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Os 7 pecados capitais do Sporting CP

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Quem está por dentro dos costumes religiosos cristãos estará familiarizado com a identificação dos sete pecados capitais ou mortais. Segundo essa religião, e para quem não sabe, é considerado pecado capital qualquer acto cometido, em consciência e de forma deliberada, contra as leis de Deus.

Ora, neste caso, não estando em causa as leis de Deus, estarão sim as leis com que o Sporting Clube de Portugal se deverá reger, principalmente as que cumpram os estatutos instituídos.

O problema aqui é que há no Sporting CP quem parece querer armar-se em Deus, usando as leis instituídas apenas quando lhe interessa. E pensando assim, nem em Deus será, porque mesmo Ele, assim que as inscreveu em pedra, nunca mais as mudou. Talvez os estatutos do clube também precisassem de estar cravados em pedra em vez de inscritos em papel, ainda que isso não garantisse que fossem seguidos porque dependerá sempre da interpretação dos mesmos.

Mas voltando aos pecados capitais, irei apenas tentar fazer uma adaptação dos mesmos à realidade do Sporting CP, tendo por base a definição original dos mesmos e por considerar que são atos tomados de forma consciente e deliberada em detrimento do clube:

GULA – Sendo que a definição deste pecado consiste em comer mais que o necessário a toda a hora, diria que este pecado não pode ser atribuído directamente ao Sporting CP, apesar de sofrermos com ele. A fome de títulos existe, mas não conseguimos satisfazê-la, porque outros lutam a qualquer custo para os reclamar para si.

No fundo, este deve ser imputado a quem, com a ambição de garantir tudo para si, faz qualquer coisa lícita ou ilícita, para o conseguir. Nós só passamos fome (de títulos).

No entanto, esta fome faz com que os Sportinguistas, por já não acreditarem em quem dirige, reclamem de todas as decisões tomadas, e, por vezes, nessa ambição de acharem saber o que é melhor, boicotem também o futuro do próprio clube. Lembro-me bem de José Mourinho.

AVAREZAA cobiça de bens materiais é o que tem motivado quem dirige o clube. O contrato com o patrocinador de direitos televisivos foi uma mina que muitos viram como o meio para satisfazer a sua ambição material.

Esse dinheiro, que inicialmente serviu para ajudar a retirar o clube do buraco financeiro em que se encontrava, está agora a ir para um buraco sem fundo, sem que seja dada qualquer explicação aos sócios. O que sabemos é que o dinheiro existia e que já foram feitas vendas que ultrapassam os 100 milhões de euros, e a direção continua a falar em dificuldades deixadas pela anterior direção.

Mas este pecado é comum a quase todas as direções que passaram pelo clube. Pensam apenas em si e nada no clube.

INVEJA – Este servirá de confissão do autor. Confesso que tenho inveja dos clubes que conseguem ter um rumo, timoneiros que consigam estabilidade (e não vou falar na forma como o conseguem para não me tornar repetitivo) e capacidade para contratar jogadores com valor.

Tenho inveja do futebol apresentado dentro de campo por outros clubes. Inveja pelos atletas que juram amor a esses mesmos clubes e o demonstram. Jogadores que lutam dentro de campo com a ambição de ajudar a instituição que os acolhe.

Tenho inveja da competência apresentada pelos outros clubes, ainda que seja através de esquemas. Tenho inveja que no meu clube só haja inveja entre sportinguistas e se tente sempre minar o trabalho de quem está, sobretudo, com o intuito de ocupar o seu lugar.

IRA – A minha ira será a de muitos outros sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal. E estará directamente ligado ao anterior.

A ira dos adeptos deve-se ao facto de não conseguirmos ver competência em quem dirige o nosso clube. Deve-se também ao facto desses dirigentes tudo fazerem para afastar do clube quem mais luta e tudo dá pelo seu sucesso.

Dá raiva vermos que nos estão a tirar o clube e nada podemos fazer contra isso. Podem dizer que teremos de esperar por eleições, mas eles já se preparam para que não haja nenhum percalço para os seus lados e possam garantir a sua permanência. Veremos.

Dá uma raiva ver jogadores a arrastarem-se dentro de campo, sem vontade de ali estar. E dá mais raiva ainda em ver dirigentes que não sabem o que fazem – ou nós não sabemos o que eles estão ali a fazer. Pelo menos resultados não apresentam.

SOBERBA – O Sporting CP sofre também muito de soberba. Ou seja, um sabe sempre mais que o outro e nenhum tem a hombridade e honestidade de pedir ajuda ou aproveitar as boas ideias alheias. Numa eleição há vários projetos apresentados, ao ganhar um deles, não quer dizer que seja perfeito e poderia absorver ideias dos outros para melhorar o seu.

O problema é que os outros candidatos, assim que termina o processo eleitoral, desaparecem e nunca mais os seus eleitores sabem deles. Se neste clube há tantos fóruns de debate, porque não aproveitam esses espaços para melhorar o clube? Para já, servem unicamente para entreter o povo.

LUXÚRIA – Não se preocupem, neste não vou falar em prazeres carnais. Ainda que no futebol português tenha havido uma época em que se falava muito de “fruta”. E muita dela serviu para pagar favores. Também nesse caso, o Sporting CP, não sendo o pecador, sofreu com isso. Mas tem culpa quando se escusa a ser arrolado como testemunha em processos de corrupção no futebol.

PREGUIÇA – Será preguiça a razão para os jogadores não jogarem o que sabem? (Talvez não saibam mesmo). Será preguiça o facto de os nossos dirigentes serem sempre os últimos a apresentar reforços e, quando o fazem, é à pressa e à última hora, com os “restos” que não foram aproveitados pelos demais clube? Será preguiça ou incompetência?

 

Assim sendo, e a pecar desta forma, acham que merecemos o céu?

Artigo revisto por Joana Mendes

Sr. Shéu | 67 anos de idade, 50 de Benfica

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Há nele aura mística que o eleva a figura do panteão encarnado, nome pronunciado em alturas de saudosismo por aqueles que o viram e que os mais novos, embevecidos a ouvir, perguntam por mais naquela curiosidade mórbida na tentativa da aproximação com realidades que sabem ser impossível repetir.

Shéu representa uma fase inesquecível de glória benfiquista e o compromisso máximo para com os valores mais altos que se levantam, das palavras de Mário Wilson. O ‘Pézinhos de Lã’, carinho pelo qual os mais antigos o reconhecem, jogou 488 jogos de águia ao peito, num percurso de 17 épocas que se iniciou no longíquo ano de 1970. Completou, no passado dia 3 do mês vigente, 67 anos.

Com 16, chegou a Lisboa depois de muitas tribulações. Nada de grave, mas o patriarca da família era avesso às pretensões da bola, a prioridade eram os estudos e só nessa condição é que Shéu Han conseguiu autorização para viajar. Tudo começa quando um imberbe moçambicano de feições asiáticas, vindas do lado do pai, deslumbrava nos relvados de Inhambane, província da Inhasorro que o viu nascer.

As qualidades eram tantas que não passaram despercebidas a um Tenente Coronel, Manuel da Costa de seu nome, que por ali passava. É ele que envia a primeiríssima notícia para a Metrópole dando conta do diamante que ali estava e quem a recebe é Fernando Calado.

O resumo das capacidades futebolísticas era tão entusiasmante que José Augusto, recém-adjunto, vai pessoalmente à Beira ver um jogo do Sport Lisboa e Beira – a sigla estava destinada. Precisou de pouco para conferir as imensas qualidades do prodígio. O pai, a muito custo, deixou-o embarcar sob uma única condição: terminar o estudos de Mecânica. Assim foi.

Chegado à Luz, vê-se em cidade que o assusta – «aquele movimento (da Baixa) fazia uma enorme confusão» – e então ficava pelo Lar, onde eram acolhidos os prodígios de longe, e ocupava o seu tempo entre treinos suplementares e leituras, outra das suas paixões.

Mário Coluna e Ângelo, seus primeiros treinadores, ajudaram à construção de um trinco moderno, muito à frente do seu tempo, e foi isso que impressionou Jimmy Hagan e o obrigou a estreá-lo a 15 de Outubro de 1972, num vitória no campo do Barreirense por 3-0. Substituiu Toni perto do final, e a simbologia da troca preconizava a importância suplementar que viria a conseguir mais à frente.

Porém, só em 1975-76 se assume como titular e pêndulo do meio-campo encarnado, com o ‘Velho Capitão’ Mário Wilson a ver nele um dos líderes da regeneração da equipa, passagem de testemunho entre a geração de Eusébio e António Simões e a sua, mais Humberto Coelho, Jordão ou Néné. A estreia europeia acontece nessa temporada, na expressiva goleada ao Fenerbahce (7-0), para a primeira eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

No dia da despedida, acompanhado de João Santos
Fonte: SL Benfica

Foi em contexto internacional onde teve as suas maiores mágoas como futebolista, uma delas como protagonista do golo e outra como capitão (a braçadeira só a herdou em 1986, depois da despedida de Bento). A final da Taça UEFA de 83, frente ao Anderlecht, onde faz o 1-0 na segunda mão, anulado poucos minutos depois pelo contra-ataque encabeçado por Lozano; e em 1987-88, na final da Taça dos Campeões Europeus, no famigerado desempate por penáltis (6-5) frente ao PSV de Ronald Koeman – o tal jogo que Diamantino viu da bancada, por causa da lesão sofrida uma semana antes, e onde os jogadores perderam largos períodos a perder e a calçar as botas, escorregadias estavam da goma dumas meias por estrear…

A despedida viria em 1988-89, na última jornada de um Campeonato já ganho. Frente ao Boavista, na Luz, jogou 45 minutos e homenageado seria ao lado de João Santos, presidente benfiquista. Sairia em lágrimas, naturalmente, mas pouco tempo teve para relaxar: seria imediatamente convidado para as funções de Secretário-Técnico, pelas competências que tinha a mexer em… Computadores. Um homem sempre à frente do seu tempo. Manteria o cargo até Maio de 2018, quando sentiu já ter cumprido o seu papel na íntegra. Levava 48 anos de Benfica.

Oportunidades para sair de casa? Naturalmente que existiram, mas Shéu é homem de princípios. Em 1987, respondia assim a essa questão: «Tive algumas oportunidades de sair, e o que determinou que tal não sucedesse foi o facto de um certo treinador, com quem não simpatizava nada, ter passado para o clube que iria representar». A identidade da figura enigmática ficará para quem sabe e para quem com ele já privou mais intimamente. Sortudos.

Com Luisão, que tutorou no seu crescimento enquanto profissional e líder de equipa
Fonte: SL Benfica

Foram, ao todo e enquanto jogador, nove campeonatos nacionais (1973, ’75, ’76, ’77, ’81, ’83, ’84, ’87, ’89), seis Taças de Portugal (’80, ’81, ’83, ’85, ’86, ’87) e duas Supertaças (1980, ’85). Enquanto Secretário-Técnico, seis campeonatos nacionais (1991, ’94, 2005, ’10, ’14, ’15, ’16), cinco Taças de Portugal (1993, ’96, 2004, ’14, ’17), cinco Supertaças (1989, 2005, ’14, ’16, ’17) e seis Taças da Liga (2009, ’10, ’11, ’14, ’15, ’16). Na curta passagem que teve enquanto técnico, cargo que nunca o seduziu e que só executou para proteger a instituição e a futura equipa técnica, saldou-se pela conquista do desejado terceiro lugar na difícil época de 1998-99, depois do despedimento de Graeme Sounness.

O papel fulcral que cumpriu junto da equipa ao longo de décadas é prontamente demonstrado pelas palavras de puro respeito que lhe entregam as mais variadas figuras do universo benfiquista e do futebol português. Os valores mais altos da Mística viram nele a sua máxima personificação e Shéu foi determinante na missão de dar continuidade até às gerações actuais, ficando célebre a sua relação estreita com o grande líder do século XXI benfiquista, Luisão, numa passagem de testemunho muito feliz.

Artigo revisto por Joana Mendes

5 treinadores com mãos para o Ferrari na próxima época

O final da época 2019/2020 trouxe inúmeras mudanças no banco de suplentes da Primeira Liga. Ora por acabar um ciclo, ora por bater recordes, ora por se ficar aquém das expectativas, foram vários os clubes a mudar de treinador, de forma a atacar a nova época com unhas e dentes. Sendo o cargo de treinador absolutamente fulcral para qualquer equipa, é de esperar que as mudanças a que assistimos nas últimas semanas se reflictam numa maior competitividade do campeonato português; com todas as equipas a se proporem a voltar em força na nova época, após um final de campeonato conturbado, nas circunstâncias excepcionais que vivemos, todos querem fazer melhor; resta saber quem será melhor liderado para atingir os ambiciosos objectivos a que se propõem. Vejamos, assim, cinco novos treinadores com “mãos para o Ferrari”.

E-Prix de Berlim (Corrida 1 e 2): E vão duas vitórias para a mesa do António!

A Fórmula E está de regresso após a paragem devido à pandemia de COVID-19, e no espaço de pouco mais de uma semana, verá esta temporada decidida em seis corridas no circuito de Berlim. Antes da paragem, o português António Félix da Costa (DS Techeetah) seguia em primeiro lugar no campeonato com 11 pontos de vantagem para Mitch Evans (Jaguar), e termina este primeiro par de corridas com 68 pontos de vantagem para o novo segundo classificado, Lucas Di Grassi (Audi). É seguro dizer que estas duas corridas correram bem ao português.

CORRIDA 1: NADA COMO UM GRAND SLAM PARA REGRESSAR

Na Fórmula E, devido às regras que procuram promover o equilíbrio e manter as corridas imprevisíveis, nunca tinha acontecido um piloto conseguir a volta mais rápida na qualificação, a volta mais rápida na Super Pole, a volta mais rápida na corrida e a vitória nunca abandonando o primeiro posto, porém, António Félix da Costa, veio para Berlim para provar que a vantagem no campeonato que trazia das cinco primeiras corridas, não era por acaso.

O piloto português conseguiu todos os feitos mencionados acima, e durante a corrida liderou e convenceu, mantendo o colega de equipa e ainda bicampeão de Fórmula E, Jean-Eric Vergne, a uma distância confortável, onde os dois seguiam solitários na frente durante a primeira metade da corrida.

Esse conforto diminuiu quando foi chamado o Safety Car causado pelo choque de Robin Frijns (Virgin) contra uma parede, após um toque de Max Guenther (BMW). O pelotão voltou a aproximar-se, e a hipótese de alguém tentar chegar aos homens da frente reacendeu, mas Félix da Costa quis mostrar como se cumpre o distanciamento social, e desapareceu no horizonte, deixando o seu colega de equipa para lidar com os pretendentes.

A partir deste momento a corrida de Vergne desintegrou-se, sendo que o francês, prejudicado por um “Full Course Yellow” durante o seu segundo Attack Mode, começou a cair pela tabela, até que na última volta, com um toque de Lucas di Grassi, que aparecia em nono vindo de 21.º, o piloto da DS Techeetah foi atirado para 20.º.

Mitch Evans podia e devia ter sido um dos pilotos a aproveitar a má corrida de Vergne, contudo, após ultrapassar o francês, entrou em batalha com Max Guenther, caindo para a 15ª posição, e perdendo a oportunidade de fazer a aproximação a António Félix da Costa.

O top 10 acabava então por não apresentar grandes surpresas, sendo Stoffel Vandoorne uma delas, que, tal como di Grassi, começara a corrida em 16º, terminando em sexto, envolvendo-se na fantástica batalha que desenrolava pelo quinto lugar de Jerome D’Ambrosio (Mahindra).

Os lugares do pódio acabaram fechados por André Lotterer (Porsche) em segundo, após uma corrida em que controlou quase sempre o ritmo atrás dos DS Techeetah, e aproveitou da melhor maneira a queda de Jean-Eric Vergne, já o terceiro lugar ficou para Sam Bird (Virgin), que fez uma corrida segura, sem muito a apontar e acaba por entrar no pódio, com o top 4 fechado por Nick de Vries (Mercedes), que chegou a ter o pódio nas mãos.

Acabou por ser uma vitória tranquila de António, apesar de todo o caos e batalhas atrás de si, e de passar a bandeira axadrezada com precisamente 0.0% de bateria no seu carro dourado. Esta primeira vitória aproveitou da melhor forma a má corrida dos adversários diretos, aumentando a vantagem para Mitch Evans para 40 pontos, após conseguir o máximo possível de 30 pontos em todas as sessões.

4 equipas que se «salvaram» na secretaria

Terminada a temporada 2019/2020, voltam a ser notícia as movimentações na secretaria que podem alterar quem desce e quem se mantém, com o Vitória FC debaixo de fogo e a arriscar cair para o Campeonato de Portugal, enquanto o Portimonense SC pode ficar salvo na Primeira Liga depois de não conseguir evitar a descida desportivamente.

No entanto, esta está longe de ser uma situação única no futebol português e o Bola na Rede mostra-lhe quatro clubes que alcançaram a manutenção pela via administrativa.

Os 4 jogadores capazes de desequilibrar nos oitavos da Liga dos Campeões

Há quem nunca vá ao estádio, menos a meio da semana. Quem não vê os resumos, menos os de quarta-feira à noite. Ou até quem não goste de ver futebol, menos o da Liga dos Campeões.

Na semana em que regressa o futebol da Champions League, o entusiasmo e a antecipação não param de crescer.

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São oito os emblemas que precisam de derrotar os respetivos adversários para conseguir aceder à inédita final 8 que vai decorrer em Portugal. Certamente que nenhum dos intervenientes ambiciona perder o carimbo no passaporte para Lisboa, a cidade onde as melhores equipas do mundo querem passar o mês de Agosto.

O debate prognóstico intensifica-se na redes sociais: afinal, quem se vai juntar ao Atlético de Madrid, Atalanta, RB Leipzig e Paris Saint-Germain nos quartos de final da Champions League?

Em jeito de antevisão ao que resta dos oitavos-de-final, o Bola na Rede tenta desmistificar quais serão os jogadores decisivos nos quatro jogos antes da viagem para a capital portuguesa.

SL Benfica 2019/2020: A análise do plantel ao detalhe

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Depois de uma época fracassada, os jogadores entram de férias já a pensar no próximo ano, tal como qualquer jovem aluno anseiam receber as suas notas (ou não). Esta temporada quem foram os melhores “alunos”? Quem surpreendeu e quem desiludiu? É isso que vão ficar a saber neste artigo.

Nota: Não estão incluídos jogadores que já deixaram o SL Benfica (RDT, Caio Lucas, Fejsa ou Cadiz). Para mim têm todos nota 1/10 (com exceção de Gedson) pois em nada (ou muito pouco) contribuíram para o “sucesso” da equipa encarnada.

Todos presentes? Vamos lá começar esta deprimente avaliação…. Aqui não há recursos.

“Os Conquistadores” regressam ao Andebol

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No final do passado mês de Julho surgiu a notícia no portal Guimarães Digital que o Vitória Sport Clube, através de um protocolo com o CCR Fermentões, vai trazer de volta, na próxima época, a secção de Andebol, com a equipa sénior, que irá competir na III Divisão.

Este era um desejo antigo de Pedro Guerreiro, vice-presidente para as modalidades dos vimaranenses, sendo que o Andebol é uma modalidade com história no Vitória, mas que já se encontrava encerrada desde a década de 90. Este protocolo permite que o CCR Fermentões mantenha as suas equipas de formação, sendo que o Vitória apenas surgirá, neste momento, como equipa sénior.

De recordar que o CCR Fermentões, em 2018/19, apesar de ter conseguido conquistar a manutenção no Andebol 1, desistiu da participação na prova em 2019/20 e suspendeu o escalão sénior do clube. O objetivo seria continuar a apostar na formação e, quando fosse viável economicamente, regressar com a equipa sénior. Passados dois anos, a solução foi outra, passando pelo regresso do histórico Vitória ao escalão sénior. De realçar, ainda, que foi a desistência do Fermentões em 2019 que permitiu o regresso doutro histórico, o Vitória FC, à primeira divisão.

Um dos principais nomes do Andebol nacional nas últimas duas décadas, Carlos Carneiro, fez grande parte da sua formação, de Infantis a Juvenis, nos escalões do Vitória SC. Terminou a sua formação no Francisco de Holanda e no ABC, tendo passado ao longo da sua carreira sénior pelo ABC, Boavista FC, Fafe, Madeira SAD, SL Benfica e nos últimos cinco anos no Sporting CP. Tem 109 internacionalizações e 313 golos por Portugal, tendo participado no EHF Euro 2006. No seu palmarés tem, entre outros, uma Challenge Cup, cinco títulos do Andebol 1, duas Taças de Portugal e duas Supertaças.

O Central Carlos Carneiro fez iniciou o seu percurso no Vitória SC
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Temos de esperar para ver se o regresso dos “Conquistadores” vai ser vitorioso, mas podemos, desde já, olhar para este regresso de um histórico do desporto em Portugal como algo muito positivo, principalmente numa altura em que o mais fácil seria adiar este esperado e desejado regresso e em que existem imensas equipas que estão a considerar não participar em competições seniores devido às dificuldades financeiras. Uma atitude de louvar e de grande clube, algo que o Vitória SC nos tem vindo a habituar nos últimos anos. Nota ainda para a participação do CCR Fermentões neste acordo que certamente terá sido decisiva para o regresso dos “Conquistadores”.

Foto de Capa: Vitória SC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

5 Defesas Centrais em destaque na Liga Portuguesa 2019/2020

Durante a época 2019/2020, em alguns casos, a qualidade de jogo foi deixando muito a desejar. Então se formos analisar apenas o período após a retoma da competição, tal facto torna-se ainda mais evidente. É nestas ocasiões que os responsáveis pelas equipas aproveitam para dizer que estiveram impecáveis defensivamente. Os adeptos podem até ter adormecido face à falta de inspiração ofensiva, mas os responsáveis focam-se no aspeto defensivo. Neste contexto, torna-se pertinente analisar cinco defesas-centrais que foram autênticos patrões nas linhas defensivas das respetivas equipas, apresentando-se em muito bom plano.

 

O reinado de Sérgio Conceição terá um novo capítulo no banco do Dragão

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Após uma época que acabou de forma positiva para o FC Porto, uma vez que conseguiu conquistar a tão desejada “dobradinha”, que já não acontecia desde a gloriosa temporada com Villas-Boas, a conversa do momento na atmosfera portista tem sido a continuidade ou não de Sérgio Conceição ao serviço dos azuis e brancos.

É natural que o sucesso do treinador pelas mãos do FC Porto ultrapasse as fronteiras portuguesas e cheguem a outros destinos e que isso possa aguçar um pouco o interesse em contar com as suas competências do ex- internacional português. Porém, Pinto da Costa, após a conquista da Taça de Portugal, tem concedido várias intervenções públicas em que expressa o desejo de continuar a contar com o seu treinador e até dá a ideia de que a renovação será uma certeza.

Apesar de estar a viver um estado de graça entre as hostes portistas, a verdade é que o seu percurso pelo clube tem sido pautado com alguma extremidade, ou seja, tanto já foi considerado intocável, como na primeira época, assim como já foi deveras contestado pelos adeptos por alguns resultados menos positivos, como a perda do campeonato na época passada. Além disso, o futebol ou o estilo de jogo apresentado por si e pela sua equipa técnica não é o mais entusiasmante, contudo o que interessa nesta modalidade são os resultados e Sérgio Conceição tem conseguido esconder com títulos a falta de brilhantismo no jogo jogado pela equipa do FC Porto.

É verdade que a jornada do timoneiro português pela cidade da invicta não tem sido a mais brilhante da história dos nortenhos, dado que Sérgio Conceição em 3 anos apenas acrescentou ao museu do dragão 4 títulos, os mesmos que Villas Boas conseguiu numa só época, mas os que difere é o peso e o contexto da realidade do emblema azul e brancos. Uma vez que, o atual técnico pegou no clube após 4 anos a “seco” e de uma evidente superioridade do SL Benfica, tanto a nível desportivo como financeiro e o facto de repor o FC Porto no caminho dos títulos e ter devolvido a tão aclamada “mística” são pontos fortes a favor de Sérgio Conceição.

Desta forma, parece está o contexto ideal para a renovação e consequentemente a continuidade do treinador, apesar de ter ainda um ano de ligação com o emblema presidido por Pinto da Costa. Outra nota de realce nesta parceria é que Sérgio Conceição será um dos treinadores com maior tempo de duração com lugar na “cadeira de sonho” e o seu trajeto espelha muito bem a tão famosa frase que “no futebol o que interessa são os títulos”.