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SL Benfica 2-0 Moreirense FC: Capitão Rúben marca na hora da despedida

A CRÓNICA: SHOW DE OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS DÁ, AO MENOS, UMA VITÓRIA

Foi com um Estádio da Luz completamente vazio, devido às contingências da COVID-19, que, provavelmente, Rúben Dias se despediu com a camisola do SL Benfica. A braçadeira de capitão que levava no seu braço indicava que seria um fim de ciclo, mas ainda faltavam 90 minutos para se jogar e para se perceber se a transferência ia mesmo acontecer.

O Moreirense FC queria voltar a ser um pesadelo para os encarnados na caminhada da Liga no Estádio da Luz. Porém, as poucas opções no plantel deram-nos uma equipa mais na expetativa – fechados na sua área – e na tentativa de um contra-ataque para chegar ao golo. Foram 21 minutos de puro sufoco do SL Benfica, até Rúben Dias marcar o primeiro da partida. A subida ao 4.º andar sem elevador deixou os restantes jogadores pregados ao chão e nem Pasinato foi suficiente para travar o cabeceamento.

Remates? «E não são poucos, não é? Bastantes!». Era este o cenário nos primeiros 45 minutos. Remates, remates e remates. Eficácia? Quase nula, não fosse o golo dos encarnados. Chegávamos, assim, ao intervalo com apenas 1-0 a favor do SL Benfica. Jorge Jesus tinha muito para dizer no balneário, sobretudo, dizer aos seus jogadores para acertarem na baliza, porque oportunidades eram muitas.

Na segunda parte, manteve-se tudo igual. Os encarnados continuavam no domínio do jogo e os cónegos estavam recolhidos na sua metade do campo. Os remates eram muitos, mas a pontaria tinha ficado no balneário. Waldschmidt ainda teve a baliza à espera que a bola embatesse nas suas redes, mas um corte na linha disse “não” ao segundo golo.

Foi preciso entrar Seferovic – sim… Seferovic – para vermos novo golo do SL Benfica. Grande trabalho de Darwin Nunez na direita para depois só ter de fazer um passe que tinha como destino o pé do suíço. O jogo acabou mesmo com a vitória por 2-0 do SL Benfica e não houve muito mais para contar naquele que foi um autêntico show de oportunidades falhadas. O SL Benfica vence, faz seis pontos na Primeira Liga e despede-se de Rúben Dias, que está de saída para o Manchester City FC.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa – Sem grandes destaques ao longo da partida, foi o jogador mais ativo durante todo o jogo. Foi a atacar e a defender… houve sempre presença do jogador português na partida. O lado direito era todo seu e conseguia encontrar, normalmente, Waldschmidt para que este, numa posição mais favorável, conseguisse rematar mais solto. Pasinato, guarda-redes do Moreirense FC, esteve também muito bem e também merece um destaque.

O FORA DE JOGO

Eficácia do SL Benfica – Foram apenas dois golos, mas podia ser muito mais. Um resultado que só não foi avolumado, porque os jogadores encarnados estavam com a pontaria completamente desafinada. Na primeira parte, esta lacuna foi muito mais notória visto que a equipa criava muitas oportunidades, mas na hora da verdade a bola não seguia nem sequer para um remate enquadrado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

No esquema apresentado, a Liga dava conta de um 4-3-3. Contudo, os encarnados apresentaram-se mais uma vez o 4-4-2 habitual, com Pizzi no meio, Rafa e Everton a extremos e Waldschmidt no apoio ao ponta de lança Darwin. A única alteração a ter em conta foi a entrada direta de Pizzi para o lugar do lesionado Adel Taarabt. Os restantes jogadores a terem a confiança de Jorge Jesus, que o impressionaram em Famalicão com uma vitória por 5-1.

A aposta pela profundidade foi um grande fator nesta partida. Mesmo com o bloco muito baixo do Moreirense, os jogadores encarnados estavam a aproveitar bem esse espaço, principalmente Darwin, Waldschmidt e Everton. Havia também uma boa harmonia de Rafa, que ia dando qualidade à faixa direita. Chiquinho, como Jesus já tinha dito, ocupou o lugar no meio campo e até se deu muito bem a jogar nestas zonas. A entrada de Seferovic permitiu que Darwin jogasse mais solto e permitiu haver presença na área

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Grimaldo (5)

Vertonghen (5)

Rúben Dias (7)

André Almeida (5)

Gabriel (6)

Pizzi (6)

Rafa (7)

Everton (6)

Waldschmidt (6)

Darwin (6)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (6)

Chiquinho (5)

Pedrinho (-)

Weigl (-)

Nuno Tavares (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Em equipa vencedora não se mexe, e Ricardo Soares veio a jogo com o mesmo onze que venceu na jornada passada o SC Farense. Num 4-4-2, a equipa de Moreira de Cónegos vinha à Luz com a intenção de querer roubar pontos – como já tinha acontecido nos últimos dois encontros entre águias e cónegos -, mas de manter uma identidade própria e «sem pôr o autocarro à frente da baliza». Contudo, vimos uma equipa muito limitada devido às lesões dos seus jogadores e apenas com seis suplentes.

Apenas Fábio Abreu ficou numa zona mais avançada, e a restante equipa esteve toda recolhida no seu meio campo, fazendo uma espécie de 5-1-3-1. A tentativa de conseguir sair em contra-ataque rápido estava a ser completamente anulada pelo meio campo do SL Benfica e as oportunidades que a equipa ia tendo não estavam a sair. A criatividade dos cónegos era inexistente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (7)

D’Alberto (5)

Rosic (6)

Steven Vitória (6)

Pedro Amador (6)

Filipe Soares (6)

Fábio Pacheco (5)

Pedro Nuno (5)

Lucas Silva (5)

Alex Soares (5)

Fábio Abreu (5)

SUBS UTILIZADOS

Pires (5)

Matheus Silva (5)

Ibrahima (-)

Franco (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Os 5 jogos mais épicos entre AS Roma e Juventus FC no século XXI

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AS Roma e Juventus FC têm encontro marcado para este domingo à noite, naquele que será o jogo de cartaz da segunda jornada do campeonato italiano. Afinal de contas, não há dúvida de que ambas as equipas estão entre os emblemas mais icónicos de Itália, contando já com um longo historial de confrontos entre si em competições oficiais (embora internacionalmente nunca se tenham defrontado).

UM CLÁSSICO ITALIANO COM UM TOQUE LUSITANO! QUEM VAI LEVAR A MELHOR NESTE JOGO DA SÉRIE A? APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Na ronda inaugural, o conjunto orientado por Paulo Fonseca empatou em Verona, mas a utilização irregular de Amadou Diawara penalizou a Roma com uma derrota administrativa por 3-0. Já a equipa de Cristiano Ronaldo – comandada, agora, por Andrea Pirlo – derrotou a Sampdoria por 3-0 e persegue agora um inédito enacampeonato! Independentemente disso, o objetivo será o mesmo para ambos os clubes: vencer.

Desde grandes confrontos no desenrolar do campeonato a duelos decisivos em eliminatórias de taças e a jogos que decidiram campeonatos, recordamos os cinco jogos mais épicos entre os dois clubes no presente século. Lembras-te de algum?

SL Benfica 7-3 FC Porto: Águias goleiam no regresso do hóquei nacional

A CRÓNICA: HABEMUS HÓQUEI, MAIS DE SEIS MESES DEPOIS

O Pavilhão da Luz recebeu, este sábado, o primeiro toque de stick, e os patins rolaram para o início da nova temporada da I Divisão do hóquei em patins português. O encontro que abriu as hostilidades foi logo um clássico da modalidade entre o SL Benfica e o FC Porto. No final do jogo, o placard marcava o resultado de 7-3.

Nos primeiros minutos, as duas equipas estavam pouco atrevidas. Águias e os dragões limitaram-se a estudar as estratégias contrárias e criaram poucas oportunidades. Apesar disso, aos seis minutos, Valter Neves quebrou o gelo e marcou o primeiro golo da nova temporada.

Depois de estarem em desvantagem, os azuis e brancos podiam ter chegado ao empate em diversas ocasiões, mas encontraram um Pedro Henriques inspirado na baliza encarnada. Entretanto, no espaço de dois minutos, Gonçalo Pinto bisou e estendeu a vantagem do SL Benfica na partida.

Ainda antes do intervalo, o FC Porto reduziu pelo intermédio de Xavi Barroso, mas Lucas Ordoñez voltou a colocar a diferença nos três golos. Os primeiros 25 minutos foram recheados de ação das duas equipas, com o resultado fixado no 4-1 a favorecer a equipa da casa.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte começou como terminou a primeira: com o domínio dos lisboetas. Carlos Nicolia fez o quinto golo e expôs ainda mais as dificuldades dos portistas na abordagem ao jogo. O sexto chegou pela batuta de Lucas Ordoñez, que bisou com um golo que levantaria o pavilhão caso houvesse público nas bancadas.

Pouco depois, foi a vez de Carlos Nicolia bisar. O FC Porto fechou o resultado marcando o segundo e terceiro golos pelos sticks de Xavi Barroso (que também bisou) e Gonçalo Alves. Os 50 minutos do jogo foram marcados pelo domínio da equipa da casa e as lacunas dos visitantes, que nunca estiveram em vantagem na partida.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Henriques – O guarda-redes do SL Benfica garantiu a vantagem nos primeiros minutos do jogo e lançou a sua equipa para a grande vitória que foi adquirindo no encontro. Dois dos golos que sofreu foram já nos momentos finais e não mancham a grande exibição que fez. Menção honrosa para Carlos Nicolia e Lucas Ordoñez.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

 

Exibição do FC Porto – Os primeiros momentos de jogo prometeram muito, mas os dragões não estiveram inspirados durante todos os 50 minutos. O resultado desnivelado foi o espelho da falta de qualidade e a pouca ambição dos visitantes.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Os encarnados atacaram sempre com três homens, deixando um defesa pronto para qualquer contra-ataque. Na parte defensiva, a pressão foi uma constante durante todo o jogo. Começaram a vencer bastante cedo, e, apesar de sofrerem golos, contaram com uma exibição inspirada do guarda-redes a ajudar na vitória folgada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (8)

Diogo Rafael (7)

Lucas Ordoñez (8)

Carlos Nicolia (7)

Valter Neves (7)

SUBS UTILIZADOS

Danilo Rampulla (-)

Eduard Lamas (6)

Gonçalo Pinto (8)

Sergi Aragonez (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A pouca pressão aos jogadores encarnados foi fatal. A defesa acabou por ser a chave da goleada, mas, mesmo na vertente ofensiva, faltaram argumentos para combater a excelente exibição adversária. Gonçalo Alves e Xavi Barroso foram os mais interventivos na equipa de Guillem Cabestany.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Xavier Crossas (6)

Poka (5)

Rafa (6)

Reinaldo Garcia (6)

Gonçalo Alves (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

 Giulio Cocco (5)

Ezequiel Mena (6)

Xavi Barroso (7)

 

Artigo revisto

SC Covilhã 2-1 Varzim SC: Reviravolta do Covilhã na estreia de Capucho

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A CRÓNICA: SC COVILHÃ FEZ POR MERECER A REVIRAVOLTA NA SEGUNDA PARTE 

Um jogo entre duas equipas com um início de campeonato muito diferente. Nas três jornadas anteriores, o Sporting Clube da Covilhã ainda não tinha somado qualquer ponto e viu a saída do técnico de Daúto Faquirá, depois do última partida frente ao FC Vizela, a meio da semana. Capucho estrou-se ao comando técnico dos serranos. Já o Varzim SC ainda não tinha perdido e somava cinco pontos na Segunda Liga.

A equipa varzinista começou o jogo com mais posse de bola, mas sem criar perigo à baliza de Léo.

No entanto, a primeira oportunidade foi para os da casa à passagem dos dez minutos da partida. Num canto marcado do lado direito, Areias, perto do segundo poste livre de marcação, cabeceou por cima da baliza do Varzim.

O jogo ficou mais equilibrado, com alguns cantos concedidos por cada uma das equipas, mas sem momentos de verdadeiro perigo. No entanto, o golo acabou por chegar.

Aos 17 minutos, George Ofosu correu pelo lado direito do ataque do Varzim e, no vértice da área, disparou cruzado para o canto superior esquerdo da baliza. Sem hipótese para Léo Navacchio.

O Sporting da Covilhã tentou reagir, mas sem efeitos práticos. Gui, aos 21, e Enoh, aos 28 minutos, tentaram em combinações com Banguera visar a baliza de Ricardo, mas sem qualquer perigo.

Com o jogo dividido a meio campo, vários minutos passaram sem oportunidades para as duas equipas.

Aos 38 minutos, Enoh fez um cruzamento-remate do lado direito do ataque serrano diretamente para as mãos do guarda-redes adversário.

O momento em que a equipa da casa esteve mais perto de marcar foi à beira do intervalo. Banguera novamente soltou para Gleison, que, perto da grande área, fez um disparo que obrigou Ricardo a desviar por cima do travessão.

A equipa da casa entrou determinada a empatar a partida, e esteve perto. Aos dois minutos da segunda parte, Banguera marcou o livre do lado esquerdo diretamente para a grande área varzinista, onde Filipe Cardoso antecipou-se à defensiva do Covilhã e cabeceou para a defesa incompleta de Ricardo.

Aos cinco minutos da etapa complementar, uma combinação entre Gui e Enoh, podia ter deixado o avançado camaronês isolado frente a Ricardo. Valeu o corte em carrinho do lateral do Varzim, Tiago Cerveira.

Gleison tentou a sorte de fora da área aos 8 minutos da segunda metade, mas saiu ainda longe da baliza.

O Varzim começou então a dividir mais a posse de bola, com o jogo a entrar num ritmo mais monótono e sem perigo para nenhuma das balizas. Os dois técnicos aproveitaram este período para as substituições. O Covilhã fez entrar Léo Cá e Daffé para as saídas de Gleison e Areias. Já Paulo Alves fez entrar Stanley para o lugar do apagado Yusuf.

O empate chegou à passagem dos 23 minutos da segunda metade. Canto curto, Banguera passou a Gui, que cruzou para Filipe Cardoso mais alto do que todos os outros a cabecear a bola para dentro da baliza junto ao poste direito. O guarda redes forasteiro ainda tocou na bola, mas o árbitro não teve dúvidas a assinalar o golo do Sporting da Covilhã.

O empate acordou a equipa da casa que voltou a estar mais perto da baliza de Ricardo, através, sobretudo, das laterais. Aos 41 minutos da segunda parte, os serranos viraram mesmo o resultado. Léo Cá cruzou rasteiro para centro da grande área do Varzim, com André Micael a desviar para a baliza perante a pressão do ponta de lança Daffé. O técnico do Varzim deixou então “meter a carne toda no assador”. A Irobiso no ataque que já tinha entrado antes do segundo golo dos da casa juntaram-se Lessinho e Renteria.

No entanto, a equipa da casa manteve a organização defensiva nos últimos minutos perante a pressão do Varzim. Já nos descontos, Lessinho rematou rasteiro fora da área perto do poste esquerdo da baliza de Léo.

Apesar do ligeiro ascendente do Varzim na primeira parte, o Sporting da Covilhã fez por merecer a vitória e somar os três primeiros na Segunda Liga. O Varzim somou a primeira derrota.

A FIGURA

O Sporting da Covilhã ainda não tinha somado qualquer ponto e viu a saída de Daúto Faquirá depois do última partida frente ao FC Vizela a meio da semana.
Fonte: SC Covilhã

Edwin Banguera – O lateral pode não ter marcado, mas foi o elemento que lançou mais vezes os ataques da equipa da casa. O colombiano assistiu de livre Filipe Cardoso, que cabeceou para o empate na partida. Merece continuar no onze.

O FORA DE JOGO

 

André Micael – A dupla de centrais não esteve totalmente segura a nível aéreo durante todo o jogo. No entanto, só na segunda parte é que os resultados ficaram à vista no primeiro golo do Covilhã. Já no segundo, André Micael acabou por desviar para a baliza ao tentar que a bola não chegasse a Daffé.

 ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Capucho optou por um esquema diferente de Daúto Faquirá, com várias alterações no onze. Um esquema de 4x4x2 com Banguera como novidade no lado direito da defesa. Filipe Cardoso juntou-se a Gilberto no meio campo para equilibrar, com Gleison e Gui mais adiantados a apoiarem Areias e Enoh. Assim, a tática por vezes alterava para 4X2X4 durante o momento ofensivo dos serranos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (7)

Edwin Banguera (8)

Jaime Simões (7)

André Almeida (7)

Jean Philippe (7)

Gilberto (7)

Filipe Cardoso (8)

Gleison (6)

Gui (7)

Lewis Enoh (6)

Rui Areias (6)

SUBS UTILIZADOS

Léo Cá (7)

Daffé (7)

João Cardoso (-)

Joel Vital (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC

Paulo Alves manteve o 4x3x3 com duas alterações no onze: o central Douglas e para o meio campo o ex-FC Porto B, Rui Moreira. Com uma unidade fixa no centro do ataque, Yusuf, a equipa apostou sobretudo nos flancos. Fatai e Ofosu exploraram os corredores com a sua velocidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo (6)

Tiago Cerveira (6)

André Micael (5)

Douglas (6)

Rui Silva (6)

Temberg (6)

Rui Moreira(6)

André Vieira (7)

Fati (7)

 George Ofosu(7)

Yusuf (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Stanley (6)

Irobiso (6)

 Lessinho(-)

 Rentería(-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Varzim SC

BnR: O Varzim veio para o jogo com o objetivo de o dominar?

Paulo Alves: Nós queríamos ter o controlo, mas sabíamos que o Covilhã iria reagir na segunda parte. Tivemos um bom controlo do jogo na primeira parte. Apesar dos alertas, a equipa jogou apenas com o relógio, à espera que o tempo fosse passando. Devíamos ter sido mais objetivos na procura do segundo golo.


SC Covilhã

BnR: Como foi preparar o jogo num espaço tão curto de tempo [só preparou um treino da equipa]?

Capucho: Tentei não alterar o contexto coletivo. Meter os jogadores nas posições normais deles. Alterei três ou quatro posições porque conheço os jogadores. Dei um bocadinho de experiência à equipa, e a equipa deu uma boa resposta. Aquilo que digo àqueles que não jogaram é que, se quiserem jogar, têm de estar preparados para quando surgir a oportunidade, como aqueles que o fizeram este jogo. Entraram, reforçaram e deram frescura à equipa. A equipa ficou melhor com a entrada deles.

Artigo revisto

Antevisão GP Rússia: Os recordes de Schumi cada vez mais perto…

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A ANTEVISÃO: SOCHI É TERRA DE MERCEDES

Estamos no fim-de-semana do Grande Prémio da Rússia, na pista de Sochi que traz aos fãs uma sensação de desprezo ou apenas indiferença. Não é o circuito mais entusiasmante, e tem sido, nas últimas seis temporadas, uma fortaleza da Mercedes. Este ano, esse caminho não parece mudar, com Lewis Hamilton (Mercedes) a garantir a sua 96.ª pole position da carreira, sendo que se encontra cada vez mais próximo do recorde de 91 vitórias de Michael Schumacher, que pode ser igualado já amanhã. O britânico passou quase todas as sessões atrás do colega de equipa Valtteri Bottas, mas, na hora da verdade, foram mais de seis décimos de diferença entre os dois pilotos. Hamilton ainda apanhou um susto, após o aparatoso acidente de Sebastian Vettel (Ferrari), que trouxe a bandeira vermelha, com o piloto da Mercedes a conseguir realizar a sua volta na Q2 a apenas um segundo do final da sessão.

Bottas ficou atrás do britânico, mas não foi a habitual dobradinha alemã. Desta vez, vemos Max Verstappen (Red Bull) «ensanduichado» entre os dois, o que poderá criar alguma intriga na corrida de um quilómetro da linha da meta à primeira curva. O piloto da Red Bull nunca esteve muito próximo durante os treinos, sendo que este aparentava ser mais um fim-de-semana difícil para a equipa austríaca. Porém, na qualificação, o “Leão Holandês” conseguiu tirar tudo do carro para começar lado a lado com Hamilton. Do outro lado da garagem, Alexander Albon volta a deixar muito a desejar, após o pódio em Mugello. Desta feita, fica a perto de 1,2 segundos do colega de equipa, começando na 10.ª posição. Os problemas de qualificação de Albon continuam sem resposta.

Os “Pantera Cor-de-Rosa” da Racing Point mostraram um bom ritmo durante os treinos, em particular Sergio Perez, que, na qualificação, apesar de não ter as novas evoluções que Lance Stroll recebeu, conseguiu uma fantástica quarta posição, que acabou por surpreender quem esperava ver por aí um carro amarelo. Já Stroll teve problemas mecânicos mesmo antes do recomeço da sessão após a bandeira vermelha no Q2, e acabou por ter de desistir, começando em 13.º.

O carro amarelo que mencionei anteriormente foi o Renault de Daniel Ricciardo, que, a certo ponto, aparentava estar preparado para subir um dos degraus do pódio. Durante os treinos, Ricciardo e Esteban Ocon mostraram sempre um excelente ritmo, e, até à última volta da qualificação, pareceram sempre os “melhores dos outros”. Contudo, Ricciardo irá começar a corrida em quinto e Ocon em sétimo.

Para os outros motores Renault em competição, ou seja, McLaren, vimos mais uma sessão dentro do expectável perante o que demonstraram nos treinos. É um carro competitivo, que, mantendo as posições na primeira volta, tem tendência a tornar-se muito rápido no final da corrida, quando há menos combustível. Carlos Sainz continua a recuperação do início do ano mais tímido: começará em sexto, com Lando Norris em oitavo.

Os Alpha Tauri voltam a ser o “próximo carro”, com Pierre Gasly mais uma vez a colocar-se no top 10, em nono, bem distante do colega de equipa Daniil Kvyat, que, a jogar em casa, não foi além de 12.º. A Scuderia Ferrari continua a campanha sofrível que marca este ano, desta vez com os dois carros fora do top 10. Uma desilusão, tendo em conta que nos treinos mostraram ritmo para chegar à Q3. Sebastian Vettel, como já foi referido bateu muito forte à saída da curva quatro, começando em 15.º, e Charles Leclerc, apesar de conseguir mais uma volta, não vai além de 11.º.

Das peças finais do puzzle que é a grelha de partida, apenas George Russell (Williams) conseguiu chegar à Q2, com os suspeitos do costume da Haas, Alfa Romeo e o outro carro da Williams a preencher o final da grelha.

Sochi não tem por hábito dar corridas interessantes aos fãs de Fórmula 1, e, na análise de ritmo de corrida, os Mercedes estão, mais uma vez, muito acima de qualquer outro pretendente. Dito isto, os primeiros 20 segundos da corrida geralmente são essenciais, com a gigantesca reta até à primeira curva, e onde já vimos que ter pole position pode até ser prejudicial. De relembrar que no ano passado, Sebastian Vettel passa de terceiro para primeiro nessa mesma reta, e liderou grande parte da corrida até o motor Ferrari morrer. Este domingo, não veremos isso com carros vermelhos, por razões óbvias, mas pode significar uma oportunidade de ouro para Sergio Perez ou Valtteri Bottas aproveitarem o vácuo criado pelos dois homens da frente. Max Verstappen também começa na frente, e pode levar a uma batalha interessante com Lewis Hamilton.

Se tal não acontecer, e Lewis Hamilton voltar a passear para a vitória, serão 91 vitórias na carreira e mais um recorde de Michael Schumacher derrubado. Eu não me importo com isso – algum dia teria de acontecer-, mas espero que não seja tão fácil assim.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Podcast BnR T1/EP4: Os 5 melhores jogadores da Premier League

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No quarto episódio do Podcast Bola na Rede, o tema foram os cinco melhores jogadores da Premier League (Liga Inglesa) ao entrar para a época 2020-21.

Com os comentários do Afonso Santos, Pedro Palma e Tiago Serrano, e a moderação do Leonardo Costa Bordonhos, foram vários os nomes abordados neste episódio. O Liverpool FC dominou as listas dos nossos comentadores, houve surpresas logo desde início, e o Tottenham de José Mourinho também foi tema de conversa dada a contratação de Gareth Bale.

Ao longo de mais de uma hora de discussão futebolística, o único ponto que não esteve aberto para debate foi o “prémio” de melhor jogador da Liga Inglesa ao entrar para 2020-21. Se queres saber quem foi o premiado, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo noSpotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

SC Braga 0-1 CD Santa Clara: Açoreanos vencem e dormem na liderança

A CRÓNICA: GOLO MADRUGADOR COLOCA BRAGA EM AFLIÇÕES

Bastaram cinco minutos de futebol para Thiago Santana assinar o seu terceiro golo na edição 2020/2021 da Liga Portuguesa e colocar o CD Santa Clara em vantagem na Pedreira. Vendo-se em vantagem perante um adversário teoricamente mais forte, os açoreanos não tiveram medo de jogar mais recuados e focaram-se em fechar a porta ao perigoso ataque bracarense.

O primeiro momento que poderia ter dado o empate veio dez minutos depois, com um livre direto a ser batido rasteiro, com Marco Pereira a evitar males maiores sobre a linha de golo. Pouco depois, André Horta até colocaria a bola dentro da baliza após excelente jogada individual de Paulinho, mas o lance acabou anulado por fora de jogo de Francisco Moura. Até ao intervalo, o Braga teve mais bola, mas não encontrou o caminho do golo e até foi o Santa Clara a estar mais próximo do segundo aos 32 minutos.

Para o segundo tempo, Carvalhal lançou Galeno e Iuri Medeiros em campo, mas o jogo não mudou de figurino: o Braga teve mais controlo do esférico, mas continuou incapaz de bater Marco Pereira. Galeno teve um falhanço e houve também uma bola na barra e um corte crucial de João Afonso.

No entanto, o jogo acabou por não ter grande emoção e os visitantes conseguiram defender a vantagem e somar a segunda vitória consecutiva, ficando, pelo menos por uma noite, com a liderança do Campeonato. Já o Braga tem um arranque para esquecer – não perdia os dois primeiros jogos da Liga desde 1999/2000 – e começa a ficar em aflições num ano em que tinha intenções de discutir o título.

 

A FIGURA

Marco Pereira – Várias intervenções de qualidade a negar o golo ao Braga e excelente qualidade de passe na reposição de bola. Viu amarelo por demorar demais num pontapé de baliza, mas não se pode criticar tal ação em demasia.

 

O FORA DE JOGO

Carlos Carvalhal – Dois erros podem ser apontados ao técnico bracarense. Em termos táticos, foi incapaz de colocar o eixo central da sua equipa a funcionar da melhor maneira. A somar a isso, faltou atitude durante todo o desafio a um conjunto da casa que nunca foi suficientemente aguerrido.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa da casa mudou algumas caras no onze face à derrota no Dragão, mas não se pode dizer que tenha havido grande novidade no 4-3-3 apresentado na primeira partida oficial em casa da temporada. Paulinho foi um perigo sempre que tinha a bola, mostrando estar realmente entre os melhores do campeonato, mas Ricardo Horta não apareceu a nível que nos habituou e, acima de tudo, o meio-campo arsenalista nunca se encontrou, condenando a equipa a carburar sempre a meio gás.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (5)

Carmo (5)

Bruno Viana (5)

Sequeira (6)

Francisco Moura (4)

André Horta (5)

Al Musrati (3)

Fransérgio (4)

Paulinho (6)

Ricardo Horta (5)

SUBS UTILIZADOS

Galeno (5)

Iuri Medeiros (4)

Castro (5)

Schettine (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Organizada num sistema de 5-4-1, a equipa açoreana mostrou um cariz bastante defensivo, forçado pela qualidade do adversário, mas também de forma ajustada ao golo madrugador. O conjunto do Santa Clara foi sempre competente e sólido na ação defensiva, mas também não abdicou de tentar visar a baliza à guarda de Matheus. Thiago Santana foi ameaça na primeira parte, mas a equipa perdeu um pouco de fulgor com a entrada de Crysan. Ainda assim, essa veia ofensiva foi suficiente para não permitir que o Braga se instalasse confortavelmente no domínio do encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (8)

Rafael Ramos (6)

Mikel Villanueva (8)

João Afonso (7)

Mansur (6)

Rashid (6)

Anderson Carvalho (5)

Salomão (7)

Jean Patric (5)

Thiago Santana (7)

Carlos Júnior (5)

SUBS UTILIZADOS

Crysan (4)

Romão (5)

Lucas (-)

Ukra (-)

Sagna (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: O Thiago Santana saiu tocado ao intervalo. Já sabe se será algo com consequências só para hoje ou se implicará uma paragem?

Daniel Ramos: Não sei. Só me apercebi já mesmo no balneário que ele estaria limitado e que provavelmente não estaria disponível para a segunda parte. Ele escorregou e tem ali um problema muscular. Vamos avaliar e tentar perceber se ele vai ser solução para o próximo jogo. Ainda não sabemos.

Outras declarações:

«Na segunda parte, tivemos mais dificuldades em fechar espaços».

«A equipa no seu todo foi sempre muito disponível. Foi muito equipa, muito unida».

«Temos a satisfação de ir para casa com o dever cumprido. Vão ver um Santa Clara a dar luta a toda a gente e a conseguir, muitas vezes espero eu, conquistar pontos».

«Melhor do que duas vitórias, só três».

SC Braga

O BnR não colocou questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Outras declarações:

«Acho que este é um jogo fácil de analisar».

«Fiquei com a sensação de que ao intervalo o empate era o resultado que mais se ajustava».

«Na segunda parte, o jogo teve um só sentido».

«Neste jogo, ficaria triste com um empate».

«Não estou triste com os meus jogadores, bem pelo contrário».

«[Sobre o golo anulado] Há lances que é só ver».

Artigo revisto

Boavista FC x FC Porto: 5 dados estatísticos para o dérbi da Invicta

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O FC Porto continua a sua defesa do título com mais um jogo complicado. Depois do confronto com o SC Braga na primeira jornada, os dragões fazem agora a curta viagem até ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC.

Por si só, este jogo tem sempre já algum interesse. É o dérbi da Invicta e sempre um motivo de orgulho. Mas este em particular irá certamente merecer mais atenção do que o normal. Isto porque o Boavista FC, que nos últimos anos tem feito épocas aceitáveis, mas sem grande espetacularidade, tem agora uma parceria com o LOSC Lille… e o investimento foi forte. Contrataram um treinador que foi uma das grandes revelações da Segunda Liga no ano passado e que aposta num bom futebol, e foram ainda reforçar-se muito bem no mercado.

PROMETE SER UM DÉRBI CHEIO DE EMOÇÃO! CAMPEÃO EM TÍTULO PERANTE UMA EQUIPA QUE ESTÁ A MONTAR UM PROJETO SÓLIDO E A TER EM CONTA. QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Enquanto que normalmente este jogo se define na capacidade ou não do Boavista FC em defender bem a sua área, não vai ser esse o caso do jogo de amanhã, pelo menos em princípio. Será um jogo com duas equipas a querer ter bola, a querer atacar e isso só beneficia o espetáculo que é o futebol. Desta forma, aqui vão cinco dados interessantes para o encontro.

Antevisão | Os 5 leões que já foram castores e vice-versa

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O Sporting CP está prestes a estrear-se nas competições nacionais, ao defrontar o Paços de Ferreira, no próximo domingo, na Capital do Móvel, depois da estreia europeia, onde os leões bateram os escoceses do Aberdeen por 1-0 e Tiago Tomás se estreou a marcar em jogos oficiais.

Início atípico do campeonato: devido aos casos de coronavirus detetados no plantel leonino e gilista, o jogo da primeira jornada foi adiado. Actualmente, a equipa de Alvalade tem 9 elementos infetados. Contudo, a bolha criada no Algarve permitiu controlar o surto dentro do grupo.

O Paços de Ferreira conquistou um ponto na primeira jornada, depois de enfrentar os algarvios do Portimonense. Jogo com final de loucos e resultado estabelecido em 1-1.

Esperam-se duas equipas ainda a tentar traduzir as ideias do treinador em campo, à procura de aumentar o ritmo de jogo. No entanto, nesta fase do campeonato, é normal que os índices físicos não estejam ao nível pretendido pelas duas equipas.

Segundo as estatísticas, os leões levam vantagem absoluta nos últimos cinco jogos frente aos castores, somando só vitórias.

Para lançar a antevisão deste jogo, trouxe a este artigo uma lista de cinco jogadores que já representaram as duas equipas. Seguramente, todos eles são caras bem conhecidas dos adeptos de ambos os clubes.

«A minha maior mágoa foi não ficar no FC Porto» – Entrevista BnR com Cláudio Pitbull

A viver uma nova vida no ramo das apostas desportivas, Cláudio Pitbull atende-nos a partir do escritório no Brasil, onde trabalha rodeado de memórias da carreira de jogador. Outrora uma das maiores promessas do Grêmio, chegou à Europa aos 23 anos para jogar no FC Porto, mas depois de um jogo para a Liga dos Campeões frente ao Inter MIlão, deixou de ter oportunidades e andou de empréstimo em empréstimo até acabar contrato. Numa carreira que passou por Brasil, Arábia Saudita, Turquia e Roménia, foi em Portugal que ganhou destaque, com passagens por Académica OAF, CS Marítimo e Gil Vicente FC, mas foi ao serviço do Vitória FC que somou mais sucesso ao conquistar a primeira edição da Taça da Liga. Eis Cláudio Pitbull, em exclusivo, no Bola na Rede.

-A nova vida de Pitbull e o início promissor de carreira no Grêmio-

«Em Portugal retardam muito os jogadores. Há muitos jogadores prontos que podem jogar e deixam-nos jogadores de fora até aos 20 ou 21 anos»

Bola na Rede: Cláudio, os adeptos portugueses perderam-te o rasto nos últimos anos. Que é feito de ti?

Cláudio Pitbull: Agora estou a viver no Brasil depois de 15 anos aí em Portugal. Encontrei uma namorada, acabou por mudar-me os planos e agora montei um escritório virado para apostas desportivas.

Bola na Rede: Mas com uma empresa mesmo? Um site?

Cláudio Pitbull: Sim. Fiz uma parceria com uma casa de apostas e comecei a envolver-me nisso há um mês e pouco. Depois de parar de jogar, ficamos sem rumo, não sabemos o que fazer, se vai abrir uma escola de futebol – que eu gosto bastante de trabalhar com miúdos – mas como eu já gostava disto e cheguei a fazer alguns cursos, é uma coisa que vou fazer.

Bola na Rede: Era uma coisa que um jovem Cláudio Pitbull, a começar a aparecer no Grêmio, acreditava que ia fazer um dia?

Cláudio Pitbull: Acho que não, porque quando temos 18 anos fazemos muita besteira. Temos a cabeça completamente diferente de quem tem quase 40 anos. Agora já pensamos de uma maneira diferente.

Bola na Rede: Por falar no início da tua carreira, começaste como sénior no Grêmio. Também fizeste toda a formação em Belo-Horizonte?

Cláudio Pitbull: Não, comecei no Grêmio dos 11 até aos 21. Jogava na rua e numa escola de um ex-jogador do Grêmio, que já faleceu, que era o Tarcísio. Estava a jogar num campinho de rua e mandaram-me fazer um teste lá no Grêmio, acabei por passar e fiz toda a formação lá, foram 10 anos.

Bola na Rede: Que craques apanhaste nessa altura?

Cláudio Pitbull: Apanhei muita gente, mas destacar o Ronaldinho Gaúcho, sem dúvida. O que ele fazia nos treinos era uma coisa de outro Mundo.

Bola na Rede: Também tinhas destaque na formação ou ficavas na «sombra»?

Cláudio Pitbull: Sempre tive destaque nas categorias de base. Se não me engano, fui um dos maiores artilheiros da formação do Grêmio, desde os iniciados até a profissional.

Bola na Rede: Quando chegaste aos seniores, as pessoas apontavam que ias chegar onde?

Cláudio Pitbull: É assim, hoje é muito mais fácil. Aí em Portugal, cria-se uma barreira muito complicada. Aqui no Brasil, no meu tempo, era muito difícil com 16 anos estar no profissional. Eu com 16 anos já estava nos seniores e com 17 fiz a estreia. Acho que aí em Portugal retardam muito os jogadores. Há muitos jogadores prontos, tanto no Sporting CP, SL Benfica, FC Porto que podem jogar e deixam-nos de fora até aos 20 ou 21 anos e já é muito tarde…

Bola na Rede: E esse jogo de estreia, com o Botafogo? Como lidaste com a pressão?

Cláudio Pitbull: Sinceramente, eu estava todo cagado [risos]. Estava assustado, olhava para a torcida, tinha 30 ou 40 mil pessoas… Não há como dizer que não se fica assustado. Mas com o tempo vais aprendendo e esquecendo os adeptos e consegues ficar à vontade para jogar.

Bola na Rede: O teu início de carreira foi particularmente positivo em termos coletivos, porque ganhaste dois campeonatos gaúcho e a Copa do Brasil. Como foram essas experiências?

Cláudio Pitbull: Foi muito bom porque eu era miúdo e estava a jogar com jogadores de renome como Zinho, que foi tetracampeão pelo Brasil, apanhei uma fornada boa e, quando assim é, tem de se aproveitar. Aprendi muito com esse plantel e a mesma coisa quando cheguei ao FC Porto. Encontrei uma equipa só de campeões e foi uma experiência muito boa para mim.

Bola na Rede: Como foi trabalhar com o Tite?

Cláudio Pitbull: O Tite desde cedo mostrava ser um grande treinador. Em 2000 foi campeão pelo Caxias, onde conseguiu um feito que, até então, era muito difícil. Em 2001 veio para o Grêmio e fomos campeões. Era um treinador que mostrava muita competência, muito dinâmico nos treinos e foi-se aperfeiçoando. É por isso que chegou onde chegou.

Bola na Rede: Aos 19 anos, começaste-te a destacar no Grêmio. Que contributo tiveste na conquista da Copa do Brasil?

Cláudio Pitbull: Tive dois jogos em que entrei e consegui fazer… É claro que nenhum jogador muda o jogo, a não ser os craques como Messi ou Cristiano Ronaldo, mas na primeira mão da final da Copa do Brasil fui muito importante. Estávamos a perder por 2-0 em casa, eu entrei e conseguimos empatar o jogo 2-2. Depois ganhámos ao Corinthians no Morumbi.

Bola na Rede: Porque acabaste emprestado ao Juventude no ano seguinte?

Cláudio Pitbull: Porque nessa época não tinha muitas sequências de jogos. Não sei se vocês dizem esta palavra, mas havia muitos medalhões, jogadores mais velhos, com nome, dificilmente tiravas-lhes o lugar. Vou dar um exemplo: não vais tirar o Quaresma da equipa para meter um miúdo da formação. Então eu disse-lhes que queria jogar mais e disseram-me para ser emprestado. Fui para o Juventude e fiz uma excelente temporada. Depois voltei ao Grêmio e fiz uma excelente sequência de jogos e golos.

Bola na Rede: O Ricardo Gomes, treinador do Juventude na altura, influenciou-te para ir para o futebol português?

Cláudio Pitbull: É uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande. Ajudou bastante no meu crescimento, foi fantástico fora de campo, como pessoa. Ele falava muito bem de Portugal, que era um lugar muito bom para seguir caso tivesse de sair para algum lado. Pela língua, a adaptação seria mais fácil.

Bola na Rede: Depois regressas ao Grêmio, mas em 2004 têm uma temporada desastrosa, em que acabam por descer. O que se passou?

Cláudio Pitbull: Em 2003, já tivemos uma temporada ruim, escapámos na última jornada ao vencer o Corinthians. Já tinha avisado, mas em 2004 fizeram contratações erradas, muitas trocas de treinador, o grupo não era bom… Aí, já se sabe o que acontece…

Bola na Rede: Mesmo assim, fizeste uma época de destaque, com 23 golos em 50 jogos…

Cláudio Pitbull: Eu, particularmente, só joguei a segunda parte da temporada. Foram 23 golos em 30 jogos. Mas foi complicado, porque a equipa desceu de divisão. É um sentimento que carrego até hoje, é difícil… A equipa que você ama descer de divisão é muito ruim.