Com saudades do Liedson ou do Slimani? Até do Ricky van Wolfswinkel? Ou do Bas Dost? Pois bem, este artigo do Bola na Rede só vai piorar a situação! Apresentamos de seguida cinco avançados que passaram pelo Sporting CP sem fazer um único golo… E um deles nem chegou a jogar qualquer minuto.
Os quartos de final da Liga Europa arrancam hoje na Alemanha, e como é apanágio desta competição o equilíbrio é o denominador comum de todos os jogos. A dificuldade em selecionar as duas principais equipas favoritas à vitória final é muita, mas aceito o desafio e vou tentar explicar a minha seleção dos dois eleitos.
O equilíbrio é de tal maneira forte, que existe sempre a forte possibilidade de uma das (ou até as duas) equipas que irei enunciar de seguida serem desde já eliminadas nos quartos. Confesso que embora a Liga Europa seja, sem dúvida, o parente pobre da Liga dos Campeões, sempre apreciei a mesma por proporcionar muitas vezes jogos mais interessantes até do que aqueles que vemos na liga milionária.
Como diria a gíria popular portuguesa, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Ora bem, com a chegada de Jorge Jesus para o comando técnico das águias, o técnico português terá uma palavra a dizer sobre a situação dos jogadores do SL Benfica que se encontram emprestados na temporada 2019/20.
Muitos são os jogadores que estão contratualmente ligados aos encarnados, mas que representam e atuam noutras equipas. Estes jogadores estão prontos para regressar ao SL Benfica para provarem a Jorge Jesus que merecem um lugar no plantel encarnado, no entanto, existe a grande probabilidade de nenhum se conseguir afirmar na turma de “JJ”.
Uns serão novamente emprestados, outros serão vendidos a título definitivo, enquanto outros até poderão ser relegados para a equipa secundária do Sport Lisboa e Benfica. Vejamos, assim, quais são aqueles que serão dignos de voltar a envergar o manto sagrado.
Esta semana Portugal e o mundo recebeu a notícia que era expectável há alguns meses – a oficialização do fim de carreira de Iker Casillas. O guardião espanhol anunciou através de um comunicado nas suas redes sociais o pendurar das luvas, agradecendo a todos os que estiveram presentes durante as 29 épocas como jogador de futebol. O FC Porto não foi esquecido na sua mensagem, mas certamente que Iker também não o será pelos adeptos portistas.
Viajemos até julho de 2015. Na primeira semana do mês, surge uma notícia nos meios de comunicação social portugueses que surpreendeu tudo e todos – Iker Casillas estava em vias de se transferir em definitivo do Real Madrid CF para o FC Porto. Para grande parte dos portugueses, era mais um rumor inventado que nunca iria acontecer.
Apesar de viver na altura um período conturbado no clube madridista, Casillas mantinha o estatuto de ser um dos melhores guarda-redes do mundo e quase que poderia escolher o clube onde queria jogar caso abandonasse a capital espanhola. Obviamente que o FC Porto não tinha o poder financeiro para contratar jogadores daquele calibre, mas uma réstia de esperança nasceu quando se soube que o “portero” aceitaria reduzir o seu salário e uma parte deste seria, inicialmente, comparticipado pelos merengues.
No dia 11 de julho de 2015 viria a oficializar-se a transferência e aí o sonho tornou-se realidade. Muitos disseram que estava em declínio. Outros tantos vibraram com a hipótese de ver um ídolo a jogar pelo clube do coração. Certo é que Casillas veio para ficar e ficou na história do clube. Apesar de apenas ter vencido apenas um campeonato e uma supertaça pelos dragões, Casillas conquistara algo ainda mais importante – o carinho e a afeição de um povo e de uma cidade. O próprio declarou-se e rendeu-se à cidade Invicta.
— FC Porto – Dobradinha 19/20 🏆🏆 (@FCPorto) March 20, 2019
No entanto, o dia 1 de maio de 2019 veio marcar pela negativa a carreira de “San Iker”. O guarda-redes sentiu-se mal durante o treino semanal do FC Porto e foi necessário o internamento no hospital da CUF Porto. Veio-se a saber que sofrera um enfarte de miocárdio agudo. Felizmente Iker conseguiu superar esse susto, mas impediu-o de voltar aos relvados. Dois meses depois era anunciado que faria parte da estrutura do FC Porto, podendo ajudar o clube de outra forma.
Ao todo, na sua passagem pelo FC Porto, completou 156 jogos em que apenas sofreu 116 golos. Contudo, nem só de números vive Casillas, mas sim também de defesas vistosas e quase impossíveis. Os dois clássicos frente ao SL Benfica na sua primeira época são exemplo disso, assim como o golo impedido ao Sporting CP no último minuto do jogo no Estádio do Dragão em 2017.
Os adeptos portistas e, certamente que todos os portugueses, estarão gratos por tudo aquilo que Casillas contribuiu para o futebol português. Um atleta que sabe estar no desporto rei e que é um verdadeiro senhor dentro e fora dos relvados. Por isso mereceu erguer a Taça de Portugal no passado domingo, mesmo sem ter jogado uma única vez durante esta época. Gracias, Iker!
Entramos oficialmente na chamada silly season do futebol quando os jornais e restantes órgãos de comunicação social associam todos os jogadores possíveis aos três grandes. O rumor mais recente e com mais força para o FC Porto é Stiven Mendoza. É internacional colombiano e pode jogar tanto na ala como na frente de ataque.
Muito se tem falado do que pode acontecer aos jogadores que podem jogar na frente de ataque dos Dragões. Não parece que haja algum jogador que possa atuar nessas posições que tenha o lugar absolutamente garantido. Zé Luís parece ser o mais provável a sair, tendo perdido o lugar até para Fábio Silva neste final de campeonato. Ainda começou bem o campeonato, mas depois baixou muito de forma e não mostrou ser um jogador ao estilo de Sérgio Conceição, parecendo muitas vezes desconcentrar-se a meio de jogos.
Mesmo Soares, que foi titular no final do campeonato, tem sido muito associado a outros clubes e pode estar na porta de saída. Dessa forma, Mendoza pode muito bem ser uma boa opção. É muito rápido, tem alguma qualidade no drible e gosta de enfrentar os adversários no um para um. Tem algumas falhas na tomada de decisão, como muitos jogadores do seu estilo de jogo e não tem grande margem de progressão tendo em conta que tem já 28 anos.
Ainda assim, é um jogador que encaixa de certa forma com o estilo de jogo de Sérgio Conceição e não terá um custo muito elevado, segundo a imprensa nacional e internacional que noticia o interesse dos Dragões. É jogador do Amiens, que desceu agora de divisão, o que pode facilitar a mudança. Já jogou pelo Brasil, não tendo grande sucesso por lá. Destacou-se mais quando jogar na Primeira Liga Indiana quando marcou 13 golos em 16 jogos ao serviço do Chennai.
Os mercados de transferências têm sido uma loucura esta década. Rapidamente nos habituamos a jogadores a serem contratados por três dígitos e a clausulas de rescisão elevadíssimas. Comparando com trocas de outros tempos podemos considerar que o preço a pagar pelos serviços de alguns atletas está inflacionado e descontrolado, mas esta é a realidade, onde poucas carteiras parecem ter espaço. Nesta espécie de top vão estar aqueles que foram os jogadores mais caros desta década por ano.
Algumas surpresas, algumas loucuras e algumas asneiras. Além disso, descobre ainda os lusos que mais custaram aos cofres dos clubes que os acolheram durante estes anos.
Os principais campeonatos domésticos já chegaram ao fim. E houve vários treinadores espalhados pela Europa fora que mostraram as suas credenciais fazendo com que as suas equipas fossem referenciadas no seu país. Por isso, irei aqui fazer o meu Top de 10 treinadores revelação no futebol europeu.
Celebrando-se, este fim-de-semana, o 70.º Aniversário da Fórmula 1, foi em 1950, precisamente em Silverstone, que a magia da modalidade começou.
A CORRIDA: NÃO GANHOU A MERCEDES?
Conta-se a quinta ronda do Campeonato Mundial de Fórmula 1, onde, numa luta sempre intensa entre a equipa da Mercedes e a Red Bull, são os “touros vermelhos” que acabam por triunfar, numa estratégia de corrida fantástica que acaba por levar Max Verstappen para o seu primeiro triunfo da época.
No arranque da corrida, Valtteri Bottas ainda conseguiu ultrapassar Lewis Hamilton, e assim ficou, mas acabou por ceder à pressão do colega de equipa.
Lewis Hamilton (Mercedes), que permaneceu no topo durante maior parte da corrida, optou por arriscar e mudar de pneus a 11 voltas do fim, para tentar travar a vantagem de Max Verstappen (Red Bull) que tinha pneus mais frescos. Se houvessem mais voltas, teria resultado, porém, a estratégia apenas lhe garantiu o segundo lugar.
Charles Leclerc foi o único Ferrari nos pontos. Numa corrida bastante sólida por parte do monegasco, levou a macchina rossa ao quarto lugar. Já Sebastian Vettel (Ferrari) não passou de um 12.º lugar.
Alex Albon (Red Bull) surpreende ao arrecadar o quinto posto. Parecendo que não, a paragem cedo do tailandês fez com que a Red Bull conseguisse apresentar uma estratégia consistente, não só para ele, como também para Max Verstappen, noutras vertentes.
Esperávamos ver uma corrida mais sólida de Nico Hulkenberg (Racing Point) que, saindo de terceiro lugar, voltou a substituir Sergio Perez esta semana. Porém, tal não aconteceu, permanecendo no sétimo lugar, atrás de Lance Stroll (Racing Point).
Os últimos lugares nos pontos pertenceram a Esteban Ocon (Renault), Lando Norris (McLaren) e Daniil Kvyat (Alpha Tauri).
A única desistência de hoje pertenceu a Kevin Magnussen (Haas).
Em suma, se tivéssemos que denominar esta corrida, seria como uma espécie de «triângulo amoroso» entre os dois homens da Mercedes e Max Verstappen (Red Bull).
Não foi, de todo, uma corrida em que a emoção estivesse à flor da pele, mas a verdade é que, pelo menos, conseguimos ver uma corrida em Silverstone que não fosse nem a Mercedes, nem Lewis Hamilton a ganhar.
A retoma do campeonato após a paragem devido à pandemia Covid-19 levou a que vários jovens fossem lançados pelos treinadores das equipas portuguesas, demonstrando de imediato qualidade e potencial para se afirmarem até em patamares superiores. Este é o top cinco de jovens lançados a quem devemos estar atentos na próxima temporada, sendo que vários outros nomes poderiam caber dentro destes parâmetros.
A CORRIDA: ALGUÉM QUE PEGUE NOS LIVROS, PORQUE FOI FEITA HISTÓRIA
Não podia ter começado da melhor maneira o GP da República Checa, pois quem pensava que estava tudo controlado por Johann Zarco (Esponsorama Racing) na partida, enganou-se. Franco Morbideli (Petronas Yamaha STR) foi aquele que saiu melhor e depressa arrancou para ter uma enorme vantagem logo desde início. No entanto, temos também de dar uma atenção à partida de Brad Binder (KTM Factory Racing) e dos irmãos Espargaró (Pol e Aleix).
As primeiras voltas mostraram um domínio da Petronas Yamaha STR e da KTM, que ocupavam as quatro primeiras posições. Binder mesmo longe do primeiro lugar já mostrava que queria muito um pódio e nem com Morbideli longe deixava de sonhar com o 1.º lugar. O italiano não esperava de todo aquilo que mais para a frente iria acontecer na corrida.
Já tínhamos destacado o início dos irmãos Espargaró e com 12 voltas para o final foi o fim de corrida para Pol. O 44 da KTM Factory Racing abriu demasiado na curva um e Zarco aproveitou para conseguir a ultrapassagem, mas o espanhol quando voltava à melhor linha acabou por tocar no francês e cair. Um incidente que levou à penalização de Zarco com uma “long lap“ (e que long lap!) nunca antes vista à frente de Quartararo! Se o francês começou da pior forma, não nos podíamos queixar com aquilo que estávamos a ver…
Se a corrida à frente estava emocionante na parte de trás havia surpresas, mas algumas bem desagradáveis. Maverick Viñales (Yamaha Factory Racing) vinha a rodar de uma forma péssima e era ultrapassado por tudo e por todos. O espanhol acabou mesmo fora dos pontos e dos dez primeiros. Já Quartararo, que vinha numa excelente forma desde o início da corrida, acabou da pior maneira ultrapassado por Binder, Zarco, Alex Rins (Team Suzuki), Valentino Rossi (Yamaha Factory Racing) e Miguel Oliveira (Redbull KTM Tech3).
O primeiro e segundo lugares estavam mais do que assegurados e história foi feita! Brad Binder venceu pela primeira vez no MotoGP, foi o primeiro a fazê-lo como rookie depois de Marc Márquez em 2013, e foi o primeiro sul-africano a vencer na categoria rainha! Depois de três temporadas no MotoGP, Franco Morbidelli chegou pela primeira vez ao pódio! Mas não nos esqueçamos do terceiro classificado. A luta ainda esteve intensa até ao final com Rins a ameaçar o lugar de Zarco, mas foi o francês a ficar com o último lugar no pódio.
Mas se já havia história nos primeiros lugares, o que dizer de Miguel Oliveira! Partiu de 13.º lugar e acaba em 6.º, na melhor posição da carreira do português no MotoGP. Uma corrida incrível e onde esteve muito perto de alcançar o 5.º lugar, ameaçando a posição de Valentino Rossi. O que esperar para a próxima temporada na KTM Factory? Só maravilhas. Vai, Miguel!
Podia muito bem estar novamente nas desilusões do dia, mas é mais um péssimo dia para a Ducati com Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci a terminarem em 11.º e 12.º, respetivamente. Porém, esta é uma corrida que deve estar a deixar os responsáveis pelos livros de história, e os amantes de estatísticas, de cabelos em pé com tanta para fazer depois do Grande Prémio de hoje.