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FC Paços de Ferreira 1-0 FC Porto: Invencibilidade portista levada pelo dilúvio pacense

Um desvio de Miguel Vieira à boca da baliza valeu ao Paços de Ferreira o regresso às vitórias, depois de cinco derrotas consecutivas. O Porto continua líder, mas perdeu na Capital do Móvel o primeiro jogo deste campeonato. O jogo foi disputado em péssimas condições climatéricas, com a chuva e, principalmente, o vento a prejudicarem a qualidade da partida.

A primeira-parte começou bastante equilibrada, com nenhuma das equipas a ganhar grande ascendente. Os portistas com dificuldades em entrar na área pacense iam recorrendo às bolas paradas para tentarem criar perigo, enquanto que os da casa iam ameaçando com alguns contra-ataques. Apesar do equilíbrio a meio-campo e os duelos físicos a serem a nota dominante até então, o Paços acabou por chegar ao golo.

Após um canto, insistência do lado esquerdo do lateral Filipe Ferreira e o defesa-central Miguel Vieira, que tinha subido à área portista para o canto, a desviar do alcance de Iker Casillas. Estavam decorridos 34 minutos de jogo. Na jogada imediatamente a seguir, Aboubakar teve nos pés o empate, mas Mário Felgueiras, como tantas vezes acabaria por acontecer durante a noite, impediu o golo com uma excelente defesa. O camaronês voltaria a tentar minutos depois numa jogada individual, mas atirou ao lado, chegando os dragões ao intervalo em desvantagem.

No segundo tempo, o Porto começou a acelerar o seu jogo, principalmente após a entrada de Otávio para o lugar do reforço Waris e ia chegando com mais perigo à área contrária. Porém, as intenções de Brahimi, Aboubakar e companhia esbarravam sempre no muro amarelo.

Os portistas nunca tiraram o pé do acelerador e acabaram por ter uma soberana ocasião para repor o empate: Rui Correia fez falta sobre Felipe na área, mas Brahimi, chamado à conversão da grande penalidade, permitiu a defesa do guarda-redes Mário Felgueiras. Os minutos seguintes foram de desconcentração portista, com os azuis-e-brancos a voltarem à carga apenas após a entrada de Hernâni para o lugar de Corona para os últimos quinze minutos (Gonçalo Paciência entretanto também já havia rendido André André).

Até ao final, Hernâni tentou agitar, mas Gonçalo Paciência mostrou-se algo desinspirado, tal como Felipe, que falhou uma bela ocasião, rematando de primeira ao lado. Pelo meio, um contra-ataque conduzido por Quiñones podia ter resultado em golo, mas o remate de Luiz Phellype foi bloqueado e Xavier atirou a rasar o poste. O jogo terminava já bem para lá dos 90, com o regresso às vitórias dos castores e o primeiro desaire em competições nacionais dos dragões esta temporada.

A noite de dilúvio na Mata Real não permitiu um jogo bonito, mas os pacenses certamente ficarão contentes com o resultado. Já a turma de Sérgio Conceição escorregou num jogo em que não se esperava que tal acontecesse, mas esta não foi claramente a melhor versão do Porto nesta época.

Foto de Capa: FC Paços Ferreira

Conciliar os estudos com a alta competição – Entrevista a Sara Neto

Não é algo muito comum nos dias de hoje, alguém conciliar os estudos universitários com a prática de um desporto fisicamente e mentalmente tão exigente como o ténis. Mas há pessoas que fogem à regra. Fomos entrevistar a atual número dois do ranking nacional, Sara Neto, que conta com um currículo muito vasto a nível nacional e, ao mesmo tempo, exerce o curso de medicina.

Bola na Rede: Sara, antes de mais, conta-nos a tua rotina diária

Sara Neto: Treino todos os dias da semana cerca de 3/4h.Tento “encaixar” os horários dos treinos no horário académico com aulas, estágios, tem que ser tudo planeado quase ao segundo. Felizmente conto com muita ajuda dos meus treinadores que conseguem arranjar o melhor horário em função da minha disponibilidade académica, bem como de alguns professores e dos meus colegas na faculdade que me apoiam e ajudam ao máximo.

BnR: Como é que consegues conciliar os estudos com o ténis?

SN: É preciso muita disciplina, e sobretudo muita paixão pelo ténis, muitos sacrifícios para conseguir arranjar tempo para tudo. Mas, com esforço e dedicação tudo se faz.

BnR: Arranjas tempo para estar com os amigos?

SN: Fora das aulas é muito complicado. Aliás, eu praticamente não vou a nenhuma festa ou encontro de estudantes universitários, porque às 23h tenho que ir descansar e recuperar para enfrentar a exigência física do ténis. Convivo com eles quase exclusivamente nas aulas, mas faz parte.

BnR: Já pensaste no que vais fazer após abandonares o desporto?

SN: Olha, para ser sincera ainda não. Claro que vai ser algo relacionado com a medicina, mas a especialidade ainda não decidi ao certo. Talvez  algo relacionado com a parte do diagnóstico clínico e da medicina interna, ramo que provavelmente será aquele que eu seguirei no futuro.

BnR : Quem é o teu ídolo no circuito WTA?
SN: Eu gosto muito da Maria Sharapova, admiro-a muito não só pela forma de jogar mas também também pela parte mental: pela sua garra, determinação e persistência.

Sara Neto é a atual número 2 do ranking português
Fonte: Facebook Oficial Sara Neto

BnR: Li que pretendes apostar mais em torneios internacionais este ano. Algum objetivo em termos de ranking?

SN: Não penso muito em termos de ranking. Sempre que entro numa competição é com o intuito de dar o meu melhor e chegar às fases mais avançadas. Obviamente que é um desejo meu poder entrar no ranking WTA, mas não é o mais importante, importa mais estar em forma nos torneios que disputar e estar o mais bem preparada possível para enfrentar a dureza da competição.

BnR: Já nos falaste do ranking mundial, mas estando tão perto de primeiro lugar no ranking nacional, não seria esse um objetivo?

SN: Eu já estou muito orgulhosa de ter chegado a número 2 nacional. Era um objetivo meu poder chegar a este patamar no ranking. Se surgisse a oportunidade de chegar à liderança, eu certamente não a ia rejeitar, mas neste ano vou-me concentrar mais nos torneios internacionais.

BnR: Os torneios em que queres apostar, são maioritariamente por cá e Espanha correto?

SN: Sim, pelo menos nesta fase inicial. Tenho em mente alguns torneios na Tunísia, no período de férias escolares, mas no imediato vou jogar torneios aqui perto, por causa das obrigações universitárias. Só nas férias de Verão terei tempo para deslocações maiores, mas a seu tempo pensarei nesse assunto.

BnR: Para terminar, mais alguma coisa que queiras acrescentar ou dizer para os leitores do Bola na Rede?

SN: Sim, quero dizer que o objetivo desta entrevista é incentivar os estudantes universitários a praticarem desporto e, mesmo que não seja de forma profissional, pelo menos como forma de adquirirem um estilo de vida saudável e ativo. Se conseguir mudar hábitos sedentários de pelo menos uma pessoa, o meu desejo já estaria realizado e quero agradecer ao Bola na Rede a oportunidade, isto é, a realização desta entrevista.

Artigo revisto por: Ana Ferreira

Testes F1: Só sabemos que nada sabemos

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A segunda semana de testes de pré-época da Fórmula 1 terminou e o que podemos concluir é o mesmo de todos os anos: não há conclusões. Os motores que mais voltas fizeram não foram os mais rápidos e, como é óbvio, os mais rápidos não foram os que mais voltas completaram. O resumo dos testes de Barcelona pode ser analisado de várias maneiras e feitios e existe apenas um fator em que todos temos de concordar. O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 2018 vai ser decidido, novamente, entre a Mercedes e a Ferrari.

Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen – com o alemão à frente do finlandês – são os donos dos melhores tempos da pré-época. Surpreendentemente, Fernando Alonso conseguiu com o seu o McLaren reservar o último lugar do pódio. E a Mercedes? Pois, a Mercedes registou o oitavo melhor tempo dos testes de pré-época. Mas, e como já referi acima, isto não quer dizer nada.

A Mercedes foi, de longe, a scuderia que mais voltas completou. Em conjunto, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas correram durante 1040 voltas: mais dois Grandes Prémios inteiros do que a Ferrari. E para percebermos o que isto significa podemos, por exemplo, pegar no caso de Alonso.

Durante esta segunda semana em Barcelona, a McLaren correu, na soma de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, 441 voltas. Ou seja, poderia simplesmente ter feito uma volta excecional, catapultado Alonso para o terceiro lugar e voltar para casa. Ao invés disso, a Mercedes concluiu mais de 1000 voltas: o que nos deixa certezas e garantias de que o carro mais fiável e consistente da grelha é apenas um.

Alonso conseguiu o terceiro melhor tempo da pré-época de 2018
Fonte: F1

E, segundo Valteri Bottas, é também o mais rápido. No último dia desta segunda semana de testes em Barcelona, o piloto da Mercedes garante que o W09 é “uma loucura”. “Nunca pilotei assim. É parecido com o do ano passado, mas os carros são bem mais rápidos este ano, sobretudo com a aderência conseguida em curva. Há curvas em que se passa tão rápido que se sente o carro a deformar”, explicou o finlandês, terceiro classificado no ano passado.

Mercedes e Ferrari à parte, Daniel Ricciardo conseguiu o quarto melhor tempo da pré-época para a Red Bull mas a equipa completou menos 250 voltas do que a Mercedes. A Red Bull permanece, em 2018, aquilo que é nos últimos dois anos: uma incógnita, pronta a atacar e a aproveitar todos os erros de Hamilton, Vettel e companhia. Ricciardo conduz o RB14 com talento e perícia e Verstappen trouxe de volta a adrenalina que só Senna imprimiu nos circuitos de F1.

Apesar do pódio das voltas mais rápidas, Alonso acabou por perder a manhã do último dia de testes devido a uma fuga de óleo no McLaren. O diretor de corridas da equipa foi sincero: o monolugar da equipa britânica não vai começar a temporada de 2018 “com a fiabilidade” desejada.

Motores, voltas, tempos e pilotos à parte, a verdade é só uma: só vamos ter uma primeira impressão do que vai ser este Campeonato do Mundo 2018 na primeira corrida do ano, dia 25 de Março, na Austrália.

Foto de Capa: F1

Perdidos no tempo: Jackson Martínez

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O atual momento do avançado colombiano que representou o FC Porto entre 2012 e 2015, realizando 136 jogos e marcado 92 golos, é uma das maiores surpresas no futebol. Um registo impressionante de um atleta a quem todos reconheciam potencial para se tornar um dos melhores e mais completos avançados do futebol mundial. Na memória dos portistas estarão sempre as melhores épocas de Jackson Martínez no futebol europeu, nas quais despertou o interesse de vários clubes europeus e rumou ao C Atlético de Madrid. Após uma época, o avançado abraçava um novo desafio na China, assinando pelo Guangzhou Evergrande FC, tornando-se um dos jogadores mais bem pagos do mundo.

Jackson Martínez atravessa uma fase complicada na carreira, com uma lesão grave nos joelhos que o afasta dos relvados desde 26 de outubro de 2016, depois de o avançado ter disputado 15 jogos pelo clube chinês, tendo marcado apenas por quatro vezes. Assim, contratado por 42 milhões de euros ao C Atlético de Madrid, o colombiano ainda não conseguiu justificar o investimento feito pela equipa de Fábio Cannavarro.

Jackson Martínez é, atualmente, uma das maiores desilusões do futebol mundial
Fonte: Guangzhou Evergrande FC

Apesar das recentes notícias sobre a sua rescisão com o clube da Liga Chinesa, Jackson Martínez continua a treinar no clube, numa altura em que se especulava o seu possível regresso à Europa para relançar a sua carreira profissional, procurando voltar à sua antiga forma. Contudo, o elevado salário do colombiano é, desde já, um entrave para grande parte das equipas europeias, uma vez que Jackson é um dos jogadores mais bem pagos na atualidade. Em ano de Mundial, e sendo praticamente certa a sua exclusão dos eleitos da Colômbia para o Mundial da Rússia, o antigo jogador do FC Porto procura agora alcançar a sua melhor forma para conseguir relançar a sua carreira.

Foto de Capa: Facebook de Jackson Martínez

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

WWE Fastlane: A estrada rumo à Wrestlemania continua

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Apesar das poucas surpresas, tal como se esperava, a mais recente edição do WWE Fastlane ajudou a definir mais combates para a Wrestlemania.

Com apenas uma mudança de campeão, AJ Styles contrariou as probabilidades e fechou o PPV com a revalidação do seu título de campeão da WWE.

Foto de Capa: WWE

Mais respeito pelo melhor português de sempre!

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Parece-me inegável afirmar que João Sousa atravessa um momento menos bom na sua carreira tenística, mas algo que eu não consigo compreender é a constante necessidade de alguns portugueses menosprezarem os feitos do vimaranense ao longo destes últimos anos somente para criticar e gracejar quando o tenista não consegue vencer os seus encontros.

Para os mais críticos, aproveito para dizer duas datas: 29 de Setembro de 2013 e 1 de Novembro de 2015, sabem o que têm em comum estes dois dias? Foram as datas nas quais o tenista português conseguiu vencer os dois torneios do ATP World Tour, em Kuala Lumpur (Malásia) e Valência (Espanha) algo impensável no panorama nacional se recuarmos uns anos no tempo.

Com isto não estou a desvalorizar as gerações anteriores, repletas de tenistas de qualidade como Rui Machado, Nuno Marques ou João Cunha e Silva, entre muitos outros. Mas claramente há uma era antes de João Sousa e depois de João Sousa, que pode ser verificada através de estatísticas, ora vejamos: antes do auge do João, o nosso país só tinha alcançado uma final de um torneio ATP (Frederico Gil no Estoril Open 2010, num jogo absolutamente épico e que podia ter dado o primeiro troféu de sempre, mas infelizmente o espanhol Albert Montañes levou a melhor), neste momento contamos com 11, duas das quais vencidas nas datas acima descritas.

Fora isto, podemos acrescentar terceiras rondas em três dos quatro grand slams, Australian Open, Wimbledon e Us Open, quartos-de-final no Masters 1000 de Madrid, e tentos outros resultados de relevo, nos maiores torneios do mundo.

De referir também que os títulos foram em torneios da série 250, a categoria mais baixa do escalão ATP, mas por exemplo na Malásia o João derrotou o espanhol David Ferrer nos quartos-de-final, então número quatro do ranking e em Valência foi Roberto Bautista-Agut o último obstáculo rumo à segunda conquista.

João Sousa tem tido uma época difícil
Fonte: João Sousa

Por estas e por outras é que o legado do tenista natural de Guimarães é tão importante para fazer crescer este desporto num país dominado pelo futebol. Por isso é que eu fico tão chateado quando me deparo com criticas injustificadas ao jogador nacional, é certo que há coisas que devem ser melhoradas, e algumas criticas, desde que devidamente justificadas, até podem ajudar no desenvolvimento do nosso jogador, mas nunca as ofensas pessoais ou insultos baratos resolvem o problema.

Há certas partes do jogo de Sousa que devem ser melhoradas, como a sua frágil pancada de esquerda ou o fraco e atacável segundo serviço, e talvez uma mudança técnica fosse favorável para a melhoria do estilo de jogo, mas Frederico Marques esteve presente em todos os grandes momentos do seu pupilo, logo também é uma peça-chave no sucesso do vimaranense, por isso também ele merecia outro tipo de tratamento.

Para finalizar, o currículo de João Sousa, que também inclui o número 28 no ranking como melhor marca e o facto de ter sido cabeça-de-série em alguns torneios do grand slam exigem outro tratamento por parte dos adeptos. Criticar sim, mas com respeito pelo legado que o melhor jogador português de sempre irá deixar a partir do momento em que decidir abandonar a sua carreira desportiva. Gostaria imenso que daqui a uns anos já houvesse um tenista que ultrapassasse largamente os feitos do João, e há atletas com potencial para o atingir, mas nunca pode ser esquecido ou desvalorizado tudo o que ele deu ao ténis português.

Foto de Capa: Valência Open

Luta até ao fim

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Terminou a fase regular do campeonato nacional de andebol, que resultou no apuramento do Madeira SAD para o grupo A em vez do Belenenses, que fica assim no grupo B.

Na última jornada da fase regular, disputada este sábado, o Belenenses dependia apenas de si próprio para se manter nos seis primeiros lugares (que dariam acesso ao grupo A). Tarefa muito possível se o adversário não fosse o primeiro classificado e campeão em título, Sporting, que acabou por vencer o jogo por 43-31. Já o Madeira SAD cumpriu a tarefa de ter um resultado mais positivo do que o Belenenses, e bateu o ABC numa partida emocionante por 24-23.

Ficaram definidos os seis primeiros, e o grande destaque é o Avanca, que acabou em 5º lugar na fase regular. O clube de Aveiro conseguiu o seu melhor desempenho de sempre num campeonato nacional apesar dos diferentes formatos que a prova já teve.

O melhor ataque desta fase foi o do Sporting com um total de 895 golos marcados e a melhor defesa foi a do FC Porto com 594 golos sofridos, a única equipa com menos de 600 golos consentidos. O melhor marcador é o experiente jogador do Águas Santas, Pedro Cruz, com 232 golos em 26 jogos (média de 8,9 golos por jogo).

Na imagem, o jogador do Águas Santas e melhor marcador da prova, Pedro Cruz
Fonte: Águas Santas

As equipas transitam para a fase final com metade dos pontos que tinham na fase regular. Feitas as contas, no grupo A, o Sporting fica com 38 pontos, o Benfica e o Porto com 36, o ABC com 32, o Avanca com 30 e o Madeira SAD com 28. No grupo B, o Águas Santas e o Belenenses ficam com 27 pontos, o Boa Hora com 22, o Maia Ismai com 21, o Arsenal com 19, o Fafe com 18, e nos últimos lugares o São Bernardo e o Xico Andebol com 17 pontos.

Espera-se uma luta intensa, quer pelo título, quer pela manutenção. O Sporting é favorito a revalidar o título de campeão nacional mas Benfica, Porto (agora apenas a dois pontos do líder) e ABC (a quatro pontos) ainda têm muito a dizer nesta reta final.

Faltam dez jornadas para se saber quem é o campeão nacional, com todas as equipas a defrontarem-se em casa e fora. No grupo B faltam 14 jornadas porque o grupo é constituído por oito equipas. Ainda não se conhece a calendarização, que será revelada na terça feira, após sorteio.

Foto de Capa: Sporting CP

5 goleadores portugueses no estrangeiro

 Portugal é um pequeno país da Europa, e do Mundo, e que se encontra na periferia deste continente, mas quando se trata de futebol somos enormes, diria até, gigantes. Temos um passado futebolístico muito rico, marcado pelas conquistas coletivas, mas também pelos grandes jogadores portugueses que marcaram fora do território nacional.

Mas aquilo que mais caracteriza o futebol são os golos e Portugal sempre teve craques que souberam corresponder nesse capitulo e que fizeram os adeptos levantarem-se das bancadas e celebrar os seus golos. Hoje mostramos-te os cinco maiores goleadores portugueses no estrangeiro. Já tens uma ideia de quem possa estar neste top?

CF “Os Belenenses” 0-0 CD Tondela: Empate gelado, tabela congelada

Dia com alerta vermelho para os lados do Restelo, mas mesmo assim com futebol num domingo à tarde. CF “Os Belenenses e CD Tondela disputaram a 26ª jornada da Primeira Liga. Uma partida que opôs duas equipas com o mesmo número de pontos na tabela classificativa (ambas com 28), com ambições de chegar ao nono lugar do campeonato.

Nesta partida ambos os técnicos portugueses decidiram não alterar muito os onze iniciais, em relação ao último jogo do campeonato. Do lado azul e branco destacaram-se as ausências de Bakic devido a problemas físicos e de Nuno Tomás por castigo. Do lado tondelense Pepa só realizou uma alteração: entrada de Claude Gonçalves para o lugar de Hélder Tavares. Esta foi uma partida que colocou frente a frente equipas que pretendiam manter o bom momento de forma.

A primeira parte não poderia ter sido mais gelada: um jogo triste, sem grandes oportunidades e com exibições um pouco distintas, embora sem grande sucesso. A equipa de Silas foi aquela que mais tentou chegar ao golo mas sempre com falta de eficácia, principalmente por parte do seu avançado Maurides. A equipa do Tondela mostrou-se apática na primeira parte.

Ao minuto seis surgiu o primeiro sinal de perigo por parte de Maurides que falhou à boca da baliza. Doze minutos depois voltou a estar em evidência pela negativa, desperdiçando mais uma grande oportunidade. A resposta do Tondela surgiu aos 25 minutos com Miguel Cardoso quase a fazer o golo numa jogada algo confusa. Na jogada seguinte a equipa visitante voltou a criar perigo na área do Belenenses, depois de Tyler Boyd rematar forte para uma defesa incompleta do guardião do Restelo. À passagem da meia-hora de jogo Maurides voltou a desperdiçar duas oportunidades: primeiro a rematar fraco à entrada da área e depois ao lado do poste direito da baliza de Cláudio Ramos.

Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi igualmente fraca e desinspirada, apesar do maior equilíbrio. Oportunidades claras de golo foram escassas, apenas nos últimos 20 minutos de jogo as equipas deram o tudo por tudo. Primeiro o Belenenses, através de um remate forte de André Sousa ainda fora da grande área. O Tondela respondeu ao minuto 77 com um remate de Tomané, após um ressalto, a quem André Moreira negou o golo com uma excelente defesa.

Aos 84 minutos, Tiago Caeiro, que substituiu Maurides, cabeceou ao poste na melhor oportunidade da partida. No minuto seguinte Joca, com o guarda-redes fora da baliza, viu o seu remate ser interceptado em cima da linha de golo pela defesa azul e branca.

O jogo terminou com o nulo no marcador. As equipas dividiram os pontos numa partida pouco emocionante. Um jogo gelado… a condizer com as previsões do IPMA, que deixa tudo igual na tabela classificativa.

Estrelas da formação: Gedson Fernandes

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Estrelas da formação é a nova rubrica dos textos da Bola na Rede e esta semana fiquei eu encarregue de falar um pouco de um dos atletas da formação do SL Benfica. O jogador em questão é um dos destaques da equipa B do Benfica, mas tem também atuado nas camadas mais jovens do Seixal, trata-se de Gedson Fernandes, o camisola 83 dos encarnados.

Gedson tem apenas 19 anos de idade e os últimos anos de formação no clube da Luz, contudo, há também registos seus no Frielas de Loures, Lisboa. No Benfica assinou o seu primeiro contrato em 2009 na altura para representar a equipa sub-11. A sua estreia na equipa B estava guardada para Fevereiro do ano passado quando enfrentou o Aves. Nesse ano, cumpriu nove partidas na equipa B. Este ano, fixou-se na equipa B, mas ajudou também os juniores nas partidas da competição Youth League. Este ano o seu trabalho focou-se mais em mostrar a Rui Vitória a sua qualidade. Cumpriu mais de vinte partidas e marcou dois golos.

Gedson é mais uma pérola das camadas jovens encarnadas
Fonte: SL Benfica

Além números, Gedson trata-se de um jogar de explosão, de transporte de bola das zonas recuadas do meio campo para áreas mais ofensivas. Pode jogar na zona do centro do meio-campo mas também descaído para a ala direita. Uma zona não estranha ao jovem jogador, mas as suas características de médio puro levam-no a ter tendência a levar a bola para zonas interiores. Dentro da posição de 8, podemos vê-lo mais como um 10 do que como um 6 pois defensivamente o próprio deixa ainda muito a pecar.

Este “ponto negativo” acontece porque o triângulo do meio-campo benfiquista tem Chrien, um médio já com características defensivas. Gedson é rápido, tanto num lance como na reação ao mesmo, procura a velocidade imediata. Na hora de assistir, “ainda” tem dias: muitas vezes procura assistir aos colegas, mas também gosta de mostrar trabalho individual.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva