Início Site Página 10373

GNK Dínamo Zagreb 1-3 SL Benfica: Susto inicial não atrapalhou encarnados

ÁGUIAS VOAM ATÉ ÀS MEIAS-FINAIS

Foi já com consciência da vitória do Ajax sobre o Midtjylland (3-1) que os encarnados iniciaram a partida com o objectivo de vencerem os croatas e rumarem às meias-finais de uma competição que ainda não ganharam, apesar da presença nas finais de 2014 e 2017. Luís Castro tinha à sua disposição a equipa na máxima força, se exceptuarmos as ausências de Tomás e Nuno Tavares, consolidados estão na equipa principal.

A surpresa mais evidente foi a ausência de Ronaldo Camará na equipa inicial em detrimento de maior presença na área adversária – Henrique Araújo começou de inicio ao lado de Gonçalo Ramos, contrabalançando a abordagem croata, que deslocou a sua principal estrela, Gvardiol, central esquerdino bom de bola, para a lateral, incluindo o estreante Les na parelha com o capitão Sutalo.

E o Dínamo, para surpresa de todos, entrou melhor. Mais determinados no choque e na pressão, impuseram-se perante a passividade encarnada, impedindo os portugueses de construir de forma competente desde atrás. Esta avalanche tática culminou no golo de Karrica á passagem do minuto 16’, aproveitando um deslize de Tiago Araújo no corredor esquerdo.

Porém, os comandados de Luís Castro foram conseguindo inverter o rumo dos acontecimentos. Melhoraram os índices de concentração, Úmaro assumiu as despesas e levou a equipa para a frente. É dos seus pés que nasce o golo do empate após contra-ataque exemplar que termina na finalização fácil de Henrique Araújo.

A segunda parte foi completamente diferente, com o domínio encarnado desde o início e ainda mais evidente após as entradas de Henrique Jocú e Ronaldo Camará – a qualidade individual da dupla foi a estocada final num Dínamo que caiu fisicamente de forma acentuada com o avançar dos minutos.

As debilidades físicas de Gvardiol e Marin, estrelas da equipa, ajudaram ainda mais á construção da vitória encarnada que apareceu em seis minutos: aos 52’ e 58’, o Benfica explorou as alas à vez e daí saíram cruzamentos para a cabeça de Gonçalo Ramos, que não desperdiçou e fez o 1-2 e o 1-3 que se manteve tranquilamente até final. Já em período de compensação, o Dínamo viu-se reduzido a nove jogadores fruto das expulsões de Josipovic e Jankovic. O Benfica defrontará então o Ajax na próxima eliminatória, em jogo agendado para o dia 22 de Agosto.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Gonçalo Ramos – Grande exibição do prodígio. Oferece-se ao jogo em todas as ocasiões, não se esconde do choque, luta e dentro da área não perdoa – parece a antítese do avançado português comum, e talvez assim se explique o sucesso recente e a sua ascensão meteórica no universo encarnado. Nota 10.

O FORA DE JOG

A academia do SL Benfica é uma das melhores escolas de formação do mundo, tendo formado nos últimos anos vários jogadores que figuram em grandes europeus.
Fonte: SL Benfica

Paulo Bernardo – Nunca apareceu verdadeiramente na partida. Engolido por Duvnjak e Jankovic, teve dificuldades em lidar com o poderio físico croata e nunca conseguiu explanar o seu talento de forma consistente. Melhorou com a entrada de Ronaldo Camará, soltou-se numa altura em que o Dínamo já não tinha argumentos para procurar outro resultado e talvez seja por aí que a sua prestação não tenha sido totalmente negativa.

ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica

Em 4-4-2 no papel, cedo se viu que Dantas nunca foi pensado para cumprir o papel na ala – essa entregou-a a Tiago Araújo vindo de trás – ocupando sim terrenos mais centrais junto de Rafael Brito. Paulo Bernardo tinha liberdade para subir, mas perdeu-se na tentativa arrojada de Luís Castro. A equipa não lidou bem com a entrada atrevida dos croatas, com a pressão alta a condicionar a saída curta e a obrigar muitas vezes ao passe longo inconsequente. A equipa foi melhorando, entrou mais organizada ao intervalo e a entrada de Ronaldo Camará foi crucial para a superioridade no centro do terreno, na segunda metade. Úmaro, sempre aberto á direita, foi o farol ofensivo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Kokubo (5)

João Ferreira (4)

Pedro Álvaro (6)

Morato (6)

Tiago Araújo (7)

Rafael Brito (6)

Dantas (7)

Paulo Bernardo (4)

Úmaro Embaló (7)

Gonçalo Ramos (8)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Araújo (5)

Henrique Jocú (6)

Ronaldo Camará (8)

Samuel Pedro (-)

Duk (-)

ANÁLISE TÁTICA – GNK Dínamo Zagreb

No habitual 4-1-4-1 de Igor Jovicevic, que entretanto foi promovido aos A’s, o novo treinador Goce Sedloski manteve as rotinas principais que levaram a equipa a eliminar Manchester City e Bayern. Em processo defensivo a equipa alternava entre a linha média de cinco, com Julardzja a acompanhar Duvnjak e Jankovic no centro, libertando-se quando a bola alternava de central, juntando-se a Fotso na linha avançada, posição que mantinha em posse, procurando espaço entre-linhas. Gvardiol, a surgir hoje pela ala esquerda, associou-se bem a Marin e os dos dois vinha normalmente o maior perigo croata.

ONZE INICIAL E PONTUAÇOES

Josipovic (5)

Batistic (5)

Sutalo (6)

Les (5)

Gvardiol (7)

Duvnjak (5)

Jankovic (6)

Julardzja (5)

Marin (7)

Fotso (4)

Karrica (6)

SUBS UTILIZADOS

Kapitanovic (5)

Parger (-)

Tomek (-)

Barisic (-)

Cavlina (-)

As 5 posições que precisam de ser reforçadas no FC Porto

0

O mercado está aí e já começa a aquecer para os lados do Dragão. Cláudio Ramos e Carraça foram anunciados oficialmente esta semana como novos atletas do FC Porto, mas não vêm colmatar totalmente algumas lacunas no plantel dirigido por Sérgio Conceição. Com o rumor de que poderão haver saídas de peso como as de Alex Telles, Otávio e grande parte dos avançados portista, é importante que se faça um raio-x ao plantel e perceber onde é essencial colmatar algumas posições.

Posto isto, elaborámos uma lista de cinco posições onde haverá alguma urgência de reforços. Alguns já poderão estar a caminho e outros ainda poderão ainda nem ser rumores de capa de jornal, mas certamente que o FC Porto está neste momento à procura de atletas capazes de conquistar ainda mais títulos.

Previsão dos prémios individuais da NBA: MVP #1

0

Com a longa paragem que a pandemia provocou no desporto mundial, os responsáveis da NBA repensaram na forma de atribuir os prémios individuais (que apenas são atribuídos no final da época)  e optaram por apenas avaliar a perfomance dos atletas até à data 11 de Março (data do cancelamento da liga).

Dito isto, tudo o que acontece na “bolha” em Orlando, não entra para as contas. Aliás, para auferir maior entusiasmo e mais um aliciamento para os adeptos, a liga norte americana anunciou que iria haver prémios específicos apenas para o momento do pós-suspensão (Damian Lillard acabaria por ser anunciado como MVP da “bolha”).

Ora, com o recomeço da competição, a NBA anunciou os nomeados aos respetivos prémios individuais: MVP, defensor do ano, jogador com maior evolução, rookie do ano, treinador do ano e o sexto homem do ano.

Neste artigo iremos avaliar as escolhas para o prémio de jogador mais valioso (MVP) e tentar determinar o vencedor justo para o respetivo prémio.

Foto de capa: NBA

Os 10 melhores marcadores da história da Liga dos Campeões

A Liga dos Campeões é a melhor prova de futebol a ser disputada em todo o mundo. Não se tratando de uma competição interna, só nela se podem defrontar os gigantes dos grandes países, que colocam frente a frente realidades que são, ano após ano, bem distintas. Esta é, sem margem para dúvidas, a competição onde todos os clubes querem estar e onde todos os jogadores sonham chegar e fazer história.

O que hoje conhecemos como Liga dos Campeões nem sempre teve este nome, sendo chamada, em tempos bem passados, de Taça dos Campeões Europeus. A alteração deu-se em 1992, mas o estatuto de melhor prova do mundo manteve-se até aos dias de hoje.

Desde a sua inauguração, em 1955, que este é um espaço que só tem lugar para os melhores, cuja história ficará para sempre escrita nos grandes livros do desporto. E ainda que os rakings estejam em constante alteração devido à enorme qualidade e à grandiosidade dos números praticados pelos jogadores, fazemos uma lista dos dez melhores marcadores de sempre da história da Liga dos Campeões, que destaca nomes que ficarão para sempre ligados ao nome da competição.

Sporting CP faz jackPote

0

Pedro António Pereira Gonçalves, mais conhecido por Pote, é o mais recente reforço do Sporting CP para a época 2020/2021. O jovem de 22 anos assinou um contrato válido por cinco temporadas e deverá custar uma verba a rondar os 6,5M€ por 50% do seu passe desportivo.

Fazendo praticamente toda a sua formação no SC Braga, saiu ainda como júnior para o Valência CF acabando mais tarde por ingressar no Wolverhampton FC, onde inclusive se estreou na equipa principal. Contudo regressou a Portugal e foi no FC Famalicão que demonstrou todo o seu rendimento e o seu potencial, que despertaram a atenção de vários clubes.

Trata a bola de forma diferenciada e demonstra uma enorme capacidade quer com bola quer sem bola, demonstrado ser inteligente e com bom sentido posicional, boa capacidade de concentração e sempre com intensidade.

Fonte: SofaScore

As suas características fazem de Pote um médio de características mais ofensivas e praticamente um número 10: importante na criação, associado à sua visão de jogo com a qualidade no passe. Pote registou números impressionantes no que toca a passes bem-sucedidos para quebrar a última linha adversária, estando constantemente à procura de alimentar os seus companheiros no último terço do terreno.

No 3x4x3 de Rúben Amorim e olhando para o passado e para o que foi o perfil dos médios leoninos – mais físicos, de equilíbrio, com maior raio de acção e com pouca participação na construção – Pote poderá ser um elemento útil a partir da ala direita sendo que o médio português também se destaca pelo seu perfil associativo e pelo que consegue fazer a jogar entrelinhas e dentro do bloco adversário.

No entanto, no meio-campo com o duplo-pivot poderá ser utilizado na ausência de Wendel, podendo até dar mais qualidade na primeira fase de construção e oferecer maior flexibilidade ao papel dos médios leoninos.

Um jovem com qualidade e potencial que revela ser uma boa aquisição para o Sporting CP e que certamente irá dar muitas alegrias aos sócios e adeptos leoninos.

Bem-vindo, Pote!

Foto de Capa: FC Famalicão

A modernidade líquida segundo Francisco Geraldes (Adaptado)

0

Há alguns dias deparei-me com um texto escrito pelo nosso Francisco Geraldes onde fazia uma reflexão sobre a superficialidade e o descarte fácil, apoiando-se numa obra do filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman: A modernidade Líquida.

Segundo ele (e eu concordo), vivemos numa sociedade que descarta o que não nos serve, preferindo tornar-nos numa sociedade de consumo do que numa que cuida, trata, recicla.

No seu texto, Francisco Geraldes serviu-se de uma planta doente, e da opção mais fácil que lhe foi proposta. Deitar aquela fora e comprar uma nova. Tenho a certeza de que esta seria a opção de pelo menos 90 por cento dos que estão a ler este texto, não só pelo desejo de consumo, mas também pelas vidas ocupadas que vivemos, sem tempo a perder.

Ao ler este texto, comecei a pensar se ele não estaria a refletir naquele texto a sua própria situação profissional, colocando-se ele no papel da planta e o seu clube e o próprio futebol como a sociedade de consumo.

Segundo a comunicação social, Geraldes será um dos jogadores a dispensar pelo Sporting CP nesta pré-época. A perceber pela utilização e rendimento do mesmo, será fácil acreditar nesses rumores. E esse cenário poderá estar a ser encarado pelo jogador como o descarte fácil do clube que o ajudou a crescer e formar, apesar de nunca apostar muito, cuidar e aproveitar a qualidade que o mesmo apresenta.

Bem sei que muitos já perderam a fé nele, e em muitos outros do plantel do Sporting CP, no entanto, eu, neste caso específico continuo a achar que o Sporting CP, nestes últimos anos apenas não tem demonstrado um futebol seguro, consistente e de posse para que este jogador possa exponenciar a sua forma de jogar.

Por ser um jogador não muito rápido, precisa de um futebol de muita posse, com poucas correrias de passe longo, que tenha ao seu lado quem pressione para deixar para si a função de pensar e decidir o jogo. E o treinador atual fomenta esse tipo de jogo, se não me engano.

Eu continuo a apostar em cuidar deste jogador ao invés de o descartar, porque já o vi a jogar bem noutros clubes. E por que raio não o conseguirá no Sporting CP? Aliás, porque é que tantos jogadores fazem grande temporadas em outros clubes, quando foram dispensados pelo clube leonino? Só não servem no Sporting CP? Ainda se no Sporting CP abundassem jogadores de qualidade…

Geraldes
A primeira titularidade de Geraldes no Sporting CP chegou apenas na época transata, em 2019/20
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por sempre ter gostado do jogador, nesta situação prefiro ver o copo meio cheio e pensar que talvez não devêssemos descartar os jogadores de uma forma tão fácil e apostar mais em perceber as necessidades que alguns jogadores de qualidade têm para poderem melhorar o seu rendimento.

Eu sei que é bem mais fácil ver alguns jogos, olhar para o rendimento e decidir que não serve, até porque se podem ir comprar mais cinco ou seis para poder pagar comissões chorudas, mas, segundo alguns, o clube não vive uma situação financeira muito abastada. Para andarmos a gastar dinheiro em jogadores com historiais físicos pouco abonatórios com a agravante de estarem parados há um longo período ou outros que, apesar da sua longa experiência, ainda não tenham conseguido comprovar o seu valor por onde passaram, parece-me menos arriscado apostar em tentar retirar maior rendimento dos que temos e sabemos terem qualidade.

Se calhar não é muito difícil e a solução pode até ser simples, desde que paremos e nos concentremos em cuidar dos que temos, em vez de irmos a correr comprar camionetes de jogadores deste ou daquele empresário. Afinal, a planta só precisava de ser borrifada com uma mistura de água e leite. Talvez nos saísse mais barato parar, observar os jogadores que temos, criar um modelo onde eles sejam mais fortes do que contratar, experimentar e dispensar até acertar.

Um dos aspectos que penso estar a falhar no Sporting CP, além de muitos outros, é a questão psico-social. Não sei se a equipa que acompanha os atletas terá o conhecimento de apoio psicológico dos atletas, ouvir as suas necessidades, as suas preocupações, e ajudá-los.

O Olympique Lyonnais, que por acaso até está nos quatro melhores da UEFA Champions League que se disputa, tem alguém que se ocupa exclusivamente de acompanhar o dia-a-dia dos jogadores, das suas necessidades, indo ao extremo de encontrar alguém que lhes repare a máquina de lavar. Porque segundo eles, o jogador profissional tem de se concentrar em jogar e não em chegar a casa e ter de procurar alguém que lhe vá trocar uma lâmpada. Neste caso, acontece principalmente com jogadores que chegam a um país que não conhecem, com uma língua que pouco entendem. O Sporting CP terá este cuidado?

Este cuidado, este carinho, é também uma forma de motivar os jogadores, para que eles se sintam mais identificados com o clube e concentrados a ajudar a vencer. Se a planta não for cuidada e se se desistir dela à primeira folha seca, com certeza não sobreviverá.

Foto de Capa: Sporting CP

5 ascensões meteóricas de jovens jogadores

Portugal descobriu na formação de jovens talentos, uma autêntica galinha dos ovos de ouro. Se há 15 ou 20 anos, surgia um talento excepcional uma vez ao ano, geralmente num dos “três grandes”, hoje em dia surgem seis ou sete, espalhados por vários clubes, de magnitudes diferentes.

Isto deve-se à excepcional organização dos clubes e dos seus escalões jovens, que propiciam aos seus diamantes por lapidar, condições exímias para a vida escolar e profissional, e com a ajuda da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e da Federação Portuguesa de Futebol, conseguiram gerar berços de jovens talentos, ao criarem as chamadas “equipas B”, onde misturam jovens jogadores, com jogadores menos utilizados das equipas principais, que competem na Segunda Liga ou no Campeonato de Portugal, dois campeonatos extremamente duros e competitivos, e com a mais recente criação do Campeonato Nacional Sub-23, onde competem equipas formadas exclusivamente por jovens jogadores, que depois, consoante o seu grau de adaptação, ascendem às equipas B, para disputarem jogos com jogadores profissionais, ou mesmo às equipas principais.

Esta hierarquia facilita o crescimento dos jovens talentos que as nossas “canteras” albergam, porque ao subirem estes “degraus”, encontram equipas diferentes, com jogadores e exigências diferentes, que os prepara para disputar a Primeira Liga; é importantíssimo não saltar etapas, de modo a permitir uma evolução mais completa dos jogadores. Assim sendo, todos os anos, há jovens que ascendem às equipas principais e acabam por se destacar, agarrando o seu lugar e  pegando de estaca; este artigo pretende identificar as futuras novas estrelas, que já brilharam nas equipas principais do campeonato que findou.

Os 5 pontos de destaque nas meias finais da Liga dos Campeões

Se por todas as vicissitudes e pela anormal longevidade, este já seria um ano atípico, ainda mais se tornou quando vimos o desfecho dos jogos dos quartos de final, com todas as surpresas e tomba gigantes. Seguem-se as meias finais.

AS MEIAS-FINAIS DA LIGA DOS CAMPEÕES CHEGARAM E TU DECIDES QUEM PASSA… APOSTANDO! FÁ-LO COM A BET.PT!

Temos tido competição a sério, com muita qualidade e com excelentes espetáculos.

Aqui seguem os cinco pontos de especial interesse para seguirmos nesta “final four” da Liga dos Campeões, edição 2019/2020.

Carraça | reforço para a lateral direita ao estilo de Sérgio Conceição

0

Rui Filipe Caetano Moura é o seu nome, mas é conhecido como Carraça dentro do mundo do futebol. Apenas pela sua alcunha já conseguimos perceber o tipo de jogador que é. Com raça, lutador, em suma, um jogador à Sérgio Conceição, com o de bom e de menos bom que isso pode trazer.

Atua principalmente pela lateral-direita mas pode também fazer o papel de médio interior. Passou toda a sua carreira profissional ao serviço dos vizinhos Boavista FC, ainda que tenha passado duas épocas emprestado, primeiro com o Tondela e depois com o Santa Clara. Tem um título no seu palmarés, precisamente ao serviço do Tondela quando conquistou a II Liga Portuguesa em 2014/2015.

Chega ao FC Porto aos 27 anos a custo zero, depois de ter acabado contrato com as Panteras. Esta terá sido a principal razão da sua contratação, o baixo custo e consequente risco. Deve também auferir um salário relativamente baixo, especialmente quando comparado com outros jogadores do plantel portista.

O jogador vem para uma posição que tem sido algo problemática para os Dragões nos últimos anos. Depois de ter Ricardo Pereira na sua primeira época como treinador, Sérgio Conceição não encontrou um solução que o agradasse particularmente. São neste momento 6 os laterais-direitos que têm contrato com o clube, contudo, não há nenhum que seja indiscutível ou que tenha o seu lugar no plantel como garantido.

Entre as contratações recentes para a posição, destacam-se pela negativa Saidy Yanko, que nem chegou a jogar, João Pedro, que mostrou ter demasiadas lacunas no seu jogo defensivo, e Saravia, que desiludiu muito tendo em conta o valor da sua transferência. Apenas Manafá tem conseguido ter mais continuidade na equipa. Ainda assim, e por muito útil que seja no plantel pela sua velocidade e versatilidade, não tem convencido por completo adeptos portistas.

Carraça também não será um jogador para “pegar de estaca” na equipa e tornar-se um titular indiscutível. Será um bocado mais como Manafá tem sido. Um jogador de plantel útil, que pode cumprir em várias posições (chegou também a fazer jogos na esquerda pelo Boavista) e que se encaixa no estilo do treinador. Ainda que, na minha opinião, se o FC Porto fosse ao mercado, teria de ser para contratar um titular, aceito que devido aos problemas financeiros que se sentem que esta seja uma contratação que faz algum sentido.

O maior ponto negativo será que a entrada de Carraça pode muito bem significar que Tomás Esteves estará nas portas de saída do Dragão. Tem-se falado muito do interesse do Valência e parece que será mais um jovem formado no Olival que não se irá conseguir afirmar na equipa principal.

Super Rugby Aotearoa: Highlanders brilham no retorno da pandemia

0

Depois de mais de cem dias sem registar contágio local de coronavírus, a Nova Zelândia voltou a sentir os efeitos da pandemia. Assim sendo, o desporto também se viu afetado, na medida em que tiveram de ser implementadas diversas medidas para combater o surto da doença, tal como proibir a presença de adeptos nos estádios.

A cidade de Auckland tem sido a mais afetada, levando, deste modo, ao cancelamento do grande jogo da última jornada, aquele que colocaria frente a frente Blues e Crusaders. Para este embate, estavam vendidos 50000 ingressos, que esgotariam por completo o Eden Park. Por outro lado, o encontro entre Highlanders e Hurricanes foi realizado à porta fechada.

Já sob o silêncio do Forsyth Barr Stadium, os Highlanders venceram a franquia de Wellington por expressivos 38-21. Para tal, foi essencial a disciplina dos Landers no processo defensivo, ao conceder poucas penalidades e ao conquistar dez turnovers, número claramente superior à única recuperação de bola conseguida pelo conjunto da capital.

Como tem sido recorrente nesta competição, a equipa de Jason Holland não foi capaz de tirar partido de muitas das oportunidades criadas, ao contrário dos Highlanders, que foram pragmáticos nas suas visitas à área de 22 metros adversária.

Além do mais, a indisciplina e o desfasamento da line speed dos Hurricanes custou muitos pontos e perda de território.

Num jogo jogado a um ritmo elevado, foram muitas as quebras de linha e os offloads, sendo que Mitch Hunt foi umas das grandes figuras, não só nestes aspetos referidos, mas também na capacidade de interpretar a linha defensiva contrária e na tomada de decisão.

Além do defesa, Sio Tomkinson também realizou um jogo de grande qualidade. Tática e defensivamente, tem sido uma das peças mais importantes no 15 de Aaron Mauger, sendo um jogador muito seguro, seja com bola, seja sem a oval em seu poder.

A meu ver, Mitch Hunt foi o jogador da jornada, ao ser capaz de quebrar a linha por três vezes, de bater dois defensores, de percorrer 103 metros com a bola nas mãos e de marcar um ensaio. Ainda para mais, a sua explosão no ataque à linha da vantagem fez do próprio uma constante ameaça para a defesa dos Hurricanes.

Depois de dez semanas recheadas de jogos de grande nível e de estádios cheios, o Super Rugby Aotearoa foi a prova de que o Rugby neozelandês é o melhor do mundo, seja pela velocidade e pela qualidade do jogo, seja pelo ambiente criado em torno do desporto da bola oval.

Foto de Capa: Highlanders

Artigo revisto por Joana Mendes