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Portugal 1-0 Arménia: Vitória às três tabelas!

cab seleçao nacional portugal

Portugal alcançou hoje uma vitória tão importante quanto suada frente à Arménia. Dos arménios, que haviam estado em vantagem nos jogos diante da Sérvia (1-1) e Dinamarca (2-1), não se esperavam que facilidades. Aos portugueses pedia-se que controlassem, dominassem e ganhassem o jogo.

Fernando Santos, que continua 100% vitorioso em jogos oficiais, procedeu a três alterações em relação ao onze do jogo com a Dinamarca – o luso-francês Raphael Guerreiro saltou para o lugar do lesionado Eliseu na lateral-esquerda, Bosingwa roubou o lugar de lateral-direito a Cédric e Hélder Postiga regressou à titularidade, remetendo William Carvalho para banco. Se as duas primeiras mexidas pouco impacto tiveram na dinâmica da equipa – embora Raphael e Bosingwa pareçam melhores opções do que Eliseu e Cédric -, a substituição de um médio defensivo (William) por um ponta-de-lança (Postiga) revolucionou o esquema táctico.

Fernando Santos continua a acreditar que Ronaldo deve jogar zona central – hoje, em vez do 4-4-2 losango com Danny e Ronaldo na frente de ataque, tivemos um 4-2-4 com a dupla Tiago/Moutinho a assumir a responsabilidade de fazer o a ponte entre a defesa e um ataque em que Danny partia da esquerda e Nani da direita para apoiar os dois melhores marcadores da selecção portuguesa em actividade – Ronaldo e Postiga.

Postiga rendeu William no onze  Fonte: FPF
Postiga rendeu William no onze
Fonte: FPF

A selecção de Henrikh Mkhitaryan e companhia entrou em campo preparada para discutir o jogo e durante os primeiros vinte minutos o número de ataques, de remates e de ocasiões de perigo foi repartido. Fechando muito bem o meio, partindo com critério e velocidade para o contra-ataque e beneficiando da falta de acerto no passe dos portugueses, os visitantes começaram por chegar com bastante frequência à baliza de Rui Patrício – uma tendência que se foi esfumando ao longo da partida.

Ao intervalo, Portugal já merecia estar vantagem pelo número de oportunidades criadas e e já se podia queixar de uma grande penalidade clara que ficou por assinalar sobre Danny. Na segunda parte, o domínio de Portugal foi mais intenso, mas Portugal continuava sem conseguir encontrar-se verdadeiramente. Jamais foi avassalador, nunca conseguiu mostrar um fio de jogo, raramente construiu uma jogada com “cabeça, tronco e membros”. Nem os livres de Ronaldo – todos embatendo na barreira – davam alento às bancadas.

Quase quatro anos depois, Bosingwa regressou à selecção... e parece ter agarrado o lugar  Fonte: FPF
Quase quatro anos depois, Bosingwa regressou à selecção… e parece ter agarrado o lugar
Fonte: FPF

Foi já com Éder e Quaresma em campo que a turma de Fernando Santos se mostrou mais incisiva. O “cigano” empurrou Nani para o meio e trouxe algum rasgo ao ataque de Portugal. Foi dos seus pés que nasceu o lance do golo – investiu sobre o adversário pelo lado direito da grande área, rematou para defesa apertada do capitão arménio, a bola ressaltou nos pés de Nani e foi parar a Ronaldo, que, à segunda, acabou mesmo por apontar o 52.º golo com a camisola da selecção e o 23.º em Campeonatos da Europa, sagrando-se assim o melhor marcador de sempre da competição (incluindo fases de apuramento e fases finais), destronando o eterno ponta-de-lança dinamarquês Jon Dahl Tomasson.

Até final, nota para duas oportunidades perdidas por Éder – a primeira, a cruzamento de Ronaldo, foi tão escandalosa que não se pode falhar; a segunda, na sequência de um canto de Quaresma (sim, o Quaresma conseguiu marcar um canto soberbo!), resultou num míssil ao poste esquerdo da baliza de Berezovsky –, para a entrada de William Carvalho em campo para o lugar de Nani aos 87’ – só a partir daí Portugal começou a jogar no “antigo” 4-3-3 – e para mais dois penalties favoráveis a Portugal que o jovem árbitro grego Anastasios Sidiropoulos não viu.

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Com o golo de hoje, Ronaldo bateu mais um recorde e deu tranquilidade à equipa
Fonte: FPF

Notas finais: Ricardo Carvalho, um monstro no jogo com a Dinamarca, cometeu alguns erros e podia mesmo ter sido expulso perto dos 90′; Bosingwa continua a ser, aos 32, um autêntico “tractor” e disse “presente” de forma bastante veemente; Tiago e Moutinho, dois médios muitíssimo experientes e completos, tiveram alguma dificuldade para gerir o meio-campo, uma vez que se encontravam quase sempre em desvantagem numérica (o jogador do Atlético de Madrid falhou demasiados passes, especialmente na primeira metade), mas subiram de rendimento no segundo tempo; Nani melhorou quando passou para a zona central; Danny trata muito bem a bola e tem provado que merece ser aposta; Ronaldo, apesar do golo, esteve desinspirado, falhou muitos passes, não acertou com os remates e tomou várias decisões disparatadas; o ataque português precisa de algumas rotinas – a descoordenação entre os seus elementos foi evidente durante quase todo o jogo.

Em suma, este foi um jogo foi aborrecido e mal jogado durante a maior parte do tempo. Portugal continua inconsistente e há vários meses – porventura desde o duelo com a Suécia – que não arranca uma exibição “de encher o olho”. Valeram (novamente) os três pontos, porque, na verdade, esta foi uma vitória às três tabelas. Veremos como se comportam os “nossos” meninos contra a poderosa Argentina em Old Trafford, num jogo que nada decide.

Quaresma tem correspondido à confiança que Fernando Santos deposita em si  Fonte: FPF
Quaresma tem correspondido à confiança que Fernando Santos deposita em si
Fonte: FPF

A Figura

Ricardo Quaresma – entrou e decidiu… outra vez. Depois sair do banco para cruzar para a cabeça de Ronaldo em Copenhaga, hoje construiu a jogada que resultou no golo de recarga do capitão português. Trouxe imprevisibilidade e magia ao último terço, desequilibrou quase sempre que tocou na bola e merece, por isso, um rasgado elogio. Também o estreante Raphael Guerreiro e o regressado Bosingwa se exibiram em bom plano e merecem destaque positivo.

O Fora-de-Jogo

Hélder Postiga – ainda longe da sua melhor forma (e todos sabemos o que vale Postiga na sua melhor forma), lutou como sempre mas nunca conseguiu acrescentar grande coisa ao jogo de Portugal. Andou sempre perdido em campo. Até Éder, que tem 0 golos em 15 jogos pela selecção, fez muito mais do que o ponta-de-lança do Deportivo.

Foto de capa: Facebook das Seleções de Portugal

O fenómeno Brahimi

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Fenómeno era o adjetivo dado a Ronaldo Nazário de Lima, o Bola de Ouro brasileiro e um dos melhores avançados da história do futebol! Atualmente surgiu um novo fenómeno no futebol: ياسين إبراهيمي, mais conhecido por Yacine Brahimi, o argelino que tem encantado Portugal, a Europa e o Mundo.

Desde cedo que Brahimi esteve na mira dos mais atentos graças à sua boa performance nos campeonatos jovens franceses e, naturalmente, sobre ele recaíam grandes expetativas! Fruto das suas boas exibições, foi convocado para as seleções francesas mais jovens, tendo ainda participado num Torneio de Toulon e num Europeu sub-19! Mais ainda: só não participou num Europeu sub-21 porque a seleção gaulesa perdeu o jogo do play-off de qualificação. Por conseguinte, Brahimi chegou a chamar a atenção do Arsenal; porém, por uma ou outra razão, a transferência acabou sempre por não se realizar. Em 2012, abandonou o Rennes, de Franç,a rumo ao Granada, de Espanha – e já na altura era “um pecado” este jogador ingressar no referido clube, dadas as suas qualidades acima da média.

Espalhou a sua magia nos relvados espanhóis, tendo alcançado o título de maior desequilibrador na última temporada, com uma média superior a cinco fintas por jogo (batendo Messi e Cristiano Ronaldo). Durante este período, Brahimi, cuja nacionalidade é franco-argelina, recebeu o convite para representar a seleção africana e aceitou (essa escolha tardia justifica que, aos 24 anos, apenas tenha realizado 13 jogos pela seleção Argelina). Toda esta ascensão na sua carreira levou Brahimi ao Mundial do Brasil 2014. No Brasil, Brahimi voltou a demonstrar as suas imensas qualidades, ajudando o seu país a chegar aos oitavos de final da Copa, ficando muito próximo de eliminar a futura campeã, Alemanha.

Após todo este percurso de crescimento e evolução, foi elevado o número de equipas que demonstrou interesse por este jogador – destacam-se o Real Madrid, que acabou por contratar James Rodriguez; o PSG, que estava na dúvida entre Brahimi e Di Maria (e que acabou sem nenhum destes jogadores); e o FC Porto, que, possivelmente com a ajuda de Ghilas, convenceu o argelino a rumar ao Dragão.

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Brahimi tem sido o maior dos destaques portistas nesta época
Fonte: fcporto.pt

A nova estrela do FC Porto tem sido claramente a grande figura do plantel de Lopetegui e um dos nomes em destaque no Campeonato português. Na Liga dos Campeões, Brahimi tem encantado o público, tendo sido crucial no apuramento da equipa azul e branca para a próxima fase. Para além disso, conseguiu ser o primeiro jogador africano a marcar três golos num jogo da prova milionária.

Atualmente, Brahimi encontra-se entre os candidatos a melhor jogador africano, a melhor jogador africano para a BBC e é grande candidato a melhor jogador da CAN2015. Diariamente é alvo de um conjunto notícias da imprensa dos quatro cantos do mundo e são muitos os colegas de profissão que não poupam elogios ao argelino. Brahimi convence pelas suas fintas, pelos seus golos, pela forma como é capaz de tirar o melhor rendimento dos seus colegas e também pela sua humildade.

A maior curiosidade em redor deste fenómeno é o “ataque islâmico” às redes sociais do FC Porto. Independentemente da notícia publicada pelo FC Porto, são milhares os fãs que deixam os seus comentários, não a comentar o conteúdo da notícia, mas a elogiar Brahimi – “Brahimi <3” é, por norma, o comentário mais frequente. Teria a sua graça o clube publicar uma notícia falsa que relatasse que o FC Porto tinha perdido por muitos golos a zero e Brahimi tinha sido expulso, e observar quais os comentários que iriam surgir! Sendo árabe, o povo argelino é conhecido pela sua adoração fanática aos seus ídolos, ao seu Deus; deste modo, falar de Brahimi é quase elevar um jogador de futebol a um patamar de adoração divino.

Por todos os motivos supramencionados, Brahimi é inegavelmente uma grande contratação do FC Porto! Este jogador não permanecerá de Dragão ao peito por muito tempo; todavia, poderá ser um dos jogadores mais rentáveis ao FC Porto, à semelhança de Ricardo Carvalho, Deco, Pepe e, mais recentemente, Mangala, Hulk, Falcao e James. É igualmente certo que terá sido uma das maiores apostas involuntárias da história no que concerne ao marketing, não tivesse Brahimi despertado o mercado árabe. E, por fim, graças ainda a este fenómeno, o FC Porto ganha dia após dia adeptos nos quatro cantos do mundo.

Foto de capa: fcporto.pt

Uma família de Campeões

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cab desportos motorizados

O Mundial de Motociclismo deslocou-se até à Comunidade Valenciana para o último grande prémio da temporada, onde a festa estava já garantida. Foram 197.000 adeptos das duas rodas a marcarem presença, no total dos três dias de prova. Um número exorbitante para os portugueses, mas que em Espanha é mais do que habitual. E num fim-de-semana em que a chuva poderia ser uma presença constante. Imaginem se o sol tivesse aparecido.

Das três classes existentes na competição- moto3, moto2 e MotoGP- só a classe mais baixa ainda não tinha campeão do Mundo. Algo que teria, obrigatoriamente, de mudar. E mudou. Tanto Jack Miller como Alex Marquez tinham a festa preparada. Mas foi o espanhol que levou a melhor.

Num ano em que o campeonato esteve ao rubro em todas as classes, eram muitos os assuntos que se poderiam abordar nesta retrospectiva do mundial. Mas a festa das duas rodas terminou com a festa dos dois irmãos que conquistaram os títulos das respectivas categorias: Marc Marquez em MotoGP, Alex Marquez em Moto3.

Falar do apelido «Marquez» é falar de campeões. Contam já com cinco títulos e o ano de 2014 foi de ouro para os dois irmãos que têm uma paixão comum: as duas rodas.

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Os dois irmãos têm uma paixão comum: as duas rodas
Fonte: instagram.com

Na classe rainha, o miúdo que corre como se de um veterano se tratasse (ainda que os mais críticos do piloto espanhol possam alegar falta de responsabilidade na sua pilotagem agressiva) sagrou-se campeão no grande prémio do Japão.

Em Moto3, Alex Marquez foi a aposta da Honda e da KTM para atacar o Mundial. Jack Miller foi o seu adversário mais directo ao longo dos meses e quase iniciou uma campanha «Anti irmãos Marquez». O australiano chegou a criticar o estilo agressivo de pilotagem de Alex, que tal como o irmão Marc não tem medo de arriscar e leva cada corrida até ao limite.

No final, na última corrida, Miller subiu ao mais alto do pódio mas o segundo lugar levou Alex Marquez a conquistar o Mundial de Moto3. O golpe final estava dado e foi visível o sentimento de frustração na cara de Miller.

Mas sejamos sinceros nesta análise… Para ser campeão do Mundo em qualquer categoria do Mundial é preciso algo mais do que talento, coisa que aos irmãos Marquez não falta. É preciso uma estrutura sólida, uma capacidade fora do normal para lidar com a pressão de cada grande prémio, e uma moto que esteja desenvolvida o suficiente para se destacar da concorrência. E todos estes pré-requisitos estão no seio da família Marquez.

É normal que os irmãos sejam acusados de demasiada agressividade, mas são ambos jovens e não querem saber dos limites. E isso é visível nos títulos conquistados este ano.

Marc «arrumou» com a concorrência na primeira metade do campeonato e soube gerir de forma inteligente – ainda que tenha cometido alguns erros que lhe custaram a vitória – a vantagem que tinha. Não satisfeito com o alcançado, foi quebrando recordes atrás de recordes. Parecia que não havia impossíveis para o espanhol.

Já o seu irmão Alex, a competir na classe mais baixa do Mundial onde a exigência é igualmente elevada, só conseguiu alcançar o título na última corrida. Um autêntico teste à capacidade de concentração do espanhol que não vacilou e venceu.

Encontrados os campeões, é tempo de pensar já na próxima temporada que conta com o regresso da Suzuki e da Aprilia à grelha de partida da classe rainha. Os primeiros testes da pré-temporada de 2015 já começaram; contudo, é demasiado cedo para fazer previsões. Só os testes de Inverno nos darão dados que permitem fazer alguma futurologia sobre como será a temporada de 2015.

As duas rodas vão para a garagem, mas prometem voltar. E nós também!

A vontade de Frederico Gil

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cab ténis

O tenista português Frederico Gil colocou recentemente uma fotografia no seu perfil do Facebook afirmando que “a vontade continua” e que está em “exames médicos e físicos para preparar a próxima temporada”.

Falar de Frederico Gil é quase o mesmo que falar de Vanessa Fernandes ou Fábio Paim, dando exemplos de outros desportos. Nós sabemos que o talento está lá, a vontade de triunfar também; só não sabemos quando estarão novamente mentalmente preparados para os esforços da competição.

Quem fala negativamente de Frederico Gil pode ser mal entendido em Portugal. Eu não o quero ser. Cresci com Frederico Gil, joguei ténis federado enquanto Frederico Gil era a grande estrela portuguesa e fiquei mais vezes acordado para ver Frederico Gil do que para ver João Sousa. Tenho pelo tenista sintrense um carinho especial, mas a verdade é que se o ténis português muito nos deve, nós também o podemos “pressionar”, no bom sentido, a voltar a ser o que era.

Isto porque o ténis português precisa de um jogador como o Frederico Gil. De alguém que sabe o que é estar no topo e estar em baixo, de alguém que sabe o que é transportar a esperança de um país às costas. Quem não se lembra do que vibrámos na final do Estoril Open, quando nesse mesmo dia o Benfica foi campeão? A tarde foi passada a vibrar com o ténis. O ténis português.

Para além do que Frederico Gil representa para o comum dos adeptos portugueses de ténis, o tenista é também um activo importante para os agentes e promotores do ténis em Portugal. Em 2010 salvou o Estoril Open mais caricato de sempre a João Lagos, e agora, pontuando pelos Futures realizados em Portugal, vai distribuindo simpatia e experiência pelos torneios recentemente criados em Portugal.

Frederico Gil representa para o ténis português o início daquela que pode vir a ser a verdadeira geração de ouro. A geração de João Sousa e Gastão Elias, e numa outra, a de Frederico Silva, e este outro Frederico, o Gil, é o “pai” de toda esta geração moderna do ténis português, que tem mostrado saber dar passos sólidos que a leve a patamares mais elevados.

O finalista do Estoril Open tem certamente muito a dar ao ténis quando decidir “encostar a raquete”, mas a julgar pela sua vontade de jogar ainda terá certamente algo a dar dentro dele, embora, e isto são factos, completar o ano de 2014 com uma vitória num future e uma meia-final não seja um indicador francamente positivo para alguém que já conquistou tanto como Frederico Gil.

Veremos então o que reserva o ano de 2015 ao tenista português.

Os processos, o balneário, o 10, o central, o treinador

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a norte de alvalade

Era inevitável que a queda para o oitavo lugar não trouxesse atrás de si alguma (ou até muita) turbulência. As notícias confundem-se com os rumores, deixando o adepto a interrogar-se, tentando destrinçar as diferenças entre umas e outras. O post de hoje comentará algumas delas (notícias) ou deles (rumores).

Os processos

Não sei que grau de veracidade tem a notícia de ontem do DN, dando conta da intenção de Bruno de Carvalho processar jogadores (Patrício, Nani, Jefferson), por se sentir visado de forma critica, nas reacções pós-Schalke 04. Se havia fundamento na notícia e a intenção não se concretizar abrir-se-á campo à culpabilização dos autores e à vitimização dos citados, no que não seria nada de novo.

Como dizia o poeta, uma mentira para ser mentira tem de ter um fundo de verdade e é aqui que me interrogo. A notícia parece tão inverosímil que até é difícil de acreditar que possa ter sido inventada, a menos que o jornalista se sentasse a escrevê-la em plena viagem alucinogénica. A ser verdade, significaria um profundo desnorte, e isso sim seria a pior de todas as notícias, uma vez que o Sporting teria tudo a perder. Perderia credibilidade o presidente, que assim se arriscava a perder o balneário (Patrício e Nani deverão ter aí preponderância), acabaria por perder o clube. Por tudo isso prefiro recusar-me a acreditar.

O balneário

Não sei, nem tenho como saber, como reagiu o balneário às tão faladas críticas públicas do presidente. Pronunciei-me sobre o método, que me parece despropositado, sobretudo por não lhe reconhecer outras consequências contabilizáveis que o ruído e a má imprensa, e por me parecer injusto e produto de uma má avaliação das causas dos problemas. Não me surpreenderia que, por isso, não tivessem caído bem no balneário mas também não vi, na atitude dos jogadores, que os tivesse desmobilizado.

Continuo a pensar que, pelo menos para já, os problemas têm origem em questões técnicas, que cabem sobretudo ao treinador resolver, e nas óbvias limitações do plantel que, para o treinador, são pouco mais que os 15 jogadores a quem deu mais de 300 minutos, um terço do tempo de jogo até agora disputado nos 10 jogos da Liga. Sobre o que hoje se diz de Marco Silva ter vedado o balneário, parece-me mais uma inverosimilhança que também me recuso a acreditar. Do que conheço da vontade dos treinadores, não acredito que não fosse sempre assim desde sempre. Imagino que esta e a notícia do ponto anterior venham a merecer desmentido oficial.

O 10 e o central

Com a aproximação da janela de mercado é natural que se falem novamente em nomes para acrescentar ao plantel. Um jogador com características de 10 e um central. A questão do central deve ser agora consensual face às evidências, embora “um central de qualidade e experiente” seja uma daquelas expressões tão vazias como infelizes. A aquisição do oposto não faria sentido, embora o Rabia e o Sarr até já cá estejam… A questão do 10 não deixa de me surpreender, porque não vejo onde ele possa entrar no modelo até agora em uso por Marco Silva. E a experiência Shikabala deve ter deixado algum ensinamento no seu rasto de insensatez e perplexidade. Esta questão empurra-nos para o ponto seguinte.

E que tal ouvir Marco Silva?

Depois de uma pré-época a adquirir pacotes de jogadores sem o aval de Marco Silva com os resultados que se conhecem – não vale a pena repetir o nome de jogadores em que o treinador não reconhece valor para contar com eles –  talvez fosse bom envolver o treinador no processo, se ele vier a existir, de futuras aquisições. Esta possibilidade faz ainda mais sentido quando se ofereceu a Marco Silva um contrato longo, o que esbate o perigo de contratar jogadores que, com a saída deste, acabem por ficar a embaraçar nos corredores. Duvido, embora reconheça o carácter especulativo do meu sentimento,  que estivéssemos a sentir os problemas que estamos a sentir com o lote de centrais, se o treinador tivesse tido uma palavra a dizer na sua definição.

Então e os miúdos?

futebol de formação cabeçalho

Em Portugal existe a necessidade de se realizar uma reflexão séria acerca do nosso futebol de formação. Para já têm sido produzidas variadíssimas críticas, opiniões e algumas acções. Umas mais construtivas do que outras – e aqui há que saber sempre inserir o devido filtro. Contudo, e após tudo isto (e mais um par de botas), chegamos à conclusão de que na realidade a mudança ainda não foi operada, e que essa reflexão tem sido sobretudo evitada por quem mais a deveria fomentar.

Actualmente – olhando as seleções nacionais como um exemplo –, paira no ar um ambiente “perigoso”, pois parece que após o Mundial 2014 as coisas já se estão a recompor por si mesmas de forma autopoética. Entre diversos factores, este ambiente justifica-se pela saída de Paulo Bento, pela chegada de Fernando Santos e pelas acções revitalizadoras deste último na Selecção A.

Por sua vez, a selecção de sub-21 apurou-se somente com vitórias para o Europeu da respectiva categoria e parece que existe por cá uma geração de atletas com menos de 23 anos que se apresenta altamente promissora. Mas atenção, sem o devido acompanhamento e as respectivas oportunidades, esta geração mais recente poderá acabar tristemente banalizada como as duas anteriores (e inclusive uma delas produziu uma equipa campeã da Europa em sub-16). Convém por isso recordar que nada está assegurado sem sustentabilidade e uma aposta real nos jovens.

Pelo caminho os títulos do futebol de formação no passado servem também de almofada para o sustento de uma certa sensação de que mais tarde ou mais cedo vamos voltar a ter atletas de altíssimo nível. Enfim, assenta-se numa lógica – brutalmente errada – de que “se já houve, há de voltar a haver”.

No seio de tantas sensações, emoções e fluxos, perdeu-se a oportunidade de repensar seriamente o futebol de formação em Portugal e os modelos que o asseguram. E isto é muito grave (!). Olhou-se para o futebol sénior de forma ruídosa, mudou-se um departamento médico federativo e criou-se mais uma ilusão de falso bem-estar. Acima de tudo, e pior do que qualquer outra coisa, “varreu-se” da memória colectiva que os êxitos do nosso futebol no passado dependeram em muito de um trabalho sustentado e organizado metodologicamente na formação. E não de um belo acaso que nos caiu dos céus. Curiosamente esse trabalho desapareceu de forma consistente há mais de dez anos e só agora se deu pela sua falta.

É evidente que nos “três grandes” do nosso futebol os projectos de formação desportiva e social se mantêm relativamente actuais, bem organizados e ao cuidado de profissionais competentes. Mas o nosso futebol não existe somente na realidade desportiva e social de Porto, Benfica e Sporting. Aliás “essa coisa” do futebol de formação em Portugal vai dos convívios entre escolinhas de futebol até à Selecção Olímpica (sub-23).

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Jogo entre Benfica B e Carregado em Juniores B sub17
Fonte: ADC Somos Nós

Tudo isto existe numa complexidade tremenda em que apenas um focar em três clubes e num par de selecções não permite retirar qualquer conclusão clara. E dada essa complexidade, será mais útil neste texto olhar para alguns pontos que se apresentam eminentes pela sua urgência e gravidade. De antemão convém notar que não existem receitas infalíveis nem milagres, mas existe necessidade de pensar e repensar a realidade.

Um dos primeiros focos deverá ser a “humanização” do futebol jovem. A prática do futebol é executada por seres humanos. Logo, o trabalho deve ser orientado também por esse princípio. A natureza e as condições do jovem atleta devem ser respeitas e analisadas. Cada atleta e cada colectivo apresentam problemas específicos relativamente a si mesmos. Um jovem atleta está inserido num contexto desportivo e social e o seu papel e estatuto não se reduzem ao pontapear uma bola para o interior de uma baliza. Não se pode reduzir os atletas e as equipas a meros objectos de lazer ou de competição.

O futebol de formação não é “puro lazer” nem é meramente competição. Em Portugal é urgente reconhecer o espaço que se reserva para este fenómeno, pois a ideia de “puro lazer” ou a competição exacerbada têm gerado resultados negativos por culpa da ausência de modelos de formação adequados às idades e aos níveis de maturação dos jovens.

Um dos grandes desafios para o nosso futebol de formação é também a questão da criatividade. É fundamental que os nossos jovens se sintam confortáveis e confiantes mas sobretudo que sejam criativos. É evidente que existem princípios e subprincípios que devem ser interiorizados. Mas em Portugal já se “castrou” demais. Nos últimos quinze anos, castraram-se os atletas ao máximo tendo transformado os mesmos em máquinas tácticas que cumprem na ocupação do espaço e na leitura de jogo mas que tecnicamente já não desequilibram como antes. Restam hoje Ronaldo, Nani e Quaresma.

Em Portugal é essencial compreender que a relação com a bola e a criatividade são aspectos que não se podem anular. Os nossos jovens serão sempre mais fortes no futuro se hoje for realizado um trabalho assente em situações de jogo reduzido e no consequente estímulo das competências técnicas, tácticas e psicológicas. Por outro lado, serão mais banais se continuar a vigorar uma política de forçar os jovens a devorar princípios de jogo e estratégias aos nove anos de idade.

Muito haverá por debater e analisar, mas não se pode colocar de parte a reflexão sobre a mentalidade com que se tem abordado o futebol de formação. Raramente se olha para o futebol de formação como um momento, lá está, de formação desportiva e social. Olha-se antes como quem olha para a final de um Campeonato do Mundo: como pura (e dura) competição. Um exemplo de como há algo que está errado é o facto de serem dadas coberturas jornalísticas orientadas apenas para os resultados e para a arbitragem. Como uma cobertura de há alguns dias atrás, num dos principais jornais desportivos nacionais, onde a página dedicada ao futebol de formação era quase inteiramente dedicada ao árbitro e à sua actuação num jogo. Então e os miúdos?

Formação e Empréstimos

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tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

O Futebol Clube do Porto perdeu pontos no Estádio da Amoreira, diante do Estoril, com um golo marcado por um jogador cujo passe lhe pertence, numa grande penalidade que o dito futebolista não tinha obrigatoriamente de marcar. Mas vamos por partes e reflectir sobre o ciclo de um futebolista português, que pode ir da formação à polémica.

A aposta na formação nunca foi levada tão a sério como agora: o exemplo de sucesso de algumas equipas fazem-nos ver que é possível construir um plantel campeão com uma grande percentagem de jogadores vindos das camadas jovens do clube. O Porto não é excepção e devido à pressão de adeptos, mas também em virtude da qualidade dos jogadores e das condições financeiras, vê-se que está a tentar promover os seus escalões inferiores. Para isso contribuem também a existência de uma parceria com o Porto Canal (transmite noticias e jogos de vários escalões) e a recuperação das equipas B. No entanto, se olharmos para o plantel principal concluímos que os nossos jovens não estão no plantel sénior do Porto, mas antes nos seniores de outras equipas.

Durante anos, a filosofia portista passava por emprestar jogadores – depois destes saírem da formação – a equipas estrangeiras e, principalmente, portuguesas. Estes jogadores continuavam ligados contratualmente aos dragões que, na maior parte das vezes, lhes pagavam o salário por inteiro. Esta estratégia levanta dois problemas: o facto de se estar a pagar a um jogador que, possivelmente, não vai ser aproveitado e a questão de o jogador em causa, estando por empréstimo a representar outra equipa, jogar ou não contra a casa-mãe. E aqui nunca se irá agradar a gregos e troianos.

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A equipa ‘B’ portista a treinar no Olival
Fonte: fcporto.pt

Se um jogador pertence ao Porto, acho que nos deviam reservar o direito a colocar uma cláusula que impossibilitasse o jogador de defrontar os dragões, pelo menos no caso de haver um só jogador emprestado a esse clube, tendo em conta que não seria uma grande mudança na equipa adversária. Isto ia evitar, à partida, que os opinion-makers do costume, a espumar por polémica e desculpas, andassem com teorias em que eles fingem acreditar para diminuir a dor do seu insucesso. Ia evitar também um caso de discussão sobre moral, ética ou legalidade (e aqui nem arrisco, fica para outros especialistas…).

Imaginem um cenário em que, no Estoril-Porto, Tozé falhava a grande penalidade. O “circo” do costume quando o assunto é Porto – é sempre assim com os vencedores – ficaria montado, esquecer-se-iam paixões antigas e todo o mal do futebol português residiria naquele lance de penalty falhado.

É preciso entender que a estratégia antiga de emprestar jogadores é o resultado de uma formação que talvez não seja completamente eficiente mas que, no entanto, deixa em aberto a esperança de que o jogador atinja os niveis a que a equipa-mãe – Porto, neste caso – se propõe. Mas até atingir (ou não) esse nível, e enquanto estiver ligado contratualmente ao Porto, esse jogador é nosso.

Os gritos, o realismo, o frio

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amarazul

Já tinha saudades de sair de casa em dia de jogo com um destino bem definido. Na verdade, o único possível, a existir um: o estádio. Tinha saudades dos gritos, da troca de sorrisos e emoções, de os ver ali tão perto. E do frio que sempre nos acolhe.

Ontem, quase quatro meses depois, voltei a ver o meu Porto. Regressei aos relvados. Ah, como é bom! Perseguido pela maldição Lopetegui que começou na minha estreia no Dragão (e o frio tão característico). Lá estava eu, perante os nossos heróis, desejoso por gritar ‘Golo!’.

À batalha dentro do campo antecederam-se outras, todas elas igualmente difíceis de ultrapassar: o mau acesso, a longa espera e, sobretudo, o frio. E a esse o Dragão não resistiu. Em noite gelada, foi congelado. A defesa, o cérebro de Fabiano no lance que resulta na grande penalidade e, de certa forma, o resultado.

Não faltou, contudo, emoção. Os comandados de Lopetegui, mais uma vez alinhados de forma diferente, bem tentaram, mas foram mais uma vez traídos por golpes surpreendentemente maus no sector defensivo – aquele que continua a ser, ainda assim, o melhor do campeonato português.

Mas voltemos ao estádio e às emoções únicas que nos proporciona. Tinha saudades. Saudades de ver a equipa aquecer e de bater palmas sempre que Quaresma se aproxima da bancada azul e branca. Saudades de gritar ‘golo!’ como se não houvesse amanhã. Sentia, acima de tudo, saudades de sofrer como nunca se sofre atrás de um ecrã. Como é bom ir ao estádio.

De ser treinador de bancada… na bancada. E comigo estavam muitos outros assim. “Passa, para este lado!”, “Cruza, cruza a bola!”, “Remata… nunca rematamos” foram algumas das expressões mais ouvidas. E assim, noventa e cinco minutos passados, chegou ao fim mais um dia único. Vestido de azul e branco, com pouca voz e feliz. Porque acima de tudo fomos Porto.

Jogadores Que Admiro #26 – Michel Preud’Homme

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Grande parte das minhas memórias dos anos 90 são passadas em Alvalade. Ainda hoje me lembro da primeira vez em que entrei na velhinha nave ou que assisti a um dos treinos dos juniores, em que o meu pai me dizia “aquele Simão vai ser bom jogador”. Mas uma das memórias mais vincadas que tenho foi curiosamente a primeira vez que vi o Preud’homme em Alvalade. Desde miúdo que quis ser guarda-redes; fosse no futebol, futsal ou andebol, aquele espaço era onde me sentia bem. Não queria marcar golos e não queria fazer fintas e mais fintas. Desde miúdo que quis ser como aquele senhor belga que defendia as redes do clube rival e defender tudo o que viesse na direcção da minha baliza.

Apesar de já ter chegado à Luz com 35 anos, Saint Michel parecia um homem elástico, ágil como um jovem mas maduro e cheio de experiência. Vi defesas incríveis, vi uma segurança enorme que tranquilizava qualquer defesa e atormentava qualquer avançado. No entanto, e para mim, o melhor momento do incrível belga foi frente a Batistuta, num jogo em casa frente à Fiorentina para a Taça das Taças, em que fez uma defesa do outro mundo, negando o golo a um dos melhores avançados de sempre. Formado num dos maiores clubes belgas, o Standard de Liége, Preud’homme apenas conheceu três clubes na sua carreira, e foi no Mechelen que conseguiu os seus maiores feitos colectivos, vencendo uma Taça das Taças frente ao Ajax de Cruyff e a Supertaça Europeia ao PSV, vencedor da Liga dos Campeões contra o Benfica.

Sucessor de Jean-Marie Pfaff, outro monstro sagrado das balizas de origem belga, Preud’homme foi figura também da sua selecção, fazendo parte de uma geração que chegou à final do Euro 1980 e às meias-finais do Mundial de 1986. Contudo, foi no Mundial de 1994 que o guarda-redes mais se destacou, fazendo defesas que o tornaram conhecido do público e vencendo o prémio para melhor guardião do torneio.

Nesse mesmo ano transfere-se para Lisboa, onde, numa equipa frágil e a atravessar um período negro, se transforma num ídolo para os benfiquistas e não só. Acaba por vencer somente uma Taça de Portugal, em 1996, e num jogo marcado pelo homícidio de Rui Mendes, adepto do Sporting Clube de Portugal. É algo que ensombra a história de um dos melhores guarda-redes que passaram por Portugal, repartindo esse estatuto com Peter Schmeichel. Para mim, tenho a agradecer a Preud’homme o gosto pelo futebol e o gosto pelas balizas. Foi sempre um exemplo, seja no campo ou fora dele, onde se comportava como o grande senhor que foi, admitindo até que trocaria a vitória na Taça pela vida do adepto do clube rival.

O título que falta a Federer

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cab ténis

Eu sei. Eu sei que tecnicamente faltam muito mais títulos a Roger Federer do que aquele que será o protagonista nas linhas em baixo, mas hoje o destaque vai a 100% para a Taça Davis, que o suíço vai tentar ganhar entre os dias 21 e 23 de Novembro em França.

A selecção suíça viu-se este ano reforçada com a melhor arma que poderia receber, e que responde pelo nome de Roger Federer. O suíço “meteu na cabeça” que queria conquistar a Taça Davis e pegou de estaca na competição, vencendo todos os jogos que disputou este ano e valendo assim a conquista de muitas eliminatórias, tendo em conta que em duas jogou duas vezes.

Há quem critique a atitude do suíço por muitas das vezes se mostrar indisponível para representar a selecção. Entendo esse ponto de vista, mas o que acho que digno de destaque é que o suíço, que aos 33 anos e com 17 títulos do Grand Slam no bolso quis vencer este título, chegou, viu e está perto de vencer.

A vitória até pode nem se consumar nos próximos dias 21, 22 e 23 de Novembro. Do outro lado está uma França com Tsongas, Gasquets e Monfils, mas a determinação do suíço em pegar na selecção e conduzi-la ao jogo do título é impressionante.

Veja-se Rafael Nadal. O espanhol também teve os seus momentos de glória na Taça Davis e desde há três anos para cá que relegou essa competição. Em termos de calendário é um evento que não é fácil de gerir, e é assim entendível que os tenistas de topo, depois de garantirem este troféu no currículo, acabem por relegar a competição para segundo plano. Nadal começou por aqui, Federer escolheu terminar por aqui.

Isto leva-nos a um outro tema, que é o da importância da Taça Davis no panorama do ténis mundial. Já aqui escrevi sobre a importância desta competição, mas mais uma vez volto ao tema. Se a Taça Davis tem vindo a perder valor ao longo dos anos numa óptica mais global, a verdade é que os grandes tenistas não querem deixar a modalidade sem deixarem a sua marca na competição por equipas do ténis mundial.

Recorde-se Henri Leconte, um dos mais geniais tenistas mundiais, que ficará eternamente conhecido na história por ter sido um dos mosqueteiros franceses na conquista da Taça Davis. Não há competição como esta para unir os fãs de ténis de um país. A mística que vem das bancadas seja no grupo mundial, seja no grupo III, é inigualável.

Para concluir, a Roger Federer faltam dois grandes títulos: a Taça Davis e a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos (em singulares), mas o tenista suíço ainda vai até 2016, por isso…

Foto de capa: Flickr (sacks08)