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Eléctrico FC 0-4 SL Benfica: Sem sofrer nenhum golo assim se faz o caminho até à Final

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A CRÓNICA: UM JOGO TÍPICO ENTRE ELÉCTRICO FC E SL BENFICA 

A casa bem podia estar mais cheia para este grande jogo de futsal entre o campeão nacional, SL Benfica, e uma das equipas sensação desta época, o Eléctrico FC. Nem foi preciso esperar para se ver um golo: apenas 21 segundos! O cântaro só foi uma vez à fonte e partiu-se logo. Mas engane-se que daqui seria uma jogo fácil para os encarnados… Porque não foi. Ainda assim, de erro em erro se vai cedendo (parece que inventei um ditado). O segundo golo apareceu da mesma forma do primeiro e muito por inteligência de Robinho. Até ao fim do primeiro tempo, muito equilíbrio por parte das duas equipas e mantinha-se o 0-2 a favor dos encarnados.

O intervalo trouxe-nos um jogo ainda mais equilibrado e não podia estar melhor esta meia final entre lisboetas e alentejanos. Porém, a meio deste segundo tempo houve um contratempo para o Eléctrico. Rodriguinho até estava a ser dos melhores em campo, mas uma simulação e depois uma entrada desnecessária valeu-lhe uma saída mais cedo da quadra por acumulação de amarelos. Apostar no guarda-redes avançado pode dar dois cenários: muito bom onde se marca ou muito mau porque se sofre… O Eléctrico apostou e aconteceu a primeira opção, pois veio o terceiro golo encarnado por Rafael Hemni. Hemni ainda voltou ainda a marcar para fazer a última alteração no marcador (0-4) e os encarnados estão há 80 minutos sem sofrer golos nesta caminhada até à Final.

O Eléctrico FC acaba por cair na meia final pelo segundo ano consecutivo, mas de cabeça bem erguida frente ao campeão nacional em título e detentor da Taça da Liga, SL Benfica. Os encarnados vão defrontar o eterno rival, Sporting CP, no jogo decisivo e será a segunda final com um derbi lisboeta. Uma final que prometerá muita emoção, certamente.

A FIGURA

Fonte: FPF

André Sousa – Depois de ter de fazer de bombeiro de serviço no jogo anterior, penso que não fica nada mal atribuirmos novamente o prémio de melhor em campo. Esteve atento e não fosse algumas intervenções quando o jogo ainda estava em 2-0 e o Benfica poderia ter sofrido ainda mais… Agora fica a questão se será o guarda-redes da Final para os encarnados visto que ainda não há nada sobre a decisão de Roncaglio. Uma boa “dor de cabeça” para Joel Rocha.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF

Poucas opções do Eléctrico FC – A falta de Silvestre Ferreira e as poucas opções que estavam à disponibilidade de Kitó Ferreira não foram aspetos benéficos para a formação alentejana. Apostar sempre nos mesmos jogadores no cinco em campo ia demonstrando as debilidades que iam aparecendo na equipa. Ainda assim, vimos uma equipa muito equilibrada frente a um dos grandes do Futsal português.

ANÁLISE TÁTICA – ELÉCTRICO FC

A ausência de um jogador influente (Silvestre Ferreira) foi importante na maneira como Kitó Ferreira abordou este jogo. A aposta no mesmo cinco inicial, exceto a saída de Silvestre para a entrada de Wendell, era mais do que provável, apostando então na experiência do seu plantel. Era de esperar um Eléctrico muito pressionante caso sofresse um golo e surpresas podiam acontecer, como é normal entre jogos das duas equipas. Houve pouca aposta na rotatividade do cinco por parte de Kitó Ferreira e foi fatal para os erros começarem a aparecer.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Basílio (7)

Renan Fuzo (5)

Bello (4)

Rodriguinho (5)

Wendell (5)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Graça (6)

Henrique Vicente (5)

Milton Dias (5)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Apenas com um pivô em campo e com a ausência de Fernandinho, as opções atacantes estavam muito limitadas e o Benfica jogou muitas das vezes em 4×0. A esperança residiu muito na criatividade dos jogadores mais tecnicistas e nos muitos remates de longe. As jogadas mais trabalhadas com a ajuda de André Sousa como guarda-redes avançado eram a principal opção para chegar à baliza do Eléctrico FC. Os encarnados aproveitaram bem os erros defensivos devido à boa pressão feita à primeira linha de construção do Eléctrico. Há muito tempo que falta um pivô matador como em tempos teve o Benfica e, neste momento, não tem e precisa de o encontrar rapidamente.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

André Sousa (8)

André Coelho (6)

Chaguinha (7)

Robinho (7)

Miguel Ângelo (5)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Jesus (4)

Tiago Brito (6)

Bruno Coelho (4)

Rafael Hemni (7)

Fits (6)

Fernando Drasler (4)

Foto de Capa: SL Benfica 

Tottenham Hotspur FC 0-1 Liverpool FC: Invencibilidade sobrevive a “teste de fogo”

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE TRANQUILA, SEGUNDA EM ALERTA

Com a ambição de quebrar a série invicta do Liverpool na Premier League, o Tottenham recebeu a turma de Jurgen Klopp pela primeira vez no seu novo estádio. Apesar de apresentar uma linha recuada com cinco jogadores, a equipa de José Mourinho passou por muitas dificuldades no primeiro tempo, sobretudo a nível defensivo. Do outro lado, os “Reds” aproveitaram a “oferta” dos “Spurs” e colocaram o índice de posse de bola junto dos 80%, tendo registado ainda três remates à baliza, contra apenas um do Tottenham. A recompensa para os rapazes da “cidade dos Beatles” surgiu a dez minutos do intervalo, através de um remate de Roberto Firmino que não deu hipótese a Paulo Gazzaniga. Na segunda parte a história foi algo diferente, dado que os londrinos tentaram trazer para si algum do domínio do jogo e conseguiram mesmo equilibrar o jogo até final. Os “Spurs” chegaram a estar muito perto do empate, quando Lo Celso falhou uma ocasião onde apenas era preciso “encostar”, mas a melhor exibição global do Liverpool, sobretudo na primeira metade, valeu-lhes a vitória. Os “Reds” ficam agora com uma vantagem de 16 pontos, que certamente será mais do que suficiente para, 30 anos depois, voltarem a vencer o campeonato inglês.

A FIGURA

Fonte: Premier League

Roberto Firmino – Um golo coroou mais uma exibição de qualidade do número 9 dos “Reds”. Interventivo e a mostrar-se constantemente ao jogo, criando linhas de passe para os colegas, o brasileiro mostrou mais uma vez que um ponta de lança de classe mundial tem de saber fazer muito mais do que apenas marcar golos. Ainda assim, este último fator é muito importante, e também aí Firmino cumpriu.

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Dele Alli – Um “dia não” do médio ofensivo inglês refletiu-se em toda a equipa. Sem a sua criatividade, técnica e até mesmo a capacidade de finalização, os “Spurs” sentiram-se perdidos e desapoiados no processo ofensivo, mais ainda pela ausência do seu “goleador-mor”, Harry Kane.

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Mourinho já havia avisado que, dada a ausência de Harry Kane, o planeamento tático iria mudar, e assim foi. Um 5-3-2 a defender transformava-se em 3-5-2 a atacar, mas foram raros os momentos de expressão ofensiva por parte dos “Spurs”. Os laterais Aurier e Rose estiveram quase sempre junto dos três centrais, o que, juntamente com a partida pouco interventiva dos habitualmente influentes Son e Alli, anulou as hipóteses do Tottenham de chegar ao golo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Gazzaniga (7)

Serge Aurier (6)

Davinson Sánchez (6)

Toby Alderweireld (6)

Japhet Tanganga (7)

Danny Rose (5)

Harry Winks (6)

Christian Eriksen (6)

Dele Alli (5)

Lucas Moura (6)

Son Heung-Min (5)

SUBS UTILIZADOS

Giovani Lo Celso (6)

Erik Lamela (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Constantemente em “modo de ataque”, os “Reds” pareciam apenas ter dois jogadores mais recuados (os centrais Gomez e Van Dijk), para além de Alisson. Ainda assim, no “papel” aparecia disposto o habitual 4-3-3, mas a verdade é que ambos os laterais se projetaram de forma constante pelo corredor, o que permitia a Mané e Salah ocupar zonas mais interiores e criarem mais perigo à linha recuada do Tottenham. No entanto, um par de boas intervenções de Gazzaniga evitou um resultado mais dilatado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (7)

Trent Alexander-Arnold (7)

Virgil Van Dijk (6)

Joe Gomez (6)

Andrew Robertson (6)

Jordan Henderson (6)

Georginio Wijnaldum (6)

Alex Oxlade-Chamberlain (6)

Mohamed Salah (7)

Sadio Mané (7)

Roberto Firmino (7)

SUBS UTILIZADOS

Adam Lallana (6)

Divock Origi (6)

Xherdan Shaqiri (-)

Foto de Capa: Liverpool FC

Sporting CP 5-0 AD Modicus: Leões devoram gaienses rumo à final

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A CRÓNICA: JOGO TRANQUILO APURA LEÕES PARA A FINAL 

O jogo desta tarde, referente às meias-finais da Taça da Liga, começou de forma frenética, com a equipa leonina a assumir as despesas do encontro e o AD Modicus a atuar um pouco mais na expetativa, sempre com uma pressão muito alta do Sporting quando o emblema de Sandim tinha a posse de bola. Nos primeiros minutos, houve algumas boas ocasiões junto da baliza da formação nortenha, mas sempre travados por Rui Cardoso e por algum desacerto dos leões na hora de rematar à baliza.

Apenas a meio da primeira parte surgiu o primeiro golo, da autoria de João Matos, numa jogada dos livros. Triangulação perfeita que culmina com o desvio à boca da baliza do capitão sportinguista, aproveitando a propensão ofensiva do guarda-redes Guitta para construir o 5×4 e criar assim o desequilíbrio. Diego Cavinato ampliou o marcador com um forte remate cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

A equipa do Sporting entretanto averbou a quinta falta e ficou assim “tapada”, sob pena de uma sexta falta originar um livre direto de dez metros sem barreira, lance onde Joel Queirós é especialista. A sexta falta surgiu mesmo, e o pivot português teve uma oportunidade de ouro para reduzir a diferença no marcador. Para tentar travar o pontapé canhão do antigo jogador do Benfica entrou Gonçalo Portugal, verdadeiro especialista neste tipo de lances. O suplente entrou para o lugar de Guitta e fez uma defesa magnífica, não saindo dos postes como normalmente todos os guarda-redes fazem. Em cima do apito para o intervalo, Diego Cavinato bisou e passou a diferença para três golos.

Mesmo assim, bom espetáculo que prometia bastante para a segunda parte, pese embora a pouca acutilância ofensiva do Modicus na primeira parte.

Na segunda metade, o Modicus continuava sem criar grande perigo junto da baliza leonina e o Sporting continuou calmamente no comando das operações, marcando dois golos de rajada entre o oitavo (Cardinal) e o nono (Alex Merlim) minutos que sentenciaram o encontro. Posto estes dois golos de rajada, o conjunto oriundo de Vila Nova de Gaia apostou no guarda-redes avançado, entregando essa tarefa a Joel Queirós, mas o encontro ia avançando sem grandes ocasiões de perigo de parte a parte. Com isso, a vitória por 5-0 confirmou-se mesmo, num jogo estranhamente fácil, face à excelente exibição do Sporting e à exibição desinspirada do Modicus.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nuno Dias – Jogo taticamente perfeito da sua equipa, “secou” totalmente o seu oponente e garantiu assim a sua presença em mais uma final com uma vitória inequívoca e robusta.

O FORA DE JOGO

Fonte: AD Modicus

Ataque do AD Modicus – Num jogo destes, sem história, não se pode individualizar as culpas. O ataque do conjunto Gaiense raramente criou perigo junto da baliza adversária, salvo em situações de bola parada.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Tática perfeita do Sporting para este jogo, controlou o jogo sem grandes sobressaltos e conseguiu terminar o encontro sem sofrer qualquer tento e com uma vitória confortável.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (7)

Erick Mendonça (8)

Diego Cavinato (9)

Alex Merlim (8)

Cardinal (8)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Portugal (8)

Bernardo Paçó (7)

Léo Jaraguá (7)

Tomás Paçó (7)

João Matos (8)

Taynan da Silva (7)

Pauleta (6)

Deo (7)

Pany Varela (7)

ANÁLISE TÁTICA – AD MODICUS

Contrariamente, este foi um dia claramente mau para o conjunto de Ricardo Ferreira, também por mérito dos verde e brancos, sem conseguir encontrar antídoto para a organização tática do Sporting. Defensivamente chegou a ter alguns momentos interessantes, ofensivamente foi um jogo mal conseguido.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Pedro (7)

Óscar Santos (5)

Uesler (5)

Fábio Lima (5)

Willian Carioca (5)

SUBS UTILIZADOS

Trapa (5)

Denisson Lima (5)

Rafa Fonseca (5)

Ricardo Gonçalves (5)

Cigano (5)

Quaresma (4)

Tiago Fernandes (4)

Joel Queirós (4)

Foto de Capa: FPF

UD Oliveirense 75-84 SL Benfica: Encarnados vencem em casa do bicampeão

A CRÓNICA: GRANDE PRIMEIRA PARTE DO BENFICA GARANTE VITÓRIA

Grande ambiente em Oliveira de Azeméis, na visita do SL Benfica ao pavilhão do bicampeão nacional, UD Oliveirense. No entanto, e apesar do enorme apoio dos adeptos da casa, foram os encarnados que entraram melhor no jogo, tendo dominado a primeira parte do encontro, o que resultou numa vantagem de 12 pontos ao intervalo. Na segunda metade do jogo, em especial no último período, o jogo mudou, e o crescer da equipa da casa aliou-se, finalmente, ao grande ambiente das bancadas. No entanto, o SL Benfica mostrou-se uma equipa experiente e que soube manter o controlo emocional. Nesta fase, e com pouco tempo para jogar, apareceu Fábio Lima, que se mostrou letal da linha de três pontos e ajudou o SL Benfica a confirmar a vitória.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Eric Coleman – No regresso a Oliveira de Azeméis após deixar os bicampeões para se juntar ao Benfica, o poste norte americano esteve em evidência, continuando a somar grandes jogos pela equipa encarnada. 22 pontos, oito ressaltos e mais uma vitória do Benfica com grande jogo de Coleman.

O FORA DE JOGO

Fonte: UD Oliveirense Basquetebol

Primeira parte da UD Oliveirense – Com um forte apoio vindo das bancadas, seria de esperar uma equipa da Oliveirense a entrar a todo o gás frente ao Benfica. No entanto, e após uma breve vantagem nos primeiros minutos, o Benfica tomou controlo do jogo. Foi reduzindo o volume no pavilhão e ganhou uma vantagem que no final se veio a mostrar demasiado grande para a equipa de casa.

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

O principal foco do jogo ofensivo da Oliveirense foi o jogo interior, e algumas das dificuldades que a equipa enfrentou ofensivamente foram precisamente essas, muito graças às dificuldades criadas pela defesa do Benfica, que tornou o jogo muito físico.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bailey Fields (8)

José Barbosa (7)

Shonn Miller (6)

Duda Sanadze (7)

Marc-Eddy Norelia (6)

SUBS UTILIZADOS

Corey Sanders (5)

André Bessa (3)

João Grosso (5)

João Guerreiro (4)

João Balseiro (6)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica jogou de forma muito semelhante ao jogo da FIBA Europe Cup a meio da semana, com a forte presença interior a permitir à equipa explorar o tiro exterior. Defensivamente, muito daquilo que o Benfica consegue fazer deve-se a Eric Coleman. 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Hilliard (4)

Eric Coleman (9)

José Silva (5)

Betinho Gomes (6)

Arnette Hallman (7)

SUBS UTILIZADOS

Anthony Ireland (8)

Fábio Lima (7)

Gary Ghee (5)

Rafael Lisboa (5)

Damian Hollis (4)

Foto de Capa: SL Benfica – Modalidades

França 25-28 Portugal: Entrada pela porta grande

A CRÓNICA: DEPOIS DE 14 ANOS DE ESPERA, PORTUGAL VOLTOU A MOSTRAR À EUROPA A SUA QUALIDADE

Primeiro jogo da seleção portuguesa num campeonato da Europa, depois de 14 anos de espera, e logo frente à poderosíssima seleção francesa, vista por muitos como A seleção da última década. Com vários atletas afetados por uma gripe, Portugal não arranjou desculpas e entrou em campo com um objetivo: repetir o feito de Guimarães.

A França entrou melhor. Mais habituada a estes palcos, aproveitou alguma ansiedade portuguesa para se colocar na frente do marcador. Contudo, a equipa de Paulo Pereira acalmou-se, começou a jogar o seu jogo e paulatinamente voltou a lutar pelo resultado.

Com Alfredo Quintana a fechar a baliza – terminaria com nove defesas, 31% de eficácia e um golo – e o forte bloco defensivo criado por Daymaro Salina, Alexis Borges, André Gomes e Luís Frade, Portugal saltou para a liderança à passagem do minuto 24 quando fez o 9-10. Com disciplina a ser a palavra de ordem, a vantagem podia ter sido de quatro golos ao intervalo, mas um conjunto de falhas técnicas permitiram à seleção gaulesa aproximar-se e levar o jogo para o intervalo perdendo apenas por um (11-12).

No segundo tempo, a intensidade manteve-se. Portugal aumentou a agressividade defensiva, jogando com uma defesa mais aberta que obrigava os jogadores franceses a apostarem mais no jogo individual, e ofensivamente Rui Silva ia mantendo a sua sobriedade característica, gerindo o jogo e o resultado.

Os adeptos portugueses na Trondheim Spetrum ainda se assustaram quando a França empatou, mas Alfredo Quintana voltou a “crescer” e tapou baliza. Ludovic Frabegas e Michaël Guigou receberam exclusões de dois minutos já perto do final o que obrigou a seleção francesa a jogar com apenas quatro jogadores de campo o último minuto e meio. Paulo Pereira ia pedindo mais um, e assim Portugal o fez, vencendo por 25-28 a gigante França que caiu com estrondo nesta jornada inaugural do EURO 2020.

A FIGURA

Fonte: FAP

André Gomes – A EHF elegeu o central Rui Silva como MVP da partida e percebe-se dado o impacto que teve na organização de jogo, mas o jovem André Gomes esteve a um nível tremendo. Fortíssimo no um-para-um, o lateral fez pleno uso do seu forte remate e capacidade de impulsão para marcar quatro golos em momentos decisivos. E como se não bastasse, ainda esteve perfeito do ponto de vista defensivo ao sacar várias faltas atacantes.

O FORA DE JOGO

Fonte: FFH

Didier Dinart – O selecionador francês não foi capaz de alterar a maneira de jogar da sua equipa de acordo com os esquemas defensivos apresentados por Portugal e acabou por sair derrotado. Apesar de toda a capacidade técnica dos seus jogadores, apenas isso não chegou para ultrapassar a seleção das quinas.

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Esta seleção francesa tem sofrido muitas alterações ao longos dos últimos anos e apesar da sua qualidade técnica ser inegável, em termos táticos têm tido dificuldades em adaptar-se. Muito dependente de Nikola Karabatic, ofensivamente houve períodos em que o ataque francês parecia um pouco sem ideias e tinha dificuldade em ultrapassar a agressividade defensiva que Portugal ia colocando.

Já no plano defensivo, a agressividade francesa excedia os limites em certos momentos, e podemos dizer que o nome pesou um pouco quando era altura dos árbitros letónios decidirem. Sorhaindo podia – e devia – ter levado pelo menos uma exclusão de dois minutos, por falta sobre André Gomes, tal como Dipanda.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gerard (6)

Karabatic (6)

Dika Mem (7)

Guigou (6)

Abalo (6)

Dipanda (5)

Fabregas (7)

SUBS UTILIZADOS

Genty (5)

Remili (6)

Lagarde (7)

Richardson (6)

Sorhaindo (5)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Com a sua defesa seis-zero característica, Portugal teve dificuldades nos primeiros minutos dada a capacidade física do pivot francês Ludovic Fabregas. A circulação de bola do ataque francês obrigava Alexis e Daymaro a esforços redobrados o que abria espaços aos seis metros que Nikola Karabatic e Dika Mem iam aproveitando. Contudo, isso mudou quando Paulo Pereira fez alinhar uma defesa mais agressiva e mais móvel que afastava a primeira linha francesa dos nove metros e a obrigava a jogar mais no um-para-um.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

Rui Silva (8)

André Gomes (9)

João Ferraz (6)

Diogo Branquinho (9)

Pedro Portela (8)

Alexis Borges (8)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Magalhães (7)

Daymaro Salina (8)

Luis Frade (8)

António Areia (7)

Miguel Martins (6)

Alexandre Cavalcanti (6)

Foto de Capa: EHF

Portugal e a sede insaciável

Setembro ditou o início da maior prova do escalão máximo do futebol português. Setembro também ditou o despedimento e alteração nos comandos técnicos de várias equipas na Liga Portuguesa. Na capital do móvel sucedeu-se a primeira chicoteada no momento em que Filó foi despedido, no fim da quarta jornada da liga – sendo que a equipa do Paços de Ferreira FC apenas possuía um mero ponto -, e consequentemente substituído por Pepa.

O segundo despedimento não tardou muito a chegar, visto que foi apenas um dia de diferença que separou estes acontecimentos. No dia três do mês fatal para muitos treinadores, adveio-se a saída de Marcel Keizer do comando técnico do Sporting CP através de uma rescisão saudável. A Taça de Portugal e a Taça da Liga não foram suficientes para prender o treinador ao clube lisboeta, isto veio a confirmar-se após a derrota por 2-3 na receção ao Rio Ave FC e a chicoteada foi inevitável.

Leonel Pontes, treinador dos sub-23 ficou responsável pelo comando técnico. No entanto a corrida por treinador do, atualmente, quarto classificado não ficou por aí e a aventura de Leonel Pontes apenas durou 24 dias. É neste âmbito que ‘se mata dois coelhos de uma cajadada só’, o recém-despedido (apenas dois dias após a saída de Keizer) do comando técnico Belenenses SAD após permanecer no comando durante três épocas? O clube de Belém ocupava o 17º lugar do campeonato, sem qualquer golo marcado após cinco jogos oficiais.

Mais difícil ainda foi arranjar quem ocupasse o comando técnico de Augusto Inácio no CD Aves. Foi complicado deixar o clube que se encontrava em último lugar no campeonato, no entanto após a goleada do SC Farense por 5-2 o lugar ficou disponível. Dizer que havia uma escassez no mercado é dizer pouco sobre aquilo que o CD Aves enfrentava. A solução interina foi Leandro Pires, antigo treinador da equipa sub-23.

Julio Velázquez já conta com experiência na Liga Portuguesa após treinar o Belenenses SAD por 2 épocas entre 2015 e 2017
Fonte: Vitória FC

Em menos de dois meses já contamos com cinco chicoteadas. Sandro Mendes, agora ex-treinador do Vitória FC foi o escolhido para sair. Ao final de oito jornadas, a equipa do Bonfim apenas somara oito pontos e um total de duas vitórias. Julio Velázquez regressa a Portugal, após a passagem fugaz que teve pela Udinese, em Itália, e assume o comando técnico (e de que maneira revolucionária!).

Desta vez por escolha própria, Nuno Manta Santos coloca o seu lugar à disposição face ao mau desenvolvimento do início da época. O clube madeirense aceitou a vontade do treinador, agradecendo a forma como este aceitou o desafio proposto pelo CS Marítimo mas salienta que o futebol é feito em torno de resultados. Outro regresso ao futebol português, José Gomes é oficializado como treinador da equipa que ocupava o 14º lugar da tabela classificativa (atual 12º lugar) após abandonar o comando técnico do Reading FC, em Inglaterra.

O Moreirense FC anunciou a quebra do vínculo através das redes sociais, desejando sucesso a Vítor Campelos
Fonte: Bola na Rede

Deixando novamente as ilhas e regressando ao Continente, Vítor Campelos que era um estreante na Primeira Liga Portuguesa ao comando do Moreirense FC é despedido. A quebra do vínculo entre o treinador e o clube deve-se, mais uma vez, aos resultados. Ricardo Santos entra em ação em Moreira de Cónegos.

Pelo mesmo caminho foi Lito Vidigal. O comando técnico do Boavista FC já havia sido questionado pelos adeptos, que se demonstravam insatisfeitos com Vidigal enquanto treinador. Daniel Ramos foi o candidato mais forte e o escolhido para assumir o lugar, no entanto até ao momento ainda não se verificou qualquer mudança.

A fechar o ano, Sá Pinto é despedido. O treinador do SC Braga termina a sua ligação com o clube minhoto após péssimos resultados na Primeira Liga Portuguesa. A prestação da equipa na Liga Europa não se demonstrou suficiente e a última chicoteada foi servida. Perante esta situação, rendeu Rúben Amorim. O recém subido desde a Liga de Portugal tem sido visto como uma ótima solução face as circunstâncias, e os resultados estão à vista de toda a gente – a última da equipa por sete golos fala por si própria.

Qual será a primeira chicoteada do ano?

Visto que metade das equipas da Liga Portuguesa já alterou o seu comando técnico é algo que deixa qualquer um em alerta. Será uma questão de tempo até próximos capítulos neste assunto, Portugal está com uma sede enorme (uma sede insaciável, diga-se) de mudança (ou então de sucesso disparatado). No entanto, será complicado alcançar qualquer tipo de resultados com mudanças tão antecipadas. É necessário tempo e calma para assumir o comando técnico de uma equipa, visto que não é o treinador de raiz a assumir a gerência face às mudanças repentinas. É necessário confiança e pouca mudança!

Foto de Capa: Liga Portugal

O mercado está aberto mas os dragões não querem comprar

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O mês de janeiro é o mês da revolução de plantéis durante a temporada futebolística. Aqueles que conseguiram uma prestação acima da média desde agosto até dezembro são referenciados pelos grandes clubes europeus e, por outro lado, os “flops” começam a ver bem mais de perto a porta de saída. Estas mexidas de inverno podem mudar o rumo de qualquer equipa na segunda metade da época, dependendo muito da qualidade (ou falta dela) dos jogadores em questão.

Até à data, pelos lados da cidade Invicta, o mercado está fechado. A loja poderá abrir a qualquer momento para uma eventual saída ou entrada de um jogador de segunda ou terceira linha do plantel, mas há uma grande probabilidade de os melhores produtos do FC Porto continuarem na montra. Contudo, impõe-se uma questão – Tendo em conta alguns resultados e/ou exibições negativas, os azuis e brancos precisam de ir ás compras? Olhemos para o setor mais recuado do terreno. A seguir ao SL Benfica, o FC Porto tem a defesa menos batida da Primeira Liga – apenas nove golos sofridos. Caso para dizer que Marchesín, pela estatística e pelo que tem mostrado, efetivamente, merece o lugar no onze inicial. Como segunda opção, certamente que Diogo Costa dá bastante segurança a Sérgio Conceição para assumir a baliza do FC Porto quando necessário.

Alex Telles precisa de um concorrente à altura
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Da baliza para a defesa, eis que surge o problema. As laterais defensivas do plantel precisavam de alguém ambidestro que pudesse ocupar ambos os corredores e, claro está, que exibisse bastante qualidade para lutar pela titularidade. Isto porque Alex Telles não tem um adversário à altura para a sua posição, o que pode levar a uma queda de rendimento do brasileiro por dar a titularidade como garantida. Do lado direito, Corona está a ter um desempenho positivo, mas faltam-lhe skills que um lateral direito de raiz consegue exercer. Saravia tem ainda poucos minutos e a sua adaptação ao futebol europeu não está a ser fácil, restando Tomás Esteves, que tem somado minutos na equipa B. No centro da defesa, Marcano e Pepe providenciam a experiência, Mbemba é uma excelente alternativa, quiçá, merecedor da titularidade e Diogo Leite é um projeto a curto/médio prazo para ser um dos próximos centrais de alto nível do clube. Posto isto, apenas seria necessário um concorrente de Alex Telles ou até mesmo de Corona para equilibrar a defesa portista.

No centro do terreno, com a saída de Bruno Costa, abre-se uma vaga para um reforço da formação. Nada mais, nada menos que Vítor Ferreira, que é neste momento o grande destaque da equipa B orientada por Rui Barros. O médio já leva nove golos e quatro assistências em 17 jogos, nesta que é a sua primeira época como sénior. No geral, o meio campo não necessita urgentemente de reforço, a menos que se confirmem os rumores sobre a saída de Danilo Pereira.

Quanto à armada ofensiva do FC Porto, Soares tem estado num crescendo de forma, assim como Nakajima e Luis Díaz. Quanto a Moussa Marega, não tem sido o mesmo das épocas transatas, mas Zé Luís é uma hipótese válida para alternativa ao maliano (apesar da lesão), não esquecendo a jovem promessa Fábio Silva e Vincent Aboubakar, que já mostrou a Sérgio Conceição que pode ser uma mais valia no ataque dos dragões, apesar das lesões sofridas sucessivamente.

Em suma, Sérgio Conceição tem à sua disposição um plantel com solução, apesar da escassez de concorrentes para as laterais defensivas. Não há urgência em ir ao mercado de transferências, mas um bom negócio com um jogador de qualidade é sempre bem-vindo e só viria acrescentar mais profundidade ao plantel. É importante que Sérgio Conceição se relembre dos fantasmas do passado e das investidas falhadas – Waris, Fernando Andrade, Paulinho, Osorio e o próprio Wilson Manafá.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Não é esse o futebol que me faz largar tudo

No futebol português, é raro haver consensos, mas creio que há um que supera todas as divergências: o futebol é uma festa. Ou pelo menos, é suposto ser. É suposto ser alegria, diversão, emoção… fazer-nos largar tudo para acompanhar os nossos clubes. Isto é o que fazem os verdadeiros adeptos. Fazem do futebol uma festa. Infelizmente, não é o que tem acontecido nos jogos da Liga Portuguesa.

Não sei bem como nem porquê, mas nos últimos anos, a ténue linha que separa adeptos fervorosos de adeptos criminosos, foi totalmente apagada. Hoje em dia, lançar tochas e petardos, arremessar cadeiras e destruir estádios faz parte do quotidiano do futebol português. Espanta-me que tenhamos deixado esta situação ir tão longe. Entristece-me que hoje, o futebol não seja sobre os 22 homens que se divertem em campo e dão tudo para alegrar também os seus adeptos.

Esta situação já se arrasta não há dias, semanas, meses, mas sim anos. Perdemos o controlo. Actualmente, não é seguro famílias irem aos estádios ver a bola, porque estão sujeitas a ser agredidas; as crianças têm medo dos petardos e das tochas, os adultos pagam bilhete para verem jogos interrompidos por largos minutos por não haver visibilidade. Não é esse o futebol que nos apaixona. Em que claques matam adeptos, param jogos, em que adeptos são feridos e  que árbitros são agredidos. Agora, o que fica para a história, não é o golo, não é o drible, não é a jogada mais bonita, é o petardo que rebentou nas costas do guarda-redes e que fez o árbitro parar o jogo.

Queixamo-nos constantemente que o nosso futebol é pouco competitivo, tem pouco tempo útil de jogo, e isso impede-nos de ombrear com os tubarões na Europa. Pois bem, quando os “adeptos” passam as marcas e interferem desta maneira no jogo, o problema só se agrava. O exemplo mais flagrante é o último Vitória SC x SL Benfica, no sábado passado.

Duas equipas fantásticas, com os melhores adeptos do país. Mas, como se viu, no meio desses adeptos havia outros; aqueles sem nome, nem identidade, que estão sempre nos estádios, a apoiar mas também a destabilizar. Um jogo tão bonito, virou um filme de terror cheio de paragens e peripécias. Mas julgam que lançar cadeiras para o relvado não destabiliza também a vossa equipa? Julgam que parar o jogo alivia os vossos jogadores? Sou admiradora das claques, quando estas mobilizam um estádio inteiro para empurrar a equipa para a vitória. Quando se descontrolam, não ajudam ninguém.

Não há qualquer dúvida que os clubes devem viver dentro da legalidade, contudo a Lei que hoje regula as claques e a sua legalização em nada protege o mundo desportivo.
O mau comportamento dos adeptos tem vindo a assombrar o campeonato português
Fonte: SL Benfica

Sou o tipo de adepta que acredita cegamente, que um estádio cheio de pessoas a cantar a uma só voz, a plenos pulmões, é capaz de marcar um golo; de ganhar jogos; de fabricar campeões. Esses são os adeptos. Os outros? Não sei. O que sei é que, interromper jogos e destruir estádios não é digno do nome “adepto”. Não é esse o futebol que me faz largar tudo.

Foto de Capa: Bola na Rede

 

Rally Dakar: A estreia na Arábia Saudita

O Rally Dakar 2020 arrancou domingo, dia 5 de janeiro, sendo a sua 42.ª edição. Após três décadas da prova realizada em África e mais uma na América do Sul, a prova é realizada de forma integral na Arábia Saudita, o que marca uma nova “era” da competição.

A edição de 2020 arrancou em Yeda, a segunda cidade mais importante da Arábia Saudita. Nos carros, Nasser Al-Attiyah na Toyota e os Mini Buggy de Stéphane Peterhansel e Carlos Sainz são os grandes candidatos à vitória. Nos camiões, a Kamaz procura mais uma vitória no Rally Dakar. Os SSV prometem, com muitos bons pilotos. Nas motos, o contingente KTM vai tentar revalidar a vitória e o seu domínio no séc. XXI do Rally Dakar.

Fonte: Rally Dakar

Uma das grandes novidades no Rally Dakar 2020 é a presença de Fernando Alonso. O piloto vai correr com a Toyota e apesar de estar ciente das dificuldades que irá atravessar, pelo do facto de ser uma novidade para si e pela falta de experiência, assume que não está pronto para obter a liderança, mas espera conseguir obter uma boa posição no final da prova.

Como seria se o SL Benfica voltasse ao Ciclismo?

O Sport Lisboa e Benfica pode vir a ter um projeto na estrada em 2021. Nesta segunda-feira, em declarações ao Bola na Rede TV, Rui Porto Nunes referiu que existe essa hipótese para os lados da Luz.

Apesar de não haver nenhum veredicto sobre o assunto, o cenário de uma possível reentrada da marca Benfica no pelotão nacional deixa o aficionado comum algo pensativo.

A última vez que o SL Benfica esteve na estrada foi em 2008. O projeto na modalidade durou duas épocas, visto que tinha começado em 2007. Alguns ciclistas da equipa ainda correm na atualidade, como Edgar Pinto (W52-FC Porto), Rui Costa (Team UAE Emirates), Hugo Sancho (Miranda-Mortágua) e o atual campeão nacional de estrada, José Mendes.

Uma equipa recheada de talento, mas também composta por nomes mais experientes. A equipa tinha o experiente José Azevedo, o “Foguete da Rebordosa” Cândido Barbosa, Rúben Plaza, que acabou por se tornar um ciclista de WorldTour, e Danail Petrov, que foi várias vezes campeão nacional búlgaro. O Benfica tinha o estatuto de equipa pro continental, acabando a temporada com 14 vitórias. As prestações obtidas não foram de encontro com as expetativas, deixando de haver financiamento por parte da João Lagos Sports.

Fonte: SL Benfica

Havendo uma possibilidade de retorno do clube encarnado, algumas questões se levantam. Seria benéfico o Benfica ingressar na modalidade? O clube estaria disposto a libertar fundos suficientes para construir uma boa equipa? Ou iria juntar-se a uma equipa já existente? O projeto seria para durar?

Enquanto se fala neste cenário hipotético, o Sporting CP não vai ter o nome associado ao ciclismo nesta época que se aproxima. O clube desvinculou-se do Clube Ciclismo de Tavira, afastando-se da modalidade, após quatro épocas no calendário velocipédico. O FC Porto encontra-se ligado à W52, desde 2016, conquistando várias vitórias desde então. A continuidade para a próxima temporada está assegurada, com nomes apontados para a revalidação do título na Volta a Portugal, casos de Amaro Antunes e do inevitável João Rodrigues.

Desengane-se o adepto, que não acha impactante a presença de uma equipa dos três grandes nas estradas portuguesas. A vinda dos grandes clubes do futebol para o ciclismo acaba por promover a modalidade, criar uma maior dinamização de meios e recursos, mas também novos patrocinadores e parcerias. Muitas marcas querem, desde logo, associar-se ao nome SL Benfica, Sporting CP ou FC Porto.

Aquela rivalidade que já vimos, outrora, nas estradas portuguesas traria um maior ânimo durante os percursos das etapas em Portugal. O SL Benfica é uma marca muito grande, com uma massa adepta gigante, certamente que a sua vinda para o ciclismo impulsionaria o número de pessoas nas bermas das estradas, causando um maior mediatismo nas conversas de café, e mesmo nos diários desportivos.

Já se procura há algum tempo um travão na hegemonia da equipa portista. Um projeto de cores vermelhas seria bom para aumentar a competitividade a nível nacional e, quem sabe, expandir o ciclismo português.

No entanto, será que os novos “adeptos” da modalidade seriam os mais interessantes? Ou será que o ódio do futebol e das outras modalidades iria transparecer para o ciclismo? Se assim for, existem dúvidas quanto ao modo saudável/fair play da assistência nas provas.

A tornar-se realidade, pode ser uma faca de dois gumes, com diversos pontos positivos, mas com a possibilidade de existência de alguns negativos, com o principal a ser criado pelas próprias pessoas, que não gostam de ciclismo, aumentando (mais ainda) a clubite de alguns “pseudo fãs” de ciclismo pela altura da Volta a Portugal.

Foto de Capa: Volta a Portugal