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SC Braga 1-5 Sporting CP: Domínio avassalador verde e branco

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A CRÓNICA: SPORTING NÃO DEU HIPÓTESES À OPOSIÇÃO BRACARENSE

O início do encontro ficou marcado por uma entrada forte do Braga, culminando num remate forte ao poste da baliza leonina logo no primeiro minuto. Mas o Sporting rapidamente tomou o controlo da partida e os golos não demoraram a aparecer. Cardinal inaugurou o marcador aos dois minutos, respondendo da melhor maneira a um pontapé de canto. De seguida foi Cavinato a marcar com um excelente remate de primeira de fora da área.

O Braga bem tentava aparecer em jogo, mas após desperdiçar uma grande oportunidade (dois bracarenses isolaram-se perante Guitta, com o guarda-redes levou a melhor) o Sporting fez o 3-0. Pany Varela rematou de fora da área, apanhando Vítor Hugo desprevenido.

O jogo só voltou a ter emoção na segunda parte, devido a outra entrada fulgurante dos “Guerreiros”. No entanto, após um falhanço inacreditável de Cássio, o Sporting fez o 4-0 por intermédio de Alex.

Só quando o Braga colocou o guarda-redes avançado é que chegou ao golo, através de Cássio. Mas ainda antes do final, Taynan marcou o quinto do Sporting, aproveitando outra distracção de Vítor Hugo.

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Plantel do Sporting CP – Exibição muito sólida de toda da equipa. Nenhum indivíduo se destacou, mas sim a união do Sporting, tanto a atacar como a defender, alcançando assim uma vitória justíssima.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga // AAUM Futsal

Vítor Hugo – A sua desatenção custou dois golos à sua equipa, o que, efectivamente, terminou com as esperanças da mesma. Estas falhas de atenção não deviam acontecer a um guarda-redes com a sua experiência.

ANÁLISE TÁCTICA – SPORTING CP

Sempre conseguiu controlar o adversário com os quatro jogadores de campo, não necessitando da habitual ajuda de Guitta na manobra ofensiva. Também defendeu muito bem os contra-ataques do Braga.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (8)

João Matos (6)

Alex (7)

Alex Merlim (7)

Cardinal (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Gonçalo Portugal (6)

Bernardo Paçó (6)

Tomás Paçó (6)

Erick (7)

Taynan (7)

Pauleta (5)

Deo (7)

Diego Cavinato (8)

Pany Varela (8)

 

ANÁLISE TÁCTICA – SC BRAGA

A principal arma ofensiva era mesmo o contra-ataque, mas estes foram quase sempre mal aproveitados. Após a colocação do guarda-redes avançado, a equipa demonstrou saber jogar muito bem em 5×4 e criou três ocasiões flagrante de golo, marcando apenas numa.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo (3)

Nílson (6)

Coelho (5)

Márcio (5)

Cássio (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Leandro Costa (5)

Douglas Moraes (5)

Bruno Cintra (5)

Amílcar gomes (5)

Ricardo Lopes (5)

Daniel Rosa (7)

Ricardinho (5)

Gustavo Rodrigues (5)

Allan Guilherme (5)

Foto de Capa: Sporting CP

SL Benfica 2-1 CD Aves: André Almeida resolve história que podia ter sido mal contada

A CRÓNICA: GOLO DE ANDRÉ ALMEIDA ESCAMOTEIA EFICÁCIA POBRE

Bem, digamos que o CD Aves começou por dar uma grande lição aos jogadores do SL Benfica. Os encarnados tinham mais bola, é verdade, mas o que é certo é que as decisões de último terço estavam a falhar à equipa de Bruno Lage. Por outro lado, o Aves vinha com a lição bem estudada e aproveitou, e muito, os erros defensivos das águias. Aos 20 minutos de jogo o marcador altera-se na Luz: Mohammadi marca para o CD Aves e coloca a sua equipa em vantagem. Depois de conseguir fintar Ferro, o número 23 do Aves, com muita frieza, chuta com o pé esquerdo para dentro da baliza de Odysseas Vlachodimos.

Apesar de o Benfica ter continuado à procura do golo, o Aves manteve as suas linhas bem compactas e com uma ajudinha, claro está, da grande exibição demonstrada por Beunardeau. O Benfica estava bem no jogo e saiu um vermelho do bolso do Carlos Xistra (não, não foi para a eficácia dos encarnados… Antes fosse!) para André Almeida, mas o VAR António Nobre ajudou na correção do erro de abordagem do árbitro.

A falta foi de Falcão sob o Vinicius na área e só assim é que o Benfica conseguiu abanar as redes: de penalti (1-1). Apesar da grande avalanche encarnada, as coisas estavam complicadas para agitar, novamente, as redes da baliza de Bernardeau. Foi preciso sofrer e ver nascer esta vitória encarnada: aos 88 minutos. Foi preciso o jeitinho de Vinicius na receção e no passe para o pé de André Almeida para definir o resultado final em 2-1 (algo invulgar). O SL Benfica mantém a liderança agora com sete pontos de vantagem (à condição) do FC Porto e o CD Aves, ainda que de forma injusta, sai com a 14.º derrota no campeonato.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Beunardeau – O guarda-redes, acompanhado de uma excelente exibição defensiva, foi a chave do bom jogo do Aves no Estádio da Luz. É verdade que a tática que Nuno Manta Santos montou para esta noite teve o seu mérito, mas o guardião foi exímio nas defesas! E note-se que algumas delas foram de se tirar o chapéu. Mas, ainda assim, se o cahpéu acontecesse no relvado, apostamos que este também defendia. Pode parecer incoerente, visto que sofreu dois golos, mas Bernardeau foi o que mais brilhou em campo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Seferovic – Exige-se francamente mais a um avançado que serve um clube como o SL Benfica. Não vive um momento positivo, todos sabem disso, mas a verdade é que começa a faltar desculpas para tão pouca eficiência na frente de ataque. Falhou oportunidades que não podia, numa altura em que era fulcral para a sua equipa marcar um golo.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O habitual 4-4-2, mas com algumas alterações. André Almeida, Seferovic, Jota e o estreante Julian Weigl tiveram entradas para o onze inicial, porém, todos com muitos problemas para encaixarem no sistema tático encarnado. Seferovic e Jota continuam com problemas em render no ataque, André Almeida com muitas dificuldades devido a problemas físicos (mas o melhor dos quatro) e Weigl sem saber onde se posicionar. A entrada de Vinicius nada veio alterar no jogo porque as dificuldades de eficácia continuaram… porém, agitou o jogou o brasileiro e foi importante para dar vantagem aos encarnados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Grimaldo (6)

Rúben Dias (6)

Ferro (5)

André Almeida (5)

Julian Weigl (6)

Gabriel (7)

Pizzi (6)

Jota (4)

Chiquinho (7)

Seferovic (3)

SUBS UTILIZADOS

Vinicius (7)

Cervi (6)

Samaris (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD AVES

O CD Aves começou com um 4-3-2-1 em momentos ofensivos e conseguiu trocar as voltas aos jogadores encarnados com a sua posição defensiva de 4-4-1-1. O Aves esteve, durante a primeira parte, no embalo destes dois esquemas táticos que lhe permitiram jogar com as armas que tinham. Isto é, um jogo mais defensivo que apostava essencialmente em aproveitar erros encarnados. Um jogo “matreiro” que por sinal se estava a mostrar bastante eficaz, uma vez que o Benfica esteve a perder desde os 20 minutos. É difícil manter uma coesão defensiva durante tanto tempo e o Aves conseguiu! Um aspeto importante para salientar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beunardeau (9)

Rúben Oliveira (6)

Falcão (5)

Bruno Morais (7)

Adam Dzwigala (7)

Mangas (6)

Estrela (6)

Benjaqui (6)

Kevin Yamga (6)

Reko (6)

Mohammadi (7)

SUBS UTILIZADOS

C. Tavares (5)

Welinton Júnior (5)

Miguel Tavares (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível fazer pergunta ao treinador do SL Benfica, Bruno Lage.

CD Aves

BnR: Na primeira parte, a sua equipa esteve irrepreensível no capítulo defensivo. Na segunda, o SL Benfica tem uma entrada forte e as linhas defensivas do CD Aves acabaram por baixar muito. Acha que este foi um fator importante para evidenciar as debilidades da sua equipa?

Nuno Manta Santos: O SL Benfica, na segunda parte, subiu mais as linhas e obrigou-nos a estar mais baixos e também estar mais concentrados a meio campo. Foi o Benfica que nos obrigou a recuar as nossas linhas, não foi uma opção nossa. Tivemos de optar por estar mais baixos no campo. Tentamos subir as linhas, e pedi isso à equipa muitas vezes, e não conseguimos subir. Os jogadores do Benfica ganhavam sempre os lances e tornou-se complicado para até conseguirmos sair rápido. Depois do Benfica fazer o segundo golo, tivemos ainda duas oportunidades de perigo nos últimos minutos. E é esta a análise que faço.

Rescaldo com opinião de Inês Santos e João Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

AS Roma x Juventus FC: Uma das melhores partidas da Serie A

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FONSECA VS. RONALDO NUM DUELO PORTUGUÊS AO MAIS ALTO NÍVEL

Depois de uma entrada no ano de 2020 com sortes diferentes, chega até nós um dos jogos grandes do futebol italiano, que opõe a AS Roma, treinada por Paulo Fonseca, à Juventus FC de Cristiano Ronaldo e companhia. O jogo no Olímpico da capital italiana é de importância fulcral para ambas as equipas:

– Para a AS Roma, porque vem de uma derrota algo surpreendente em casa frente ao Torino FC e tem, por isso, que dar uma resposta contundente perante os seus “tiffosi”;

– Para a Juventus FC, porque quer aproveitar a “embalagem” que ganhou depois da última goleada (4-0), num sempre difícil campo dos romanos, onde não triunfam desde 2014 (três derrotas e dois empates nos últimos cinco jogos lá realizados).

Creio que a AS Roma tem uma excelente equipa, muito bem montada e que tem condições para conseguir vencer o “bicho papão” desta Serie A. No entanto, para o fazer, tem de ultrapassar, de alguma forma, as constantes oscilações de forma que tem de jogo para jogo. Nesta época tem ainda a pressão de fazer melhor que uma “super” SS Lazio – actualmente em terceiro lugar – e de não se deixar apanhar pela Atalanta BC, que se encontra na perseguição ao seu quarto posto.

PAULO FONSECA X CRISTIANO RONALDO. A JUVENTUS CHEGA À CAPITAL ITALIANA COM UMA ODD DE 2.15, VALENDO 21.50€ POR CADA 10€ APOSTADOS. É HORA DE ACREDITAR EM RONALDO E COMPANHIA!

Se é verdade que os da casa podem vencer, também é verdade que, num dia bom, a Juventus FC vence em qualquer estádio de Itália ou até mesmo da Europa, tal é a sua qualidade. É com isso que os adeptos da “Vechia Signora” estão a contar para se manterem na luta com o FC Inter de Milão pelo título, que a acontecer, será o seu nono “Scudetto” (!) seguido. O favoritismo recai um pouco para o lado dos “bianconeros”, com aliás se reflete nas odds disponibilizadas nas casas de apostas internacionais.

COMO JOGARÁ A AS ROMA?

O sistema preferido de Paulo Fonseca nesta AS Roma tem sido o 4-2-3-1. Com Edin Dzeko, um dos capitães de equipa, a ser a principal arma apontada à defesa “bianconera”, e uma linha de três jogadores (dois alas e um “10”) a apoiá-lo. As equipas treinadas pelo português gostam de ter bola em constante ataque posicional. Apesar de o adversário impor respeito, o timoneiro deverá manter a sua identidade, ainda que sempre salvaguardando a zona defensiva com mais cautelas que o costume.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: AS Roma

NICOLÒ ZANIOLO (AS ROMA) – Na sua época de afirmação, o jovem Zaniolo destaca-se como um dos principais jogadores desta AS Roma. Com 17 jogos e quatro golos apontados só na Serie A, é um jogador que atua quer pelo meio, quer pela ala. O seu 1,90m não o impede de usar e abusar da técnica – é tudo menos “tosco” – para desviar o adversário do caminho. Um avançado/extremo com golo, que já faz parte do presente do futebol italiano, de olhos postos no futuro.

XI PROVÁVEL

Pau López, Aleksandar Kolarov, Chris Smalling, Gianluca Mancini, Alessandro Florenzi, Amadou Diawara, Jordan Veretout, Justin Kluivert, Lorenzo Pellegrini, Nicolò Zaniolo, Edin Dzeko.

COMO JOGARÁ A JUVENTUS FC?

Para este jogo, Maurizio Sarri deverá repetir o mesmo esquema tático adotado no jogo anterior: 4-3-1-2, com quatros médios em campo e deixando as alas para os laterais subirem, visto serem muito ofensivos. Com isto, o técnico italiano procura ter um controlo mais eficaz da posse da bola, com um meio-campo constituído por um jogador mais jogador mais combativo (Matuidi), que recupera a bola, e três tecnicamente mais evoluídos e “cerebrais” (Ramsey, Rabiot e Pjanic), que a tratam com mais delicadeza. Na verdade, uma tática mais virada para um 4-1-2-1-2, se é que a podemos caraterizar assim.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Juventus FC

CRISTIANO RONALDO (JUVENTUS FC) – A pouco mais de um mês de fazer 35 anos, “CR7” está aí para as curvas. Após ter conseguido o primeiro hat-trick da carreira na Serie A frente ao Cagliari FC, na primeira jornada do ano, está lançado para bater todos os recordes que lhe faltam. A juntar a isso, tem a motivação de voltar a ser campeão italiano pela “Juve” e voltar a triunfar na Liga dos Campeões. Já quase tudo foi dito sobre este craque que está na história do futebol e, no domingo, pelas 19h45, está regresso a um campo onde já foi feliz, ao serviço do Real Madrid FC: eliminou a AS Roma numa das caminhadas “merengues” para o título europeu.

XI PROVÁVEL

Wojciech Szczęsny, Alex Sandro, Matthijs de Ligt, Leonardo Bonucci, Juan Cuadrado, Blaise Matuidi, Miralem Pjanić, Adrien Rabiot, Aaron Ramsey, Paulo Dybala e Cristiano Ronaldo.

Foto de Capa: Juventus FC

 

 

Romelu Lukaku | O renascimento de um goleador

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Em Manchester perdeu a característica que o distinguia dos outros, e em Milão voltou a conquistar o faro pelo golo. Lukaku é um dos nomes que surpreende na Serie A, ajudando o Inter a perseguir o Scudetto. A mudança não podia ter corrido melhor, e até recordes de lendas do clube milanês bateu. O goleador voltou, e chegou para ficar.

Esta segunda-feira, os dois tentos frente ao Napoli tornaram o futebolista belga no máximo goleador (14 golos) em 18 jogos da Serie A para o Inter, quebrando o recorde anterior de Christian Vieri. Aos poucos, a confiança do avançado voltou, depois de uma passagem para esquecer em Old Trafford.

Começou no clube mais titulado da Bélgica, o Anderlecht, e desde cedo chamou a atenção pelo porte físico. Aos 18 anos, o ainda jovem transferiu-se para o Chelsea e já era visto como a revelação do futebol inglês. No entanto, a política do clube londrino obrigou Romelu a ser emprestado, passando pelo West Brom e o Everton, onde começou a brilhar na Premier League.

Roberto Martinez percebeu o diamante que lhe caiu em mãos, e o treinador espanhol lapidou o que viria a ser um dos goleadores mais pretendidos em todo o mundo. Depois de 2016/2017, época em que ficou no pódio de melhores marcadores da primeira liga inglesa, começou a luta pelos serviços do belga, que terminou com a vitória do Manchester United. Os cerca de 85 milhões de euros depositaram demasiada esperança numa boa estadia nos red devils.

Lautaro Martinez e Lukaku são a dupla do momento no futebol internacional
Fonte: Internazionale Milano

O sistema parecia favorecer Lukaku. José Mourinho montava uma linha de cinco médios a trabalhar para o ponta de lança, mas falta de talento e o projeto do clube da cidade de Manchester nunca deram a chance para o belga de ser uma máquina de golos pelos campos ingleses. Depois do treinador português, chegou Solskaer e nada mudou. Apesar de alguns jogos com brilho, nunca chegou ao nível de épocas passadas.

O tormento acabou quando surgiu a oportunidade de rumar à cidade da moda, Milão. A equipa do Inter prometia, e Romelu Lukaku teve a sorte de encontrar um colega que queria tanto o golo como ele. O argentino Lautaro Martinez tornou a adaptação a um novo campeonato mais fácil, e os frutos são notórios. Até ao momento, já são 16 golos em meio ano na equipa de Antonio Conte.

O 3-5-2 cai como uma luva nos goleadores, e o primeiro lugar do Inter (igualdade pontual com a Juventus) não caiu do céu. Já era tempo do gigante italiano voltar às bocas do mundo, e a contratação do belga do avançado de 26 anos foi um golpe certeiro para começar um novo rumo na sua ainda curta carreira.

Foto de Capa: Football Club Internazionale Milano

Antevisão Vitória FC x Sporting CP: Sadinos debilitados defrontam um ferido Leão

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Sporting CP PROCURA AFASTAR MAUS RESULTADOS NO BONFIM

Os dias que antecedem este encontro ficam marcados pela polémica que se fez sentir em torno do plantel sadino. Os homens de Setúbal foram afetados por um vírus gripal e solicitaram à Liga e ao Sporting CP o adiamento do jogo. O presidente do clube sadino reiterou que pelo menos 14 atletas ainda se encontravam no hospital e que outros estavam em vias de contrair a gripe, apresentado os mesmos sintomas. Já o Sporting CP defende-se com o calendário apertado e diz saber que no último treino o Vitória FC contou com 14 jogadores, que considera ser o suficiente para poder ir a jogo. Com ou sem polémica, o jogo parece mesmo que se vai realizar este sábado.

Ambas as equipas vêm de derrotas: 3-0 diante do Famalicão para os sadinos; já os Leões perderam no clássico por 1-2 com o FC Porto. Separados por sete pontos na tabela classificativa, ocupam respetivamente a oitava e a quarta posição.

NAS DUAS ÚLTIMAS ÉPOCAS, REGISTARAM-SE DOIS EMPATES, AMBOS A UM GOLO, NESTE DESAFIO ENTRE VITÓRIA FC E SPORTING CP, NA LIGA. SE ACREDITAS NUM TRIUNFO VERDE E BRANCO, APOSTA JÁ!

O Vitória FC vem a realizar uma época até razoável, com um lugar para já tranquilo e longe da zona de despromoção. Já os Leões estão proibidos de perder pontos e de perder a corrida pelo tão desejado terceiro posto. O conjunto dos 189 jogos disputados entre Vitória FC e Sporting dá uma clara vantagem aos leões, mas nas últimas duas épocas a equipa de Alvalade não conseguiu melhor do que dois empates a uma bola.

COMO JOGARÁ O VITÓRIA FC?

Será sem dúvida o maior desafio para nós e para todos os adeptos que acompanham a Liga Portuguesa. Como foi referido são vários os jogadores dos sadinos que se encontram em recuperação de um vírus gripal. Da lista divulgada ontem pelo presidente sadino constam nomes como: Makaridze, Zequinha, Heriberto, Sílvio, Mansilla, Éber Bessa, José Semedo, Hachadi, entre outros. São muitos os nomes e muitas as peças importantes no plantel de Julio Velázquez. Independentemente dos jogadores disponíveis até à hora do jogo, acredito que a equipa se irá montar num 4x1x4x1 com um bloco mais baixo, dando a iniciativa ao Sporting CP e esperando depois para contra-atacar.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Giorgi Makaridze (Vitória FC) – Se recuperar a tempo é sem dúvida a principal escolha para a baliza dos sadinos e merece aqui o principal destaque. Tem sido o melhor homem na formação setubalense e o que até agora realizou todas as partidas disputadas. Conta com 15 partidas e leva 8 sem sofrer qualquer golo. É um guarda-redes forte nos penaltys, revelando ainda bons reflexos e bastante competência na saída a punhos. É o principal responsável para o Vitória FC contar apenas com 13 golos sofridos nos 15 jogos que disputou – um número bastante positivo quando comparando com as equipas que se encontram em posições dianteiras.

XI PROVÁVEL

4x1x4x1 – Makaridze; Sílvio, Jubal, Artur Jorge, Nuno Pinto; José Semedo, Hildeberto, Éber Bessa, Carlinhos, Brian Mansilla e Hachadi;

COMO JOGARÁ O SPORTING CP?

No lado do Sporting CP será expetável poucas mudanças no onze que alinhou diante do FC Porto. Os Leões precisam de regressar as vitórias e não deixar fugir a luta pelo terceiro posto, o único que ainda podem almejar esta temporada. O treinador Jorge Silas deverá manter o 4x3x3 que tem vindo a apresentar nos últimos jogos e que parecem ter garantido alguma estabilidade ao conjunto leonino, pelo menos a nível exibicional. A única dúvida poderá surgir apenas no meio-campo defensivo, sendo que Doumbia viu o 5º amarelo diante do FC Porto e ficará de fora nesta partida. Não acreditando que Battaglia ainda apresente os índices físicos para fazer 90 minutos na partida, sendo que veio recentemente de uma lesão complicada, poderá ser Eduardo Henrique a escolha para o lugar vago pelo costa-marfinense.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Luciano Vietto (Sporting CP) – É a par de Bruno Fernandes (e Acuña) o melhor jogador no plantel leonino. É um jogador importante na manobra ofensiva dos verde e brancos e nas dinâmicas que Jorge Silas pretende incutir. Viu-se sobretudo na segunda parte contra o FC Porto a importância que tem e o critério que pode acrescentar à equipa quando está bem. É certo que dispôs de várias oportunidades para marcar e não conseguiu ajudar da melhor maneira, mas o que dá à equipa – principalmente com bola – torna-o numa peça chave no plantel leonino.

XI PROVÁVEL

4x3x3 – Luís Maximiano; Ristovski, Coates, Mathieu, Borja; Eduardo Henrique, Wendel, Bruno Fernandes; Bolasie, Vietto e Luiz Phellype.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Elétrico FC e AD Modicus à espera de adversários

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O primeiro dia de competição em Matosinhos trouxe dois jogos absolutamente fascinantes e eletrizantes, com emoção até ao fim e incerteza no marcador até ao fim do tempo regulamentar.

Os dois jogos foram decididos pela margem mínima e ficaram marcados por reviravoltas épicas e recuperações notáveis mas insuficientes. Mas vamos por partes: o primeiro jogo em terras matosinhenses pôs frente-a-frente a CRC Quinta dos Lombos e o Eléctrico FC de Ponte de Sor, duas equipas que se tinham defrontado para o campeonato há menos de uma semana, nesse caso para a primeira divisão, no Alentejo.

O vencedor desse jogo foi a equipa lisboeta, confirmando assim o brilhante campeonato que está a fazer, mantendo o seu terceiro posto na tabela classificativa. Mas como diz o ditado “não há dois jogos iguais” e o de hoje provou isso mesmo, com muita alternância no mercador mas um vencedor distinto. O jogo começou com a Quinta dos Lombos por cima no marcador, marcando dois golos sem resposta nos minutos iniciais, parecendo que estava prestes a avançar para a ronda seguinte da Taça da Liga, mas, numa reviravolta extraordinária, os alentejanos comandados por Kitó Ferreira marcaram cinco golos e pareciam ter selado a vitória no encontro.

No entanto, uma reação muito valiosa da equipa que estava por baixo ainda colocou alguma incerteza no marcador, mas o Eléctrico conseguiu mesmo garantir a vitória (5-4) e passagem às meias-finais da competição pelo segundo ano consecutivo, esperando agora pelo confronto entre SL Benfica e CCRD Burinhosa para saber qual o seu próximo adversário na prova.

O Eléctrico FC garantiu a sua presença nas meias-finais da Taça da Liga após eliminar a CRC Quinta dos Lombos
Fonte: FPF

Mais tarde, o AD Modicus e o Futsal Azeméis jogaram pela segunda vaga entre os quatro semifinalistas. Mais um jogo de grande qualidade e emoção, e também do sal do desporto, os golos, um total de sete, quatro da equipa de Sandim e três da equipa de Oliveira de Azeméis.

Os sandinenses começaram claramente por cima, criando algumas situações de golo e marcando quatro golos em 24 minutos, enquanto que os oliveirenses não marcaram qualquer golo neste período.

Só nos minutos finais a bola entrou na baliza defendida por Rui Pedro, em três ocasiões, chegando mesmo a parecer que poderia haver prolongamento, quando começou a ser usada a tática do guarda-redes avançado, mas o guardião do Modicus evitou o tempo extra com algumas belas intervenções nos minutos finais e segurou a passagem para a ronda seguinte, onde esperam pelo jogo grande desta fase, o Sporting CP contra o SC Braga, para descobrir qual o seu próximo oponente.

Foto de Capa: AD Modicus Sandim

FC Barcelona 2-3 Club Atlético de Madrid: Parecia uma final daquelas…

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A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE DE LOUCOS

Com o Real Madrid já apurado, colocava-se a seguinte questão para a final da supertaça espanhola: dérbi ou clássico? Num jogo com picos de emoções e duas reviravoltas, o Atlético de Madrid derrotou o Barcelona por 3×2 em solo árabe e vai agora disputar a final diante do rival. Não se pode dizer que tenha sido um arranque de jogo ao nível daquilo que as equipas podem (e devem) produzir, ainda assim foi o Barcelona a criar as melhores oportunidades no primeiro tempo, com o trio do costume a estar perto do golo por quatro ocasiões (valeu Oblak!). No regresso dos balneários, Koke foi a jogo e, adivinhe-se só, precisou apenas de alguns segundos para mexer com o marcador. A formação de Valverde conseguiu a proeza de dar a volta ao jogo em poucos minutos (Messi empatou e Griezmann marcou à sua ex-equipa), mas viria a sofrer uma inesperada reviravolta nos últimos minutos. Depois dos golos anulados a Messi e Piqué, Morata empatou na conversão de uma grande penalidade e Correa tratou de assinar a reviravolta numa reta final de loucos. Os colchoneros fizeram menos que o adversário para vencer o encontro, mas revelaram ser mais pragmáticos, culminando neste épico desfecho. É futebol…

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona

Lionel Messi – Apesar do desaire da sua equipa, não havia outra alternativa: tinha de ser ele. Jogou e fez jogar como ninguém. Soube como responder ao golo marcado por Koke no início do segundo tempo e, além desse golo do empate, viu ainda o bis ser-lhe anulado por domínio da bola com o braço a anteceder o remate. Contudo, ter Messi nem sempre chega para ganhar jogos e a reviravolta do Atlético nos últimos minutos é a prova disso.

O FORA DE JOGO

Fonte: Club Atlético de Madrid

Primeira parte do Atlético – A equipa de Simeone bem que se pode dar por contente por ter conseguido segurar o nulo até ao intervalo, dado que essa terá sido a chave para aquilo que o Atlético conseguiu produzir no segundo tempo. Nos primeiros 45 minutos, só por uma vez os colchoneros ameaçaram marcar, de resto limitaram-se a defender e isso podia-lhes ter saído caro, mas o futebol tem destas coisas e é o Atlético quem segue para a final da supertaça de Espanha.

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Os catalães alinharam no já habitual 4-3-3 com duas alterações face ao jogo diante do Espanyol, com Umtiti e Vidal a atuarem nos lugares de Lenglet e Rakitic, respetivamente. Como é apanágio nos processos de construção, Busquets foi muitas vezes um terceiro central, de modo a dar mais largura ao jogo da equipa de Valverde, encostando a equipa adversária lá atrás em vários momentos do jogo. É certo que os culés responderam com alma ao golo de Koke (dando a volta em poucos minutos), mas o desgaste físico apoderou-se da equipa ao ponto da primeira substituição ter sido feita aos 86’, segundos antes do 2-3 final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neto (4)

Jordi Alba (6)

Umtiti (5)

Piqué (6)

Sergi Roberto (6)

Busquets (7)

Frenkie de Jong (6)

Vidal (6)

Griezmann (8)

Messi (9)

Suárez (7)

SUBS UTILIZADOS

Rakitic (-)

Fati (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Simeone decidiu alterar apenas uma peça relativamente ao último jogo, com a colocação de Stefan Savic no eixo central da defesa. A jogar no clássico 4-4-2, o Atlético de Madrid defendeu sempre de forma compacta e viu nas transições ofensivas apoiadas uma “arma” para surpreender as linhas mais subidas do adversário. A verdade é que foi do banco que saíram as melhores armas. Koke e Vitolo foram a jogo no segundo tempo e trataram de fazer estragos: o primeiro marcou poucos segundos após ter entrado, o segundo conquistou o penálti que daria o 2-2 numa fase decisiva do encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Lodi (5)

Felipe (6)

Stefan Savic (6)

Trippier (6)

Saúl Ñíguez (6)

Thomas (7)

Herrera (6)

Correa (8)

João Félix (6)

Morata (8)

SUBS UTILIZADOS

Koke (7)

Vitolo (7)

Llorente (5)

Foto de Capa: Real Federación Española de Fútbol

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Antevisão Moreirense FC x FC Porto: Vencer para continuar na luta

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CONTRARIAR FANTASMAS DO PASSADO

Depois da vitória em Alvalade, no último jogo, frente ao Sporting CP, o FC Porto chega à 16.ª jornada motivado e com vontade de prolongar a fase vitoriosa, mas a jogar em Moreira de Cónegos adivinha-se um jogo difícil.

Os dragões chegam a esta partida a quatro pontos do líder SL Benfica – até pode ser a sete, caso os encarnados vençam o jogo frente ao CD Aves -, e perder pontos pode custar caro e até mesmo entregar de bandeja o campeonato ao rival, ainda que estejam muitos pontos em jogo.

O FC PORTO JOGA COM O MOREIRENSE FC E É FAVORITO A VENCER O JOGO. MAS SE ACREDITAS QUE AMBAS AS EQUIPAS MARCAM, APOSTA JÁ 10€. PODES GANHAR 19,50€.

Em Moreira de Cónegos, a equipa de Sérgio Conceição tem tido algumas dificuldades, e já não vence há quatro temporadas. Mas o que é certo é que em Alvalade também não vencia há onze anos e Conceição quebrou o enguiço. Pode esta ser a época em que o treinador portista afaste os fantasmas do passado.

Do outro lado, vai estar uma equipa que começou bem a temporada, mas que tem desiludido em algumas partidas. Ainda assim, em casa, tem sido maioritariamente superior aos rivais. Um jogo que vai dar muito que falar e que pode ser preponderante nas contas do título, tal como foi na temporada passada.

 TEREMOS AMBAS AS EQUIPAS A MARCAR?

Num terreno complicado, o jogo pode ser surpreendente, mas a probabilidade de as duas equipas marcarem é elevada. Se o FC Porto entrar a ganhar, é provável que o Moreirense FC saiba como responder. Caso sejam os homens da casa a abrir o marcador, dificilmente os portistas acabarão o jogo sem resposta.

COMO JOGARÁ O MOREIRENSE FC?

O Moreirense FC chega a esta partida em 14.º lugar e vem de uma derrota no reduto do FC Paços de Ferreira. Regressar a casa é sinónimo de querer regressar aos triunfos e, por isso mesmo, a equipa de Ricardo Soares vai entrar em campo com toda a força. Ainda assim, entrará desfraldada, com dois elementos preponderantes de fora: Steven Vitória e Luther Singh. Os dois jogadores padecem de problemas físicos, embora o defesa ainda esteja em dúvida. Com esta contrapartida, o treinador tem de ajustar a equipa, tal como fez diante do Paços de Ferreira e é nesse sentido que deverá manter o onze utilizado nessa partida.

O treinador deve optar pelo habitual 4-3-3. Mateus Pasinato mantém-se na baliza, com João Aurélio, Rosic, Iago e Djavan na frente ofensiva. No meio-campo, o treinador vai apostar em Fábio Pacheco, Pedro Nuno e Filipe Soares. E na frente do terreno o tridente Bilel, Fábio Abreu e Luís Machado serão os escolhidos.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Moreirense FC

Pedro Nuno – O médio de 24 anos tem sido uma das figuras do Moreirense FC, ao ocupar bem os espaços e a espalhar qualidade, com um passe certeiro que tem feito mossa aos adversários. Esta temporada, Pedro Nuno já realizou 16 jogos e já marcou três golos e é um jogador que pode ser uma dor de cabeça para os portistas.

      XI PROVÁVEL

4-3-3: Mateus Pasinato; João Aurélio, Lazar Rosic, Iago Santos, Djavan, Fábio Pacheco, Pedro Nuno, Filipe Soares, Bilel Aouacheria, Fábio Abreu e Luís Machado.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

O FC Porto não pode tirar o pé do acelerador e, por isso mesmo, o treinador Sérgio Conceição vai manter a aposta no 4-4-2 habitual, que tem surtido efeito. Na baliza, Marchesín continua a ocupar o lugar que já conquistou. E na defesa, Corona e Alex Telles mantém-se, mas depois há duas mexidas forçadas. Com a lesão de Pepe e o castigo de Marcano, o treinador portista vai optar por colocar Diogo Leite e Mbemba na defesa.

No meio-campo, Uribe e Danilo ocupam o centro do terreno, já Otávio e Nakajima, mais objetivos, preenchem as alas, com Soares e Marega na zona dianteira. Uma dupla que fez estragos no último jogo e que tem mostrado um bom entrosamento.

O treinador não quer perder pontos e vai apostar na equipa que considerar mais competente para o jogo.

            JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Nakajima – O japonês demorou a corresponder às expectativas, mas ultimamente tem estado à altura. É muito rápido e oportuno, sozinho consegue fazer a diferença. Apesar da sua estatura, tem conseguido chegar com facilidade à zona dianteira e com muito perigo.

 XI PROVÁVEL

4-4-2: Marchesín, Alex Telles, Diogo Leite, Mbemba, Corona; Danilo, Uribe, Nakajima e Otávio; Soares e Marega.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Sem Falsas Partidas

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Novo ano, vida nova. Reiniciam-se as temporadas desportivas com todos, sem exceção, a declarar compromissos de grande impacto, uns de continuidade, outros de renovação.

O Sporting CP, no que ao futebol profissional diz respeito, cairia no grupo destes últimos. Aqueles que consideraram a paragem como um momento de recuperação, de alinhamento das tropas e de assimilação de conceitos, de estratégias e também de táticas de um treinador que entrou a meio do percurso sinuoso da equipa.

E sim, deve ter sido um bom período de recuperação para a equipa e sim, foi certamente uma oportunidade para todo aquele trabalho de preparação de uma segunda parte de campeonato, como compromisso com os verdadeiros objetivos desportivos da equipa.

No entanto, e ainda que o campeonato não seja nem possa ser um objetivo realístico desta época, o brio exigia que o primeiro jogo do ano, e logo em casa, fosse positivo. Fosse dada uma vitória na presença dos seus adeptos e, ainda por cima, contra um dos seus principais e eternos rivais. Mas não, isso não aconteceu.

O que aconteceu? Parece que… o Sporting CP perdeu. Para quem viu o jogo, dizem alguns: “Mas notaram-se muitas melhorias. Jogámos muito melhor. Realmente melhorámos…”, isto ou algo do género foi o que preencheu o discurso dos eternos otimistas, fação que aposto que está a diminuir nas bancadas verde e brancas.

A verdade é que não são só essas fações que abandonam os recintos desportivos do clube, mas sim, aos poucos, as demais. A sensação de ausência de rumo, de desorientação geral, leva o espetador a conseguir apenas esperar uma coisa da equipa de futebol profissional: não esperar por nada, garantir uma posição sem qualquer expectativa pois, na presente situação, não se sabe nunca o que pode acontecer.

Do meu ponto de vista, virar as costas ao clube quando ele mais precisa de apoio, apesar de não ser solução sustentável, é uma posição legítima e perfeitamente justificável de quem já há vários anos não tem mais faces a oferecer…

O grande problema da realidade existente é muito fruto da ideia errada que o clube pode ser candidato a posições para as quais notoriamente não tem condições, criando aquilo que o adepto não pode ter: expectativas.

O argentino esteve em evidência no clássico frente ao FC Porto
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Não se pode é continuar com discursos de capitalização de enganosas melhorias, que nada mais são do que rasgos de sorte ditados por um sucedâneo de acontecimentos que não têm na sua base qualquer tipo de sustentação ou planeamento. Há de chegar o momento em que as melhorias vão, efetivamente, existir e que as mesmas vão mesmo ser resultado do trabalho semanal, da qualidade do plantel e sua equipa técnica e, sobretudo, de uma estratégia global de (re)estruturar o futebol profissional mas, para já, trata-se apenas do que deu para fazer com aquilo que se tem. E isso não se pode dizer que constitua uma melhoria. Não se deve deitar a baixo? Não, claro que não. Mas também não se pode dizer que são sinais de melhoria porque isso tem o efeito pernicioso de acalentar esperanças de que, na semana seguinte, as coisas melhorarão ainda mais, como se de um gráfico de reta ascendente se tratasse. Há que olhar para os dados e perceber que a linha se move ao sabor do vento, pois não tem qualquer orientação.

A prestação da equipa de futebol sénior profissional do Sporting CP é o que dá…ou seja, nunca se sabe o que vai dar e por essa razão não se pode esperar nada. Se assim estivermos, será mais fácil renovar esperança de melhorar o clube e continuar a apoiar, ainda que o estado atual da situação não seja a melhor.

Só com uma mudança de mentalidade no presente se pode ter esperança num futuro mais risonho, pois, se assim não for, continuaremos a ser os eternos campeões das vitórias morais e das constantes conversas do “jogámos como nunca, mas perdemos como sempre”.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

O eclipse de Rony

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Rony Lopes, extremo internacional de 24 anos, é um dos maiores talentos do futebol português. Dono de uma capacidade técnica invejável, desde receção, passe, condução, cruzamento e remate, o desequilibrador formado no SL Benfica e Manchester City FC, vive momentos difíceis nesta fase da carreira. Tratando-se de um jogador com mais do que qualidade para estar regularmente nas convocatórias de Fernando Santos, a gestão da sua carreira interessa aos adeptos portugueses e, portanto, é pertinente fazer um ponto de situação atual.

No dia 14 de agosto de 2019, o Sevilla FC anunciava a aquisição de Rony Lopes ao AS Mónaco por uma quantia a rondar os 25 milhões de euros, a contratação mais cara da História do clube. Apesar de o clube francês estar ao nível da grandeza do clube espanhol, a La Liga tem um prestígio e reconhecimento superior à Ligue 1. Numa fase de reestruturação do clube andaluz, que procura voltar a ser campeão espanhol e consolidar-se nas eliminatórias da Liga dos Campeões, Rony acabou por ser a principal aquisição da era “Monchi & Lopetegui”.

Para além disso, não só houve uma aposta forte no extremo português, como houve um abdicar de um dos principais jogadores do conjunto espanhol para a equipa francesa – Wissam Ben Yedder – de forma a facilitar o negócio.

A verdade é que, Rony, tem somente oito participações em janeiro, sendo que soma grande parte dos minutos na Liga Europa (na La Liga, tem apenas uns assustadores 11 minutos). E o cenário parece que não irá mudar. Parece claro que, Julen Lopetegui não conta com o português, até porque na última partida (empate a um ante o Athletic Bilbao), com várias lesões na posição de extremo, o internacional português, mesmo assim, ficou fora dos convocados e Oliver Torres jogou adaptado, com o menino de 18 anos, Bryan Gil, no banco.

Rony ainda só foi titular em jogos da Liga Europa
Fonte: Sevilla FC

Com o Sevilla FC nos 16 avos da Liga Europa e a apenas cinco pontos do primeiro lugar, naturalmente, Lopetegui tem os créditos todos e, provavelmente, não restará grandes hipóteses a Rony. Ou continua até maio seguindo esta tendência de pouca utilização à espera que mude ou, já em janeiro, procura a saída.

No entanto, é difícil de perceber o porquê do insucesso do português. Um jogador desconcertante, que defende razoavelmente e que ataca superiormente, consegue encaixar-se numa equipa do ADN do conjunto andaluz. É verdade que Lucas Ocampos tem estado irrepreensível nesta primeira metade de temporada, mas mesmo assim, surpreende que Rony seja uma carta tão fora do baralho como tem sido.

Interessados não devem faltar e, portanto, caberá ao atleta e seus conselheiros decidir se continuam a tentar mudar a opinião de Lopetegui ou se o melhor será cada uma seguir com a sua vida, sendo certo que, nesta fase da carreira, dificilmente o Sevilla FC terá o retorno do seu investimento.

Foto de Capa: Sevilla FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão