O mundo virtual voltou a ser destaque no BnR Gaming e, desta vez, com RastaArtur, diversas vezes campeão nacional e que já foi número oito do Mundo. O programa contou com muita animação e falou-se de todos os momentos que marcaram a carreira do gamer. Desde o sonho até ao momento atual.
O gamer português relembrou, para os mais jovens que se queiram tornar profissionais, que a escola está em primeiro lugar e os pais têm um peso importante na decisão. As experiências no Sporting CP Esports e na TS Warrior Player não foram esquecidas e o jovem português relembrou, principalmente, os momentos no Mundial de 2019.
E assim acabou! Acabou o sonho de um rapaz que deu a volta ao Mundo (64.080km percorridos), para chegar à #FIFAeWorldCup, acabou a chance de poder levantar o título de campeão Mundial e voltar a fazer história para Portugal! 🏆🇵🇹 pic.twitter.com/zmVnpGnIBa
O gamer português, antigo jogador da TS Warrior Player, levantou um pouco do véu daquilo que será o seu futuro próximo. Sem ainda revelar o nome da equipa para a qual vai, revelou aquele que será o seu companheiro de equipa: TiagoAraujo10. O anúncio da chegada de RastaArtur ao novo clube será feito já no próximo mês.
Houve tempo ainda para falar sobre o antigo FIFA 20 e sobre o FIFA que aí vêm, o 21. RastaArtur acredita que as lacunas dos mecanismos na parte ofensiva, que existiam anteriormente, foram melhoradas e que o jogo estará muito melhor. O gamer diz estar ansioso para a nova temporada tanto pelos seus adversários como pelo que pode fazer nesta época desportiva.
BnR Gaming com moderação de João Castro, comentários de João Barbosa e participação de RastaArtur.
A CRÓNICA: JOGO LENTO NOS ARCOS TRADUZ-SE NUM NULO
O último jogo deste domingo foi entre Rio Ave FC e Vitória SC, no Estádio dos Arcos, a contar para a segunda jornada da Primeira Liga. Antevia-se uma partida de bom futebol entre duas equipas que têm habituado os aficionados a bons jogos de futebol nas últimas épocas. Mais um jogo no qual os adeptos não foram permitidos na liga portuguesa e no qual a qualidade de futebol também pode ter ficado fora do estádio. Assim se resume a primeira parte do embate entre as duas equipas. Poucas oportunidades de golo, muitos passes falhados a meio-campo e pouca movimentação por parte dos jogadores. Mário Silva apresentou algumas alterações face ao jogo da passada quinta-feira ante o Besiktas JK e demonstrou nos instantes finais querer segurar o nulo ao invés de perseguir os três pontos. Foi um jogo que em todos os momentos pareceu controlado por qualquer uma das equipas, já que foram efetivamente poucas as incursões pelos últimos terços do terreno.
A FIGURA
⚠ Alerta Meteorologia: um 🌪 em Guimarães está pronto para conquistar o mundo.
Marcus Edwards faz parte dos 500 jogadores mais importantes do 🌍 para a World Soccer Magazine! ⚡ pic.twitter.com/wrfthwTApq
Marcus Edwards – Opção sempre muito procurada durante o jogo para dar ideias à equipa vitoriana. Acabou por ser o único elemento em campo que evidenciou vontade de alterar o marcador. Imprimiu rapidez e intensidade ao encontro, mas demorou algumas vezes demasiado tempo a decidir os lances. Valeu pela diferenciada vontade com que abordou o jogo.
Ataque de ambas as equipas – Escolha algo estranha, admita-se, mas a verdade é que se viu um jogo extremamente desinteressante no estádio dos arcos. Foi um encontro que não correspondeu ao que as equipas podem fazer. Em termos ofensivos não se viu muitos lances, sendo que a bola se encontrou maior parte do tempo entre a defesa e meio-campo das equipas. É daqueles jogos que faz refletir sobre a importância de ter adeptos nas bancadas.
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
Tanto o Rio Ave FC, como o Vitória começaram com várias tentativas de esticar o jogo. Passes longos, nem sempre eficazes foram recorrentes nos momentos iniciais do jogo. O 4-2-3-1 eleito por Mário Silva foi pouco eficaz na primeira parte do encontro com os jogadores do meio-campo e do ataque algo desencontrados. Resultado disso, foram as escassas ocasiões de perigo e os inúmeros cruzamento para a grande área que era, desde já, a única forma que se arranjou para criar algum perigo. O treinador rioavista lançou, no decorrer da segunda parte, os elementos do onze de quinta-feira que tinha deixado no banco na procura de estabilidade em campo e do golo. No entanto, com o passar do tempo verificou-se que o conjunto de casa aceitou o empate como um bom resultado e procurou apenas evitar ataques dos vitorianos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek (6)
Nélson Monte (7)
Jambor (6)
Pedro Amaral (5)
Carlos Mané (-)
Tarantini (6)
Diego (6)
Ivo Pinto (6)
Aderlan Santos (5)
Meshino (5)
André Pereira (5)
SUBS UTILIZADOS
Gabrielzinho (6)
Piazon (-)
Bruno Moreira (-)
Borevkovic (6)
Geraldes (-)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
Depois dos instantes iniciais repletos de passes longos, o Vitória SC foi a primeira equipa a querer impor o seu estilo de jogo com bola no chão. A pressão alta dos vitorianos causou problemas aos vila-condenses no início da partida. Os pupilos de Tiago entraram mal no jogo e recorreram demasiado a Marcus Edwards para ser criativo. Faltou presença na grande-área e movimentação do meio-campo para a frente. O 4-3-3 provou-se pouco eficaz na primeira parte em criar situações de perigo em bola corrida. As melhores chances dos vitorianos recaíram mesmo sobre as bolas paradas, fazendo até parecer que tenha sido essa a estratégia para conseguir chegar ao golo em Vila do Conde. Na segunda parte assumiram mais o controlo da partida e conseguiram até mesmo dominar a partida nos últimos minutos de jogo, mas as situações de perigo criadas não foram suficientemente boas para inaugurar o marcador no estádio dos arcos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Varela(6)
Suliman (6)
Edwards (7)
Poha (6)
Quaresma (7)
André André (6)
Sacko (5)
Mikel (6)
Sílvio (5)
Jorge Fernandes (6)
Janvier (5)
SUBS UTILIZADOS
Rochinha (6)
Pepelu (5)
Bruno Duarte (-)
BnR NA CONFERÊNCIA
Rio Ave FC
BnR: “Acha que poderíamos ter visto um espetáculo completamente diferente aqui no estádio dos arcos se estivesse público nas bancadas?”
Mário Silva: “É triste sinceramente. Para vocês também que estão aqui a fazer o vosso trabalho. É triste termos um futebol sem público. Acho que se perde a emotividade, acho que a paixão do futebol também tem a ver com os adeptos. Provavelmente com a presença dos adeptos, nos momentos difíceis do jogo os jogadores conseguem fazer melhor. Temos pena que não nos possam permitir os adeptos no estádio, porque realmente fazem falta. E nestes momentos de desgaste e de fadiga os adeptos às vezes empurram os adeptos para outro patamar de performance.”
Vitória SC
BnR: “Jogou sem um ponta de lança fixo e faltou presença na grande área até à entrada de Bruno Duarte. Qual era o plano à partida para este encontro para ferir o Rio Ave e procurar pelo golo?”
Tiago Mendes: “Acho que criámos situações de perigo mesmo sem o Bruno em campo. Não sei se foram sete ou oito, mas tivemos ocasiões dentro da área. Jogámos sem ponta-de-lança fixo porque achámos que era a melhor maneira de conseguir controlar o Rio Ave ao tirar referência aos dois centrais do Rio Ave e a tentar conseguir surpreender dessa forma.”
A CRÓNICA: PAULO FONSECA DEU BAILE A PIRLO, MAS PECOU NA FINALIZAÇÃO
Jogo grande da segunda jornada da Primeira Liga Italiana. A AS Roma procurava a primeira vitória desta época na liga, depois de uma desapontante e amadora derrota na secretaria, enquanto a Juventus FC continua a adaptar-se às ideias do seu novo treinador, que não correram mal frente à UC Sampdoria em casa (primeiros três pontos conquistados).
A primeira parte arrancou com os dois conjuntos algo tímidos, a avaliarem-se para tentar perceber onde seriam as principais fragilidades do adversário. A primeira grande oportunidade surgiu de uma arrancada fenomenal de Mkhitaryan, que perdoou frente a Szczesny.
No entanto, numa altura onde parecia que a AS Roma estava a crescer no jogo, Rabiot cometeu uma grande penalidade clara, que Veretout converteu com sucesso. Um golo que aqueceu uma partida que estava morna, com os últimos cinco minutos a trazerem muita ação.
Primeiro, mão na bola de Pellegrini – estava a ser dos melhores dos romanos – que originou um penalti para a Juventus FC, concretizado “sem espinhas” por Ronaldo. Logo a seguir, aos 45 minutos, um contra-ataque conduzido por Mkhitaryan (com a Vechia Signora descompensada), levou o internacional arménio a oferecer o 2-1 a Veretout, que bisava no encontro. Tudo para o descanso, com perspetivas de um grande segundo tempo.
A segunda parte trouxe mais do mesmo: AS Roma sempre superior – muito forte nos duelos individuais e no processo ofensivo – contra uma Juventus FC muito frágil a defender e uma nulidade a atacar. Aliás, o vermelho (por acumulação de amarelos) mostrado a Rabiot – o pior em campo – aos 60 minutos dificultou ainda mais a tarefa aos pupilos de Pirlo.
Só que quem tem Ronaldo arrisca-se a marcar a qualquer altura, até com menos um, e foi precisamente isso que aconteceu. Erro de marcação no coração da área e o português, de cabeça, deu o 2-2 à sua equipa, confirmando que continua a ser o seu “abono de família”.
Até ao fim o que se viu foi os “Giallorossi” a tentarem chegar à vitória, mas o cansaço foi por demais evidente. Fica para a história o empate (2-2), que não reflete aquilo que se passou em campo. Fica ainda claro que os dois clubes necessitam de transferências até ao final do mercado: a AS Roma para a defesa, a Juventus FC do meio-campo para a frente.
Jordan Veretout – Para além dos golos, fez um jogo enorme. Um autêntico “box-to-box”, que aplica muito bem a pressão e ainda tem forças para aparecer em zonas de finalização. Ainda assim, menção honrosa para a excelente partida da AS Roma, enquanto colectivo. Mkhitaryan, Pedro e Dzeko com grandes exibições, bem como Pellegrini e Spinazzola. O calcanhar de Aquiles continua a ser o eixo da defesa.
Juventus FC – Jogo muito mau na Vechia Signora, num sistema que eu identifique como 4-3-3, mas que agia como um 4-4-2, algo que os prejudicou sempre no processo defensivo, deixando sempre muitos espaços entre linhas. Até para se campeã em Itália vai ter de lutar muito, porque tem aqui unidades numa forma baixíssima.
Morata, McKennie e Rabiot foram nulidades, os centrais pareceram fora de forma e com dificuldades para conter Dzeko, os laterais defendem mal e Ronaldo também esteve pobre, só que como vai marcando, consegue mascarar esse facto.
ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA
Paulo Fonseca opta aqui por um 3-4-3, uma abordagem conservadora, porque apesar de os dois alas estarem (teoricamente) mais chegados ao meio-campo, passam grande parte da partida em processo defensivo. Nota para o regresso de Dzeko (que muito se falou para a “Juve”) que complementa um ataque muito perigoso constituído por ex-jogadores da Primeira Liga Inglesa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mirante (6)
Mancini (6)
Ibanez (6)
Kumbulla (6)
Santon (6)
Veretout (9)
Pellegrini (8)
Spinazzola (7)
Mkhitaryan (7)
Pedro (8)
Dzeko (7)
SUBS UTILIZADOS
Bruno Peres (5)
Diawara (-)
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
Depois de um 3-5-2 que correu bem, Andrea Pirlo muda a sua tática em função da chegada de um ponta-de-lança mais “puro”, que normalmente beneficia muito o jogo de Cristiano Ronaldo. Álvaro Morata chega e joga, sendo a principal referência atacante do 4-3-3 do campeão italiano.
Danilo e Cuadrado assumem as posições de laterais (muitíssimo ofensivos) e o tridente do meio-campo é composto por “combatentes virtuosos”, ou seja: destroem jogo como ninguém, mas não descuram o processo ofensivo.
A CRÓNICA: LEÃO ESTREIA-SE COM EXIBIÇÃO CONVINCENTE
Com o surto de Covid-19 no seio da equipa, a primeira jornada do Sporting foi adiada e, assim, só hoje é que decorreu o primeiro jogo dos leões para o campeonato frente ao FC Paços de Ferreira. A contar para a segunda jornada do campeonato, a partida no Estádio da Capital do Móvel avizinhava-se difícil, não só pela dificuldade habitual do clube de Alvalade em jogar contra as ditas equipas “pequenas”, como também pelo surto de Covid-19 que atingiu tanto jogadores como Rúben Amorim, o treinador principal da equipa. Rúben Amorim lançou um onze sem mexidas face ao jogo que ocorreu na passada quinta feira a contar para a Liga Europa.
O Sporting CP sabia que marcar primeiro era importante, mas Tiago Tomás falhou um golo certo ao responder a um cruzamento certeiro de Nuno Mendes durante o segundo minuto da partida. Devido à pressão alta que as duas equipas estavam a praticar, o jogo foi muito intenso, dividido e partido: este fator fez com que o jogo tivesse oportunidades dos dois lados. O Sporting CP teve mais e melhores oportunidades durante a primeira parte e o golo surgiu naturalmente, apesar de ter sido numa grande penalidade (convertida por Jovane Cabral ao minuto 23) O marcador do golo estava a ser muito importante na dinâmica ofensiva da equipa e acabou por ser substituído por Nuno Santos devido a uma lesão no minuto 31. Esta lesão prejudicou a qualidade de jogo do Sporting CP que perdeu um dos jogadores mais decisivos do plantel.
No entanto, o Paços jogou sempre olhos nos olhos dos leões, deixando sempre o guarda-redes espanhol do Sporting em sentido com sucessivos remates que, ainda que não tenham acertado no alvo, criaram perigo.
Na segunda parte, o Sporting CP entrou no jogo com os blocos mais baixos, o que proporcionou um início do segundo tempo menos vivo e intenso. Por ventura devido à fadiga proveniente do jogo europeu o Sporting deixou o Paços assumir a posse de bola mas, mesmo sem estar no seu melhor momento na partida, os leões conseguem chegar ao segundo golo, através de um cruzamento de Nuno Mendes para Feddal que assiste Coates para o primeiro golo do capitão na época que agora começa.
A partir do segundo golo, o Sporting começou a gerir a partida em função do desgaste acumulado, defendendo com os blocos baixos sem bola e, quando na posse da mesma, executando transições rápidas através da velocidade dos homens de ambas as alas. O Paços cresceu no final do jogo mas o Sporting tinha o jogo controlado e garantiu os três pontos
A FIGURA
Nuno Mendes tem brilhado pelo Sporting CP e não desapontou na seleção sub-21 Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Nuno Mendes – O ala esquerdo do Sporting demonstra muita qualidade, classe e calma para a idade que tem. Hoje foi, mais uma vez, o melhor em campo, acertando muitos cruzamentos que poderiam ter originado mais golos para o clube de Alvalade. Muito rápido para atacar e defender e acabou por fazer os dois corredores, demonstrando polivalência.
O FORA DE JOGO
Muito bom começar o campeonato com uma boa vitória, estamos todos de parabéns ⚪️🟢
Aproveitar todos os erros e aprendizagens para crescer mais e mais 👊🏼 pic.twitter.com/2HLLbzB27s
Tiago Tomás – Apesar de ser inteligente nas desmarcações e de ter tudo para ser um ótimo avançado, Tiago Tomás teve um dia infeliz na medida em que tem dois golos nos pés que não consegue concretizar. Apesar de não ter afetado muito neste jogo, se fosse uma partida mais competitiva e difícil, a falta de decisão teria feito a diferença entre a vitória e a derrota ou o empate. Apesar de tudo, tem tido um bom começo de época e falhar faz parte da evolução de um jovem mas sei que Tiago Tomás consegue fazer melhor do que fez hoje.
ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (6)
Feddal Agharbi (6)
Sebastian Coates (7)
Nuno Mendes (8)
Matheus Luiz Nunes (5)
Luciano Vietto (6)
Luís Neto (6)
Tiago Tomás (5)
Pedro Porro (7)
Wendel (6)
Jovane Cabral (7)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Santos (6)
Antunes (-)
Sporar (-)
Daniel Bragança (6)
ANÁLISE TÁTICA – PAÇOS DE FERREIRA
O FC Paços Ferreira entrou bem em campo, jogando olhos nos olhos do Sporting. Conseguiu chegar perto da baliza leonina mas a eficácia não ajudou. Apresentou um 4-3-3 personalizado com um médio mais avançado e com a ausência de Amaral devido ao Covid-19, jogador importante para a equipa e que foi substituído por Bruno Costa. O Paços contribuiu para um jogo bem jogado e, continuando assim, estará no bom caminho para conseguir os seus objetivos nesta época.
Foi num Estádio Dr. Jorge Sampaio “despido”, que FC Porto B e FC Penafiel entravam nesta quarta jornada na procura de um resultado positivo, que fizesse esquecer os pontos perdidos do jogo transato.
Dito isto, depois de duas derrotas consecutivas, o FC Penafiel procurava auferir uma resposta destemida perante um FC Porto B que, por outro lado, não perdia desde a primeira jornada. Duas equipas a viverem momentos diferentes, porém, ambas com o objetivo de voltarem às vitórias.
Foi um FC Porto B transfigurado e com várias mexidas relativamente aos últimos três encontros que tomou a iniciativa da partida e quem deteve o comando das operações. Apesar de muito agitado no lado direito do terreno, foi através de uma bola parada no lado esquerdo onde surgiu a primeira oportunidade flagrante através de Boateng, depois de um bom cruzamento do reforço Carlos Gabriel.
As oportunidades iam-se sucedendo por parte da equipa orientada por Rui Barros, contudo o FC Penafiel aproveitou uma oferta de Ebuka, que com um passe atrasado isolou Mateus no frente a frente diante Ricardo Silva, pelo que o avançado angolano não vacilou e abriu o marcador no Dr. Jorge Sampaio, ao minuto 27.
Aberto o marcador, o FC Porto B caiu emocionalmente e os penafidelenses conseguiram respirar um pouco mais com bola. No entanto, novamente contra a corrente do jogo e após várias ações ofensivas pouco cerebrais, a equipa azul e branca, conseguiu sair para os balneários com um golo também ele pouco cerebral e muito fortuito, naquele que se verificou um auto golo por parte de David Santos, depois de um cruzamento traiçoeiro de Rodrigo Conceição.
Já com Ebuka no banco e Tiago Matos no 11, o FCPorto entrou novamente bem na partida, não obstante permitiu nova vantagem do FC Penafiel. Foi através de uma bola parada e de um alívio mal concebido da defensiva azul e branca que surgiu o remate frontal e incisivo de Simão Azevedo, que restabeleceu a vantagem penafidelense no marcador.
Posteriormente ao segundo golo dos visitantes, Rui Barros respondeu e colocou Francisco Conceição e Igor Cássio. Se por um lado, Francisco conseguiu várias vezes quebrar a linha média penafidelense, Igor raras vezes colocou em sentido o quinteto defensivo contrário. O tempo passava e as oportunidades não apareciam, seja em transição ou jogo posicional, o FC Porto B, pouco mais assustou o FC Penafiel.
Ambas as equipas lutaram pelo resultado, porém foi a equipa que menos erros cometeu a sair com os três pontos.
Com esta vitória fora de casa, a equipa orientada por Pedro Ribeiro respira fundo, ascendendo para o 6º lugar nesta Segunda liga, enquanto por outro lado, a «turma» de Rui Barros desce para a oitava posição na tabela.
A FIGURA
Fonte: FC Penafiel
Simão Azevedo – Decisivo a garantir o equilíbrio entre o meio campo e o ataque, forte sem bola e com ela foi muito objetivo e destemido no momento de atacar o 1×1 e definir. Foi o autor do segundo golo da equipa do FC Penafiel, com um gesto técnico de elevada dificuldade, fechando a partida em 1-2.
Rui Barros – O treinador azul e branco mexeu em várias peças relativamente ao último jogo e o sucesso não se sentiu, obrigando a rápidas mudanças ao intervalo, que todavia tardaram. Francisco mexeu com o jogo e Tiago Matos ofereceu outra disponibilidade com bola, porém ambos não alteraram as dinâmicas ofensivas da equipa. Tudo isto, perante um treinador adversário (Pedro Ribeiro) que por outro lado estava consciente daquilo que iria enfrentar.
ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B
A «turma» de Rui Barros entrou em campo, no habitual 4-1-4-1, não obstante com protagonistas diferentes. Desde logo, a presença de Gonçalo Borges foi bem notória na maioria dos desenlaces ofensivos, sendo múltiplas vezes chamado para o momento da definição e criação. Outro protagonista diferente e notório foi Ebuka, contudo este pelos piores motivos, ao passo que o médio nigeriano ofereceu o golo aos visitantes e cometeu vários erros que comprometeram o coletivo no momento defensivo.
Com as substituições ao intervalo, a equipa aquipa azul e branca alternou para um 4-4-2 no momento de ferir a baliza visitante, colocando Namaso atrás de Igor Cássio. A dinâmica ofensiva também sofreu algumas mutações, na medida em que Francisco Conceição ofereceu outra irreverência e permitiu maior largura e profundidade a Rodrigo Conceição.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Silva (6)
Namaso (5)
João Marcelo (6)
Johan Gómez (6)
Gonçalo Borges (7)
Pedro Justiniano (6)
Rodrigo Conceição (7)
Carlos Gabriel (6)
Ebuka (2)
Boateng (4)
Rodrigo Valente (6)
SUBS UTILIZADOS
Tiago Matos (5)
Francisco Conceição (6)
Igor Cássio (4)
ANÁLISE TÁTICA- FC PENAFIEL
A equipa orientada por Pedro Ribeiro alinhou num 5-2-3, encostando Capela junto da linha defensiva, obstruindo ao máximo as ações na profundidade por parte de Namaso. Compactos e muito comunicativos, a equipa de Penafiel pouco espaço concedeu aos criativos do meio campo azul e branco (Rodrigo Valente/Gómez), obrigando a arrastar o jogo do oponente para o exterior e consequentes cruzamentos infrutíferos.
Ofensivamente, por fim, foi através dos extremos criativos (Wagner e Simão) e de Mateus na luta nas costas da defensiva portista, que o FC Penafiel conseguiu alertar mais vezes a defensiva azul e branca.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luís Ribeiro (7)
David Santos (3)
Leandro (6)
Wagner (6)
Coronas (6)
Franco (6)
Simão (8)
Paulo Henrique (6)
Mateus (8)
Vasco Braga (7)
Capela (6)
SUBS UTILIZADOS
Ronaldo Tavares (5)
Ludovic (5)
Gustavo Henrique (-)
BnR NA CONFERÊNCIA
FC Porto B
BNR: Gostaria de saber o que faltou à equipa, principalmente no último terço, para conseguir criar mais vezes desiquíbrios na defensiva do FC Penafiel que esteve sempre muito compacta.
Rui Barros: «Acho que faltou-nos mais profundidade. Na primeira parte conseguimos aproveitar um erro individual nas costas da defesa, na segunda parte, fecharam-se e não encontramos grandes espaços para o “tal bola nas costas”. Ficaram uma equipa muito compacta e na segunda liga quando se põe esta garra de ganhar torna-se difícil desbloquear.
FC Penafiel
BNR: O mister Rui Barros considerou uma tremenda injustiça este resultado, gostaria de saber a sua opinião e se achou que foi justo.
Pedro Ribeiro: «Achei justo, assim como achei justo nos últimos dois jogos que perdemos. A equipa que é mais eficaz no futebol ganha e a equipa que esteve mais focada e concentrada, com a atitude competitiva mais forte ganhou o jogo de forma merecida.»
BNR: Considera que a sua equipa foi mais forte mentalmente e que isso foi um dos principais fatores chave para atingir a vitória?
Pedro Ribeiro: «Sim, depois de 2 derrotas consecutivas em que nos sentimos melhores em campo, era importante voltar a ganhar, portanto hoje mais do que tudo era importante voltar a ganhar e a minha equipa sentiu isso e conseguimos, com mérito, contra uma equipa recheada de bons jogadores.
FC Vizela e Casa Pia AC defrontaram-se no Estádio Pina Manique num jogo a contar para a 4.ª jornada da Liga Pro. Frente a frente estiveram duas realidades bem diferentes neste início de época. Os minhotos vieram à capital para tentar chegar ao pódio da Segunda Liga e o Casa Pia ainda à procura da primeira vitória na Liga Pro, depois de duas derrotas e um empate.
O jogo não começa a correr bem ao Casa Pia AC. Para além do evidente domínio dos minhotos, aos 11 minutos surge a primeira contrariedade para os lisboetas; lesionou-se na perna Miguel Tavares e o técnico Filipe Martins vê-se forçado a levar a jogo o sul-coreano, Choi.
Corria o minuto 18 quando se assistiu à primeira boa jogada nesta tarde de futebol nas bancadas do Pina Manique. Cardozo conduziu a bola pela direita e trouxe-a até ao meio, onde a entregou a Tavinho, que rematou pouco acima da barra. A tentativa de resposta dos gansos só surgiu aos 34 minutos, por intermédio dum remate de Choi que merecu a atenção do guardião vizelense, Ivo.
A situação mais perigosa da primeira parte ficou guardada para o fim. Aos 43 minutos, Cardozo desenha um cruzamento excecional para a cabeça do número 9, Cassiano, que cabeceou ao poste da baliza defendida por Van Der Laan.
A 2.ª parte recomeçou e prometeu um jogo bem mais emocionante do que até à altura. A bola rolava há 15 segundos quando Cassiano volta a cabecear com perigo, desta vez para uma boa defesa de Van Der Laan. Aos 47’, o Casa Pia inaugura o marcador. O avançado Vitó, à entrada da área, rematou com força para o canto inferior direito e fez um belíssimo golo. 1-0 para os gansos.
O FC Vizela demonstrou que não tinha intenção de baixar os braços facilmente e, aos 55 minutos, voltou a ver outra bola a ir aos ferros. Desta vez, foi Marcos Paulo a ter demasiada pontaria. Foram várias e extenuantes as tentativas dos vizelenses para empatar a partida, mas a ineficácia ofensiva começou a ficar cada vez mais penalizadora.
Corria o minuto 84 quando o costa-marfinense Zag devolve alguma emoção à partida. Sem grande oposição dentro da área do Casa Pia, Zag arqueia um remate que só conhece como destino as redes de Van Der Laan. O FC Vizela fez o empate e fixou o resultado que o marcador mostrava quando o árbitro apita para o final: 1-1.
Os vizelenses foram superiores em quase todos os momentos do jogo, e só não voltam ao Minho com mais do que um ponto por culpa da ineficácia e duma exibição de luxo do defesa-central dos gansos, Kelechi.
A FIGURA
Fonte: Casa Pia AC
Kelechi John – O nigeriano de 25 anos fez, até agora, o seu melhor jogo ao serviço do centenário emblema lisboeta. A história do jogo não pode ser contada sem as suas cruciais intervenções quando a sua equipa mais precisava de si. Comunicava, antecipava-se e não desistiu nem por um momento. Sem Kelechi, muito provavelmente os gansos não teriam conseguido empatar a partida de hoje.
O FORA DE JOGO
Fonte: FC Vizela
Eficácia do FC Vizela – Foram várias as ocasiões criadas pelo FC Vizela para conseguir algo mais do que um empate no jogo de hoje. Ficou evidente o fosso existente entre os dois emblemas, um que lutará pela subida (Vizela) e outro que lutará para não descer (Casa Pia). É nestes “pormaiores” que se comprometem algumas épocas, e o FC Vizela regressa ao Minho ciente de que tem de melhorar o seu desempenho no último terço para não perder mais pontos fáceis nesta que é uma luta ainda longa.
ANÁLISE TÁTICA – Casa Pia AC
O técnico dos casapianos, Filipe Martins, desenhou um 4-4-2 para tentar conquistar a primeira vitória na Liga Pro esta temporada. O Casa Pia AC foi, ao longo de toda a partida, uma equipa que se fechou e nunca correu grandes riscos. Apostando maioritariamente na transição ofensiva rápida, foi através das bolas paradas e dos contra-ataques que os gansos causaram mais perigo à última linha do FC Vizela.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Van Der Laan (6)
Martins (5)
Kelechi (7)
Zach (6)
Arghus (5)
Miguel Tavares (-)
Romeu Ribeiro (6)
Christian (7)
Alex (5)
Vitó (7)
Djoussé(5)
SUBS UTILIZADOS
Choi (6)
Platiny (5)
Sávio (5)
Bonani (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC Vizela
Ciente da superioridade do seu plantel e qualidade de jogo, o técnico dos vizelenses Álvaro Pacheco viajou do Minho até Lisboa para fazer jogar um 4-3-3 no histórico Estádio Pina Manique. Pediu à sua equipa que fosse dominante, e isso fez-se sentir logo desde o primeiro minuto de jogo. Apesar de ter sofrido um golo totalmente contra o sentido do jogo, pediu à sua equipa que nunca baixasse os braços, e eles responderam. Uma equipa dominadora, mandona e autoritária. Se continuarem assim, terão motivos para sorrir no futuro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ivo (6)
Kofi Kouao (6)
Aidara (5)
Matheus (7)
Kiki (6)
Marcos Paulo (6)
Ericson (5)
Zag (7)
Tavinho (5)
Cassiano (6)
Cardozo (7)
SUBS UTILIZADOS
Francis Cann (6)
Diogo Ribeiro (5)
Samu (5)
Richard Ofori (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Vizela
Bola Na Rede: O que sente que podia ter feito para conseguir levar mais do que um ponto deste jogo?
Álvaro Pacheco: Talvez fosse mais fácil para mim dizer que seria só melhorar a finalização, mas a minha equipa tem registado um processo contínuo de crescimento. Este também foi um jogo emotivo, onde algumas vezes poderia faltar alguma serenidade, mas a minha equipa soube responder e conseguiu chegar ao golo. Este processo de crescimento natural, feito semanas após semana, vai fazer chegar a altura em que que a equipa vai conseguir criar estas oportunidades e concretizá-las.
Casa Pia AC
Bola Na Rede: Qual é a mensagem que passa ao balneário depois do ponto conquistado esta tarde?
Filipe Martins: Nada me entristece mais do que chegar ao balneário e ver os jogadores cabisbaixos. Hoje foi um ponto conquistado para mim, mas para os meus jogadores foram dois pontos perdidos. E isso alegra-me muito. É uma questão de tempo até esta equipa começar a vencer e, daqui para a frente, certamente começará a fazê-lo.
A CRÓNICA: REFORÇO SHEEVAM ENTRA PARA DESEQUILIBRAR O JOGO
Duelo entre dois históricos lisboetas para a Taça da Associação: Olivais e Moscavide e Belenenses jogavam em Moscavide a passagem às meias-finais da competição ainda da época 2019/20, que ficou por concluir devido à pandemia Covid-19. No Alfredo Marques Augusto, perspetivava-se um grande jogo de abertura de época.
O jogo começou a um bom ritmo, com ambos os lados a querer ter a bola na sua posse, mas com uma contrariedade para o Olivais e Moscavide: num momento de pressão alta, Daniel Costa acabou por se lesionar e teve mesmo de ser substituído pelo mais recente reforço, Sheevam Amratlal.
Os visitados sentiram o infortúnio dos minutos iniciais e o Belenenses passou a tomar conta do jogo, restando à equipa de Moscavide apostar em transições rápidas ou lances de bolas paradas para criar perigo, sendo assim que surgiu o primeiro lance de perigo num pontapé de canto em que o cabeceamento do central Lobo não passou longe do poste da baliza de Tomás Foles.
O aviso foi dado, o Belenenses não soube responder e acabou por sofrer: num lance de insistência em que a defesa azul não afastou a bola como deve ser e esta acaba por ir parar aos pés de Sheevam que faz o 1-0 no jogo aos 24 minutos. A reação visitante surgiu seis minutos depois através de Bruno Botas que obrigou o guardião Gonçalo Reis a aplicar-se para manter a vantagem da sua equipa.
Quando se pensava que o Belenenses iria carregar em busca do empate, isso acabou por não se verificar e o encontro caiu num ritmo desinteressante, com muita luta a meio-campo e a bola longe das duas balizas. Perto do intervalo, nota ainda para as tentativas de Bruno Botas e Nélson Mendes que foram travadas com eficácia por Gonçalo Reis. O árbitro apitaria pouco tempo depois para o intervalo com a diferença mínima no marcador a favor do Olivais e Moscavide.
O segundo tempo teve um início algo entretido, e o Belenenses teve uma bola ao poste da baliza do Olivais e Moscavide: lance bem trabalhado do lado direito por Nélson Mendes, com o avançado a cruzar e Rui Janota a disparar ao ferro. Boa entrada dos homens do Restelo, contrastando com a turma de Moscavide que ia jogar mais na expetativa. À entrada da área, Mauro Antunes testou a atenção do guardião Gonçalo Reis que agarrou o remate eficazmente.
O Belenenses começava a carregar à procura de chegar ao empate, mas faltava uma melhor definição na hora de finalizar, daí que as oportunidades de perigo fossem escassas, algo que agradava ao comandados de João Correia que continuavam em vantagem no marcador. Aos 76’, um belo cabeceamento de Bruno Botas obrigou Gonçalo Reis a aplicar-se para manter a vantagem mínima no marcador.
A partida entrava nos últimos minutos e já se jogava apenas no meio-campo defensivo do Olivais e Moscavide, com os homens do Restelo a pressionar para fazer o tento do empate. No período de compensação, o Belenenses esteve perto de marcar num lance algo confuso em que a bola vai duas vezes aos ferros e Gonçalo Reis ainda fez uma defesa soberba. Bruno Botas teve a derradeira oportunidade para empatar na cara do guarda-redes, mas Gonçalo Reis voltou a negar o golo.
O jogo terminaria depois com a vitória por 1-0, graças ao tento do reforço Sheevam. Assim, o Olivais e Moscavide segue em frente e mantém o sonho de conquistar a Taça da Associação pela quinta vez na sua história.
A FIGURA
Fonte: CD Olivais e Moscavide
Sheevam Amratlal – O mais recente reforço do Olivais e Moscavide foi a grande figura do jogo. Chamado para render o lesionado Daniel Costa no início do jogo, o médio entrou bem e marcou o golo que permitiu à equipa passar à meia-final da prova da Associação de Lisboa. Durante o resto do jogo, sempre que o Moscavide partia em transição rápida, a bola passava sempre pelos seus pés. Teve uma infelicidade ao sair também por lesão no decorrer da segunda parte.
O FORA DE JOGO
Fonte: CF Os Belenenses
Nélson Mendes – O reforço do Belenenses para atacar a época 2020/2021 teve uma estreia muito apagada na tarde deste domingo. Com pouca bola nos pés, o avançado não conseguiu desequilibrar na frente de ataque e isso acabou por impedir o Belenenses de seguir em frente na prova.
ANÁLISE TÁTICA – CD OLIVAIS E MOSCAVIDE
O conjunto caseiro jogou em 4-2-3-1, com o técnico João Correia a ser obrigado a mexer na sua equipa logo nos minutos iniciais devido à lesão de Daniel Costa. O substituto Sheevam Amratlal foi o escolhido para render e fez a diferença mal entrou com o golo inaugural. A equipa de Moscavide deu a iniciativa aos visitantes, soube controlar as ofensivas azuis e, assim que conseguia recuperar a bola, lançava contra-ataques rápidos, com a bola a passar sempre pelos pés do mais recente reforço Sheevam que teve uma estreia em grande. Por força do resultado, no segundo tempo, a equipa teve grande parte do tempo e conseguiu manter a baliza a zeros até ao apito final do jogo
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gonçalo Reis (7)
Miguel Rosado (5)
João Silva(6)
António Lobo (5)
Tatiano Pereira (6)
Pedro Buaro (7)
Eduardo Leal (6)
Daniel Costa(-)
Hugo Silva (5)
Sandro Martinho (5)
Filipe Magalhães (5)
SUBS UTILIZADOS
Sheevam Amratlal (7)
Luís Oliveira (5)
Valdo Gomes (6)
Bruno Perdigão (5)
ANÁLISE TÁTICA – CF “OS BELENENSES”
A equipa de Belém comandada por Nuno Oliveira jogou em 4-3-3, com os reforços Carimo Conté, André Frias e Nélson Mendes a fazerem a sua estreia. A formação que veste de azul até esteve por cima em grande parte do encontro e dispôs das melhores ocasiões da partida, mas nunca conseguiu bater o guardião adversário e acaba por sucumbir no Alfredo Marques Augusto. Nem as mexidas na frente de ataque ajudaram a mudar o rumo dos acontecimentos.
Este fim-de-semana estivemos de passagem na Rússia, onde, como diz o título, reza a lenda que a Mercedes ganha em Sochi. E, apesar de 2020 ser um ano atípico, neste contexto, nada mudou.
A CORRIDA: O RECORDE AINDA NÃO FOI DESTA, LEWIS
Para quem esteve, nas últimas semanas em Itália, habituado a uma (ou mais!) bandeira vermelha, esta corrida até foi bastante tranquila. Porém, não podia faltar o drama da primeira volta, que aciona o primeiro safety car da corrida.
Safety car em pista, após Carlos Sainz (McLaren), numa saída de pista, terminar a sua corrida, e, momentos depois, Lance Stroll (Racing Point) acaba por fazer o mesmo. Mais uma corrida em que ambos os pilotos acabam por desistir, sendo a segunda consecutiva, e os únicos a não terminar a prova.
Importa referir que esta prova foi marcada por imensas penalizações, estas incluídas para o atual campeão do mundo, Lewis Hamilton (Mercedes), que recebe dez segundos de penalização por infrações feitas antes da corrida. Porém, o piloto britânico recupera da desvantagem e consegue ficar no último lugar do pódio.
Então, se Lewis Hamilton fica em terceiro lugar, foi altura de Valtteri Bottas (Mercedes) aproveitar e, assim sendo, consegue a vitória, seguindo-se Max Verstappen (Red Bull) em segundo lugar.
Para finalizar o top 5, temos Sergio Perez (Racing Point) e Daniel Ricciardo (Renault), que esteve muito bem durante todo o fim-de-semana, e também acabou por ser uma das «vítimas» das penalizações.
Destaque para Charles Leclerc (Ferrari) que, nem se sabe bem como, mas conseguiu um sexto lugar. Já Sebastian Vettel (Ferrari) apenas termina no 13.º posto.
Os restantes pilotos a ganhar pontos foram Esteban Ocon (Renault) que também fez uma corrida excelente; Daniil Kvyat e Pierre Gasly (AlphaTauri) seguem-se em oitavo e nono, com uma estratégia muito pensada por parte da equipa italiana, e Alex Albon (Red Bull Racing), mesmo com a penalização de cinco segundos, ainda consegue o último ponto disponível, numa corrida muito sofrida por parte do tailandês, e também de Lando Norris (McLaren), que não vai além de um 15.º lugar.
Sochi acaba por não ser uma grande surpresa, pois já estamos habituados ao domínio da Mercedes nesta pista. Porém, a grande surpresa é que Sochi acaba por adiar a vitória que permite a Lewis Hamilton bater o recorde de Michael Schumacher. Bem, terá que ficar para Alemanha (ou então não).
A CORRIDA: QUARTARARO VENCE NA CATALUNHA PARA UMA NOVA REVIRAVOLTA NAS CONTAS DO CAMPEONATO
O francês lidera agora a classificação geral com 108 pontos, mas logo a seguir vem Joan Mir que fez uma prova imperial no circuito de Montmeló em mais um grande prémio desta temporada atípica de 2020.
As duas rodas não param e voaram de Misano até Barcelona para mais um grande prémio deste mundial (europeu?) completamente atípico e emocionante.
Morbidelli partiu da pole position e tinha tudo para triunfar no circuito de Montmeló. Tal como Valentino Rossi que procurava, desalmadamente, o seu pódio n.º 200 – e este fim de semana era perfeito para tal, já que o italiano anunciou que continuará no mundial para 2021 aos comandos da Petronas Yamaha SRT. E que acabou na gravilha enquanto perseguia Franco Morbidelli.
Por outro lado, assistimos logo na primeira curva à queda de Andrea Dovizoso que liderava o mundial com apenas um ponto de vantagem sobre Quartararo. O italiano não teve uma boa qualificação e acabou abalroado por Zarco, depois de Petrucci lhe ter tocado na frente. Parece-me que Andrea Dovizioso continua distante e perdeu, aqui, a oportunidade de vencer o mundial este ano.
Nas primeiras voltas assistimos a uma luta interessante entre Morbidelli, Rossi e Quartararo – onde quem levou a melhor foi o piloto francês da Petronas Yamaha SRT. E por lá ficou até à bandeirada de xadrez.
Se na frente, a emoção durou pouco, a luta pelos lugares do pódio animou mais um domingo que tinha tudo para ser aborrecido. E quase que o foi, não fosse aquela ultrapassagem do Joan Mir a Morbidelli a três voltas do final. Para lhe roubar o segundo lugar e a dignidade, já que a ultrapassagem ocorreu numa zona de reta – onde a Suzuki não costuma ser assim tão forte.
Na frente, Quartararo lutava consigo próprio e com aquele pneu macio sem vida nas últimas voltas… Uma prova sofrida para o francês, mas que no final lhe soube a vitória e a mais 25 pontos na luta pelo mundial.
Enquanto isso, apareceu Alex Rins vindo dos lugares mais baixos da grelha. A surpreender tudo e todos com uma prova imperial. Numa ultrapassagem de cortar a respiração, rouba o terceiro lugar do pódio a Morbidelli.
A Suzuki volta a mostrar-se consistente nas corridas. Só lhe falta um danoninho para alcançar o lugar mais alto do pódio, seja aos comandos de Mir ou Rins.
Já o piloto português Miguel Oliveira caiu na curva 2 e não terminou a corrida. Um fim de semana para esquecer para o piloto da Red Bull KTM Tech 3.
Os jogadores de Ténis regressaram ao território alemão, mais precisamente para Hamburgo, para jogarem o maior torneio do país: o ATP European Open Hamburg. Apesar de o torneio não contar com muitos jogadores do top 10 do ranking ATP (apenas três jogaram – Daniil Medvedev, Stefanos Tsitsipas e Gael Monflis), foi uma prova competitiva e com excelentes jogos. Stefanos Tsitsipas e Andrey Rublev foram os finalistas da prova e provavelmente foi a primeira final de muitas entre os dois jovens jogadores (ambos têm 22 anos).