Conseguiu desbloquear uma combinação que viria a isolar Danny Loader para o primeiro lance chave da partida e sozinho, posteriormente, marcou o segundo golo que viria decidir o jogo. A sua proeminência a jogar entre linhas, voltou a desiquilibrar o oponente e Conceição novamente demonstrou-se decisivo e a principal figura portista.

O FORA DE JOGO


Ofensiva do Vilafranquense- Apesar do golo já perto do fim, a equipa forasteira teve muitas dificuldades em fazer frente aos centrais João Marcelo/Pedro Justiniano e ao trinco Tiago Matos. Seja na antecipação ou na conquista dos duelos, os jogadores da defesa azul e branca demonstraram-se mais fortes e inteligentes que o oponente, ao passo que a «turma» de Quim Machado raras vezes definiu bem no último terço, naquela que foi uma procura inconsequente do cruzamento e da bola longa para Carlos Fortes, que sentiu muitas dificuldades a jogar longe da baliza. 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B

A «turma» de Rui Barros apresentou-se num 4-1-4-1, com Tiago Matos à frente da dupla de centrais (João Marcelo e Pedro Justiniano) e com os médios criativos sempre alinhados aquando do jogo posicional defensivo, tendo em Rodrigo Valente, Gómez e Tiago Matos como referências na transição defensiva. Ofensivamente a equipa secundária azul e branca trabalhou com maior variabilidade aquando comparado com o jogo anterior diante o FC Penafiel, obrigando a linha defensiva forasteira a um foco constante, ao passo que a capacidade individual dos jogadores portistas, ajudou de forma preponderante a desconstruir a defensiva contrária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

João Marcelo (7)

Pedro Justiniano (7)

Carlos Gabriel (5)

Rodrigo Conceição (6)

Tiago Matos (7)

Rodrigo Valente (6)

Johan Gómez (6)

Francisco Conceição (6)

Danny Loader (6)

SUBS UTILIZADOS

Boateng (5)

Angel Torres (-)

Igor Cássio (-) 

 

ANÁLISE TÁTICA- UD VILAFRANQUENSE

A equipa comandada por Quim Machado apresentou-se num 3-4-3, que rapidamente se desenlaçava num 5-2-3, de modo a controlar a criatividade e capacidade individual dos jogadores da casa. Em jogo posicional ofensivo destaque para Diogo Izata que sempre demonstrou-se presente para progredir com a bola nos pés, todavia tenha tido poucas vezes a bola no pé para definir. Em transição ofensiva, a procura do robusto jogo de costas de Fortes e da profundidade dos jogadores “colados” à linha foi uma constante no jogo da equipa forasteira. Depois do segundo golo azul e branco a insistência no cruzamento persistiu e daí, inclusive, surtiu o primeiro e único golo da equipa forasteira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maringá (6)

Sparagna (5)

Diogo Coelho (5)

Vítor Bruno (6)

Marcos Vinícius (6)

Filipe Oliveira (5)

André Ceitil (3)

Diogo Izata (5)

André Dias (6)

André Claro (5)

Carlos Fortes (4)

SUBS UTILIZADOS

Leonardo (5)

Malinowski (5)

L.Antunes (5)

Rodrigo Rodrigues (7)

E.Veiga (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto B

BnR: «Mister, considera que a chave neste jogo esteve na capacidade de Francisco Conceição trabalhar em espaços curtos e acha que isso fez falta no último jogo diante o FC Penafiel?»

Rui Barros: «Nós sabíamos o Vilafranquense jogava com uma linha de 5 com 3 centrais e era importante termos alguém que ganhasse essa linha entre o meio campo e a defesa e o Francisco tem essa capacidade de ir buscar entre linhas. Foi um jogo muito bem conseguido pela equipa e merecemos ter ganho o jogo»

UD Vilafranquense

BnR: »Mister, o que faltou à equipa para criar mais ocasiões de perigo, principalmente depois do primeiro golo do FC Porto B?»

Quim Machado: «Depois do golo, tentamos reagir, fizemos algumas alterações, melhoramos, mas tínhamos que entrar logo na segunda parte fortes e esses 20 minutos que demos de avanço custou-nos caro. O resultado na minha opinião é injusto, devíamos ter saído daqui com pontos.»

Académico de Viseu FC 1-1 Leixões SC: Tudo igual no fundo da tabela

A CRÓNICA: EMPATE ASSENTA BEM NUM JOGO RITMO BAIXO

Um jogo entre duas equipas com um início de campeonato pouco positivo. O Académico de Viseu FC, último classificado da Segunda Liga com um ponto em três jogos, recebeu o Leixões SC, penúltimo da tabela com dois pontos com mais uma ronda disputada do que os da casa.

A primeira oportunidade surgiu logo, aos três minutos, com uma arrancada rápida de Yuri pelo lado esquerdo do ataque com o desvio da defesa do Leixões SC a afastar a bola de Luisinho que estava pronto para finalizar. A bola acabaria por chegar a Zimbabwe que, nas imediações da área, rematou forte mas longe da baliza de Beto.

O jogo seguia sem oportunidades de perigo para as duas balizas até aos 29 minutos. Paulo Machado rematou para fora depois de uma simulação de Furlan no livre de que iria bombear para dentro de área. Era o prenúncio para mais emoção no jogo.

Dois minutos depois, num canto a favor da equipa viseense, Mathaus cabeceou para defesa incompleta de Beto com a bola ser introduzida na baliza por Yuri. No entanto, o árbitro assinalou falta sobre o guarda-redes do Leixões SC.

No minuto seguinte, novo canto para a equipa da casa, com Yuri a cabecear diretamente à barra da baliza adversária. Na sequência do lance, o Leixões SC lançou um contra-ataque pelo lado direito com Paulo Machado a rematar já dentro da área para defesa incompleta de Janota para canto.

Aos 37 minutos, surgiu nova oportunidade para a equipa visitante. Outra vez na sequência de um contra-ataque, desta vez do lado esquerdo, Sapa bem servido por Nenê de cabeça, rematou já dentro da área para as malhas laterais da baliza do Académico de Viseu FC.

Perto do fim da primeira parte, desatenção de Ricardo Janota que com um mau passe colocou a bola nos pés Wendel. O avançado do Leixões SC não aproveitou a oferta e, já dentro da grande área, acabou desarmado pelo próprio guardião.

O primeiro tempo finalizou sem direito a minutos de compensação com cruzamento/remate de Luisinho que obrigou Beto a socar a bola para fora da área.

A segunda parte começou a um ritmo baixo tal como decorreu a maioria da primeira. Aos 47 minutos, desatenção entre Brendon e Beto com um atraso do central brasileiro para o guardião, que acabou por sair pela linha de fundo perante a pressão de João Vasco. Contudo, o ponta de lança João Vasco conseguisse captar a bola.

Seis minutos depois, o experiente Nenê conseguiu entrar na área do Académico pela esquerda e perante a pouca pressão da defesa da casa rematou cruzado para dentro da baliza de Janota. Estava feito o primeiro da partida.

À passagem da hora de jogo Sérgio Boris fez entrar de André Carvalhas, enquanto colocou Tiago André no lugar de Encada para dar maior estabilidade defensiva à direito. No entanto, o empate havia de chegar. Aos 66 minutos, falta sobre o Yuri no centro do terreno fora da área. Fernando Ferreira cobrou o livre direto com a bola a embater no solo e a entrar na baliza de Beto perto do poste esquerdo.

Logo a seguir, o Leixões SC teve oportunidade de voltar para a frente do marcador. Wendel não consegue desviar para abaliza o cruzamento de Furlan. No mesmo minuto, o recém entrado Jota rematou de fora de área por cima da baliza desviando o remate em Mathaus.

Perto do final da partida, as duas equipas tiveram uma grande oportunidade para conquistar os três pontos cada uma delas.

No último minuto do tempo regulamentar, Nenê ganha a bola a Mathaus nas alturas, consegue entrar do lado direito do ataque e fez a bola passar debaixo das pernas do central do Académico de Viseu FC. Contudo, o avançado rematou para a atmosfera, com apenas o guardião pela frente.

Já em período de descontos, o lateral da equipa de Matosinhos, Mesquita, à entrada da área sem marcação na sequencia de um alivio da defesa academista, rematou sem oposição para fora. Empate justo para duas equipas que só acordaram perto do final da partida.

 

A FIGURA

Nenê – O veterano ponta de lança ainda tem muito futebol para mostrar. Apesar de ter pouco espaço entre os centrais do Académico de Viseu, fez combinações interessantes com Sapara e Furlan, usando o jogo aéreo e o seu porte físico. Conseguiu arranjar espaço na área viseense para rematar e fazer o primeiro da partida. Ainda teve a oportunidade para dar a vitória ao Leixões perto do final da partida, depois de ganho a bola a Mathaus e o ter conseguido ultrapassar, passando a bola entre as pernas do central adversário.

O FORA DE JOGO

Publicado por Leixões SC – Futebol, SAD em Terça-feira, 25 de agosto de 2020

 

Wendel – Teve duas oportunidades na área e falhou. Para além disso, o ponta de lança adaptado a extremos esteve pouco em jogo em comparação com o seu colega de setor, Sapara, esteve muito menos em jogo e acabou por participar pouco na manobra ofensiva da equipa.

 

 ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Sérgio Bóris manteve o mesmo esquema tático que já tinha apresentado na partida anterior, 4x4x2. A novidade no onze, João Vasco, juntou-se a Fernando Ferreira como membros mais adiantados. Yuri Araújo e Luisinho foram os municiadores dos mais adiantados pelas alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Janota (6)

Mesquita (6)

João Pica (7)

Félix Mathaus (6)

Jorge Miguel (7)

Diogo Santos (6)

Zimbabwe (7)

Fernando Ferreira (7)

Yuri Araújo (7)

Luisinho (6)

João Vasco (6)

SUBS UTILIZADOS

André Carvalhas (6)

Carter (6)

Joel (-)

Bruno Loureiro (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Tiago Fernandes mexeu muito no onze e na organização tática se ter mantido 4x3X3. Tentou dar mais profundidade no flanco com a adaptação do extremo Encada à lateral direita. Nenê é a referência da área no ataque dos visitante, servido muitas vezes pelo lateral Forlan. Já Sapa e Wendel , a funcionar como extremos esquerdo e direto, respetivamente,  vinham muitas vezes para dentro para combinar com o ponta de lança ex-Moreirense FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (7)

Encada (6)

Brendon (6)

João Pedro (7)

Furlan (7)

Diogo Gomes (6)

Paulo Machado (6)

Joca (6)

Sapara (7)

Wendel (6)

 Nenê (8)

SUBS UTILIZADOS

Edu Machado (7)

Jota (6)

Jota Silva (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Fez sete alterações no onze titular em relação à jornada anterior (frente ao Estoril-Praia SAD, derrota por 1-0). Quais foram os motivos para tanta mudança?

Tiago Fernandes: Porque não estava satisfeito. Não gostei da exibição no Estoril e quem treina e joga no Leixões SC, tem de treinar e jogar de maneira diferente. Por isso, quando não estamos satisfeitos, trocamos de jogadores e damos oportunidade a outros porque o plantel tem jogadores que trabalharam muito bem para merecer a confiança do treinador e foi isso que eu fiz. Se tivesse de trocar dez, trocava e a resposta que eles deram foi muito boa porque perceberam que não estiveram bem no Estoril. Faltou só mesmo a vitória para assentar na perfeição o que a gente fez neste jogo.

Bola na Rede: O Académico fez apenas uma alteração em relação à anterior partida com a entrada para o ataque de João Vasco para a saída de Carter. O que é que o João Vasco trazia de especial para este jogo em relação ao Carter?

Sérgio Boris: Mais profundidade. Acreditámos que a linha defensiva do Leixões por aquilo que tínhamos observado, joga muito com os laterais em referências visuais, sai muito com os laterais consoante os jogadores que têm à sua frente. O João ataca mais em profundidade, um jogador que ainda não tinha jogado e, portanto, iria trazer mais disponibilidade por aquilo que é a sua característica. Foi claramente uma questão estratégica. Não foi por não estarmos satisfeitos com aquilo que o Carter nos tem dado. Foi uma questão estratégica perante a observação do adversário. Todos os jogadores contam, achamos que o João tem trabalhado bem. Percebendo o que o jogo pedia, percebemos que o João nos podia ajudar. Por aquilo que nos deu, em boa hora, optámos pelo João.

Manchester United FC 1-6 Tottenham Hotspur FC: Meia dúzia de golos após entrada a perder

A CRÓNICA: RESULTADO FECHADO AINDA ANTES DO INTERVALO

Jogo de cartaz da quarta da jornada da Liga Inglesa! E que jogo… Na deslocação a Old Trafford, o Tottenham Hotspur FC até começou a perder na primeira jogada do encontro, mas um forte poder de reação permitiu que a turma de José Mourinho carimbasse a reviravolta no marcador e alcançasse números raramente vistos. O resultado final? Goleada por 1-6 sobre o Manchester United FC.

O início do duelo não poderia ter sido mais frenético. 7 minutos, 3 golos. Mas vamos por partes! Logo a abrir, aos 30 segundos, Sánchez cometeu falta sobre Martial na grande área e, da marca dos onze metros, Bruno Fernandes inaugurou o marcador. A bola voltou ao centro e os spurs não hesitaram em responder: erro de Maguire e Ndombélé a empatar. Mas a reação não se ficou por aqui, dado que logo a seguir, num contra-ataque, Kane isolou Son e o sul-coreano assinou a reviravolta no marcador.

Os red devils tentaram responder através das investidas de Greenwood e Rashford, perante um Tottenham sempre perigoso no contra-ataque – cada ataque era uma ocasião de golo. E as coisas ainda ficaram piores com a expulsão de Martial (algo exagerada) após um conflito com Lamela. O conjunto da casa pecou na saída para o ataque e, após passe de Son, Kane ampliou a vantagem. Vantagem essa que subiria para os três golos, com Son a bisar ainda no primeiro tempo.

Os três pontos já estavam entregues, mas o Tottenham olhava para o segundo tempo como uma boa hipótese para alcançar números ainda maiores. E assim foi… Na reta inicial do segundo tempo, fruto de uma grande jogada coletiva ao primeiro toque, apareceu Aurier no corredor direito a fazer o quinto golo da sua equipa. O United raras vezes conseguiu passar a linha do meio-campo e acabaria por sofrer o sexto e último golo num penálti cometido por Pogba. Kane (quem mais?) encarregou-se de marcar e fazer com que José Mourinho, pela primeira vez enquanto treinador do Tottenham, derrotasse a sua ex-equipa.

A FIGURA


Harry Kane – O ponta de lança inglês fez o mesmo que Son: dois golos e uma assistência. Ainda assim, destacou-se pela mobilidade no ataque, pela frieza na hora do remate até pela forma como pressionou e recuperou a bola no terceiro golo do Tottenham (finalizado, curiosamente, pelo próprio). Soube como vir buscar jogo atrás, mudar o flanco com qualidade e ainda isolar colegas de ataque nos corredores. Haverá ponta de lança mais completo?

 

O FORA DE JOGO


Defesa do Manchester United – Começou logo no erro de Maguire no primeiro golo, seguiu-se a desatenção em relação às movimentações rápidas dos adversários e ainda conseguiram sofrer na sequência de uma má saída a jogar a partir de trás. Erros atrás de erros por parte do setor defensivo do Manchester United, claramente aproveitados pelo Tottenham e cujo desfecho ficou bem visível no resultado final.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED

No já habitual 4-2-3-1, Solskjaer decidiu trocar apenas uma peça em relação à equipa inicial que alinhou na jornada anterior – colocando Bailly no lugar de Lindelof. Matic e Pogba voltaram a fazer duplo pivot (com o francês mais destacado no momento ofensivo) numa tentativa de abrir mais espaço a Bruno Fernandes no corredor central, mas toda a estratégia foi sendo anulada pela organização coletiva do adversário.

Se é verdade que o setor ofensivo ficou condicionado pelo posicionamento das linhas recuadas do Tottenham (tendo de rematar quase sempre de fora da área), também não deixa de ser verdade que a postura da linha defensiva do United em nada ajudou nas transições defensivas. Os erros sucederam-se e o resultado foi aumentando de forma favorável para a formação londrina.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (4)

Luke Shaw (5)

Harry Maguire (3)

Eric Bailly (4)

Aaron Wan-Bissaka (5)

Nemanja Matic (5)

Paul Pogba (6)

Marcus Rashford (5)

Bruno Fernandes (6)

Mason Greenwood (6)

Anthony Martial (3)

SUBS UTILIZADOS

Scott McTominay (6)

Fred (5)

Donny van de Beek (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM

No espaço de uma semana, o Tottenham fez quatro jogos e três deles separados por 48 horas cada. Por isso, de jogo para jogo, não é de admirar que José Mourinho tenha feito várias alterações e este duelo não foi exceção. A jogar em 4-3-3, o “onze” londrino apresentado no duelo europeu sofreu uma autêntica “revolução”, mantendo apenas um elemento de cada setor (Sánchez, Hojbjerg e Kane).

Após entrar a perder, a formação visitante soube como reagir às adversidades sem se desorganizar coletivamente, quer quando atacava, quer quando defendia. A linha intermédia foi determinante pela forma como conseguiu estancar as iniciativas mais perigosas do United e tentou sair em contra-ataque. A juntar a isso, a parceria entre Kane e Son tratou de causar os restantes estragos, principalmente após a expulsão de Martial à meia hora de jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (6)

Sergio Reguilón (6)

Eric Dier (6)

Davinson Sánchez (5)

Serge Aurier (7)

Tanguy Ndombélé (8)

Pierre-Emile Hojbjerg (7)

Moussa Sissoko (6)

Heung-Min Son (9)

Érik Lamela (6)

Harry Kane (9)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Moura (6)

Dele Alli (5)

Bem Davies (5)

FC Porto: A bomba Danilo e o esperado Telles que podem “ajudar” Pepê

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Este vai ser, provavelmente, o artigo em que eu próprio estou surpreendido com o que vou escrever. São três jogadores que vão ocupar as próximas linhas deste texto. Pode parecer que não, mas pode haver uma relação entre estes atletas. Vamos perceber o porquê.

Este domingo, saiu uma bomba que nenhum adepto portista sonhava. Danilo Pereira, atual capitão do FC Porto, está de saída para o Paris Saint-Germain FC por empréstimo. Não deixo de ficar surpreendido com este negócio, porque estamos a falar de um empréstimo que não vai render dinheiro para os cofres dos dragões, pelo menos por enquanto (visto que há uma cláusula de compra de apenas 20 milhões, mais cinco por objetivos). Um valor no mínimo estranho para o capitão de equipa que faz parte de uma espinha dorsal que, segundo a estrutura do FC Porto, só sairia pela cláusula.

Pois bem, creio que há algo por trás disto que não foi explicado. Começo logo por levantar uma hipótese que pode ser válida e faz todo o sentido.

No final da derrota ontem do FC Porto frente ao CS Marítimo, Sérgio Conceição deixou uma forte declaração na flash interview ao dizer que só ter a camisola do FC Porto não ganha jogos e que quem não for competitivo tem a porta para sair desta casa… Um recado forte para o balneário e, no dia seguinte, sai o capitão do FC Porto por um negócio que pouco vai render ao clube… Dá que pensar, não?

Danilo Pereira e Alex Telles são os jogadores a sair do dragão rumo a grandes europeus
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Outra hipótese é a garantia de algum jogador do Paris Saint-Germain FC pretendido pelo FC Porto que pode servir de moeda de troca, ou então a necessidade de o FC Porto encaixar dinheiro (que, se for como está a ser noticiado, só chega verdadeiramente na próxima época…).

Esta questão do encaixe monetário é um dado fulcral para as contas azuis e brancas e talvez essa seja a justificação mais válida que o clube vai dar. Mas, volto a repetir, que se trata do homem que todos os jogos enverga a braçadeira, que faz parte do núcleo – que supostamente – só saía pela cláusula (tendo em conta que o principal objetivo do FC Porto era conseguir um bom encaixe com jovens da formação), e que saiu assim de repente num passar de horas.

Quanto à capitania do balneário, parece-me que o FC Porto fica bem entregue, mas a equipa perde uma solução de peso no meio-campo sobretudo para jogos de Liga dos Campeões e clássicos do campeonato. Veremos se neste dia que resta vem alguém para substituir convenientemente Danilo, ou se não aparece ninguém…