As finais de conferência chegaram ao fim e as tão ansiadas finais de NBA estão quase aí. Entre Lakers, Nuggets, Celtics e Heat, dois deles iriam jogar uma das finais mais rígidas e menos convencionais da história da liga. Não só pela conjuntura da pandemia em que vivemos, como pelos vários condicionantes provocados pela mesma, esta será uma das finais da NBA mais intrigantes da história.
Neste artigo, iremos analisar o trajeto e como os Miami Heat e os Los Angeles Lakers venceram a respetiva conferência e arrecadaram uma posição na final da NBA.
Consta que aqueles que acompanham a Premier League de perto avistaram uma chuva de estrelas neste defeso: desde Havertz, Gareth Bale, James Rodríguez, Thiago Silva e Timo Werner, passando por Thiago Alcântara, van de Beek, Areola e Zyiech.
Se de jogadores já feitos estamos conversados, o que dizer dos jovens que podem ter nesta época a sua época de afirmação? Deixamos aqui três jogadores que poderão estar entre as revelações da Premier League em 2020/2021.
O FC Famalicão derrotou esta noite o Belenenses SAD por 2-1. Cassierra adiantou os azuis ainda na primeira parte, mas na segunda parte Riccieli e Valenzuela fizeram a reviravolta no marcador.
Numa primeira parte com poucos lances dignos de nota, o Belenenses SAD entrou melhor e mostrou maior pendor ofensivo nos primeiros 15 minutos. Com o decorrer da partida, o Famalicão foi-se mostrando mais confortável com a bola no pé e até foi a equipa mais perigosa. Algo contra a corrente de jogo, o Belenenses SAD inaugurou o marcador aos 42′ por Cassierra, após cruzamento de Miguel Cardoso.
O segundo tempo acabou por compensar o jogo do primeiros 45 minutos e o FC Famalicão entrou de forma bastante afirmativa logo nos primeiros minutos. Riccieli e Valenzuela aproveitaram alguns erros do Belenenses SAD e mudaram por completo o resultado do encontro. O Belenenses SAD tentou reagir com a entrada de elementos mais ofensivos, mas o resultado ficou feito logo nos instantes iniciais do segundo tempo.
Com este resultado, o FC Famalicão conquistou os primeiros três pontos no campeonato e igualou o Belenenses SAD na tabela classificativa.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Entrada do FC Famalicão na segunda parte – A equipa de João Pedro Sousa entrou com tudo na segunda parte e mudou por completo o paradigma do jogo. A equipa entrou mais pressionante, forçou o erro do adversário e deu a volta ao marcador em três minutos.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Erros defensivos do Belenenses SAD – A equipa de Petit entrou desconcentrada no segundo tempo e deitou tudo a perder em apenas três minutos.
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
A equipa de Petit surgiu no habitual 3-4-3, com André Moreira na baliza e tridente defensivo composto por Tomás Ribeiro, Cafu Phete e Henrique Buss. Linha de quatro no meio-campo formada por Tiago Esgaio, Afonso Taira, Bruno Ramires e Rúben Lima, com o ataque a ficar entregue a Varela, Miguel Cardoso e Cassierra. O Belenenses SAD atacou maioritariamente com os extremos abertos, mas a procurar o jogo interior quando um dos alas chegava mais à frente.
No momento defensivo, a equipa passava a 5-3-2, com Esgaio e Rúben Lima a descerem e a juntarem-se à linha defensiva, e o extremo do lado da bola a fechar na linha de meio-campo. A primeira linha de pressão ficava entregue a Cassierra e ao extremo do lado contrário ao da bola. Na segunda parte, com a equipa em desvantagem, Petit fez entrar Afonso Sousa para o lugar de Phete e o Belenenses SAD passou a jogar em 4-2-3-1.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
André Moreira (6)
Tiago Esgaio (6)
Henrique (5)
Tomás Ribeiro (6)
Rúben Lima (6)
Afonso Taira (6)
Phete (5)
Bruno Ramires (6)
Miguel Cardoso (7)
Varela (5)
Cassierra (7)
SUBS UTILIZADOS
Afonso Sousa (5)
Francisco Teixeira (4)
Robinho (4)
Cauê (-)
Edi Semedo (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
O FC Famalicão apresentou-se num esquema tático de 4-3-3 com Gustavo Assunção a baixar muitas vezes para a linha de centrais, ajudando na construção de jogo inicial (como se tratasse de três centrais, com laterais numa zona mais ofensiva), ou subindo um pouco mais no terreno com passes entre linhas para os homens mais dianteiros da equipa de João Pedro Sousa. Bruno Jordão e Guga ocuparam uma zona mais adiantada do meio campo, procurando algumas combinações com Fernando Valenzuela e Rúben Lameiras.
Tal como a equipa do Belenenses SAD, o FC Famalicão mostrou uma agressividade na disputa de bola e sentiu a pressão muitas vezes exercida pelos homens mais avançados de Petit. Na primeira parte, o FC Famalicão não criou grandes oportunidades, mas na segunda parte viu-se uma equipa mais atrevida que conseguiu dar a volta ao marcador. Demérito do Belenenses SAD e alguma sorte aliada à pressão exercida pelos famalicenses.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Zlobin (6)
Patrick William (6)
Riccieli (8)
Babic (6)
Verdonk (6)
Gustavo Assunção (7)
Guga Rodrigues (6)
Bruno Jordão (7)
Fernando Valenzuela (8)
Rúben Lameiras (6)
Rúben del Campo (5)
SUBS UTILIZADOS
Pereyra (5)
Walterson Silva (5)
Andrija Lokovic (-)
Henrique (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Belenenses SAD
BnR: Durante a segunda parte, a equipa mudou de sistema tático para 4-3-3. Queria-lhe perguntar se gostou do que viu nesse sistema e se é um sistema em que poderemos ver o Belenenses SAD mais vezes?
Petit:Eu gostei do que vi nos primeiros 45 minutos. Não foi um jogo bem jogado. Nos dois remates que o Famalicão fez à baliza fez os dois golos. O mais justo era a vitória para nós. Tentámos. Não conseguimos. Em relação ao sistema tático, trabalhámos 3-4-3 e o 4-3-3 na pré-época. Passámos para 4-3-3 durante o jogo porque precisávamos de ter mais gente na frente.
FC Famalicão
BnR: João, o que disse aos seus jogadores no intervalo para vermos um Famalicão mais aguerrido e pressionante?
João Pedro Sousa: Muito simples. Estávamos a ser lentos, previsíveis e com falta de agressividade com e sem bola. Corrigimos uma ou outra coisa na fase de construção e tentámos trazer agressividade e velocidade para a 2.ª parte. Forçámos o erro do adversário e conseguimos fazer o segundo golo. Depois, soubemos controlar o jogo.
Rescaldo de opinião de Frederico Seruya e João Castro
A CRÓNICA: O ANTÓNIO COIMBRA DA MOTA RECEBEU O DUELO DO ESTORIL PRAIA SAD E LEIXÕES SC
O Estoril-Praia SAD começou melhor e dispôs de uma oportunidade logo aos dois minutos. Hugo Basto cabeceou de forma muito perigosa para a baliza de Beto, que evitou o golo de forma in extremis. Aos 14 minutos Aziz apareceu com espaço dentro da área, mas o seu remate passou centímetros ao lado.
Aziz continuou a ser o grande fator de desequilíbrio do Estoril. Ao minuto 33, depois de um erro do meio campo do Leixões, o avançado ganês arrancou e isolou Vidigal que rematou cruzado ao lado. A bola ainda sofreu um desvio.
O golo dos estorilistas surgiria aos 44 minutos. Zé Valente recuperou a bola perto do meio campo e, aproveitando o adiantamento da linha defensiva do Leixões, arrancou de forma a se isolar. Beto ainda defendeu o primeiro remate do médio português, mas à segunda nada pode fazer para travar a “colherzinha” de Valente. 1-0 para a equipa da casa. O resultado manter-se-ia até ao intervalo.
O Estoril foi superior nesta primeira parte. O Leixões teve algumas jogadas perigosas, mas nunca conseguiu contrariar o domínio canarinho.
Na segunda parte os heróis do mar entraram bem no jogo, mas não conseguiram criar oportunidades concretas. O Estoril baixou significativamente o ritmo de jogo e cedeu a iniciativa ao Leixões, mas conseguiu controlar bem o jogo.
O Leixões carregou, mas pouco ou nada conseguiu assustar. O Estoril foi causando perigo na sequência das rápidas saídas para o ataque.
Vitória justa e incontestável do Estoril-Praia. Nota 10 também para os adeptos do Estoril que viram o jogo numa escada de acesso num prédio na periferia do estádio e deram um colorido mais que devido ao jogo.
— Estoril Praia SAD (@estorilpraiasad) July 10, 2020
Zé Vicente – Belíssima exibição do médio português que chegou do chipre! Marcou o golo da vitoria e esteve sempre impecável no meio campo. Um jogador a ter em atenção. Muito talento.
O FORA DE JOGO
Tiago Fernandes prestou as primeiras declarações à comunicação social como treinador do Leixões. O técnico já se encontra a trabalhar na próxima época. Deixa a tua mensagem de boas-vindas ao nosso novo treinador 🔴⚪️👇🏻#ArmadaDoMarpic.twitter.com/EaJYVdy1wA
— Leixões SC – Futebol, SAD (@leixoessad) July 5, 2020
Tiago Fernandes – Com um dos melhores plantéis da Segunda Liga, o Leixões (claro candidato à subida) ainda não conseguiu qualquer vitória e tem praticado um futebol pobre. Dá que pensar…
ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL-PRAIA SAD
O Estoril apresentou-se no seu habitual 4-4-2 híbrido com Vidigal e Aziz na frente. Em muitas ocasiões, Vidigal descaia para a esquerda e Crespo dava profundidade do lado direito. Assim formava-se um meio campo a três com Gamboa como o pivot mais defensivo. Rosier e Zé Valente alternavam estando sempre um deles perto do ponta de lança. Em construção o Estoril saia com os dois centrais, com Gamboa por perto e normalmente com os laterias projetados. O Estoril procurou sair menos vezes curto do que aquilo que é habitual. A equipa esteve sempre mais esticada no campo no momento da construção.
A defender a formação aproximava-se mais de 4-3-3 puro, mas com os extremos mais baixos no terreno.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Dani Figueira (7)
João Diogo (7)
Hugo Basto (7)
Hugo Gomes (6)
Joãozinho (6)
Zé Valente (8)
Gamboa (6)
Rosier (7)
Crespo (7)
Yakuba Aziz (8)
Vidigal (7)
SUBS UTILIZADOS
Cicero (-)
Chiquinho (-)
Carles Soria (-)
André Franco (-)
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
A equipa de Tiago Fernandes apresentou-se num 4-3-3. Jota Silva foi a referencia mais central do ataque com Joca a aparecer como segundo avançado. No meio campo Diogo Gomes era o médio mais recuado que descia no campo e participava na saída curta com os centrais. A euipa do Leixões esteve sempre atenta às desmarcações na costa da defesa adversária, mas o Estoril conseguiu sempre controlar a profundidade.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Beto (7)
Tiago André (5)
Brendon (5)
Pedro Pinto (4)
Edu Machado (5)
Jota (5)
Diogo Gomes (5)
Bruno Monteiro (4)
Jota Silva (5)
Harramiz (6)
Joca Samuel (5)
SUBS UTILIZADOS
Lucas Lopes (3)
Paulo Machado (4)
Rui Pedro (3)
Sapara (5)
Nene (4)
BnR NA CONFERÊNCIA
Leixões SC
BnR: O que é que pretendia com a entrada do Lucas Lopes logo ao intervalo?
Tiago Fernandes: A ideia era trazer mais velocidade ao jogo. O Lucas é um jogador que pode fazer todo o corredor direito. Sabíamos que o Joãozinho não ia subir muito e procuramos explorar essa situação. Passamos o Harramiz para a esquerda mais perto do ponta de lança e tentámos trazer mais velocidade e agressividade ao jogo.
Estoril-Praia SAD
BnR: Vi-o sempre muito atento ao comportamento e posicionamento da sua linha defensiva. Pergunto-lhe: controlar a profundidade era um dos pontos importantes na estratégia defensiva?
Bruno Pinheiro: Era. Eu sinto que as equipas se vão sempre tentar adaptar ao jogo do Estoril-Praia. Hoje o Leixões descaracterizou-se de forma positiva e jogou com um sistema novo. Vendo que não conseguia encontrar o espaço nas costas da defesa que sempre procuram, tentaram jogar mais por dentro. No entanto, conseguimos sempre controlar os desequilíbrios. Só me lembro de um remate concedido dentro da nossa área.
Rescaldo com opinião de João Reis Alves e Gonçalo Batista
“Quando tens algum problema na vida, o foco tem de ser a solução”. Foi assim que José Ribeiro-Meditar encarou o maior desafio da sua vida: uma queda de sete metros que o deixou paraplégico e lhe mudou a vida para sempre. Com uma história de vida assente na superação, José Ribeiro preparou-se para a entrevista como para uma sessão de treino e, com uma linha de pensamento bem vincada, abriu o livro revelando os “segredos” de quem já treinou em todos os contextos e de quem está habituado a ganhar já muito antes do acidente. O cérebro foi a palavra que nos acompanhou ao longo da entrevista e, para além de ser a coisa mais importante que possui, é também o nome do seu próximo livro. Partilha o gosto pelo treino, com a filosofia e a poesia e admite ser fanático pelo conhecimento, pela descoberta e pela superação. Ainda antes do apito inicial da entrevista, José Ribeiro pediu a palavra e iniciou assim a partilha de conhecimento. Não percam!
José Ribeiro-Meditar: Jogadores diferentes vêm coisas diferentes em situações iguais. Aquele que vê mais e melhor é o que tem mais possibilidade de fazer a coisa certa no momento exato. A começar por aqui já te estou a falar sobre qual é a minha linha de pensamento. É uma metodologia de treino assente na especificidade, nos comportamentos e padrões do comportamento, na relação entre as componentes cognitivas, tático-técnicas, físicas e coordenativas. Os conceitos vão desde os rondos (meiinhos), jogos de posição, espaços reduzidos, jogos de situação, jogos de intenção, intencionalidade global e balizas, sempre em relação à bola. Não é apenas um jogo posicional. É um jogo em que tenho de saber onde e como me situar em campo em função do sítio onde está a bola.
Bola na Rede: Vou começar já por aí, pela bola. Porque é que para ti a bola é o melhor brinquedo do Mundo?
José Ribeiro-Meditar: Porque eu através da bola consigo falar de religião, política, de culturas, de tudo. É isso que a bola tem de fantástico. Mexe com as emoções e cria momentos. Sem a bola nós não estávamos agora aqui os dois a falar. Seja o contexto que eu estiver a treinar ou a ensinar, para conhecer um miúdo que eu estou a treinar, tenho de conhecer o contexto familiar e social dele. Até na formação já começas a ver miúdos a vir de outros países e de outras culturas e eu tenho de perceber a cultura deles. Tenho de conhecer os padrões de comportamento deles.
Fonte: Arquivo pessoal de José Ribeiro-Meditar
Bola na Rede: O José tem um histórico como treinador muito direcionado para o futebol de formação. Que importância atribuis à formação?
José Ribeiro-Meditar: Eu até gostaria de ir mais longe, se me permitires. O desporto de formação é a coisa mais importante que nós temos. E quando falo de desporto, vou às modalidades todas. Claro que a modalidade rainha em Portugal é o futebol e a segunda modalidade com mais influência é o futsal. Há comportamentos e padrões de comportamento de outras modalidades no futebol. Na elaboração de um exercício tens o espaço, o tempo e a intensidade. Depois tens cinco componentes que vais trabalhar: a parte estratégica, a parte do foco/psicológica, a parte tática, técnica e física/capacidades motoras. Eu tenho 15 mandamentos em que tu podes ir buscar de uma modalidade e trazer para a tua modalidade. Eu vou-te mandar isso:
Comportamentos e padrões de comportamentos de outras modalidades no futebol: (Estratégia / Foco / Tático / Técnico / Capacidades motoras)
Boxe: técnica e duelos individuais
Andebol: tática e marcação à zona
Basquetebol: tática e marcação individual
Râguebi: tática e bolas paradas
Futsal: transição do terceiro e quarto momento
Futevólei: técnica e jogo aéreo
Golfe: técnica de remate
Damas: organização ofensiva e defensiva
Xadrez: estratégica, pontos fortes e fracos do adversário
Ténis: motivação, superação, mente e tomada de decisão
Voleibol: time out
GOES: físico + mente = regras
Futebol Americano: posicionamento estrutural
Atletismo: técnica e tomada de decisão na condução
Desportos de combate: liderança
Gosto de brincar com isto, é o meu passatempo que depois vai dando uns livros e artigos científicos. Na minha opinião os miúdos até aos sub-12 deviam praticar outras modalidades, não só o futebol. Tu nestas idades tens que dar aos miúdos o prazer de praticar outras modalidades. Tens o Bayern de Munique, em que, não sei se vai ser neste ou no próximo ano, os miúdos até aos sub-11 não vão jogar só futebol, vão ter outras modalidades. Estou inteiramente de acordo e tu consegues trazer isto. Por exemplo, se tivermos um amigo ligado ao andebol, convidamos essa pessoa para ir dar uma aula de andebol, nem que seja uma vez por mês.
💬…Por detrás de um atleta 👫 que dá um pontapé na bola ⚽️, está uma criança.
Por detrás da criança existe um contexto familiar.
Para compreendermos 🧠a criança que está à nossa frente, temos que perceber 🧠 o contexto de onde ela vem.
— José Ribeiro.Meditar Oficial⚽ (@jose_r_meditar) July 8, 2020
Bola na Rede: “Um miúdo, quando termina um dia, sai do treino, o pai vai buscá-lo e a primeira coisa que o pai pergunta é como correu o treino. O pai não pergunta como é que correu a escola”. Recupero esta citação do Luís Castro para te questionar como é que se educam os pais?
José Ribeiro-Meditar: Eu costumo dizer que há quatro itens de avaliação num treinador ou num coordenador técnico. São as competências tático-técnicas, liderança, as relações humanas e a comunicação. Focando na formação, nos miúdos mais novos até aos sub-13, os pais têm que fazer parte do processo e o grande problema é que eu não posso educar sem formar. Como é que eu posso formar um atleta se primeiro tenho de educar uma criança? Um pai é a mesma coisa. O treinador deve ter uma comunicação aberta, deve haver relações humanas entre os pais e o treinador e devemos estabelecer desde logo regras. Vou te dar um exemplo, este ano tive com os miúdos dos 9 aos 10 anos e eu impus pequenas regras, uma delas era que os miúdos tinham que deixar o balneário da equipa adversária limpo. Outra regra, o papá e a mamã não vão vestir o menino lá dentro e os meninos com seis e sete anos já sabem apertar os atacadores, não tem que ir lá o treinador. A minha filha também anda na escola e eu prefiro que ela tenha um professor educador do que um professor formador. Um professor que incute regras e não um professor autoritário. Também sou a favor dos treinos à porta fechada, é como as aulas que também são à porta fechada e sou a favor de que haja comunicação entre os professores e os pais, explicar tudo e dizer quais são as regras. Os pais devem fazer sempre parte do processo. Por exemplo, eu se tiver a treinar uma equipa de juvenis, juniores ou seniores, eu não faço convocatórias em papel. Se eu tiver um escalão com 23 atletas, os 18 que eu convoco digo cara à cara. Se houver algum que pergunte porque não foi convocado eu respondo logo “Tu não foste convocado porque no treino desta semana, neste espaço aqui, tu não tiveste presente”. Olho no olho, cara à cara. O treino de futebol são aulas e durante a semana trabalho os sete momentos de jogo. O sexto momento é o penalty e o sétimo momento do jogo é as equipas de arbitragem. Os meus atletas estão completamente proibidos de falar com os árbitros. Eu costumo dividir o clube de futebol em três partes: o presidente, que é o dono do clube, o balneário, que é dos atletas e depois temos o retângulo do campo, o jogo e isso é do treinador. Se eu não falo com o árbitro e não insulto árbitro nenhum, nenhum atleta meu vai insultar os árbitros. Eu não posso defender certos princípios do futebol e depois ser incoerente com essa maneira que eu defendo.
Ao segundo dia de competição na Volta a Portugal, os ciclistas enfrentaram uma ligação maioritariamente plana entre Montalegre e Viana do Castelo, mas com chegada na já tradicional subida para Santa Luzia.
A fatia maior da jornada foi animada por uma fuga a solitário. O jovem Marvin Scheulen, da LA Alumínios, seguiu adiantado durante longos quilómetros, o que lhe valeu a passagem em primeiro na contagem do Alto da Covide e nas Metas Volantes de Salamonde, Vila Verde e Barroselas.
O conjunto do camisola amarela, Gustavo Veloso, e do campeão em título, João Rodrigues, controlou o pelotão durante a etapa, mas obrigou a que outras equipas se chegassem à frente na parte final e foi a americana Rally a assumir a dianteira para alcançar Scheulen e acelerar em direção à curta ascensão final.
Junto ao Santuário, deu-se o habitual sprint num pelotão já reduzido. António Carvalho atacou primeiro, mas rapidamente teve resposta da Luís Gomes e Daniel Mestre. O ciclista da Kelly – Simoldes – UD Oliveirense passou depois para a frente e não mais largou a primeira posição, mesmo com a pressão dos dragões Mestre e Veloso, respetivamente, segundo e terceiro da etapa.
Com este resultado, Gustavo Veloso continua de amarelo e Carlos Canal de branco, enquanto Daniel Mestre assume a liderança dos Pontos e Luís Gomes da Montanha. Seguir-se-á a primeira etapa de montanha, com a mítica chegada à Senhora da Graça.
Não fossem o primeiro e os dois últimos combates da noite e o WWE Clash of Champions teria sido um pesadelo. Para além do regresso de Sasha Banks, não haveria mais nada a relatar, mas, graças a Deus, ainda há quem se preze a fazer um grande combate.
Tanto o Ladder Match como o Ambulance Match foram brutais, já a luta familiar entre Roman Reigns e Jey Uso foi uma história contada e executada na perfeição.
Olhemos, portanto, para os destaques e para as desilusões da Gold Rush do Clash of Champions.
Já de há uns bons anos para cá que Portugal se tem revelado um santuário de jovens jogadores que evidenciam grande potencial e mostram ser capazes de dar cartas na competição ao mais alto nível. Sejam eles nascidos e criados em terras nacionais ou vindos do estrangeiro, a verdade é que muitos clubes portugueses têm a capacidade de potenciar ainda mais essas jovens promessas e de dar aos jogadores bases sólidas para a progressão numa carreira de sucesso. Esta é uma questão inegável e se assim não fosse, Portugal não teria tanto êxito nas seleções das camadas jovens como aquele que hoje é mundialmente reconhecido.
Mas se por um lado temos algumas das melhores formações do mundo, por outro não nos podemos esquecer que somos um país vendedor, sem a capacidade financeira de outros tubarões europeus e que por isso somos, ano após ano, quase que “obrigados” a vender os maiores ativos que acabam por ir para equipas de topo. Recordemo-nos, por exemplo, dos casos de Renato Sanches ou de João Félix que, após uma grande temporada ao serviço dos encarnados, foram imediatamente vendidos para dois dos melhores clubes do mundo.
Mas se por um lado há estes que saíram depois de terem provado o seu verdadeiro valor, também há aqueles que, embora com carreiras de grande sucesso no estrangeiro, acabaram por ser tiros no escuro, uma vez que poucas ou nenhumas provas tinham dado em Portugal. Assim, fazemos uma lista de cinco jogadores que passaram pelo futebol português, mas que acabaram por se revelar no estrangeiro, sendo hoje nomes incontornáveis da história do futebol mundial.
Para o fim de semana das meias finais da Heineken Champions Cup estavam marcados dois encontros anglo-franceses. A final, marcada para outubro, também oporá dois clubes oriundos destes países.
No primeiro duelo do fim de semana, assistimos a um jogo cujo ritmo deixou muito a desejar, principalmente na primeira parte, tendo as situações de ensaio iminente sido escassas. Os únicos pontos deste período foram conseguidos por Andy Goode e Teddy Iribaren através de pontapés aos postes.
Nos segundos quarenta minutos, a intensidade do encontro aumentou. Os Saracens aproveitaram a indisciplina do adversário no início da segunda parte para se adiantar no marcador. Para tal, foi fundamental a ação do seu médio de abertura Andy Goode, que conseguiu converter todas as penalidades aos postes em pontos.
Por outro lado, o conjunto londrino mostrou-se muito previsível, sobretudo nas linhas atrasadas, apostando muito num jogo ao pé que pouca pressão colocou sobre o trio defensivo do Racing 92.
Já os gauleses, por seu turno, conseguiram ter mais bola e território. A sua capacidade de manter a bola viva encostou o adversário à defesa, obrigando-o a placar mais e mais (foram bem 114 as placagens realizadas pelos ingleses, contra as 75 dos franceses), o que resultou num esgotamento dos avançados, que, por sua vez, iam cometendo cada vez mais erros, erros esses que permitiram ao Racing 92 reentrar no resultado.
Num jogo que foi, na sua larga maioria, dominado pela defesa, eis que o primeiro e único ensaio do jogo aparece, já a quatro minutos do final, fruto da excelente execução e visão de Finn Russell, que aproveitou a falta de cobertura no eixo imediatamente atrás da primeira cortina defensiva dos Saracens para descobrir Virimi Vakatawa, numa jogada que veio a ser finalizada por Juan Imhoff.
O Racing 92 garantiu, deste modo, a sua terceira final nesta competição, ao derrubar os atuais campeões europeus. No derradeiro encontro da competição, os parisienses enfrentarão os Exeter Chiefs, clube que alcançou, pela primeira vez na sua história, a final da Taça dos Campeões.
Para conseguir tal feito, os homens de Rob Baxter tinham a difícil tarefa de vencer o Stade Toulousain. A verdade é que o clube do sudoeste de Inglaterra conseguiu fazê-lo com distinção.
Apesar de uma entrada dominadora do Toulouse, ao apresentar dinâmica e velocidade na reciclagem de bola, os Exeter Chiefs não tardaram em assumir o jogo, tendo-o dominado no pack avançado. Os oito homens do conjunto inglês foram capazes de concretizar todas as oportunidades de que dispuseram a escassos metros da linha de meta adversária, ao contrário do Stade Toulousian, que desperdiçou diversas ocasiões, como aquela situação de seis para dois à entrada dos 22 metros dos Exeter Chiefs, que resultaria num turnover de Sam Simmonds praticamente em cima da sua linha de ensaio.
Em termos defensivos, os ingleses apresentaram uma defesa pressionante, na medida em que foi eficiente no limitar a utilização do espaço por parte dos três quartos adversários, e impenetrável.
A meu ver, Sam Simmonds foi o melhor jogador destas semifinais, visto que, para além do ensaio marcado, foi capaz de atrasar a manobra ofensiva do Stade Toulousain e conseguiu recuperar duas bolas no breakdown.
Assim sendo, Racing 92 e Exeter Chiefs têm encontro marcado para 17 de outubro. O derradeiro jogo da competição, ainda referente à época 19/20, terá lugar em Bristol.
Bruno Vinícius Souza Ramos, mais conhecido por Bruno Tabata, é o novo reforço do Sporting CP. O brasileiro de 23 anos chega a Alvalade por cinco milhões e o clube leonino compra 50% do passe, segundo os vários órgãos de comunicação social.
Formado no Atlético de Mineiro, chegou ainda como júnior ao Portimonense SC. Aos 23 anos, o jovem brasileiro deu nas vistas ao serviço do Portimonense SC e despertou a atenção de vários clubes, ao longo das quatro épocas no clube algarvio. Somou 119 jogos marcando nove golos e realizando mais de 20 assistências. Soma também algumas presenças na seleção brasileira, participando inclusive no Torneio de Toulon em 2019.
Como já tinha sido abordado por mim noutro texto, Bruno Tabata é um bom reforço para o ataque leonino. Na altura estava avaliado em dois milhões de euros – segundo o Transfermarkt – valor esse que aumentou para o dobro no passado dia 17 de Outubro.
No plano financeiro, o Sporting CP, sabendo que não tem dinheiro para um jogador de maior crédito, acaba por comprar um dos melhores criativos jogadores e mais influentes a nível interno. Um jogador que o Portimonense SC várias vezes disse que não negociava por menos de 20 milhões – e que até possuía uma cláusula de rescisão de 40 milhões – chega por cinco milhões. Compreendo a dúvida em relação aos 50% do passe, mas mais vale comprar metade de um bom jogador e com qualidade reconhecida, do que comprar a totalidade de um jogador duvidoso e que em nada irá dar garantias ao Sporting CP, e que irá ter dificuldades em vendê-lo, caso seja necessário, como tem acontecido nos últimos anos. Caso corra bem desportivamente, o Sporting CP poderá vender e ter lucro sobre esses 50% ou até investir para comprar a outra metade e ter a totalidade do lucro na sua venda.
Bruno Tabata é um dos jogadores em destaque da formação algarvia e pode oferecer novas soluções a Rúben Amorim Fonte: Portimonense SC
No plano desportivo e pelas características que apresenta tem tudo para encaixar bem no modelo de Rúben Amorim. Bruno Tabata é um jogador versátil, capaz de jogar nos dois flancos, com uma capacidade técnica fenomenal e um pé esquerdo preciso e assertivo. Tem boa capacidade de drible e consegue atacar o espaço vazio, mas também é capaz de operar em espaços mais reduzidos, conseguindo sair bem da pressão. Além disto, oferece critério e capacidade de decisão no último terço. Irá sem dúvida ser a opção que faltava para o lado direito do ataque leonino, apesar de atuar nos dois corredores.
No lado direito é capaz de oferecer o seu melhor futebol e consegue sobretudo jogar entrelinhas, com capacidade para realizar passes chave para golo e ser presença assídua nos half-spaces, conseguindo atrair a atenção adversária e assim libertar o corredor para o ala – neste caso Pedro Porro. A sua aceleração e a sua capacidade técnica e de drible, permitem chegar a zona de finalização com bastante perigo, conseguindo realizar movimentos interiores e tomar a melhor decisão com o seu pé esquerdo, cortando para dentro com uma dinâmica acima da média. Se atuar no lado esquerdo do ataque, por exemplo, numa fase em que o Sporting CP procure desesperadamente um golo, poderá oferecer toda a sua capacidade de cruzamento. É também exímio nas bolas paradas e oferece mais uma boa solução ao Sporting CP, sobretudo depois da saída de Jeremy Mathieu e Marcus Acuña.
Resta perceber como se irá adaptar o Sporting CP, pois tem utilizado um jogador no lado esquerdo mais associativo – como Vietto – e um jogador mais capaz de atacar a profundidade, com características mais de avançado do que propriamente de médio – como é o caso de Tiago Tomás. Contudo, o Sporting CP ganha um jovem valor de grande qualidade, conseguindo oferecer mais capacidade ofensiva ao leão e maior capacidade técnica na decisão, criação e na finalização, conseguindo também um maior upgrade ao plantel, sobretudo comparado com as opções do ano transato.
Bruno Tabata deverá assinar um contrato válido por cinco épocas, com uma cláusula de rescisão a fixar-se nos 60 milhões de euros.