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5 factos desconhecidos sobre o futebol em Portugal

Em Portugal, temos tendência para nos focarmos na actualidade do futebol, onde o desporto anda de mãos dadas com interesses de todos os tipos; no entanto, Portugal tem uma história futebolística muito rica, com episódios marcantes que devem ser recordados pêlos amantes do desporto-rei, cobrindo histórias desde uma época em que o futebol aclarava os dias negros de um país submergido em ditadura, até aos recordes mais recentes que transformaram a Ocidental Praia Lusitana numa referência para o futebol mundial. Assim sendo, aqui vão cinco factos desconhecidos sobre o futebol português.

SC Braga 2-1 FC Porto: Dragões só jogaram 45 minutos e permitem o pódio aos Guerreiros do Minho

A CRÓNICA: EM DUAS PARTES DISTINTAS, A SORTE ACABOU POR CAIR PARA O LADO DOS BRACARENSES

Numa partida em que o FC Porto já entrou com o título na mão, os dragões olharam para esta partida mais numa perspetiva de ensaio para o final da Taça de Portugal, que vai ocorrer na próxima semana, frente ao SL Benfica. Por sua vez, o SC Braga ainda alimentava a esperança de atingir o pódio do campeonato e desta forma entrar diretamente na fase de grupos da Liga Europa.

Os jogadores de Sérgio Conceição entraram com a lição bem estudada e desde cedo mostraram muita personalidade e confiança no seu jogo, trocando bem a bola e não deixando os bracarenses tomar o controlo do desafio. Por isso, não foi surpresa nenhuma que ao minuto cinco os novos campeões nacionais tenham inaugurado o marcador por Uribe, que na sequência do lance saiu lesionada, entrando para a sua vaga Sérgio Oliveira.

Apesar do golo portista, os azuis e brancos não desaceleraram e continuaram com o controlo da partida, uma vez que a formação da casa não conseguiu expressar nenhuma reação ao tento do internacional colombiano. O remate frouxo de Trincão aos 18 minutos espelha bem a exibição até ao momento dos seus colegas. Por volta dos 30 minutos, o SC Braga começou a dividir a posse de bola com os homens da invicta, mas foi o FC Porto que teve mais próximo de dilatar a vantagem, que tinha acontecido mesmo, caso Soares não estivesse em posição irregular na assistência para Sérgio Oliveira.

O segundo tempo não começa de feição para o FC Porto que viu Luis Díaz a sair lesionado e na jogada a seguir sofre o golo do empate num remate proferido por Ricardo Horta, que ainda sofre um desvio fatal em Zé Luís, que acaba por trair Diogo Costa. No entanto, os dragões não pareceram ter acusado o golo sofrido e Otávio ameaçou logo o empate, mas Matheus fez uma defesa segura. Contudo, a formação orientada por Artur Jorge pareceu ter animado com a igualdade no marcador e à passagem do minuto 60 obrigou Diogo Costa aplicar-se por duas vezes, primeiro após um remate de Paulinho e num segundo momento após um ressalto num canto.

O crescimento dos bracarenses verificou-se ao minuto 66 com Fransérgio a disferir um remate colocado que consumou a reviravolta dos homens da casa, após um período em que os dragões concederam o controlo da partida à formação do Minho. Após o golo dos “Guerreiros do Minho”, Zé Luís ficou perto de desviar um cruzamento de Manafá, mas foi Diogo Costa que volta a estar em evidência ao levar a melhor, desta vez, no duelo sobre Ricardo Horta.

O golo que deu a vitória ao SC Braga e, com a combinação de resultados, o terceiro lugar 

Até ao final, ambas as equipas tentaram buscar o golo, mas o marcador não voltou a alterar-se, acabando o SC Braga por conquistar os três pontos e consequentemente o terceiro lugar, nesta edição 2019/2020 da Liga Portuguesa.

A FIGURA

Ricardo Horta – Um dos melhores jogadores do SC Braga esta temporada, uma vez que se evidenciou a grande nível ao longo de toda a época e foi por ele que os bracarenses chegaram ao empate. Alem disso, foi sempre um dinamizador do ataque dos “Guerreiros do Minho” e teve mais duas oportunidades para dilatar a vantagem da sua equipa. Agora, a curiosidade que se mantém sobre este jogador é se finalmente vai conseguir dar o salto ou se manterá mais uma temporada no conjunto dos “arcebispos”.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Zé Luís – Foi naturalmente uma substituição completamente ao lado por parte de Sérgio Conceição. O cabo verdiano nunca conseguiu entrar realmente na partida que envolvia a sua equipa e a sua exibição foi igual a muitas outras que tem habituado os adeptos portistas. Caso não mude a sua atitude competitiva, a sua saída, no final da época, não será de todo uma surpresa.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa da casa entrou muito mal na partida, permitindo que o FC Porto trocasse a bola confortavelmente em todas as zonas do terreno. Além disso, na primeira parte raras foram as vezes que incomodaram verdadeiramente Diogo Costa. Porém, tudo mudou ao intervalo, já que os bracarenses entraram no segundo com outra atitude e que os permitiu virar o resultado a seu favor. Desta forma, podemos afirmar que este jogo apresentou duas faces do SC Braga, que mesmo assim foram suficientes para garantir o pódio no campeonato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (6)

Bruno Wilson (7)

David Carmo (7)

Amador (6)

André Horta (7)

Palhinha (6)

Fransérgio (8)

Ricardo Horta (8)

Trincão (7)

Paulinho (7)

SUBS UTILIZADOS:

Samuel Costa (7)

Fabiano (6)

João Novais (-)

Raúl Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Tudo o que foi dito, em relação ao SC Braga, podia aplicar-se ao FC Porto, mas de forma invertida. A equipa de Sérgio Conceição entrou muito bem no Municipal de Braga, ou seja, assumiram o controlo do jogo, trocaram a bola com critério, anularam os pontos fortes do adversário e conseguiram ferir a baliza dos bracarenses. No entanto, após o intervalo, os homens da invicta mostraram-se mais passivos e mais apáticos, que naturalmente ajudaram os “Guerreiros do Minho” a inverter o resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Manafá (6)

Pepe (6)

Diogo Leite (6)

Alex Telles (6)

Danilo (7)

Uribe (6)

Otávio (6)

Corona (6)

Luís Diaz (7)

Soares (6)

SUBS UTILIZADOS:

Sérgio Oliveira (6)

Zé Luís (5)

Fábio Vieira (6)

Fábio Silva (-)

João Mário (-)

SL Benfica 2-1 Sporting CP: Leão acordou tarde e perde lugar no pódio

CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO QUE EXPÔS AS FRAGILIDADES DAS DUAS EQUIPAS

O derby lisboeta marcou o fim do campeonato. O SL Benfica entrou em campo sabendo que independentemente do resultado o segundo lugar estava garantido, entrando já numa espécie de preparação para a final da Taça que se realizará no próximo dia 1 de Agosto. O Sporting CP entrou com a tarefa de conseguir pelo menos manter o seu terceiro lugar e assim entrar diretamente na Liga Europa, onde bastava aos Leões pontuar se não quisessem ficar a depender do resultado do SC Braga.

As duas equipas entraram com algumas alterações face à última partida. Nas Águias, Carlos Vinícius deu o lugar a Seferovic. Tomás Tavares e Julian Weigl regressaram também ao onze em detrimento de Nuno Tavares e de Florentino Luís. Nos Leões, iniciou a partida o onze esperado. Não havendo grandes dúvidas quanto à inclusão de Sporar e Jovane Cabral depois de recuperarem das suas lesões, relegando para o banco de suplentes Francisco Geraldes e Tiago Tomás.

O Sporting CP até entrou bem na partida, com uma equipa solta e a procurar tomar conta do jogo e a remeter o SL Benfica no seu meio-campo, mas durou apenas dez minutos e a equipa liderada por Rúben Amorim perdeu esse pequeno fulgor. Os Leões terminaram até a primeira parte com mais posse de bola, muito fruto do seu sistema de três centrais, mas todas as ocasiões de perigo pertenceram sempre à equipa da casa.

Aos 28 minutos o SL Benfica chega à vantagem com um golo de Seferovic. Após um canto batido no lado direito do ataque encarnado, Rúben Dias ganha a primeira bola e serve o suíço para o seu 5º golo na prova. O Sporting CP demonstrou sempre muitas dificuldades em reagir e em responder à desvantagem, permitindo ao SL Benfica controlar a saída dos Leões a seu belo prazer e a conseguir controlar o jogo de forma favorável. Vantagem justa ao intervalo onde o SL Benfica foi conseguindo explorar da melhor maneira as fragilidades dos Leões.

No início do segundo tempo, o Sporting CP apresentou-se com uma imagem diferente, mais arrojado e com isso o jogo ficou mais aberto, dando mais hipóteses de perigo em cada uma das balizas. O Sporting CP dominou as ações do jogo nesta segunda parte – sobretudo com o aproximar do final da partida – a procurar carregar e em chegar ao golo do empate. Aos 69 minutos o Leão chega mesmo ao golo do empate. Num excelente contra-ataque, Tiago Tomás – que entrou no início do segundo tempo para o lugar de Plata – serviu na perfeição Sporar que rematou para o fundo da baliza, fazendo o seu 6º golo no campeonato e colocando novamente o Sporting CP no terceiro lugar do pódio.

O SL Benfica ia sentindo dificuldades, mas chegou ao golo da vitória aos 88 minutos. Carlos Vinícius fez o seu 18º golo no campeonato após assistência de Pizzi e com a validação do VAR.

Final da partida. Não sendo um jogo deslumbrante, o Sporting CP esteve perto e possuiu oportunidades para pelo menos empatar, mas não conseguiu o seu objetivo do terceiro lugar quando até esteve melhor na partida descendo assim para o quarto lugar. O SL Benfica termina o campeonato em segundo lugar e com mais uma vitória sobre o rival da 2ª Circular.

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Segunda-parte do Sporting: A equipa leonina entrou com uma imagem bem diferente face ao que fez na primeira parte e colocou várias dificuldades ao SL Benfica. Apesar de ser necessário acrescentar outra qualidade individual ao plantel leonino, fica a nota e o destaque para o que uma mudança de atitude e de índices de agressividade podem fazer à exibição de uma equipa que até ali havia sentido muitas dificuldades em conseguir ligar o seu jogo e em contornar os erros que ia cometendo face à pressão dos encarnados. Não venceu o jogo, mas a entrada de Tiago Tomás – muito mais a pensar no coletivo e associativo – também ajudou e o Sporting CP foi conseguindo meter mais homens no ataque conseguindo expor também as dificuldades defensivas do SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Bolas paradas defensivas leoninas: O Sporting CP foi demonstrando muitas dificuldades ao longo do jogo no que diz respeito às bolas paradas defensivas. Erros de marcação e de coordenação da linha defensiva. Tendo dificuldades – sobretudo na segunda parte – em disputar o jogo corrido, foi assim que a equipa da casa foi eficaz e foi criando perigo conseguindo resolver desta forma o jogo a seu favor.

ANÁLISE TÁCTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se em 4x2x3x1 com Chiquinho a jogar mais entrelinhas e nas costas de Seferovic, jogando com Gabriel e Weigl no meio-campo. Uma equipa com dinâmicas e comportamentos que têm sido a imagem da longa época que agora está prestes a terminar. A equipa não foi deslumbrante, jogou no erro do Sporting CP e a aproveitar as debilidades leoninas na primeira parte, mais até do que tentar assumir as despesas do jogo.

Uma abordagem mais pragmática, sobretudo na forma como a equipa condicionou a primeira fase de construção e a saída do Sporting CP, obrigando quase sempre o Sporting CP a errar e a jogar com esse erro. O SL Benfica foi criando perigo sobretudo através das bolas paradas ofensivas. Na segunda parte entregou e estranhou a mudança do Sporting CP, começando a sentir algumas dificuldades e sobretudo a começar a demonstrar a falta de confiança que não permitiu à equipa lutar pelo título, demonstrando também algumas lacunas na parte defensiva no segundo tempo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

André Almeida (5)

Rúben Dias (7)

Jardel (5)

Tomás Tavares (5)

Julian Weigl (6)

Gabriel Pires (6)

Pizzi (6)

Chiquinho (6)

Franco Cervi (6)

Haris Seferovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Florentino Luís (4)

Carlos Vinícius (6)

Rafa (4)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se com o seu sistema habitual de 3x4x2x1 e com as mesmas dinâmicas e processos desde que Rúben Amorim assumiu o comando dos Leões. A equipa até teve alguma bola, sobretudo por conseguir superiorizar-se na primeira fase de construção com o sistema de três centrais, mas foi uma equipa sempre com enormes dificuldades, como tem sido habitual também. Muita dificuldade em ligar sectores, muita dificuldade em conseguir chegar com perigo à baliza adversária e em conseguir apresentar soluções para surpreender o adversário.

O SL Benfica conseguia encaixar individualmente nos médios leoninos e conseguia definir os timings certos de pressing e o Sporting CP raramente conseguia contornar isso, com poucas jogadas de envolvimento e quase sempre com Plata e Jovane muito desapoiados, sem hipótese de combinar e quase sempre a tomar também más decisões. Ristovski voltou a sentir novamente dificuldades. Apesar de uma imagem muito mais positiva na segunda parte, muito mais agressiva, o Sporting CP terá certamente tempo para se reorganizar e melhorar na pré-época, sendo necessário reforçar o plantel com outro tipo de qualidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maximiano (6)

Eduardo Quaresma (6)

Luís Neto (5)

Marcos Acuña (6)

Stefan Ristovski (4)

Wendel (5)

Matheus Nunes (6)

Nuno Mendes (5)

Gonzalo Plata (4)

Andraz Sporar (7)

Jovane Cabral (5)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Tomás (6)

Cristian Borja (3)

Luciano Vietto (3)

Rodrigo Battaglia (-)

Foto de Capa: Liga Portugal

4 jogadores que floparam na Juventus FC e brilharam na UC Sampdoria

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A Liga Italiana é prodigiosa em contextos muito específicos em que os jogadores brilharam ao serviço de certos clubes e mais tarde (ou mais cedo) acabaram por flopar na mesma liga num outro contexto, num outro clube.

PODE SER UM DIA DE FESTA PARA A JUVENTUS E CRISTIANO RONALDO! ACREDITAS NO TÍTULO JÁ NESTE DOMINGO? APOSTA NESTE JOGO NA BET.PT!

Hoje pretendo aproveitar a ocasião do jogo entre Juventus FC e UC Sampdoria, que pode fechar o titulo italiano para a Juve, para fazer esta reflexão. Decidi tirar o bloco de notas da gaveta e fazer uma pequena pesquisa de jogadores que passaram pelos dois clubes. Analisei os seus percursos e encontrei estes quatro casos de jogadores que não brilharam muito ao serviço da Juve, mas que acabaram por ter outro tipo de rendimento na Sampdoria.

Antevisão GP Andaluzia: Quartararo, o Rei das pole positions em Jerez

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Uma semana depois e já as duas rodas estão de volta. Os pilotos e a as equipas nem precisaram de sair de Jerez de la Frontera já que o segundo grande prémio da temporada se volta a disputar no circuito Ángel Nieto.

Um fim de semana que começou com a notícia do regresso de Marc Márquez, depois de ter sido operado na passada terça-feira a uma fratura no antebraço direito. Mas após a qualificação deste sábado, Albert Puig mostrou-nos um grande bom senso e informou que o Marc Márquez não ia disputar a corrida desde domingo. E ainda bem! Porque o espanhol da Honda poderia colocar em causa toda a temporada de 2020 e ainda há um título de campeão do mundo para defender.

Sem Márquez, o protagonismo deste segundo grande prémio estará, outra vez, nas mãos de Fabio Quartararo e Maverick Viñales, que voltaram a disputar a pole position. Mas foi o francês, novamente, a levar a melhor por apenas 95 milésimas de segundo. Sei que parece um deja vu do passado fim de semana, mas Quartararo tornou-se no rey das pole positions em Jerez de la Frontera.

Viñales, por outro lado, mostrou-se mais consistente ao longo dos treinos livres e não pode, de todo, ser descartado como possível vencedor na corrida de amanhã. Aliás, acredito mesmo que se não voltar a errar na escolha dos pneus, a vitória não lhe escapará. Já que na semana passada ficou a um passo do lugar mais alto do pódio.

E o Miguel Oliveira?, perguntam vocês. Pois é! O piloto português sacou a primeira posição na Q1, o que lhe deu o passaporte para a Q2 onde brilhou e alcançou a quinta posição na grelha de partida. Com este resultado, o falcão de Almada consegue o melhor resultado de sempre em qualificação. E deixa-nos com um nervoso miudinho para a prova de domingo.

Arrisco-me a dizer que já garantiu um lugar no Top 10 e que o Top5 não é, de todo, uma possibilidade descabida.

Quem parece ter renascido, e reforço o parece desta frase, é Valentino Rossi que sairá do primeiro lugar da segunda linha na grelha de partida. Resta saber se a sua M1 está de novo viva ou voltará a ter problemas técnicos, como no passado fim de semana.

A verdade é que também no mundo das duas rodas, 2020 está a fazer das suas e a trazer-nos novos protagonistas. O espetáculo só agradece.

Foto de capa: Moto GP

«O que o Sporting fez comigo foi uma falta de respeito» – Entrevista BnR com Jefferson

De Lugano, recebe-nos com um “fala, fera”, convidando-nos a juntar-nos à alcateia, ou não estivéssemos a falar com um leão. Natural da “Terra das Esmeraldas”, no coração da Bahia, fez-nos palpitar por voltar a vê-lo jogar e a manejar a bola como se de uma pedra preciosa se tratasse. Do Brasil, onde Deco lhe revelou o motivo da saída do Barcelona, a Portugal, país no qual conheceu o sabor agridoce da nossa gastronomia futebolística, pouco ficou por dizer. Na Suíça, a ocasião fez o ladrão e tem roubado a atenção dos que desconheciam o seu talento, apesar de “ainda não ter saído aquela banana”, fruto de quase um ano parado. Que se levantem as cortinas, pois o palco do Bola na Rede é de Jefferson Nascimento!

Nota do autor: por opção editorial, a entrevista manteve parte da variante da língua portuguesa português brasileiro.

– Muda de vida se tu não vives satisfeito –

“Foi uma sacanagem o que me fizeram no Sporting”

[A entrevista foi realizada a 16 de julho, um dia após o clássico que opôs FC Porto a Sporting]

Bola na Rede: Viste o jogo, ontem?

Jefferson: Cara, vi pouco. Fui vendo a primeira parte, mas depois deu um problema no meu telemóvel e o site não estava dando.

BnR: Horas antes tiveste jogo contra o Thun.

J: Exato, mas não joguei.

BnR: Eu sei. Empataram 1-1.

J: Nossa! Foi um resultado muito ruim para a gente…

BnR: Porque assinaste pelo Lugano?

J: A escolha pelo Lugano foi porque aconteceram várias situações que eu acho que todo o mundo sabe (…) a minha saída do Sporting foi um pouco turbulenta.

Fonte: Facebook de Jefferson

BnR: Já lá vamos.

J: E surgiu o Lugano. Surgiram também propostas para voltar para o Brasil.

BnR: Do Vasco da Gama e do Botafogo?

J: Fiquei a saber que sim.

BnR: O Professor Jesualdo também te queria levar para o Santos?

J: Sim. No entanto, com a pandemia, tudo parou; o Lugano procurou-me e fez o convite. Lógico que não ia deixar passar esta oportunidade, de voltar ao mercado de novo. Os clubes achavam que eu estava machucado e vir para a Suíça foi bom para mim, porque voltei a treinar em equipa e a impulsionar novamente o meu futebol.

BnR: O motivo pelo qual estiveste tanto tempo parado foi por pensarem que estavas lesionado?

J: Sim, nunca foi por opção minha. Tanto que, quando saí do Sporting, não tive a malícia de perceber que foi uma sacanagem o que me fizeram: quando rescindi, foi depois do dia 31 de agosto, quando a janela fecha para todo o mundo, praticamente. Eu achava que podia ser inscrito em qualquer lado, por ser um jogador livre; foi falha minha e má-fé deles. Foram muitos anos a dar o meu melhor pelo clube e podiam ter-me dito algo do género “Olhe, você vai ficar sem jogar até dezembro, então pense bem”, mas não houve isso.

BnR: Da tua parte havia disponibilidade para continuar no Sporting até dezembro?

J: Sim, tinha mais um ano de contrato!

BnR: Já recuperaste a melhor forma?

J: A gente nunca está a meio, sempre quer dar mais! Tenho de saber gerir o esforço, porque um ano sem jogar não é fácil. O corpo já estava desabituado, então treino muito forte, jogo quarta-feira e domingo. Com certeza vou acabar a época em grande e o velho Jefferson está de volta.

BnR: É a tua primeira experiência num país não lusófono. Como tem corrido?

J: Está sendo top! Uma experiência nova e muito mais positiva do que pensei por, aqui, o pessoal falar italiano; dá para entender algumas coisas e, se todos os dias der uma estudada e conviver com as pessoas, aprende-se mais rápido. Se fosse alemão… estava perdido.

BnR: Chegaste à Suíça em pleno período de pandemia.

J: Tomamos cuidado, na medida do possível. Usamos máscara quando vamos ao supermercado e a outros lugares fechados, mas a galera aqui (…) os cafés estão todos lotados, o lago e o centro estão sempre cheios… o pessoal está meio tranquilo em relação ao coronavírus.

BnR: Já te reconhecem na rua?

J: É engraçado perguntares isso porque, há dias, estava sentado no café e veio um português: “Então, Jefferson! O que está a fazer por aqui? Está perdido?”. “Vim para cá jogar”, disse-lhe. “Então boa sorte, sou sportinguista”. Alguns brasileiros também me reconhecem e até os próprios suíços dizem “Aquele jogador do Lugano, bom jogador”. É bom voltar à atividade, ser reconhecido e não perder a alegria de jogar futebol.

24 anos depois, Portugal volta a ter um Grande Prémio de Fórmula 1

24 de julho de 2020. É preciso guardar este dia na agenda, porque foi o dia em que foi oficializado pela Fórmula 1 que Portugal voltará a ter um Grande Prémio da modalidade, 24 anos depois do último realizado em terras lusas.

E, o palco escolhido, como há muito se fazia «burburinho», é o Autódromo Internacional do Algarve, situado em Portimão. Pela primeira vez, o circuito algarvio recebe um evento deste calibre, sendo que os últimos Grandes Prémios de Portugal passaram por circuitos no Porto, Monsanto e Estoril.

Para além de Portimão, nesta última sexta-feira foram anunciados mais dois circuitos que há muito não entravam no calendário. Os circuitos históricos de Nurburgring, na Alemanha, e Imola, em São Marino (Itália), juntar-se-ão à festa do calendário mais inimaginário dos últimos tempos.

Em contrapartida, Grandes Prémios realizados no continente americano foram devidamente cancelados. Países como Canadá, EUA, México e Brasil, que acolheram a Fórmula 1 durante anos, mostraram-se vulneráveis à realização de eventos, à conta do crescimento de casos de infeção por COVID-19.

Agora, chegamos à parte que mais nos interessa: O Grande Prémio de Portugal de 2020 realizar-se-á no fim-de-semana de 23 a 25 de outubro, e, ao que tudo indica, poderá ser dos primeiros eventos do calendário – se não mesmo o primeiro – a contar com público nas bancadas.

A sede de Fórmula 1 em Portugal é tanta que parece que, por um pouco, nos esquecemos que estamos ainda a viver numa pandemia, que tem assolado o mundo por aí fora.

Mas, a verdade é que, se não fosse a pandemia, a hipótese de termos em Portugal um Grande Prémio era nula, tendo em conta a emergência no mercado de países como o Vietname e países do Médio Oriente, e, por isso, a esperança e a possibilidade remota de que, até outubro, as coisas melhorem em termos de saúde pública, é muito grande.

E, em resposta a esta questão, cerca de 5.000 bilhetes já estão a ser disponibilizados e vendidos, através do site do Autódromo Internacional do Algarve.

Seja de que maneira for que o evento seja realizado, os esforços foram feitos para que, 24 anos depois, o tão esperado dia chegasse: O dia em que voltamos a ver a prova rainha do desporto motorizado em Portugal. De facto, nada disto seria possível sem a dedicação das entidades responsáveis por este regresso, nomeadamente o próprio AIA e o seu CEO, Paulo Pinheiro.

Este também acaba por ser um «prémio» aos fãs portugueses, que tanto esperavam por esta oportunidade. A oportunidade única de voltar a ver a Fórmula 1 em Portugal, numa condição que deveria ser fechada ao público, porém, também poderá haver a possibilidade de juntar-se o útil ao agradável e ter fãs nas bancadas. É apenas majestoso e ainda irreal.

Em suma, Portimão acarreta um circuito de que se gosta à primeira vista, uma pista complexa que agrada tanto às equipas, como aos pilotos. Da nossa parte, esperamos ver um regresso em grande do GP de Portugal, que, quer seja com público ou não, prova que o nosso país tem capacidade para organizar e levar avante eventos desta dimensão. E que seja para continuar assim.

Foto de Capa: Autódromo Internacional do Algarve

Futsal: Baliza encarnada bem guardada

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Desta feita decidi não falar sobre futsal masculino, como é habitual, mas sim dedicar a minha atenção ao mesmo desporto de sempre, mas neste caso à sua vertente feminina. Não só porque as senhoras merecem todo o respeito, por ser uma modalidade em crescimento exponencial nestes últimos meses, com a criação de um campeonato europeu absoluto no ano de 2019, mas por haver uma grande notícia no que diz respeito ao plantel do SL Benfica para a próxima temporada.

Não é nenhuma contratação, mas sim uma renovação sonante. A guarda-redes Ana Catarina irá continuar no seu clube do coração durante (pelo menos) mais uma época, naquela que irá ser a sua 14.ª temporada ao serviço do seu clube de formação e de coração. Uma guardiã consagrada, de topo mundial, conforme se comprova pela distinção individual na edição de 2018 dos Futsal Awards na posição de guarda-redes, sendo segunda classificada na última atribuição dos prémios anuais, e também pelos 12 títulos (três campeonatos, cinco taças de Portugal e quatro supertaças) conquistados no clube que representa há vários anos, tirando uma rápida incursão no futsal italiano em 2014/15.

Mesmo nesta temporada, as encarnadas seguiam na frente da segunda fase de apuramento do campeão e pareciam bem encaminhadas para mais um título nacional em 2019/20, mas pelos motivos bem conhecidos por todos a época foi abruptamente interrompida.

Mais uma época ao serviço do clube encarnado
Fonte: SL Benfica Modalidades

A reformulação das próximas épocas inclui a criação de uma nova competição, a taça da Liga, a partir de 2020/21, logo pode permitir um engrossar do palmarés já vastíssimo da titular da seleção nacional.

Mesmo o facto de Portugal estar no topo do futsal europeu e mundial pode contribuir, pois o Brasil, vencedor absoluto de todas as edições do torneio mundial disputadas até agora (seis) não pode ganhar sempre e a nossa seleção está na linha da frente de potenciais conquistadores da prova, a par da Espanha e da Rússia.

O próprio campeonato europeu, que teve a sua primeira edição em 2019 no nosso país, competição com apenas quatro formações e onde só perdemos na final com a Espanha, pode ser para encher o currículo da atleta do Benfica, uma jogadora de eleição e que está no pódio das melhores mundiais na sua posição na atualidade aos 27 anos, logo ainda terá muitos anos pela frente na elite do futsal mundial.

Foto de Capa: SL Benfica Modalidades

5 dados estatísticos do SL Benfica x Sporting CP

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Numa altura em que falta apenas uma jornada por disputar no campeonato português, SL Benfica e Sporting CP defrontam-se, no Estádio da Luz, pelas 21h15 do próximo sábado, naquela que é uma das maiores rivalidades do futebol nacional, o denominado “Dérbi Eterno”.

O ÚLTIMO DÉRBI DA TEMPORADA PODE AJUDAR A DEFINIR A LUTA PELO TERCEIRO LUGAR DO CAMPEONATO! QUEM VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O Sport Lisboa e Benfica já não “precisa” do jogo, uma vez que o título de campeão já está entregue e o segundo lugar está seguro, mas o Sporting Clube de Portugal ainda tenta manter o terceiro posto na tabela classificativa e, consequentemente, assegurar de forma direta a entrada na Liga Europa da próxima temporada.

Ainda assim, este é um daqueles jogos que ninguém quer perder, nem que “fosse a feijões”!

5 dados a ter em conta para o SC Braga x FC Porto que encerra a Liga

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Chegou finalmente a última jornada do campeonato mais longo da história recente do futebol português e, apesar do título já estar atribuído, os confrontos finais não poderiam ser melhores. Enquanto que em Lisboa se joga o dérbi da segunda circular, no Norte defrontam-se as duas melhores equipas da região.

DUAS EQUIPAS QUE MARCAM MUITOS GOLOS MEDEM FORÇAS NUM JOGO QUE PODE TER IMPLICAÇÕES NO TERCEIRO LUGAR DO CAMPEONATO. QUEM VAI GANHAR? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O FC Porto, apesar de já ser campeão, quererá sem dúvida fechar a Liga em grande e manter a boa forma e a confiança para a final da Taça de Portugal. O SC Braga ainda pode almejar a chegar ao terceiro lugar, precisando no entanto de triunfar e esperar que os Leões percam no Estádio da Luz. Em véspera de um jogo que tem tudo para ser muito interessante, vamos ver alguns dos dados estatísticos mais relevantes.