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O vírus irá fintar o Sporting CP e o futebol português?

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Todos estamos a conviver com o vírus de forma diferente. Uns muito preocupados na proteção de si e dos seus, levando alguns ao limite de preferirem privar-se de visitar os seus entes queridos durante meses a fio apenas com o intuito de os proteger. Já outros consideram que isto é um exagero, uma farsa vendida pela comunicação social. 

Todos terão as suas razões, umas mais plausíveis que outras, mas a verdade é que, acreditemos ou não, o vírus mudou os nossos comportamentos, a forma de convivermos em sociedade.

Consequentemente também o futebol foi afectado, tendo agora de sobreviver sem público nos estádios e a incerteza de a qualquer momento verem o próximo jogo adiado.

O Sporting CP, por não lhe ser possível isolar-se do mundo, está a sofrer as consequências destes novos tempos, e como não poderia deixar de ser, é uma das equipas mais afectadas com atletas infectados. Digo isto, porque o clube de Alvalade vive sob o jugo do cúmulo da lei de Murphy. Ou seja, Quando tem que correr algo mal, corre, e no pior momento possível.

A meu ver, nestas condições, não deveria ser permitido disputar-se o campeonato, porque neste momento estamos na incerteza de que haja um próximo jogo, se teremos jogadores para o disputar ou mesmo se conseguiremos terminar o campeonato.

E isso existe porque quem governa não tem a coragem de tomar uma atitude definitiva e então permite que se jogue para satisfazer os patrocinadores, porque a “economia” não pode parar, mas sobrecarregam o futebol de restrições para querer mostrar que estão preocupados com a saúde dos contribuintes. O problema é que é difícil agradar a Deus e o Diabo ao mesmo tempo, pelo que mais tarde ou mais cedo terão que decidir que o futebol, como outros espectáculos de entretenimento, terá o público de volta às bancadas. Porque o vírus não vai desaparecer, e a tendência não é melhorar, pelo menos nos próximos meses.

Reunião em junho de 2020 sinalizou a retoma da temporada passada e a presença exclusiva dos dirigentes dos três grandes voltou a gerar polémica
Fonte: PM António Costa

O Sporting CP já teve um dos seus jogos adiado pelo facto de ter atletas infectados pelo vírus e isso continuará a acontecer. Ou melhor, só não acontecerá se não testarem os jogadores ou mentirem quanto aos resultados dos testes. Ou podem isolar os jogadores em retiros e estágios. (e mesmo assim, sempre haverá movimentação de pessoas, nem que seja a senhora da limpeza, o cozinheiro, etc…)

Para se perceber que nada disto faz sentido, vemos pessoas no banco de suplentes, bancadas com  máscaras, vemos jogadores a cumprimentar-se com cotoveladas (já antes o faziam durante os jogos mas com outro intuito), mas depois vemos atletas a chocar uns contra os outros, a respeitarem ofegantes para cima do adversários, a festejarem golos todos abraçados.  Podem dizer que pode ser apenas para ilustrar a responsabilidade de cada um se proteger, mas então a outra parte mostra o quê?

Sporting CP 22-21 HC Dobrogea: Leões atingem fase de grupos da EHF

A CRÓNICA: AFINAL A CHAVE ESTAVA NA BALIZA

O Sporting Clube de Portugal chega à fase de grupos da recém-criada EHF European League depois de duas batalhas frente aos romenos do HC Dobrogea Sud Constanta na segunda ronda de qualificação. Apesar do apuramento para a fase seguinte, os leões demonstraram várias lacunas nesta eliminatória que têm de ser analisadas pelo técnico Rui Silva.

O encontro começou com a equipa da casa por cima. Com uma defesa 6×0 aguerrida e que pressionava bastante a primeira-linha romena, os leões depressa chegaram a uma vantagem de dois golos (3-1), mas permitiram a recuperação visitante poucos minutos depois.

Devido a alguma lentidão na circulação de bola e ao uso excessivo do drible em situações de jogo organizado, o Sporting tinha muitas dificuldades em ultrapassar o forte bloco central do Dobrogea, que já na primeira mão colocara problemas. Para piorar a situação, quando conseguia criar situações de finalização, permitia a intervenção do guardião visitante, Ionut Iancu.

Aos 17 minutos de jogo, o Dobrogea chegou mesmo à vantagem pela primeira vez no encontro, e os verdes-e-brancos viam a sua tarefa ainda mais complicada, mas muito por culpa própria. Com o marcador a assinalar 10-12 ao intervalo, a turma de Alvalade contabilizava quatro bolas de golos que foram falhadas aos seis metros.

No segundo tempo, Rui Silva decidiu fazer algumas mudanças, colocando Salvador Salvador e Nuno Roque em campo para os lugares de Jens Schöngarth e Carlos Ruesga, mas quem entrou melhor foi mesmo a equipa de Djordje Cirkovic.

Esta tendência manteve-se durante alguns minutos, mas “bastou” um aumento da intensidade defensiva leonina para o conjunto da casa regressar à liderança do marcador – aconteceu à passagem dos 50 minutos, já depois de Frankis Carol receber ordem de expulsão por acumulação de exclusões de dois minutos.

Até ao final do encontro, Francisco Tavares foi a principal arma do Sporting, com o ponta a ser letal tanto na marcação de livres de sete metros, como em ataques rápidos.

Vendo-se a perder, o Dobrogea abriu mais a sua defesa de forma a condicionar o ataque sportinguista, mas ao fazê-lo abriu espaços que iam sendo aproveitados. O conjunto de Rui Silva ainda viu Nuno Roque receber cartão vermelho direto, mas soube gerir o resultado. Até ao final, Matevz Skok ainda defendeu um livre de sete metros que se tornou fulcral e, com isso, os leões conseguiram garantir a vitória por 22-21 e um lugar na fase de grupos da primeira edição da EHF European League.

 

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Francisco Tavares: O ponta-direita português foi letal da linha de sete metros e uma das chaves para esta vitória. Tapado por Djukic, Tavares aproveitou cada oportunidade, teve gelo nas veias nos momentos de maior intensidade, e garantiu este apuramento. Caso pudesse haver dois “homens-do-jogo”, o prémio seria dividido com Matevz Skok que fechou a baliza e segurou a vitória.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Sporting CP

Frankis Carol: O experiente lateral-esquerdo foi expulso por acumulação de dois minutos numa altura crucial do encontro e quando a sua equipa mais necessitava da sua experiência e talento. Apesar dos seis golos marcados, Frankis colocou em risco a continuidade do Sporting na competição quando foi expulso.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Dadas as dificuldades que enfrentou na primeira mão, o Sporting manteve o seu 6×0 defensivo tradicional, mas tornou-o mais móvel e agressivo no momento de pressionar a primeira linha romena.

Esta estratégia funcionou até certo ponto, mas o desgaste acabou por se fazer sentir e foi nessas alturas que os leões viram o Dobrogea crescer. Mais ainda, o aumento da intensidade e agressividade defensiva levou a um aumento no número de exclusões de dois minutos, o que podia ter sido determinante para o resultado do jogo e da eliminatória.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matevz Skok (9)

Darko Djukic (6)

Jens Schöngarth (6)

Carlos Ruesga (6)

Frankis Carol (6)

Arnaud Bingo (6)

Tiago Rocha (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Théo Clarac (7)

Pedro Valdés (7)

Salvador Salvador (6)

Nuno Roque (7)

Francisco Tavares (8)

Manuel Gaspar (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – HC DOBROGEA SUD CONSTANTA

A equipa romena foi fiel aos seus princípios e podia muito bem ter-se apurado para a fase de grupos. A defesa 6×0 condicionou e de que forma o ataque leonino, e no ataque iam conseguindo arranjar soluções, em grande parte graças à força de Vitaly Komogorov, lateral-esquerdo russo. Caso o Dobrogea tivesse aproveitado melhor os períodos de superioridade numérica, provavelmente estaríamos a falar da eliminação do Sporting.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Ionut Iancu (7)

George Buricea (6)

Vitaly Komogorov (7)

Zoran Nikolic (7)

Irakli Chikovani (5)

Nebojsa Simovic (5)

Ionut Ionita (6) 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Ciprian Sandru (6)

Igor Radojevic (5)

George Buricea (6)

Gabriel Ilie (6)

Fábio Chiuffa (6)

Billy Donovan: Será a melhor escolha para técnico dos Chicago Bulls?

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No passado dia 22 de Setembro, os Chicago Bulls emitiram um comunicado afirmando que Billy Donovan iria ser o próximo “Head Coach” da jovem equipa de Chicago.

O técnico, apesar de uma curta carreira como treinador na NBA de apenas cinco anos ao serviço dos Oklahoma City Thunder, já teve de gerir bastantes egos. Apesar de ter entrado ao serviço como treinador principal no final da temporada de 2014/2015, Donovan experienciou de perto aquilo que Westbrook poderia ser sem Kevin Durant. Na época seguinte, 2015/2016, Billy Donovan, com Kevin Durant e Russel Westbrook a 100% desta vez, conseguiu levar a equipa até a uma final de conferência, tendo ainda conseguido uma liderança de 3-1 sobre os então campeões Golden State Warriors! Mas nós sabemos como isso terminou, certo?

No ano seguinte, Billy Donovan viu o seu melhor jogador, Kevin Durant, a partir rumo a Golden State. Algo insatisfeito com o trabalho do técnico e da organização em si, mas que, feitas as contas, algum do insucesso poderia também dever-se a Durant.

É ai que Russell Westbrook toma a liderança, faz um época histórica garantindo-lhe a honra do MVP mas, como equipa não passam da primeira ronda. Com Westbrook a ter jogos com 39 lançamentos tentados de campo, a liderança e e voz de Donovan no balneário começa então a ser questionada. Será Donovan demasiado brando com os seus jogadores? Dará Donovan demasiada liberdade aos jogadores para jogarem da forma que mais lhes parece correta? Depositará Donovan demasiada confiança na qualidade dos seus jogadores?

Na época seguinte dois grandes nomes vêm parar à sua equipa: Paul George e Carmelo Anthony. Depois de uma época regular com bastantes altos e baixos, e sem se perceber muito bem a estratégia da equipa, esta termina com uma saída na primeira ronda.

Um ano mais tarde, desta vez sem Carmelo Anthony e a história repete-se. Até que, Billy Donovan vê a sua equipa a “partir-se” por completo: Russell Westbrook é transferido e Paul George pede transferência. Billy Donovan vê-se com uma equipa algo desfalcada, apesar de ter imenso potencial, e liderada por o veterano Chris Paul. Quando muitos achavam que os Thunder iriam ser apenas mais uma equipa fora dos playoffs para a temporada 2019/2020, Donovan consegue com que não só estes façam uma época bastante sólida como também chegaram aos Playoffs no quinto posto da conferência!

Rúben Dias | O adeus do capitão

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É oficial: Rúben Dias deixou o SL Benfica rumo ao Manchester City FC, a troco de 68 milhões de euros, mais 3,6 milhões em objetivos.

Os encarnados perdem um dos melhores centrais a atuar em Portugal, internacional A e titular pela seleção das Quinas.

Rúben Dias começou a sua carreira no futebol de sete no lendário Estrela da Amadora, mas depressa captou a atenção do clube encarnado, que se apressou a contratar o jovem central, na altura com 11 anos.

A partir de aí, Rúben foi subindo a escada na formação do SL Benfica. Sempre reconhecido pelas suas qualidades dentro de campo, mas também pela sua perseverança e qualidade de liderança.

A enorme maturidade que sempre teve concedeu-lhe o privilégio de ser capitão em todos os escalões de formação até chegar à equipa B. Foi campeão nacional em iniciados e juvenis, tendo sido sempre uma das principais figuras da equipa.

No dia 16 de setembro de 2017, Rúben Dias (aos 20 nos) cumpriu o seu sonho de criança: representar a equipa principal do Sport Lisboa e Benfica. O jogo de estreia até foi de má memória para os encarnados. Uma derrota de 2-1 frente ao Boavista FC no Estádio do Bessa. Rúben fez uma exibição competente ao lado do capitão Luisão.

Desde este dia, Rúben não mais saiu da equipa do SL Benfica. Fez dupla com Jardel, Luisão, Ferro e mais recentemente com Verthonghen. Passou de aprendiz a mentor. Passou de novato a líder. Vestiu o manto sagrado por 137 ocasiões, marcou 13 golos e fez seis assistências. Venceu um campeonato nacional, com Bruno Lage, e uma Supertaça.

Assumiu-se como titular na seleção portuguesa e foi fulcral na conquista da Liga das Nações, incluindo uma exibição de gala digna de homem do jogo na final frente à Holanda.

Rúben Dias cumpriu o desejo de ser capitão do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ao longo dos últimos anos, o camisola 6 das águias foi um dos poucos indiscutíveis na equipa e sempre um dos atletas com mais minutos nas temporadas.

Se, a nível desportivo, a perda do central já é enorme e dificilmente os encarnados conseguirão encontrar um substituto minimamente à altura, em termos anímicos e de mística a perda é ainda mais significativa.

Rúben Dias foi sempre o verdadeiro capitão e o líder dentro de campo, mesmo sem envergar a braçadeira. A forma como defendia o símbolo e lutava até ao último folego. A forma como reagrupava os companheiros depois de um golo sofrido ou sprintava para celebrar um tento dos seus colegas. A forma como falava à frente das câmaras ou se envolvia nas mais variadas campanhas sociais e de solidariedade.

Para mim, tudo isto vale muito mais do que um cara ou coroa ou um pedaço de plástico à volta do braço.

Supostamente, o Manchester City FC não queria que Rúben jogasse frente ao Moreirense FC, mas o central português quis despedir-se do seu clube da forma adequada. Rúben quis ser capitão.

Entrou em campo, à frente de todos os colegas com a braçadeira no braço (como sempre devia ter acontecido) e com um olhar decidido. A pandemia obrigou-o a ver um estádio despido de gente. Não era esta a despedida que merecia.

Num jogo em que a bola teimava em não passar por Passinato, Rúben subiu aos céus, elevando o símbolo do SL Benfica mais alto do que qualquer um, e cabeceou a bola para o fundo as redes.

Nem um filme da Disney teria um final tão perfeito quanto este. As declarações e lágrimas no final do jogo confirmaram o pior. Não é, simplesmente, a partida de um jogador. É a partida de um benfiquista, de um líder, de um símbolo da formação (no que aparenta ser o final do sonho do Seixal).

Não há outra forma de terminar este texto sem ser em forma de agradecimento. Rúben fez muito pelo SL Benfica, pela liga portuguesa e por Portugal.

Obrigado, Rúben!

Luís Vidigal: «Sou mais valorizado em Itália do que em Portugal»

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O Mourinhos vs. Guardiolas recebeu Luís Vidigal, antigo internacional português, numa conversa em que não se esqueceu de nada. Com a formação toda em Elvas, relembrou diversos momentos tanto nos clubes por onde passou como na seleção portuguesa. Nada da sua carreira foi passado ao lado.

Augusto Inácio, que foi o anterior convidado, foi o ponto de partida para se começar o programa. A chegada ao Estádio de Alvalade não o mudou, nem no início nem durante todos os anos que vestiu a camisola verde e branca. Luís Vidigal relembrou, com emoção, o facto de o treinador ter aproveitado o seu potencial, mas acabou por contar uma “pequena” reprimenda que Augusto Inácio deu.

Contudo, ao falar do Sporting CP, o antigo jogador destacou também quando foi campeão nacional e ainda recebeu o prémio de melhor médio da Liga. Como tudo na vida, o ciclo chegou ao fim nos leões e a transferência para o SSC Napoli, de extrema importância financeiramente para o Sporting, acabou por acontecer.

Luís Vidigal afirmou ser mais valorizado em Itália do que em Portugal. O antigo jogador do SSC Napoli, Udinese Calcio e AS Livorno admitiu ser completamente normal por causa daquilo que fez em terras transalpinas. As histórias em Nápoles são muitas e recordou algumas delas.

As idas à seleção portuguesa, principalmente o Euro 2000, foi outro dos temas que não escapou. Luís Vidigal acredita que «a geração de 2000 era das melhores preparada para trazer o título europeu». Porém, a fatídica derrota nas meias-finais frente à França impossibilitou uma chegada a uma final europeia. O antigo jogador afirmou que até «alguém o levar» vai levar a angustia de não ter vencido consigo.

Confrontado com as recentes polémicas do anti-jogo do irmão Lito Vidigal, respondeu que lamentava algumas situações, mas que não era o única a fazê-lo. O antigo jogador alertou que há clubes grandes que fazem anti-jogo. Porém, acredita que este tipo de comportamento devia terminar em todos os clubes da Primeira Liga.

Académica OAF 0-1 CD Feirense: Fogaceiros vencem pela primeira vez em Coimbra

A CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO PENDE PARA OS FOGACEIROS

Na quarta jornada da Segunda Liga, o Clube Desportivo Feirense deslocou-se, numa viagem não muito longa, ao Estádio Cidade de Coimbra para arrecadar três pontos frente à Académica OAF, fruto de um triunfo por uma bola a zero. É a terceira vitória em três partidas do campeonato para os de Santa Maria da Feira e a primeira derrota dos estudantes no mesmo número de partidas. Vamos às incidências da partida.

A primeira parte começa com um CD Feirense em ascendente e acaba com uma Académica OAF a crescer. Pelo meio, foram mais Felizes os fogaceiros, que conseguiram mesmo levar uma vantagem de um golo para o descanso, golo esse alcançado no decorrer do décimo minuto.

Fabrício corresponde de forma certeira a um cruzamento de Feliz, encostando a cabeça à bola, proveniente da direita, já próximo da zona do segundo poste e materializa o bom início de partida dos azuis da Feira no mais precioso bem do futebol: o golo.

Aos 25 minutos, o CD Feirense enfrenta a contrariedade da lesão de Ícaro Silva, que, impossibilitado de continuar em campo, é substituído por Pedro Monteiro. Dez minutos depois, contrariedade para o outro lado: João Simões, lesionado, vê-se forçado a dar o lugar a Rafael Vieira.

Até ao período de intervalo, o domínio territorial e de posse pende para o lado da Briosa, que não é suficientemente eficiente e eficaz nas conclusões das suas manobras ofensivas. Pese embora o crescente domínio caseiro, os visitantes nunca perdem a capacidade de sair com destreza e velocidade para o ataque, obrigando mesmo, por uma vez, Mika a testar a resistência do material das suas luvas, após uma boa jogada pela direita, como foi tónico da turma fogaceira no primeiro tempo.

A segunda metade do encontro vê os estudantes entrarem melhor e criarem dificuldades à defensiva fogaceira, sem, no entanto, alcançarem o tento da igualdade. Aos 68 minutos, surge para o lado azul da partida uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem, quase caída do céu.

João Víctor cai na grande área ao atacar um cruzamento da esquerda, já sem hipóteses de alcançar a bola, e o árbitro Hugo Silva assinala grande penalidade. No frente a frente com Mika, o próprio João Víctor não é capaz de levar a melhor e a defesa de Mika mantém a Académica OAF agarrada à esperança da reviravolta.

No entanto, a partida termina sem que a turma de Rui Borges alcance o tão desejado empate, apesar das mexidas positivas no jogo da Briosa incutidas por Chaby.

 

A FIGURA

Mika – somou três defesas de elevado grau de dificuldade, uma delas ao penálti de João Victor. Ajudou a manter a Académica no jogo até ao fim e funcionou como voz de comando. Grande exibição, a merecer uma enorme salva de palmas.

 

O FORA DE JOGO

Bouldini – esteve sempre bem controlado pelos centrais contrários. Lutou, mas ainda deve estar no bolso de Gui Ramos (grande exibição do central) que o anulou, impedindo que causasse perigo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica alinhou em 4-2-3-1, o sistema tático que utilizou nos dois primeiros jogos do campeonato.  Com um meio-campo robusto e talhado para os duelos, Ricardo Dias e Guima foram o músculo do centro do terreno. Fabinho apareceu como médio de pendor mais ofensivo e com maior liberdade criativa. Pelas faixas, os extremos Traquina e João Mário. Bouldini foi o homem mais avançado e que mais lutou e desgastou os centrais do Feirense. A equipa apresentou algumas dificuldades em ataque organizado, pelo que foi no momento de transição ofensiva e ataque rápido que mais perigo criou. A Briosa optou sempre por contruir a três, primeiro com Ricardo Dias ou Bruno Teles a baixar e, depois, com Rafael Vieira que fez de lateral-direito, embora seja central. Em momento defensivo, a equipa organizou-se em 4-4-2, sempre com a preocupação de pressionar o médio do Feirense que recuava para iniciar a construção de jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (8)

Silvério (5)

Bruno Teles (5)

Ricardo Dias (5)

João Mário (5)

Bouldini (5)

Traquina (5)

João Simões (3)

Fabinho (5)

Zé Castro (6)

Guima (5)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Furtado (-)

Rafael Vieira (5)

Fábio Vianna (-)

Chaby (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE 

O Feirense também apareceu organizado em 4-2-3-1, mas com um meio-campo com características diferentes. Latyr funcionou como médio de cobertura, João Tavares como médio de ligação e Fábio Espinho como médio de criação nas costas do avançado Fabrício. Nas alas, extremos com características distintas: na direita, Feliz, sempre a procurar o espaço interior, quer em condução, quer recebendo diretamente a bola dentro da estrutura adversária, e, na esquerda, Fati, um jogador mais vertical e de profundidade. O Feirense optou por ataques curtos, mas incisivos, sempre sem grandes riscos. A defender, organizou-se em 4-4-2, mas soube pressionar a Académica nos momentos certos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Brígido (5)

Diga (5)

Ícaro Silva (-)

Fati (5)

Feliz (7)

Fabrício (7)

Fábio Espinho (5)

João Tavares (5)

Zé Ricardo (5)

Latyr (5)

Gui Ramos (8)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Monteiro (5)

Washington (-)

Edson Farias (4)

Mica (-)

João Victor (3)

 

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

Bola na Rede: Com a lesão de João Simões, e já com o resultado desfavorável, optou por fazer entrar Rafael Vieira em vez de um jogador mais ofensivo e, por exemplo, puxando Traquina para lateral?

Rui Borges: Neste momento, dentro do que são as nossas dinâmicas, o Rafa fazia algum sentido. O Rafa deu a saída a três e o Bruno Teles passou a dar largura. Estamos a torcer para que o João Simões volte o mais rapidamente possível. O Rafa já treinou ali e em vez de construirmos a três com o lateral-esquerdo passámos a construir a três com o lateral-direito.

CD Feirense

Bola na Rede: Três vitórias em três jogos e a primeira vitória de sempre em Coimbra. Como analisa estes números? É o assumir, em campo, do favoritismo do Feirense à subida?

Filipe Rocha: Não sabia. Também não ligo a esses dados. Esses dados são para ser batidos com comportamentos e qualidade de jogo. Com todo o respeito pela Académica, nós fomos mais objetivos, fomos mais perigosos e vencemos. Estamos satisfeitos, porque temos três vitórias. O que me deixa mais satisfeito é a postura do grupo. Souberam sofrer e sacrificarem-se pelo grupo.

 

Artigo com Opinião de Marco Francisco Paiva e Francisco Martins

 

Os 5 jogadores orientais do campeonato português

O número de atletas asiáticos a pisarem os nossos relvados habitualmente é muito baixo, mas nas últimas três épocas tem-se tornado numa aposta crescente. Nesta lista estão representados os cinco jogadores orientais que atuam atualmente no campeonato português, sendo quatro deles de nacionalidade japonesa e um sul-coreano. Três destes atletas chegaram a Portugal para representar o Portimonense SC, que desempenha um papel importante na contratação de jogadores asiáticos para a liga portuguesa.

5 jogadores portugueses em destaque no estrangeiro

Portugal, sendo um berço de formação de grandes jogadores, torna-se igualmente, um exportador de talentos; não sendo possível segurar as nossas pérolas durante muito tempo, somos inexoravelmente obrigados a deixá-las voar e brilhar noutros campeonatos. Mas o certo, é que a qualidade florescendo, não sai mais de lá. É como andar de bicicleta. Neste início de época, ainda para mais com as qualificações para as competições europeias, temos já vários talentos nacionais em destaque; vejamos quem são e o que andam a fazer para pôr o nome de Portugal nas bocas do mundo.

Matheus Uribe – novo papel ou um boost de confiança para o colombiano?  

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Uribe tem sido alvo de elogios nos últimos dias por parte da comunicação social e dos adeptos nas redes sociais pelo impacto positivo que tem tido no processo ofensivo, tanto na vitória frente ao SC Braga, assim como nos amigáveis de pré-época onde foi o goleador de serviço. A sua forma recente mereceu comentários positivos por parte de Sérgio Conceição na conferência de imprensa de antevisão ao dérbi Boavista FC – FC Porto.

O treinador do FC Porto, após ser questionado se a preponderância ofensiva do colombiano foi algo planeado por si, revelou que parte um pouco do seu gosto pessoal quanto aos centrocampistas, mas também das caraterísticas do próprio jogador:“ é verdade que lhe exijo, porque ele tem essa capacidade, de chegar ao último terço e de aparecer em zonas de finalização com alguma facilidade. Mas não é só ele, são todos os médios. Uma das características que gosto da linha média é da possibilidade de chegarem à zona de finalização, de terem golo”.

Caso mantenha a dinâmica ofensiva da pré-temporada, Uribe poderá ser uma agradável surpresa para o FC Porto de 2020/2021.
Uribe veio com rótulo de o “novo Herrera”, mas pouco se assemelha com o ex-FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Contudo, Sérgio Conceição assume que o número oito do FC Porto está a jogar com mais confiança, muito por culpa da total adaptação ao futebol europeu que não acontecera de imediato na temporada passada – “Noto-o mais solto. Mais solto naquilo que foi a sua adaptação, é normal. Ele, o ano passado, sentiu muitas dificuldades. Não é fácil chegar a um futebol em que tudo é novo.”

Os números da pré-temporada falam por si, uma vez que em cinco jogos amigáveis fez balançar as redes por três vezes, enquanto que na passada temporada demorou 40 jogos para marcar um só golo – fê-lo frente ao SC Braga, na derrota por 2-1 a contar para a última jornada da Primeira Liga. No jogo inaugural da Primeira Liga 2020/2021, em que o FC Porto defrontou novamente os arsenalistas, Uribe esteve mais comedido ofensivamente, mas foi importante no jogo coletivo – conseguiu um total de 96,9% de passes acertados e dois passes-chave durante os 87 minutos que esteve em campo.

O faro de golo de Matheus não é de agora. Na temporada 2017/2018 no México, ao serviço do CF América, o médio termina a campanha com 38 jogos e 14 golos. Caso mantenha a dinâmica ofensiva da pré-temporada, Uribe poderá ser uma agradável surpresa para o FC Porto de 2020/2021. Para já, ainda lhe falta marcar em jogos oficiais. Depois dos elogios de Conceição, será o Boavista FC a primeira vítima?

SL Benfica B | A equipa com mais potencial dos últimos anos

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Uma final da UEFA Youth League, um campeonato de juniores e várias presenças na equipa principal do SL Benfica são um elo de ligação entre muitos dos jogadores da equipa B. Nos lugares cimeiros da Segunda Liga, a equipa secundária dos “encarnados” tem seis pontos em 12 possíveis e marcou 13 golos (média de 3,25 golos por jogo).

Diversos jovens de grande qualidade passaram pela equipa B do Benfica, mas provavelmente nunca houve um coletivo tão forte tecnicamente e fisicamente como o da época 2020/2021.

Liderada por Gonçalo Ramos, um jovem avançado de 19 anos que conta já sete golos em quatro jogos esta temporada, a equipa secundária das “águias” tem o seu jogo assente na capacidade de construção de Paulo Bernardo, Ronaldo Camará, Rafael Brito e, claro, Tiago Dantas. Na frente de ataque, a encontrar soluções ofensivas, encontra-se Gonçalo Ramos, Tiago Araújo e, em grande parte dos jogos, Duk.

Relativamente à equipa da época transata – que até à suspensão das provas por causa da covid-19 encontrava-se num pobre 14º lugar, observa-se várias caras conhecidas como Martin Chrien, David Tavares, Tomás Tavares e Nuno Tavares (ambos na equipa A), Ebuehi, Zlobin e Svilar. No entanto, apesar da maior experiência que estes jogadores acrescentavam à equipa, dentro de campos os resultados não sortiam efeito e houve muitos resultados negativos, o que culminou numa classificação final apenas três lugares acima da zona de descida.

Gonçalo Ramos e David Tavares titulares na derrota por 1-0 frente ao Leixões, na 23ª jornada da Segunda Liga 2019/2020
Fonte: SL Benfica

O tradicional sistema tático de Renato Paiva, treinador da equipa B, envolve uma rotação entre o 4-3-3 e o 4-4-2. Em certas ocasiões do jogo, a equipa molda-se num meio-campo e numa frente a três, ou seja, Ronaldo Camará, Rafael Brito e Paulo Bernardo no “miolo” e Tiago Dantas e Duk no apoio a Gonçalo Ramos, o principal homem no ataque.

Já no 4-4-2, por vezes, o treinador português opta por soltar Paulo Bernardo e Ronaldo Camará no meio-campo, libertanto Tiago Araújo e Tiago Dantas nas alas ao apoio a Gonçalo Ramos e a Duk.

Relativamente ao eixo defensivo, Renato Paiva opta várias vezes pelo mesmo quarteto: Tomás Tavares, Morato, Pedro Ganchas e Frimpong. A baliza que foi defendida várias épocas por Zlobin, entretanto transferido para o FC Famalicão, vê agora Fábio Duarte como o guarda-redes número um.

A pré-época de maior parte dos jogadores que integram a equipa B este ano foi a Youth League, perdida na final para o Real Madrid. Pelo caminho, os “encarnados” eliminaram o AFC Ajax por 3-0 nas meias-finais, o GNK Dínamo Zagreb por 3-1 nos “quartos” e o Liverpool FC por 4-1 ainda antes da suspensão da prova devido à pandemia de covid-19. Gonçalo Ramos acabou a prova com oito golos, o que o tornou no melhor marcador da competição, em igualdade com Roberto Piccoli da Atalanta.

A equipa jovem dos encarnados brilhou na UEFA Youth League, tendo chegado à final da competição
Fonte: SL Benfica

O futuro é risonho para a maior parte dos jovens que atuam na equipa B e alguns deles já têm vindo a ter alguns minutos na equipa principal. Apesar de Gonçalo Ramos ser o homem em destaque na equipa e estar muito próximo de subir à principal equipa das “águias”, outros jogadores como Tomás Tavares, Tiago Dantas e Morato também já têm minutos na principal equipa do Benfica.